O Presidente da República e a Escola Pública
O país educativo aguarda ansiosamente a decisão, a segunda, sobre o diploma que tem constituído um intenso e desgastante braço de ferro entre a tutela e os representantes dos docentes. Realço a rapidez (em menos de 24h!) com que o governo respondeu ao veto do PR, contrastando com a relativa demora, ainda que dentro do prazo legal, do conhecimento da pronunciação final. A mencionada alteração minimalista deverá ser suficiente para a promulgação do diploma, contribuindo para a perduração de uma luta, em jeito de “guerra total”, entre duas partes decididamente de candeias às avessas. A reabertura das portas à negociação (“não dar a negociação por encerrada”) será suficiente para incrementar a paz e a estabilidade desejadas por Marcelo Rebelo de Sousa na Escola Pública portuguesa?
Os últimos dias têm sido de imenso trabalho para as direções executivas das escolas que, esta semana, foi elevado a um patamar de responsabilidade máxima pelas tarefas exigentes que têm em mãos: envio à tutela de horários/vagas para docentes dos diversos grupos de recrutamento, que serão atribuídos este mês. Com a diminuição do crédito horário – que, para além do mais, permite às escolas aumentar o número de professores – e com margem diminuta (pouco viável) de usar a figura da recondução, os diretores desenvolvem um trabalho hercúleo, pleno de constrangimentos, na preparação do próximo ano letivo, de modo a favorecer um decurso o mais normal possível. Reitero firmemente a necessidade da contratação de uma franja de professores pelas escolas, faltando um debate sério que se impõe sobre este tópico, bem como a coragem política para o fazer. Estamos muito longe de uma realidade generalizada em inúmeros países, e no nosso, até a simples recondução é algo excecional…porque será?
Nos termos do Despacho n.º 1/2023 do Ministro da Educação de 02.08.2023, é permitido às escolas suspenderem as suas atividades no período de 14 a 18 de agosto, em articulação com as respetivas câmaras municipais. É uma ambição que se saúda, requerida há muitos anos pelos diretores aos sucessivos governos, merecendo o meu elogio. As escolas irão adequar esta prerrogativa à sua realidade, operacionalizando uma medida que, no próximo ano, deverá ser por um período alongado de tempo, de modo a que todos os profissionais das escolas tenham alguns dias das merecidas férias no mês mais pretendido para o fazer.
A visita do Papa, os incêndios, a guerra na Ucrânia, a época balnear, o arranque da época futebolística domin(ar)am as publicações e programas noticiosos. Na Educação o destaque costumeiro está previsto para o início de setembro. Desejo veemente que o ano letivo 2023/2024 se afirme repleto de paz e estabilidade para voltarmos ao melhor que a normalização pode produzir pela Escola Pública, e pelo desenvolvimento de práticas, processos e projetos em permanente ascensão.




6 comentários
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“É uma ambição que se saúda (…). De modo a que todos os profissionais das escolas tenham alguns dias das merecidas férias no mês mais pretendido para o fazer.”
Estou certo que a medida é bem acolhida por todos os profissionais que exercem funções nas escolas e por mim também, mas será que isso não “obrigará” a que TODOS os profissionais retirem férias no mês de agosto ou a maior parte delas no mês de agosto? E como é referido: mais pretendido…? Mas também o mais caro para tirar férias. Infelizmente nunca consegui tirar férias em julho e aí a diferença de preços é algo significativo. Certamente mais um presente envenenado a que muitos não conseguem fugir…
Este texto foi produzido pelo amiguinho Filinto? Parece!
Oco, cheio de aboborinhas, como dizem os nossos queridos brasileiros. Vazio de sentido. Cheio de boas intenções mas irreal.
Alguém no seu perfeito juízo considera que o PX ano letivo vai ser normal? Cheio de paz e tranquilidade? Só os tontos.
Andamos com vontade de roer os ossos do Costa e Costa e vamos ter normalidade?
Em que mundo vivem alguns diretores?
E em relação ao Prof e presidente Marcelo e Marcelo tão habil jurista que discorre tão bem, ainda não discorreu que esta situação sórdida- que permite que professores do mesmo país tenham carreiras diferentes-, é anticonstitucional? Discorreu, claro, mas não lhe convém!
Também gosta deste paz podre como alguns diretores.
E os inteligentes dos juristas dos sindicatos, a quem pagamos avenças principescas, ainda nao discorreram que têm que enviar esta lei para o tribunal constitucional?
Por que esperam?
Gostam é de caravanas, manifs e acampamentos.Show off. Comunicação social .E eles na cabeça da manif a segurar a faixa.
Mas o osso que é duro de roer não atacam.
Bah! Não consumam o tempo e as energias dos pobres professores que estão velhos e cansados. Não nos manipulem mais.Agarrem o toiro pelos cornos e Tribunal Constitucional com eles.
Ó Professora, saqui é o Sardanisca!
É só para te informar que o
Hjulmand já está em Lisboa!
Temos pena que só diga baboseiras ou profira insultos aos profs com os seus inúmeros pseudônimos.
Quando não se tem pensamento sobre as situações ou assuntos não temos argumentos.É o vazio.
Então insultamos.Somos malcriados e até ordinários.
Os fraquitos são assim. Nao há nada a fazer. Já não aprendem.
Afinal vocês conhecem se ! Vivem no mesmo território. Disputam no.
Há aqui questões mal resolvidas. Ódios de estimação entre o Tavares( Maria, Prof, Sardanisca, etc etc) e os supervisores do blog que são diretores de escolas públicas.
E o Tavares vem guerreá- los no blog. E ao assumir várias personagens já não sabemos quem está a falar.
Como os autores do blog não conseguem encontrar mecanismos para travar esta promiscuidade e barrar o Tavares, despeço me deste pântano.
Não estou para guerras.Ja basta a da Ucrânia contra o invasor russo.
I can’t help but admire your post.
فني تركيب اثاث ايكيا