Fev 11 2022
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Fev 10 2022
Porque se manda a fatura para os fundos europeus depois dos ramalhetes serem anunciados como grandes medidas do Governo.
E não há forma de desbloquear com os fundos europeus quem está preso nos 4.º e 6.º escalões?
Exmo(a). Senhor(a)
Diretor(a) do Agrupamento de Escolas/Escola não AgrupadaFruto da situação pandémica vivenciada durante os anos letivos de 2019/2020 e de 2020/2021, os alunos sofreram o impacto da mudança abrupta do ensino presencial para um ensino a distância tendo esta transformação afetado todos os alunos, especialmente os que já se encontravam em situação de maior vulnerabilidade.
…
No sentido de agilizar tal registo e a respetiva quantificação e valorização, a DGE disponibiliza uma plataforma específica para registo de dados e recolha de documentação cujo tutorial se apresenta abaixo.
No imediato, e através dessa mesma plataforma, solicita-se o reporte dos mapas de horas relativos à atividade desenvolvida no âmbito de cada operação por docentes e técnicos no período compreendido entre 1 de setembro e 31 de dezembro de 2021, bem como cópias dos respetivos recibos de vencimento.
A este propósito, sublinha-se que os dados recolhidos se destinam exclusivamente ao suporte da informação a reportar ao POCH no âmbito dos procedimentos inerentes às operações e ao respetivo financiamento, sendo apenas mantidos pelo tempo estritamente necessário a esse escrutínio e não podendo ser utilizados em quaisquer outros contextos, em estrita conformidade com as obrigações legais, designadamente em matéria de proteção de dados.
Agradecendo, desde já, a colaboração
Sem outro assunto, de momento
José Vítor Pedroso
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Fev 10 2022
Encontram-se abertas as inscrições para a “Formação de classificadores na definição de processos conducentes à realização e classificação eletrónica em provas de avaliação externa em ambiente digital.”
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Fev 10 2022
Depois de uma falha minha e que por incrível que pareça ainda não tenha resolvido dentro de mim.
Verdade! Uma coisa tão simples mas que mexeu tanto comigo e que me desgastou tanto emocionalmente.
É certo que existem coisas piores e que não sou perfeita mas quando falhamos connosco próprias, tudo ganha outra dimensões…
Mas deixando este episódio menos feliz da minha vida no passado. Hoje consegui finalmente ter a oportunidade de ter uma reunião na escola do Tomás, onde ia expor cara a cara a quem de direito o que se tem passado.
Acredito que na vida tudo acontece por algum motivo, e mesmo que na altura não consigamos, pela tristeza e revolta, as respostas que precisamos chegarão.
E se antes chorei muito com esta minha falha, hoje olhando para trás agradeço por ter acontecido. Não aconteceu porque não tinha de acontecer.
Embora achasse que estava devidamente preparada, não estava. Não tinha sequer vivenciando na primeira pessoa o trabalho do Tomás na escola.
Foi preciso haver as férias de Natal e a pausa do semestre, para pararmos, olharmos com atenção para os trabalhos e revermos com ele toda a matéria que tinha sido dada até ao momento.
E se já tínhamos algum receio, nessa altura tivemos a certeza que o Tomás precisa de mais apoio em sala.
Não é uma questão de acompanhamento porque este felizmente tem acontecido e ambas as professoras (Tutora e de ensino especial) têm feito um bom trabalho mas é uma questão de recursos humanos.
O Tomás precisa que exista uma pessoa a acompanho-lo, que o ajude a focar-se e o apoie nas suas dificuldades, num trabalho de um para um e por mais boa vontade que exista da professora, o Tomás não é o único aluno, além dele existem mais 19 a pedir a sua atenção.
O problema é do sistema, que se diz inclusivo e que não é!
É bonito ter um decreto-lei 54/2018 para se mostrar que a Educação é inclusiva, quando na prática isso não acontece!
Este problema não é meu mas de uma sociedade retrógrada que chama inclusão a isto!
Na reunião senti-me como se tivesse no banco do “réu” no meio de tantos juízes que nada sabiam sobre o meu filho.
É isso o que é a EMAEI – Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva. E o engraçado é que esta equipa é simplesmente burocrática, não conhecem a criança e não estão no terreno para a ver. Pois bem na minha humilde opinião o que para mim é uma equipa multidisciplinar, é uma equipa que intervém directamente com a criança nas diferentes valências.
Os pais são chamados porque têm de ser, mas a equipa que trabalha com a criança fica de fora, porque não interessa. Na realidade o que mais interessa é a teoria, a prática é para se meter “debaixo do tapete”.
Fui documentada e com os meus objetivos muito bem delineados, sabia bem o que queria. Não estava ali para ganhar, mas para o Tomás ter os seus direitos, é isto que quero!
Mostrei factos, agradeci o trabalho que tem sido feito mas pedi mais, não está tudo a ser feito, é preciso intervir.
Ouvi que sou ansiosa e que até causo uma certa pressão ao meu filho, quando não é isso que acontece.
Eu acredito apenas nas suas capacidades, mas preciso que todas as pessoas também acreditem e como lhe disse enquanto houver alguém a fazer é porque é possível por isso não desistirei! A trissomia não define ninguém.
Dizem que a culpa é do Ministério da Educação, pois bem então eu vou lá! E alguém vai ter de me receber.
