Outubro 2015 archive

“Só 1% dos educadores de infância são homens”

 

Muitos rapazes “evitam domínios para os quais se sentem efectivamente motivados e para os quais possuem competências apenas pelo facto de ‘serem coisas de mulheres’”. A actual situação que se vive no pré-escolar contribui para perpetuar estereótipos de género, dizem investigadoras.

 

“Dizemos que estamos perante um caso de serial carers: as mulheres é que cuidam dos filhos, dos companheiros, dos pais, dos sogros, dos avós…”

 

Clicar para ler na integra in Publico, by Graça Barbosa Ribeiro

995653

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/so-1-dos-educadores-de-infancia-sao-homens/

Resumo da Semana 6 e Antevisão da Semana 7 (CE)

SEMANA6

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/resumo-da-semana-6-e-antevisao-da-semana-7-ce-2/

Big Problems

Inglês curricular gera confusão em turmas com alunos do 3.º e 4.º ano

 

ng4986090
 

Inglês passou a contar para a nota do 3.º ano mas continua a ser atividade no 4.º ano. O problema é quando a turma é mista

 

O Ministério da Educação decidiu, este ano letivo, tornar o Inglês curricular a partir do 3.º ano de escolaridade, passando até a contar para a retenção no final de ciclo, caso a negativa à disciplina acumule com insuficientes a Português e a Matemática. Já os alunos que entraram no 4.º ano, porque aprenderam a disciplina como atividade de enriquecimento curricular (AEC), mantêm uma formação diferente, sem avaliação. O problema é que, em muitos casos, 3.º e 4.º anos estão juntos na mesma turma.

“As escolas têm improvisado uma série de soluções”, conta ao DN Manuel Micaelo, coordenador para o 1.º ciclo da Federação Nacional dos Professores, que está a fazer um levantamento destas “turmas mistas” a nível nacional. “Há casos em que metade dos alunos sai da sala para os outros terem a aula, outros em que as escolas nem têm sítio para os alunos irem, por isso ficam por lá, e outros em que o professor dá a oferta curricular a uns e ensino o Inglês de outra a outros”, ilustra.

Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas e diretor do agrupamento de Cinfães, confirma esta realidade: “É uma situação típica das experiências que se costumam fazer na Educação em Portugal”, critica. “Ninguém pensa nessas situações, nem sequer nas diferentes realidades do país”.

No caso do agrupamento que dirige, revela, “das 28 turmas do 1.º ciclo, 14 são mistas”. E assume que quando a sala é partilhada pelo 3.º e 4.º ano, é preciso recorrer a soluções imaginativas: “Como não temos salas para os dividir, tentámos que o Inglês das AEC aconteça ao mesmo tempo que o do terceiro ano. Nem que fiquem os dois professores em conjunto é uma solução”, diz, revelando que “há escolas onde existem turmas com três anos”.

Apesar de os novos centros escolares terem surgido para acabar com as turmas mistas, Manuel Pereira diz que o problema “está a aumentar”. E culpa o Ministério: “As contas para a existência de turmas não têm a ver com o ano de escolaridade mas com o número de alunos. A regra são os 26. Se tivermos 13 alunos de um ano e 13 do outro as turmas são mistas”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/big-problems/

São Cada Vez Menos os Horários Desdobrados no 1º Ciclo

Mas ainda existem.

Na minha zona praticamente desapareceram, não apenas porque o investimento no parque escolar do 1º ciclo foi escasso, mas também porque a redução dos alunos permitiu que os horários passassem a “normais” pela libertação de salas.

E felizes as crianças e as famílias que ainda conseguem ter aulas apenas num período do dia.

 

 

Ainda há escolas onde os alunos só têm meio dia de aulas

 

ng4986051

A “escola a tempo inteiro”, das 09.00 às 17.30, está na lei desde 2006 mas ainda não é uma realidade para todos

Já passaram nove anos desde a introdução do conceito da “Escola a Tempo Inteiro”, criando a obrigatoriedade de as escolas do 1.º ciclo se organizarem num horário “normal”, distribuindo as atividades dos alunos entre os períodos da manhã e da tarde e assegurando que estes tivessem uma ocupação educativa entre as 09.00 e às 17.30. Mas para muitos estudantes – e para as suas famílias – este conceito ainda não saiu do papel. Por falta de capacidade das escolas, continuam a ter aulas apenas em metade do dia.

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) – apesar dos sucessivos pedidos feitos, desde a passada terça feira – não enviou ao DN o número de escolas onde ainda se recorre ao sistema dos dois turnos, dividindo metade dos estudantes pelo período da manhã e a outra metade pela tarde. Uma possibilidade prevista na lei, nos casos em que o estabelecimento não tem salas suficientes para ocupar todos os estudantes, mas apenas em casos “excecionais” e sempre dependentes de autorização superior.

Mas a própria Inspeção Geral da Educação e da Ciência tem vindo a produzir relatórios que provam que, embora reduzidos, esses casos – que a Confederação Nacional das Associações de Pais considera não terem “fundamentos aceitáveis” para ainda suceder (ver entrevista) – não são tão raros como seria de imaginar.

