Qual será a palavra do ano?
Professores parece-me bem…
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Nov 22 2019
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Nov 22 2019
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Nov 22 2019
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 12.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 25 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 26 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Nov 22 2019
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Nov 22 2019
Esta frase foi proferida por um destacado Encarregado de Educação. Mas qual será o papel dele? Já nem falo de uma frase que ouvi de um aluno… “Você não é meu pai.”
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Nov 22 2019
As petições dos lesados da SS serão analisadas no Parlamento em janeiro. Entretanto o PCP e o BE entregaram dois projetos Lei para discussão na AR. Estão nas mãos do PSD e do PAN para a aprovação.
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Nov 21 2019
Segundo Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), principal organismo representativo nacional dos encarregados de educação, hoje em dia as principais preocupações dos pais são de duas ordens: as preocupações físicas e estruturais e as preocupações logísticas.
Ao nível da primeira, o representante da CONFAP destaca a falta de assistentes operacionais como uma preocupação dos pais. “Temos andado a tentar remediar com a contratação precária e temporária e agora as autarquias e a tutela têm que tentar remediar esta situação. É uma preocupação para que todos os serviços possam funcionar com o tempo e a qualidade necessárias para o apoio das crianças que frequentam a escola”, explica.
Para além desta falta de funcionários, Jorge Ascenção destaca ainda a necessidade de uma melhoria generalizada das instalações físicas das escolas, considerando que os pais “estão muito preocupados com a qualidade do tempo que as crianças passam na escola, pelo que é necessário repensar o projeto educativo”.
A verdade é que não é preciso recuar muito no tempo para relembrar alturas em que as maiores queixas da parte dos encarregados de educação eram a questão dos manuais escolares reutilizáveis, a qualidade das refeições escolares ou até as preocupações em torno dos edifícios com presença de amianto, que tem estado a mobilizar a comunidade escolar. Questões que entram e saem da agenda e muitas vezes permanecem por resolver.
Já ao nível logístico e pedagógico, o presidente da CONFAP aponta a questão da avaliação dos alunos e do seu currículo como algo a melhorar. O mesmo considera que hoje “os nossos filhos passam demasiado tempo em aula” e que hoje os pais “estão muito preocupados com a qualidade desse tempo”. “Queremos que se trabalhe no sentido de potenciar todas as capacidades e talentos das crianças e despertar neles o interesse pela escola, que é algo que hoje falta em muitos estudantes”, afirma. “Isto deve-se em grande parte ao facto da grande maioria dos professores estar mais preocupado em ensinar, do que em educar, sendo os resultados o principal objetivo”, acrescenta.
“Aqui há muito caminho a percorrer, desde logo pelas famílias, que têm que perceber que é importante que os nossos filhos tenham boas notas sim, mas que para além disso adquiram um conjunto de valências, humanidades, que nós estando com eles pouco tempo não conseguimos desenvolver”, alerta Jorge Ascenção.
Desta maior consideração pelos resultados em detrimento da cidadania e humanidade advêm outras consequências. Jorge Ascenção considera que hoje há cada vez mais uma aposta da parte dos encarregados de educação em explicações e no ATL, “consequência de algum fracasso da resposta que a escola consegue dar e da da perceção, nem sempre correta, que os pais têm da escola”.
Dá o exemplo do ensino secundário, onde o que “interessa é ter a melhor nota possível, independentemente da tipologia do aluno”, devido ao “excesso da importância dos exames para a entrada no ensino superior”, ou mesmo do pré-escolar, onde “a escola muitas vezes não está adaptada aos horários das pessoas”, o que leva as famílias a recorrer à oferta, paga, de ateliês de tempos livres.
Problemas levam a mudar de lado
Jorge Coutinho é pai de duas crianças, um rapaz de 10 anos e uma rapariga de sete anos. Assume-se como um “defensor da escola pública”, mas este ano decidiu passar o seu filho do ensino público para o privado. Explica que o seu filho frequentou o ensino público até ao 4º ano de escolaridade, mas que os problemas foram tantos ao longo dos anos que decidiu mesmo fazer esse “esforço financeiro por forma a dar estabilidade” ao filho. “Em três anos da pré-escola conseguiu ter sete educadoras, para além de várias auxiliares diferentes”, lamenta. “Isto é inconcebível, para uma criança é muito mau, porque não há estabilidade nenhuma, especialmente numa idade em que as crianças se agarram muito a estas pessoas”, considera.
Para além desta questão durante a pré-escolaridade, o filho de Jorge teve ainda três professores distintos no 3º ano “e no 4º ano, como a professora tinha isenção de horários, chegavam a não ter qualquer tipo de acompanhamento nalguns dias”, acrescenta. “É necessário uma continuidade e não havendo, eles não sentem que existe um porto de abrigo. Este tipo de situações não vão tendo solução ano após ano”, explica.
“É um esforço muito grande colocá-lo numa escola privada, mas nós, pais, temos que pensar em tudo, pensar na estabilidade. No privado não há greves, não faltam funcionários e respondem rapidamente às necessidades, por forma a criar essa estabilidade”, acrescenta.
Apesar da instabilidade referida na situação do seu filho, Jorge Coutinho vai mantendo a sua filha mais nova no ensino público e deixa mesmo elogios à docente que a acompanha: “A minha filha continua no ensino público porque, apesar da escola onde ela está ter falta de funcionários, a professora é excelente e falta raramente. Tem sido muito dedicada”.
Este encarregado de educação não coloca de lado a hipótese de voltar a ter o seu filho no ensino público. Deixa contudo a ressalva que o mesmo só acontecerá quando “existam condições para tal”. “Se verificar que há estabilidade e estas situações estão resolvidas, volto a colocá-lo no ensino público, até porque sou defensor desse ensino”, conclui.
Escola não está pronta para todos
Carlos Monteiro é pai de três filhas, uma com 25 anos, outra com 22 e a última com 18. Todas elas têm necessidades especiais educativas e todas elas passaram, ou estão, no ensino público português.