Desculparam-se que o Tomás é das crianças com mais apoio na escola, e eu agradeci por isso mas não é o suficiente. Lamentei naquela sala a desigualdade de oportunidades porque continua a ser revoltante perceber que o dinheiro é que dita o futuro da criança.
É inadmissível ter crianças autistas em casa, porque a escola não tem os apoios para dar resposta a essas mesmas crianças, como me disseram em forma de “desculpa”, pois bem, lamento muito! E lamentarei sempre.
Nunca precisei do estado, e dou graças a Deus por isso, mas e quem não pode? Como é que ficamos?
Ficamos nas medidas inexistentes escritas em decretos de lei?
Saí da reunião com o sentimento de missão cumprida porque lutei e fiz valer os direitos do Tomás. Defendi-lhe os seus interesses mas na realidade vim de lá sem nada.
Nada será feito! Porque a culpa é do Ministério da Educação… quando na verdade pode ser, mas também a escola não deixa os pais ajudarem nos recursos humanos que têm.
Eu não peço que invistam no meu filho, eu continuo apenas a pedir para deixem-me dar à escola o recurso humano que é preciso para o seu sucesso escolar.
Disseram-me que o Tomás é incrível, que é uma criança cheia de potencial e é verdade mas não posso deitar tudo a perder porque as teorias prevalecem na prática.
Sabem que mais, foi uma palhaçada esta reunião porque debateu-se o “sexo dos anjos”.
Enfim!
É a Educação que temos no nosso país!
Se virem uma mãe em frente ao Ministério da Educação, olhem, porque posso ser eu!
A mãe “maluquinha”, apelidada de ansiosa.
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Fev 10 2022
Juízes do Tribunal Constitucional debruçaram-se sobre dois casos em que pais conseguiram libertação imediata de famílias confinadas. Ministério da Saúde diz que tribunal não revogou norma, pelo que esta se mantém em vigor.
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Fev 10 2022
Há coisas estranhas e extraordinárias que parecem ultrapassar os limites da razoabilidade, na medida em que contrariam o que seria mais sensato, conveniente e oportuno…
Particularmente visível nos últimos dias, tem-se assistido a uma espécie de “guerrilha interna” instalada na Classe Docente, pautada por frequentes e, por vezes, intensas “escaramuças”:
Uns porque são contra os Professores mais novos, outros porque são contra os mais velhos; uns porque são contra Petições; outros porque são contra Concursos; uns porque são contra os Professores do Quadro, outros porque são contra os Contratados; uns porque são contra os Professores em final de Carreira, outros porque são contra os Professores no início da mesma; outros são contra apenas porque sim…
Nos últimos tempos, ser contra parece dominar grande parte das discussões sobre Educação, seja qual for o tema específico em apreço… E isso não significa que ter uma opinião é ser do contra, mesmo que esse ponto de vista seja discordante…
Isso significa que, muitas vezes, demasiadas vezes, se aproveita qualquer oportunidade para gerar desnecessárias polémicas e controvérsias e para se entrar no domínio da insensatez, do revanchismo e da personalização…
Em vez de unirem esforços contra quem efectivamente está na origem dos principais males endémicos que assolam a Classe Docente, sobretudo a Tutela e os seus cíclicos apaniguados, os Professores parecem perseguir no ensejo de encetar algumas lutas fratricidas, cujo resultado mais óbvio é a divisão insanável e permanente dessa classe profissional…
Há pouco mais de uma semana, por via das Eleições Legislativas, a Classe Docente teve uma oportunidade soberana para manifestar livremente todo o seu desagrado e indignação pelas políticas educativas emanadas pela Tutela…
Mas, e paradoxalmente, a maioria terá votado a favor da continuidade dessas políticas, manifestando, assim, uma explícita concordância face às mesmas…
Parecem revoltar-se agora, uns contra os outros, elegendo os próprios pares como “bodes expiatórios” de muita frustração e descontentamento…
Ora se censura os novos, ora se censura os velhos, ora se censura os que ganham mais ou os que ganham menos… E não se perde a oportunidade de pelejar, desde que seja contra alguma parte do grupo de pares, trazendo à lembrança aquele impiedoso e implacável aforismo: o pior inimigo de um Professor costuma ser outro Professor…
É muito mais fácil canalizar e dirigir a frustração para o grupo de pares do que lutar em uníssono por resolver os problemas que afectam a Classe Docente… Adia-se sistematicamente a resolução dos problemas de fundo que dizem respeito a todos e que afectam todos, e vai-se aliviando a frustração e a insatisfação daí decorrentes, fustigando os pares…
Luta-se muito contra “moinhos de vento” e inimigos imaginários, esgrimem-se muitos argumentos e contra-argumentos, mas as contestações oficiais e efectivamente válidas acabam por ser sempre tímidas, envergonhadas e aveludadas… Na realidade, não se avança para lado nenhum…
Como exemplo, há quantos anos se queixam os Professores acerca dos mecanismos de progressão na Carreira, dos salários e do actual Modelo de Administração e Gestão Escolar? Há muitos…
Quantas acções concretas foram empreendidas por si no sentido de pressionar a Tutela a efectuar as imprescindíveis alterações? Muito poucas e as que existiram não tiveram qualquer consequência visível, sobretudo por falta de adesão maciça dos próprios Professores…
Quando se trata de contestar em termos concretos, eis que surgem, quase sempre, as mais variadas justificações e entraves para não aderir e não o fazer…
O principal foco dos Professores, no que respeita a mostrar desagrado, parece ser conflituar entre si, sem ter em consideração o alcance do bem comum… Cada um por si e muito poucos por todos…
A luta contra quem manda (mal) nos desígnios da Educação pode esperar… Enquanto os Professores estiverem entretidos com quezílias internas, a Tutela bem pode continuar a mandar fazer o que muito bem lhe aprouver…
Como habitualmente, tudo passará e tudo acabará por ser aceite…
Mas as queixas e as lamúrias continuarão, subsistirão motivos para que a Classe Docente continue a reclamar e persistirá também o pensamento comiserativo de que o Mundo está contra si…
Mesmo que o Mundo esteja contra os Professores, o que têm feito os próprios, enquanto classe profissional, para contrariar esse revés? Que mostras de união, solidariedade e combatividade têm dado?
