… sobram orientações!
Como querem ter o trabalho feito para quando os professores chegarem (a caminhada é longa e faltam transportes) publicam-se as orientações para o ensino do Mandarim…
Out 05 2015
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Out 05 2015
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Out 05 2015
No dia mundial do professor a FNE lança uma campanha que visa o reconhecimento do professor na sociedade portuguesa.
Para conhecer mais pormenores dessa campanha entrar no seguinte link.
O Dia Mundial do Professor celebra-se anualmente no dia 5 de outubro. Foi em 1994 que foi decidida pela UNESCO, juntamente com a Internacional da Educação, a celebração do Dia Mundial do Professor, a 5 de outubro de cada ano. Esta data foi escolhida para reconhecer a importância da declaração da OIT e da UNESCO sobre a condição dos trabalhadores docentes, concretizada em 5 de outubro de 1966.
Nesta oportunidade a FNE saúda todos os professores e reconhece que é imperioso reiterar a importância do papel dos educadores e dos professores na transmissão dos saberes e não se pode ainda deixar de sublinhar o seu contributo essencial para a vida diária de todas as alunas e de todos os alunos, nas múltiplas dimensões que o seu papel educativo assume.
Nem sempre este papel é devidamente reconhecido. A exigência de uma educação pública de qualidade deve constituir uma prioridade nacional para a qual o governo deverá mobilizar os meios essenciais para que ela se concretize e para que ela seja valorizada socialmente. A realidade é outra, e pouco dignifica os milhares de docentes que todos os dias contribuem para o ensino e a educação das nossas crianças, dos nossos jovens e também dos nossos adultos.
Esta importância dos professores é manifestada em múltiplas oportunidades e todas as pessoas com quem se fala e que tenham frequentado a escola, por mais ou menos tempo, recordam pelo menos um professor que especialmente as marcou.
Mas a verdade é que, por outro lado, tem vindo a sentir-se uma crescente fragilização da imagem social dos professores, o que constitui uma realidade que deve ser combatida.
É por estes motivos que consideramos fundamental que se tomem iniciativas que promovam a imagem social dos professores, de modo a que os bons profissionais se sintam mobilizados na profissão e não a abandonem precocemente e para que os melhores alunos queiram ser professores. É preciso que a profissão seja atrativa.
Com a consciência desta realidade, estão aliás a desenvolver-se em alguns países europeus iniciativas neste mesmo sentido.
É neste quadro que a FNE aproveita a data para anunciar o lançamento de uma campanha designada”#obrigadoprofessor” e que visa dar espaço à manifestação do reconhecimento dos professores no percurso de vida dos portugueses.
A campanha traduz-se num “site” dedicado, a ser lançado no próximo dia 9 de outubro, onde todos são convidados a deixar uma mensagem de reconhecimento e apoio. O acesso ao site estará disponível a partir desta data em http://obrigadoprofessor.pt/
Em simultâneo, e também no quadro desta campanha, todos os sindicatos de professores que integram a FNE promovem um conjunto de iniciativas alusivas aos objetivos desta iniciativa e cujo conteúdo e calendário passamos a divulgar:
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Out 05 2015
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Out 05 2015
O senhor Zé da peixaria resumiu logo a coisa, mal alguém falou no resultado das eleições, com o seu acostumado vocabulário refinado.
– Este país é feito de atrasados mentais, valha-me céus. Então levam porrada quatro anos seguidos e ainda querem mais, os f…da…p? Ignoram bancos, submarinos, malta a emigrar, tudo privatizado, ficou tudo p’a trás das costas?
A florista do lado retorque, indignada:
– O povo decidiu, está decidido! Ao menos eu nem fui votar que já sei que são sempre os mesmos, vir’ó disco e toc’ó mesmo!
Agarro as compras e saio da praça inquirindo se o povo se ouve a si próprio. A descrença profunda enraíza-se no corpo das pessoas infelizes.
Mas é muito mais do que isso.
É um síndrome, este de viver dentro de um país tão pequeno quanto fechado.
Síndrome de Portugal.
Ocorre sempre que alguém, submetido a prolongadas sevícias, acaba por desenvolver simpatia para com o seu agressor. É uma particularidade ibérica muito específica deste cantinho geográfico. E explica como se cria um país por cumprir.
