A luta do costume – Luís S. Braga

 

Vai ser a luta pelos do costume ou vai olhar para outros problemas? (e que venham os comentários, que adivinho simpáticos e fofinhos para mim 😁😂….)
Na retórica de Mário Nogueira estranha-se a má percepção da realidade dos professores, que é desfocada pela realidade que o motiva: a dos sócios, dos dirigentes e a própria (de professor de 10º escalão, os únicos professores que estão no escalão certo, criado na altura em que surgiram as vagas do 5º e 7º….).
Quando MN diz, como argumento retórico central, “há muita vontade de sair para a aposentação e isso é muito mau” está a mostrar a sua visão parcial, de quem, há muito, deixou de pensar e de falar de todos e não adapta o discurso às realidades diversas (imbuído do espírito de “unidade”, que só vê certas faces da realidade múltipla dos professores).
Onde estava a “unidade”, de tantos que agora se lamuriam pela reforma, quando foi do exame de acesso à carreira ou da greve às avaliações? Do ut des….
E, lamento para os que acham o contrário, mas reforma não é questão prioritária.
Só quem tenha certa idade tem a possibilidade de pensar na reforma ou ter essa vontade. Os contratados e os 50% estagnados até ao 6º escalão não têm idade ou salário para isso. E quem estiver abaixo do 8º, mesmo com idade, reformado, fica com uma reforma fraca (na linha dos salários de 4º e 5º escalões).
A reforma antecipada, se não for mudança da idade legal, mas benesse provisória para alguns, só interessa a quem estiver no 9º e 10º escalões.
E se a mudança da idade legal for para todos os trabalhadores ainda se entende….
Gente com 45 a 55 anos quer é discutir a estrutura, o salário e condições de trabalho, e não idade de reforma.
E como somos a maioria da classe docente (uns 65%, com uns 30% no 4º e 5º escalão, ) os sindicatos deviam começar a alinhar o discurso pelo real e não pela fantasia de que o grupo que começou a carreira com o ECD atual ainda é a maioria. Para mim e para os da minha idade, a reforma é só daqui a 15-20 anos. Na altura se verá.
Até lá, a discussão que nos interessa é salário e carreira. Se MN quer discutir ajustes grupais na reforma desejo-lhe boa sorte mas que perceba que os problema de menos de 1/3 não podem condicionar a recuperação dos direitos perdidos, face ao percurso desse terço, dos restantes.
No ponto sobre Tiago Brandão acho que toda a gente que tenha relação com escolas concorda. Reconduzir uma nulidade daquelas era, além de tudo, um atentado ao futuro do país.
Este alto minhoto, que não o elegeu, passa bem sem o conterrâneo no governo.

 

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7 comentários

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    • Sardanisca on 5 de Fevereiro de 2022 at 21:47
    • Responder

    Será que és tu mesmo, o professor Karamba?
    Ou alguém a usar o teu nome?
    É que eu pensei que estavas defunto após o Sardão Costa te ter atropelado no domingo!

      • Ingénuo on 6 de Fevereiro de 2022 at 12:20
      • Responder

      O colega preocupa-se mais com o dito do que com o conteúdo do texto. Ainda não percebeu que está a cair no jogo do dito?

    • Mn on 5 de Fevereiro de 2022 at 21:48
    • Responder

    Mas o MN ainda conta para alguma coisa?

    • Falcão on 6 de Fevereiro de 2022 at 4:36
    • Responder

    Comentar afirmações do camarada Mário Nogueira é o mesmo que ir pescar sem anzol… puro tempo perdido! Fazer de um desabafo sobre essas afirmações um post não deixa de ser algo risível, com todo o respeito porque quem desabafou e por quem publicou. Como agora soy dizer-se… é dar canal a um morto.

    • Falcão on 6 de Fevereiro de 2022 at 4:50
    • Responder

    Ainda gostava de saber se esta rematada besta já procurou alguma ajuda psiquiátrica. Duvido mesmo muito… o trauma e o ressabiamento por não ter estudado mais, não o larga!

    • Me on 6 de Fevereiro de 2022 at 15:07
    • Responder

    👍
    “Gente com 45 a 55 anos quer é discutir a estrutura, o salário e condições de trabalho, e não idade de reforma.”

    • Ferpin on 8 de Fevereiro de 2022 at 19:09
    • Responder

    Não deixa de ser cómico o autor acusar o MN por uma frase relativa ao desgaste de quem queria a reforma, e dizer o autor do artigo que o que interessa é quem anda pelos 50, 3° a 5°. Ou seja, se este escriba ficasse com o tacho do MN, só gastaria o seu latim a defender estes. Portanto nem os velhos, com uma situação em que daqui a 10 anos ele estará, nem os novos, com vínculos frágeis ou inexistentes lhe interessam. Ora eu já ouvi o MN pregar em relação a todos estes diferentes estádios de vida, enquanto o escriba me parece estar muito mais virado para o seu umbigo. Imagino que o escriba, daqui a 10 ou 15 anos só ilhe interessará a reforma e não quererá que o MN da altura defenda outras situações. Artigo ridículo, o que aliás se está a tornar a norma no Arlindo ski. Não sei onde vão buscar estes cromos. Os professores, todos juntos, devem lutar por todas as injustiças, não apenas as que interessam ao umbigo do escriba do momento. E, por não se unirem, é que aparecem estes cromos.

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