A Mobilidade Por Doença é permitida para os docentes que se encontrem com doença incapacitante ao abrigo do Despacho Conjunto A-179/89-XI, ou que tenham o cônjuge, o descendente ou ascendente também com doença incapacitante.
Apenas as doenças indicadas neste despacho são permitidas para o pedido da Mobilidade por Doença, os estados depressivos ligeiros ou os esgotamentos não se enquadram aqui.
Não sei se com esta informação vou desiludir muita gente, mas quase perdi a conta aos e-mails que recebi a perguntar-me por isso.
O Ministério da Educação emitiu uma nota em que informa que «centenas de docentes com juntas médicas pendentes já começaram a ser chamados».
«Até outubro, prevê-se que fiquem resolvidos perto de 500 casos que aguardavam decisão da junta médica da Região de Lisboa e Vale do Tejo – a área geográfica onde existem mais casos por resolver e onde se verificam os maiores atrasos», refere a mesma nota.
E conclui: «Para a seriação dos processos que aguardam análise, alguns desde 2014, será dada prioridade aos casos considerados mais prementes, como por exemplo, pedidos de regresso de licença sem remuneração por motivo de doença».
Resultados da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário já foram divulgados. Dos oito exames com mais inscritos, foi a História A que correu pior: média nacional não passou dos 9,5.
Nesta quarta-feira é dia de os alunos portugueses saberem os seus resultados nos exames nacionais do ensino secundário. Em 22 disciplinas alvo de prova, 14 apresentam piores classificações médias do que no ano passado, sete melhoram e uma fica igual.
Vamos por partes. A média de Português (mais de 58 mil alunos fizeram o exame) baixou de 11 valores para 10,8 (numa escala que vai até 20) e a de Matemática A (quase 33 mil avaliados) de 12 para 11,2. Isto tendo apenas em conta os alunos internos (aqueles que frequentaram a escola ao longo de todo o ano 2015/2016), que são a esmagadora maioria dos avaliados.
Já Biologia e Geologia, outro dos exames com muitos inscritos, importante para aceder a muitos dos disputados cursos superiores de Saúde, melhora: a nota média passou de 8,9 para 10,1 valores.
Filosofia baixa ligeiramente, de 10,8 para 10,7. Enquanto a Física e Química os estudantes saíram-se melhor este ano: a média passou de 9,9 para 11,1 valores.
Continuando a olhar para o conjunto das oito provas com mais alunos inscritos, o melhor resultado global está no exame de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (cerca de 7600 alunos): 11,4 valores de classificação média, contra, ainda assim, 12,3 no ano lectivo passado.
História A (com cerca de 14 mil inscritos) apresenta-se com o pior resultado nacional, das oito disciplinas com mais alunos: 9,5 valores, apenas, menos 1,2 do que no ano passado.
As classificações obtidas pelos alunos autopropostos (aqueles que fizeram exame mas não frequentaram a escola ao longo do ano, pelo menos até ao fim do ano) são, como acontece todos os anos, mais baixas em todas as “cadeiras”.
Os exames do ensino secundário servem para concluir esta etapa da vida escolar (contam apenas 30% para a nota final de cada disciplina do ensino secundário) sendo também usados como provas de ingresso ao ensino superior (cada instituição de ensino superior define que provas de ingresso exige e quais as notas mínimas que os candidatos a alunos devem ter).
Os dados fornecidos nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação mostram feitas as contas às notas no exame e às atribuídas pelos professores ao longo do ano, foi a Matemática A que mais alunos não conseguiram o suficiente para passar: a taxa de reprovações foi de 15% entre os alunos internos, mais 4 pontos do que no ano lectivo passado.
Em relação a 2014/15 foram mais os alunos inscritos na 1.ª fase de exames (352.301, contra cerca de 344 mil) e menos os que faltaram (6%, menos um ponto percentual do que há um ano).
A 2.ª fase dos exames arranca para a semana, dia 19. Destina-se, por exemplo, a quem não tenham obtido aprovação na 1.ª fase ou a quem quer tentar uma melhoria de nota.
