Fevereiro 2022 archive

Eu, observador, me confesso – João André Costa

 

Não dou aulas. Se desse aulas, não teria de me preocupar em chegar à escola às 5:40 da manhã para começar às 6 e acabar o dia 12 horas depois, com sorte.
Não dou aulas, mas como professor não tenho nem emprego nem funções sem a ajuda dos meus colegas e amigos e, naturalmente, sem os alunos cuja existência justifica a razão do meu ser, estas palavras e o porquê de me levantar, não, saltar da cama todos os dias.
Sou coordenador de necessidades educativas, traduzido do inglês Special Educational Needs Coordinator, ou SENCo, e trabalho numa escola nos subúrbios de Londres, uma escola para alunos excluídos cuja violência é tantas vezes a única mensagem possível quando faltam as palavras para explicar o que de facto aconteceu e acontece.
O meu papel é fundamentalmente social, procurando perceber o porquê entre a intransigência da escola e as carências por demais evidentes nas famílias que todas as semanas nos batem à porta.
E ao perceber o porquê, partilhar esta informação, esta compreensão, com os meus colegas, individualmente ou em grupo, no sentido de individualizar e diferenciar o ensino.
Basicamente, perceber porque carga de água um aluno insiste em sair da sala de aula de 3 em 3 minutos e de que modo podemos em conjunto encontrar meios e estratégias para promover a aprendizagem desse mesmo aluno.
E porque o aluno tem uma história de vida e o professor a preocupação de ensinar, cabe-me o dever de observar as aulas e, do ponto de vista do observador, procurar estabelecer pontes.
Sem avaliar o professor. Sem ajuizar ou julgar. Antes apoiar. Antes ensinar.
A minha escola não é caso único. Em Inglaterra há muito que a observação de aulas não tem uma componente de avaliação do professor. Ao invés, pretende-se avaliar o nível de aprendizagem dos alunos de modo a partilhar o sucesso, mas também a responsabilidade, por todos.
Para tal, é fundamental reunir com o professor antecipadamente, falar sobre cada aluno, a dois estabelecer um plano, quais os objectivos, que actividades para cada aluno, que recursos usar entre modelos, jogos didácticos, o quadro interactivo, os portáteis, réguas de leitura, o Teaching Assistant para os alunos mais capazes enquanto o professor ajuda quem mais precisa individualmente, a remoção de cadeiras porque é mais fácil para determinado aluno estar em pé, o aumento do tamanho da letra e/ou a redução dos textos devidamente acompanhados de imagens entre tantas outras estratégias sem fim assim como sem fim é a imaginação e a vontade quando a educação e o futuro das crianças estão em causa.
Nunca como agora foram a cooperação, a entreajuda e a empatia tão importantes.
E nunca como agora foi tão irrelevante ajuizar as competências de um professor através de aulas observadas.
Num mundo minado de guerra e sofrimento que tipo de exemplo pretendemos exercer quando se fomentam as hierarquias?
Até prova em contrário, somos todos iguais. As crianças são todas as iguais. E os adultos são as mesmas crianças.

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O Anticristo de Nostrudamus

 

Coisas com que raramente me entretenho, mas que me dão um certo gozo pelas mil e uma interpretações que podem ter, dependendo do dia e do que estiver a acontecer por esse mundo.

Nostradamus define 1999 como o surgimento da terceira besta.

Putin exerceu como primeiro-ministro entre 1999 e 2000. Mas, também, Xi Jinping começou como Governador de Fuquiém de 1999 a 2002.

“Um gémeo será encontrado num monastério, originário do sangue nobre de um monge muito velho. 
Seu ruído será grande por seu partido, sua língua e o poder de sua voz, por isso, pedirão que seja levado ao poder o gémeo sobrevivente.” Esta descrição enquadra em qualquer um dos acima mencionados 
“Os chefes vermelhos terão à sua frente um anticristo tão pervertido que levará todos à guerra.” A menção a “vermelhos” volta a enquadrar os dois lideres acima.
A palavra gémeo poderá ter aqui um significado duplo. Primeiro, igual ou muito parecido, o que pode levar a pensar que em vez de um anticristo poderão existir dois numa primeira fase e apenas sobreviverá o verdadeiro. Ou que um país se unirá a outro na sua demanda trabalhando para um mesmo objetivo.
Há, também, registro sobre uma vidente búlgara, de seu nome Baba Vanga, que previu, pouco antes de sua morte, e referindo-se à III Guerra Mundial, “Rússia não só vai sobreviver, ela vai dominar o mundo.” “Uma sociedade comunista sem classes vai prosperar de mãos dadas com a natureza”.
Os acontecimentos, neste mundo, no próximo mês podem levar a interpretações totalmente diferentes apontando em direções completamente opostas. Isso é que dá gozo e vai mantendo a mente alerta.

