adplus-dvertising

Arquivos

Alunos, professores e funcionários em greve esta sexta-feira, é a “Black friday” nas escolas.

 

“Black friday” nas escolas. Alunos e funcionários em greve esta sexta-feira

Ao protesto dos funcionários não docentes, por melhores condições de trabalho e dos docentes pela mesma razão, junta-se a greve dos estudantes, contra as alterações climáticas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/alunos-professores-e-funcionarios-em-greve-esta-sexta-feira-e-a-black-friday-nas-escolas/

PS defende abolição das quotas de acesso ao 5º e 7º escalão. Mas é o PS Madeira

Como o mesmo partido politico pensa de maneira tão diferente dependendo da região onde atua.

 

PS defende abolição de quotas para os professores

“A necessidade de abolir as quotas para os professores que pretendem aceder ao 5 e 7 escalão, bem como da recuperação das bonificações a todos os que adquiriram os mestrados e doutoramentos, foi um dos assuntos de destaque durante a reunião”, revelou o deputado.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/ps-defende-abolicao-das-quotas-de-acesso-ao-5o-e-7o-escalao-mas-e-o-ps-madeira/

Acabar com os chumbos até ao 9º ano? Primeiro estranha-se, depois entranha-se, por Raquel Melo Lourenço

Acabar com os chumbos até ao 9º ano? Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Seguiu-se uma tempestade de ideias: «Agora, sem terem nada a perder, é que vai ser o cabo dos trabalhos com os alunos que têm comportamentos desafiadores! E os professores, já (semi)desesperados, é que vão ter que levar com tudo, coitados!… Pois, se vivêssemos numa sociedade (ideal) em que não fosse necessário recorrer a mecanismos de controlo externo e fizéssemos todos tudo (o que é suposto) por motivação intrínseca, pelo simples prazer de aprender mais e descobrir o mundo…! Nem seria necessário polícia ou tribunais numa sociedade assim, olhem os milhões que se poupavam!! Talvez seja um sinal que para aí caminhamos! Hum…»

Ainda pensei, procurando a esperança: “Talvez, pensar-se num Plano de Não Retenção, signifique que estamos a entrar numa nova era (gosto de novas eras!), que nos aproxima dos sistemas sociais e políticos dos países nórdicos, mais evoluídos (acredito na Teoria da Evolução!) e, atrás desta medida, inevitavelmente, terão que vir todas as outras que constituem um verdadeiro Estado de Bem-Estar Social!!” (euforia)…

Sim, porque no Estado que vivemos, não vejo forma de todos os alunos transitarem, independentemente da aquisição (ou não) de competências, e não chegarmos ao 9º ano com carradas de novos-analfabetos, para juntar aos analfabetos-funcionais que já criamos com o (ainda!) atual sistema de ensino, absolutamente desatualizado.

E como arrastar e manter fechados numa sala de aula alunos desmotivados, derrotados, que já desistiram, porque simplesmente não construíram estruturas precedentes onde ancorar novas aprendizagens, que não encontram utilidade ou correspondência nos currículos delineados por eruditos? Quem deve estar a sonhar com os lucros são as farmacêuticas!…

A taxa de retenção no 10º ano subiria em flecha!! Já que também é ensino (de corpo presente) obrigatório, sem transição garantida… E lá viriam os 250 milhões de custos acrescidos aos milhões de milhões gastos em despesas de Saúde, Justiça, Estabelecimentos Prisionais, Ação Social e afins, para remediar vidas desinseridas, se não destruídas…. Propor uma transição de ano meramente administrativa seria uma anedota de muito mau gosto.

Girando a lente, propor o fim das retenções poderá ser brilhante! Se implicar todas as mudanças estruturais (e não estruturais, já agora) necessárias para que estes 50.000 alunos que reprovam todos os anos tenham sucesso, na escola e na Vida!… Se isso significar que não aceitamos mais um sistema de ensino que reproduz e potencia as desigualdades e desvantagens sociais dos pequenos que chegam à escola, com uma mochila pesada demais, que nenhuma criança deveria ter de carregar.

Assim, pergunto, quem são estes 50.000 alunos que anualmente não transitam e provocam uma despesa, terrível, é verdade, de 250.000 euros ao Estado?

Defendem alguns que o insucesso escolar é um fenómeno transversal a todos os grupos socioeconómicos da sociedade… não é isso que as Fichas de Identificação de um projeto de combate ao insucesso escolar mostram. Quantos destes alunos têm Ação Escolar A ou B? Arrisco-me a responder: a grande maioria.