Texto enviado por Duarte Ribeiro que denuncia o tratamento desigual entre docentes e Técnicos Especializados no que respeita à contagem do tempo de serviço.
Ainda reina nas escolas alguma confusão em relação à contagem do tempo de serviço. Para as colocações nos vários grupos de recrutamento o entendimento é um e correto, mas para os Técnicos Especializados é outro (incorreto pois, na minha opinião, não respeita a Lei).
Mas porquê não respeitar a lei? Porquê esta agitação toda? Porque não somos considerados professores? Não damos aulas, não lidamos com alunos, não fazemos vigilâncias de exames, trabalho de Escola, Direção de Turma, Diretores de Curso, Acompanhamento de Estágios, Visitas de estudo? Sim fazemos tudo isso.
Deixo mais uma questão que gostava de ver respondida por alguém de direito
…Se somos profissionalizados, lecionamos aulas e todos os serviços mencionados atrás, porque não somos considerados professores? Porquê é que não somos remunerados pelo índice 167, não temos direito a entrar nos quadros e o nosso tempo de serviço não retroage ao dia 1 de setembro? Existem alguns colegas que estão destacados como “Técnicos” em diversos serviços, como por exemplo Segurança Social, DGAE, DGeste e outras entidades e continuam a ser professores tendo direito ao respetivo vencimento bem como à contagem do tempo de serviço.
Com isto tudo a discriminação continua…seria necessário repor a igualdade e a legalidade pois o grupo 530 está a ser severamente prejudicado. A área da mecanotecnia anteriormente tinha dois grupos de recrutamento que foram inseridos no grupo 530. A partir de 2006 e com a junção de várias áreas no mesmo grupo, verifica-se que os professores de Mecanotecnia são contratados como Técnicos Especializados…Já é tempo de repor a legalidade e dar a estes docentes o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades. Esta situação seria facilmente resolvida se se voltasse a separar os vários grupos ou então que se criem novos grupos.
A classificação média na prova de Português foi de 57%. A Matemática não passou dos 47%.
Depois do ano negro de 2013, a média do exame de Matemática do 9.º ano voltou a descer, com os alunos a registar o segundo pior resultado de sempre em 12 anos de provas finais neste nível de escolaridade. A média foi de 47 numa escala de 0 a 100. Em 2013 tinha sido de 43. Já na prova de Português, a média mantém-se em terreno positivo (57), embora tenha descida por comparação ao ano passado (58).
Os exames contam 30% para a nota final dos alunos e por isso os seus resultados não são em geral determinantes para se passar ou chumbar de ano. As pautas, que foram afixadas nesta terça-feira nas escolas, reflectem a média das notas internas (dadas pelos professores) e dos resultados obtidos nos exames. Dos cerca de 91 mil estudantes que fizeram o exame de Matemática, 34% ficaram retidos nesta disciplina, mais dois pontos percentuais do que em 2014. A Português registou-se a situação inversa: 8% de chumbos contra os 10% registados em 2015.
Estes resultados são conhecidos depois de, na semana passada, se terem multiplicado as declarações de regozijo, sobretudo de ex-governantes, por os dados relativos a 2014/2015, então divulgados pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência darem conta de uma redução substancial dos chumbos pelo segundo ano consecutivo.
Sobre a dúvida que aqui coloquei de como seriam colocados os professores que manifestaram interesse em horários completos ou incompletos de Apoios Educativos no 1º ciclo resolvi ligar para a DGAE para perceber quem poderia ser colocado nos horários entre 22 e 24 horas que não se encontram em concurso no dropdown das preferências, visto que a aplicação assume os mesmos intervalos que para os restantes grupos de recrutamento (Completo, 15 a 21 horas e 8 a 14 horas).
Foi-me garantido que o algoritmo informático irá considerar que quem escolhe o intervalo 15 a 21 horas também poderá ficar colocado na margem 15 a 24 horas nos apoios do 1º ciclo.
O meu receio e o de muitos é que quem fizesse a opção apenas por horários completos pudesse ser colocado em horários entre 22 e 24 horas, mas isso não irá acontecer.