Para além de encarregado de educação, Carlos Monteiro é presidente das Associações de Pais de Gondomar, no distrito do Porto, e explica que atualmente as crianças com necessidades especiais educativas representam “cerca de 11% das crianças”. Diz, no entanto, que deviam ser muitas mais, uma vez que questões como a dislexia, por exemplo, não entram para estas contas.
O Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, estabelece os princípios e as normas que garantem a inclusão enquanto processo que visa responder à diversidade das necessidades e potencialidades de todos e de cada um dos alunos, através do aumento da participação nos processos de aprendizagem e na vida da comunidade educativa.
Carlos considera que o ensino português não está preparado para crianças neste tipo de situações e que para elas funciona muito à base do “facilitismo”: “Fazem com que elas vão passando até aos 18 anos e assim passem da tutela do Ministério da Educação para o Ministério da Segurança Social. Apressam-nas e despacham-nas para que não sejam sua responsabilidade”.
As crianças com Necessidades Educativas Especiais são aquelas que podem necessitar de apoios e serviços de educação especial durante todo, ou parte, do seu percurso escolar, por forma a facilitar o seu desenvolvimento académico, pessoal e sócio emocional. É o caso de crianças com condições específicas como o autismo, a hiperatividade, as dificuldades de concentração, as dificuldades motoras, as dificuldades sensoriais, as dificuldades de aprendizagem e as dificuldades de compreensão e expressão, por exemplo.
No ano letivo de 2015/2016 existiam mais de 78 000 crianças e alunos com Necessidades Educativas Especiais, sendo que 99% dos quais se encontravam matriculadas em escolas regulares.
Este encarregado de educação, que foi diretor de um estabelecimento de ensino durante 17 anos, considera que o ensino português tenta generalizar cada criança, especialmente desde a implementação do Decreto-Lei n.º 54/2018 e desta questão da inclusão, quando “cada caso é um caso”.
Este é, de resto, um tópico com o qual Jorge Ascenção, presidente da CONFAP, concorda. “Temos hoje o defeito de achar que cada uma das crianças é que tem que se adaptar ao sistema, quando muitas vezes deve ser o sistema a adequar-se consoante as necessidades das crianças. Nós não vamos dizer a uma criança de cadeira de rodas para se adaptar às instalações da escola”. Um inquérito da Fenprof, divulgado ontem, mostra que o novo regime divide opiniões nas escolas: mais de dois terços dos professores considera que a resposta aos alunos com necessidades educativas especiais não melhorou com a nova lei, enquanto dois terços das direções escolares inquiridas tem a opinião contrária. Maior sensibilização foi um dos ganhos com o novo regime, mas carência de recursos humanos, falta de formação e maior burocracia são alguns dos pontos negativos.
Segurança não é consensual
A questão da segurança é um dos tópicos de maior relevância para um pai nos dias que correm. Especialmente se tivermos em conta que a escola é o espaço onde as crianças passam uma grande parte do seu tempo durante a semana e, ainda para mais, tendo em conta o conturbado início de ano letivo, onde foram relatados vários casos de violência na escola e onde a falta de funcionários tem sido notória.
Apesar dessa preocupação, Jorge Ascenção, Carlos Monteiro e Jorge Coutinho, têm perspetivas diferentes sobre este assunto. O presidente da CONFAP admite que se sabe que a “falta de assistentes operacionais aumenta a probabilidade haver conflito”, mas acredita que os pais ainda assim se sentem seguros em deixar os seus filhos nas escolas. “Existe sempre o risco de acontecer alguma coisa, não podemos correlacionar a falta de operacionais e o perigo, até porque as situações de violência que existiram neste início de ano foram ínfimas se tivermos em conta que estamos a falar de um universo de quase dois milhões de pessoas”
Por seu lado Carlos Monteiro considera que hoje a confiança depende do grau de conhecimento de um encarregado de educação do local onde vai deixar as suas crianças. Por último, Jorge Coutinho é mesmo o mais cético, admitindo mesmo não sentir essa segurança enquanto existir instabilidade e falta de profissionais.
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Nov 21 2019
O BE quer que o Governo avance com a contabilização de mais 3 anos, 8 meses e 24 dias para todos os professores e educadores, até 2023
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Nov 21 2019
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Nov 21 2019
O Hiper-Controle Da Hiper-Burocracia
Como é que querem que esta porcaria ande para a frente…15 dias antes a IGEC chegar, envia um email com uma lista de documentos e pastas que deseja numa sala exclusiva para eles.E uma outra datas de ficheiros em formato excel para se preencher!!!Dados que são todos exportados para o MISI, IGEFE… todos os meses!!!Nem se dão ao trabalho de virem acompanhados desses mapas!!! E andamos nós a apaparicar esta gente! No final, temos 30 dias para corrigir tretas de caracácá… sobre instruções que nunca chegaram à escola! E outras situações em que recebemos orientações via nota informativa & email do IGEFE que o IGEC diz que são ordens, mas não são válidas! Isto é engraçado…

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Nov 21 2019
Muito se tem falado em simplex, mas a verdade, é que nas escolas só têm complicadex.
Não sei qual vai ser o resultado desta medida, ou duas. Antecipar as necessidades de docentes pelas escolas só será útil se estiverem a pensar voltar a mexer no diploma de concursos (nós já sabemos que estão a pensar nisso). Identificar e caraterizar perfis do aluno, turma e escola será útil se quiserem ter uma real noção do país, da região… para que possam disponibilizar recursos para que a melhoria de resultados seja uma realidade.
Descrição da medida:
Antecipar necessidades de docentes, em cada novo ano letivo, em cada Unidade Orgânica (Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada) e criar o dispositivo de visualização dos resultados para uso das entidades que têm por missão intervir em algum passo da gestão dos recursos docentes. Identificar e caracterizar perfis de alunos, turmas e escolas e criar o dispositivo de visualização dos resultados para uso das entidades que têm por missão intervir na melhoria do sucesso educativo e na redução do abandono escolar.
