Professores Que Pagam, …. para Trabalhar.

Professores chegam a fazer 200 km para dar aulas

 

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Todos os anos, milhares de professores mudam de residência ou percorrem centenas de quilómetros, dia a dia, para trabalhar.

Não há números oficiais sobre as deslocações, mas Mário Nogueira, secretário-geral da Frenprof, garante que são às centenas as situações “dramáticas na educação”.

Desde casais com filhos a viver separados, a docentes que saem de casa às 5 da manhã para começarem a lecionar às 8.45 horas. Ser professor parece ser cada vez mais, de acordo com as associações que os representam, uma profissão “desgastante e dispendiosa”.

“Há uma ideia de que muitos professores estão desempregados porque não querem ir trabalhar para longe de casa, mas isto é completamente falso”, frisou Mário Nogueira.

 

 

São 5 os relatos que se podem ler no Jornal de Notícias de hoje, deixo apenas o primeiro.

 

rosa ribeiro

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27 comentários

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  1. Infelizmente é o dia a dia da grande maioria dos professores na casa dos 40. Eu dou aulas desde 2001. E estou a fazer 275 por dia e 3h30 de viagem em transporte próprio.
    Já são 4 anos a percorrer estas distâncias. Tb me interrogo muitas vezes, durante quanto tempo vou conseguir aguentar! Sinto que a minha paixão pela profissão está começar a desvanecer…

      • Vítor on 19 de Outubro de 2015 at 10:49
      • Responder

      Já somos dois. Eu faço 270 e dou aulas há 19 anos. Ainda por cima este ano fiquei só com 15 h. A vontade com que se vai trabalhar é cada vez menor.

    • Mark Margo on 19 de Outubro de 2015 at 10:22
    • Responder

    Realmente é vergonhoso, uma falta e respeito este CRATO.

    Mark Margo

    http://www.markmargo.net
    (site de celebridades e playmates com sessões fotográficas)

    • gerimbeco . on 19 de Outubro de 2015 at 12:34
    • Responder

    Eu fico espantado e revoltado com a “aparente” iluminação da mente de muita gente. Parece que, de repente, tiveram uma epifania e descobriram deus! Só agora é que se aperceberam desta realidade??? Trabalho há 15 anos e conheço-a bem de perto, na pele!
    Já agora, falemos das colocações por cunha, do amigo ou familiar que “apanhou” aquele horário fantástico; dos “colegas” que são “especiais de corrida” e que têm um horário à medida e que estão sempre a reclamar por tudo, desde a cor do céu à situação familiar da realeza britânica; dos srs diretores que nem a lei conhecem e fazem aquilo que muito bem querem e lhes apetece; dos milhares de euros gastos pelos professores para que as aulas possam funcionar corretamente ( desde impressões em casa até compras de material do próprio bolso); dos professores contratados que são tratados abaixo de cão!
    E muito mais…

    • Pepe on 19 de Outubro de 2015 at 13:44
    • Responder

    Alguém é obrigado a concorrer para escolas a +200km’s de casa?

      • alexandre on 19 de Outubro de 2015 at 13:58
      • Responder

      Os qzp´s sim. De Valença a Vila nova de Gaia. Só para dar um exemplo.

      • José Afonso on 19 de Outubro de 2015 at 14:29
      • Responder

      És professor, Pepe? Ou és mais um que vem tentar desinformar? A mando sabe-se lá de quem…

      • Jose F M Bernardo on 19 de Outubro de 2015 at 19:17
      • Responder

      -sim, e porque Portugal é pequenino! imagina-te no Brasil!

    • marisa11 on 19 de Outubro de 2015 at 14:10
    • Responder

    Dou aulas desde 2000, sou contratada, faço 260 km por dia e passo 4h dentro do carro, desde o ano letivo anterior. A precariedade aumentou consideravelmente desde 2011. Lamento saber que outros tantos colegas passam pelo mesmo e por isso nada me conforma. A paixão por este estilo de vida já passou e só não deixo de ser professora porque ainda não encontrei uma alternativa, dada a especificidade da licenciatura. O amor à camisola acabou!

      • Rui on 19 de Outubro de 2015 at 14:18
      • Responder

      Pois, mas antes de 2011 estávamos pior. Antes, menos emprego e mais precário, de que a louca da Milú que zurzia nos professores.

