Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR10.
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Nov 08 2019
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Nov 08 2019
Já que o ME não reconhece os erros, vai-se para tribunal…
Exmo. Associado do SPZC,
Tendo V.a Ex.a manifestado interesse em aderir à Ação Judicial da
Ultrapassagens, vimos pelo presente informar que a mesma deu entrada no
Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra no passado dia 09/4/2019, tendo sido posteriormente apresentada a Contestação do Ministério da Educação e coonsequentemente a Resposta do Sindicato à Contestação, pelo que neste momento, e desde Junho do corrente ano civil, encontra-se a mesma a aguardar Despacho de pronúncia do Juiz titular do processo.Assim, e apesar da morosidade característica dos Tribunais Administrativos e
Fiscais, a Ação tem corrido os seus trâmites processuais de acordo com a
normalidade, pelo que assim que houver algum desenvolvimento de relevância será oportunamente levado ao conhecimento de V.a Ex.a.Com os melhores cumprimentos,
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Nov 08 2019
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 11 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 12 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Nov 08 2019
Mal tomou posse, a Comissão de Educação chamou o Tiago ao Parlamento.
A iniciativa partiu do PCP, BE e CDS. Os comunistas e os bloquistas querem pedir explicações ao ministro sobre a falta de funcionários nas escolas. Os centristas exigem esclarecimentos sobre o fim dos chumbos no ensino básico, que consta do programa de Governo.
Aguardemos mais uma sessão de retórica para “boi dormir”…
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Nov 07 2019
Comecem a levar às escolas pessoas experientes, de preferência também Pais, pessoas corajosas, criativas, com conhecimentos técnicos (psicólogos, sociólogos, professores,…), para dizer aos Pais o que eles precisam ouvir, mas sobretudo, de uma forma que eles escutem.
Levem convidados que não se preocupem com a “avaliação” que vai ser feita num questionário final. Convidados independentes para ajudarem a responsabilizar os Pais.
Levem convidados que ajudem com técnicas para os Pais enfrentarem os seus problemas, a sua falta de tempo e as suas dúvidas. Ninguém nasce sabendo como se vive.
No século XXI, a informação está aí.
Qualquer Pai, se quiser, faz uma pesquisa e sabe tudo sobre a importância das regras, sobre o valor do “não”, sobre a necessidade de haver afeto e disciplina…até há essas modas da “Parentalidade Positiva”, por exemplo. Só que isso NÃO chega. Atingir o coração e o cérebro dos Pais exige experiência, criatividade e coragem.
No Agrupamento de Escolas Cego do Maio, fizemos uma das centenas de Palestras que já dinamizámos de norte a sul do país. Mas fizemos como se fosse a primeira. Porque esta é a nossa paixão. Os ecos que nos chegam, os ecos que nos emocionam, as avaliações informais de muitos Pais, dizem : “Falámos de temas importantes, de forma leve. Obrigado! Estava a precisar!”.
Comecem a levar às escolas pessoas que responsabilizam os Pais. Todos ficamos com pena porque eram “só 60”, mas ontem seriam 20, e manhã serão mais. Ou não. Temos é que tentar. Responsabilizar os Pais é fundamental. E tem tanto de ciência, como de arte. Eu próprio, no meu papel de pai, também preciso de melhorar, claro.
Todos precisamos.
O mundo precisa conhecer os bons exemplos…A Associação de Pais, nesta Palestra, brilhava com entusiasmo pela sua reeleição, o que nos dá esperança para o futuro. Os diretores dos Agrupamentos têm missões complexas, dada a heterogeneidade do docentes ( e não docentes ) com quem trabalham. Eles motivam, sim, mas também precisam de ajuda. Nomeadamente dos Pais. Precisam de Pais envolvidos pela positiva. O diretor fez o seu papel. Muitos professores, também fizeram, porque vieram à sessão, como de Pais.
Parem de organizar sessões de xaxa, onde os Pais sentem que foram perder tempo, agravando a sua ausência de participação, porque as pessoas convidadas não estavam de corpo, alma, coração,suor, lágrimas, sangue e não apresentaram exemplos concretos com frontalidade, sem se esquecerem de referir que há problemas que necessitam de terapia.
Não fomos para agradar, ou para fazer amigos. Quando pararmos de suar, quando pararmos de ficar emocionados, quando pararmos de escutar com o corpo e de estar em relação com as pessoas, procuraremos outra ocupação.
Mas organizar sessões de xaxa, já é melhor do que nada! Porque o ditado está certo…Santos da casa, não fazem milagres…a vinda de pessoas de fora, pode ajudar. Mesmo uma sessão de xaxa tem pontos positivos. Nem que seja o convite que se manda. O repto lançado aos Pais, já é pedagógico, ficando na sua consciência quando não vão.
Felizmente, há cada vez mais e melhores psicólogos nas escolas. E, felizmente, estão concentrados na sua missão. Não é fácil “ser juiz em causa própria”. Por isso, acreditamos que chamar pessoas de fora, pode ser uma lufada de ar fresco.
Movidos pelo sucesso da sessão no Agrupamento de Escolas Cego do Maio, sentimos que contribuímos para agitar os Pais. Os Pais, os Assistentes Operacionais (e docentes que também são Pais), foram excelentes. Permitiram-se crescer. A mudança de comportamento dá-se, muitas vezes, sem termos noção dela.
Sabemos que não é esta a solução de todos os males, mas sabemos que uma boa Palestra, uma boa Formação, um Colóquio, uma boa Sessão de Sensibilização, é um contributo válido para o sucesso educativo. Nem que seja pelo exemplo dado aos alunos.