Em vez de se lutar por sanar o mal na sua origem, pretende-se, muitas vezes, remediar o que não tem remédio, assente na perspectiva do “distribuir o mal pelas aldeias”… “Maquilhar” o que não tem remédio é, na prática, aceitar o irremediável e consentir que não se erradique o mal de nenhuma aldeia…
A “cosmética” ajuda a disfarçar, mas não elimina as perversões nem os vícios instalados…
Na Classe Docente, parece prevalecer este tipo de pensamento: “Enquanto não for comigo, porque me hei-de preocupar?”…
Permitir que o mal afecte alguns, por acreditar que se está a salvo desses danos e que não se será atingido por eles, denota um pensamento dominado por uma certa ingenuidade e pela insensatez…
“Ah, insensatez, o que você fez?” (Insensatez, Tom Jobim).
(Matilde)
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Fev 10 2022
De um lugar que apontava para a ausência de futuro, o país ultrapassou as médias de progresso da União Europeia no abandono escolar e instalou-se numa posição bem mais esperançosa
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Fev 09 2022
A taxa de abandono precoce, medida pelo Instituto Nacional de Estatísticas, caiu 17 pontos percentuais na última década.
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Fev 09 2022
Uma jovem de 11 anos foi brutalmente agredida pelas colegas de escola no Entroncamento, não tendo recebido, segundo a mãe, qualquer apoio por parte dos responsáveis do estabelecimento de ensino. A agressão ocorreu na passada sexta-feira na Escola EB 2,3 Dr Ruy D’Andrade e foi filmada pelo grupo de agressoras.
https://twitter.com/DesconcertanteC/status/1491250217173544964?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1491250217173544964%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.funco.biz%2Faluna-de-11-anos-brutalmente-agredida-por-colegas-de-escola-no-entroncamento%2F
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Fev 09 2022
Maria de Lurdes Rodrigues foi reeleita esta terça-feira, 8 de fevereiro, reitora do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) para um segundo mandato de quatro anos.
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Fev 08 2022
Um sinal do rápido regresso à normalidade.
A 23ª edição do Correntes d’Escritas foi apresentada esta manhã, no Cine-Teatro Garrett, pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Depois de a edição passada ter decorrido virtualmente por causa do confinamento, este grande Encontro de Escritores de Expressão Ibérica está agora de regresso aos nossos palcos.
De 22 a 26 de fevereiro, o público vai poder assistir presencialmente às intervenções de mais de 50 convidados vindos de Portugal, Espanha, Brasil, Moçambique, Angola e Argentina que – com prudência, mas com o mesmo entusiasmo de sempre – quiseram vir à Póvoa de Varzim celebrar a literatura e a vida.
Ao todo, vão ser mais de 30 lançamentos de livros, exposições, ações de formação e sessões de poesia que vão decorrer no Cine-Teatro Garrett, na Biblioteca Municipal, na Fundação Dr. Luís Rainha, no restaurante Theatro, na Galeria Ortopóvoa, no Museu Municipal e também percorrer as freguesias de Estela, Laúndos, Navais e Rates – uma novidade para este ano!
A Sessão de Abertura do Correntes d’Escritas vai realizar-se, como habitualmente, no Casino da Póvoa, no dia 23 de fevereiro, às 11h00, momento em que serão anunciados os vencedores dos Prémios Literários Casino da Póvoa, Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, Luis Sepúlveda e Fundação Dr. Luís Rainha/Correntes d’Escritas, assim como apresentada a Revista Correntes d’Escritas nº 21, com dossiê dedicado a Rubem Fonseca. Viriato Soromenho Marques, professor catedrático de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é o convidado da Conferência de Abertura que vai acontecer também dia 23, às 15h00, no Garrett.
Em tempos (ainda) de pandemia, não só os livros têm sido companhia; também a música tem embalado, cada vez mais, as mentes e corações de quem se recolhe(u). Por isso, e para homenagear a entrega destes artistas ao seu público ao longo dos últimos dois anos, o mote para as nove Mesas será o título de uma música, como por exemplo “Verdes anos”, de Carlos Paredes, “Sodade”, de Cesária Évora, ou “Pedra Filosofal”, de António Gedeão.
Este ano, para assistir a cada um dos eventos do Correntes d’Escritas será necessário apresentar bilhete. Os ingressos podem ser levantados presencialmente no Cine-Teatro Garrett, a partir do dia 11 de fevereiro, até pelo menos duas horas antes de cada sessão. As reservas, com limite de até 4 bilhetes por pessoa, podem ser feitas por telefone (252 020 119) a partir dessa data.