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Nov 20 2019
As queixas são muitas: falta de financiamento para todos os projetos que a escola tem e pretende ter, sobrecarga de trabalho, falta de recursos materiais e humanos, má gestão administrativa e fraca valorização salarial das carreiras. Estas são apenas algumas das dificuldades sentidas hoje pelos professores e que contribuem para que uma carreira outrora prestigiada pareça cada vez menos atrativa, estando hoje com elevados índices de envelhecimento.
Segundo os últimos dados oficiais da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), referentes ao ano letivo 2017/2018, verifica-se que existiam pouco mais de 155 mil educadores de infância e professores em todo o país. Não é preciso recuar muito no tempo para perceber que este número tem vindo a decrescer ao longo do tempo: em 2010/11, eram mais de 174 mil em todo o país.
De salientar ainda que, apesar deste decréscimo do número de professores, a percentagem de docentes a exercer funções em estabelecimentos de ensino público tem-se mantido constante na casa dos 83% – em 2017/18 representavam 82,6% e em 2010/11 representavam 83,3%.
Para além desta diminuição do número de docentes, há ainda números que provam o acelerado envelhecimento. Segundo o último relatório sobre a educação da OCDE, Portugal é, junto com a Itália, o país com a menor percentagem de professores com menos de 30 anos – menos de 1%, quando em 2005 a percentagem estava fixada nos 16%.
Ainda segundo este mesmo relatório da OCDE, o Education at a Glance, atualmente 41% dos professores tem 50 ou mais anos. Se tivermos mais uma vez em conta o ano de 2005, a percentagem era na altura de 22%.
Segundo Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), “os problemas dos professores hoje em dia começam logo na carreira docente, que é algo que o Governo tem desleixado e que está a retirar atratividade à profissão”. O representante da FENPROF considera mesmo que esta questão salarial é um dos principais fatores que está a fazer com que não existam jovens a querer a profissão de docente.
Para além desta questão da valorização da carreira de docente, Mário Nogueira destaca ainda uma série de outros problemas com os quais hoje os professores têm hoje de viver, como é o caso da instabilidade – visto que há “uma precariedade muito grande na docência” -, o envelhecimento, que cria “dificuldades ao nível de desempenho e de facilidade de adaptabilidade” e ainda a questão da sobrecarga de trabalho.
Esta última é, inclusive, destacada por Mário Nogueira pela dimensão: o horário médio docente chega às 46 horas semanais, quando na lei está estabelecido que sejam 35. O dirigente sindical explica ainda que hoje os professores têm demasiadas exigências ao nível da escola. “São exigidas burocracias, como papeladas e reuniões, muitas delas não sei bem para que servem. As pessoas quase que deixam de ter vida pessoal para fazerem todo este trabalho”, afirma.
De facto, um estudo do ano passado realizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa (UNL) e encomendado pela FENPROF, concluiu que que mais de 60% dos docentes portugueses estão em situação de burnout – distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso – e que 70% dos professores lecionam em situação de exaustão emocional. No total foram inquiridos 19 mil docentes de todo o país.
Para além disso, 15% dos inquiridos já tinham ultrapassado os limites do cansaço, mais de metade apresentava sinais preocupantes e mais de 40% não se sentia realizado com a profissão. O estudo aponta como principais motivos destes elevados números de cansaço e insatisfação o excesso de burocracia, a indisciplina dos alunos, a idade e a falta de autonomia, por exemplo.
A esta elevada sobrecarga de trabalho juntam-se várias outras situações, como o “elevado número de alunos nas turmas, falta de apoio nas escolas para dar resposta a alunos com exigências maiores, como alunos com necessidades especiais educativas, a falta de organização, falta de recursos e ainda um subfinanciamento do sistema”.
A situação é de tal forma grave que o secretário-geral da FENPROF considera mesmo que “se os professores só trabalhassem as 35 horas que estão na lei e só fizessem aquilo que é possível fazer com os recursos que as escolas têm, estas iriam fechar com certeza”.
A FENPROF calcula que neste momento ainda existam cerca de 10 mil alunos nas escolas portuguesas sem todos os seus professores. Estima ainda que, se o atual panorama de “desvalorização da profissão de docente se mantiver”, daqui a alguns anos existirão mesmo escolas sem professores suficientes não só temporariamente mas em definitivo, devido ao reduzido número – ou inexistência mesmo – de candidatos nas escolas de formação para professores.
“Como é que vou dar Van Gogh a preto e branco?”
Sara Bogarim Sacha tem 61 anos e conta já com 39 anos de serviço, dos quais 29 como efetiva. É professora de Educação Visual no agrupamento de escolas de Nelas, no distrito de Viseu, e este ano está encarregue de uma disciplina chamada Comunicarte, que consiste em analisar a forma como se interpreta a arte, o que é a arte, os seus diversos movimentos artísticos e comunicar através da arte.
Por se tratar de uma disciplina interpretativa, Sara tem muitas vezes que tirar fotocópias e por se tratar de arte, as mesmas têm que ser a cores, ou pelo menos deveriam: “Tenho que imprimir as minhas fotocópias fora da escola porque o plafond que me dão não chega. Se tiro cinco fotocópias a cores fico sem o plafond anual inteiro. Como é que eu vou dar Van Gogh a preto e branco?”, questiona a professora.
Para além destas dificuldades ao nível da fraca disponibilidade de recursos materiais, Sara Sacha é ainda coordenadora do Plano Nacional das Artes, o que implicam deslocações recorrentes, nomeadamente a Aveiro, que fica a cerca de 100 quilómetros do seu local de trabalho. Contudo, Sara queixa-se da falta de apoio financeiro no que toca a esta situação. “Ninguém me paga nada ou os miúdos ficam sem o Plano Nacional das Artes. Por isso tenho que usar o meu carro e ir, ficando estes custos extra a meu encargo”, refere.
Esta professora com quase 40 anos de experiência deixa ainda duras críticas à gestão do Ministério da Educação para com a carreira docente. Explica que é efetiva há 29 anos e que mesmo assim não consegue passar de escalão, porque “o Ministério diz que não há enquadramento legal para a minha situação, porque se esqueceram de a fazer”. Sara é da ARCA-EUAC Escola Universitária das Artes de Coimbra e foi-lhe retirado o grau de superior para o ensino, pelo que em 2007 tirou um novo curso. Conta que há apenas duas professoras no país com este tipo de caso e que nada é feito quanto a isso.
Quando chove dentro de um pavilhão
Aos 52 anos, Manuela Antunes conta que é uma das professoras mais novas no quadro da Escola EB 2,3 Azeredo Perdigão, em Viseu, e explica que nesta profissão já “está tudo muito cansado e à espera da reforma”. “As pessoas estão tão desgastadas que quando chegar a idade da reforma não vão aproveitar nada”, considera.
Para além deste crescente envelhecimento e desgaste da docência, Manuela Antunes aponta como um dos principais problemas da sua escola a qualidade atual dos recursos materiais que lhe são disponibilizados.
Manuela é professora de Educação Física e dá o exemplo de um pavilhão da escola onde em tempos já choveu e de balneários “degradados”, desde portas, pintura e humidade, que “criam um ambiente desagradável para alunos e professores”. Conta ainda que o recinto exterior está tão debilitado que “se uma criança cai ali rasga-se toda”.
No entanto, esta professora de Educação Física considera que a direção da escola tem dado muito apoio à situação, enviando por várias vezes fotos e documentos ao Ministério para que ali façam uma intervenção. Apesar desse apoio, a escola leva já muitos anos a pedir essa intervenção e nada foi feito até agora. “Uma escola hoje tem orçamento para pagar as contas da água e da luz e pouco mais, se quiser fazer uma obra não consegue, por isso é mesmo necessária a ajuda da tutela”, explica.
A avaliação que cria mal-estar
Agostinho Oliveira é professor de Português e História e Geografia de Portugal e deixa duras críticas à avaliação de desempenho dos professores, que cria “medo de falar aos docentes e um grande mal-estar”. “Temos que estar vários anos à espera para subir de escalão, mas se a nossa avaliação for de Muito Bom subimos logo, então os professores para não ficarem mal vistos aos olhos da Direção calam-se e agem como se estivesse tudo bem”, afirma.
Este professor que conta já com 32 anos de serviço e 58 de idade trabalha na Escola Guilherme Stephens, na Marinha Grande, e conta que hoje recebe cerca de menos 200€ face a 2010, tal como acontece com muitos dos seus colegas, algo que, na sua opinião, demonstra bem a forma como a carreira da docência tem sido tratada.
Agostinho conclui ainda que hoje “há um grande desconforto nas salas de aula e nas escolas portuguesas”, devido a todos os problemas que existem e que não há qualquer apoio da parte da tutela. “Faltam instrumentos para que o professor possa realizar bem o seu trabalho e se possa sentir feliz a realizá-lo, o que é algo que hoje não sentimos.
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Nov 20 2019
O PCP agendou hoje, em Conferência de Líderes da Assembleia da República, a discussão do Projeto de Lei 98/XIV – Contabilização integral de todo o tempo de serviço das carreiras e corpos especiais. O PCP foi, deste modo, o único grupo parlamentar a apresentar iniciativa para arrastar com a discussão da Petição Nº 607/XIII/4 – Solicitam a adoção de medidas com vista à negociação do modo e prazo para a recuperação de todo o tempo de serviço cumprido, promovida pela FENPROF, e que contou com mais de 60 mil assinaturas. A discussão em Plenário vai decorrer no dia 19 de Dezembro.
Na iniciativa hoje agendada, o PCP propõe, mais uma vez, a contabilização integral do tempo de serviço prestado pelos trabalhadores das carreiras, cargos ou categorias integrados em corpos especiais, definindo os termos e a forma como se procede à sua recuperação. No caso específico dos professores e educadores, o PCP propõe a possibilidade de o tempo a ser recuperado poder ser utilizado para efeitos de aposentação ou dispensa da obtenção de vaga para acesso ao 5.º e 7.º escalões. Além disso, o Projeto de Lei apresenta ainda uma proposta que determina que todos os professores que, por pressão do Governo, tenham optado por um ou outro regime (previstos nos Decretos-Leis n.º 36/2019, e 65/2019) possam recuperar em 2020 os 1027 dias e correspondentes efeitos em matéria de progressão e remuneração, evitando ultrapassagens por professores e educadores com menos tempo de serviço.
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Nov 20 2019
Este ano ainda não tive conhecimento de nenhum deferimento…
Às vezes basta uma palavra estar mal grafada num dos documentos exigidos para a mobilidade por doença para que esta seja indeferida pelo Ministério da Educação, acusa Fenprof.
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Nov 20 2019
Na sexta-feira, alguns professores que, por via do faseamento dos 2,9,18, já subiram de escalão, vão ver a cor do dinheiro.
Há quem diga que mais vale tarde que nunca, mas ainda há que permaneça no nunca e ainda não seja “cabimentado”. Ainda há muita confusão por “desconfundir” em relação a avaliações e tempo de serviço mal contabilizado. O tempo de serviço mal contabilizado, por muito que custe a crer, e com centenas de reclamações ainda permanece mal contabilizado, por inoperância dos diretores e por falta de resposta da DGAE (dizem esses diretores).
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Nov 19 2019
Os encerramentos de escolas por falta de funcionários marcaram o início do ano letivo. De norte a sul do país, são muitas as queixas daqueles que diariamente abrem os portões aos alunos e os acompanham nas várias fases do dia-a-dia. E a avaliação é clara: continuam a faltar auxiliares e o desgaste dos que seguram a escola pública é grande.