Só isto me faz sentido neste momento. Isto e as palavras do talhante para um colega lá do fundo que sorri, maliciosamente, enquanto corta a carne de coelho com desmedida força.
– Pá, os cabrões são mesmo bons…
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Out 04 2015
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Out 04 2015
Não me lembro do dia exato em que, pela primeira vez, dei por mim a pensar (verdadeiramente) sobre o que é ser aluno ou professor, aprender ou ensinar, e para que serve uma escola ou um caderno. Recordo-me, contudo, que nesse dia estava a chover muito e que ao meu lado, encostadinhos à parede, debaixo dos últimos bocadinhos de telhado de zinco, estavam muitas crianças à espera que um professor chegasse e a porta da escola se abrisse. Lembro-me, ainda, de ver um menino a correr no meio daquela lama, com um sorriso enorme e um caderno na mão, cheio de vontade de aprender e que a chuva terminasse.
Naquele dia cheguei a uma convicção que permanece até hoje: apesar de tudo, é possível educar e ajudar a aprender, em qualquer lugar…
Kuasi pretu suma Karbon
(Quase preto como o carvão)
O verde forte da copa das árvores, a cor da terra do chão, a naturalidade e a autenticidade da vida daquelas pessoas foram deixando-me ainda mais contente pelo caminho.
Entrei numa das salas daquela escola feliz. Com energia e um sorriso, disse Bom dia! Responderam-me de igual forma, ou seja, com carinho. Gostaram de me rever e eu senti o mesmo em relação a eles. Por outro lado, é sempre bom saber que se lembram de nós, nos aceitam e estimam, mesmo que, aos olhos deles, sejamos alguém com o um “nome colorido”, que não sabem de onde vem, o que está ali a fazer, ou o que quer.
Depois de cumprimentar os professores que estavam a trabalhar com as crianças, circulei um pouco pela sala para conversar um pouco com elas e as ajudar no que estavam a fazer. Contudo, duas meninas que estavam a trabalhar a pares, sempre muito simpáticas, mas também muito estrategas em fugir às tarefas, metendo conversa comigo, nem sequer me deixaram aproximar de mais ninguém. Elas em crioulo e eu em português, foi mais ou menos assim:
– Branco, como é que estás? – sorrindo para mim e uma para a outra.
– Estou bem, obrigado. E vocês? Estão bonitas…
– Estamos bem. – responderam em conjunto e continuando a sorrir.
– Gosto muito do vosso desenho. O que é?
– Esta é a minha mãe, este é o meu irmão… – disse uma, enquanto ia apontando para cada uma das figuras.
– E como é que se chama a tua mãe?
– Fatu.
– E vocês sabem qual é o meu nome? – perguntei-lhes.
– Branco. – responderam as duas sorrindo, sem qualquer tom depreciativo.
– Não. Olhem lá para esta folha. Eu e ela temos a mesma cor? – disse eu com um sorriso, sem o mínimo sentimento de ofensa.
– Como é que te chamas? – perguntou-me uma delas.
– Chamo-me Rui. E vocês?
…
Conversámos mais um pouco e depois continuei a circular pela sala. Ao virar-me para outro lugar ouvi a mais pequenina dizer:
– Professor branco. – surpreendida e alegre por eu estar ali. Respondeu-lhe a outra:
– Não! O nome dele não é branco! O nome dele é Rui. O professor Rui é quase preto como o carvão.
Enquanto professores, agentes de mudança, está nas nossas mãos mudar os lugares onde estamos; dos quais fazemos parte. Temos essa capacidade, esse poder. A Educação, sim, faz efetivamente a diferença.
Professor Rui Tiago Filipe
Professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico
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Out 04 2015
Novo espaço de opinião de Paulo Guinote.
Fafe! já viste? um quintal????
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Out 04 2015
A Tia Maria está velhinha.
Passaram muitos anos, desde que a vi pela última vez. Eu era mais pequena e, talvez por isso, achava-a muito alta. Dela sempre circularam histórias mirabolantes na família. Por uns muito amada, por outros odiada profundamente pelas angústias que ninguém queria e ela espalhou. Eu sempre a escutei com curiosidade, bebendo as suas palavras para além do tempo.
Agora que cresci, porém, vejo que mingou aos meus olhos, o corpo encurvado de rugas, mas o coração generoso de outrora. Enquanto me oferece um chá quente com as mãos trementes, perde-se no antigamente, quando eu era pequenina e lhe trepava para o colo a pedir contos.