Pode consultar abaixo o dossiê de apresentação e o programa da 23ª edição do Correntes d’Escritas, que será alvo ainda de algumas atualizações:
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Fev 08 2022
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Fev 08 2022
Estou a começar a ficar com umas coceiras… devo estar a desenvolver uma alergia qualquer…
Direção da Escola
a. Integra nos diferentes documentos da Escola, nomeadamente no Regulamento Interno e demais documentos orientadores, as questões relacionadas com as necessidades de saúde específicas dos alunos,
no caso vertente as Alergias e Intolerâncias Alimentares;
b. Minimiza os riscos de situação de AA, adotando medidas de precaução em todo o recinto escolar, com
particular atenção às cantinas, onde, por exemplo, não deve ocorrer a utilização/disponibilização de
micro-ondas de acesso livre à criança ou jovem;
c. Solicita a intervenção do interlocutor da saúde escolar da sua área, sempre que tenha conhecimento
de uma criança ou jovem com AA;
d. Solicita ao Coordenador da EMAEI que designe os profissionais da escola que participam na elaboração
do PSI, e indica outros profissionais a capacitar, conforme plano de formação disponibilizado pela DGS,
para o acompanhamento da criança ou jovem com AA, assegurando que reconhecem uma reação alérgica/anafilática, que implica a administração imediata de adrenalina (dispositivo de autoadministração);
e. Garante a segurança, saúde e bem-estar da criança ou jovem com AA, informando a cozinha/ entidade/
empresa fornecedora das refeições escolares de que o aluno tem AA, promovendo – no cartão de acesso à cantina escolar – o registo do tipo de dieta que deve ser disponibilizada;
f. Garante a segurança alimentar e um ambiente no local de refeições compatível com a necessidade da
criança ou jovem com AA;
g. Apoia a criança ou jovem com AA, durante todo o período de permanência na escola e nas respetivas
atividades curriculares e extracurriculares, promovendo a sua inclusão e segurança, sendo responsável
por adotar medidas/ criar procedimentos para a alimentação fornecida durante as atividades escolares,
incluindo visitas de estudo ou atividades festivas, como, por exemplo, a celebração de aniversários,
sempre que haja crianças com AA diagnosticada;
h. Garante que materiais utilizados, sobretudo na educação pré-escolar, para atividades – “ciências” / “trabalhos manuais e/ou expressão plástica” – ex. plasticinas – são seguros e não contém vestígios de alergénios de origem alimentar (ex., leite, ovo, …);
i. Promove ações de sensibilização para toda a comunidade educativa, incluindo a prestadora de serviços
alimentares, a realizar pela ESE, alocando tempo do horário dos seus funcionários para essas atividades
formativas;
j. Disponibiliza folhetos (a toda a comunidade educativa) e prepara exercícios de simulação com dispositivos de treino, isto é, sem agulha e sem adrenalina, em articulação com a ESE;
k. Zela para que todo o material informativo referente à criança ou jovem com AA – plano de emergência,
medicação de emergência – esteja guardado em local identificado, conhecido e de acesso fácil e disponível;
l. Informa os pais/EE sempre que haja intercorrências
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Fev 07 2022
Faculdade de Ciências da U.Porto dinamiza nova edição dos Dias Abertos virtuais
Inscrições abertas até 17 de fevereiro
De 21 a 23 de fevereiro, alunos do Ensino Secundário de todo o país vão poder conhecer e explorar os cursos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) com uma nova edição virtual dos Dias Abertos.
Na edição deste ano, alunos, mas também professores, psicólogos, famílias e encarregados de educação vão poder esclarecer, via chat, dúvidas com estudantes, alumni e docentes dos vários cursos que compõem a oferta formativa do 1º ciclo da FCUP. Poderão ainda explorar conteúdos em stands virtuais de cada curso, assistir a palestras temáticas e conhecer com maior detalhe as saídas profissionais das 15 licenciaturas da FCUP.
Da FCUP, em direto para o país, a iniciativa envolverá também antigos estudantes da faculdade, num momento de troca e partilha de experiências. Para além de uma mesa-redonda virtual com alumni da FCUP, será ainda possível assistir a uma sessão com representantes dos núcleos estudantis da faculdade. Como é estudar na FCUP? É uma das questões que serão abordadas nesta sessão.
À semelhança do que acontece todos os anos, as tunas académicas da FCUP marcarão também presença e vão dar-se a conhecer aos participantes.
A edição deste ano é particularmente destinada aos alunos que frequentam os 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, bem como a docentes, psicólogos, famílias e encarregados de educação, permitindo aos participantes consultar a informação mesmo depois do evento terminar.
Esta é a segunda vez que os Dias Abertos se realizam de forma virtual, depois de uma primeira edição de sucesso com mais de 1000 participantes de cerca de 200 escolas de todo o país.
As inscrições (limitadas) estão abertas e decorrem até ao dia 17 de fevereiro.
Mais informações aqui.
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Fev 07 2022
Neste artigo de dia 17 de setembro de 2021 elaboramos a lista colorida com os candidatos que reúnem as condições para integrar a norma travão de 2022.
Estes candidatos obtiveram 3 colocações em horário anual e completo e garantidamente estão em condições de ser indicados no apuramento de vagas para a norma travão.

Em caso de dúvidas poderão sempre pedir o apoio da DGAE através do E72.