Motivar e estar Motivado. É um paradoxo falarmos disto aos Pais?
Os Pais deviam estar motivados e deviam saber motivar as crianças e jovens?
Pois não estão. E, muitas vezes, não sabem.
É o tal livro de instruções que não vem com os filhos. Mas os nossos avós não precisavam de Palestras?
Pois talvez não. Mas os tempos mudaram! E muito. Só não vê, o pior cego.
Há evolução. Há a tecnologia a dar-nos cabo do cérebro das crianças (quando mal utilizada). Há depressões e suicídios. E há o politicamente correto, esse monstro.
Mas e se não há verba? E se ninguém vem? Com quem vão deixar os filhos? O cão não vai comer os arranjos de mesa? Há 18 anos que escuto desculpas. E há 18 anos que escuto pessoas que arranjam soluções. Imaginem quem é que leva o mundo para a frente? E há os que ainda não conseguiram, mas estão a tentar.
Comecemos a ter coragem de dizer aos Pais o que devem fazer, com ideias para aplicarem. Claro que há alguns Pais que simplesmente não sabem mais. E há os que (até por doença mental), não conseguem fazer melhor. Mas há muitos que podem e devem melhorar. Vamos responsabilizar e informar
esses Pais. Com profissionalismo. Com criatividade, experiência e coragem. Parabéns a todas as escolas que estão a fazer um esforço.
Nesse fim de dia, dissemos algumas verdades. E vamos continuar a dizer. Da forma mais impactante, diremos o mais importante.
As crianças e jovens merecem.
Parabéns aos que foram. Parabéns aos que organizaram. Parabéns à escola, aos políticos (estavam presentes também de corpo e alma, o que nem sempre acontece), e a todos os Auxiliares que trabalharam a mais naquele dia, porque nada (além da chuva e pouco mais), cai do céu.
Sem a dose certa de erro, idealismo e de sonho, não vamos lá. Seremos todos cúmplices da degradação de que tanto se fala em surdina, se não tentarmos nada, ou se apenas fizermos publicações indignadas com o estado das coisas.
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Nov 07 2019
O mapa seguinte apresenta a distribuição por concelho de todos os horários (completos e incompletos, anuais e temporários).
Consegue-se perceber que não há nenhum concelho no interior com mais de 100 horários e que acima de 500 apenas na zona da Grande Lisboa.
Se clicarem na imagem terão acesso ao mapa com informação mais detalhada: horários anuais (preto) e temporários (vermelho). Poderão perceber que os concelhos onde há escassez de professores são aqueles onde a diferença entre os anuais e temporários é maior. (Basta clicar na imagem abaixo e fazer zoom no pdf)

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Nov 07 2019
O governo de António Costa continuará a não dar merecida consideração aos professores?
O novo velho ministro da Educação irá continuar a pôr a opinião pública contra a classe que dá instrução aos alunos? Os professores são dignos de respeito, credibilidade e mérito. Uma Escola Pública sem Assistentes Operacionais não funciona, havendo estabelecimentos de ensino encerrados por falta destes funcionários.
Diz-me uma amiga professora que há turmas na sua Escola, desde o início do ano lectivo, que, ainda, não têm professores em várias disciplinas…
Porque razão os arquipélagos da Madeira e dos Açores resolveram, gradualmente no tempo, a contagem integral de todo o trabalho dos professores e, no Continente não? Já se estima que a médio/longo prazo haja falta de professores. Assim, não admira. Onde está o reconhecimento e incentivo? Não há! Quem não acarinha os docentes mata o futuro de Portugal!
Vítor Colaço Santos
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Nov 07 2019
Há atitudes que entendo, outras que nem consigo imaginar o que leva algumas pessoas a tomá-las.
O caso de falta de um aluno a uma disciplina em que o seu encarregado de Educação o inscreveu aquando da matricula é, não só aceitável como obrigatória. Trata-se de gerir recursos humanos e os gastos com os mesmos. Se temos matriculas para o preenchimento de 10 turmas a EMR, contratamos um docente para 10 horas. Mas se entretanto metade dos alunos não frequentam ou desistem da disciplina, por este ou por aquele motivo, transforma a boa gerência de recursos humanos em desperdício, uma vez que em vez de 10 horas de contrato poderiam apenas ter sido contratualizadas 5. Permitir aos educandos a desistência, a meio do período, de uma disciplina é falta de responsabilidade e contributo para o desbarato de dinheiros públicos. Por isso devia haver qualquer tipo de sanção para quem o faz…
Da falta de respeito pelo dinheiro de todos nós, a condenar a EXCOMUNHÃO, vai um longo caminho… Creio que a Santíssima Sé não aprovaria tal ato, e a Igreja Católica Portuguesa, também não.

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Nov 07 2019
O Conselho das Escolas reuniu, ordinariamente, em 31/10/2019, nas instalações do Ministério da Educação em S. Domingos de Rana.
Nessa reunião, entre outros assuntos e por iniciativa do Conselho, foram discutidas e aprovadas duas recomendações, a saber:
a) Recomendação n.º 01/2019, relativa ao Despacho n.º 7247/2019, de 16 de agosto
b) Recomendação n.º 02/2019, relativa ao Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho
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Nov 06 2019
Os encarregados de educação dos alunos do Centro Escolar de Torrados, em Felgueiras, foram avisados, na semana passada, pela escola, de que os educandos tinham de frequentar as aulas de Educação Moral Religiosa e Católica (EMRC) sob pena de as faltas serem comunicadas à Igreja Católica e as crianças ficarem impedidas de frequentar a catequese, ir à comunhão ou mesmo entrar na igreja.