Depois, calmamente, viaja para a sua juventude rebelde. Fala-me da PIDE, desses tempos desconhecidos em que tudo era diferente. Reconta-me a prisão onde passou noites sem dormir. Acha que foram 15, mas não tem a certeza. Foi presa e condenada, perdendo os “direitos políticos”. E ri-se.
– Já viste o disparate? Tiraram-me os direitos políticos que eram votar no Salazar… Ora eu andava a lutar para ter liberdade de votar em quem quisesse, portanto, dificilmente, se perde o que já não se tem, não é?…
Observo-lhe o rosto sereno, ocultando as marcas rígidas desse passado atroz.
Hoje voto e devo isso à minha tia Maria e a outros que, como ela, acreditaram que o sonho de ser livre, de pensar livremente era possível. Alguns não resistiram à tortura, outros sobreviveram, mas, por muito que o desejem, não a podem esquecer.
É isso que a História nos lega: a capacidade de recordar. Recordar que o meu direito existe, oferecido por aqueles que me conquistaram a oportunidade de me abster, de optar, de decidir.
Porém, a verdade é que eu não voto por ela. Voto por mim. Porque, apesar da descrença e do descrédito, o meu direito é inalienável e posso usá-lo para o que me apetecer, e não para o que me impõem.
Mesmo se, ao colocar a cruz, receio que tal não seja suficiente para mudar este mundo.
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Out 04 2015
O que move os nossos mestres? Não é o dinheiro – PÚBLICO
Programas, metas e provas sobrecarregam alunos com trabalhos para casa – DN
Noticias ao Minuto – Atividades extracurriculares? Sim, mas a criança também tem de brincar
Alunos do 10.º ano sem Mandarim por atraso na chegada de professores chineses – PÚBLICO
Expresso | Xadrez, ioga e esgrima já estão nas escolas públicas
Alunos de ensino individual de Monsanto chumbaram todos – Observador
Ministério garante que alunos chumbados foram avisados sobre situação ilegal – Renascença
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Out 03 2015
Não há quem tenha vergonha de inventar leis internas.
Fica a denúncia de mais um caso que se passou na zona de Lisboa. A denúncia deste caso foi feita por alguém de fora da escola que teve conhecimento do que aconteceu com estes 4 Técnicos Especializados.
Quatro Técnicos (as) Especializados (as) do Agrupamento de Escolas D. Dinis – Lisboa, foram abonad@s, no ano transato, por um índice de vencimento acima ao que tinham direito – índice 167, quando deveriam receber pelo índice 151.
Os docentes avisaram os serviços administrativos do agrupamento da situação tendo estes referido que tinham recebido um ofício circular que atestava o direito de serem abonadas pelo referido índice 167 (posteriormente referiram que não tinham lido o verso da folha).
Acontece que quando a escola começou a elaborar os contratos (a aplicação só ficou disponível em julho) o erro foi detetado.
Salomonicamente, alguém decidiu não abonar o mês de agosto aos quatro técnicos. Estranhamente, ninguém responsável da escola avisou os docentes da decisão tomada, desinteressando-se completamente da vida das pessoas. Não se importaram se as pessoas necessitavam do vencimento, se têm dependentes do salário, compromissos mensais que derivam dele. Nada!
O mais grave desta decisão é que os responsáveis do Agrupamento não poderiam tomar esta decisão. O código do trabalho no ponto do 1, do artigo 279.º refere que “Na pendência de contrato de trabalho, o empregador não pode compensar a retribuição em dívida com crédito que tenha sobre o trabalhador, nem fazer desconto ou dedução no montante daquela”. Teriam de assumir o seu erro (os docentes não são culpados de nada), abonado os funcionários, dar conhecimento às finanças da situação que por sua vez pediria a reposição do dinheiro em excesso. Acrescenta-se, que essa reposição poderia ser fracionada em várias prestações, de acordo com o pedido feito pelo funcionário, e teriam de ser feitas todas as contas (deduções de IRS; segurança social. Etc)
Para rematar, e acreditando que não existem intenções retaliatórias, refiro que os docentes foram colocados na mesma escola, com a aceitação feita a 04 de setembro na plataforma (sexta-feira) e apresentação presencial no dia 07 (segunda-feira), não tendo sido abonadas no mês de setembro (a requisição de fundos é feita, normalmente, no dia 8 de cada mês, havendo escolas que o fizeram até ao dia 11 de setembro).