No relatório relativo à organização do ano letivo de 2014/15, divulgado em junho deste ano, a IGEC refere que, entre 113 agrupamentos de escolas que inspecionou – divididos por três grupos em função das suas características – , cerca de 5% dos que “ofereciam predominantemente o ensino básico”, a maioria das quais “exclusivamente este nível”, ainda recorriam a este desdobramento das turmas. Noutro grupo de escolas, caracterizado por servir populações com maiores dificuldades socioeconómicas, o universo era de apenas 0,8%.

Mas em ambos os casos se confirmava uma maior incidência na região de Lisboa e Vale do Tejo com, respetivamente, 9,3% e 6,9% de turmas com horário duplo.

O DN falou com diretores de escolas onde o “desdobramento” de turnos ainda é regra.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/sao-cada-vez-menos-os-horarios-desdobrados-no-1o-ciclo/

Não é Novidade Nenhuma

E ao longo destes últimos anos já fui dando conta destes números.

 

Só 0,5% dos professores têm menos de 30 anos

 

 

Estado da Educação 2014, do Conselho Nacional de Educação, faz radiografia ao sistema de ensino. Portugal perdeu 81 685 alunos entre 2005 e 2014, ficou com menos 33 703 professores de 2010 a 2014, fechou 3755 escolas públicas em 10 anos. David Justino, presidente do CNE, avisa que é preciso escolher os melhores profissionais e assegurar a valorização da carreira docente.

 

 

snews

 

Menos alunos, menos professores. Menos escolas públicas, mais estabelecimentos privados. Um corpo docente cada vez mais envelhecido. Melhorias de desempenho dos alunos portugueses nos testes PISA. Mais escolarização e melhores qualificações que não são acompanhadas pela economia nacional. Diferenças entre avaliação interna e resultados dos exames externos sobretudo no secundário. Cortes nas despesas, menos alunos abrangidos pela Ação Social Escolar. Estes são alguns dos retratos apresentados no relatório Estado da Educação 2014 do Conselho Nacional de Educação (CNE). Há questões para pensar, desafios pela frente. Até ao final de 2016, o CNE promove debates em torno da Lei de Bases do Sistema Educativo de forma a identificar eventuais insuficiências ou desvios na sua concretização.
Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/nao-e-novidade-nenhuma/

Vai Ser a ADSE a Proceder às Juntas Médicas da Mobilidade por Doença

E acho muito bem que este procedimento seja feito.

Como se diz, quem não deve não teme, e assim talvez se moralize esta Mobilidade em vez de se terminar com ela.

 

adse

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/vai-ser-a-adse-a-proceder-as-juntas-medicas-da-mobilidade-por-doenca/

“Animação, hoje é sexta!” (Cordas)

Viva! Hoje é sexta, noite de animação aqui pelo Blog!

Para hoje trago-vos o filme de animação chamado Cordas (Cuerdas, em Espanhol, no original). Esta animação foi realizada por Pedro Solís García e em 2014 ganhou o Prémio Goya para a melhor curta metragem de animação espanhola. Trata-se de um filme de 10 minutos mas arrebatador desde o primeiro momento. Baseado, em parte, na história do próprio filho do realizador, Cuerdas conta a história de uma menina encantadora que vive num orfanato e que cria uma ligação muito próxima com um colega seu de turma que sofre de paralisia cerebral. Apela-nos ao sonho, aos princípios, aos valores…

A não perder. Para reflectir…

Bom fim de semana e até à próxima sexta!

 

http://www.dailymotion.com/video/x1htfn6_crds_people

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/animacao-hoje-e-sexta-cordas/

E Não Havendo Orçamento de Estado em 1 de Janeiro de 2016?

Tudo se perspectiva para que no dia 1 de Janeiro de 2016 não haja orçamento de estado em vigor e não havendo que implicações pode ter na classe docente?

Existem duas medidas que constam apenas dos sucessivos orçamentos de estado e que afectam os docentes (assim, como todos os funcionários públicos);

  • O congelamento da carreira/proibição de alteração de valorização remuneratória;
  • A taxa de redução remuneratória.

 

Não existindo nenhum documento legal que substitua o orçamento de estado para o dia 1 de Janeiro de 2016, o mais provável é que a carreira recomece a contar e a taxa da redução remuneratória fique sem efeito.

Se todos podemos beneficiar da ausência dessa taxa (pelo menos quem recebe acima dos 1500€), apenas alguns podem de imediato ver os efeitos da progressão.

E quem são?

  • Todos aqueles que estavam no oitavo e nono escalão e que tinham em 31/12/2010 pelo menos 4 anos de serviço nesse escalão. A partir do dia 1 de Janeiro de 2015 passou a aplicar-se as regras do regime geral para estes docentes, ou seja, em vez de 6 anos de permanência nesse escalão passou a ser necessário terem 4 anos de serviço.
  • Todos aqueles que por lhes faltar menos de 1 ou 2 anos de serviço concluíram mestrado ou doutoramento e dessa forma viram reduzido em 1 ou 2 anos a permanência nesse escalão.

 

Não sei se outras interpretações existem, mas julgo que não havendo Orçamento de Estado para 1 de Janeiro de 2016, nem qualquer governo em maioria que aprove esse orçamento ou Lei especial para manter este congelamento da carreira/proibição de alteração de valorização remuneratória ou taxa de redução remuneratória então perspectiva-se que a carreira recomece a contar e possa haver progressões na carreira.