 

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Slava Ukraini

 

 

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I Ciclo de Conferências Internacional: Educação nas Prisões – rumos e desafios (Ação de Formação Acreditada)

 

É com enorme prazer que a Direção da Associação Portuguesa de Educação nas Prisões (APEnP) e o Departamento de Educação e Psicologia (DEP)/Escola de Ciências Humanas e Sociais (ECHS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro anunciam a realização do I Ciclo de Conferências Internacional: Educação nas Prisões – rumos e desafios, durante o próximo mês de abril (2022).
O Ciclo de Conferências Internacional contará com mais de duas dezenas de oradores nacionais e estrangeiros (ver programa em anexo) e visará proporcionar um espaço de formação para profissionais que exercem a sua atividade com a população prisional, sendo acreditado para professores.
Certos de que com a realização do presente evento estaremos a contribuir para um desenvolvimento profissional, não somente de docentes, mas dos diversos atores que compõem o universo prisional, agradecemos, desde já, a divulgação deste evento em vosso blog.
 
Inscrição professores
 
Inscrição público em geral
Gratos pela atenção dispensada, com os melhores cumprimentos,
 
A Direção da APEnP

 

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Conhecida esta semana, decisão sobre a manutenção da suspensão das P. de Aferição e Exames no E. Básico

 

Os órgãos consultivos do Ministério da Educação já deram o seu parecer e todos vão  na mesma linha, a manutenção da suspensão de todas as provas e exames no Ensino Básico. Quanto ao Ensino Secundário, os mesmos órgãos são da opinião que se devem manter as mesmas regras aplicadas nos dois anos transatos, ou seja, que apenas sejam realizadas por alunos que pretendam ingressar no ensino superior, não contando para efeitos de conclusão do ensino secundário.

Para a próxima quinta-feira está marcada uma reunião da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior que vai discutir o assunto. O parecer vai chegar ao Governo e a decisão final será concertada entre os Ministérios da Educação e do Ensino Superior.

Aguardamos que esta decisão seja tornada pública ainda esta semana para que a estabilidade nas escolas seja a melhor possível e a comunidade educativa possa trabalhar com o conhecimento, atempado, das regras por que se rege.

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Índice de envelhecimento dos docentes em exercício

 

Conheça o índice de envelhecimento dos docentes em exercício nos ensinos pré-escolar, básico e secundário por município do país, em 2020. Estes dados surpreenderam-no(a)?

 

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Estranho ano este de 2022…

 

Quando um famoso  e reconhecido comediante se torna um líder e aqueles que se julgavam líderes tomam o seu lugar como comediantes.

 

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Conselho das Escolas recomenda cancelamento das P. de Aferição e P. Finais do 9.º ano

 

 

RECOMENDAÇÃO
Pelo exposto, e considerando que é de primordial importância a necessidade de concretizar, na sua plenitude, a implementação do Plano de Recuperação das Aprendizagens Escola+ 21|23, bem como salvaguardar melhores condições de justiça, igualdade e equidade, o Conselho das Escolas, reunido, extraordinariamente, em 25 de fevereiro de 2022, recomenda o alargamento das condições, mecanismos e
procedimentos determinados pelo Decreto-Lei n.º 10-B/2021, de 4 de fevereiro, com as alterações e redação introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 22-D/2021, de 22 de março, ao corrente ano letivo, nomeadamente o que se refere:

1. no art.º 3.º-A;
“Avaliação externa
(…), é cancelada a realização:
a) Das provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade do ensino básico;
b) Das provas finais do ensino básico do 9.º ano de escolaridade;
c) Dos exames finais nacionais, quando realizados por alunos internos, para efeitos de aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário.”
2. no art.º 3.º-B
“Avaliação e conclusão do ensino básico