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Out 03 2015
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Out 03 2015
“Exército de precários”
“O que é o ‘cratês’? O ‘cratês’ é o eduquês da troika”. Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), faz a pergunta, dá a resposta, e olha para o mandato de Nuno Crato como um período em que a Educação não foi vista como um investimento, em que se reduziram custos e recursos humanos, em que o quadro da classe emagreceu significativamente. “Criou um exército de precários e pôs na rua 20 mil professores sem problema nenhum”. “Nunca foi um ministro presente, foi sempre um ministro ausente”, comenta.“Fúria avaliativa, examinite aguda”
Lurdes Figueiral, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), faz uma avaliação sem panos quentes. A nota deste mandato não é apenas negativa, também é má. “Nuno Crato revelou, como era fácil de prever para quem o conhecia para além das parangonas dos jornais, a sua incompetência para gerir a pasta da Educação, uma vez que não tem qualquer preparação específica ou conhecimento das questão educativas reais, tendo-se construído com base em preconceitos que soube passar para a opinião pública com um discurso populista e cheio de generalidades que não correspondiam a uma análise sólida e com conhecimento de causa da realidade da Educação no país e no estrangeiro, limitando-se a ir ao encontro dos lugares comuns mais básicos e primários”, afirma.
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Out 02 2015
… e hoje, de animação, obrigatório divulgar uma histórica, sobre eleições e campanha eleitoral. Chama-se Hell-Bent for Election e foi realizado em 1944 pelo famoso Chuck Jones.
Produzido pela United Productions of America (conhecida na altura por “Industrial Films”), este filme de animação é um filme de campanha alegórico, concebido para apelar ao voto no candidato democrata Franklin D. Roosevelt que é retratado por uma moderna locomotiva ao contrário da do seu adversário o republicano Thomas E. Dewey que é retratado como uma velha locomotiva a vapor…
A não perder. Se quiserem perceber melhor, basta ver o filme e percorrer com uma leitura atenta a sinopse completa do filme na página do youtube onde está o filme.
Bom fim de semana!
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Out 02 2015
Muito tarde saiu esta lista e onde constam muitos docentes que não puderam candidatar-se ao concurso interno/externo e à Mobilidade Interna e à contratação Inicial.
* Esta lista identifica os docentes cujas qualificações profissionais para a docência no grupo de recrutamento 120 – Inglês (1.º ciclo do ensino básico) foram certificadas por despacho da Diretora-geral da Administração Escolar proferido ao abrigo do Despacho n.º 2384-A/2015, de 6 de março.
O procedimento de certificação da qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 120 é aplicavel aos docentes abrangidos pelo disposto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro, conjugado com a Portaria n.º 260- A/2014, de 15 de dezembro.
Destina-se aos docentes profissionalizados dos grupos de recrutamento 110 (1.º ciclo do ensino básico), 220 – Português e Inglês (2.º ciclo do ensino básico) e 330 – Inglês (3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário) que comprovarem ter obtido formação certificada no domínio do ensino de Inglês no 1.º ciclo do ensino básico e ter completado um ano de experiência de ensino de Inglês no 1.º ciclo do ensino básico adquirida no âmbito da Oferta Complementar ou das Atividades de Enriquecimento do Currículo.
Esta lista não integra os docentes que não precisam de certificação das suas qualificações profissionais porque possuem as habilitações mencionadas no n.º 1 ou no n.º 2 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro.
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Out 02 2015
O balanço tem dois pratos. Inglês no 3.º ano, colocação de assistentes operacionais, portal Infoescolas, coadjuvação no 1.º ciclo, mais psicólogos, escolas com melhores condições, estão no lado positivo. Turmas com mais alunos, prova de avaliação para professores contratados, exames nacionais nos primeiros níveis de ensino, processo de municipalização, cortes no investimento, mais mega-agrupamentos, surgem no prato negativo.
Quatro anos de Nuno Crato, quatro anos de alterações no sistema educativo. O ministro da Educação estará de saída do Governo e já afirmou publicamente que o fará de consciência tranquila. Com eleições à porta, é tempo de balanço. O EDUCARE.PT destaca o que mudou nas escolas, nos procedimentos, no dia a dia de alunos e professores, e recolhe opiniões de quem segue de perto os passos dados nesta área. Há críticas e elogios. Os aspetos negativos pesam mais nesta balança.