A pergunta mais comum de quem concorre ao 1º ciclo, é saber se a resposta sim no campo 5.1.6.3., não colocando intervalos de horários inferiores a horário completo, implica estar em concurso a todo o número de horas para os apoios educativos no 1º ciclo.
A pergunta do campo 5.1.6.3. Manifestação de disponibilidade de colocação em horários completos e incompletos de apoio educativo é a seguinte:
Aceita ser colocado em horários completos e incompletos de apoio educativo nas Necessidades Temporárias e na Reserva de Recrutamento?
Os candidatos que manifestem interesse por serem colocados em horários incompletos dos Apoios Educativos no 1º ciclo passam a ter disponível na manifestação de preferências os 3 intervalos de horário em concurso (completo, 15 a 21 horas e 8 a 14 horas). No entanto um horário entre 22 e 24 horas no 1º ciclo já é incompleto e não se encontra nos intervalos de horário em concurso. Mas isto é apenas um aparte meu.
No caso do candidato dizer que não tem interesse em horários de Apoio Educativo então deixam de aparecer estes 3 intervalos de horário, passando todos os horários a ser completos.
Assim, a lógica é que apenas podem ser colocados nos intervalos de horários que escolherem.
E se disserem sim à pergunta do campo 5.1.6.3. e apenas colocarem horários completos não devem obter colocação em horários inferiores a 25 horas.
Mas como existe um hiato no intervalo de horários entre as 22 e as 24 horas não garanto muita coisa.
E quem devia esclarecer isto seria a própria DGAE para não restarem quaisquer dúvidas.
Mas podem deixar aqui a vossa interpretação e caso tenham resposta oficial da DGAE a deixem na caixa de comentários.
Na oferta de horários, nos grupos de recrutamento do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário para o(s) qual(ais) se candidatou, deverá indicar se deseja manifestar preferências para Escolas de Hotelaria e Turismo e Escolas Militares de Ensino, no âmbito dos Protocolos celebrados entre o Ministério da Educação e o Turismo de Portugal, I.P. (EHT) e Ministério da Defesa.
Os candidatos só serão colocados nas Escolas de Hotelaria e Turismo e Escolas Militares de Ensino, se indicarem expressamente essa intenção na página da graduação e mencionarem, no(s) respetivo(s) quadro(s) de preferências, o(s) código(s) dessa(s) escola(s). Ao indicarem o código de uma EHT ou de uma EME o intervalo de horário é assumido de acordo com o número de horas a que o horário corresponde. De igual modo, a duração do horário é fixada como anual.
Chama-se a atenção de que, quando indica o código de um concelho ou de um quadro de zona pedagógica, não está a manifestar preferência por uma EHT/EME que se localize nesse concelho ou nesse quadro de zona pedagógica.
Chama-se a atenção igualmente a atenção que, caso seja opositor ao grupo de recrutamento de código 110 – 1.º Ciclo do Ensino Básico, deve expressar claramente se pretende ser colocado em horários, completos ou incompletos, de Apoio Educativo.
Já muito se falou sobre os contratos de associação e tenho evitado voltar ao assunto, no entanto, chegou-me por e-mail a preocupação da Associação do Colégio de Santo André que achei por bem dar a conhecer publicamente.
Sempre considerei que esta quebra de contrato foi feita de forma repentina e que poderia não acautelar que todos os alunos tivessem a garantia de ter lugar nas escolas públicas ou que os transportes públicos estariam assegurados para essas mesmas escolas públicas.
Como este pedido está devidamente identificado e as preocupações são reais deixo aqui o apelo desta Associação de Pais.
Neste momento já não sabemos mais o que fazer e no fundo estamos a tentar divulgar o mais possível a nossa situação para que alguém nos dê alguma ajuda em tentar resolver este grande problema….
O colégio funciona em contrato de associação a partir do 3º ciclo e em privado apenas no 2 º ciclo, parece algo estranho mas se ler a carta abaixo vai perceber o porquê.
Uma vez que não foram atribuídas turmas no 7 º ano , os 42 alunos repetentes ficaram sem escola , e os 70 que iriam frequentar o 7º também.