    • Cláudio Nuno Santos on 19 de Outubro de 2015 at 19:08
    • Responder

    Ninguém arranja um link da notícia? Tentei na net, mas só num site e com log in. Gostaria de ler. Conheço este ano quem faça 120kms para cada lado e há 1 colega que fazia 200kms PARA CADA LADO todos os dias, mas isso era à maluco. Apenas porque era treinador adjunto numa equipa de vólei…

    • Margarida on 19 de Outubro de 2015 at 19:12
    • Responder

    Boa tarde amig@s!

    Desculpem-me desde já este
    questão ( repetida). Já a vi respondida aqui, mas não me recordo aonde (já
    procurei mas não encontro).

    Estou colocada numa escola com 5h
    (já não estou dentro do período experimental).

    Ando a concorrer a ofertas de
    escolas, para tentar completar mais algumas horas.

    Fiquei selecionada numa escola
    mas soube hoje que o horário (que não estava divulgado no website) não é
    compatível.

    A questão é o que devo fazer para
    não ficar prejudicada em nada. Quero continuar a concorrer a outras ofertas de
    escola que surjam e não quero perder a atual colocação.

    Devo recusar?

    Deixar passar o prazo?

    ou aceitar e depois denunciar
    (ainda não o fiz nenhuma vez)?

    Obrigado a tod@s.

    Na plataforma o que diz é
    (contudo eu já não estou dentro do período experimental):

    Reitera-se a informação de
    que um candidato que esteja já colocado e se encontre ainda dentro do período experimental à
    procura de uma melhor colocação, não ficará penalizado por fazer uma “Não
    aceitação” , na aplicação eletrónica para lugares que não lhe sejam
    favoráveis. Para o efeito, tendo em vista a agilização do procedimento de
    notificação de outros candidatos, que ainda aguardam colocação, sugere-se que
    os mesmos procedam com celeridade à “Não aceitação” carregando no
    símbolo .

    Esta situação aplica-se:

    – aos candidatos colocados que não pretendam denunciar a colocação, dentro do
    período experimental;

    – aos candidatos que não pretendam aceitar um novo horário para acumular com o
    seu.

      • Cogitador on 20 de Outubro de 2015 at 11:53
      • Responder

      Colega, se o horário não é compatível, NÃO PODE ACEITAR sob pena de ficar penalizada.
      Uma vez que já tem um horário, não fica penalizada se não aceitar o novo horário.

    • Jose F M Bernardo on 19 de Outubro de 2015 at 19:14
    • Responder

    – amores, quem quer passar mais tempo dentro de um comboio do que dentro da sala de aula, por dia? mais alguém para fazer do comboio o seu wagon-cama? mais um para fazer isto durante 20 anos seguidos? sim, sou caucasiano, mas não sou o superman! (empresto a capa ao cinzentão lá da capital que quiser dar uma voltinha!)

    • Zélia Paulos on 19 de Outubro de 2015 at 20:05
    • Responder

    Também faço 200k ms por dia para dar aulas, e o que mais custa é saber que ainda por cima é um horário temporário, quando muito boa gente menos graduada que eu ficou colocada em horários anuais

      • maria on 19 de Outubro de 2015 at 21:37
      • Responder

      tem toda a razão, os horários incompletos e temporários deveriam poder aceitar em bce horários anuais e completos….como esta é injusto

    • AB on 19 de Outubro de 2015 at 21:40
    • Responder

    Já estive a 200 km de casa e nunca me lamentei. Mas pagar cerca de 400 euros para trabalhar estando somente a uns 10 km é dose.

      • torradeira on 19 de Outubro de 2015 at 21:47
      • Responder

      Não percebi essa dos 400€ e 10kms… ???

        • AB on 20 de Outubro de 2015 at 10:13
        • Responder

        Se tiveres trauma de conduzir e não tiveres colegas que te deem boleia terás que usar táxi. É o que acontece comigo.

    • piolhosoquitoso on 19 de Outubro de 2015 at 23:43
    • Responder

    Esta senhora é quadro de qualquer coisa(agrupamento ou qzp), como depreendo.Mas eu só ouço lamúrias sobre os pobres contratados.Os “desgraçados” com apresentação diária fala-se pouco.Mas mais vale aparecerem assim estas situações brilhantes, para se dar valor aos bandidos do quadro.(Com o maior respeito por todos os vinculados e ultrapassados pelas BCE e concursetas externas,.Sim concursos internos extraordinários é o que faltava, já basta os marmanjos do quadro terem vida boa na maioria.

    • maria on 20 de Outubro de 2015 at 1:13
    • Responder

    Fui um erro terem agregado os QZP – o resultado é este. Pergunta: existe alguma profissão onde os profissionais são obrigados a concorrer a todo o Algarve ??? Esta é a questão de fundo e deve ser resolvida para evitar este desgaste dos professores… país miserável com técnicos que não entendem nada da realidade.

    • maria on 20 de Outubro de 2015 at 1:15
    • Responder

    É um erro ter um QZP enorme – ex. todo o Algarve. O resultado e termos pessoas a fazerem imensos quilómetros

    • maria on 20 de Outubro de 2015 at 1:15
    • Responder

    É mais um dos disparates de CRATO

  2. Não vejo em que é que ‘isto’ é notícia. Eu andei dois anos a fazer a viagem, de ida e volta, TODOS OS DIAS, de Coimbra a Lisboa. Ou melhor, de Coimbra à Amadora e, noutro ano, a Alcântara. Viajava de madrugada, partia de Coimbra às 2h15, para chegar ao aeroporto às 4h25. É só fazer as contas e ver o tempo que eu passava em viagens. Nunca me queixei e nunca me considerei uma coitadinha ou uma ‘super’. Achei algo normal, dado que a necessidade em trabalhar era o que importava. Ver que valorizam tanto uma situação deste género, dá-me vontade de rir. Era e é uma sorte conseguir-se estar a trabalhar.
    E quando é que eu dormia? Durante as viagens, de ida e de regresso. Aconteceu-me por exemplo, um dia, ter adormecido em casa, horas antes de partir, e se não fossem os funcionários da rodoviária e o motorista do Expresso (autocarro) que já me conheciam das viagens que fazia todos os dias, teria faltado naquele dia às aulas.

    Quanto às despesas? Gastava cerca de 450, 500 euros por mês só em viagens de expresso, de passe de autocarro da zona de Lisboa. Mas é uma questão de fazer cálculos e de opções. Entre ficar num quarto, sozinha, longe da família, eu optei por ir e vir todos os dias. Ficava no mesmo valor e nada pagava as horas que ia a casa para desanuviar e respirar de alívio. Mais. Nos dias em que tinha reuniões de grupo ou de turma, nas escolas, cheguei a ir a casa apenas para tomar banho e voltar para baixo. Nada de especial. Nada paga o voltar a casa, nem que seja por uns minutos. Voltaria a fazer tudo de novo! E não vejo o porquê de tanto espanto. Parece que as pessoas não estão habituadas a lutar por nada. São logo umas coitadinhas… Enfim…

    1. E só para que não apareça aqui uma ‘ave rara’ a insinuar que estou do lado do Crato: eu sou uma das que foi sujeita à PACC. Sou uma das contratadas que foi maltratada pelos ‘pseudo-colegas’ mais velhos. Faço parte daquele grupo de professores que tem sido sistematicamente maltratado, até por investir na formação. E quem o faz, devia vergonha na cara, porque não faz a mínima ideia dos sacrifícios e determinação de muitos de nós.
      Já agora, onde é que andam aqueles professores que vigiaram a PACC? Onde é que andam eles, os que pactuaram com a ilegalidade?

        • Ana on 20 de Outubro de 2015 at 23:25
        • Responder

        Maltratada pelos mais velhos? Como é que estes ferozes mais velhos a maltrataram?

    • Jose F M Bernardo on 21 de Outubro de 2015 at 17:56
    • Responder

    – bem, e se tiver um pai alzheimer dependente de si com um diretor que não o deixa faltar, ou, se a seguir ao falecimento de uma mãe passado um dia tiver que assegurar uma reunião de avaliação para voltar de novo para o seu luto – só porque é contratado, mas também porque é… Um Homem?! (um homem também chora!)

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