O que mudou nestes quatro anos? Os professores contratados com menos de cinco anos de serviço têm uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades que condiciona o seu acesso à carreira. Os alunos do 4.º e 6.º anos de escolaridade têm exames nacionais de Matemática e Português que contam para nota. Há novos programas e novas metas curriculares. As disciplinas mais direcionadas para a cidadania, como Formação Cívica, Estudo Acompanhado e Área de Projeto, desapareceram dos horários. E a carga letiva de outras matérias consideradas estruturantes como Português e Matemática foi reforçada.
Os exames de Inglês obrigatórios para os alunos do 9.º ano surgiram no calendário escolar e o Inglês passou a ser uma disciplina curricular a partir do 3.º ano de escolaridade, ganhando peso no 1.º ciclo. Em 2014, Nuno Crato lançou o portal Infoescolas que dá acesso a informação estatística do sistema de ensino, bem como ao percurso individual de cada aluno, entre outros dados. Criou os cursos vocacionais para alunos a partir dos 13 anos que tenham chumbado duas vezes no mesmo ciclo de escolaridade. Um sistema que chegou às escolas públicas no ano letivo de 2012/2013 com uma experiência-piloto que envolveu 13 escolas e 280 alunos. No ano letivo passado, cerca de 25 mil alunos frequentavam estes cursos.
O ministro da Educação também mexeu no acesso à profissão docente. Aumentou a duração dos cursos de Educação Básica e quem se candidatar a essas formações, em 2017/2018, terá Português e Matemática como provas de ingresso. Os números mostram uma diminuição do número de professores nas escolas e uma enorme redução de investimento que a Educação perdeu ao longo dos últimos quatro anos. Contas feitas, menos 1,73 mil milhões de euros, ou seja, 23,9% da verba disponível em 2010.
Há menos professores nas escolas. Paula Carqueja, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), sabe disso e não tem dúvidas de que as alterações no sistema de ensino terão impacto na vida de alunos e professores. Vê estudantes preocupados em estudar para as provas de avaliação e “professores mais tristes, mais desvalorizados, mais cansados, sempre preocupados com os seus alunos, mas sem saberem o que mudará amanhã na Educação”.
A presidente da ANP destaca, em primeiro lugar, as medidas positivas que Nuno Crato e a sua equipa protagonizaram em quatro anos de mandato. Desse lado, coloca a correção de erros detetados em anos anteriores, que permitiu que os concursos de docentes decorressem atempadamente e que este ano letivo tenha começado de forma tranquila; a obrigatoriedade do Inglês no 3.º ano de escolaridade; a coadjuvação no 1.º ciclo do Ensino Básico; a recente colocação de assistentes operacionais nas escolas; e a recente organização curricular que, na sua opinião, “permitiu uma gestão mais organizada dos currículos”. O ensino vocacional e profissional também fica na parte positiva. “Mas aqui, ainda há um ‘mas’, na medida que ainda está em fase experimental. Teremos que fazer uma avaliação para verificarmos se o modelo implementado se ajusta ao nosso país.”
O lado negativo tem mais itens, mais observações. A ANP sempre contestou a prova de avaliação dos professores contratados, não considera uma boa medida do atual Ministério, e continua a defender a sua eliminação. O aumento do número de alunos por turma, o processo de municipalização sem envolver os professores – “um processo que começou pelo telhado, quando deveria ter o seu início a partir da base envolvendo professores e estruturas representativas da educação” -, a alteração do horário dos docentes do 1.º ciclo e a não contagem como tempo letivo a vigilância e acompanhamento dos alunos nos recreios, e ainda os conteúdos que deixaram de ser prioritários na Educação Sexual, estão na parte negativa.