E alguém acredita que isso possa acontecer?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/e-nao-havendo-orcamento-de-estado-em-1-de-janeiro-de-2016/

Aposta Para Hoje

Euromilhões 23 outubro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/aposta-para-hoje-41/

Período probatório

 

Lista de docentes dispensados do período probatório.

http://www.dgae.mec.pt/web/14654/2015/20161

Seria interessante verificar quantos anos de serviço têm aqueles que não estão dispensados…

 

vomitar

Será que não se pode criar um período probatório também para candidatos a ministro da educação?…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/periodo-probatorio/

Notícias Soltas do Dia de Hoje

Pentágono de medidas educativas – PÚBLICO
Crianças do concelho da Guarda aprendem cantigas populares

Espaço educativo na Mata do Choupal para crianças – Correio da Manhã

Atraso de três anos no pagamento de cerca de 4 milhões de bolsas de mérito | Diário Digital

“Pensar a Educação” é tema de debate na Escola Secundária da Lagoa, em S. Miguel | Local.PT

Irmãos mais velhos são mais inteligentes que os mais novos, diz estudo | Diário Digital

Expresso | Rapazes. Quanto mais dinheiro, mais comportamentos de risco

Elas estudam mais e tentam fugir ao destino. Eles colocam-se em risco e envolvem-se na política. Um estudo sobre 3000 jovens de ambos os sexos nascidos nos anos 90, no Porto, mostra que o fado tem muitos tons mas continua pintado a negro

Expresso | Investigador da UMinho cria associação antibullying
Agrupamento de Escolas recebe três alunos alemães | entroncamentoonline.pt

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/noticias-soltas-do-dia-de-hoje-62/

Chumbos até ao sexto ano subiram mais de 50% com Nuno Crato

Os novos programas e as metas nada têm a ver com isto… o que eu não entendo são as desistências. Como é que crianças até aos 12 ou 14 anos desistem? Há instituições a falhar em grande…

 

Entre 2011 e 2014, a retenção e desistência no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico subiram mais de 50%. As associações de Português e Matemática culpam a cultura de “competição” criada pela introdução de provas e metas por Nuno Crato. Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação de 2005 a 2009, acusa os atuais sucessores de terem deitado “por água abaixo” os progressos atingidos. O Ministério destaca a quebra dos chumbos nos anos terminais de ciclo e diz querer que os alunos “passem sabendo”.

 

(Clicar na imagem para ler noticia in DN)

crato

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/chumbos-ate-ao-sexto-ano-subiram-mais-de-50-com-nuno-crato/

Era Só O Que Faltava

 

se a realidade fosse ignorada e o choro se mantivesse enquanto fulcro!

 

Este poste é do

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/era-so-o-que-faltava/

“Estratégia Nacional para a Educação e Cultura”

Parece-me que a estratégia de formação continua está a querer enveredar por uma vertente mais lúdica e cultural…

 

Depois de termos noticiado a apresentação pública do Portal das Experiências Culturais na edição de julho do nosso boletim digital, a qual decorreu no passado dia 25 de junho de 2015, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, convidamos-vos, nesta edição, a conhecer o Portal, que se encontra disponível para os agrupamentos de escolas (AE), escolas não agrupadas e instituições culturais, desde o dia 25 de setembro de 2015.

O Portal das  Experiências Culturais surge no contexto da Estratégia Nacional para a Educação e Cultura  (ENEC). “A ENEC é um Programa do Governo Português, concebido e desenvolvido em articulação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Secretário de Estado da Cultura, que pretende implementar um plano de ação a longo prazo, nas áreas da educação, das artes e da cultura.”*

Ao dedicarmos esta edição ao «Portal das Experiências Culturais», quisemos sublinhar, uma vez mais, a importância da articulação entre os universos da Educação e Cultura e de uma presença reforçada “das atividades artísticas e culturais em todos os níveis de escolaridade do sistema educativo, desde a educação pré-escolar até ao final do ensino secundário.

…com formações sobre Dança, Expressão Plástica e Expressão Dramática…

Então surge o Portal de Experiências Culturais. Deixo aqui o link (na imagem) para quem quiser…

 

eea

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/estrategia-nacional-para-a-educacao-e-cultura/

Evolução da Mobilidade Interna

Desde a reserva de recrutamento que mais nenhum grupo de recrutamento se libertou de ter algum docente sem componente letiva.

Neste momento existem 137 docentes que ainda se encontram na lista de não colocados à Mobilidade Interna.

Dos Colocados

 

EVOCOLMI

Dos Não Colocados

 

MI NÃO COLOCADOS

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/evolucao-da-mobilidade-interna-16/

330 Contratados Colocados na RR7

De acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

 

ci_col_rr7

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/330-contratados-colocados-na-rr7/

328 Retirados na RR7

De acordo com a seguinte distribuição por tipo de candidato e por motivo.

 

retirados

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/328-retirados-na-rr7/

“Aqui Ninguém Toca”

Uma iniciativa de louvar, para pais e professores trabalharem com as suas crianças… Iniciativa do Conselho da Europa, no âmbito da Convenção de Lanzarote.

 

Cerca de uma em cada cinco crianças é vítima de violência ou abuso sexual.
Ajude a impedir que a sua criança seja uma vítima. Ensine-lhe a Regra “Aqui ninguém toca”.

 

(clicar na imagem para aceder)

aqui ningém toca

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/aqui-ninguem-toca/

Reserva de Recrutamento 7

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 7ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Contratação – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/reserva-de-recrutamento-7-4/

Opinião de Santana Castilho no Público

Coincidências surpreendentes

 

santana castilho

É patético que, neste momento político, Nuno Crato afirme que a PACC é para continuar.