Segundo a circular enviada pelo coordenador do Centro Escolar, Arménio Rodrigues, “no ato de matrícula foi feita a escolha para a frequência da disciplina” e a comunicação das faltas (à décima o aluno reprova) será feita “mensalmente à base de dados da Igreja Católica Portuguesa”. Isso pode trazer consequências, ameaçava ainda, correndo os alunos “o risco de lhes ser barrado o acesso aos vários serviços da Igreja, como por exemplo a frequência da catequese, batizados, primeira comunhão e outras celebrações, bem como não poder entrar em qualquer igreja católica portuguesa”.
O JN tentou ouvir o coordenador da escola, mas sem sucesso. Já a Direção do Agrupamento de Escolas Dr. Machado de Matos – Felgueiras limita-se a confirmar a existência do comunicado e que o assunto já está a ser esclarecido, estando agendada para hoje uma reunião com os encarregados de educação”.
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Nov 06 2019
Ainda estou para ver como correrão as negociações.
Depois de anos a fio sem um aumento a perda de poder de compra foi superior a 10%. Pelos vistos vamos continuar a perder poder de compra, pois serão 10% que nunca recuperaremos.
Aumentos na função pública? “Há um teto de 3% até 2021”
Carlos César admite “alguma inércia” na área da Administração Pública, que a nova ministra pode contrariar. “Não se devem reduzir os problemas da administração públicas às questões salariais”.
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Nov 06 2019
A Fenprof recusou o convite da ministra Alexandra Leitão para participar na reunião da concertação social. Prefere negociar a solo.
Enviou um oficio à ministra onde refere as razões.
No ofício dirigido à ministra, que foi enviado hoje de manhã, a FENPROF sublinhou que:
1) Ao MMEAP estão atribuídas, principalmente, competências em três domínios: simplex, descentralização e recursos humanos. Para qualquer desses domínios, entende a FENPROF que, dada a especificidade da profissão docente e dos serviços públicos de educação, ensino e investigação, se justifica que toda e qualquer reunião a realizar, que, eventualmente, inclua membros dos gabinetes destes ministérios, deverá ter lugar em mesa específica, a realizar no Ministério da Educação e/ou no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;
2) A FENPROF lembrou que, em relação a medidas de simplificação, recentemente, o anterior governo divulgou o documento “Escola + Simples para Professores”;
3) Lembrou, também, que relativamente à designada descentralização na Educação, o processo que está em curso obedece a um quadro legal específico (Decreto-lei n.º 21/2019), pelo que qualquer tipo de discussão ou processo negocial que dele decorra deverão ter lugar na sede própria, o Ministério da Educação, ou, se, eventualmente, for noutra, em mesa própria. A FENPROF manifestou disponibilidade para abordar esta matéria numa perspetiva de reforço da autonomia das escolas, democratização da sua gestão e devolução às escolas de competências que lhes estão a ser retiradas por esta via, disponibilidade que estendeu à abertura de um processo negocial com vista a apresentar e negociar as suas propostas;
4) No que respeita a recursos humanos, em particular pessoal docente e investigadores, a questão a que o programa do atual governo dá prioridade são as carreiras e, sobre as carreiras docentes (ECD, ECDU e ECDESP) – reivindicações dos docentes, ainda anteriores ao 25 de Abril de 1974, que só se concretizaram em 1989/90 – a FENPROF lembrou a ministra que, tanto na aprovação, como em posteriores alterações foram desencadeados processos negociais específicos, realizados em mesa própria nos respetivos ministérios de tutela, em respeito pelos profissionais docentes e pelas suas organizações sindicais;
5) Relativamente ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) a questão que tem vindo a ser mais mediática, para FENPROF, o que é necessário não é realizar qualquer tipo de revisão que desvalorize, ainda mais, a carreira, mas: recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias que os professores cumpriram e ainda estão em falta; resolver o problema das ultrapassagens de docentes com mais tempo de serviço por colegas seus com menos tempo; acabar com os constrangimentos que estão a impedir professores avaliados com Bom de progredir ao 5.º e ao 6.º escalões. Estes serão, nesta área, os objetivos da luta dos professores.
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Nov 06 2019
Um grupo de professores protestou esta manhã, nos Paços do Concelho, em Sintra, por não concordarem que as obras para retirar o amianto das onze escolas do concelho de Sintra, decorram durante o fim de semana, propondo que as mesmas sejam feitas durante as pausas lectivas.
Para estes professores que foram recebidos por Basílio Horta, no largo fronteiro à Câmara de Sintra, se as obras decorrerem durante o fim de semana, “as partículas de fibrocimento ficam ar e não têm tempo de assentar e serem removidas em segurança”, antes do início das aulas.
Não obstante a autarquia já ter agendadas as datas de intervenção para retirar o amianto das escolas em falta, estes professores pretendem que essa intervenção seja realizada no decorrer das interrupções lectivas do Natal ou da Páscoa.
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Nov 06 2019
Como pais, professores e sociedade jamais poderemos aceitar uma medida como o fim das retenções no ensino básico.
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Nov 06 2019
Quase dois meses depois do arranque do ano letivo, há turmas sem professores e com matérias em atraso.
É o caso da escola António Gedeão, em Odivelas, onde, de acordo com os pais, há pelo menos uma turma que está sem professores a três disciplinas.