1— Para efeitos de avaliação e conclusão do ensino básico geral, dos cursos artísticos especializados e de outras ofertas formativas e educativas, apenas é considerada a avaliação interna.
2 — As classificações a atribuir em cada disciplina têm por referência o conjunto das aprendizagens realizadas até ao final do ano letivo, independentemente do regime em que foram desenvolvidas, garantindo -se o juízo globalizante sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
3 — Os alunos ficam dispensados da realização de provas finais de ciclo, nos casos em que a respetiva realização se encontre prevista apenas para efeitos de prosseguimento de estudos.
4 — A conclusão de qualquer ciclo do ensino básico pelos alunos autopropostos, incluindo os alunos que se encontram na modalidade de ensino individual ou de ensino doméstico, é efetuada mediante a realização de provas de equivalência à frequência.”
3. no art.º 3.º-C
“Avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário
1 — Para efeitos de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário, incluindo disciplinas em que haja lugar à realização de exames finais nacionais, é apenas considerada a avaliação interna.
2 — As classificações a atribuir em cada disciplina têm por referência o conjunto das aprendizagens realizadas até ao final do ano letivo, independentemente do regime em que foram desenvolvidas, garantindo-se o juízo globalizante sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
3 — Os alunos realizam exames finais nacionais apenas nas disciplinas que elejam como provas de ingresso para efeitos de acesso ao ensino superior, sendo ainda permitida a realização desses exames para melhoria de nota, relevando o seu resultado apenas como classificação de prova de ingresso.
4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, nos casos em que se encontre prevista a realização de exames finais nacionais apenas para apuramento da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, os alunos ficam dispensados da sua realização.
5 — Sem prejuízo do disposto nos n.ºs 3 e 4, os alunos autopropostos, incluindo os que se encontram na modalidade de ensino individual ou de ensino doméstico, realizam provas de equivalência à frequência, as quais são substituídas por exames finais nacionais quando exista essa oferta.”

 

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Lista Colorida – RR23

Lista Colorida atualizada com retirados e colocados da RR23, numa altura em que um candidato está no seu 5º contrato.

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“Aberto todos os dias”…

Grande parte dos profissionais de Educação parece funcionar de acordo com este lema de alguns estabelecimentos comerciais: “Aberto todos os dias”

Apesar disso, o direito ao descanso está há muito tempo consagrado na Lei Portuguesa e, nesse sentido, não poderá afirmar-se que o problema seja de natureza legal…

“Viver para a escola”, expressão tantas vezes utilizada, por tantos… O que significa “viver para a escola”?

 Significa que alguém absolutamente dedicado, e de forma abnegada, prescinde de ter vida própria em função da escola?

 Significa que alguém faz sempre o que lhe mandam, sem nunca questionar ou hesitar, estando disposto a passar horas infinitas dentro e fora da escola, muitas vezes sem um propósito claro ou em tarefas de duvidosa pertinência e eficácia?

 Significa que alguém manifesta um comportamento dependente e compulsivo em relação ao trabalho? Significa que essa prática é o reflexo de se ser viciado em trabalho?

 “Viver para a escola” nunca será uma coisa boa…

 Nos tempos que correm, a Escola é uma entidade muito pouco humanista. E quem procura o reconhecimento institucional do esforço e do investimento pessoal realizados, dificilmente o obterá… Não ter consciência disso, é procurar desilusões e criar expectativas irrealistas, que resultarão numa implacável frustração…

 Em qualquer caso, “viver para a escola” parece ser, quase sempre, uma opção voluntária porque ninguém, à partida, é obrigado a fazer tal escolha…

 Decorrem daí duas alternativas: ou se assume explicitamente que se vive para a escola e que se está disposto a aceitar todas as vicissitudes daí decorrentes e, sendo assim, não há lugar para vitimizações, lamentos ou queixas; ou se rejeita liminarmente a possibilidade de tal acontecer, assumindo que há vida para além da escola e que não se abdica dessa prerrogativa…

 E também há quem goste de fazer alarde de que “vive para a escola”, anunciando, regularmente, o seu imenso sacrifício pessoal em prol da mesma… Quantas vezes se ouve: “estive todo o fim-de-semana a trabalhar para a escola”, “ontem estive a trabalhar até às duas da manhã” ou “no sábado, telefonou-me uma mãe, a conversa prolongou-se por mais de uma hora”…

 Cumprir escrupulosamente o horário de trabalho e desempenhar as funções intrínsecas de forma responsável e diligente, estabelecendo um compromisso com o serviço atribuído, não é o mesmo que “viver para a escola”…

 Em relação à primeira estarão todos obrigados, mas em relação à segunda só estará quem manifeste essa vontade… Só “vive para a escola” quem, deliberadamente, prescinde de ter vida própria…

 Porque se cede o número pessoal de telefone, quando todos os contactos telefónicos relativos a trabalho podem (e devem) ser realizados por via oficial e de acordo com o horário de permanência na escola?