 

Nas vascas da morte anunciada das políticas educativas que mais comprometeram o futuro de todos nós houve coincidências que surpreenderam. Uma coloca graves questões. As outras acabarão diluídas na espuma noticiosa dos dias, depois de contagiarem, subliminarmente, a opinião pública. Recordemo-las:

– O fim da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) coincidiu com o fim de Nuno Crato. Mas o fim da prova, que agrediu a dignidade e o emprego de milhares, é o início de problemas sérios, que pedem soluções urgentes. É preciso apurar quem foi excluído de concursos por não ter passado na PACC, indemnizar quem foi prejudicado por isso e corrigir, quanto ao futuro, os atropelos que resultaram da ilegalidade cometida. E é, naturalmente, preciso devolver aos prejudicados as quantias pagas por uma prova ferida da inconstitucionalidade agora decretada.

É patético que, neste momento político, Nuno Crato afirme que a PACC é para continuar e é deplorável vê-lo refugiar-se no argumento segundo o qual o erro não foi cometido por ele, mas por quem o antecedeu há oito anos.

Espero bem que da solução parlamentar e governativa a que se chegar resulte uma intervenção profunda no modelo de selecção e formação inicial dos professores, cuja exigência é genericamente insuficiente nos planos cultural, científico e didáctico e resulte ainda a utilização do período probatório para os fins para que foi criado.

– Um estudo da Universidade Nova de Lisboa, fartamente glosado na imprensa, concluiu que as escolas privadas com maus resultados nos rankings fecham e as públicas não.

Curiosamente, este estudo (e a forma como foi divulgado) deu conforto à política seguida de privilegiar o privado em detrimento do público, apesar de ser óbvio que os rankings apenas medem uma dimensão (resultados em exames) das muitas (e bem mais importantes) que dão corpo às aprendizagens, apesar de ser óbvio que os rankings mudariam se trocássemos os alunos que as escolas públicas têm de receber pelos alunos que os colégios de topo livremente seleccionam e, apesar de outro estudo, o Estado da Educação 2014, do Conselho Nacional da Educação, dizer que, entre 2005 e 2014, fecharam 5737 estabelecimentos de ensino público, enquanto abriram 239 estabelecimentos de ensino privado.

– Outro estudo, também generosamente referido na imprensa, conduzido por uma investigadora norte-americana, convidada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, apurou que o sucesso escolar dos alunos portugueses não depende da dimensão das turmas, mas sim da qualidade dos professores, aprovou as metas e defendeu mais avaliação para todos, designadamente recomendando que os resultados obtidos pelos alunos contem para a classificação do trabalho dos professores. Sendo certo que considero erradas as conclusões da douta investigadora americana (as razões e os argumentos estão amplamente expostos nesta coluna, em artigos anteriores), é extremamente curiosa a coincidência entre a sua divulgação e o tempo político que vivemos, com Nuno Crato, surpreendentemente, a afirmar que o seu trabalho “vai manter-se”.

– Um terceiro estudo, este com chancela europeia (Eurydice), a que a imprensa deu farta atenção, disse que, tomado o PIB per capita por referência, os professores portugueses estão entre os mais bem pagos.

Ora o estudo teve por base valores brutos de diplomas legais completamente desactualizados e não valores líquidos finais. Com efeito, ignorou os cortes salariais vigentes desde 2011, as medidas fiscais extraordinárias e a circunstância de nenhum professor português poder hoje alcançar o topo da carreira. Para quem me lê, deixo um outro modo de olhar para o problema: o salário ilíquido dos professores contratados varia entre 777,60 e 1266,76 euros e o de um professor do quadro, do 1.º escalão, igualmente ilíquido, é de 1385,98 euros, todos, de facto, obrigados a mais de 50 horas de trabalho por semana.

Curiosamente, esta notícia deu conforto à intenção, anunciada pelo Governo cessante, de desvalorizar a carreira dos professores, em sede da chamada “Tabela Remuneratória Única”.

As referências curtas que acabo de fazer a situações que interessam ao nosso sistema de ensino podem ser aprofundadas através da leitura de A Escola e o Desempenho dos Alunos (122 páginas editadas pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), O Estado da Educação 2014 (385 páginas editadas pelo Conselho Nacional de Educação) e Acórdão n.º 509/2015 (33 páginas produzidas por um juiz relator do Tribunal Constitucional). Para ler tudo, gastei cerca de 30 horas. Num quadro de penúria (a vários títulos) da nossa imprensa, quantos jornalistas da nossa praça, no âmbito da voracidade noticiosa em que se movem, poderão consumir esse tempo e, assim, cruzar factos e dados, cuja necessidade de conhecimento é aguçada pelas coincidências que citei?

Professor do ensino superior

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/opiniao-de-santana-castilho-no-publico-2/

A Coisa

 

está de volta, ainda se lembram da coisa? Não?