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Fev 07 2022
Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 11 de fevereiro de 2022 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica Apuramento de Vagas 2022/2023, destinada à recolha de dados para apuramento de necessidades permanentes, através da identificação dos docentes que cumprem o previsto no n.º 2 do artigo 42.º, do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor e no n.º 2 do artigo 16.º do anexo do Decreto-Lei n.º 15/2018, de 7 de março.
Consulte a nota informativa e o manual de utilizador.
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Fev 07 2022
Talvez os leitores não se tenham apercebido, mas o primeiro-ministro António Costa, por vezes, também diz a verdade. Foi o que aconteceu recentemente num dos debates. Quando pressionado pelo seu opositor de que os países da antiga “Cortina de Ferro” produzem mais riqueza do que nós portugueses e fazem crescer mais do que nós o rendimento das famílias, António Costa respondeu que isso acontece porque esses países têm um nível de educação superior ao nosso. É verdade, de facto é o que tenho dito e escrito há anos.
Infelizmente, António Costa não retirou as consequências necessárias dessa realidade durante os últimos seis anos e nada no seu programa eleitoral mostra que compreendeu o desafio. Por exemplo, não é começando a construir o edifício da educação pelo telhado, privilegiando o ensino superior e reduzindo as propinas, em vez de aceitar começar pelos alicerces que são as creches e o pré-escolar. Criando para o efeito edifícios onde as crianças pobres se sintam tão bem como as crianças das melhores famílias nas suas casas, com bons educadores, boa alimentação e o desejado transporte. Porque é essencial que todas as crianças cheguem ao ensino oficial aos seis ou sete anos com iguais níveis de desenvolvimento e não como agora acontece, em que os filhos das famílias mais pobres chegam a essa fase da vida com enormes atrasos no seu desenvolvimento, o que compromete o seu aproveitamento escolar posterior e reduz o seu acesso futuro ao ensino universitário.
Este é o nó górdio do nosso processo de desenvolvimento e a razão de os outros povos nos passarem à frente. As famílias mais pobres e mais ignorantes produzem crianças mais pobres e mais ignorantes do que as famílias com melhores condições económicas, que são geralmente as que tiveram acesso a melhor educação, crianças que vivem em casas onde há livros, aprendem a nadar, por vezes música e fazem desporto. É aqui que o Estado deve intervir, retirando de forma disciplinada as crianças pobres das suas famílias durante grande parte do dia, para as colocar num ambiente físico e educativo de grande qualidade, num meio semelhante ao das famílias ricas, para que quando essas crianças chegarem à juventude não queiram ser pobres.
Presentemente, as crianças das famílias mais pobres não têm livros nas suas casas, não vão à natação e não aprendem música, não vão com os seus pais ao cinema ou para férias e, quando muito, passam o dia em frente à televisão, que os pais das famílias das classes média e alta fazem o possível por evitar. Sendo assim, como pensam os leitores que essas crianças se sentirão quando chegarem ao primeiro ano de escolaridade e forem confrontadas com os seus colegas, com aquilo de que eles falam e com tudo o que eles conhecem?
Repito, esta é a grande medida que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) deveria estar a construir e não está, porque esta é a única medida que pode interromper o ciclo vicioso da pobreza e de ignorância, cuja inexistência faz com que alguns povos permaneçam atrasados em relação aos outros, como acabou por aceitar António Costa. Também porque é um investimento que se faz apenas uma vez, porque depois essas crianças, quando adultos, tomarão boa conta da educação dos seus filhos.
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Fev 07 2022
Disseram-lhes que não, que não os queriam, que não gostavam deles, que não eram suficientemente bons, nem bons quando menos suficientes, que o seu comportamento não era aceitável.
Nem aceitável nem compreensível.
E porque ninguém quis compreendê-los, excluíram-nos, expulsaram-nos, rejeitaram-nos e nada custa mais nesta vida do que ter de deixar tudo para trás porque num segundo deixámos de pertencer.
De pertencer a um lugar, a uma escola, a uma turma, a um professor.
E a marca fica lá, na pele, para sempre. Na pele dos excluídos, os miúdos e as crianças excomungadas da sociedade que todos os dias nos passam pelas mãos.
Quando nos entram pela porta a pergunta invariável encontra sempre a mesma resposta: se pudessem, voltavam atrás.
Se pudessem, faziam tudo ao contrário ou não faziam de todo, pediam desculpa apesar de ainda nada terem feito, teriam ficado em casa o dia inteiro à espera que passe o dia por inteiro que uma falta é melhor que este exílio e do falatório nem se fala.
Se pudessem, não fumavam aquilo que fumaram, a faca saía da mochila de regresso à cozinha, eu voltava para dentro da sala de aula e pianinho, sem insultos, sem ameaças, sem esta fúria nos dentes depois do meu pai e da minha mãe ontem à noite e todos os dias à noite porque a escola é pública e é de todos e isto é que ninguém quer ver ou compreender: o sofrimento que trago nas mãos e este grito mudo por ajuda.
O mesmo grito que não vos sai das bocas fruto da inquisição social mais o soslaio do vizinho, a conversa no café a fazer as vezes da igreja e do senhor prior de tempos que teimam em não passar, ou então somos nós que não passamos.
Porque não podemos. Não conhecemos outra realidade. Estamos presos.
E ainda nos damos ao luxo de dizer que a culpa é das crianças.
A culpa é de quem pensa. A culpa é de quem escreve. A culpa é de quem age. Mas nunca é nossa e minha não é de certeza.
Que mundo teimamos em construir em função dos nossos problemas?
O mundo do “porque somos apenas professores, culpamos os alunos”?