Ser incomodado durante o fim-de-semana por contactos telefónicos relacionados com trabalho só acontece porque alguém o consentiu e, de certa forma, incentivou…

 Porque não se resiste à tentação de abrir e de responder a emails institucionais recebidos durante os períodos legais de descanso? Se ninguém os abrisse e se não tivessem resposta imediata, talvez deixassem de ser enviados durante esses períodos…

 É escusado acalentar ilusões: não há profissionais de Educação insubstituíveis, afirmem ou não “viver para a escola”…

 Apesar de alguns parecerem ter dificuldade em aceitar e reconhecer essa inevitabilidade, todos, num determinado momento, podem ser descartáveis e transitórios…

É preciso conseguir “desligar” e procurar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal… A bem da sanidade mental, também é preciso conseguir dizer “Não!”… 

 Mas quando a Lei é desrespeitada, em primeiro lugar, pelos próprios, contra si próprios, algo de errado se passa… E é assim que muitos profissionais de Educação, acabam por ser “carrascos” de si próprios…

 Alegadamente, até Deus terá tido necessidade de descansar, ao cabo de sete dias, depois de ter criado o Mundo… Os profissionais de Educação não criaram o Mundo, mas têm que arcar com uma parte assinalável do mesmo e realizar um trabalho que os obriga a enfrentar múltiplas personas e inúmeras “máscaras”…

 Aconselha-se, por isso, o merecido descanso e a recusa de estar “aberto todos os dias”…

(Off topic: não encontro palavras decentes e aceitáveis para descrever Vladimir Putin, mas ocorre-me uma infinidade de obscenidades e de impropérios…).

 

 (Matilde)

 

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300 contratados colocados na RR23

Foram colocados 300 contratados na reserva de recrutamento 23, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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X Convenção Nacional | A ESCOLA que desconhecemos

 

 

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Reserva de Recrutamento n.º 23

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 23.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 28 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 02 de março de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 23 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 23 

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Despacho n.º 2477/2022 – Tolerância de Ponto

 

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Primeiro-Ministro
Concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos no dia 1 de março de 2022

 

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O novo ministro da educação, Sampaio da Nóvoa

 

António Costa não fez ainda convites formais ― só os deverá fazer “na proximidade” da tomada de posse, que poderá acontecer a 29 de Março ― mas, dentro do PS, neste momento dá-se como muito provável a substituição de Tiago Brandão Rodrigues na Educação pelo ex-candidato presidencial. Mas Tiago Brandão Rodrigues não sairá do Governo: segundo as informações que o PÚBLICO recolheu, Brandão Rodrigues é o nome mais bem colocado para substituir Manuel Heitor à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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Alunos e professores têm de sentir a escola como o seu habitat natural – José Afonso Baptista

 

A escola só é boa e eficaz se os alunos e os professores se sentirem felizes no seu espaço e na sua ação.

Os alunos não devem gostar da escola só porque é aí que estão os seus amigos, porque é aí que brincam e se divertem. Isso é muito importante, mas têm também de gostar de aprender e de sentir que aquilo que aprendem faz sentido.
Os professores têm de sentir a escola, não apenas como o espaço onde têm um salário, nem como uma missão penosa e de sacrifício, mas como o desafio mais gratificante de ajudar pessoas a crescer, a serem úteis e felizes.
Os alunos e professores têm de sentir que são atores e não apenas “paus mandados” a fazer o que os outros mandam e obrigam que se faça.
A escola tem de ter sentido e os seus atores devem senti-la como a sua casa, o seu habitat natural.

 

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IRS – Novas tabelas de retenção na fonte para 2022

 

Publicado o Despacho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais que aprova as tabelas de retenção na fonte para vigorarem durante o ano de 2022, atualizando os limites dos intervalos dos vários escalões, relativamente aos rendimentos de trabalho dependente por titulares residentes no continente, aplicando -se as alterações introduzidas apenas aos rendimentos pagos ou colocados à disposição a partir de 1 de março de 2022.

 

Despacho n.º 2390-B/2022-Diário da República n.º 38/2022, 1º Suplemento, Série II de 2022-02-23

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“Há atrasos significativos na recuperação de aprendizagens”

Reportagem de hoje no Diário de Notícias, de Cynthia Valente, com declarações minhas, do Filinto Lima, do André Pestana e do Luís Braga sobre a recuperação de aprendizagens e sobre a falta de professores que atualmente se verifica um pouco por todo o lado.