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Nov 06 2019
Assinalou-se ontem, dia 5 de novembro, o Dia do Cuidador Informal.
O Estatuto do Cuidador Informal, publicado a 6 de setembro, vem regular os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo as respetivas medidas de apoio. Contudo, ainda não se sabe sobre o efeito e impacto do estatuto aprovado em Setembro, que ainda tem de ser regulamentado. Apesar do estatuto do cuidador informal ter sido publicado em Diário da República em setembro, e o Governo tem quatro meses para o regulamentar.
Com o novo estatuto, os cuidadores informais conseguiram o reconhecimento jurídico, tendo sido criada uma estrutura na qual estão contemplados alguns direitos e deveres, tanto para os cuidadores como para a pessoa cuidada. Contudo, ainda falta ainda muita informação sobre os detalhes desse estatuto e o impacto direto que terá na vida de quem há já tanto tempo cuida de alguém.
A assinalar o dia do Cuidador Informal, Marcelo Rebelo de Sousa publicou uma nota no site da Presidência, lembrando a importância deste estatuto. “Uma causa que reuniu o apoio de todos os partidos políticos que o aprovaram, e que o Presidente da República sempre defendeu e continuará a defender.”
Por enquanto ainda nada influencia diretamente a vida de um cuidador informal, pois a Lei n.º 100/2019 – Diário da República n.º 171/2019, Série I de 2019-09-06 só produzirá efeitos depois da sua regulamentação, cujo prazo ainda está a decorrer. Contudo, na Região Autónoma da Madeira o Estatuto Regional aprovado entrará agora em vigor, faltando apenas a articulação com as entidades regionais.
Quem é considerado cuidador informal?
A lei permite que seja considerado como cuidador informal o cônjuge da pessoa dependente ou o unido de facto, bem como um parente ou afim (familiar do cônjuge) até ao quarto grau (primo). Não poderá ser, por exemplo, um vizinho ou um amigo que viva em economia comum com a pessoa cuidada.
Será considerado cuidador informal principal alguém se viver com a pessoa dependente e dela cuidar de forma permanente e não principal se a acompanhar regularmente, mas não de modo permanente.
Os cuidadores principais não podem ter remuneração de uma atividade profissional, nem pelos “serviços” que prestam ao familiar. Podem ter direito, entre outros, a um subsídio e, finda a assistência à pessoa, a medidas de apoio à integração no mercado de trabalho.
Os cuidadores não principais têm os mesmos laços familiares, mas podem ter ou não rendimento profissional e receber ou não pelos cuidados prestados. Podem beneficiar de normas para conciliar a prestação de cuidados com a atividade profissional, entre outras medidas “de reforço à proteção laboral”.
Informações complementares:
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Nov 06 2019
A violência entre alunos não é novidade, acontece todos os dias. A maior parte das vezes não é extrema e a coisa resolve-se depois da intervenção de um adulto ou dos próprios colegas. Neste caso, ainda sem pormenores, tal não aconteceu, a aluna teve de ser evacuada para um hospital central.
Este tipo de violência, apelidada muitas vezes de Bullying, é um dos principais problemas das escolas. A campanha lançada pelo governo contra este tipo de situações é bem vinda e deve ser “agressiva” para que nas escolas se possa entrar sem medos ou receios.
Na escola não há lugar para qualquer tipo de violência, para que isso seja uma realidade é necessário que se implantem medidas drásticas e que se faça uso e abuso do Estatuto do Aluno.
Jovem de 16 anos agredida em escola de Campo Maior internada em Lisboa
O porta-voz da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), Ilídio Pinto Cardoso, indicou que a rapariga deu entrada no hospital de Portalegre durante a tarde de terça-feira, “em estado considerado grave”.
“A jovem deu entrada nas urgências do Hospital José Maria Grande, em Portalegre, foi avaliada e estabilizada pela equipa pediátrica. Porque precisava de cuidados diferenciados, nomeadamente devido a traumatismos maxilofaciais, foi transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, disse.
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Nov 06 2019
O Projeto — Associação de Estudantes é uma iniciativa do qual sou mentor e dinamizador. Nasceu a partir da vontade de uma estudante de sete anos, com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Gervide (AP) e do director do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá, em Vila Nova de Gaia. Este projecto, constituído por crianças entre os seis e os nove anos, assume a participação cívica e política como pilares estruturantes que se reflectem na promoção do debate, na auscultação da população escolar, na angariação de verbas e na devolução à comunidade escolar do trabalho desenvolvido. É importante frisar o contributo fundamental de mães, pais e avós.
Na última sessão do Projeto — Associação de Estudantes, formámos seis grupos de dois elementos, acompanhados por um adulto, com o objectivo de identificarem duas, três ou quatro regras que deveriam ser cumpridas na escola para que houvesse organização e uma convivência harmoniosa entre todos e todas. Terminado o período de reflexão, voltámos à mesa de reunião e apresentei cada regra para debate. A participação sucedeu-se com opiniões diversas. Verifiquei, no entanto, que existia um assunto transversal a todos os grupos e que aparecia mais do que uma vez: a violência. Não apertar o pescoço dos colegas, não atirar pedras, respeitar as opiniões, não saltar para as costas dos colegas ou bater nos amigos foram alguns dos pontos mais identificados.
A violência nas escolas tem vindo a assumir uma nova roupagem com recurso a um estrangeirismo — bullying — e com esta nova denominação parece ser algo recente. No entanto, a violência não é um fenómeno novo, nem tão pouco geracional como muitas vezes quer fazer-se crer, principalmente nas caixas de comentários em notícias a este respeito nas redes sociais. A violência é um fenómeno cultural profundamente enraizado, em primeiro lugar nos contextos familiares e posteriormente nos contextos escolares.