Neste momento são pelo menos 110 alunos sem saber para que escola são transferidos , uma vez que as 3 escolas públicas não os podem receber.
Já fizemos tudo o que está ao nosso alcance, emails para a DGESTE, Secretaria de Estado Adjunta, Pedido de audiência à Câmara Municipal e nada. Não obstante ter sido afirmado no Conselho Municipal de Educação que existiriam 4 turmas para o 7º ano.
2º feira os encarregados de educação terão de transferir os filhos e neste momento só nos resta a ajuda das redes sociais e da comunicação social.
Desde que surgiu o grupo 120 – Inglês no 1º Ciclo muitas dúvidas existem sobre a certificação dos docentes para este grupo assim como a contagem do tempo de serviço para efeitos de concurso. Basta verem aqui a quantidade de vezes que este assunto foi abordado no blogue.
Aqui já tinha divulgado uma petição que estes professores lançaram para clarificação do assunto.
Hoje recebi resposta para publicação no blogue da resposta do Provedor de Justiça à queixa apresentada por um grupo de docentes Mestres em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no Ensino Básico e Licenciados em Ensino de Português e Inglês no Ensino Básico, com estágio pedagógico supervisionado na língua e ciclo em apreço
junto enviamos o Ofício enviado pela Provedoria da Justiça para a DGAE, a propósito da contagem de tempo de serviço no grupo de recrutamento 120 – Inglês e habilitações.
Conforme se pode verificar, a Provedoria da Justiça deu-nos razão quanto a algumas das exigências constantes da petição, até no ponto que referimos quanto à necessidade da qualidade no ensino:
1) Do regime jurídico descrito resulta claro que os docentes que já possuíam habilitação para os grupos de recrutamento 110, 220 ou 330 só adquiriram a qualificação profissional para o grupo de recrutamento 120 após o preenchimento dos requisitos previstos na aludida Portaria, designadamente após a conclusão da formação complementar ali prevista. Assim, o tempo de serviço relevante para efeitos de graduação no grupo de recrutamento 120 só pode ter por referência o momento em que foi adquirida a qualificação para esse grupo. Só deste modo é cumprido o artigo 11.º do Decreto-Lei n.o 132/2012.
2) A tanto não se opõe a norma contida no artigo 9.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 176/2014, nos termos do qual “Quando a qualificação profissional tenha sido adquirida nos termos do n.o 1, a classificação profissional para o grupo de recrutamento 120 corresponde à classificação que o docente detém no grupo de recrutamento 110, 220 ou 330”. Na verdade, esta norma assume-se como especial quanto à definição do que, nestas situações, se deve entender por “classificação profissional”, designadamente para efeitos de graduação: nestes casos, a classificação reportar-se-á não à formação complementar (até porque a classificação desta nem sempre é quantitativa, podendo ser apenas qualitativa 4), mas à formação de base que conferiu qualificação para os grupos 110, 220 ou 330. Nada se dispõe, nesta norma, quanto ao tempo de serviço relevante para efeitos de graduação, pelo que vale a regra geral segundo a qual tal fator afere-se por referência ao momento em que o docente adquiriu qualificação profissional para o grupo a que se candidata. E esse momento, no caso a que nos reportamos, é aquele em que ficam reunidos os requisitos previstos na Portaria n.o 260-A/2014.
3) A bonificação que o mesmo preceito confere ao serviço docente prestado após a qualificação profissional pretende traduzir a maior relevância que é reconhecida àquela atividade quando desempenhada por docentes detentores de melhores habilitações, ou seja, maior preparação para o seu exercício.
Agradecíamos a divulgação deste texto e do ofício que enviamos em anexo, pois parece-nos que a tão polémica petição e nossas exigências têm fundamento legal.
Cumprimentos,
O grupo de docentes Mestres em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no Ensino Básico e Licenciados em Ensino de Português e Inglês no Ensino Básico, com estágio pedagógico supervisionado na língua e ciclo em apreço.
Viva! Ler é importante, fundamental… Também acham o mesmo?