 

Este poste é do

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/a-coisa/

As Famílias… dos Professores

familia-feliz-menor

 

 

Os danos colaterais de se enveredar pela profissão de docente… são as suas famílias…

Mas quem olha pelas famílias dos professores quando estes estão deslocados? Quem olha pelos professores quando estes se encontram a centenas de quilómetros de casa? O estado? Não, ninguém o faz, ninguém quer saber. Minha Mãe diz, que herdei a vida de meu pai, sempre fora de casa, eu digo que fui iludido pelo destino e não previ, na minha inocência, o futuro. Mas eu não sou de “Fafe”!… Como podia eu fazê-lo?…

Dos filhos já eu falei, mas também existem os cônjuges e os pais. Qual o apoio que um professor deslocado ano após ano pode dar a uma família? É-se marido ou esposa, de fim de semana, filho de mês a mês. Perde-se a infância dos filhos, não se dá apoio aos pais. Como pode um professor exercer a profissão, na sua plenitude, sem ter a mente sossegada em relação aos seus? Se ter saudade daqueles que a natureza lhe impôs e que escolheu para seu lado “é uma constante da vida”? Além disso, temos um inverno frio no Norte, e ninguém que nos aqueça e aconchegue durante a noite. Ninguém com quem nos sentar à mesa. Ninguém que nos acalme os receios, que nos dê força para o dia seguinte…

Não se tem a vida com que se sonhou. Esta não é uma profissão de sonho… Muitos pensam em desistir, deixar toda uma vida profissional para trás, e…

Vivemos num país que não é para professores! Vivemos num país em que, os pais não aconselham os filhos a ser professores! Um país em que os cônjuges dos professores são heróis. Suportam aquilo que qualquer casal suporta, mas sozinhos, sem o apoio físico de um companheiro ou companheira, que sai de casa em busca de um futuro melhor, esse futuro que tarda em vir… Por vezes penso que nunca virá. Mas tenta-se, continua-se, na esperança de um dia poder abraçar os filhos ao deitar e de passar a noite, aconchegado…

E há tantos por esse país fora a querer “voltar para os braços de minha mãe”…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/as-familias-dos-professores2/

Finalmente “Concluído”… Mobilidade Estatutária atualizada…

Finalmente alguém se disponibilizou a atualizar o estado da Mobilidade Estatutária… mais vale tarde que nunca… os pareceres já não estão a aguardar.

O único senão é que não explicita que parecer teve, se positivo ou negativo… está concluído!!!

 

Entidade preponente

ME concluido

Docentes

ME concluido docente

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/finalmente-concluido-mobilidade-estatutaria-atualizada/

O Futuro Chegou Hoje

E ainda não me caiu qualquer carro na cabeça.

21 OUTUBRO 2015

 

Back to the Future Part II

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/o-futuro-chegou-hoje/

Du Caraces!

 

Primeiro acaba-se com a aplicação da ciência na Escola e depois reflete-se acerca da culpa entre cafezinhos.

ducaraces

 

Este poste é do

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/du-caraces-2/

O “Direito Avesso” da PACC

A partir do minuto 40, aqui.

Segundo alguns destes constitucionalistas a PACC não é inconstitucional, mas sim a norma que regula a prova.

 

Pergunto, se terão feito uma PACC para serem constitucionalistas.

 

pacc rtp3

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/o-direito-avesso-da-pacc/

Evolução do Número de Docentes em Portugal Desde 2010/2011

Já no ano passado tinha feito este quadro que mostrava a evolução negativa do número de docentes em Portugal continental (quer no ensino público, quer no ensino privado).

Desde 2010/2011 até 2012/2013 tinham-se perdido 24642 docentes.

Com os dados de 2013/2014 perderam-se mais 9061 docentes em relação ao ano passado.

Para uma melhor leitura comparativa abrir os dois quadros e colocá-los lado a lado.

E pela baixa da taxa de natalidade que se verifica nos últimos anos (que só agora parece modificar-se) não admira que o número de docentes continue a baixar nos próximos 3 anos, a não ser que medidas como a redução do número de alunos por turma, ou o aumento das ofertas educativas venham a acontecer.

E para isso são necessárias mudanças de políticas educativas e maior investimento na educação.

 

evolução do número de docentes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/evolucao-do-numero-de-docentes-em-portugal-desde-20102011/

A Educação em Números 2015

Clicar na imagem para aceder ao relatório “Educação em Números 2015” da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

 

educacao em numeros 2015

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/a-educacao-em-numeros-2015/

Aposta para Hoje

euromilhoes 20 outubro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/aposta-para-hoje-40/

É fruta… no 1º ciclo… couves, alfaces e o resto…

Eu gostei mesmo desta atividade a desenvolver, “Organização de aulas de degustação”, entre outras ” criação e manutenção de atividades de jardinagem, organização de visitas a explorações agrícolas e atividades similares destinadas a sensibilizar as crianças para a agricultura”.

Mas nem é por aí… até podiam implementar um “Carving studio” em cada escola…loucas_criacoes_legumes_frutas01

O que causa algum espanto, é que o programa de distribuição de fruta e produtos  hortofrutícolas a alunos do 1.º ciclo dos estabelecimentos de ensino públicos, não contempla todos os alunos do 1º ciclo. “Uns são filhos, outros enteados…” É só mais um exemplo de como em pequenas coisas se pode descriminar a população escolar. A não ser que, este programa contemple a fruta do almoço e os produtos hortícolas que vêm triturados na sopa do refeitório… mas não me parece… esses são “pagos”!!

Será que este programa é facultativo?