Todas as gerações têm as suas histórias. Histórias nas quais praticamente todos os membros da família “molhavam a sopa” e os professores recorriam a réguas, canas e palmadas. E, por isso, há uma cultura violenta enraizada na história de cada um de nós. Felizmente, estas práticas têm vindo a ser criminalizadas e verifica-se uma consciência gradual do impacto nefasto que a violência tem no desenvolvimento das crianças, o que vai impedindo, pelo menos publicamente, que a agressão a crianças aconteça com maior frequência. Contudo, as vítimas mortais de violência doméstica que se verificam em Portugal (são já 30 este ano) e as mais de 500 detenções que se verificam anualmente desde 2016 são sintomas de uma cultura violenta que, apesar de restringida em público, continua a manifestar-se em privado, na esfera doméstica, e que as crianças presenciam e experienciam.
Os comportamentos das crianças nas escolas reflectem a sociedade que as educa. É preocupante que as crianças desconheçam os limites da sua liberdade quando esta se sobrepõe à liberdade e ao bem-estar dos outros, principalmente no interior do espaço escolar. E quando tanto os agressores como as vítimas têm dificuldades em compreender quando estão a agredir e quando estão a ser vítimas de agressão, este é um sintoma de que nunca alguém parou para calmamente lhes explicar (e repetir) que há limites que não devem ser ultrapassados porque, quando o são, magoam os outros.
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Nov 06 2019
Fomos convidados a dinamizar uma curta formação para docentes intitulada: O trabalho de equipa e a promoção do sucesso educativo. O objetivo que nos foi transmitido, passava por abordarmos algumas técnicas, além de incentivarmos os docentes a inovarem (ainda mais), criando mais e melhores projetos.
Estas formações geralmente são no fim de um dia de trabalho intenso destes professores. Reuniões, planificações e tantas outras questões burocráticas que passam despercebidas ao comum dos mortais que não conhece a realidade das escolas de hoje.
A maioria dos professores (e eram mais de 100!), demonstrou uma determinação fantástica, com atenção, dando o benefício da dúvida, querendo melhorar e tentado centrar-se nos pontos fortes da sessão.
Mesmo que o trabalho de equipa e a inovação pareçam não ser uma prioridade, num momento em que a indisciplina e as famílias colocam tantos entraves ao trabalho dos professores, souberam e conseguiram entregar-se. Obrigado!
O facto de termos pouco tempo para a formação, para nós é mesmo uma grande vantagem. Sabemos que o tempo é um bem precioso, principalmente para os docentes. Ainda mais nos dias que correm, com tanta instabilidade. Por isso, estudamos muito, para tentar passar ideias e técnicas importantes, sem perdas de tempo. Tantas formações e colóquios a que assistimos (porque queremos estar atualizados) e que são perdas de tempo, com Palestrantes que passam mais tempo a falar de si e dos seus projetos, do que de técnicas concretas, com Palestrantes com letras miudinhas no famoso PPT, demonstrando falta de empatia, com Palestrantes que, não sendo profissionais, vão apenas “quebrar um galho”.
Respeitar o tempo dos professores é tentar dizer o mais importante, da forma mais impactante. Este método traz riscos, claro. Cada professor tem a sua sensibilidade, a sua motivação para estar presente na formação. A linha entre “cairmos em graça” e “sermos engraçado” é ténue. Mas arriscamos pisar essa linha, porque acreditamos que agitar leva à transformação.
Aprendemos a ser corajosos exatamente com os melhores professores. Porque arriscam, estes também são muitas vezes mal compreendidos. Costumamos seguir o rasto dos que elogiam as nossas sessões. Os que elogiam, participam em projetos, têm dinâmica e são bem vistos pelos alunos (até onde podemos avaliar). Queremos ajudar todos, mas principalmente os que desejam melhorar.
No geral, os docentes sabem trabalhar em equipa, no entanto, todos precisamos de momentos para refletir, para vermos as coisas noutras perspectivas.
Depois, quem trabalha na educação, sabendo que existe neuroplasticidade (“capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento e quando sujeito a novas experiências”), tem que estar sempre preparado para melhorar. Mesmo no meio do furacão.
Diz-se que em tempos de guerra não se limpam armas, mas não foi isso que vi neste Agrupamento de Escolas.
Vi grupo. Vi trabalho. Vi coragem. Vi entrega. Vi preparação. Parabéns.
O QUE APRENDI NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CEGO DO MAIO…E QUE PODE SER ÚTIL PARA QUEM QUISER ORGANIZAR UMA FORMAÇÃO PARA DOCENTES
1 -Escolha um tema que ache pertinente. Siga a sua intuição, decida. Alguém tem que decidir. Decida;
2- Mesmo que já estejam bem, exija ainda mais. Suba os padrões;
3- Não espere marcar para um dia de pouco trabalho. Nas escolas, esse dia não existe;
4- Não há formações perfeitas, peça para os Docentes se centrarem nos aspetos positivos;
5- Informe que não é por existirem outros problemas (como as indisciplinas) que agora não se vai abordar novas temáticas;
6- Exija que o Palestrante (ou Formador) cumpra o horário.