As provas finais de avaliação nos 1.º e 2.º ciclos não são bem-vindas. Não deviam existir. A ANP defende que a “avaliação contínua e a avaliação formativa são muito mais relevantes e importantes num processo de ensino-aprendizagem e de construção de conhecimento, do que qualquer tipo de prova final de avaliação”. “A definição de metas curriculares demasiado extensivas e exigentes não beneficia o processo de aprendizagem, na medida em que não há uma correspondência lógica entre a idade cronológica dos alunos e os conteúdos a trabalhar e aprender”, refere Paula Carqueja. “A avaliação dos alunos passa pelo cumprimento de todas as metas curriculares estipuladas em cada disciplina, como de uma check list se tratasse, condicionando a transição do aluno”, acrescenta. A alteração curricular no ensino tecnológico, artístico, educação visual, educação musical, a diminuição de verbas, ou seja, tudo o que diga respeito às artes e à cultura dos alunos é, em seu entender, “por de mais penalizante e terá repercussões futuras”.
A “dança legislativa”
Para César Israel Paulo, presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), o mandato de Nuno Crato deixa marcas profundas na educação pública portuguesa. Na sua opinião, houve um “retrocesso de tal ordem que demorará muito tempo até que o sistema possa recuperar das alterações por si levadas a cabo e pela sua equipa técnica e política”. “Nuno Crato é, sem sombra de dúvida, um homem de imagem afável, mas que deixa a Educação num estado verdadeiramente complexo, desregulado, e com uma imagem de parente pobre junto da sociedade”, comenta.
É um ministro que, em seu entender, pouco promoveu o debate sobre as pastas que tutelou, que não proporcinou o esperado avanço na qualidade do sistema público de Educação, que aumentou as desigualdades na sua regulação aos mais variados níveis, que reduziu o orçamento do seu Ministério. “Foi, sem dúvida, um dos ministros que ao longo do seu mandato mais perderam a confiança dos portugueses, nomeadamente dos professores, dos pais e encarregados de educação, assim como dos próprios estudantes”.
O presidente da ANVPC recorda as alterações legislativas que afastaram dezenas de milhares de professores das escolas, na sua maioria contratados, e uma reforma curricular que não aumentou a qualidade do sistema e que incrementou a dispersão disciplinar. “Veja-se que apesar de deixar a marca positiva da vinculação aos quadros de cerca de 4000 docentes contratados, fê-lo através de normativos que aprofundaram desigualdades e injustiças no acesso à profissão e cujos impactos perversos (diretos e colaterais) dificilmente algum dia serão reparáveis”, recorda. E as metas curriculares colocadas em marcha, sublinha, “levantaram alvoroço na esmagadora maioria das associações profissionais e científicas, e nos professores, tal é, muitas das vezes, a sua desarmonia com os programas das disciplinas e a sua inadaptação às exigências contemporâneas”.
A colocação de professores merece-lhe naturalmente algumas observações. “Apesar de ter elegido a administração educativa como um dos seus principais eixos de ação, promoveu um total desajustamento no sistema, nomeadamente no de colocações de professores, que só poderá ser definitivamente resolvido com o fim desta modalidade de concurso de Bolsa de Contratação de Escola, e com a criação de um modelo estável e duradouro, que resolva os principais problemas dos professores e das escolas”. César Israel Paulo diz que o país necessita de uma equipa ministerial que “acarinhe e respeite a educação” e que promova “uma obrigatória estabilidade no sistema, garantindo a reconquista da confiança dos alunos, dos professores, dos pais e encarregados de educação, dos assistentes técnicos e operacionais, e de todos os restantes elementos das comunidades educativas”. “Urge, sem dúvida, reformar para estabilizar, uma vez que o sistema não mais aguenta a ‘dança legislativa’ de que foi alvo”, remata.
Investimento e não despesa
Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e diretor do Agrupamento de Escolas Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, reconhece que Nuno Crato foi ministro numa altura complicada, com a chegada da troika ao país. A Educação acabou por ser sacrificada e, na sua opinião, o Ministério das Finanças desprezou esta área estruturante e importante para o futuro de todos. “Viu quase sempre nos gastos com a Educação uma despesa, não percebendo que se tratava de um investimento”. “Isso prejudicou a ação do Ministério que, aliado ao facto de ser independente e não pertencer ao aparelho, em nada o ajudou nas ideias que, julgo, tinha para a área que abraçou.”