Ou o mundo do “porque somos professores podemos, e vamos, mudar o mundo, senão o nosso então o deles”?
Porque expulsar um aluno não é o mesmo que extrair um dente mas às vezes mais parece.
A vida de uma criança não é descartável, mas às vezes parece.
Às vezes parece que o mais importante é exercer este pequeno poder que nos coube em sorte, ou azar, o teu azar, doa a quem doer e a culpa não é minha nem tua, é de quem é mais fraco e está mais a jeito quando se descarregam as frustrações de uma vida.
Todas as semanas chegam-nos às mãos crianças marcadas pela rejeição. Incapazes de compreender o porquê, vivem numa constante culpabilização entre a vergonha e a agressividade.
Acham que o problema está em si e por norma procuram crescer o mais rapidamente possível como se isso fosse a solução, mas não é a solução, é mais um problema e a perda inevitável da inocência e do sorriso que um dia ali morou.
Porque é difícil falar sobre o passado, compreender o passado.
Porque é difícil acreditar num futuro, uma outra vida e outro universo onde os professores não existam para apontar o dedo mas para guiar e educar.
No fundo, é tudo uma questão de prioridades. Enquanto a prioridade de um governo for a apresentação de resultados de desempenho, colocando as escolas sob pressão, os alunos excluídos continuarão a ser uma realidade e este trauma também.
Por isso voto, por isso escrevo, por isso chego à escola todos os dias às 6 da manhã porque já lá estou há mais de uma década e em mais de uma década já perdi a conta aos alunos e famílias capazes de sorrir outra vez e para quem a escola voltou a ser uma casa, a sua.
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Fev 06 2022
Um 1/6 dos professores ganha 1980 euros líquidos e mais de metade menos de 1400. 25% pouco passa dos 1300.
É isto que este gráfico quer dizer.
Mais de metade dos professores, da forma que isto está, não vão chegar sequer ao 8º escalão. Hoje estão nele, ou mais que ele, mais de 25% do total.
Isto são factos e merecem que se olhe mais para quem precisa de salário do que para quem quer reforma, antes dos 65.
Já sei que vou ser chamado de bandalho, canalha, inimigo da santa unidade docente, etc mas isto é factual.
É olhar o gráfico e esquecer fantasias de unidade de interesses, que fazem com que os interesses de 16% pareçam mais prioritários do que os de metade.
Em vez da doutrina sindical da unidade metafísica (em que escalão há mais sindicalizados? em que escalões está a maioria dos dirigentes dos principais sindicatos?) expliquem-me porque é que reformar, mais depressa e antes dos restantes portugueses, 16% dos professores cria mais vagas do que dar condições de trabalho a mais de 50%, repondo, por exemplo, as reduções de tempo letivo de que os potenciais reformados ainda beneficiaram? Aos 40 anos, os que estão agora com 60, já tiveram redução de tempo letivo. Os que têm 49 hoje, já chegaram lá?
Será que me chamam tantos nomes, por ser perigoso para o novo projeto de “vender” os interesses profissionais de metade da profissão numa negociação pela reforma anticipada, dizer estas coisas?
Aos 49 anos, no 4º escalão e com horizonte de não passar do 8º, acho que já não tenho de aturar os que ao falar de unidade falam na verdade do seu umbigo. Quem não tem carreira tem de ser solidário ao ponto de ser estúpido e defender reformas antecipadas que vão justificar não subir salários dos que ficam?
Sabem quem são os únicos do gráfico que estão no escalão “certo”? Os do 10º.Os restantes estão todos 2 ou 3 escalões abaixo.
Quem não gosta destas observações faça como dizia a minha mãe: ponha na borda do prato.

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Fev 06 2022
O fundamental “é que a estrutura de carreira dê o devido reconhecimento ao crescimento profissional do docente”, diz Paulo Santiago, especialista da OCDE.
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Fev 06 2022
Imagine um professor de 50 anos, divorciado e com um filho menor. Dá aulas numa escola pública. Tem a experiência de uma carreira de 25 anos e dois meses. Para casa leva um salário líquido de 1415 euros.
Se excluirmos o estado civil e o número de filhos (que neste exercício só importa referir para chegarmos a um salário líquido real, de uma pessoa com um dependente a cargo) este professor, com os seus 50 anos de idade e literalmente metade da vida a dar aulas, corresponde ao perfil de 26% dos docentes. É essa a percentagem dos que estão no 4.º escalão de uma carreira de dez: têm em média 50 anos e 25 de serviço.
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Fev 06 2022
Os professores devem ser mais respeitados, valorizados e protegidos.
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Fev 06 2022
“Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar” Caius Julius Caesar (100-44 AC)
Ainda Cristo não tinha nascido, tratava Júlio César de expandir o Império. Nas incursões para Oeste, durante as guerras púnicas, assentou pés na Península Ibérica. As tribos locais, tradicionalmente aliadas de Cartago, ofereceram feroz resistência. Viriato, que havia liderado fugazmente os resistentes, já havia perecido. Os romanos, habituados a uma organização secular, a uma sociedade estratificada, a um conjunto de leis e regras sociais, rapidamente perceberam a total falta de apetência para que os lusitanos fossem governados. Como a mestria social impõe regras a quem manda, mas também a quem é mandado, rapidamente os romanos deram corda às cáligas e trataram de se por a caminho, deixando-nos abandonados à nossa sorte. Séculos mais tarde, um tal de Afonso, deu duas galhetas bem assentes na tromba da mãe espanhola e por cá nos aguentamos mais uns anos. Lá para fins de 1500, depois de andarmos a fazer filhos lá fora e por linhas genealógicas transversas, levámos com uns Filipes que se puseram a desbaratar a coroa com avidez tal que só encontra paralelo no Sócrates do século XXI. Grosso modo, de forma atómica, pode contar-se assim a História de Portugal. A estória de um povo que não se governa, nem se deixa governar. De um povo que nasce indignado, moureja todo o dia, indignado, come, bebe e diverte-se, indignado. Mas a quem lhe falta o romantismo cívico da agressão. Uma colectividade pacífica de revoltados.