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A decência para a monodocência: Será desta, dr. António Costa?

Afinal de que se está falar quando identificamos uma discriminação laboral dos professores em monodocência?

A decência para a monodocência: Será desta, dr. António Costa?

Estávamos no dia 8 de Junho de 2017. No debate quinzenal na Assembleia da República, António Costa fez história ao ser o primeiro político, e no caso enquanto primeiro-ministro, a falar de uma situação de enorme injustiça social que é a da discriminação laboral dos professores em monodocência. Quando questionado sobre as reformas antecipadas para este grupo específico de professores, disse à época: “Relativamente à idade de reforma, como sabe, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.”

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Concurso para Atribuição de Bolsas de Investigação para Doutoramento – 2022

 

Decorre, a partir do dia 8 de março, o período de candidatura ao concurso de bolsas para doutoramento, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
As Bolsas de Investigação FCT visam apoiar investigadores em qualquer área do conhecimento e destinam-se a candidatos inscritos em ciclo de estudos conducente à obtenção do grau académico de doutor, ou candidatos que satisfaçam as condições necessárias.
As candidaturas deverão ser submetidas, em formulário próprio, no portal myFCT.

 

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Plano de Recuperação das Aprendizagens até 2025?

 

“Até à semana de 24 a 28 de janeiro, que foi o pico dos contágios nas escolas e no país, estivemos a gerir a covid-19, com alunos e professores em isolamento, e com muitos constrangimentos para as aprendizagens. É evidente que isso constitui um problema grande para a recuperação das mesmas. De uma forma global, todas as aprendizagens até ao final do mês de janeiro saíram prejudicadas”, alerta Filinto Lima.

O presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) admite constrangimentos no cumprimento do Plano de Recuperação de Aprendizagens e pede que seja feito um diagnóstico no final do ano letivo “para perceber se é necessário alargar o período de recuperação”, que terminará em 2022-2023.

O responsável aponta ainda para uma situação mais complexa no Algarve e Lisboa e Vale do Tejo, onde a falta de professores foi significativa. Contudo, o presidente da ANDAEP alerta para o facto de já se sentir “o mesmo na zona norte”. “Até há pouco tempo estivemos imunes à escassez de professores, mas já se sentem dificuldades para colocar docentes no norte. O problema já se estendeu a todo o país e a verdade é que não é possível recuperar alunos sem professores”, afirma Filinto Lima.

“Há atrasos significativos” na recuperação de aprendizagens

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O fim de uso obrigatório de máscara nas escolas “é uma possibilidade”

 

“As normas sobre as escolas estão a ser revistas como estão a ser revistas todas as normas, mas cada uma das medidas tem por trás o contexto epidemiológico e aquilo que a Direcção-Geral da Saúde está a preparar é um conjunto que seja uma abordagem mais harmoniosa de todas estas regras”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido.

A ministra falava aos jornalistas à margem do curso temático “SARS-CoV-2 e Covid-19 — Onde estamos e para onde vamos?”, que está a decorrer em Lisboa.

Apesar do número de casos de covid-19 e do risco de transmissão estarem a diminuir em Portugal, a ministra sublinhou que ainda há alguns factores que levam “a estar alerta”.

Assim, vincou, o fim de uso obrigatório de máscara nas escolas “é uma possibilidade numa nova fase”, mas, reiterou, é uma decisão de saúde pública.

DGS está a actualizar normas que serão divulgadas nos próximos dias

 

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A Guerra é o fracasso da HUMANIDADE

“Tomei a decisão de optar por uma operação militar”, disse Putin, numa declaração televisiva, esta madrugada.
Quando o interesse de alguém se sobrepõe ao de outro todas as justificações são inválidas para que se mantenha a PAZ.

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Educação | pela defesa do direito ao descanso.

 

Educação | pela defesa do direito ao descanso.