Quantos são oriundos de culturas distantes da cultura veiculada pela escola, abstrata e intelectualizada? Em que fatia dos números estão as crianças vindas de culturas populares e de minorias étnicas? Quantos não têm livros ou computador em casa? Quantos não têm o pai ou modelos realmente presentes? Quantos têm acesso a atividades culturais diversificadas e socialmente valorizadas? Quantos destes alunos têm uma habitação condigna com um quarto próprio ou um espaço adequado para estudarem em casa? Extrapolando um bocadinho: é nesta fatia que estão os que dormem na sala onde coabita o tio toxicodependente que vê TV pela noite dentro?!…

Quantos vivem em famílias que não têm estabilidade suficiente para poderem prever o dia de amanhã? Quanto mais conceber projetos de vida!… Quantos destes alunos têm pais que não progrediram mais do que o 6º ano no seu próprio percurso escolar, eles próprios desacreditados da mobilidade social ascendente através da aquisição de diplomas escolares? O fracasso e inferioridade social estão por vezes de tal forma interiorizados que passam de geração em geração…. Quantos destes alunos construíram as suas vinculações mais precoces com referências identitárias que não partilham dos mesmos valores e códigos linguísticos que a cultura escolar tradicional preconiza? Quantos fugiram disto tudo e (sobre)vivem sozinhos no mundo virtual?… E por aí vai…

Abram-se, pois, as mentes quando ouvirem conceitos estranhos, de outras disciplinas, é muito vasto o campo das ciências sociais e humanas, pois com visões parcelares ou restritas a uma área de estudo isolada ou, a um departamento do estado, não chegaremos às causas dos problemas sociais.

Não podemos olhar para a Educação isoladamente, como se os fenómenos acontecessem separadamente da panóplia de condições bio-psico-económico-sócio-culturais e relacionais(!) ou como se tudo estivesse unicamente dum lado, nas mãos, ora dos alunos (individualismo), ora dos professores (super-heróis), ora das famílias que se desresponsabilizam, ora das políticas sociais, ora das instituições públicas ou privadas, ora ora… mas sim, acontecem no cruzamento de todas estas dimensões, e mais algumas.

Vamos parar de procurar culpados na raia miúda? Melhor: vamos, simplesmente, parar de procurar culpados?… Vamos parar de interpretar como um ataque pessoal o comportamento perturbado de um aluno que se sente vazio, de um professor à beira de um ataque de nervos, ou de um pai que se defende da inferioridade e da impotência que o esmaga?… Estas famílias/alunos multidesafiados confrontam-se no seu quotidiano com inúmeras forças e fatores de risco indissociáveis dos múltiplos sistemas em que se encontram (des)inseridos. Por arrasto, também as escolas e professores são multidesafiados…

E para mediar esta complexidade de sistemas interdependentes e, nem sempre convergentes, quantos técnicos de serviço social temos a trabalhar por agrupamento de escola? Quantas vagas da função pública abrem por ano para assistentes sociais e psicólogos nas escolas públicas?!… Praticamente não temos Serviço Social nas escolas. Querem poupar na fatura das retenções e das vidas “fracassadas”, porque não encontraram pontes felizes que fizessem uma passagem segura da socialização primária para a secundária? Invistam nas condições e nos agentes que medeiam estas relações e interações, quanto mais cedo, melhor.

…E qual é a parte que está ao alcance de cada um de nós, hoje, aqui e agora, no nosso dia-a-dia, neste ponto de (des)encontro de multiversos? Que fatores protetores vamos potenciar e fazer prosperar? Teremos a nossa visão largamente alargada para uma abrangência estrutural e de compreensão das condições objetivas e quotidianas que condicionam a construção social da realidade?…

…E, se temos algumas noções da complexidade destes fenómenos, teremos a coragem para mudar?

Com eficiente articulação multidisciplinar e multi-institucional, verdadeiramente reflexiva e cooperativa, envolvendo todos os atores sociais, através de abordagens culturalmente dialógicas, pelos Direitos Humanos e da Criança, pelo dinheiro que vamos poupar nas consequências da desinserção, se quiserem! Mas sim!! Queremos acabar com os chumbos até ao 9º ano!!! E mais além… YES, WE CAN.