Artur Sequeira, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, traça o ponto da situação: “As últimas estatísticas mostram que houve um abaixamento substancial do número de alunos em todas as escolas e a justificação que é muitas vezes dada pelo Ministério da Educação é o facto de estarmos com níveis de crescimento demográfico baixo”, diz. Aqui começa o problema: há o risco de se pensar que são precisos menos funcionários, quando trabalho não falta. “Não se pode esquecer nunca que as escolas não encolhem, pelo contrário, como foi o caso das escolas que tiveram a intervenção da Parque Escolar, que aumentaram todas a sua área”, acrescenta.
Os últimos dados disponibilizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) mostram que desde o ano letivo 2010/11 até 2017/18, as escolas portuguesas perderam quase 300 mil alunos. Já o número de funcionários baixou de 83 mil para 82 mil, mas o dirigente sindical explica que as tarefas se multiplicam. As funções do pessoal não docente são muito variadas, indo desde o “apoio direto aos professores à segurança da escola e à portaria, entre outras”. E incluem também a limpeza das escolas. “Essa é uma função que os funcionários têm de fazer sempre ao final do dia, independentemente das outras funções que possam ter ou de, por exemplo, estarem a tomar conta de crianças com necessidades educativas especiais (…) Muitas vezes até limpam com as crianças de que têm de tomar conta ao lado. Este é o panorama que existe nas escolas portuguesas”, explica, estimando que atualmente faltem nas escolas cerca de 6 mil funcionários, mesmo com o reforço de mais de mil auxiliares a tempo inteiro garantido pela tutela para este ano letivo. “É ilusório porque alguns eram já funcionários das escolas com contratos precários”.
Ainda durante o dia de ontem, por exemplo, a Escola Básica 2,3 José Saraiva, em Leiria, encerrou devido à falta de funcionários. Segundo André Pestana, coordenador do S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, esta escola “não fechava devido a uma greve há pelo menos 20 anos”. Disse ainda que nesta escola existiam apenas 19 funcionários para 923 alunos, o que dá um rácio de 48,5 alunos por funcionário. O coordenador do S.TO.P. convidou mesmo o ministro da Educação “a vir ao país real e ver o que se passa”.
A situação chegou a um tal ponto de rutura que a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou uma greve nacional dos funcionários das escolas para o dia 29 de novembro. Artur Sequeira refere que em causa está uma luta “pelos direitos dos trabalhadores, mas também pela escola pública e pela sua qualidade, que se enquadra na sociedade em que vivemos”.
Entre as principais reivindicações da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais constam “o fim da precariedade e a integração dos atuais trabalhadores precários e a contratação imediata de mais 6 mil trabalhadores para os quadros”. Para além disso, reivindicam ainda “uma nova portaria de rácios e dignificação salarial e funcional, o fim do processo de desresponsabilização do Estado central e de descentralização/municipalização da escola pública” e ainda uma “escola pública universal, inclusiva e de qualidade”. O presidente da federação refere estar à espera de uma adesão a rondar os 85%.
Quanto à atual portaria de rácios, defende, não tem em conta uma série de aspetos que hoje em dia fazem parte do quotidiano das escolas, como é o caso da sua tipologia, o número de salas que o estabelecimento tem ou mesmo os alunos com necessidades educativas especiais, que por vezes chegam a precisar de acompanhamento constante de um auxiliar operacional, como são hoje designados.
Apesar de todas as queixas e do elevado número de escolas a fechar neste ano letivo devido à falta de funcionários, Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, disse à agência Lusa no início do mês que este é um problema antigo e que tem vindo a ser corrigido, reforçando que hoje “as escolas têm mais assistentes operacionais”. Recordou ainda o reforço de cerca de 4300 funcionários na última legislatura.
O problema continua sem solução e, na semana passada, os deputados da comissão parlamentar de Educação aprovaram por unanimidade a audição de Tiago Brandão Rodrigues, tal como do sindicato dos funcionários não docentes, por forma a darem explicações no Parlamento sobre o tema. Para além da falta de funcionários, o ministro da Educação terá também de explicar outro dos temas que tem aquecido a agenda política nos últimos tempos, o plano do Governo para acabar com os chumbos até ao 9.o ano.
Para Artur Sequeira, a carreira do funcionário não docente é fundamental no dinamismo das escolas portuguesas e na vivência dos alunos. “O funcionário de apoio à educação é o ouvido dos alunos. Os alunos muitas vezes não conversam da mesma forma com um professor como falam com um auxiliar e um auxiliar acaba por saber sempre quando um aluno tem problemas em casa, por exemplo se tem problemas de alimentação. É o primeiro ouvido do aluno, tem um trabalho de proximidade. Tem de estar dotado de uma formação muito específica para desempenhar a função”, explica. “É o funcionário que garante a segurança na escola, é ele que a abre e a fecha, garante a cantina, a secretaria, a papelaria. Esta questão está desvalorizada. Não olham para a real importância destes trabalhadores. A escola não é só os professores e os alunos”, conclui.
vinte anos a receber o salário mínimo Francelina Pereira é funcionária do agrupamento de escolas Fernando Pessoa, nos Olivais, há 24 anos e dirigente sindical há 12, pelo que conhece bem a situação do pessoal não docente nas escolas. “Nunca se viveu, desde que me lembro, um período tão negro nas escolas pela falta de pessoal não docente. Daí advêm outros problemas dentro das escolas, como a insegurança, o bullying, a falta de acompanhamento”, considera a sindicalista.
Francelina Pereira refere que o papel principal de um auxiliar de ação educativa nos dias de hoje deveria ser a vigilância das crianças e a higienização do espaço; contudo, “neste momento não é possível fazer nenhum dos dois devido à falta de pessoal”, diz. “As escolas estão em rutura após vários anos de más políticas, e enquanto os governantes andarem anualmente a tapar buracos nas escolas, nada se irá resolver”, explica.