Considerando que:

–        A hiperconetividade tomou conta dos nossos dias, levando à necessidade de regulamentação do dever de não incomodar/abstenção de contacto por parte dos empregadores no período de descanso dos seus colaboradores;

–        Foi recentemente publicada a Lei n.º 83/2021, de 6 de dezembro, que além de alterar o regime do Teletrabalho, veio instituir o dever do empregador se abster de contactar o trabalhador no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior;

–        A limitação dos tempos de trabalho é uma preocupação que vem de longe. As primeiras leis laborais surgiram precisamente com a motivação de reduzir as intermináveis jornadas de trabalho, legitimando o direito ao descanso, e à recuperação física e mental do trabalhador;

–        A respeito destas temáticas, a própria Constituição da República Portuguesa prevê, na alínea d) do n.º 1 do art.º 59.º, que todos os trabalhadores têm direito “ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas”. Neste sentido segue também o art.º 24.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem;

–        Não raras vezes, há a interpretação de que um trabalhador que se disponibilize para trabalhar pela noite dentro ou aos fins de semana tem um grau de compromisso maior para com a entidade empregadora, mostrando um comprometimento e lealdade supremos;

–        Nada mais enganador, diria, pois isso traz certamente efeitos nefastos para a produtividade, dado que não tendo tempo de descanso real, o cansaço acumula-se e a disponibilidade física e mental diminui, acarretando menor produtividade e aumentando a possibilidade de falha humana;

–        É neste contexto de salvaguarda dos direitos humanos e salvaguarda ou reinstituição do direito ao descanso que surge o “dever de não incomodar”, agora plasmado no Código do Trabalho Português, que impende sobre os empregadores, no sentido de salvaguardar as condições para a recuperação física e mental através de um descanso efetivo dos seus trabalhadores – o chamado direito ao descanso.

DEFENDO QUE:

–        Qualquer profissional da Educação deva estar sujeito ao dever de se abster de contactar outros trabalhadores no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior inequivocamente detalhadas pela tutela.

José Manuel Alho

 

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Crónica COTIZADA e EXCEDENTE (ou brofezzores Gosndipados)

 

Há cerca de 2000 anos, (ainda não havia cotas para professores), e Jesus Cristo, falava muito usando “parábolas”… então vai que usa uma, que dizia ser “mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, que um rico entrar no Reino dos Céus”.
E usava também muito a expressão “noutros tempos/naquele tempo”… então “eu agora digo”; e seguia com as suas narrativas e parábolas.
Nestes tempos, digo eu, será mais fácil um camelo e um rico passarem abraçados pelo fundo de uma agulha, que um professor aos 56 anos estar no 5º ESCALÃO! (ou outro mais velho ou mais novo subir aos 5º e 7º escalões).
Sem falar aqui na experiência na primeira pessoa (por singular… ou do singular… ou aos que faltar o ar SINGULAIR). Generalizando portanto, teremos nestes funis, um alargadíssimo (desculpem, apertadíssimo) número de docentes que além da congelação que já sofreram dos 9 (anos), 4 (meses) e 2 (dias); sofrem agora num purgatório sem confessor.
Falando em modo aberto e generalista (ups… LISTAAAAAAA… lista Nãããooo !!); falando assim, coiso… conseguimos criar nas escolas o clima ideal para cativar professores prá carreira (ALTÓ CARRO e para o BAILE!). Sabendo como anda a vida dos professores (e ainda nem considero neste texto a MISERÁVEL dos CONTRATADOS) e das escolas.
Sem querer aqui lançar a CULPA ENTRE PARES, a verdade é que tal transparece mais e MAIS, a cada dia que passa (e avança). O sonho (qual polução nocturn) de qualquer GOVERNO (este, o anterior e o seguinte) é que com estes episódios de professores que avançam, e professores que congelam; professores que mostram evidências e professores que se evidenciam… isto e outras coisas; anda o nosso FUTURO-EX ministro e Costa contentes – guerreai-vos vós professores UCRANIANOS (com ou sem traumatismos U”cranianos” ou já RUSSOS de tanto penar).
Quando um professor atinge no somatório das avaliações INTERNA e EXTERNA a menção de MUITO BOM ou EXCELENTE; mas por DECRETO é DESTITUIDO à humilhante classificação de BOM (e por conseguinte fora da possibilidade de subir).
Resta-me em tempos COVID pensar que se trata de um Broblema DAZAL… os brofezzores esdão dodos gonsdipados e bazzaram de EXDENTES, a EXCEDENTES. Zaragatoar DARIZZES ZARAGATOAR!
O hilariante chega! E chega em força. Já sabemos hoje que há agrupamentos em que os docentes, estão a reclamar sobre nota 10 (DEZ – máximo possível- em que depois de um professor nota 10, só DEUS PAI – que não agrada a todos- com nota 9,5).
URGE, urgentemente pleonasmado, resolver esta situação que deixa professores a olhar de soslaio para colegas; directores a serem acusados (mais ou menos) de isto e daquilo (não me interessa aqui se com ou sem); os próprios docentes que tiveram a “sorte” de superar o ESCALÃO, sentem-se mal, tendem a esconder que foram bafejados… e pior ainda: não consta que os resultados sejam públicos, publicados e notórios.