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Nov 06 2019
Foi uma petição que transitou do outro governo. Quero ver se a maioria do parlamento se entende, desta vez, e toma a iniciativa de propor a recuperação do tempo de serviço em falta. Condicionado, ou não, por desenvolvimentos da economia, sempre é melhor que a opção do Costa que é Nem Mais Um Dia,
Entre as petições que foram aprovadas para serem discutidas em plenário está, por exemplo, uma da Fenprof para que sejam retomadas as negociações da recuperação e contabilização de todo o tempo de serviço congelado dos professores. Este foi, aliás, o braço-de-ferro com os professores que marcou o anterior mandato do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. O abaixo-assinado da Fenprof deu entrada em março e reuniu 60 045 assinaturas
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Nov 05 2019
No mapa seguinte apresentam-se todas as colocações em horários completos (anuais e temporários) nos diferentes QZP’s. Como é claro para todos, no QZP 7 (e no sul de uma forma geral) a diferença entre temporários e anuais é muito maior.
Isso significa que as necessidades permanentes nessas zonas estão longe de ser colmatadas…
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Nov 05 2019
Bom dia.
Apenas algumas notas sobre o Prós e Contras de ontem:
– Num programa que naturalmente surge devido aos episódios de violência que tiveram eco em certos OCS nas últimas semanas, e apesar dos intervenientes da plateia serem todos professores, penso que o painel não deveria ter apenas o “docente do ano” – como que a representar toda uma classe -, mas outros professores, que estão no terreno e que já produziram opinião publicada sobre o assunto. Admito que os convites possam ter sido feitos e recusados mas não me parece que pelo menos duas das figuras do painel (estou a pensar no economista e na investigadora) merecessem ocupar um lugar que faria muito mais sentido ser do Luís Sottomaior Braga, que juntamente com o colega de Geografia teve das melhores prestações. Fica no ar a eterna impressão de que quando o assunto é sobre Educação, os professores são apenas chamados para “relatar” enquanto que ditos especialistas de outras áreas são os preferidos para explicar os fenómenos
– Inaceitável – mas ao mesmo tempo sintomática de algo muito perverso – foi a ausência de um representante do Ministério da Educação. Quando o assunto for meritocracia, flexibilizōes inclusivas e alterações ao ECD, certamente que teremos vários a colocarem-se em pontas dos pés para receber o convite e estar presente.
E sim, muito do fundamental ficou por dizer.
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Nov 05 2019
Portugal entra pela primeira vez no grupo de países onde melhor se fala inglês
Os portugueses nunca falaram inglês com tanta proficiência como agora. Portugal alcançou pela primeira vez o nível de proficiência “muito elevada” no relatório EF English Proficiency Index (EF EPI) – que analisa dados de 2,3 milhões de falantes não nativos de inglês, em 100 países e regiões.
Ocupando o 12º lugar do índice, Portugal junta-se a um restricto grupo de países – maioritariamente nórdicos – que foram este ano classificados com a nota mais elevada. Aliás, dos países do Sul da Europa, Portugal destaca-se dos demais: Grécia (ocupando o 22.º lugar) classifica-se com nível “alto”, mas França (31.º), Espanha (35.º) e Itália (36.º) não vão além de um nível “moderado” de inglês.
O nosso País é este ano aquele com tendência mais positiva de crescimento, comparando com os dados do último ano – onde, apesar de também ter crescido, não tinha ido além de um 19.º lugar no índice.
“O inglês continua a ser, indiscutívelmente, a língua mundial dos negócios. A nossa nona edição do EF EPI está mais abrangente do que nunca, fornecendo informações valiosas para os governos avaliarem as suas políticas de ensino de línguas e o retorno dos seus investimentos em formação de idiomas”, afirma Minh Tran, director executivo de assuntos académicos da EF.
O EF EPI tem por base os resultados do EF Standard English Test (EF SET), o primeiro teste de inglês padronizado gratuito do mundo. O EF SET tem sido utilizado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos para testes em larga escala.
Em 2019, Holanda (1.º), Suécia (2.º) e Noruega (3.º) são os países com melhor proficiência em inglês. No fundo da tabela está a Arábia Saudia (98.º), Quirguistão (99.º) e Líbia (100.º)
Homens portugueses ultrapassam mulheres
O estudo – que avaliou o inglês de mais de 2,3 milhões de pessoas – conclui que a nível mundial as mulheres falam inglês melhor do que os homens, apesar da disparidade ser menos evidente nalgumas regiões relativamente a edições passadas do EF EPI.
Em Portugal, este ano, os homens conseguiram obter melhor classificação dos que as mulheres portuguesas. Uma surpresa, uma vez que na passada edição do índice as mulheres conseguiam estar dois pontos à frente dos homens, seguindo a tendência global.
Ainda assim, as mulheres portuguesas também atingem este ano um nível “muito elevado” de inglês (62,79 pontos), um valor bastante superior à média dos homens de todo o Mundo (53,03 pontos).
Os jovens portugueses entre os 21 e os 25 anos são os que levam melhor nota no EPI – um relatório que mostra uma correlação entre a fluência em inglês e o poder de compra, qualidade de vida, inovação e um conjunto de outros indicadores sócio-económicos. Apesar desta correlação positiva entre a fluência na língua inglesa de uma região e o valor médio do seu rendimento bruto, Portugal é um dos três países com nível de proficiência em inglês “muito elevada”, mas abaixo da linha de correlação com o rendimento médio nacional líquido per capita.
Para Constança Oliveira e Sousa, responsável da EF Education First em Portugal, “não é por acaso que o nosso País se torna cada vez mais atractivo a investimento estrangeiro nos mais variados sectores económicos, e palco de grandes convenções internacionais, como o Web Summit”.
