Agosto 2023 archive

Todos “malham” nos Professores…

 

De forma explícita ou implícita, todos “malham” nos Professores, desde o Governo até ao Presidente da República; passando por certos “fazedores de opinião”, determinados comentadores avençados pela Comunicação Social e alguma “opinião pública”; até alguns Directores de Agrupamento e pais/encarregados de educação…

Todos “malham” nos Professores, incluindo, também, os próprios Professores…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram algumas “escaramuças” entre grupos de Professores, parecendo, por vezes, eleger-se os próprios pares como “bodes expiatórios” de muita frustração e descontentamento…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram na Classe Docente episódios ilustrativos de plausíveis “guerrilhas internas” e de lutas potencialmente “fratricidas”…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram situações, onde se subentendem estas afirmações:

– “A minha luta é melhor do que a tua” ou “a minha casta é muito mais excelsa e distinta do que a tua” ou, ainda, “há lutas pindéricas e há lutas iluminadas”…

Desde que se iniciou a presente contestação, frequentemente se observaram quezílias entre estruturas sindicais, previsivelmente, procurando, umas e outras, o controlo e o protagonismo dos protestos…

A acção do STOP, que começou de forma fulgurante, mas que acabou por se esvanecer, e a acção, sempre previsível e anémica, da FENPROF, talvez permitam considerar isto:

– Não se sabe se o STOP já deu tudo o que tinha a dar, mas sabe-se que a FENPROF não dá o que deveria dar, desde há muito tempo…

O “trauma” e os ressentimentos do que se passou em 2010, pelo ruinoso acordo estabelecido entre a FENPROF e a Ministra da Educação Isabel Alçada, desbaratando toda a força alcançada em 2008, pela maior Manifestação de Professores alguma vez ocorrida em Portugal, não parecem ter sido resolvidos, nem ultrapassados…

A propósito do STOP e da FENPROF, e como estamos em período de Férias, lembrei-me de dois destinos que me suscitaram sensações completamente antagónicas:

– O Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial (Arquipélago dos Açores) e a cidade de Florença, em Itália…

Metaforicamente, o silêncio ensurdecedor do Vulcão dos Capelinhos e a sua paisagem inóspita, com uma aridez quase “lunar”, faz-me lembrar o deserto de ideias, que tem pautado a acção da FENPROF…

Metaforicamente, o bulício e o frenesim inebriantes, quase esquizofrénicos, e o excesso de estímulos imposto por tanto que há para ver e admirar na cidade de Florença, faz-me recordar os tempos iniciais da acção do STOP…

Por motivos diferentes, o Vulcão dos Capelinhos e a cidade de Florença serão excelentes locais a visitar, mas, talvez, desaconselháveis para viver permanentemente…

Há quem afirme que esta luta não é uma “corrida de velocidade”, mas antes uma “maratona”…

Quem resistirá à pretensa “maratona”?

Afinal, para onde vão os Professores? Que caminho escolherão?

Depois de tudo o que se viu ao longo do último ano por parte da Tutela, em particular a perniciosa imposição de Serviços Mínimos, que acabou por ser declarada como ilegal pelos Tribunais, a única coisa que, neste momento, parece segura, será esta:

– Enquanto as escolas permanecerem abertas, dando, para o exterior, a indicação de que, afinal, tudo decorrerá dentro da normalidade esperada, a luta não irá a lado nenhum e não produzirá os efeitos pretendidos…

– A “opinião pública” só se interessará, realmente, pelos problemas das escolas e, em particular, pelos dos Professores, quando se vir privada de levar as crianças e os jovens à escola…

Em Portugal só se costuma discutir e escalpelizar um problema quando se está na iminência de uma tragédia ou quando já se está perante uma tragédia consumada… Evitar ou prevenir tragédias, não parece ser coisa relevante para o Povo Lusitano, nem para os seus sucessivos Governos…

Nesse sentido, será de esperar que a “opinião pública” só dê a devida importância aos problemas existentes nas escolas e aos constrangimentos com que se debatem os profissionais que nelas trabalham quando se verificar a “tragédia” de os estabelecimentos escolares deixarem de cumprir a função de “guardar” crianças e jovens, pelo tempo que for necessário…

O encerramento temporário das escolas seria, muito provavelmente, a “tragédia” necessária para se olhar para os problemas das escolas e dos Professores de uma forma muito mais assertiva, competindo às estruturas sindicais e aos próprios Professores o delineamento das medidas necessárias para o concretizar…

Como é público, o actual modelo de “negociações”, entre as estruturas sindicais e o Governo, apenas tem assegurado a imposição da vontade da Tutela…

O encerramento temporário das escolas seria, muito provavelmente, a “tragédia” necessária para compelir o Governo a considerar as pretensões dos Professores e a resolver celeremente os principais problemas que afectam a Classe Docente, uma vez que, no interesse de todos, não seria desejável que essa “solução” se prolongasse por muito tempo…

Até que isso não aconteça, a vida decorrerá de forma aparentemente normal, dentro e fora das escolas, e sem o reconhecimento da gravidade do problema, ainda que, pontualmente, possam ocorrer algumas iniciativas ou eventos de protesto…

Até que isso não aconteça, tudo o resto serão “peaners” (dito por Jorge Jesus) para um Governo habituado a acreditar e a apostar na inabalável resignação e na incessante apatia dos seus concidadãos, servindo-se dessa prerrogativa para os ludibriar e impor as suas pretensões…

Enquanto os Professores se mantiverem entretidos em desnecessárias e insensatas polémicas e controvérsias ou a pelejarem, uns contra os outros, a luta contra quem manda nos destinos da Educação estará irremediavelmente perdida…

“Malhar” nos Professores chega a ser tão óbvio que, por vezes, mais parece um “passatempo nacional”…

Quando é que os Professores deixarão de tolerar essa condição?

E o principal, e pior, “inimigo” de um Professor não poderá ser outro Professor…

Os Professores têm que conseguir escapar a esse fado, demonstrando, pela sua acção, que não existe fundamento na alegação de que “o pior inimigo de um Professor costuma ser outro Professor”

Estará, também, na altura de todas as estruturas sindicais revelarem, e comprovarem, de uma vez por todas, a competência necessária para demonstrar ao Governo que o tempo de “malhar” nos Professores acabou…

Esta luta é ou não é séria?

Se é séria, tenha-se a hombridade de se acabarem, também, com as rábulas do género “agarrem-me senão vou-me a eles”, que não dignificam as estruturas sindicais e que sistematicamente enfraquecem a luta daqueles que, de forma genuína, continuam a acreditar que é possível resistir, sem “bluffs”, sem fingimentos e sem encenações…

(Paula Dias)

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Segunda-feira, Marcelo promulgará o “acelerador com travões”

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a admitir a promulgação do novo diploma de progressão de carreira dos professores, considerando que a abertura de diálogo do Governo com sindicatos foi “crucial”.

“Abrir uma continuação do diálogo ainda esta legislatura foi crucial para criar um ambiente em relação a um diploma que tinha sido vetado inicialmente”, disse, na praia de Monte Gordo em declarações à TVI.

Nos últimos dias de férias antes de viajar para a Polónia no dia 20, Marcelo acelera para promulgar ou vetar todos os diplomas que tem em mãos, como o pacote “Mais Habitação” e diplomas que envolvem a progressão de carreira dos professores e funcionários públicos.

O chefe de Estado referiu que a decisão para estes diplomas “sairá em simultâneo” e mencionou os diplomas promulgados esta sexta-feira, como o da divulgação de impostos por empresas e a gestão de museus.

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No início da Próxima Semana Iremos Conhecer a Decisão Sobre o Acelerador

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FNE ameaça com início de ano mais duro

 

 

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Contratação de Escola – EP Cabo Verde – CELP

Contratação de Escola

Pessoal Docente

Torna-se pública a abertura do procedimento concursal para contratação de pessoal docente.

Para aceder ao aviso de abertura, clique no link do Grupo de Recrutamento a que pretende candidatar-se.

AVISO N.º 1/2023 – Grupo de Recrutamento 100 (horário n.° 1)

AVISO N.º 2/2023 – Grupo de Recrutamento 110 (horários n.° 2 a n.° 5)

AVISO N.º 3/2023 – Grupo de Recrutamento 430 (horário n.° 6)

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Publicação da Lista Definitiva do procedimento para a celebração de contratos de associação 2023

 

 

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Esclarecimento Sobre os Manuais Escolares do 3.º e 4.º ano

Tendo em conta que os manuais do 4.º ano são todos novos não se justificava que as escolas tivessem dado como não reutilizáveis estes manuais, porque estavam em fim de vida.

No que respeita aos manuais do 3.º ano fez bem o Ministério da Educação enviar esta informação às escolas para que os manuais dos alunos do 3.º ano fossem desinibidos para atribuição de manuais novos no 4.º ano, contudo esta informação apesar de ter sido transmitida oralmente aos diretores, devia ter vindo por escrito nessa altura.

Muitas escolas, para não prejudicarem os alunos na atribuição de manuais gratuitos para  o 4.º ano, consideraram que os manuais do 3.º ano estavam reutilizáveis, quando de facto não estavam nas melhores condições. Resta saber se será possível também nestes casos substituir a atribuição de manuais reutilizáveis por manuais novos.

 

 

Exmo/o. Senhor/a
Diretor/a / Presidente de CAP,

Encarrega-me o Senhor Ministro da Educação de prestar o seguinte esclarecimento:

Tendo surgido dúvidas por parte de algumas direções de agrupamentos ou escolas não agrupadas sobre as condições para a emissão de vouchers para os manuais dos alunos que concluíram o 3.º ou 4.º anos de escolaridade, reiteramos o esclarecimento prestado nas reuniões com os diretores que decorreram no final do mês passado. Quando a não reutilização do manual decorre de uma normal utilização do livro e não de quaisquer outras condições de mau uso, não deve ser inibida a emissão do voucher. A avaliação de cada caso deve ser feita pela escola.

Com os melhores cumprimentos,

João Gonçalves

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Concurso Interno de Afetação 2023/2024 – Açores

Lista de Colocações

Educação Pré-Escolar [ 100 ] – Educação Pré-Escolar [ 100 ] – 100 – Educação Pré-Escolar

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Investimento na Educação (% do PIB)

O seguinte vídeo mostra a importância que nos últimos anos os sucessivos Governos atribuem à Educação.

Do Governo vemos uma porta fechada… do principal partido da oposição pouco ou nada se vê.

Afinal a Educação é ou não uma prioridade?

Fonte: Pordata

 

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As Medidas do PSD para Baixar os Impostos

Deixo aqui o documento apresentado hoje.

Mas gostava imenso de conhecer as propostas do PSD para a recuperação do tempo de serviço dos professores.

 

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Governo foge às suas responsabilidades sociais – Santana Castilho

 

Depois do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior ter instituído a passagem das universidades a fundações públicas de direito privado, o Governo vem agora reforçar o processo de mercantilização do Ensino Superior público, querendo alterar o respectivo modelo de financiamento. Criou para tal a figura dos contratos-programa de desenvolvimento e pretende que fundos regionais, sob gestão das regiões autónomas e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), bem assim como instituições privadas, passem a pagar parte substancial dos custos de funcionamento das universidades e dos politécnicos.
Sob o proclamatório propósito de o novo modelo vir a “fortalecer o papel das instituições de ensino superior no desenvolvimento dos territórios onde se encontram inseridas”, esconde-se, afinal, a intenção de desresponsabilizar o Estado, uma vez mais, da obrigação de financiar o ensino superior. Com efeito, o que a proposta prevê é que, do valor dos “inovadores” contratos-programa, o Governo só pague um terço, cabendo os outros dois terços a instituições privadas ou não governamentais.
É neste quadro que se impõe a pergunta crítica: como pretende o Governo salvaguardar a independência científica das universidades e dos politécnicos, já que, legitimamente, os investidores quererão ter retorno do seu aporte financeiro? A resposta é óbvia: não pretende, nem se preocupa com essa questão. Mas as consequências também são óbvias: são os interesses privados que, crescentemente, irão influenciar o que se investiga nas instituições e irão pressionar para que o esforço de ensino se concentre nas áreas e nos cursos que mais interessam às suas actividades. Assim, o financiamento das infraestruturas científicas ficará cada vez mais subjugado por exigências de aplicação e de utilidade, como se fosse possível aplicar um conhecimento antes de o produzir. Esta política acabará por matar a ciência.
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) não parecem apoiar a medida em análise. Mas os argumentos que aduzem tão-pouco denotam particular preocupação com a perda da independência científica das suas instituições. Talvez porque, de há tempo, já começaram a trilhar esse caminho. Tudo visto, o meu prognóstico para o resultado das negociações que se seguem é fortemente reservado.
Cada vez mais a educação escolar foge do conhecimento universal, do conhecimento civilizacionalmente elaborado ao longo dos tempos, que vale por si mesmo. Paulatinamente, a universidade, instituição por natureza produtora de conhecimento, abstracto ou aplicado, vem-se afastando da erudição, fonte de cultura, para se entregar ao utilitário, gerador de ganhos económicos imediatos. Progressivamente, a universidade vai ficando submersa por aquilo a que Zygmunt Bauman chamou de modernidade líquida: uma época em que as relações económicas suplantaram as humanas e os dinamismos sociais e económicos “escorrem” como os líquidos, por oposição à época anterior, a da modernidade sólida, onde os fenómenos se estabeleciam de modo mais duradouro e a moral nos protegia do consumismo desenfreado e da obsessiva preocupação com o lucro material dos interesses particulares.
A mesma tendência é facilmente identificável nas reformas curriculares em curso no ensino básico e secundário, onde o valor intrínseco do estudo das humanidades, designadamente da Filosofia, da História e da Literatura, foi substituído pelo valor instrumental e imediato de questões menores.
Se à ideia demagógica, segundo a qual o aluno é capaz de construir o seu próprio conhecimento mediante o desenvolvimento de “projectos” assentes em metodologias lúdicas e muita mediação digital, somarmos as “aprendizagens essenciais” (pouca Matemática, resquícios elementares de Português abastardado, pinceladas de ciências várias e línguas estrangeiras, tudo longe da exigência e do rigor da avaliação externa, para não “traumatizar” as crianças e os jovens), temos o actual quadro com que o Estado (não) responde ao direito à Educação, fixado no artigo 26º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

In “Público” de 16.8.23

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A crise da falta de professores não pode ser resolvida à custa da qualidade

“A crise da falta de professores não pode ser resolvida à custa da qualidade”

 

Assunção Flores, diretora do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) e professora do Instituto de Educação da Universidade do Minho.

 

 

O braço de ferro entre Ministério da Educação e os professores arrasta-se há muito. O que pode desbloquear o momento atual?

Eu penso que é necessário um esforço coletivo. A educação é fundamental para o desenvolvimento do país e a manutenção de uma situação de instabilidade e de incerteza tem sobretudo consequências para as crianças e para os jovens que têm direito a uma educação de qualidade. A verdade é que o setor da educação tem vivido tempos conturbados e exigentes e eu não resisto a citar Andy Hargreaves que, há 20 anos, falou de uma crise de proporções preocupantes, na medida em que a profissão que é, muitas vezes, descrita com uma importância vital para a economia do conhecimento é a mesma que muitos grupos têm desvalorizado, que cada vez maior número de pessoas quer deixar, em que cada vez menos pessoas querem entrar. Esta asserção permanece atual e não estou apenas a referir-me aos aspetos conjunturais que têm acentuado este cenário, mas também aos elementos estruturais aos quais é necessário atender.

 

As reivindicações dos professores são legítimas?

É fundamental que os professores estejam motivados e, para isso, concorrem naturalmente as questões laborais, nomeadamente as questões da carreira e do estatuto socioeconómico. O bem-estar dos alunos depende do bem-estar dos professores e, por isso, é crucial atender às condições de exercício da profissão e reconhecer a complexidade e exigência do ensino. Como refere Labaree, o ensino (e, por extensão, aprender a ensinar) constitui uma forma extraordinariamente difícil de prática profissional que parece fácil. É, portanto, necessário reconhecer e valorizar o trabalho dos professores. Na minha opinião, a profissão docente encontra-se numa situação crítica, eu diria mesmo numa encruzilhada, que requer respostas concertadas e urgentes, o que claramente tem de passar pelo desenvolvimento de medidas políticas que concorram para aumentar a sua atratividade e pelo investimento numa formação de qualidade assente na investigação e no conhecimento produzido internacionalmente e em particular no nosso país. Fala-se muito do envelhecimento do corpo docente, mas é necessário destacar que temos no nosso sistema professores altamente qualificados e experientes sendo fundamental reconhecer o seu papel na sociedade. Todavia, penso que é também importante refletir, para além das questões laborais, sobre as questões profissionais, por exemplo sobre a natureza do profissionalismo docente, sobre as práticas pedagógicas, sobre o trabalho colaborativo, sobre o papel dos professores enquanto agentes do currículo, enfim, sobre a especificidade da profissão docente.

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Tantas Vezes o Governo Fala na Paridade na Administração Pública…

… quando os professores exigem a devolução do seu tempo de serviço.

E afinal.

 

Assistentes técnicos, militares e médicos lideram aumentos na função pública em 2023

 

Salários da função pública têm o maior aumento desde 2015. Remuneração-base média mensal subiu 5,1% e ganho médio teve um crescimento de 5,7%.

Os ganhos salariais dos trabalhadores da Administração Pública atingiram o nível mais alto desde 2015. Em Abril de 2023, a remuneração-base média mensal fixou-se em 1637,7 euros brutos, mais 5,1% do que no período homólogo, enquanto o ganho médio mensal (onde se incluem subsídios, suplementos e pagamento de horas extraordinárias) subiu 5,7% para os 1919,1 euros. Em algumas carreiras a evolução foi ainda mais expressiva, nomeadamente para os assistentes técnicos, militares e médicos, que viram os salários subir mais do que a média.

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Da Falta de Planeamento E Clareza

Sobre este assunto já por aqui coloquei algumas respostas do IGEFE onde dizia claramente que os manuais escolares do 1.º ciclo não precisavam de ser devolvidos.

No final do ano letivo surgiu informação contrária por parte do Ministério da Educação informando que os manuais teriam de ser devolvidos em condições de reutilização.

Ao longo do ano os alunos escreveram nos manuais, usaram os autocolantes e fizeram do manual o seu uso normal.

Claro que agora os manuais do 3.º ano não têm condições para serem reutilizados e bastava entregar todos os manuais do 3.º ano como novos para o problema ser resolvido.

Este problema não se coloca com os manuais do 4.º ano, porque este ano houve revisão dos manuais deste ano e serão entregues todos novos.

 

Manuais gratuitos estão a ser negados a alunos que vão para o 4.º ano

 

Confap diz que há “muitas famílias prejudicadas” devido a contradições da tutela sobre devolução dos manuais. Há escolas a exigir pagamento de manuais do 3.º ano escritos para dar acesso a vouchers


À Confederação Nacional das Associações de Pais estão a chegar queixas e pedidos de ajuda de famílias a quem está a ser negado acesso aos vouchers para o levantamento de manuais gratuitos do 4.º ano de escolaridade, confirmou ao PÚBLICO a presidente da Confap, Mariana Carvalho.

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Os médicos e os professores são os craques disto tudo. – Pedro Chagas Freitas

Já pensava assim antes. Desde que sou pai tenho a certeza. Os médicos e os professores são os craques disto tudo. As estrelas da companhia. É neles que está o nosso ourinho, o nosso sucesso. Eles é que deviam ter os salários milionários, as condições de luxo. Não têm. Têm dificuldades, burocracias intermináveis, a incapacidade de grande parte da população em reconhecer-lhes a importância, o talento, o génio. Os médicos (e os enfermeiros, já agora) e os professores são mal tratados porque às vezes erram, às vezes estão mais irascíveis, às vezes estão menos tolerantes. Às vezes são até mal tratados porque querem melhores condições, vejam lá. As condições mínimas para a importância, para o papel basilar, daquilo que fazem, daquilo que representam. Uma sociedade que não os respeita, que não os mima, que não os deixa felizes por serem quem são, por fazerem o que são, por conseguirem o que conseguem, é uma sociedade doente, que precisa, ela sim, de alguém que a eduque, que a cure. A sociedade evolui sempre que os professores e os médicos estão felizes, motivados, cheios de vontade de ser ainda mais estrelas, ainda mais fundamentais, ainda mais estruturais. Dêem-lhes condições, dêem-lhes carinho, percebam-nos, encham-nos de afecto. Eles merecem. Os professores e os médicos são os craques disto tudo.

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A RARIDADE DAS COISAS BANAIS,
uma história incrível, que nos ensina a nunca nos sentirmos sozinhos.

 

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Sindicatos de professores preparam formas de luta

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Diretor de uma escola não é dono da escola

Diretor de uma escola não é dono da escola

 

Uma escola não é uma empresa. Uma escola é um espaço de convivência de pessoas em que se deve enaltecer o respeito mútuo e as suas idiossincrasias.

A propósito de uma notícia que li no jornal Público este Domingo, referia que o Ministério da Educação instaurou um processo a director escolar que quis contratar a mulher. Para além do director, há mais visados, os elementos dos júris tinham conhecimento desta situação.

Infelizmente pela não contagem do tempo de serviço, os professores têm concentrado a sua luta primordialmente na recuperação desse tempo.

Mas há outros problemas de enorme gravidade numa escola. Um deles, é a forma abusiva, tendenciosa e prepotente com que alguns directores exercem o seu cargo.

Um dos representantes dos directores de escolas é director numa escola em Gaia, presidente dessa associação e presidente de junta de freguesia em Gaia eleito pelo PS. Está tudo dito, sobre acumulação de cargos, isenção, imparcialidade e independência!

Um director de uma escola foi eleito pelos professores para os representar e defender os seus interesses. Porém, depois de eleito é duro com os professores da sua escola e fraco e obediente para com o ministério e ultimamente com as câmaras.

Sempre fui contra esta nova forma de gestão de uma escola. A forma mais democrática é uma direcção colegial, estilo conselho directivo.

Um director é um professor como outro qualquer e deve ter um sentido humano elevado. Hoje é director, amanhã volta ao lugar de onde saiu.

Por outro lado, não é ele que paga aos professores, mas sim, o ministério.

Com esta forma de dirigir uma escola, há muita gente dependente de um director: avaliações de professores, colocação de professores, emprego de pessoal não docente, etc.

Um director tem tendência para usurpar os seus poderes e depois dá nisto.

Reparem que o director fez com que o júri aceitasse os seus critérios de contratação do lugar em questão.

As pessoas têm medo, até têm medo de pensar de maneira diferente.

A democracia deve começar numa escola, mas está a tornar-se um resquício de uma ditadura.

Uma escola não é uma empresa. Uma escola é um espaço de convivência de pessoas em que se deve enaltecer o respeito mútuo e as suas idiossincrasias.

Uma escola não é do director, é, sim, de toda a comunidade escolar.

 

Joaquim Jorge – Fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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Diretor de uma escola não é dono da escola – Joaquim Jorge

Diretor de uma escola não é dono da escola

A propósito de uma notícia que li no jornal Público este Domingo, referia que o Ministério da Educação instaurou um processo a director escolar que quis contratar a mulher. Para além do director, há mais visados, os elementos dos júris tinham conhecimento desta situação.

Infelizmente pela não contagem do tempo de serviço, os professores têm concentrado a sua luta primordialmente na recuperação desse tempo.

Mas há outros problemas de enorme gravidade numa escola. Um deles, é a forma abusiva, tendenciosa e prepotente com que alguns directores exercem o seu cargo.

Um dos representantes dos directores de escolas é director numa escola em Gaia, presidente dessa associação e presidente de junta de freguesia em Gaia eleito pelo PS. Está tudo dito, sobre acumulação de cargos, isenção, imparcialidade e independência!

Um director de uma escola foi eleito pelos professores para os representar e defender os seus interesses. Porém, depois de eleito é duro com os professores da sua escola e fraco e obediente para com o ministério e ultimamente com as câmaras.

Sempre fui contra esta nova forma de gestão de uma escola. A forma mais democrática é uma direcção colegial, estilo conselho directivo.

Um director é um professor como outro qualquer e deve ter um sentido humano elevado. Hoje é director, amanhã volta ao lugar de onde saiu.

Por outro lado, não é ele que paga aos professores, mas sim, o ministério.

Com esta forma de dirigir uma escola, há muita gente dependente de um director: avaliações de professores, colocação de professores, emprego de pessoal não docente, etc.

Um director tem tendência para usurpar os seus poderes e depois dá nisto.

Reparem que o director fez com que o júri aceitasse os seus critérios de contratação do lugar em questão.

As pessoas têm medo, até têm medo de pensar de maneira diferente.

A democracia deve começar numa escola, mas está a tornar-se um resquício de uma ditadura.

Uma escola não é uma empresa. Uma escola é um espaço de convivência de pessoas em que se deve enaltecer o respeito mútuo e as suas idiossincrasias.

Uma escola não é do director, é, sim, de toda a comunidade escolar.

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Os Professores protestaram nas praias

 

 

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Atribuição do crédito horário a Centros Qualifica

 

Despacho n.º 8271/2023

Sumário: Estabelece as regras de atribuição do crédito horário semanal para afetação de docentes,
bem como as regras para atribuição de número de técnicos de orientação e validação
de competências (TORVC) a Centros Qualifica regulados pela Portaria n.º 62/2022, de
31 de janeiro.

 

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Quase metade dos professores estão malucos! – Carlos Tiago

Acredite quem quiser

A realidade é que na maioria das escolas públicas, agora aniquiladas em agrupamentos, quase metade dos professores ronda os 60 anos de idade e com mais de 30 anos de serviço letivo/outro ininterrupto altamente complexo e mal-ajambrado, mesmo em férias, no qual se destacam as “alarvidades” de:

Cumprirem presença hora a hora no local de trabalho a toque de campainha ensurdecedora que se ouve a centenas de metros de distância – única profissão do mundo com este método de presença obrigatória dos trabalhadores que em circunstância alguma podem chegar atrasados senão têm falta que terão de justificar oficialmente, tendo de despender tempo e dinheiro para obter comprovativos.

Manterem-se 5, 10, 15 ou 20 minutos de intervalo hora a hora (entre as 8.00h e as 18.30h ou 23.30h se com ensino noturno) de presença obrigatória no local de trabalho e em trabalho para se deslocarem entre salas, tratarem de assuntos profissionais, transportarem materiais de apoio, etc., mas que não contam no seu horário semanal de trabalho e que podem atingir cerca de hora e meia no total diário – autêntica exploração laboral.

Verem vários anos de tempo de serviço não contabilizado para efeitos profissionais.

Passarem no local de trabalho vários furos de horas entre aulas ou serviços, durante a manhã/tarde/noite para além da interrupção para o almoço.

Dinamizarem ou participarem em várias reuniões por semana previstas e não previstas que não estãocontabilizadas no horário semanal sempre fora deste horário com duração dependente dos assuntos a tratar, por vezes muito para além das 7 horas de trabalho diário e/ou em 2 turnos interrompidos (manhã e tarde ou manhã e noite) e/ou em 3 turnos (manhã/tarde/noite).

-Frequentarem formação obrigatória sempre fora do horário laboral na maioria paga pelos próprios professorese sem direito a refeições pagas ou quase sempre sem pagamento de ajudas de custo ou transporte, portagens e parques pagos, porque normalmente ocorre nas cidades.

-Elaborarem relatórios ou outros documentos obrigatóriosem períodos de interrupção ou de férias, sob pena de serem erradicados definitivamente do sistema/emprego ou com consequências imprevisíveis se não os entregarem.

-Preencherem e entregarem todo o tipo de documentação obrigatoriamente em prazos curtos, independentemente da sobreposição com outros serviços, sem qualquer hipótese de serem assegurados por outros colegas de trabalho.

-Candidatarem-se a concursos ou aguardarem a saída de resultados em momentos imprevistos de interrupção ou de férias e em que os professores não se podem ausentar porque os prazos para procedimentos são curtos e obrigatórios, sob pena de serem erradicadosdefinitivamente do sistema/emprego se não os cumprirem.

Estarem impossibilitados de ocuparem tempo de preparação de aulas adequado à especificidade, devido à diversidade de níveis em lecionação simultânea.

Ser-lhes vedada a possibilidade da constante necessidade de preparação prévia a cada aula de materiais e de espaços para aulas práticas/laboratoriais, devido à diversidade e alteração de níveis entre aulas e à ocupação plena das salas de aulas específicas.

-Inviabilizarem-lhe a prestação de um ensino motivador para os alunos por falta de atualização permanente de espaços, equipamentos e materiais, impossibilitando as escolas de serem locais pioneiros de inovação e estudo, transforandoas em instituições retrógradas permitindo que o cidadão ou empresa comum tenha primeiro acesso e conhecimento das coisas do que a escola, onde osprofessores se transformam nuns autênticos palhaços do sistema perante os alunos que até gozam com eles por não dominarem minimamente a atualidade quanto mais o estudo do conhecimento numa perspetiva futura, tornando a escola numa autêntica sepultura.

Terem consciência de que aquilo que estão a ensinar aos alunos é surreal, insignificante e irrelevante face ao que eles aprendem na sociedade sem a sua colaboração, ridicularizando o ensino para um processo em vias de extinção face aos avanços planetários, apelidando-os de caquéticos e lorpas inúteis, demonstrando que a sua profissão terá um fim próximo, pois são autênticos estorvilhos ao processo evolutivo de aprendizagem virtual e artificial, por isso brevemente não haverá falta de professores, tal como aconteceu quando os mandaram emigrar por reduzirem pares pedagógicos e cargas horárias em disciplinas práticas ou até acabarem com elas.

-Inventarem sistematicamente processos complexos e sofisticadíssimos de registo de dados de avaliação dealunos contemplando simultaneamente centenas de indicadores em constante mutação, transformando-se em autênticos programadores informáticos, quando deveriamutilizar a totalidade do seu tempo na avaliação dos testes/trabalhos dos seus alunos e serem portadores no seu contexto familiar de dados sigilosos completamente desprotegidos – se um professor morrer ou ficar incontactável quem tem ou onde estão os seus dados da avaliação dos alunos? Na plataforma do ministério da educação não porque é inexistente.