Como diria alguém (MUITOS), publique-se a lista dos EXCELENTES, para que os demais possam seguir-lhes as pisadas (e em não raros casos – nunca particularizaria aqui) SURPREENDAM-SE!
“Quem tem telhados de vidro que atire a primeira pedra”.. ai, não era este.. “Quem cabritos vende..”.. também não… “diz-me com quem andas..” “mais vale cair em graça que ser engraçado”
Pronto, espero que tenham entendido: faltou-me a clarividência pra mostrar (à evidência) a penumbra!

Agostinho Silva

 

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Professores e directores contra avaliação que altera resultados em função das quotas

Não saiam à rua, não. Uns por serem avaliados e outros por serem avaliadores…

Notas de Excelente ou Muito Bom na avaliação de desempenho estão a ser reduzidas a Bom por “insuficiência de quotas”. Critérios de avaliação variam de escola para escola.

Professores e directores contra avaliação que altera resultados em função das quotas

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Tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval

 

Primeiro-ministro concede tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval

 

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Pais recusam computadores emprestados aos alunos pelas escolas

 

Computadores têm de ser devolvidos em bom estado no final do ciclo, à semelhança do que acontece com os manuais escolares emprestados.

Pais recusam computadores emprestados aos alunos pelas escolas

Muitos pais estão a recusar os novos computadores que as escolas têm para emprestar aos alunos, revelou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

“Muitos pais não levam os computadores porque, entretanto, já compraram um para o seu filho ou então são casos em que percebem que se trata de um empréstimo que terão de devolver”, contou à Lusa Filinto Lima, que é presidente da ANDAEP.

Os computadores têm de ser devolvidos em bom estado no final do ciclo, à semelhança do que acontece com os manuais escolares emprestados a todos os alunos do ensino obrigatório da escola pública que, no final do ano, têm de os devolver.

A pandemia de covid-19, que chegou a Portugal há quase dois anos, fez acelerar o programa de digitalização das escolas. Em 2020, o primeiro-ministro António Costa anunciou o programa de distribuição de computadores por todos os alunos das escolas públicas, cerca de um milhão de crianças e jovens.

O programa Escola Digital inclui a distribuição de computadores e ligação à internet a alunos e professores, mas também a capacitação de docentes e a disponibilização de “recursos pedagógicos digitais”.

Mais de um milhão de computadores já foram distribuídos pelas escolas, numa operação que custou cerca de 400 milhões de euros, confirmou hoje a Lusa junto do Ministério da Educação.

 

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Para que serve a escola afinal? Depende, responde esta professora

“A escola serve para tentar resolver os problemas com que diariamente se vê confrontada e ignorá-los, cobrindo-os pomposamente com os conteúdos curriculares ou com as tão em voga aprendizagens essenciais, pode resultar num remendo barato que pode rebentar antes do verão”

Para que serve a escola afinal? Depende, responde esta professora

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Datas dos Concursos Desde 2015

Neste quadro ficam as datas principais dos concursos de professores desde o ano 2015.

O ano em que mais cedo foi aberta a candidatura foi em 2017 que teve início no dia 7 de março. Nestes 7 anos em análise, apenas em dois anos o concurso teve início apenas no mês de abril, sendo que nos restantes 5 anos a abertura do concurso aconteceu sempre em março.

A abertura do concurso não está dependente da formação de um governo, sendo que é certo que para este ano não haverá modificações nas regras dos concursos, visto que neste caso não existe governo formado para se iniciar negociações com as organizações sindicais, aqui sim de carácter obrigatório.

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Calendarização do Concurso Interno e Externo da RAA

 

 

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Aviso de Abertura | Concurso Interno e Externo de Provimento 2022/2023 RAA

 

Está publicado o Aviso de Abertura respeitante aos concursos interno e externo de provimento de educadores de infância e de professores dos ensinos básico, secundário e artístico, nos quadros de escola e de ilha, para o ano escolar 2022/2023.

O prazo para a apresentação de candidaturas é de dez (10) dias úteis e decorre das 9h00 de 23 de fevereiro até às 24h00 de 9 de março de 2022 (hora local da RAA).