“Cada vez mais, vemos novos ecossistemas internacionais a nascer em Portugal, nomeadamente em Lisboa e no Porto, não só fruto de investimento de grandes empresas mas também de pequenas. Um bom exemplo são as centenas de startups que se fixam no nosso país. Esta presença internacional, que fomenta o negócio e cria postos de trabalho com salários mais elevados, só é possível porque o inglês é de facto uma língua cada vez mais falada no nosso país, permitindo a fácil comunicação entre actores de todo o mundo, a interacção com o nosso capital humano, que é de grande qualidade técnica, e permitindo que estas empresas sejam productivas”, explica Constança Oliveira e Sousa.
O Porto é a cidade portuguesa onde melhor se fala inglês. Porém, quanto a regiões, é o distrito de Lisboa que lidera este ranking. Seguem-se as regiões Norte e Centro. O distrito de Faro e o arquipélago da Madeira registam a proficiência em inglês mais baixa do País. Mesmo assim, um nível de inglês superior aos níveis registados no ano passado – alcançando, agora, o nível de proficiência “alto”.
As principais conclusões do EF EPI 2019 incluem:
O EF English Proficiency Index for Schools (EF EPI-s), um relatório complementar ao EF EPI, também foi divulgado hoje. O EF EPI-s examina a aquisição de habilidades de inglês por estudantes do Ensino Secundário e Superior de 43 países.
Os relatórios da EF EPI e da EF EPI-s e os folhetos de países / regiões estão disponíveis para download em https://www.ef.edu.pt/epi.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/EPI_Factsheet_2019_Portugal_PU.pdf”]
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Nov 04 2019
Publicam-se as listas ordenadas provisórias dos candidatos selecionados e dos candidatos excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020
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Nov 04 2019
Sinal que…
… alguma coisa vai mesmo mudar em breve.
IMPORTANTE: Diploma de Concursos Docentes – Recolha de Contributos

Caro(a) Associado(a) – Professor(a) Contratado(a),
A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, tem requerido, junto do Ministério da Educação, uma revisão do diploma que regulamenta o concurso de professores. Nessa medida, e na perspetiva de, atempadamente, esta organização poder desenvolver um novo dossier de trabalho nesta matéria (para posterior apresentação à nova equipa da tutela), vimos requerer que nos sejam remetidos os vossos contributos (propostas de alteração à legislação vigente, acompanhadas da sua devida fundamentação), até ao próximo dia 18 de novembro de 2019 (segunda-feira).
As propostas deverão ser enviadas para o e-mail [email protected] , colocando no assunto da mensagem “ENVIO DE PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO AO DIPLOMA DE CONCURSOS – NOVEMBRO 2019”.
Apelamos à vossa massiva participação e divulgação junto dos vossos contactos. Todas as propostas são FUNDAMENTAIS para que possamos, uma vez mais, promover um profundo debate nacional (fundamentado e pormenorizado) em torno de uma das questões mais centrais para o desenvolvimento de funções docentes e que mais impacto tem, diariamente, na vida de dezenas de milhares de professores e das suas famílias.
Destacamos, que, nos últimos encontros de trabalho com a tutela, esta organização, apresentou, entre outras, as seguintes propostas (das mais diversas matérias):
– Realização de um Concurso de Vinculação que tenha como clara linha de orientação o cumprimento da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010 de 4 de maio, criando uma diferenciação positiva, em sede de concursos, para os professores que têm exercido funções no ensino público em escolas diretamente tuteladas pelo Ministério da Educação;
– Definição clara do conceito de necessidades permanentes do sistema;
– Redefinição do conceito de sucessividade contratual;
– Aplicação, aos professores contratados, do disposto no art.º 79º do ECD;
– Colocação de um fim ao tratamento diferenciado entre Professores e Técnicos Especializados / Docentes de Técnicas Especiais;
– Criação de um regime especial de aposentação que vise a promoção do rejuvenescimento do quadro dos professores ao serviço do ME, nomeadamente através da saída antecipada de professores com longas carreiras docentes e contributivas;
– Alteração dos intervalos de horários para a manifestação de preferências para a contratação de docentes, passando a configurar os seguintes limites: Horário Completo (22 horas); 18 a 21 horas; 12 a 17 horas; 8 a 11 horas;
– Permissão para um candidato poder retirar, ou acrescentar, preferências concursais, no âmbito da colocação em reservas de recrutamento, pelo menos a meio e no final do 1.º período, consoante o desenrolar das colocações;
– Possibilidade, por parte do candidato, em sede de realização do concurso na plataforma SIGRHE, acionar a repetição de códigos de preferências para contratação, acabados de inserir na slot de horários completos anuais, para outros intervalos de horários e de duração do contrato;
– Eliminação da necessidade de um docente, na manifestação de preferências para contratação, ter de concorrer primeiro a um horário completo antes de concorrer a um horário incompleto;
– Extensão da aplicação das prioridades de ordenação estabelecidas no concurso nacional de contratação de docentes ao modelo de concursos no âmbito da figura da Contratação de Escola;
– Extensão do contrato até 31 de agosto a todos os docentes que a 31 de maio estejam a exercer funções em regime de substituição de um outro professor;
– Alteração da figura da renovação de um contrato a termo, considerando que um docente não deverá poder renovar o seu contrato caso algum professor mais graduado seja opositor a esse mesmo horário;
– O tempo de lecionação que qualquer professor realize para além do tempo semanal a que se refere um horário completo, deverá ser convertido em dias de serviço a contabilizar, de forma retroativa, nesse mesmo ano letivo, de modo a compensar os dias de serviço perdidos pelo antes da sua colocação;
– No caso dos professores contratados colocados em Reservas de Recrutamento após o arranque do ano letivo, em que devem cumprir todo o serviço letivo e não letivo previsto para esse ano (recuperação de conteúdos letivos, desenvolvimento de todos os procedimentos de direção de turma, etc.), o seu horário deve ser contabilizado como anual, uma vez que, no final do ano letivo, cumpriram todo o serviço como se tivessem sido colocados no âmbito da Contratação Inicial. Esta questão toma também especial relevância em todos aqueles que lecionam conteúdos de âmbito modular;
– Aumento da penalização a atribuir a todos os docentes que optem pela não aceitação do horário atribuído, no âmbito da CI, RR´s e CE. Veja-se que o mecanismo de não aceitação é abusivamente utilizado por muitos candidatos (nomeadamente “exteriores” ao sistema educativo público, por nada terem “a perder”, uma vez que durante esse ano estão a desenvolver funções num outro estabelecimento de ensino), criando uma imensa onda de ultrapassagens concursais posteriores, prejudicando o normal funcionamento do concurso de professores, assim como o regular funcionamento do ano letivo nas escolas, advindo do decorrente atraso na colocação do docente (prejudicando gravemente os alunos implicados);
– Impossibilidade de atribuição de serviço de correção de exames nacionais a todos os professores contratados colocados em horários inferiores a 14 horas letivas.