A escola onde Francelina trabalha tem de fechar à tarde em dias alternados para que os poucos trabalhadores limpem zonas à vez, visto que não há pessoal suficiente para limpar o espaço e fazer o acompanhamento dos alunos simultaneamente, exemplifica a auxiliar de educação educativa, de 53 anos, que considera que a falta de atratividade e o envelhecimento da profissão são as principais causas de uma gritante falta de funcionários a nível nacional. “Basta ver que um assistente operacional que está em funções há mais de 20 anos, como é o meu caso, neste momento está a ganhar o salário mínimo nacional. Quem entra agora ganha o mesmo. Além disso há ainda as situações de stresse e de excesso de trabalho que esta profissão tem. Não há qualquer tipo de reconhecimento e só ganhamos o salário mínimo porque não é possível ser mais baixo”.
Este é, de resto, um ponto com o qual Armando Ferreira concorda. Tem 30 anos e é funcionário no agrupamento de escolas de Canelas, no concelho de Vila Nova de Gaia. É o funcionário mais novo do agrupamento – a grande maioria dos seus colegas chega a ter o dobro da sua idade.
A escola onde Armando trabalha é recente, tendo apenas sete anos, pelo que não tem problemas ao nível das condições que oferece aos alunos. Contudo, há uma grande carência ao nível de pessoal devido às grandes dimensões da escola, uma das que foram remodeladas pelo Programa de Modernização do Parque Escolar.
“A escola já abriu no início deste ano letivo com essa carência, porque achávamos que conseguiríamos aguentar e que o ministério faria algo em prol disso, mas entretanto vimos que não era possível, que era demais, e acabámos mesmo por fechar a escola durante um dia no mês de outubro”, explica este jovem funcionário.
Armando Ferreira conta que em todo o agrupamento existem 80 crianças com necessidades educativas especiais, “umas mais carentes de acompanhamento do que outras”. Na escola-sede, onde trabalha, há dois alunos que precisam de ter permanentemente alguém com eles. “Quem vai estando com eles são os funcionários todos, rotativamente, ao longo do dia e enquanto fazem as suas restantes tarefas. Isto não resulta, não devia passar tanta gente por aquelas crianças todos os dias, nem é bom para elas”.
A falta de funcionários neste agrupamento de escolas de Canelas é tal que Armando diz não se sentir nada seguro no seu próprio local de trabalho, relatando problemas de indisciplina e vários episódios de violência verbal. “Se houvesse mais gente, haveria mais vigilância e poderíamos controlar melhor esse tipo de situações, mas somos tão poucos que eu chego a estar sozinho desde as 8h até às 13h. Se me acontecer alguma coisa, ninguém sabe de nada”, afirma o auxiliar.
Quando a vontade de abandonar é maior que a de ficar Carlos Santos tem 56 anos e é funcionário há 25, enquanto Maria Suzeta tem 62 anos e é funcionária há 27. Para além de partilharem a experiência e a profissão, trabalham ambos em Queluz, na Escola D. Pedro IV e na Escola Galopim de Carvalho, sendo também delegados sindicais.
Maria Suzeta trabalha na mesma escola onde há cerca de um mês, no dia 22 de outubro, um professor foi agredido pelo irmão de um aluno após um conflito entre dois jovens. A violência é, assim, aquele que vê como o maior problema da escola. “Estamos já avisados para a possibilidade de este tipo de situações acontecerem”, explica. Já Carlos confessa nunca ter sentido na pele a insegurança, mas reconhece que as colegas muitas vezes até têm medo de falar sobre os episódios que vivem na escola. “As crianças tratam-nas muito mal, parece que hoje em dia não têm respeito nenhum”.
Já o cansaço é comum. Carlos Santos diz que a situação chegou a um ponto de saturação tal que neste momento só está à espera de chegar aos 60 anos para se ir embora, farto de ser maltratado e “tratado abaixo de cão”. “A falta de funcionários é gritante, o que leva a que os episódios de violência sejam frequentes. As escolas, hoje, já não providenciam educação”, refere. “Há cada vez mais um desinteresse. Já não sinto que vou trabalhar, sinto que vou cumprir uma pena, o que é algo triste. Como delegado sindical, posso dizer que isto é algo que acontece em todas as escolas”, acrescenta.
Estes dois funcionários deixam ainda duras críticas ao processo de municipalização de que as suas escolas foram alvo, tal como à falta de apoio das direções e da tutela. “A Câmara de Sintra também não faz nada por nós e delega no diretor. As escolas deveriam ter mais autonomia e mais funcionários, senão tudo irá continuar a piorar”, aponta Maria Suzeta.
“A câmara sabe que há falta de funcionários, mas não coloca nenhum porque sabe que terá de pagar. É assim que estamos. Parece que estamos num jogo de pingue-pongue entre as câmaras e o ministério e quem vai acabar por pagar são os alunos e os pais”, conclui Carlos Santos.
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Nov 19 2019
“O elevador fora de serviço.
Não é da Escola Pública – dos professores – a responsabilidade pela falha no seu papel de elevador social, como muitos indivíduos com responsabilidades no nosso país dizem ou insinuam com palavras mais ou menos coloridas e com maior ou menor frequência. E não entender que esse discurso manipulador e demagógico procura fazer da classe docente uma das principais culpadas pela estagnação social e pelos perigos que essa acarreta, é deixar-se enganar pelos que apenas pretendem fugir à responsabilidade das suas políticas fiscais e do desinvestimento nos sistemas de protecção ao desemprego.
As origens sócio-económicas e o capital humano das famílias – dos pais – são dos principais factores a condicionar uma carreira de sucesso aos nossos jovens, apesar de hoje em dia as habilitações académicas já não serem uma garantia para a mobilidade ascensional tal como eram há décadas atrás.
Daí a importância de compreender que os responsáveis pela proletarização da nossa sociedade são muitas vezes os mesmos que procuram responsabilizar os outros pelos seus pretensos erros, ocultando dessa forma a intencionalidade ou a ignorância das suas acções.
