Professores de 1º vs Professores de 2º… e a discriminação continua…

Texto enviado por Duarte Ribeiro que denuncia o tratamento desigual entre docentes e Técnicos Especializados no que respeita à contagem do tempo de serviço.

 

 

Ainda reina nas escolas alguma confusão em relação à contagem do tempo de serviço. Para as colocações nos vários grupos de recrutamento o entendimento é um e correto, mas para os Técnicos Especializados é outro (incorreto pois, na minha opinião, não respeita a Lei).

 

Mas porquê não respeitar a lei? Porquê esta agitação toda? Porque não somos considerados professores? Não damos aulas, não lidamos com alunos, não fazemos vigilâncias de exames, trabalho de Escola, Direção de Turma, Diretores de Curso, Acompanhamento de Estágios, Visitas de estudo? Sim fazemos tudo isso.

 

Deixo mais uma questão que gostava de ver respondida por alguém de direito

…Se somos profissionalizados, lecionamos aulas e todos os serviços mencionados atrás, porque não somos considerados professores? Porquê é que não somos remunerados pelo índice 167, não temos direito a entrar nos quadros e o nosso tempo de serviço não retroage ao dia 1 de setembro? Existem alguns colegas que estão destacados como “Técnicos” em diversos serviços, como por exemplo Segurança Social, DGAE, DGeste e outras entidades e continuam a ser professores tendo direito ao respetivo vencimento bem como à contagem do tempo de serviço.

 

Com isto tudo a discriminação continua…seria necessário repor a igualdade e a legalidade pois o grupo 530 está a ser severamente prejudicado. A área da mecanotecnia anteriormente tinha dois grupos de recrutamento que foram inseridos no grupo 530. A partir de 2006 e com a junção de várias áreas no mesmo grupo, verifica-se que os professores de Mecanotecnia são contratados como Técnicos Especializados…Já é tempo de repor a legalidade e dar a estes docentes o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades. Esta situação seria facilmente resolvida se se voltasse a separar os vários grupos ou então que se criem novos grupos.

 

Duarte Ribeiro, Professor

 

Professores de 1º vs Professores de 2º_Página_2 Professores de 1º vs Professores de 2º_Página_3

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4 comentários

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    • José Bernardo on 12 de Julho de 2016 at 21:26
    • Responder

    …quer mesmo saber?…a diferença está em que um é burro, o outro aspira a ser!


  1. que PALHAÇADA !! qual a necessidade de o ministério criar este tipo de ruído !!!! só patetices vejamos: BCE (gd bronca) + titulares (gd bronca) + contagem tempo de serviço (gd bronca) + início do ano (gd bronca) + legislação aos montes (gd bronca) + CNO=CQEP=QUALI (gr bronca) + tamanho das turmas (gd bronca)
    Por favor, deixem ficar como está


  2. um professor diz: Já é tempo de repor a legalidade e dar a estes docentes o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades. Esta situação seria facilmente resolvida se se voltasse a separar os vários grupos ou então que se criem novos grupos.”
    Mais uma gd bronca .
    Não é só neste grupo é também no grupo 430 + 420
    técnicos especializados a ganharem menos mas a fazer o mesmo. Petição … !!! onde estão os sindicatos !!


  3. Tanto se tem falado da vergonha da precaridade no nosso país. E, na verdade, os Professores que têm vindo a lecionar em AEC são o melhor retrato do que é ser precário em Portugal. Com horários mínimos , (como 5 horas semanais) reduzidos à condição de Técnicos Especializados, remunerados abaixo do trabalho que desenvolvem e da sua qualificação. Todos sabem do que se passa, mas até já ouvi de colegas que melhor isso do que nada. Incrível! Só falta oferecer qualquer coisa como “3 docentes à experiência durante 6 meses, a custo zero!”, à semelhança do que fez uma “empresa de procura de emprego” com jovens estagiários.
    Nunca trabalhei em AEC mas estou absolutamente solidária com os COLEGAS nessa situação e estou disponível para assinar qualquer petição em sua defesa.

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