Revoltem-se de uma vez ou resignem-se ao expectável.
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Fev 05 2022
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Fev 05 2022
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Fev 05 2022
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Fev 05 2022
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Fev 04 2022
Parece que recentemente toda a comunicação social abriu os olhos para a falta de professores, e o CNE descobriu esta carência de professores no sistema de ensino.
Por acaso passei por um artigo meu de 2017 com o título “Não Colocados Após a Reserva de Recrutamento 18” e fui comparar com os dados atuais.
Comecei esse artigo de 2017 assim:
No fim de Janeiro e após a publicação da Reserva de Recrutamento 18 apenas existe um quarto dos candidatos iniciais à contratação por colocar.
Este parece ser o ano de ouro das contratações.
Atrevo-me quase a dizer que quem não conseguir colocação este ano dificilmente a conseguirá nos próximos anos. Desde que analiso estes dados nunca vi por esta altura uma lista inicial de contratação esvaziar-se tão rapidamente.
Fica aqui o quadro de 2017, após a Reserva de Recrutamento 18
Fui comparar com os dados deste ano e das 51.505 candidaturas iniciais, estão por colocar à data da Reserva de Recrutamento 18.480 candidaturas (12.835 candidatos) o que representa que ainda estão na lista 35,9% dos candidaturas iniciais. Em 2017 apenas havia 24,17% de candidaturas disponíveis.

Passaram-se 5 anos e até agora ninguém resolveu este problema que já é antigo e poderá agravar-se nos próximos anos devido ao número de aposentados que se prevê até 2030.
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Fev 04 2022
As listas dos cursos de mestrado ou de doutoramento que foram reconhecidos, para efeitos de progressão na carreira dos docentes dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, foram atualizadas.
Também foram atualizadas as listas dos cursos de mestrado ou de doutoramento que não foram reconhecidos para os mesmos efeitos.
Em tais listas, os cursos encontram-se distribuídos consoante as instituições de ensino superior que os ministram (ordenadas alfabeticamente).
Os cursos estão identificados de acordo com as respetivas denominações e os atos normativos que os regulamentam.
As listas indicam os grupos de recrutamento cujos docentes neles providos ficam abrangidos pelas decisões de reconhecimento ou não reconhecimento (nos termos previstos pelos n.os 1, 2, 3 e 4 do artigo 54.º do Estatuto da Carreira Docente).
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Fev 04 2022
Regulamenta os cursos de educação e formação de adultos, designados por «cursos EFA»
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Fev 04 2022

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Fev 04 2022
“A escola pública pode perder quase 19.500 professores nos próximos sete anos, estima o Conselho Nacional de Educação (CNE).
No relatório do Estado da Educação, o CNE fez as contas ao número de docentes com mais de 60 anos. Este órgão consultivo em políticas educativas avisa que o envelhecimento da classe verifica-se em todos os níveis de ensino e que é de prever que as aposentações acelerem nos próximos anos.
Por outro lado, o CNE alerta para a dificuldade em contratar professores devidamente habilitados e que, na última década, os cursos da área da Educação foram os que registaram a maior quebra de alunos, dando como exemplo uma quebra superior a 50% no ano letivo 2019/2020, quando ingressaram no curso de educação básica pouco mais do que 600 alunos.”
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Fev 04 2022
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Fev 04 2022
Muitos anos de ver os melhores serem sempre quebrados, pouco a pouco, com o peso das disfuncionalidades, os obstáculos lançados no seu caminho, com todo o seu esforço ser emperrado e a recompensa zero
Estou cansado. Tão cansado! Farto talvez seja o termo.
A princípio (há tantos anos!), eu ainda acreditava, tinha uma espécie de crença optimisticamente inabalável. Mas agora já não.
Acreditava que as coisas iriam melhorar. Só podiam. Como não podiam?
E a observação diária das disfunções provocava em mim pensamentos automáticos de como as melhorar, resolver. “Se fosse assim”, “mudava-se isto”, “devia ser daquele modo”.
Só que fazer essa mudança nunca dependia de mim. Mas dependia de mim fazer aquilo que eu fazia. E então fazia o meu melhor.
Parvo. O meu melhor!
Sentia que eu fazia algo de diferente, de melhor, acima da média e da mediania. E que isso fazia a diferença e que faria a diferença. E acreditava que cada pequeno problema que o meu fazer melhor solucionava, ultrapassando e derrubando cada disfuncionalidade, alheia e do todo, valia a pena e mudava qualquer coisa, a caminho da tal melhoria que havia de vir.
E encontrava motivação em cada pessoa que ficava mais feliz, satisfeita, melhorada graças ao meu melhor.
Mas agora já não. São já muitos anos de ver que nada muda, tudo permanece na mesma. Ou então pior.
Perdi a crença. A crença no melhor que ainda está para vir. Não há nenhum melhor para vir. É o que é. E o que é é isto.
Para os menos capazes ou incapazes, que fazem pouco, mal, e tarde, não há consequências nem represálias. Somente menos lhes é dado para fazer. Cada vez menos.
Os mais capazes, que fazem mais, bem feito e a tempo, esses têm sempre a recompensa: mais ainda para fazerem. Sempre mais. Com uma pancadinha nas costas. Good boy!
Nenhuma boa acção permanece sem castigo. É mesmo verdade.
Eu sempre recusei, neguei com todas as minhas forças essa verdade e esse caminho. Não seria essa a minha realidade. Continuaria a fazer a minha diferença, pequenina, isolada, mas o meu melhor, e tudo aquilo que posso.
Acreditava que essa minha diferença viesse a ser inspiração, que constituísse exemplo e motivação para outros como eu, e que todos juntos, sendo cada vez em maior número, finalmente operássemos a mudança necessária para que o todo se alterasse.
Eu era novo e não sabia. Que o todo nunca se altera. Que o seu peso é excessivo. E que não há qualquer mecanismo de retorno virtuoso. E que o todo mastiga e tritura o mérito e promove a mediocridade.
Eu realmente via-os, os mais velhos que eram capazes. De olhos baços e sem energia. Eram eles os que mais me espantavam.
Não me surpreendiam os incapazes, aqueles que já eram incapazes quando novos, tinham evoluído incapazes e estavam agora no topo com a mesma incapacidade de sempre.
Eram os outros. Aqueles em que eu reconhecia a capacidade de fazer melhor, em que eu via o saber, e em que havia registos amplos e reconhecidos da sua capacidade e dos seus feitos prévios. Mas que agora já não tinham energia, vitalidade, vontade. O que faziam era ainda relativamente bem feito, mas pareciam procurar não ver o que havia a fazer, e apenas fazer o mínimo. Não tinham brilho nos olhos. Parecia que tinham desistido. Eram capazes, mas não faziam a diferença. Faziam o mínimo.
E agora sou eu. São já muitos anos disto.
Muitos anos de ver os melhores serem sempre quebrados, pouco a pouco, com o peso das disfuncionalidades, com os obstáculos lançados no seu caminho, com todo o seu esforço ser emperrado, com a recompensa zero e o castigo constante de mais trabalho ainda.
E quebrados ainda mais por verem os incapazes caminhando calmamente ao seu lado, os que mais se queixam e menos fazem. E cada vez menos fazem. E mais se queixam. Sem qualquer consequência, e com uma recompensa idêntica. Ou recebendo mais ainda.
Aos incapazes ninguém pede mais nada. Nem mais uma hora, nem mais um dia, nem mais um processo. São incapazes.
E os melhores foram quebrando um a um, ao longo dos anos, sob os meus olhos. A maioria partiu, foi-se embora para onde a sua capacidade fosse reconhecida e recompensada e o seu melhor pudesse dar frutos e ser impulsionado em vez de ser abafado. Os outros, os capazes que ficaram, foram desistindo.
Em terra de cegos, quem tem olho… é cegado pelos outros.
Eu achei que comigo não seria assim. Nem partiria (este sentido de missão será a minha ruína), nem desistiria. A minha motivação seria o trabalho bem feito e as pequenas diferenças que obteria a cada dia. Parvo.
Agora estou cansado e farto. Velho. Também os meus olhos perderam o brilho.
E vejo os novos chegarem, os incapazes e os capazes, e o ciclo interminável recomeçar. Ninguém vê. E os que vêem, fingem que não vêem e não querem saber. Nunca quiseram saber.
Função Pública
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Fev 04 2022
Faltam docentes para cobrir as baixas e as reformas na Grande Lisboa e no sul. Mais de 30 mil alunos estão sem aulas a pelo menos uma disciplina
Há três semanas, Teresa (nome fictício), 33 anos, candidatou-se pela primeira vez para dar aulas numa secundária da Grande Lisboa. É licenciada em Filosofia, mas não tem formação pedagógica. Ainda assim, por curiosidade e sentido de vocação, decidiu experimentar sem grande esperança de ser aceite. Para seu espanto, o diretor ligou-lhe no dia seguinte para, de imediato, lhe atribuir o lugar, sem necessidade de entrevista. Bastaria assinar, ela própria, uma declaração a atestar que tinha condições psicológicas para lecionar.
Assim que desligou o telefone, Teresa correu para comprar o manual de Filosofia do 11º ano, cujo programa desconhecia. Poucos dias depois, começou a dar aulas, com a sensação de “estar a ser deixada ao Deus-dará”. “Nada sabia sobre os alunos, os seus percursos educativos ou enquadramentos familiares, se tinham problemas de comportamento ou dislexias, por exemplo. Não sabia quantos eram ou sequer como se chamavam. Nem fazia ideia em que parte do programa tinham ficado. Disseram-me para perguntar à turma, mas os miúdos tiveram dificuldade em dizer”, conta.
Teresa foi contratada por um mês, renovável, para substituir a professora de Filosofia, que entrara de baixa. Na véspera de começar, foi-lhe dito que, além de lecionar a disciplina sujeita a exame nacional, teria de assegurar também a direção de turma, cargo antes ocupado pela docente que foi substituir. O ordenado ronda os €300 brutos por três horas letivas, mais o tempo de preparação das aulas.
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