Pois é mesmo esse o mote de hoje para a rubrica “Animação, hoje é sexta!”. The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore é uma animação que nos demonstra a importância da leitura numa fabulosa homenagem aos livros da física, inspirado também pelo furacão Katrina, Buster Keaton, O Feiticeiro de Oz e pelo amor aos livros, “Morris Lessmore” é uma história com uma excelente dose de humor sobre as pessoas que dedicam a sua vida aos livros e aos livros que devolvem este favor.
Resta acrescentar que foi realizado em 2011 por Brandon Oldenburg e William Joyce e foi o vencedor da melhor curta metragem de animação para o Oscar de 2012.
Não percam! Talvez um dos filmes de animação obrigatório mostrar por todos os professores, mais ainda os professores bibliotecários!
Para quem não conhece esta ferramenta que o ano passado criei, também fica aqui novamente disponibilizada para apoio à manifestação de preferências.
Este mapa está integrado com o google maps e pode ser lido numa aplicação móvel que vos irá orientar, pela leitura do GPS, para chegarem a uma determinada escola.
Se tiverem dúvidas relativamente à distância de vossa casa a uma determinada escola podem ver os três trajectos mais comuns clicando no link que está sublinhado na segunda imagem depois de escolherem uma escola.
Como não há alteração de escolas em concurso no ano lectivo 2016/2017 não fiz qualquer alteração ao mapa do ano passado. Mas se por acaso verificarem algum erro de localização agradeço que o digam na caixa de comentários.
Para lerem este mapa no vosso aparelho móvel basta clicarem no link seguinte
Outra das ferramentas importantes para apoio ao preenchimento das preferências elaboradas aqui no blogue é a lista colorida de 2015/2016.
Não podem, nem devem estar dependentes dela para a escolha das escolas, mas podem ficar com uma ideia aproximada de onde pode haver lugares em 2016/2017 e até que número de ordem têm sido colocados os professores nas primeiras colocações do ano anterior.
Se tivesse existido uma lista de colocações em BCE seria mais fácil perceber onde foram feitas muitas colocações, mas como não houve muitas das colocações estão por preencher.
A explicação deste lista encontra-se neste artigo, onde também a podem retirar no formato excel.
Forte preocupação de muitos docentes possíveis candidatos à mobilidade por doença quanto ao prazo do respetivo concurso.
O SPZN e a FNE, conhecendo a forte preocupação de muitos docentes possíveis candidatos à mobilidade por doença quanto ao prazo do respetivo concurso, particularmente por causa do período de férias dos respetivos Médicos, contactou o Gabinete do Ministro, tendo sido informados de que, sem terminar o prazo da consulta pública em curso – que termina no dia 12 de julho – não há possibilidade de abrir a aplicação, o que deverá acontecer tão cedo quanto possível depois do seu encerramento.
Fomos também informados que não foi possível autonomizar a componente do relatório médico, pelo que esta também só estará disponível quando abrir o concurso.
Ao longo dos últimos meses eu e o Davide Martins trabalhamos num documento que pudesse servir o interesse de todos os que ano após ano fazem os concursos e deparam-se sempre com as mesma chatices e problemas. Para onde concorrer e quais as escolas mais próximas?
O nosso tempo é curto e muitas funcionalidades que gostávamos de ter ainda não foram desenvolvidas.
O objectivo é termos aqui no blogue uma aplicação que permitisse, em função do interesse de cada um dos professores, que essa aplicação preenchesse as preferências com os intervalos de horários e com a duração previsível dos mesmos sem necessidade de se fazer contas aos limites e à repetição dos códigos das escolas/concelhos e/ou QZP. Para o ano procuraremos fazer com que isso aconteça.
Assim, apresentamos o que foi possível criar até agora com base em trabalhos já feitos aqui no blogue, nomeadamente no mapa das escolas com as coordenadas de todas as escolas sede
O documento que encontra-se linkado na imagem ou aqui está em formato Excel e permite calcular as distâncias de todas as escolas em concurso (com excepção das escolas de hotelaria), em função de uma escola sede mais próxima.
Se colocarem o código de uma escola próxima da vossa residência no primeiro campo a azul depois aparecerá o nome dessa escola/agrupamento. Podem também colocar a velocidade média no segundo campo azul para saberem o tempo que demora a chegar a qualquer escola que será ordenada.
Ao todo serão ordenadas 811 escolas/agrupamentos com base na distância linear e no tempo de duração do percurso com base nessa distância e na velocidade indicada.
Depois de preencherem os campos azuis devem seguir as instruções dadas no campo amarelo para ordenarem as 811 escolas/agrupamentos.
Se consideram que uma ferramenta deste género pode servir para evitar as habituais chatices dos concursos e se puderem ajudar no desenvolvimento dessa ferramenta podem deixar o vosso contributo com um donativo seguindo os passos indicados na imagem em baixo. O donativo pode ser feito por multibanco ou homebanking com a referência gerada.
É que as nossas competências nesta área ainda não são suficientes para conseguirmos fazer tudo sozinhos e sentimos que precisamos de alguma ajuda externa para isso que terá os seus custos. E quem sabe se assim não passará a mito os trabalhos que todos os anos os professores têm com a manifestação de preferências.
Para calcularem as distâncias entre várias escolas podem sempre usar algumas ferramentas elaboradas aqui no blog, nomeadamente o mapa das escolas neste formato e neste.
Tendo em conta a redução do número de alunos que ainda se vai verificar nos próximos anos mais envelhecida ficará a classe docente nos próximos anos e não haverá espaço para esse rejuvenescimento.
O Orçamento do Ministério da Educação pouco mudava se ambas fossem aprovadas, o que deixaria de se pagar a cerca de 10 mil professores com mais de 36 anos de serviço serviria para pagar os quase 20 mil professores que teriam de vincular com a proposta do PCP.
As contas obviamente não podem ser feitas apenas a nível de Ministério e devem ser vistas de forma global. Infelizmente as pessoas não são bancos e uma recapitalização de milhões no capital humano é visto como um desperdício e não como um investimento.
E como conciliar estas duas propostas que acabam por aumentar a despesa no Orçamento de Estado minimizando esse impacto?
Julgo que uma aposentação parcial a todos os que tivessem mais de 55 anos de idade, permitindo que os descontos possam continuar a ser feitos para efeitos de antiguidade, poderia ser uma solução equilibrada para haver menos desgaste profissional nos docentes com mais idade, permitindo ao mesmo tempo um espaço para esse rejuvenescimento da classe docente.
Com a reposição de todos os cortes e com uma necessária devolução dos 10 anos de tempo de serviço não contado para efeitos de carreira estou certo que grande parte dos professores acima dos 55 anos optaria por uma aposentação parcial, deixando assim espaço para novos docentes entrarem na carreira.
A principal proposta do PCP vem exigir que a norma travão tenha apenas como única condição os 3 anos ou os 1095 dias de serviço.
Pede também neste projecto de lei que os concursos sejam anuais e que os contratos sejam considerados anuais desde que sejam celebrados ainda no 1º período e com termo a 31 de Agosto.
Aguardo com curiosidade o debate deste assunto que ainda não se encontra agendado.
O alargamento da escolaridade obrigatória a 12 anos criou a necessidade de definir um perfil de competências do aluno no final desse percurso e de entender o modo como o sistema educativo deve promover esse fim.
Sendo certo que nos últimos anos tem havido trabalho curricular sobre disciplinas, esse trabalho tem sido feito de forma fragmentada, sem que seja claro qual o contributo de cada disciplina para o todo.
Torna-se assim necessária a construção de um perfil que permita uma gestão flexível, contextualizada e integrada do currículo, em linha com os projetos internacionais de definição de um perfil de aprendizagens essenciais, de competências sociais e relacionais que se consubstanciem numa predisposição para aprender ao longo da vida.
Para a construção deste perfil de referência, foi nomeado, por despacho do Secretário de Estado da Educação, o seguinte grupo, coordenado por Guilherme de Oliveira Martins:
Guilherme de Oliveira Martins – Fundação Calouste Gulbenkian
Teresa Calçada – ex-coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares
Rui Vieira Nery – Fundação Calouste Gulbenkian e FCSH da Universidade Nova de Lisboa
Carlos Sousa Gomes – Professor do Ensino Básico e Secundário (Escola Francisco Arruda)
Manuela Encarnação – Professora do Ensino Básico e Secundário (Escola Almeida Garrett)
Maria João Horta – Educom e Universidade Nova de Lisboa
Sónia Valente Rodrigues – Universidade do Porto
José Leon Acosta – Universidade de Lisboa e Conselho Nacional de Educação
Joana Brocardo – Instituto Politécnico de Setúbal
José Vítor Pedroso – Diretor-Geral da Educação
Luísa Ucha – Adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Educação
Constituem-se ainda como consultores desta equipa, para assegurar a articulação deste perfil com as melhores práticas internacionais, com a educação dos 0 aos 6 anos, com a educação especial e inclusiva e com a aprendizagem ao longo da vida, os seguintes especialistas convidados:
Andreas Schleicher – OCDE
Joaquim Azevedo – Universidade Católica Portuguesa
Chumbos voltaram a cair pelo segundo ano consecutivo, mas aos sete anos ainda há quase 10% de alunos que ficam para trás. Em 2014/2015 reprovaram menos 37 mil alunos do que no ano lectivo anterior.
Os últimos dados estatísticos sobre Educação, agora divulgados, mostram que a percentagem de chumbos entre os alunos do ensino básico e secundário voltou a cair pelo segundo ano consecutivo. Aconteceu em 2013/2014. E voltou a acontecer em 2014/2015, o último ano com dados divulgados e que foi também o derradeiro do mandato de Nuno Crato enquanto ministro da Educação.
Esta é uma forma de ver: a taxa de retenção relativa ao total de alunos inscritos no básico e secundário desceu de 12,3% em 2012/2013 para 11,8% em 2013/2014 e depois para 9,7% em 2014/2015. A outra forma de encarar estes dados é a seguinte: a taxa de retenção de 2012/2013 foi a mais elevada dos últimos dez anos, e as quedas registadas depois voltaram a situá-la em níveis anteriores. O valor obtido em 2014/2015 é idêntico ao de 2011/2012 mas ainda longe do mínimo de 7,5% registado em 2010/2011.
“Julgo que todos devemos estar contentes com estes resultados e gratos aos professores, aos directores e às escolas, assim como ao apoio de muitos pais, que permitiram atingir este progresso”, disse Nuno Crato ao PÚBLICO.
Já se sabe que o despacho da Mobilidade por doença foi novamente colocado para audiência dos interessados, após negociação com as organizações sindicais.
Existem estes prazos que quando há interesse são cumpridos, mas não o foram quando da negociação do calendário escolar.
Já disse que desconfio deste interesse do Ministério da Educação para este atrasado da publicação deste despacho. Se a primeira proposta da Mobilidade por doença tinha quotas por agrupamento, a versão final, já negociada com os sindicatos, elimina essa quotas e permite voltar ao anterior modelo onde o professor faz uma opção por um único agrupamento e deixa de estar sujeito a essa quotas. Mas não será que este atraso na publicação do despacho mais não serve do que contornar essas quotas fazendo com que muitos professores não consigam o pedido de Mobilidade por doença por terem os seus médicos a gozarem as suas férias?
O bicarbonato de sódio efervesce ligeiramente na água. Observo o corropio espiral das minúsculas partículas dissolvendo-se com indiferença num bailado circular, enquanto vislumbro as primeiras lágrimas a escorrer-lhe pelo rosto.
Estendo-lhe o líquido juntamente com um lenço, como se a dor da perda se colmatasse com um medicamento qualquer para a indisposição.
É fácil, tão fácil estar de fora e apenas consolar os outros. Consolar aqueles que observam o fundo do copo e o veem, ano após ano, apenas vazio.
Consolar aqueles que apostam tudo na geografia do impossível.
Consolar aqueles que se despedem dos amores com o coração rasgado ao meio.
Consolar aqueles a quem faltam moedas e sobram despesas.
Consolar aqueles que, estupidamente, sonham um dia chegar ao destino.
É fácil estar de fora, percorrer apenas nomes, números, posições e seguir caminho sem olhar para trás. E exigir muito sucesso no final das contas feitas.
Mas difícil mesmo é não perder a esperança, não deixar de amar o que se faz.
Difícil é sobreviver à injustiça de legislação que merecia, apenas, ser abundante papel higiénico de uma casa de banho pública qualquer.
Difícil é dizer basta e tomar a decisão corajosa de criar uma escada equilibrada, estável que verdadeiramente permita uma graduação justa.
Sorte de uns, azar de outros. Pois, coisas da vida…
Isso, agora sorve o bicarbonatozinho enquanto ainda tens a possibilidade de sofrer mais uns quantos murros no estômago.
E observa como, lá em cima, no 12º andar de uma rua em Lisboa, te consideram nada mais do que uma breve formiga indiferente.
Aproveita, limpa as lágrimas, mas mantém a cabeça baixa, baixinha. Não respires demasiado alto e prepara-te para recomeçar a rastejar.
Nada mais esperam de ti, professor eternamente contratado.
Após quase um mês de ausência, regressa a rubrica “Animação, hoje é sexta!”. Bem se pode dizer, Home Sweet Home… E é precisamente esse o nome do filme de animação que hoje vos trago. Uma animação realizada em 2013 por Pierre Clenet, Alejandro Diaz, Romain Mazevet e Stéphane Paccolat,pela Supinfocom e exibida e premiada em todo o mundo.
A história de uma casa dos subúrbios e que escapa desses fundamentos suburbanos e embarca numa jornada épica.
Depois de publicada a lista de colocações e já com todos os dados disponíveis em formato excel é possível fazer diversos estudos que, quer eu quer o Davide Martins estamos a elaborar nestes dias.
Este quadro apresenta a idade dos 100 docentes que vincularam no concurso externo deste ano ao abrigo da “norma travão”.
Lembro no entanto que dos 100 docentes que vincularam, apenas uma docente não vinculou por esta regra, já que obteve colocação concorrendo na 2ª prioridade. Os restantes 99 docentes fizeram-no concorrendo ao abrigo da 1ª prioridade.
O docente mais novo que vinculou tem 29 anos e é do grupo 350 – Espanhol, e os docentes mais “velhos” foram colocados nos grupos 290 – Educação Moral e Religiosa Católica e 600 – Artes Visuais e ambos têm 59 anos de idade.
Surgem sempre nesta altura questões que já foram respondidas em vários artigos aqui no blogue, o primeiro em 17 de Fevereiro de 2016 e o segundo em 23 de Maio de 2016.
Se continuarem com dúvidas podem colocar as questões na caixa de comentários deste artigo.
Mas antes de perguntarem façam a leitura dos dois artigos.
Lembro que está previsto para hoje a publicação do aviso de abertura do concurso para oferta de emprego a termo resolutivo nos Açores e que o mesmo deve ser publicado aqui.
A apresentação de candidaturas será feita de 04 a 08 de Julho, conforme consta no calendário seguinte.
… mas acho que a manifestação de preferências para a contratação inicial/reserva de recrutamento deverá iniciar-se no dia 8 de Julho e terminar a 14 e a Mobilidade Interna começar a 15 ou 18 de Julho e terminar a 21 ou 22 de Julho.
Outra previsão minha (que mais parece uma certeza) é que o ME esteja a atrasar tanto o pedido de Mobilidade por Doença na esperança que os médicos que têm de assinar os relatórios estejam de férias e assim inviabilizar muitos dos pedidos.
Não deixa de dar que pensar que a antecipação da publicação das listas, previstas para a primeira quinzena de Julho tenham sido publicadas no último dia do mês de Junho, dia em que jogava a selecção nos quartos de finais do Europeu de Futebol.
Porque hoje não vejo muito destaque na comunicação social sobre essas colocações.
Se tivessem vinculado mais de 1000 ou 2000 professores quase garanto que as listas não tinham sido publicadas ontem, mas sim hoje.