Ser demagogo é ser um mestre da manipulação. Resta saber quem aceita servir de fantoche.”

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Nov 19 2019
Tal como o mandato de 2015 começou com a eliminação demagógica das provas finais de 4.º e 6.º ano, o mandato de 2019 começa com a promessa demagógica de um plano de não-retenções que só fará sentido se, como culminar do processo, forem eliminadas as provas finais do 9.º ano.
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Nov 19 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/Perguntas-Frequentes-Reposicionamento-2019.pdf”]
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Nov 19 2019
Exmo. Sr. Diretor(a)/Presidente de CAP:
Informa-se V.Ex.ª que está disponível no SIGRHE e até as 18:00 horas do dia 29 de novembro a aplicação eletrónica Reposicionamento 2019 destinada a reposicionar os docentes que:
O reposicionamento dos docentes, nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio, constitui um ato administrativo da responsabilidade dos Srs. Diretores/Presidentes de CAP, devendo esta aplicação ser entendida como uma ferramenta facilitadora e não vinculativa. Assim, após o carregamento dos dados e a submissão de cada registo, por parte dos Srs. Diretores/Presidentes de CAP, é facultada a informação do escalão onde o docente poderá vir a ser reposicionado, provisória ou definitivamente, de acordo com a informação inserida.
Enviam-se, como anexo ao presente email, a Nota Informativa – Reposicionamento 2019, bem como um conjunto de Perguntas Frequentes, que vão igualmente constar da página Web da DGAE em:
https://www.dgae.mec.pt/gestrechumanos/pessoal-docente/carreira/carreira-docente/#ingresso
Com os melhores cumprimentos,
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/Nota-Informativa-Reposicionamento-2019.pdf”]
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Nov 19 2019
O cálculo dos aumentos salariais, quando existem, costumam ser calculados com base na perspetiva de inflação do ano a que se referem e que entram em vigor. Pelo menos era assim até agora.
O que vai acontecer este ano, segundo o que se tem andado a alvitrar não é o que sempre aconteceu. Para o ano parece que vamos ter como base de aumento a inflação do ano anterior, ou seja, 2019, em vez da inflação que se prevê para 2020.
Porquê?
Porque a inflação de 2019 parece que vai ser de 0,3% ou 0,4%, enquanto a que se prevê para 2020 será de 1,6%. Mudaram as regras…
Vamos a contas. Tendo por base o vencimento auferido no 1º escalão, índice 167 de 1518,63€ brutos, se o aumento for de 0,3 será de 4,56€. Se for de 0,4, será de 6,07€. Uma fartura que não chega para comprar mais um papo seco por dia.
Se a regra que tem existido até agora se mantivesse e o aumento fosse de 1,6% o aumento seria de 24,3€.
Tirem as vossas conclusões. Seja que formula os percentagem que queira aplicar, depois de 10 anos sem qualquer aumento que não tenha sido em impostos, um aumento inferior a 2,5% é um insulto aos funcionários públicos e a prova que as contas certas não andam tão acertadas como se quer passar ao público.
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Nov 18 2019
Já está disponível o Boletim mensal NOESIS – Notícias da Educação – do mês de novembro.
Com o objetivo de partilhar e valorizar o que acontece na área da educação em Portugal, este Boletim oferece, mensalmente, uma seleção de notícias sobre eventos, iniciativas e projetos, legislação, publicações e estudos do que de mais relevante se faz neste domínio.
Para este 43.º número, a Direção-Geral da Educação teve a honra de poder contar com um artigo do Professor João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
O boletim poderá ser subscrito através de mensagem de correio eletrónico enviada para [email protected].
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Nov 18 2019
Menos alunos, menos professores, menos funcionários, menos escolas, menos chumbos, professores mais velhos, mais escolas privadas… isto e muito mais. Certas retóricas só se desmancham com números e se bem esfregados…
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Nov 18 2019
Bernardo Ferrão da SIC e Filipe Santos Costa do Expresso moderam o debate com: Maria Emília Brederode Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação, Nuno Mantas, diretor do Agrupamento de Escolas Boa Água, Paulo Guinote, professor do 2.º ciclo do ensino básico, e Alexandre Homem de Cristo, do Observador.
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Nov 18 2019
O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia.
Usar o termo ‘pré-escolar’ quando nos referimos ao jardim-de-infância é polémico! Enquanto uns defendem que nessa idade há que aproveitar a curiosidade inata das crianças e prepará-las para a escola; outros consideram que não só isso é prejudicial ao desenvolvimento e inadequado à faixa etária mas também que se devia adiar a entrada no 1.º ciclo para os sete anos. Generalizar é, a priori, incorrecto!
No pré-escolar da escola pública, as turmas são mistas e isso traz mais desvantagens do que vantagens. Aliás, tenho alguma dificuldade em perceber quais as vantagens! Considero que uma “preparação” para o 1.º ciclo não é antónimo de falta de brincadeira. Tenho um exemplo em casa de alguém que aprendeu a ler e a escrever aos 5 anos e nem por isso foi menos feliz que os outros meninos da mesma idade, nem por isso deixou de brincar, nem por isso deixou de ser criança.
Aliás, muito do que conseguiu deveu-se à constante e inata vontade de aprender, curiosidade própria da infância! As crianças são curiosas por natureza, basta que lhes criemos as condições, lhes proporcionemos experiências diversificadas e elas, por si só, quererão mais e mais e absorverão tudo. Quando se diz que eles aprendem a ler sozinhos, é verdade, acontece, mas sempre porque lhes criamos as oportunidades, lhes proporcionamos o contacto, por exemplo, com as letras móveis que compramos lá para casa.
O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia. Para isso é preciso que lhe dêem condições, ou seja, que acabem com as turmas mistas no pré-escolar, pois torna-se impossível/impraticável trabalhar com crianças de 5 e 6 anos, na sua componente mais preparatória para o 1.º ciclo, ao lado de outras crianças com idade inferiores e que também elas necessitam de outro tipo de atenção e de trabalho.