Que bela notícia que lançaram esta de acabar com os chumbos até ao 9º ano… Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Talvez esta seja “uma utopia com lugar para acontecer”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/acabar-com-os-chumbos-ate-ao-9o-ano-primeiro-estranha-se-depois-entranha-se-por-raquel-melo-lourenco/

Pelos Sindicatos – Os Plenários Sindicais estão aí

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/pelos-sindicatos-os-plenarios-sindicais-estao-ai/

Falta de professores de Informática leva escolas a contratar profissionais sem habilitação

Falta de professores de Informática leva escolas a contratar profissionais sem habilitação

Nos últimos anos, vários professores de Informática regressaram às escolas, depois de anos à espera de uma nova oportunidade. Mas continuam a ser insuficientes para as necessidades. Tudo acontece numa era em que se reivindica mais tecnologia nas escolas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/falta-de-professores-de-informatica-leva-escolas-a-contratar-profissionais-sem-habilitacao/

Aumentos de 0,3% ou 0,4% para os Funcionários Públicos e de 2,7% para o Privado

No dia 18 de novembro é anunciado na imprensa que o governo se prepara para alterar as regras do calculo dos aumentos na Função Pública para poupar dinheiro e dar um aumento ridiculamente baixo aos seus trabalhadores. “Governo deverá aumentar função pública entre 0,3% e 0,4%. É uma opção mais barata para o Estado: os aumentos salariais ficarão assim entre 0,3% e 0,4% e não 1,6% que é a previsão de inflação do Governo para 2020. A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios. O valor de 1,6% como referência para os aumentos salariais é um número considerado incomportável pela equipa do Ministério das Finanças.”

No dia de hoje, o mesmo governo que tenta tramar os seus funcionários enquanto “patrão”, vem defender que os trabalhadores do setor privado tenham aumentos de 2,7%, desafiando os parceiros sociais a assumir o objetivo de negociar aumentos acima da inflação e produtividade.

É caso para dizer: “Olha para aquilo que eu digo, não olhes para aquilo que eu faço.”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/aumentos-de-03-ou-04-para-os-funcionarios-publicos-e-de-27-para-o-privado/

A Ler – O Mistério Dos 0,02%

O Mistério Dos 0,02% | O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/a-ler-o-misterio-dos-002/

Publicação das listas definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos no âmbito do Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020

Publicam-se as listas definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos no âmbito do Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020.

 

Listas definitivas dos candidatos admitidos, selecionados para a bolsa e de exclusão

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/publicacao-das-listas-definitivas-dos-candidatos-admitidos-selecionados-e-excluidos-no-ambito-do-procedimento-concursal-com-vista-a-constituicao-de-uma-bolsa-anual-de-docentes-para-o-exercicio-de-fun/

O estado das progressões na carreira docente

 

Professores demoram a progredir na carreira

Os professores em Portugal são profissionais muito qualificados e estão envelhecidos, mas só 0,02% estão no topo de carreira, revela o mesmo relatório, que alerta para o longo tempo para se progredir.

“Em Portugal, o tempo para chegar ao topo da carreira é longo e a diferença entre a remuneração no topo de carreira e no início é muito significativa, quando comparado com outros países europeus”, refere o Estado da Educação 2018.

A carreira dos professores divide-se em dez escalões e, na maioria dos casos, cada escalão deveria equivaler a quatro anos de serviço. No entanto, os professores do 3.º escalão, por exemplo, têm em média 22,6 anos de serviço e mais de 48 anos de idade.

No topo da carreira estão “apenas 0,02% dos docentes (…) e têm em média 61,4 anos de idade e 39 anos de tempo de serviço”, indica o relatório. O congelamento prolongado das carreiras e a não recuperação da totalidade do tempo de serviço são as razões apontadas pela CNE para esta situação.

A contagem integral do tempo de serviço é uma das grandes reivindicações que os sindicatos que têm prometido não deixar morrer, depois de ter provocado uma crise política na anterior legislatura, mas sem o resultado obtido pelos docentes.

Em 2017/2018, havia menos de 150 mil professores do ensino obrigatório, ou seja, houve uma redução de mais de 30 mil apenas numa década. O relatório mostra que aconteceu um decréscimo em todos os níveis e ciclos de educação e ensino.

Também tem vindo a diminuir o número de alunos nas escolas e este ano várias notícias deram conta da falta de docentes nas escolas. Para a presidente da CNE, neste momento não faltam docentes mas é preciso fazer “um planeamento para a vaga de aposentações que se aproxima e a baixa procura de cursos de formação de professores”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/o-estado-das-progressoes-na-carreira-docente/

Da novela “Contas certas”

 

“…a despesa do Estado em educação, em 2018, apresenta um acréscimo de cerca de 3% relativamente ao ano anterior (mais 253,14 milhões de euros)”, mas, “quando comparado com o ano inicial da série (2009), a despesa decresceu perto de 8% (menos 727,51 milhões de euros)”.

Se a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário e o ensino especial registaram um aumento de despesa, os gastos com o ensino profissional estão em queda há cinco anos e atingiram em 2018 o valor mais baixo da década, com 375 milhões de euros.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/da-novela-contas-certas/

Leia mais

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: