Desconheço que diferenças existem na versão de dia 28 de junho que foi assinada por 7 organizações sindicais, mas o que mais me parece é que a Fenprof também quis figurar no portal de Propaganda do Governo.
Só era escusada a foto na notícia com o aperto de mão entre Mário Nogueira e João Costa.
FENPROF e ME assinam acordo sobre a vinculação e regime de concursos dos docentes de técnicas especiais

A FENPROF, dando sequência à luta desenvolvida pelos docentes das Escolas Artísticas António Arroio e Soares dos Reis sempre com o apoio e o envolvimento dos seus sindicatos, chegou a acordo com o Ministério da Educação sobre a criação de um regime de seleção e recrutamento (vinculação e regime de concursos) para os professores do ensino artístico especializado público das artes visuais e audiovisuais. Este acordo prevê ainda a realização de um concurso extraordinário, com produção de efeitos a 1 de setembro, destinado à vinculação de pessoal docente das artes visuais e dos audiovisuais há largos anos em situação precária.
Foram anos de luta, mas a persistência dos colegas, mesmo durante o período pandémico, permitiu chegar aqui. Lembre-se que, em 2021, a Assembleia da República aprovou mesmo uma lei, a Lei 46/2021, de 13 de julho, que vinha sendo ignorada quer pelo anterior, quer pelo atual Ministro da Educação.
O texto do acordo entre a FENPROF e o ME é ligeiramente diferente do que foi assinado por outras organizações sindicais e só foi assinado, após a última reunião, depois de a FENPROF garantir a resolução de alguns problemas que se mantinham na versão apresentada pelo Ministério.
Com este acordo, a luta não irá parar. A FENPROF e os seus sindicatos continuarão a agir no combate à precariedade e, para quem entrar na carreira, a luta deverá centrar-se agora na recomposição da carreira, pela contagem integral do tempo de serviço, contra as vagas na progressão e as quotas na avaliação.
Lisboa, 9 de agosto de 2023
O Secretariado Nacional da FENPROF




10 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Parece-me ver o da fenprof fazer uma vénia…
É do costume.
Acabam sempre a fazer vénias ao “dono”.
Já é um hábito de décadas, sobretudo quando o “dono” lhes dá um osso … para eles, das chefias sindicais.
Porque os técnicos especializados dessas escolas são diferentes dos restantes técnicos colocados em escolas públicas do pais? Porque uns vinculam com técnicos superiores e nessas escolas são integrados na carreira docente? …tanta discrepancia que até dá a ideia que só nessas duas escolas existe a precariedade….Sr. Mário Nogueira não se esqueça dos restantes técnicos no país e aí sim, dava o aperto de mão e facava bem na foto…Ps: não era necessário fazer essa vénia ao “patrono”…
Trata-se de professores de técnicas especiais e não técnicos especiais…
Explique-me qual a diferença?
É a malta das Artes, Agora são os das Técnicas Especiais e os da Mecanotecnia continuam à espera!
Parece-me que o da FENPROF é um dos maiores responsáveis pela degradação da classe dos docentes.
Saúdo daqui os nossos colegas artistas por esta vitória tardia.Ha muito que mereciam ter um grupo e entrar na carreira.
Ė um velho combate. Sejam bem vindos,
A vergonha deste sistema de avaliação docente!
É o colega teu amigo que te vai avaliar? Ou o colega que não gosta de ti? Se tens amigos recorres para o Conselho Geral e aí passam todos! Mas tens lata para pedires esse favor a colegas?
Não basta o trabalho de excelência que desenvolveste na Escola?
Tenho vergonha destes colegas professores que avaliam professores, que estão em escalões mais altos apenas pela idade, mas que são reconhecidamente INCOMPETENTES!
A foto do aperto de mão entre Mário Nogueira (ar de submisso) e João Costa (ar de dominante) passa para a opinião publica duas mensagens: o ME está a ceder aos professores e Mário Nogueira, FENPROF, representa, com supremacia, os professores.
As duas são falsas. O governo insiste em ceder às reivindicações de alguns, uma minoria, deixando os problemas globais por resolver, falta de professores, condições de carreira digna para todos e rigor científico na aprendizagem. Insiste em impor a burocracia e indisciplina/violência decorrentes da imposição de modelos facilitistas.
Mário Nogueira pertence ao grupo dos facilitistas a quem António Costa entregou a educação, em 2015. Só entrou em ação depois que Pestana, STOP, mobilizou os profissionais de educação.
Não foi a FENPROF que reuniu os 150.000 que se manifestaram em Lisboa, a 11 de fevereiro de 2023. Mário Nogueira esperou horas para ter milhares a ouvi-lo no Terreiro do Paço. Não aconteceu. Os professores atravessaram o Terreiro a grande velocidade em direção aos autocarros. Nogueira só teuniu os das “bandeirinhas”, os dele.
A grande luta dos professores passa por denunciar à opinião pública que o governo está de má fé e Nogueira é seu parceiro há anos. Parceria que começa nos partidos politicos a que pertencem.
A maioria dos professores não se sentem representados por Nogueira. A ele se devem os problemas agravados na educação.
O governo está apostado em derrotar os professores, voltando a opinião pública contra eles. Nogueira está a ajudar. Com muito sucesso.
A luta dos profissionais tem de travar estas manipulações hediondas que têm custos para o país, no presente e futuro.