-Concentrarem trabalho em excesso cumulativamente com o horário laboral e de reuniões nos momentos de avaliação de centenas de testes/trabalhos que demoram cerca de uma hora cada e que é urgente classificar, necessitando de carregar com eles e de levá-los para casa aos serões, madrugadas e fins de semana, bem como desprezando as suas famílias, os seus amigos e os seus tempos livres.

Passarem parte da vida com a casa às costas, tendo de manter mais uma ou duas casas simultaneamente, sem possibilidade de constituir estabilidade familiar, atendendo às múltiplas limitações e indecisões.

Durante toda a vida profissional, terem de gozar os dias de férias sempre em final de Julho e Agosto quando tudo é muito mais caro, é uma confusão total e os locais mais agradáveis estão inacessíveis, mas continuarem a ser vistos como beneficiários de dias de férias durante as interrupções letivas quando efetivamente nessas alturas têm de executar imensas e diversificadas tarefas complementares que lhes ocupam a maioria desse tempo em que não estão a lecionar, algumas determinantes para a sua atualização constante e muitas completamente inúteis de teor meramente burocrático e que lhes provocam imenso desgaste.

-Atenderem e gerirem simultaneamente até 30 utenteshora a hora com uma astúcia diversificadíssima, num só espaço sem atratividade ocupacional generalizada em que as salas de aula se transformaram face à complexidade em que a vida em sociedade se desenvolve, dando obrigatoriamente prioridade aos ritmos diversificados de aprendizagem, sob observação e crítica constante na posição de alunos em idade e postura desafiadora por vezes ávidos de expressividade/agressividade, permanentemente assessorados por encarregados de educação/pais que assumem funções distintas deatentos/conhecedores/compreensivos/colaborantes/especialistas/dominadores/manipuladores/perseguidores/perturbadores/ameaçadores/agressores/etc., consoante os seus interesses momentâneos.

-Conceberem, produzirem e preencherem documentação com centenas de folhas de papel e online com caráter de urgência, a maioria repetitiva/redundante e sem qualquer utilidade que deveria ser assegurada pela administração educativa porque não tem nada a ver com as funções especificas dos professores e que lhes provocam stress, desgaste e desespero.

-Cumprirem integralmente milhares de normativos legais permanentemente revogados, alterados e novossimultaneamente em vigor, que têm de ser imediatamente interpretados e respeitados ainda antes de serem publicados oficialmente, com conteúdo juridicamente complexo e determinante na vida escolar dos alunos e nos deveres dos professores, sem qualquer apoio técnico ou específico para no final da sua aplicação não produzirem qualquer efeito positivo no desenvolvimento das aprendizagens dos alunos e o processo educativo estar cada vez pior onde o evidente sucesso educativo é alcançado pelo laxismo exigido aos professores.

-Acompanharem e elaboração de processos disciplinares a alunos/professores/funcionários, que normalmente noutras áreas são assegurados por advogados ou serviços avençados, mas que são efetuados pelos professores sem qualquer tipo de assessoria jurídica, antes pelo contrário, o ministério da educação tem gabinetes jurídicos e inspeções-gerais para atacar, crucificar e penalizar os professores no desempenho das suas funções, levando-os à eventual erradicação do sistema/carreira/emprego.

Serem obrigados a inventarem e dinamizarem atividades diversificadas que não têm nada a ver com o desempenho profissional dos professores, mas que estes têm de assegurar em acréscimo ao seu trabalho e nos seus tempos livres para as administrações educativas, as autarquias e as instituições se vangloriarem de promoverem grandes eventos de puro divertimento pavoneadas pelo mito da integral formação dos alunos e para as comunidades educativas participarem e convidarem as entidades oficiais para aparecerem na comunicação social e fazerem brilharete à custa do sacrifício de alguns professores e presenteio de outros.

-…. E muito mais.

Pelo exposto, pode concluir-se que a maioria dos professores em fim de carreira, que deveriam já estar aposentados por excesso de descontos e de idade, têm de continuar a trabalhar em estado mental completamente debilitado e lamentando-se sistematicamente no seu dia a dia de estarem cansados, saturados, exaustos, desgastados, desmotivados, abalados, deprimidos, debilitados, tristes, infelizes, arrependidos, frustrados, destroçados, estoirados,trucidados, irritados, revoltados, transtornados,descompensados, doentes, agredidos, etc., faltando ao serviço e aparentando andar em transe sem saberem o que têm, quiçá estarão malucos, tal como se dizia noutros tempos quando se tinham problemas que ninguém conseguia resolver, mas atualmente, sem que qualquer político se preocupe minimamente com eles ou com o futuro dos jovens seus alunos, inclusive os anteriores e oatual ministros da tutela que revelam pelos professores um total desprezo e desfaçatez, vangloriando-se do que estão a fazer e assumindo o comando dos guerreiros contra os professores e na destruição do ensino e da escola pública, têm de manter-se no ativo. Estes professores mantiveram-se dezenas de anos na profissão na expetativa de se aposentarem com 55 anos de idade e 36 anos de serviço, tal como foi proporcionado aos seus colegas sem penalizações e ainda atualmente a algumas classes de distintos privilegiados, mas aqueles viram esse horizonte transformar-se em quase 67 anos de idade e mais de 40 anos de serviço. Foi um aumento de 12 anos na idade, notrabalho e nas contribuições. Uma injustiça ultrajante, única, inigualável e arrasadora de qualquer ser humano, sendo por isso qualificável como um autêntico atentado aos direitos humanos e ainda agravado pela punição redundante nos que a sofrem e não nos que (i)legalmente a legislaram. Um ato selvático e criminoso perpetuado por políticos verdadeiramente assassinos que matam lentamente estes professores infringindo-lhes barbárie, tortura e crueldade que há muito era punida no ser humano e agora até nos animais. Mas, neste país, governam os crápulas, os carcereiros e os seus capangas que vivemluxuriosamente à custa dos que martirizam, mas a vingança poderá chegar um dia.

O sucesso de uma classe verifica-se pela sua união nos direitos equilibrados e nos contributos dos que a mantêm unida, pelo que os professores estão sistematicamente desunidos porque os seus dirigentes tudo fazem para os diferenciar e subjugar. Como exemplo: enquanto os médicos estiveram unidos com direitos equivalentes os cuidados de saúde foram satisfatórios, agora é o descalabro total por cada um ganhar muitíssimo mais do que o outro.

 

Aos 60 anos de idade e/ou 40 de serviço pelos sacrifícios que passaram, quando deveriam estar a cuidar dos pais, os professores estão no auge contributivo e à beira do delírio, sem verem a sua profissão considerada como de desgaste rápido, tal como já foi amplamente reconhecida.

 

Eu, Carlos de Almeida Tiago, sou um deles com perto de 63 anos de idade e de 43 anos de serviço que nunca faltou por doença e sem qualquer falta durante perto de 30 anos seguidos, a quem (a CGA) não contempla o direito à acumulação e bonificação de 30 dias por cada ano de serviço sem faltas em resultado do incumprimento da lei que vigorou durante 11 anos, cumulativamente com outros direitos para a aposentação, mas que atualmente me encontro de baixa psiquiátrica, vítima de “burnout” que não é considerado doença profissional e dito na gíria, por finalmente ter ficado maluco na qualidade de professor, “a Bem da Nação e, devido a isso, até ao final da minha vida, não posso nem quero ver nem relacionar-me com qualquer tipo de político de esquerda, do centro ou de direita do atual sistema corrupto implantado, tenha ele ou não culpa por me terem retirado dezenas de direitos inalienáveis alcançados por anteriores negociações entre governos/sindicatos e nem pretendo votar em quaisquer eleições até que haja uma nova Revolução.

O 25 de Abril de 1974 não se fez com votos!

Está na altura de nós professores assumirmos o papel dos militares (sem medo) que àquela data o iniciaram e fazermos uma nova Revolução que despoje de poder os privilegiados políticos que vivem à custa deste sistema apelidado de democrático que está a criar uma sociedade exclusivamente de ricos e pobres, ambos subsídio-dependentes, os primeiros para sustentar projetosmegalómanos e os segundos para alimentar misériaperversa, trucidando a classe média que só vive para pagar cada vez mais impostos e trabalhar até morrer.

Nós professores, temos de deixar de fazer greves/manifestações/etc. que só nos prejudicam e devemos aplicar a nossa cultura, experiência e ação para assumir as rédeas do poder e praticar atos de justiça, pois somos em número suficiente para ocuparmos todos os órgãos representativos de manipulação política onde se tomam decisões e os tais ajustes diretos. Fim aos votos efim à nossa participação no sistema. A Escola foi a última Instituição Pública a apodrecer. Nem mais um cêntimo para “jornadas”, “futeboladas”, “tapadas”, ptadas”, espirotosantadas”, “inauguraçõesadas”, outras trapalhadas e muito menos para guerras, enquanto não forem repostos direitos roubados aos professores. Alguns de nós até estamos lá, temos lá os nossos filhos, sentamo-nos à mesa com eles, relacionamo-nos com eles, etc..Porquê continuar a venerá-los? O “sócratismo” não fez as negociatas sozinho, tinha excelentes colaboradores que andam por aí à solta a cometer os mesmos crimes e todos sabem quem são, mantendo-se intocáveis e elegíveis. Só não vê quem não quer. Um país não é um presidente ou um rei que passa a vida a tirar selfies a trocar piropos com governantes e a verem molestar crianças achando que foram poucas. Um país é o Povo a viver bem e saudávelsem covidismo. Vamos unir-nos, boicotar tudo onde participamos ou que fazemos e assumir o poder da justiça participativa justificada. Seremos a Junta de Salvação de Portugal se soubermos articular o nosso poder organizativo e igualitário. Os Professores foram, são e serão sempre o Futuro e o melhor exemplo para os Jovens.

Já lá estou para o que der e vier, porque um malucopode sempre dizer o que lhe vai na “alma”!

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É uma Questão de Dias

Professores: Marcelo diz que promulgação do diploma é uma questão de “não muitos dias”

 

 

É o calendário e assuntos sobrepostos que têm impedido o Presidente da República a apresentar a promulgação do diploma dos professores.

O Presidente da República diz que espera um regresso às aulas sem problemas e promete promulgar o diploma dos professores em breve.

O ano letivo passado foi marcado por discórdia entre os docentes do ensino e os membros do Executivo, nomeadamente João Costa, ministro da Educação. Após várias greves e negociações, o Governo apresentou medidas para a carreira dos docentes melhorar.

Como já referiu, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem algumas dúvidas no que diz respeito a certos pontos do diploma que, entretanto, já foi reenviado para o Parlamento.

Agora “renovado” Marcelo espera que este início de aulas seja mais tranquilo, como todos desejam.

“Fazer força para que corra melhor e quer o Governo, quer os professores, quer as escolas, quer sobretudo os alunos e os pais dos alunos não há outra coisa que desejem senão arrancar bem”, disse.

A respeito da promulgação do novo documento, o Presidente confessa que a promulgação ainda não se sucedeu apenas por matérias de calendário.

“Já sabem a minha posição sobre ele, acontece que ainda não o promulguei, mas isso é uma questão de calendário, em tempos oportuno é uma questão de não muitos dias”, concluiu.

Confiança é uma virtude

A um mês do início do ano-letivo, o ministro da Educação assegura que tem o trabalho de casa feito.

João Costa confia num regresso às aulas sem casos. Os sindicatos estão menos otimistas.

As negociações entre o governo e os sindicados são permanentes.

Ainda esta semana foi possível acordo quanto à vinculação dos professores de artes visuais e audiovisuais das escolas artísticas António Arroio e Soares dos Reis.

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O cérebro adolescente – João André Costa

 

Os adolescentes, já se sabe, são irresponsáveis, imaturos, impulsivos, apaixonados. Movidos por causas, aí estão eles de bandeira em punho e punho em riste rua abaixo e rua acima, eternamente insatisfeitos e convencidos até ao âmago da sua existência não só da sua razão mas também desta invencibilidade, imunidade e imortalidade.
Os adolescentes, já se sabe, vivem para sempre e acrescentam mais um “i” de infertilidade à sua condição eterna.
O mundo é seu e está a saque, disponível e vulnerável e a vitória sempre certa e a razão para tamanha inocência não tem a ver com o epíteto”rasca” de outros tempos que são os nossos tempos quando a injustiça grita e cospe na cara de quem sai à rua mas sim e somente com o desenvolvimento, mais precisamente a falta de desenvolvimento, cerebral.
Trabalhar com adolescentes, estudar com adolescentes, crescer com, entre e para adolescentes é viver e promover o desenvolvimento cerebral hoje e sempre inconformado quando já não se é criança mas nem por isso adulto e a razão pura e simplesmente biológica.
O cérebro reptiliano à nascença, cheio de sobrevivência e instinto, vai desenvolver-se de trás para frente ao longo dos anos para dar lugar ao pensamento e o pensamento, a capacidade cognitiva e de discernimento, a compreensão vem sempre no fim.
E sim, na adolescência o córtex pré-frontal ainda está em vias de maturar, carecendo de orientação, assertividade, compreensão mas também carinho e afecto se, como professores e pais, pretendemos formar esta sociedade do amanhã.
A imaturidade do cortéx pré-frontal é a imaturidade adolescente e o porquê do recurso à amígdala, estrutura cerebral associada às emoções, agressividade e instinto, para a tomada de decisões.
A base da impulsividade e dos comportamentos irreflectidos é assim a razão para dar aos jovens com quem trabalhamos todos dias uma segunda, terceira, quarta e mais oportunidades.
E não, não é nem razoável nem expectável ter nos jovens a nossa capacidade de análise e compreensão, tantas vezes falível e a humildade igualmente basilar no ensino.
Os jovens, os adolescentes, os nossos alunos não são, não podem nem devem ser responsabilizados como se de adultos fossem se a capacidade de pensamento e decisão é dominada por áreas do cérebro em tudo menos capazes.
E se o córtex pré-frontal feminino tem o seu pico de desenvolvimento sináptico por volta dos 11 anos de idade, já com os rapazes o mesmo acontece aos 14 anos de idade, deste modo explicando a maturação cognitiva precoce das alunas de todos os dias.
Acrescente-se a estes processos o excesso de dopamina no cérebro adolescente sempre que gratificado para apreender a necessidade de recompensa imediata em tudo incapaz de esperar e à qual a escola e os professores devem estar atentos.
A recompensa, dependente da relação entre professor e alunos, será proporcionalmente maior à relação entre os professores e demais
dirigentes e não esqueçamos a realidade onde
estamos inseridos.
Valorizar a escola pública, acredite-se ou não, é promover o desenvolvimento do cérebro adolescente e o resultado sempre da nossa inteira responsabilidade.

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Espera. Mas sentado, se não cansas-te

Marcelo Rebelo de Sousa espera que o próximo ano letivo seja “menos agitado”

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera que o próximo ano letivo seja “menos agitado” do que o anterior e garante para breve a promulgação do diploma sobre a progressão da carreira dos professores.

“Todos desejaremos que o próximo ano letivo seja menos atropelado do que os anos letivos da pandemia e menos agitado do que uma parte do ano letivo que terminou”, afirmou o chefe de Estado aos jornalistas em Faro, antes do jogo Portugal-Estados Unidos, de preparação para o mundial de râguebi França2023.

Questionado sobre a promulgação do diploma sobre a progressão nas carreiras dos professores, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “é uma questão de calendário”.

“Em tempo oportuno, atropelaram-se agora vários temas, mas acho que é uma questão de não muitos dias”, disse o presidente da República a propósito daquele diploma.

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Mas na Próxima Semana Não é Para Todos Pararem na Educação?

Ministro da Educação garante ao presidente que continua a negociar

 

À espera da decisão do presidente da República quanto ao diploma que permitirá progressões mais rápidas para os professores, o ministro da Educação garantiu este sábado que as negociações “nunca param”. O ano letivo, assegurou João Costa a jornalistas em Miranda do Corvo, vai começar com “tranquilidade”.

“As escolas têm todas as condições reunidas”, frisou o ministro.

“Nunca paramos de negociar”, frisou João Costa. Defendendo: “Estamos a avançar com propostas sustentáveis financeiramente que não comprometem daqui a três, quatro ou cinco anos a própria carreira e que permitem que estejamos a desenvolver medidas comparáveis para as restantes carreiras da administração pública, incluindo outros profissionais que também estão nas escolas”.

Ministro à espera

O presidente da República, recorde-se, vetou o diploma que o Governo assegura vai permitir a cerca de 60 mil professores (cerca de metade da classe) progredirem na carreira. Marcelo Rebelo de Sousa invocou a disparidade com os docentes na Madeira e nos Açores, a quem o tempo congelado está a ser contado e criticou o Executivo por fechar a porta à possibilidade de a principal reivindicação dos professores voltar à mesa negocial. No dia seguinte, o Governo alterou o diploma, em Conselho de Ministros, sendo que até agora se desconhecem as alterações .

“Estamos a aguardar a decisão do sr. presidente com muita tranquilidade”, garantiu João Costa.

Este sábado, houve protestos em várias praias com um avião a passar com a mensagem: “Escola Pública, Não Paramos”.

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Professores em protesto lançam aviões em praias de Lisboa e Algarve

Pena não ter sobrevoado Monte Gordo.

 

Professores em protesto lançam aviões em praias de Lisboa e Algarve

 

Os professores dizem que é uma forma diferente de passar a palavra e denunciar o que está a ser feito ao setor da Educação. A ação juntou professores, assistentes operacionais, técnicos e diversos profissionais de educação.

Os professores continuam em luta. Este sábado à tarde estão em protesto com aviões a sobrevoarem as praias.

Dois aviões sobrevoaram as praias de Lisboa e do Algarve com faixas alusivas às reivindicações dos docentes.

Os professores dizem que é uma forma diferente de passar a palavra e denunciar o que está a ser feito ao setor da Educação.

Um dos aparelhos sobrevou o barlavento algarvio, entre Lagos e Quarteira. O outro passou pelas praias da Costa de Caparica e da Linha de Cascais.

A ação juntou professores, assistentes operacionais, técnicos e diversos profissionais de educação.

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O Presidente da República e a Escola Pública

 

O Presidente da República e a Escola Pública

 

 

O país educativo aguarda ansiosamente a decisão, a segunda, sobre o diploma que tem constituído um intenso e desgastante braço de ferro entre a tutela e os representantes dos docentes. Realço a rapidez (em menos de 24h!) com que o governo respondeu ao veto do PR, contrastando com a relativa demora, ainda que dentro do prazo legal, do conhecimento da pronunciação final. A mencionada alteração minimalista deverá ser suficiente para a promulgação do diploma, contribuindo para a perduração de uma luta, em jeito de “guerra total”, entre duas partes decididamente de candeias às avessas. A reabertura das portas à negociação (“não dar a negociação por encerrada”) será suficiente para incrementar a paz e a estabilidade desejadas por Marcelo Rebelo de Sousa na Escola Pública portuguesa?

Os últimos dias têm sido de imenso trabalho para as direções executivas das escolas que, esta semana, foi elevado a um patamar de responsabilidade máxima pelas tarefas exigentes que têm em mãos: envio à tutela de horários/vagas para docentes dos diversos grupos de recrutamento, que serão atribuídos este mês. Com a diminuição do crédito horário – que, para além do mais, permite às escolas aumentar o número de professores – e com margem diminuta (pouco viável) de usar a figura da recondução, os diretores desenvolvem um trabalho hercúleo, pleno de constrangimentos, na preparação do próximo ano letivo, de modo a favorecer um decurso o mais normal possível. Reitero firmemente a necessidade da contratação de uma franja de professores pelas escolas, faltando um debate sério que se impõe sobre este tópico, bem como a coragem política para o fazer. Estamos muito longe de uma realidade generalizada em inúmeros países, e no nosso, até a simples recondução é algo excecional…porque será?

Nos termos do Despacho n.º 1/2023 do Ministro da Educação de 02.08.2023, é permitido às escolas suspenderem as suas atividades no período de 14 a 18 de agosto, em articulação com as respetivas câmaras municipais. É uma ambição que se saúda, requerida há muitos anos pelos diretores aos sucessivos governos, merecendo o meu elogio. As escolas irão adequar esta prerrogativa à sua realidade, operacionalizando uma medida que, no próximo ano, deverá ser por um período alongado de tempo, de modo a que todos os profissionais das escolas tenham alguns dias das merecidas férias no mês mais pretendido para o fazer.