Creio que na chegada ao 1.º ano, os alunos deveriam ter adquirido determinadas competências, nomeadamente no que toca ao domínio da motricidade fina. Saber pintar em vez de riscar; saber manusear materiais didácticos da Matemática como as varas de Cuisenaire, os Dons de Froëbel, as Calculadores Multibásicos ou o Tangram; ter trabalhado a picotagem, o recorte e a colagem; conseguir ouvir e recontar uma história; saber ordenar com sequência lógica imagens de uma determinada história que ouviram; ou construir puzzles. É igualmente importante saber ouvir, saber esperar pela sua vez, saber estar sentado num período de tempo igual ao necessário para elaborar qualquer uma das actividades referidas anteriormente.
Mas isto, meus caros, só se consegue quando acabarem com as turmas mistas, só assim os educadores de infância conseguirão!
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Nov 18 2019
É engraçado ler um “pai” da inclusão verificar que a interpretação do DL 54 é diferente de um agrupamento para outro, não era para ser?
É curioso ler a constatação de falta de recursos, falta de formação, turmas sobrelotadas, etc., etc…
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Nov 18 2019
Uma fartura que repõem poder de compra perdido durante 10 anos…
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Nov 18 2019
As autarquias já se começam a movimentar…
Lisboa, Oeiras e Faro são três câmaras com moções aprovadas sobre o alojamento dos professores. As dificuldades das escolas em preencher os horários começa a preocupar as autarquias que pedem apoio ao Governo na disponibilização de imóveis a custos controlados.
A um mês do final do primeiro período, estavam por preencher, no final desta semana, 244 horários em contratação de escola – “são entre 750 e 800 turmas, o que pode penalizar entre 19 e 20 mil alunos”,
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Nov 17 2019
Chumbar ou não chumbar, eis a questão
Confesso-vos, a bem da verdade, que estava aqui sossegado com os meus botões a pensar nos últimos grandes desafios da nação e desígnios do grande povo português, e eis que surge a notícia de que vão proibir os chumbos até ao 9.º ano. Garanto-vos que não foi por querer, mas provavelmente por influência da minha vizinha deu-me aquela gana para cuscar as opiniões dos meus conterrâneos, e lá comecei a ler. Li a indignação do Manel, que escrevia que esta medida era uma vergonha, fui ver o perfil dele e era capaz de apostar convosco que chumbou pelo menos três vezes. Depois, apareceu o comentário do Joaquim Jorge, “Sixto Kmça a BIRAR moda e Bai pa frente, o país nunka mais s alebanta. Ca Bergonha”. Nem precisei de ver o perfil do Joaquim Jorge para perceber que também ele deve ter chumbado umas três vezes já depois de ter completado 18 anos.
Ainda li mais alguns comentários, mas entretanto decidi reflectir sobre as motivações que levaram os meus compatriotas, que foram alvo de chumbos (provavelmente vários), a mostrarem-se contra a abolição das retenções até ao 9.º ano. Pensei bastante e tive dificuldade em encontrar um argumento racional, até que me veio à memória, fez-se luz. E aqui vai a minha melhor explicação. O Manel e o Joaquim Jorge estão indignados com este ataque vil à população portuguesa, uma das recordistas de chumbos entre os países da Europa. Já não existe orgulho patriótico.
É ainda preciso lembrar que esta é uma medida necessária. Eu que de vez em quando leio imprensa internacional vejo que Portugal continua a fazer omeletas sem ovos em quase tudo, até na educação, e é a BBC que nos dá créditos, temos que estar orgulhosos e continuar a meter inveja aos outros. Claro que há sempre aquelas instituições estrangeiras ranhosas, como a OCDE, que vêm dizer que temos uma população docente envelhecida e espeta com Portugal no fundo da tabela dos países com piores percentagens de conclusão do ensino secundário. Mas esta perseguição deve-se ao facto de estamos sempre atrasados, porque chumbar os estudantes é uma medida ilegal em vários países e há muito tempo. Temos que mudar a mentalidade do nosso povo e aproveitar estes bons ventos da educação.
Claro que mudar mentalidades é difícil, ainda por cima quando há encarregados de educação que insistem em caluniar as escolas públicas, quando todos sabemos que as escolas públicas nunca estiveram tão bem e apetrechadas, bem melhor do que no tempo do Salazar e tomara o meu avô escrever em papel e não em lousa.
Claro que isto traz chatices e até perdemos amigos, ainda no outro dia o meu amigo Ricardo pediu-me para assinar uma petição: “Em resposta à falta de assistentes operacionais nas escolas – pela segurança das nossas crianças”, e eu que já ando farto destes pais que não têm nada que se intrometer nos assuntos das escolas, disse-lhe: ouve lá, a Associação de Pais da Escola Básica de Gervide também ganhou o orçamento participativo em 2017 para o recreio da escola (10 mil euros) e continua tudo na mesma, e ainda na semana passada fui levar a minha filha à escola e estavam duas salas inundadas, além disso o aquecimento não funciona e o Inverno está à porta. Mas vocês nunca estão satisfeitos. Lá porque há uma escola ou duas, ou três, que têm problemas, não quer dizer que seja em todo o lado, em todo o país.
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Nov 16 2019
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Nov 16 2019
Depois admiram-se com o número de baixas e com a falta de docentes…Professores dos Açores sofrem de “burnout”
A conclusão decorre de um estudo desenvolvido pelo investigador do ISCTE, Francisco Simões.
De acordo com o académico, mais de metade dos professores da Região sofre de “burnout”.
A média regional é semelhante à verificada no continente, o que difere são as causas: nos Açores, o esgotamento é provocado, sobretudo, pela proximidade entre alunos e professores.
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Nov 16 2019
As noticias dão enfase ao trabalho feito pela equipa do Blog DeAr Lindo e mais uma vez vemos os problemas dos docentes serem discutidos.
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