Esta é uma medida de louvar, mas só se for levada muito a sério e levada até todos…

Fica aqui a Portaria n.º 375/2015 de 20 de outubro que institui o regime de fruta escolar (RFE), estabelecendo as regras nacionais complementares do regime de ajuda para a distribuição de frutas e produtos hortícolas, frutas e produtos hortícolas transformados, bananas e produtos derivados às crianças nos estabelecimentos de ensino.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/e-fruta-no-1o-ciclo-couves-alfaces-e-o-resto/

Um País Cortado a Metade

Escolas caíram para menos de metade desde 2000

 

ng4943329

Relatório do Governo mostra também queda de docentes muito mais acentuada do que a dos alunos

Entre os anos letivos de 2000/2001 e 2013/14, a rede de escolas públicas encolheu radicalmente, de 14 533 estabelecimentos para 6575, indica o relatório “A Educação em Números 2015”, da Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência (DGEEC). Só em 2014, desapareceram da contabilidade 535 escolas estatais. O relatório demonstra também que, desde o início do milénio, o ensino privado não só resistiu a essa quebra como até se reforçou ligeiramente, passando de 2477 para 2628 escolas.

Tal como o fecho de escolas, a redução do número de docentes tem sido justificada com a quebra do número de alunos, relacionada com a progressiva redução das taxas de natalidade. O atual Ministério da Educação e Ciência tem, de resto, elaborado previsões atualizadas dos efeitos que a baixa dos nascimentos tem e terá sobre as necessidades de professores na rede pública.

Docentes em queda acelerada

Mas o balanço desde o início do século também demonstra que, a estar em causa um ajuste, este está a ser feito em grande medida por antecipação. Entre 200/01 e 2013/14, o sistema de ensino (público e privado) perdeu 72 596 alunos, um número influenciado – mais uma vez – pelo 1.º ciclo, com cerca de 97 mil alunos a menos. O pré-escolar e o secundário, por exemplo, até aumentaram significativamente, à volta de 30 mil alunos cada, graças respetivamente ao alargamento da oferta e ao aumento da escolaridade obrigatória.

Mas, no mesmo período, o total de docentes caiu de 155 611 para 120 784. Ou seja: saíram da rede 34 827, um professor por cada três alunos que o sistema perdeu.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/um-pais-cortado-a-metade/

Morreu a PACC… mas ao terceiro dia…

Parece que a PACC vai deixar saudades a alguns…

David Justino é dos que pensa assim…

Era bom que quando suspendessem tivessem uma alternativa. Foi essa alternativa que também não consegui ver. Suspender é fácil. Se suspende e não há uma alternativa, eu sinceramente não suspenderia. À falta de melhor é o que é. Há aspetos legais, há aspetos, pelos vistos, até constitucionais, que foi uma coisa que me surpreendeu bastante.

Muitos serão os que pensam como ele… mas, sem querer dar ideias a ninguém, que tal pensarem em selecionar professores à entrada e à saída do ensino superior. Talvez fosse mais justo. Não é depois de se começar a trabalhar que se vai ser sujeito a uma prova para ver se é bom ou não a fazer algo.

Já agora, onde andam os defensores da Ordem de Professores?

(clicar na imagem para ler mais declarações in TVI24)

david

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/morreu-a-pacc-mas-ao-terceiro-dia/

Página de um Diário de um Professor do Grupo 120:

É uma sucessão de relatos que me vão chegando sobre as condições e a sobrecarga de trabalho.

De há algum tempo para cá as maiores queixas deixaram de se centrar nos vencimentos, no congelamento da carreira e nas burocracias (onde também se inclui a avaliação de desempenho) para passarem a estar centradas nas condições de trabalho e nos concursos.

E o próximo governo que aí vier deve ter isto em conta.

Há um excesso de trabalho docente que precisa de ser revisto.

 

 

Domingo: 17h- Eh, pá!! Que chatice, tenho de me ir embora porque amanhã entro às 9h e vivo a 200km…….Bem, já experimentei ir às 6,30h mas ia a dormir sentada e pelo que sei em pé dormem as galinhas. Lá deixo as minhas filhas angustiadas e meio confusas do que ganho eu em partir se nem um lugar do quadro tenho. Noite em branco com saudades (nunca deixarei de as ter). Puxa ! É a 1ª vez que me separo delas ao fim de 7 anos.

Segunda: Acordo às 6 da manhã para ver as sombras do quarto. Há tantas! Sombras de mim, sombras da profissão que escolhi, sombras de quem  já não existe! Saio de casa às 8,40h, faço cerca de 12 km e lá vou à 1ª das 8 escolas onde tenho de leccionar. Os miúdos felizes dão um leve ânimo à coisa…… Saio às 10h ( aulas de 60 minutos) e lá vem um furo, o furo matinal.  Adoro furos! Dão tempo para olhar o céu e arrepender-me de ter concorrido para tão longe…. Às 11,30h mais uma turma a cerca de 5 ou 6 km e mais uma turma feliz porque agora o inglês é a sério. Almoço às 12,30h, uma hora para almoçar em que está incluída a deslocação( é como os shampoos 2 em 1). Lancheira térmica para não gastar dinheiro. Chego à 3ª escola e já fiz mais uns 10km. Cheia de vontade, saio e ando mais uns 12km para a escola sede para fazer mais horas letivas que não no 1º ciclo. Já lá vão uns 45km. Os dias seguintes são similares….