A Direção da ANVPC
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Nov 04 2019
O texto é pesado. O episódio já tem alguns anos, mas é um extremo a que não se quer chegar, basta que se tomem medidas.
Blog Comregras
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Nov 04 2019
A retórica tem sido muita, uns a favor, outros contra, mas ninguém fala da razão pela qual o governo vai avançar com esta medida, que é única e simplesmente financeira.
Os flexíveis e os inflexíveis têm-se degladiado, cheios das suas razões, argumentando pelo fim ou pela manutenção das retenções, mas nenhum fala do real interesse desta medida, poupar. Não está em causa o futuro da Educação, mas o futuro das finanças públicas, há que poupar. Na educação onde se deve investir, os políticos poupam.
250 milhões que não se gastam. As escolas que se desenrasquem, sem investimento para a aplicação destas medidas, sem recursos humanos, materiais…
Há que flexibilizar o futuro de uma geração.
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Nov 03 2019
A taxa de retenções e desistências no ensino básico caiu de 7,9% em 2015 para 5,1% em 2018. O Governo quer agora sistematizar todos os programas e medidas que lançou na legislatura anterior, aferir a sua eficácia e procurar aumentá-la.
Tiago Brandão Rodrigues explica como planeia reduzir o insucesso escolar, esclarecendo que não pretende “instituir passagens administrativas ou estratégias que desvirtuem o processo de ensino-aprendizagem”. A intervenção será reforçada no básico e no secundário.
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Nov 03 2019
Numa escola, quando me recebiam em grande festa, o alarido escondeu um gesto horrível que só eu vi.
Um professor ainda jovem, tímido e algo frágil, foi surpreendido por um aluno escondido atrás de uma porta que o esmurrou sumariamente. Não é fácil de explicar mas, quando seguia ao meu lado, ouviu o seu nome à passagem, inclinou o rosto para o vão entre a porta e a parede, e só eu, por um ínfimo e inesperado instante, vi o punho voando e ouvi a ameaça clara do miúdo: fodo-lhe o focinho.
A diretora da escola dizia que a mãe de uma menina mandara um bolo. Outra menina pediu para fazermos uma fotografia. Comentavam que sou muito mais gordo na televisão. Diziam que talvez chovesse. O professor agredido apanhou um livro do chão, disse: agora não. Voltou ao meu lado na mesma expressão afundada de há pouco. Queria uma dedicatória. Pediu desculpa por haver sujado a capa. Os livros brancos são como as almas, padecem só de pertencerem a alguém.
Eu não me canso de pedir respeito pela escola e pelos professores. O descalabro do Mundo incide sobre o universo escolar como uma bomba-relógio. Tudo o que falha se dissemina pelas crianças e pelos jovens. Mas julgo que ninguém pode desejar a degeneração do lugar onde os seus filhos se educam, o lugar onde o futuro se educa. A atenção à sanidade escolar precisa de ser prioritária. Não vai haver esperança para gerações mal formadas, admitidas à demasiada ignorância ou egoísmo.
O episódio de um professor mal preparado para lidar com o impertinente da juventude, noticiado há dias, não pode enganar-nos. O digníssimo ofício de ensinar tem perigado por políticas sempre pouco consequentes, mas tem perigado mais ainda pela progressiva aceitação da humilhação dos professores. Os professores fazem a vida inteira o que poucos de nós aguentariam fazer por uma só hora: estão entre quatro paredes com vinte ou trinta crianças ou jovens tentando que aprendam algo enquanto tudo nos seus corpos, nas suas idades, pede movimento, ruído, enquanto trazem de casa a marca das crises familiares, tantas vezes a fome e a violência. Que alguns professores sequer sobrevivam ao díspar dos alunos já é heroicidade de que se podem gabar.
Dediquei o livro assim: peço-lhe que não tenha dúvida, é um dos meus heróis. Não é pelo medo que falhamos. É pela falta de coragem. Como conversámos, não está em causa desistir. Nem dos alunos, nem do futuro. Mas isso implica começar por não desistir dos professores.
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