A visita do Papa, os incêndios, a guerra na Ucrânia, a época balnear, o arranque da época futebolística domin(ar)am as publicações e programas noticiosos. Na Educação o destaque costumeiro está previsto para o início de setembro. Desejo veemente que o ano letivo 2023/2024 se afirme repleto de paz e estabilidade para voltarmos ao melhor que a normalização pode produzir pela Escola Pública, e pelo desenvolvimento de práticas, processos e projetos em permanente ascensão.

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Recuperação de tempo de serviço? Só numa próxima legislatura

 

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Faltam vagas nas Creches e nos JI

 

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Iniciativa para Hoje – A Luta Levanta Voo

Desde finais de 2022 que os Profissionais de Educação encetaram uma Luta sem precedentes, pela Escola Pública, contra a sua degradação, e pela dignificação das funções de todos os que nela trabalham. Essa luta terá de continuar! Os simulacros de negociação promovidos pelo Ministério da Educação não satisfizeram minimamente as reivindicações destes profissionais.

O grupo de Profissionais da Educação, que se uniu e se organizou, de forma espontânea, no designado grupo “Rumo a Bruxelas”, constituído por Profissionais de Educação (Assistentes Operacionais, Assistentes Técnicos, Técnicos Especializados, Técnicos Especializados para Formação, Técnicos Superiores e Professores) em março foi recebido em Bruxelas por Eurodeputados de todos os quadrantes políticos. Em abril foi recebido na Assembleia da República e na Presidência da República. Estamos em agosto e, em 3 dias, através de um crowdfunding, reuniu-se o dinheiro suficiente para pôr aviões no ar, porque o descontentamento destes Profissionais da Educação não foi de férias.

Neste mês de agosto, que é de férias para muitos, e mantendo o propósito de continuar a alertar a consciência de toda a sociedade, os docentes e não docentes, continuando ativos, decidiram tomar a iniciativa de fazer sobrevoar, por algumas praias do paísaviões que exibirão uma mensagem alusiva a este assunto. Com mais esta iniciativa, os profissionais da educação querem deixar claro que não param a contestação até que profundas reformas garantam um Ensino Público de qualidade.

Assim, no próximo sábado, dia 12 de agosto, pelas 17:00 horas, um avião sobrevoará o barlavento algarvio (entre Lagos e Quarteira) e um outro, as praias da Costa de Caparica (entre a Fonte da Telha e a praia de S. João), seguindo depois para idêntica operação nas praias da linha de Cascais, pelo que solicitamos, da vossa parte, a cobertura noticiosa que esta iniciativa merece.

Os Profissionais da Educação vão estar concentrados em

– Albufeira – Pau da Bandeira https://goo.gl/maps/a751kukAobeGqNMS9 a partir das 16:30.

– Bar Azimute – Praia das Moitashttps://goo.gl/maps/fQDSZEJ5bghdyfko7 a partir das 16:45.

Vamos levar a nossa palavra, o mais alto possível…o mais longe possível… VAMOS MOSTRAR QUE NÃO PARAMOS!!

Pede-se a todos os que estarão nos percursos em que o Avião da Educação passar, que filmem o seu trajeto e que partilhem os vídeos nas redes sociais usando o hashtag #𝑨𝙇𝒖𝙩𝒂𝙇𝒆𝙫𝒂𝙣𝒕𝙖𝑽𝙤𝒐 !!
A partir das 17h00 – Praia Grande, Cascais, Fonte de Telha, S. João da Caparica.
A partir das 17h15 – Lagos, Quarteira.

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Digital Tóxico e Pensamento Único – EduEscola Et Al. – Carlos Calixto

DIGITAL TÓXICO E PENSAMENTO ÚNICO

EduEscola Et Al.

 

“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo o mundo vê.

(Arthur Schopenhauer)

“Descobrir consiste em olhar para o que todo o mundo está vendo e pensar uma coisa diferente”.

(Roger Von Oech)

“Para nós os grandes homens não são aqueles que resolveram os problemas, mas aqueles que os descobriram”.

(Albert Schweitzer)

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

(Carl Jung)

“Qualquer nova tecnologia gradualmente cria um novo ambiente para o ser humano”.

(Marshall McLuhan)

“As coisas não são tão tangíveis e dizíveis como nos queriam fazer crer”. (Rilke)

“O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte”.

(Aristóteles)

“(…) A resposta certa não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas (…)”.

(Mário Quintana)  

“Quanto mais aumenta o nosso conhecimento, mais evidente fica a nossa ignorância”.

(John F. Kennedy)

“A ciência consiste em substituir o saber que parecia seguro por uma teoria, ou seja, por algo problemático”.

(José Ortega y Gasset)

Neste texto-reflexão, fazemos uma abordagem e estudo sobre os perigos da Inteligência Artificial (IA), do digital na escola e de alterações curriculares, cujo objectivo por parte do poder político, é nossa firme convicção, visa a solução final do doutrinamento da mente e pensamento das pessoas, tornando-as amorfas, acríticas, conformadas, de cidadania passiva, em detrimento do exercício de uma cidadania crítica, interventiva, reivindicativa e activa.

Falamos de um futuro de proximidade e em aproximação, em que a instituição escola prepara as futuras gerações com uma formatação mais fria, distanciada, robotizada, obediente, de “pensamento único”; com prejuízo, perda e alienação do humano, da diferença, da pluralidade, do contraditório, por/em oposição à singularidade e unicidade “pensante”.

Em síntese, a IA e o digital na escola, sem regulamentação, são o “cancro e toxicidade” da solução final e doutrinamento para o pensamento único.

Impõe-se a pergunta: “A humanidade corre o risco de uma uniformização e padronização de pensamento, atitudes, valores e comportamentos, sendo a escola a solução final para o doutrinamento das massas, da perda da crítica do «hominem humanus» e da essência humana, através da catequese digital e da IA?”. 

A questão é problemática, polémica, sabemo-lo; a “provocação” é propositada, pretende lançar o debate, esmiuçar argumentos e esgrimir o contraditório, em contra-corrente do/contra o deslumbramento fundamentalista da Inteligência Artificial (IA) e do digital na escola, panaceia, elixir e mezinha que tudo resolve no ensino e aprendizagem; mas segundo nós, de acordo com a nossa tese, representa a simplificação da “burrificação”, no sentido da acefalia colectiva massificada e institucionalizada.

É papel da escola exponenciar as capacidades individuais únicas, a crítica e o desenvolvimento harmonioso de cada pessoa humana, das capacidades, das habilidades comportamentais e competências subjectivas, “skills”. Valorizar a diferença, o caminho e a formação de cada Ser em meio escolar situado, e não o seu contrário e formatação standard.

Depois de há tempos atrás termos contribuído para o debate e problemática dos perigos do digital excessivo e sem ponto de equilíbrio q.b., o qual deveria ser apenas e só mais uma opção e ferramenta de trabalho na escola, e do deslumbramento da Inteligência Artificial (IA) na educação, nomeadamente do ChatGPT, propomo-nos agora avançar para o nível seguinte, o real perigo que as novas tecnologias encerram, transportam e transmitem, até pela sua atractividade holística, recreativa, lúdica, enganadora, que tem e resulta na solução final do enchimento e “doutrinamento” do pensamento humano único, de aceitação acéfala e de desumanização.

Querer incutir nas nossas crianças, jovens, estudantes e cidadãos, a ideia da “Felicidade” permanente, é negar e estado de negação do “mundus” real e da “natura humana”. O incómodo do inconformismo, do questionamento, do contraditório e do divergente, por oposição ao convergente, é a salutar crítica humana natural, emergente, insubmissa, inconformada, perene e permanente.

 

Carlos Calixto

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FENPROF e ME assinam acordo sobre a vinculação e regime de concursos dos docentes de técnicas especiais

Desconheço que diferenças existem na versão de dia 28 de junho que foi assinada por 7 organizações sindicais, mas o que mais me parece é que a Fenprof também quis figurar no portal de Propaganda do Governo.

Só era escusada a foto na notícia com o aperto de mão entre Mário Nogueira e João Costa.

 

FENPROF e ME assinam acordo sobre a vinculação e regime de concursos dos docentes de técnicas especiais

 

A FENPROF, dando sequência à luta desenvolvida pelos docentes das Escolas Artísticas António Arroio e Soares dos Reis sempre com o apoio e o envolvimento dos seus sindicatos, chegou a acordo com o Ministério da Educação sobre a criação de um regime de seleção e recrutamento (vinculação e regime de concursos) para os professores do ensino artístico especializado público das artes visuais e audiovisuais. Este acordo prevê ainda a realização de um concurso extraordinário, com produção de efeitos a 1 de setembro, destinado à vinculação de pessoal docente das artes visuais e dos audiovisuais há largos anos em situação precária.

Foram anos de luta, mas a persistência dos colegas, mesmo durante o período pandémico, permitiu chegar aqui. Lembre-se que, em 2021, a Assembleia da República aprovou mesmo uma lei, a Lei 46/2021, de 13 de julho, que vinha sendo ignorada quer pelo anterior, quer pelo atual Ministro da Educação.

O texto do acordo entre a FENPROF e o ME é ligeiramente diferente do que foi assinado por outras organizações sindicais e só foi assinado, após a última reunião, depois de a FENPROF garantir a resolução de alguns problemas que se mantinham na versão apresentada pelo Ministério.

Com este acordo, a luta não irá parar. A FENPROF e os seus sindicatos continuarão a agir no combate à precariedade e, para quem entrar na carreira, a luta deverá centrar-se agora na recomposição da carreira, pela contagem integral do tempo de serviço, contra as vagas na progressão e as quotas na avaliação.

 

Lisboa, 9 de agosto de 2023

O Secretariado Nacional da FENPROF

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Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)

Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)

 

São serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e intensificam a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo de todos os alunos. 

Rede nacional de CRI:

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Escolas Profissionais Privadas 1 – Centros de Recursos para a Inclusão 0

Escolas profissionais privadas de Lisboa e Algarve vão receber 59 milhões de euros

 

Governo reforçou em 8% as verbas destinadas às escolas profissionais privadas localizadas na AML e no Algarve. Autorizou também as escolas a gastarem até 13,1 milhões para centros de inclusão.

 

 

As escolas do ensino profissional localizadas na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve vão receber um apoio financeiro de cerca de 59,2 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Educação, em comunicado.