E afinal quando o Sr Ministro fez o Inglês do 3º ano curricular estava a pensar nas turmas das metrópoles ( geralmente turmas únicas) e não nos meios pequenos com turmas mistas em que quando entra o inglês curricular os meninos dos outros anos têm aec.

Ah, e apesar de ser curricular, continuamos sempre em início da tarde ou manhã, ou fim da manhã para não estragar os horários dos colegas titulares do 1º ciclo porque ter furos é uma chatice! Tenho um segredo a dizer-vos: Para o ano será pior, sabem? Entra o 4º ano e nós continuamos nas pontas dos horários??? Afinal somos curricular ou aec? Quando dei aecs, tinha melhores horários, caros colegas….A monodocência acabou, já sabem também…..

Eu sei que as escolas do 1º ciclo nem sempre oferecem as melhores condições para os titulares terem furos  e poderem estar a trabalhar em TE…… Mas criámos um hábito que será difícil de alterar. Um professor de 1º ciclo já pode agora ter mais que uma turma e até era interessante ir a 3 ou 4 para valorizarem o que nós grupo 120 sente quando andamos de terra em terra e ainda ouvimos dizer que o inglês é inútil ( já ouviram falar na EU?), que o seu horário é uma tristeza, que estão estoirados todo o dia com o barulho dos miúdos!! Concordo, nisso concordo mas troco se quiserem…. Troco a angustia de não acompanhar as minhas filhas na escola, de não as ver a crescer, de estar na solidão tantas horas num dia, de percorrer no meu carro as distâncias sem um tostão receber ao serviço da escola e no fim…ainda ter colegas que por serem do quadro até assistem às nossas aulas e fazem comentários….sem antes perguntar se gostamos ou não…esteja à vontade, até pode dar a aula por mim. Assim, eu teria um horário sem buracos, com dia livre quiçá e com mais tempo para estar junto da minha família. Era um sonho, todos teríamos dia livre mas todos andaríamos de terra em terra conhecendo mundo….E se agora todos os carros do pessoal do 120 avariam??? Quem nos transportaria às 8 escolas? Não tenho um ambrósio à minha espera mas um táxi pago pela escola vinha a calhar. E a lei??? Só é para seguir quando às direcções interessa, claro….. Bem-vindos ao grupo 120!!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/pagina-de-um-diario-de-um-professor-do-grupo-120/

Resumo Do Fim-De-Semana

 

Extinção do ADN.

Este poste é do

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/resumo-do-fim-de-semana-27/

Mais um Relato

… no seguimento da notícia de hoje do Jornal de Notícias.

Muitas histórias de vida também impedem um docente de se candidatar para longe de sua casa e esta história é uma delas.

Dados ocultados a pedido da docente.

 

 

 

Tenho uma história “linda” para contar depois de ver os 5 relatos do JN.

 

Contratada há 20 anos, grupo de xxxxx, com pós-graduação e uma segunda licenciatura em Informática de Gestão, que ainda não pude concluir por ter deixado de ser possível financeiramente pagar propinas, embora não tendo parado de fazer formações como trabalhadora-estudante, desde os meus 18 anos de idade. Com 42 anos, 2 filhos de 5 e 8 anos, divorciada, uma mãe acamada com Parkinson galopante, colocada em horários muitas vezes incompletos, já passei por tantas escolas que a memória me atraiçoa.

Os ano transatos, dado que sendo contratada e não posso usufruir da lei de destacamento pela minha mãe, situação que me obriga a vir para casa todos os dias para continuar os seus cuidados uma vez que a não posso levar comigo, nem a irei abandonar nunca num lar, por valores morais que me enformam, pois falamos de uma mãe…

O ano passado fiquei colocada em xxxxxx, que dista da minha casa 96 km, uma vez que sou de xxxxxxxx. Quando falamos no trajeto até xxxxxxx desde xxxxxxx falamos de uma estrada nacional, a ENxx, cheia de trânsito e maioritariamente com o percurso a ser feito a 50 km/hora ou pouco mais, e uma pequena parte do percurso numa estrada menos congestionada, conclusão 1,30 h para cada lado, ou seja, 3 horas diárias de trajeto em estrada nacional. O horário em que fiquei colocada era de 19 horas, sem hipótese de ser aumentado, o que me dava de vencimento cerca de 900 euros.

Por semana, gastava cerca de 88 euros em gasóleo, uma vez que não há transportes públicos para ir até lá, não contando pneus, revisões de pouco em pouco tempo para continuar a ter carro para trabalhar. Pagava 100 euros de almoço. Para trabalhar tive que contratar uma funcionária para tratar da minha mãe, cujo valor restante do salário não lhe chegava para pagar, mas estava fora de hipótese perder tempo de serviço. Não vivo, sobrevivo, cansada de 20 anos de dúvidas sobre como será o meu próximo ano, desgastada pelo cansaço de acordar de madrugada e chegar à noite a casa, sem oportunidade de tratar devidamente e de forma responsável dos meus, procurando dar o meu melhor à família dos outros. A vinculação que esperava por ter mais de 5 anos de serviço está comprometida pelos horários incompletos, pelas alturas de colocação definidas pelo Ministério de Educação mais tardia, por todas as alíneas que muito poucos conseguem atingir.