Do lado negativo, Filinto Lima coloca o aumento do número de alunos por turma, a criação de mega-agrupamentos, uma autonomia que não saiu do papel nem da retórica dos discursos, a diminuição da verba disponível para a Educação que, desde 2010, perdeu 23,9%. “Ou seja, os cortes passaram o músculo, chegando mesmo ao osso!” No calendário escolar, há vários reparos. Aulas que este ano começaram mais tarde, quando as escolas privadas começaram cerca de duas semanas antes. Provas finais do 4.º e 6.º anos que se realizam em dois dias de aulas do 3.º período, “impedindo as escolas onde se realizam, normalmente as escolas EB2,3, de disponibilizarem salas para esses dias aos alunos que normalmente as ocupam, tendo que ficar em casa”. “Tirando este ano, o MEC não deu grandes ouvidos ao ‘povo’ (diretores, professores…)”, acrescenta.
Nos factos positivos, estão várias mexidas como a introdução do Inglês no 3.º e 4.º anos de escolaridade, a atribuição às escolas de 2822 contratos para assistentes operacionais, o aumento do número de psicólogos e outros técnicos nas escolas, “embora ainda distante do rácio da União Europeia”, e a atribuição de alguma autonomia curricular para as escolas com contrato de autonomia e TEIP.
Balanço feito, Crato não se sai muito bem na fotografia. “Julgo que Crato foi uma enorme desilusão para muitos professores – criaram enormes expectativas, tendo em conta as suas posições na televisão, os seus livros… – que aplaudiram a sua entrada no MEC, com grande expectativa e esperança. A sua ação, condicionada pelas circunstâncias que já referi, teve muito por base aspetos economicistas que, não devendo ser desprezados, não deveriam merecer tanta importância de quem manda, uma importância muitas vezes cega de um Ministério das Finanças, essencialmente, que desprezou e maltratou a área mais importante de todas: a Educação”, conclui.
Escolas com melhores condições
A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) vê melhorias no sistema educativo nas últimas décadas. Escolas com melhores condições, acesso para todos, Inglês no 1.º ciclo, escolaridade até aos 18 anos, mais jovens nas universidades e com melhores habilitações. Falta, no entanto, evoluir no método pedagógico de forma a envolver mais crianças e jovens. “O que se tem feito nos últimos anos pouco altera esta situação”, observa Jorge Ascenção, presidente da CONFAP. “Evoluiu-se de forma tímida e confusa na autonomia das escolas que, em alguns casos, até gerou receio nos diretores escolares”, comenta.
Os pais querem que o serviço público evolua. “Os resultados não evidenciam melhoria significativa, a escola não está mais integrativa (sendo global), o abandono e o absentismo evoluíram pouco e transferiram-se para dentro dos espaços escolares, não se apercebe a intervenção precoce, ao nível do pré-escolar e do 1.º ciclo, ainda que algumas situações sejam sinalizadas, as famílias sentem mais dificuldades para garantir aos seus filhos as condições de recursos essenciais ao estudo, mesmo no âmbito da educação especial”, refere o responsável.
A oferta educativa não responde, em muitos casos, às expectativas das famílias. A autonomia das escolas está, em grande medida, condicionada. A substituição de professores ainda é um processo que demora e quando a colocação de docentes se atrasa há alunos que ficam sem atividade letiva. E a aposta na formação de alunos tem vindo a diminuir. “Mais do que fazer ‘remendos’ é necessário reformar verdadeiramente o sistema educativo português. Mas só valerá a pena reformar se formos capazes de alcançar um compromisso político de longo prazo, que permita a sustentabilidade das políticas educativas e a estabilidade do processo a desenvolver.”
A CONFAP insiste na reanálise do atual modelo de gestão das escolas, no debate de um modelo focado na qualidade pedagógica e em que as famílias tenham um papel mais interventivo. “É preciso proporcionar respostas sociais e laborais adequadas de apoio à família para apoiar e incentivar os jovens na constituição de família e consequente combate ao decréscimo da natalidade.”
É preciso dignificar e honrar a profissão de docente, pela sua formação e condição de profissão. “Também ao nível da avaliação não fomos capazes de evoluir de uma cultura da nota e da segregação para uma cultura de certificação e de melhoria dos processos de aprendizagem. Uma avaliação que antes de ser corretiva seja essencialmente preventiva”, avisa Jorge Ascenção. É igualmente necessário repensar o modelo de acesso ao Ensino Superior que, para a CONFAP, “apresenta-se como um fator de constrangimento à saudável aquisição de conhecimento e ao desejável desenvolvimento social dos jovens”. “As escolas estão, hoje, muito condicionadas pela necessidade de obter um resultado escolar quantitativo.”