Em causa está um projeto de resolução aprovado no Conselho de Ministros de quinta-feira, que autoriza uma despesa de 59.224.354,98 euros relativa “aos apoios decorrentes da celebração de contratos-programa com escolas profissionais privadas no âmbito do ensino profissional nas regiões da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve”. De notar que é precisamente nestas regiões onde a falta de professores nas escolas públicas é mais evidente, segundo um relatório do Conselho Nacional de Educação, divulgado no início deste ano.

Segundo o Governo, este reforço de verbas “responde a uma reivindicação das escolas que lecionam cursos profissionais”, bem como visa valorizar esta via de ensino “que se constitui como um percurso do ensino secundário que responde cada vez mais aos perfis dos alunos e às necessidades de qualificação dos jovens e dos territórios”.

Paralelamente, o Ministério da Educação autorizou ainda a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) a gastar até 13.112.500,00 euros durante o próximo ano letivo (2023/2024) para os Centros de Recursos para a Inclusão. Neste âmbito, o aumento das verbas é de 25%.

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Transição para os novos 63 QZP’s (ferramenta interativa)

Todos os docentes QZP (excetuando os que ingressaram pela Vinculação Dinâmica), serão opositores a este concurso. Ainda não está definido o calendário e as vagas disponíveis na transição para os novos 63 QZP’s, mas segundo alguma informação dada aos sindicatos, poderá decorrer no último trimestre de 2023. O que está definido no diploma é:

Para perceber os possíveis opositores e a graduação média e mediana para cada um poderão consultar a ferramenta interativa abaixo (clicar na imagem).

Algumas instruções:

  • Podem filtrar por grupo de recrutamento e ter acesso a uma previsão de lista de ordenação para esse concurso;
  • Se escolherem o QZP que vos interessa, perceberão qual é a graduação do professor que está a meio da lista (mediana) e a média da graduação;
  • Conseguem (no gráfico de barras) perceber e organizar a lista de acordo com o local de provimento. Também serve para perceber de onde vêm os colegas colocados em cada QZP;
  • Na última lista pendente poderão ver os opositores em cada um dos novos QZP’s. Ao lado desse mini-QZP, se clicarem na seta, perceberão o concelho onde cada um dos colegas foi colocado.

 

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O que dirá o espelho dos Directores?

 

Com um carácter perverso e vicioso, o Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, criou uma maliciosa interdependência entre o Ministério da Educação e os Directores, procurando-se, implicitamente, o benefício de ambas as partes, através do mutualismo…

Os principais executores locais das medidas de política educativa, preconizadas pelo Ministério da Educação, são os Directores…

Dos Directores, a quem foi conferida a autoridade necessária para implementar tais medidas, espera-se que sejam uma extensão do Ministério da Educação, dentro de cada escola:

– “com este decreto-lei, procura-se reforçar as lideranças das escolas” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…

“para que em cada escola exista um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver o projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa.” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…

Em resumo, a Lei é muito explícita quanto ao protagonismo outorgado ao cargo de Director e quanto à importância atribuída à existência de uma liderança forte em cada escola, concedendo-se a essa figura um Poder praticamente ilimitado e, inclusive, a possibilidade de o exercer de forma autocrática, se for essa a sua vontade…

E também foi a Lei que propiciou que cada Agrupamento de Escolas ficasse praticamente confinado à figura do respectivo Director e cativo da mesma:

O Projecto de Intervenção na Escola (Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, Artigo 22º) e a Carta de Missão (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 6º), são considerados documentos fulcrais, por supostamente regerem toda a acção do Director no decurso do(s) respectivo(s) mandato(s) e onde o próprio assume e explicita os compromissos e objectivos a atingir…

Ambos os documentos espelham, inequivocamente, a edificação de projectos pessoais e intransmissíveis e, por isso, dificilmente conseguirão ser vistos e sentidos como plenamente representativos de outros que não dos próprios…

Mas, e paradoxalmente, esses “outros” são chamados a concretizar tais propósitos…

Ou seja, espera-se que “outros” participem activamente na consecução de desígnios pessoais e de projectos alheios, como se fossem seus ou como se tivessem sido ouvidos e tidos em consideração em alguma parte desses processos…

Sobretudo do ponto de vista motivacional, esse parece ser um potencial “campo minado”, onde milhares de profissionais de Educação acabam por ser, de certa forma, instrumentalizados como meros “peões”, postos ao serviço de desígnios estranhos a si…

Mas os Directores não nasceram Directores, quiseram tornar-se Directores…

Querer ser Director é uma opção e uma escolha pessoal, de vida e de carreira, apenas imputável aos próprios e, sendo assim, não será legítimo impor as respectivas consequências a terceiros, em particular quando se pretende exercer o Poder de forma autoritária e discricionária…

Tratando-se de uma opção voluntária, dificilmente poderão existir “mártires” no universo dos dirigentes escolares…

Além disso, bastará a respectiva demissão para renunciar ao exercício do cargo de Director, caso se considere que o “peso desse fardo” se tornou insuportável… Apesar de existir essa prerrogativa, não parece, contudo, que a mesma seja accionada por um número expressivo de Directores…

Ao que tudo indica, a imagem de muitos Directores, junto dos Professores, parece encontrar-se maculada e a sua reputação, em vários casos, posta em causa… Parte significativa do universo de Directores não será vista como um efectivo par, mas antes como o prolongamento do Ministério da Educação, dentro de cada escola…

Muitos Directores parecem esquecer que:

– O reconhecimento da autoridade e o respeito em relação ao líder não se faz pela imposição, mas através da confiança recíproca, assente na negociação e no comprometimento mútuo; um líder escuta aqueles que dirige, não se limita a ouvir; admite, perante os mesmos, os seus erros quando os comete; delega, não centraliza o poder em si próprio e não toma todas as decisões unilateralmente; um líder não instiga a delação, nem cria pequenos grupos “confiáveis”, constituídos apenas por aqueles que jamais assumirão qualquer divergência ou desacordo consigo; um líder (re)conhece as dificuldades e as especificidades profissionais dos que são dirigidos por si…

Em vez do anterior, muitos Directores mostram, amiúde, uma postura tendencialmente “persuasiva”, inevitável eufemismo de uma atitude autoritária e prepotente, com fins iminentemente intimidatórios e, enquanto assim for, continuarão sozinhos “em frente ao espelho”…

Nessas circunstâncias, o único rosto que verão será o seu…

No mais íntimo de si, quantos conviverão bem com aquilo que vêem no espelho?

A relutância de muitos profissionais de Educação em confiarem nos respectivos Directores parece insanável e isso dever-se-á, sobretudo, ao facto de se considerar que grande parte das escolas é gerida de acordo com uma incondicional subserviência ao Ministério da Educação…

 O que têm feito os Directores para contrariar essa desconfiança? Talvez, muito pouco…

A maior parte daqueles que exerce o cargo de Director também já desempenhou a função de Professor, mas, quase sempre, há muito, muito, tempo… Tempo, talvez, suficiente para ter esquecido as espinhosas vicissitudes da profissão docente e não conseguir “pôr-se na pele” daqueles que estão em seu redor…

Parte significativa dos Directores parece padecer de uma “doença em estado crónico”, que deveras incomoda pelos sintomas permanentes e persistentes:

– Aceitar tudo o que provém do Ministério da Educação…

Ou seja:

– Por um lado, acolhem-se todas as exigências dirigidas às escolas, mesmo aquelas que, à partida, se antecipam como impossíveis de serem concretizadas ou, até, as que se identificam como absurdas…

– E, por outro, anui-se com as decisões emanadas pela Tutela, sem colocar limites às expectativas sobre as acções que a Escola pode e tem competência para empreender…

Aceitar todas as exigências e criar falsas expectativas conduz, quase sempre, à frustração, à decepção, ao desânimo e ao fracasso, além de não ser uma atitude realista, sensata e honesta…

As Associações de Directores, que poderiam ter um papel importante como “contrapeso” às políticas do Ministério da Educação, não se têm mostrado capazes de enfrentar as fantasias e os desacertos da Tutela, preferindo enveredar, frequentemente, por inconsequentes “alertas” e “avisos”…

Muitos “alertas”, muitos “avisos” e algum “bluff”, mas nenhuma recusa efectiva em pactuar com os erros da Tutela…

O último dos “alertas” parece ter sido este:

– Filinto Lima, Presidente da direção da ANDAEP, afirmou que os Directores estarão “à beira de um ataque de nervos” com a reformulação do crédito horário realizada pelo Ministério da Educação, que permitia o reforço de Professores, de acordo com o Plano de Recuperação das Aprendizagens, em vigor desde a pandemia (Jornal Diário de Notícias, em 9 de Agosto de 2023)…

Se, como se antevê, faltarem, sobretudo, recursos humanos, mas também previsivelmente materiais, impeditivos do normal funcionamento das escolas no próximo ano lectivo, porque se aceitará e tolerará continuar a “tapar os buracos” que vão sendo abertos pelo próprio Ministério da Educação?

Sacrificando, ainda mais, e se necessário, aqueles que em nada contribuíram para o expectável desastre?

Em nome de uma paz meramente “cinematográfica”, prevalecem as aparências e a democracia de fachada, mescladas com apelos ao espírito de missão, ao trabalho colaborativo e ao positivismo, todos feitos à medida da mais elementar demagogia…

Quando é que as Associações de Directores conseguirão encontrar a coragem necessária para deliberarem uma tomada de posição colectiva, pública e consistente, que permita contrariar, de forma inequívoca, as medidas erráticas da Tutela, à semelhança do que fazem outros grupos profissionais?

Porque não se delibera, por exemplo, que os portões das escolas só se abrirão quando existirem as condições necessárias para se verificar a normalidade desejada, nomeadamente quando forem providenciados suficientes recursos humanos?

A criação do cargo de Director permitiu que alguns fossem elevados ao estatuto de “divindades”, uma espécie de semideuses, movidos por um inultrapassável pensamento egocêntrico, muito embevecidos e deslumbrados pela sua “imagem no espelho”…

Mas os espelhos não costumam ter filtros… E sem filtros, alguns rostos poderão tornar-se francamente assustadores…

O que dirá o espelho dos Directores?

Nota: Por uma questão de facilidade da escrita, foi utilizada a expressão Director/Directores, apesar de a mesma não se referir apenas ao género masculino, mas a todas as identidades de género.