Este ano, lamentavelmente aguardo colocação porque um erro informático na submissão da candidatura, sobre o qual me desculpei com a DGAE não foi atendido. Depois de ver o ano passado o ministro a pedir desculpas parlamentares e a ficar impune e todos os anos continuar a ver erros sobre os quais não existem consequências a não ser para os peões que como eu tapam buracos do Ministério da Educação há 20 anos. Estou em concurso em 19 agrupamentos na BCE, sou a próxima candidata a ser colocada, mas nunca vi nenhum agrupamento a abrir uma vaga, desde o início abro de manhã o computador na esperança e volto a ver a aplicação sem um único horário, um espaço branco que me persegue desde o início do ano letivo. Foram me atribuídos 210 dias de desemprego, até Março de 2016, depois não sei como irei viver e sustentar a minha mãe e os meus filhos. Parece-me que este ano não precisam de tapa buracos e fui deitada ao lixo, depois de ser avaliada como professora muito boa. Tantas histórias a relatar, tanto sacrifício e uma vida passada para ser arrumada a um canto como lixo, sem saber como sobreviverei amanhã, eu e os meus.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/mais-um-relato/

Professores Que Pagam, …. para Trabalhar.

Professores chegam a fazer 200 km para dar aulas

 

ng4935148
Todos os anos, milhares de professores mudam de residência ou percorrem centenas de quilómetros, dia a dia, para trabalhar.

Não há números oficiais sobre as deslocações, mas Mário Nogueira, secretário-geral da Frenprof, garante que são às centenas as situações “dramáticas na educação”.

Desde casais com filhos a viver separados, a docentes que saem de casa às 5 da manhã para começarem a lecionar às 8.45 horas. Ser professor parece ser cada vez mais, de acordo com as associações que os representam, uma profissão “desgastante e dispendiosa”.

“Há uma ideia de que muitos professores estão desempregados porque não querem ir trabalhar para longe de casa, mas isto é completamente falso”, frisou Mário Nogueira.

 

 

São 5 os relatos que se podem ler no Jornal de Notícias de hoje, deixo apenas o primeiro.

 

rosa ribeiro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/professores-que-pagam-para-trabalhar/

Todos Sabem, os Estudos Demonstram

… mas nada se faz.

 

 

Escolas privadas fazem batota com as notas

 
 
A inflação de notas por parte das escolas privadas está a provocar uma “distorção” no acesso ao Ensino Superior, prejudicando sobretudo as escolas e os alunos do ensino público, revela o mais recente relatório do Conselho Nacional de Educação.

 

 

Uma “tremenda fonte de injustiça” que leva os autores a concluírem que até um sorteio se revelaria “mais justo” do que o atual sistema de colocação. O Ministério da Educação não escapa às críticas: ao mostrar-se incapaz de corrigir a situação, está a “oferecer publicidade às escolas que inflacionam”, contribuindo para aprofundar as desigualdades.

O problema da inflação de notas internas (as que são atribuídas pelos professores no final do ano) já tinha sido levantado no relatório sobre o “Estado da Educação” do ano passado. E o alarme foi suficiente para o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciar, em julho passado, que tinham sido feitas averiguações em dez estabelecimentos de ensino, e abertos inquéritos em quatro deles. O governante não especificou na altura se eram escolas públicas ou privadas, nem se sabe ainda qual a conclusão desses inquéritos. O JN tentou ontem obter esse esclarecimento junto do Ministério da Educação, que limitou-se a responder que o processo está fase de conclusão.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/todos-sabem-os-estudos-demonstram/

Conclusões a Retirar do Número de Docentes no Sistema de Ensino

 

 

O ensino público perdeu muitos docentes, o ensino privado perdeu poucos docentes.

 

O ensino público é mais envelhecido do que o privado e não me admira que esse envelhecimento tenha sido feito à custa do envio dos docentes mais “velhos” (e por conseguinte mais caros) do ensino privado para o ensino público.

De acordo com esta tabela o ensino privado ganhou/perdeu professores por níveis de ensino:

Educação Pré-escolar: ganhou 197 docentes

1º Ciclo: ganhou 153 docentes

2º Ciclo: perdeu 260 docentes

3º Ciclo e Secundário: perdeu 719 docentes

Total de perdas de docentes no ensino privado:  629 docentes

O ensino público ganhou/perdeu professores por nível de ensino:

Educação Pré-escolar: perdeu 1.457 docentes

1º Ciclo: perdeu 12.558 docentes

2º Ciclo: perdeu 12.520 docentes

3º Ciclo e Secundário: perdeu 16.249 docentes

Total de perdas de docentes no ensino público: 42.784 docentes

numeros
envelhecimento

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/conclusoes-a-retirar-do-numero-de-docentes-no-sistema-de-ensino/

Hiatos

… de quem tinha o direito a vincular por o ano passado ter direito ao quinto contrato sucessivo, mas não ter sido reconhecido pela DGAE no concurso.

Só através do recurso a docente viu reconhecido esse direito.

Dado provimento ao recurso pela Directora Geral ainda em Agosto, mas só despachado pelo Secretario de Estado em Outubro de 2015.

E assim adia-se a vida das pessoas.

 

hiato temporal

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/hiatos/

Resumo da Semana 5 e Antevisão da Semana 6 (CE)

SEMANA5

Faltam-me alguns horários que terminaram a candidatura na passada quinta-feira, mas ao final do dia de hoje ou amanhã já os terei para adicionar ao meu documento.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/resumo-da-semana-5-e-antevisao-da-semana-6-ce/

Load more