As mudanças acontecem, a comunidade educativa tem de se adaptar. É importante refletir sobre a situação presente, aprender com o erro, duvidar de algumas certezas, e pensar em propostas para políticas educativas mais centradas nos interesses das crianças e dos jovens. “Alteram-se metas e programas, mudam-se currículos e criam-se novos cursos profissionais, fazem-se ajustes no plano do ano letivo, sem deixar que as escolas e a Educação atinjam uma necessária estabilidade”. “O país exige vontade política e coragem de decisão para uma verdadeira reforma que faça emergir a escola para o século XXI e promova um novo paradigma da Educação”, defende o responsável.
A CONFAP tem vindo a defender a igualdade de oportunidades para todos e, por isso, chama a atenção para a falta de apoio nos transportes e para a necessidade do reforço alimentar durante as pausas letivas. Defende um currículo escolar e educativo que contribua para o desenvolvimento integral do indivíduo. “Estagnámos, se não regredimos, no percurso de uma escola integrativa, pela ausência das expressões nos currículos e dos meios de recursos que possibilitem às escolas um trabalho de acordo com os ritmos de aprendizagem de cada um. Piorámos a qualidade das Atividades de Enriquecimento Curricular.”
“Alcançámos uma escola para todos, mas ainda estamos longe de uma escola de todos”. Jorge Ascenção sustenta que o combate ao insucesso, ao absentismo e ao abandono tem de evoluir e ser mais eficaz. Na sua opinião, é necessário debater uma alteração de paradigma que permita e exija às famílias o acompanhamento dos seus filhos até à idade da adolescência, inclusive, e que se reforce a política de cooperação entre as escolas e os Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), dirigidos a jovens com deficiência a partir dos 16 anos.
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Out 02 2015

Tudo começou em 2014, quando a escola do 1.º ciclo de Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, acabada de inaugurar, foi encerrada pelo Ministério de Educação. Sem outros recursos, os pais pediram ao agrupamento escolar de Idanha que lhes fosse atribuída a possibilidade de optarem pelo ensino doméstico. A autorização não foi concedida, mas, ainda assim, as crianças não foram à escola durante o último ano lectivo.
Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal. Acabaram por chumbar por faltas injustificadas.
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Out 01 2015
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Out 01 2015
Linhas gerais do MPT…
O Conhecimento é hoje, mais do que nunca, um factor crítico para a promoção da igualdade e desenvolvimento das sociedades. As formas de acesso ao Conhecimento alteraram-se de forma significativa ao longo dos últimos anos, sendo necessário promover novos métodos de aprendizagem e recentrar a Educação e Formação. O Conhecimento não tem fronteiras.
Assumimos como princípios fundamentais do Partido da Terra – MPT:
• A infoinclusão e as competências digitais como forma de redução de desigualdades sociais e intergeracionais
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Out 01 2015
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Out 01 2015
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Out 01 2015
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Out 01 2015
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Out 01 2015
A aplicação, a escola, a segurança social, o IEFP?
Ou todos terão razão e as leis actuais não se coadunam com a retroacção de um contrato?
Fica aqui um e-mail enviado para a DGAE por uma colega colocada na RR3 e onde a plataforma indica que o contrato tem início ao dia 1 de Setembro.
Fui colocada na RR3, no passado dia 24 de setembro, tendo aceite a colocação no dia 25. Dirigi-me à escola e depois ao IEFP, a fim de cancelar a inscrição, e foi-me dito para colocar a data de início de funções de 1 de setembro, pois era o que aparecia na plataforma.
Acontece que a escola comunicou à Segurança Social a data de 25 de setembro como início de funções.Se a data de início de funções é realmente a de 1 de setembro, então a escola deverá pagar desde esse dia e comunicar à Segurança Social a data correta, é assim?
Se não for assim, então como podemos estar inscritos no IEFP e, ao mesmo tempo, já ter iniciado funções? (dirigi-me lá e eles pediram algum tipo de esclarecimento para poderem corrigir a data para dia 25…)
Para que a data correta seja a de início de funções, não pode ser a de 25, mas a de 1 e isso requer o pagamento pela escola, pois o subsídio de desemprego terá de ser reposto. Ou será a de 25 e perdemos tempo de serviço e todos os procedimentos inerentes à colocação retroativa a 1 de setembro, como a possibilidade de recondução, cairão por terra?”
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