(Paula Dias)

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Uma Breve Antecipação do Próximo Ano Letivo

Não se entende como se reduz a oferta  educativa para 2023/2024 ao mesmo tempo que se vinculam quase 8 mil professores.

Esta redução dos créditos para 2023/2024 vai reduzir imenso o número de professores contratados em 2023/2024 e muitos deles vão se arrepender de não terem optado pela vinculação dinâmica.

O que vale é que não se prevê uma redução nas baixas médicas dos docentes em serviço (pelo contrário) o que pode contrabalançar esta redução de horários disponíveis.

 

Recuperação de aprendizagens: continuidade dos apoios aos alunos é “quase impossível”

 

A medida criada como resposta aos efeitos da pandemia, com término em 2023, foi estendida por mais um ano, mas as escolas não vão contar com mais docentes, como aconteceu nos últimos anos letivos. Diretores estão “à beira de um ataque de nervos”.

Apoios de Português, Matemática, Português Língua não Materna (PLNM), projetos de combate ao abandono escolar, disciplinas da oferta complementar como Inglês ou Filosofia para Crianças estão em risco.

O alerta é de Filinto Lima, presidente da direção da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que afirma ao DN que os diretores estão “à beira de um ataque de nervos” com a retirada do chamado crédito horário, uma medida implementada no Plano de Recuperação, que permitia o reforço de professores para fazer face à perda de aprendizagens provocada pela pandemia de covid-19.

“Este é o maior problema da escola pública”

 

O Plano de Recuperação das Aprendizagens vai, assim, contar com menos professores nas escolas no próximo ano letivo, deixando cair muitos dos apoios dados desde 2021, quando as escolas começaram a contar com mais horas para contratar docentes. O ministro da Educação, João Costa, justificou a medida com o fim do programa de fundos comunitários. Uma decisão que, segundo Filinto Lima, “fará abortar também projetos que melhoram o sucesso escolar ou que previnem o abandono do ensino”.

Para o presidente da ANDAEP, a falta de recursos humanos com o término do crédito horário é, “neste momento, o maior problema da escola pública”. “Precisamos de recursos humanos nas escolas. Lidamos com crianças e jovens e os recursos humanos são fundamentais. E falo também na questão dos assistentes operacionais, que está ultrapassada. A fórmula aplicada para contratar assistentes é antiga e deve ser atualizada. As câmaras como a de Vila Nova de Gaia percebem as dificuldades das escolas e dão-nos mais funcionários, mas devia ser uma regra em todo o país”, sustenta.

Pedidos mais professores para alunos estrangeiros

 

Segundo Filinto Lima, chegam cada vez mais alunos estrangeiros às escolas portuguesas, muitos em dezembro e janeiro, altura em que em países como o Brasil termina o ano letivo. Para esses alunos, a disciplina de PLNM é “essencial”.

Contudo, só com um mínimo de 10 alunos é possível formar turma e contratar um docente. Caso contrário, os estudantes ficam com uma aula de apoio por semana e apenas havendo crédito horário nas escolas. “Vamos pedir ao Ministério da Educação mais professores de PLNM. É mais um desafio para as escolas, não só da língua, mas também na socialização. Mais uma vez, são necessários recursos humanos para trabalhar com estes jovens”, explica.

Filinto Lima relembra as palavras do Papa Francisco, “que referiu há dias, na Jornada Mundial da Juventude, que a educação é uma área prioritária em qualquer país”. “Espero que o governo português e o de todos os países tenham escutado as palavras dele. Falo da educação, da saúde. É preciso dar ouvidos a pessoas que nós admiramos e é preciso que as palavras se levem à prática”, conclui.

 

Número de alunos aumenta

 

Segundo dados publicados no site da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), as escolas ganharam mais de 15 mil alunos num ano, tratando-se da primeira vez em que se regista uma subida de estudantes em mais de uma década. A queda da natalidade tem feito descer o número de alunos nas escolas portuguesas, uma tendência que se inverte agora com a entrada de alunos estrangeiros na educação.

O Ensino Básico e o Pré-escolar registaram o maior número de matrículas, desde 2021, com 72 420 crianças inscritas já este ano letivo no Pré-escolar e 75 829 novos alunos no primeiro ano do 1.º Ciclo. O 7.º ano lidera a tabela de subidas, com um aumento de 10,65%, passando de 69 970 para 78 315 alunos.

O ensino privado segue a mesma linha de aumento do número de alunos estrangeiros. “Nas escolas com contratos de associação, de ensino gratuito, a realidade é igual à das escolas públicas. O grande aumento é na emigração diferenciada, que se sente nos colégios privados. Temos cada vez mais alunos estrangeiros e de muitas nacionalidades”, conta, ao DN, Rodrigo Queiroz e Melo, diretor-executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).

O responsável adianta ainda a existência de um aumento na procura dos estabelecimentos privados. “Os últimos dados oficiais indicam um ligeiro crescimento do privado. Em Lisboa e no Porto, onde há maior poder de compra, os privados têm uma lista de espera extensa”, afirma.

Próximo ano letivo vai ser de “guerra total entre ME, docentes e sindicatos”

 

Filinto Lima teme arrancar o novo ano letivo como terminou o anterior. “Estamos a prever uma guerra total entre o ME, docentes e sindicatos. Não vai existir estabilidade no próximo ano letivo”, sublinha. O presidente da ANDAEP acredita que os problemas deste ano letivo, marcado por protestos e greves, se vão manter.

“É uma guerra por tempo indeterminado. Um braço-de-ferro longo. O Presidente da República vetou o diploma da recuperação de serviço, mas logo se percebeu que não iria satisfazer os professores e os sindicatos. É positivo o que vai ficar no diploma, mas duvido que seja calendarizada a recuperação total do tempo de serviço congelado. O governo não está disposto a devolver o tempo de serviço, como se fez na Madeira e nos Açores”, conclui.

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Calendário do Concurso 2023-2024 (Atualizado)

… e quase tudo marcado a verde.

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Atraso no concurso: Professores só ficam a saber onde ficam colocados dias antes de começarem as aulas

Só se espanta com esta informação quem não acompanhou a negociação do novo diploma de concursos e não perceba que o atraso na publicação da legislação dos concursos levou a este atraso.

Fico mais espantado em saber que a Fenprof não compreende este atraso.

 

Atraso no concurso: Professores só ficam a saber onde ficam colocados dias antes de começarem as aulas

 

No ano letivo que arranca em setembro, os professores só irão saber em que escola foram colocados dias antes do início das aulas, devido a um atraso nos concursos que está a adiar as colocações para mais tarde do que o habitual nos últimos quatro anos.

Serão cerca de 10 mil professores, que concorrem à mobilidade interna e à contratação inicial, os afetados pelo atraso.

O caso é denunciado por Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que ao Correio da manha indica que “o pedido das escolas dos horários sobrantes decorre até amanhã [esta quinta-feira]” e que no ano passado, a 1 de agosto, “as escolas já estavam a proceder a esta fase”, pelo que as colocações “não serão conhecidas em meados deste mês”.

O responsável indica que os professores afetados, só vão ficar a saber onde foram colocados “alguns dias antes de começarem as aulas”.

A Fenprof diz não compreender o porquê dos concursos só terem aberto em agosto. “As colocações deverão sair no final do mês e assim os professores não terão tempo para preparar o arranque do ano letivo”, lamenta José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto, assinalando que a situação será ainda mais difícil para os docentes que ficarão longe de casa e terão de tratar de arranjar alojamento.

O Ministério da Educação não apresentou qualquer justificação aos sindicatos pelo atraso nos concursos.

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Em que penso? Sério? Queres saber? – Nelson Pires

 

Penso na Notificação da Avaliação de Desempenho Docente que recebi hoje, pelo correio. Sim… aquela “cena” toda com aulas observadas… e tudo e tudo e tudo!
É “científico”, medem-se uma quantidade ENORME de coisas com um grau de certeza absolutamente “assustador”… que eu até fico tonto só de olhar para aquilo!

Pela forma como os sucessivos Governos estruturaram o processo, no meu Agrupamento podiam ser atribuídos 9 “Muito Bom” e 3 “Excelente”.

Foram atribuídos 12 “Muito Bom”. Foram 56 professores avaliados, neste ciclo 2022/2023.

E… não… eu não sou assim tão bom. Nem muitos outros, aliás… mas eu estou aqui para falar por mim.

Não fui (não sou) um desses “Muito Bom”… nem podia ser, aliás. Não podia ser… porque o Governo não deixa. Não quer. Não permite. E também porque… bom… como esta é uma rede social pública e como já fui diversas vezes DENUNCIADO/ATACADO/ACHINCALHADO pelo que escrevo/penso, principalmente por gente má e mesquinha e que nem sequer sabe interpretar o que se escreve… não vou dizer os OUTROS motivos… nem o que penso SOBRE TUDO ISTO.

Mas, ó Facebook, já que perguntaste… sim, é nisso que estou a pensar… num dia em que tive o grato prazer de parabenizar alguns ex-alunos pelos seus aniversários (bem, com uns minutos de atraso), incluindo um que foi meu aluno em 1988/1989. Pois, é verdade, há 35 anos.

Não sei se nessa altura eu era “Excelente”, “Muito Bom” ou só “Bom” (como agora me disseram que sou), mas posso garantir-te que era mais FELIZ, tinha SONHOS, ILUSÕES, ESPERANÇA… e acreditava que poderia ter algum impacto positivo nas vidas de alguns!

Hoje, o que tenho?!
Não posso dizer… não vale a pena, não ias gostar de saber!…

Sei que das ordens/sugestões que recebi (num pote de vidro) dos meus actuais alunos para fazer nas férias, ainda só consegui cumprir a primeira que abri e li: era do S. e mandava-me DESCANSAR!
(mas, B., não foi – não tem sido – numa cama de rede. Desculpa!)

Estou a pensar no que a M. me sugeriu… que era fazer uma viagem de balão. O “problema” é que seria com bilhete só de “ida”… até porque a sugestão do E. é que eu salte de pára-quedas (pré-AO 1990)! Iria aproveitar o “2 em 1” e com certeza já não voltaria!

Portanto, calma aí, ok? Também não sou assim tão mau… porque até tenho aqui um papel a dizer que sou “Bom”!

Retirado do Facebook

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