 

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“ Não está satisfeita, mãe? Volte para a sua terra.”

“Não está satisfeita, mãe? Mude o seu filho de escola. Não está satisfeita com a educação do país? Volte para a sua terra.” Estas foram as palavras que Márcia (nome fictício) escutou há cerca de três semanas vindas de uma das professoras do filho. Ao PÚBLICO, relata que as agressões verbais e até físicas para com o filho e outros colegas “estrangeiros” têm sido várias desde o início do presente ano lectivo e notaram-se “logo no primeiro mês”, garante. Márcia é uma das signatárias de um manifesto por uma educação não violenta que será entregue ao Ministério da Educação na próxima sexta-feira, dia 25.

A mãe, que prefere não ser identificada para que o filho não sofra represálias na escola, viajou do Brasil para Portugal há pouco mais de três anos. Procurava, com o marido e duas crianças menores, fugir da violência do país de origem. Mas, chegados a Portugal, encontraram “outro tipo de violência”, conta.

O quotidiano na sala de aula de N. (inicial também fictícia) de 8 anos, matriculado numa escola em Odivelas, tem sido pautado por “gritos, impaciência e irritabilidade”, conta a mãe. E acrescenta que o filho levou mesmo “dois puxões de cabelo” da professora, em ocasiões distintas. Num desses episódios terá ouvido a docente dizer-lhe que os meninos não usam cabelo comprido, “que ele tem de cortar o cabelo e só as meninas é que podem ter o cabelo comprido”.

Depois de contar o sucedido em casa, a criança terá sido, alegadamente, “coagida” pela professora em questão, que procurou justificações. Márcia conta que a docente se dirigiu num tom ameaçador para com a criança e lhe perguntou por que razão tinha dito aquilo. “O meu filho disse que era a verdade e o miúdo do lado confirmou que também a viu puxar-lhe o cabelo”, exemplifica.

O PÚBLICO fez um contacto com a escola em causa, mas não foi possível em tempo útil obter uma resposta.

Perante todas as situações relatadas pelo filho, Márcia procurou respostas junto da direcção da escola. E não foi a única, diz, uma vez que outros quatro pais também enviaram e-mails com queixas sobre a professora. As respostas nunca chegaram. Márcia refere ainda que depois de ver uma agressão a uma criança por parte de uma docente, pediu uma reunião com o director. “Perguntou-me se era o meu filho que tinha sido agredido para lhe estar a pedir justificações”, lamenta.

Com a resposta, e falta dela, decidiu procurar outras pessoas que estivessem em situações semelhantes. Foi então que conheceu o Colectivo Andorinha, que em conjunto com a Diáspora Sem Fronteiras Associação Cultural, Casa do Brasil de Lisboa, Brasileiras Não se Calam, Rede Sem Fronteiras, Plataforma Geni e Associação Lusofonia Cultura e Cidadania subscreveram o manifesto por uma educação sem violência.

“Enquanto cidadãos e residentes neste país, manifestamos repúdio a todo e qualquer acto de violência e reivindicamos acções no sentido de apurar o ocorrido, responsabilizar os envolvidos e contribuir para a superação de episódios como esse”, lê-se no documento, que faz referência ao caso de uma criança com necessidades especiais que foi agredida por uma funcionária, noticiado pelo PÚBLICO na semana passada.

Uma iniciativa que partiu de várias associações de imigrantes, mas que está aberta à sociedade civil, contando já com mais de duzentas subscrições.

Questionado sobre que reacção deixa a este manifesto, o Ministério da Educação responde que “tem conferido um lugar central à educação para valores de respeito pelos direitos humanos”. “Tal está expresso nos documentos curriculares, sendo o ‘Relacionamento Interpessoal’ uma das dez áreas de competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Este Perfil concretiza-se, entre outras medidas na área curricular de Cidadania e Desenvolvimento, na qual se trabalham dimensões como os Direitos Humanos e várias dimensões de combate a todas as formas de violência. Para trabalho específico nesta área, têm contribuído os instrumentos desenvolvidos no âmbito da iniciativa Escola Sem Bullying/ Escola Sem Violência, entre outros”, lê-se na resposta escrita da tutela enviada ao PÚBLICO.

Apesar disso, Elisângela Rocha, uma das mentoras do manifesto, acredita que os problemas da xenofobia, racismo e bullying nas escolas são “estruturais”. “O que observamos é que esta violência é no trato das pessoas que trabalham directamente com a educação das crianças, tive inclusive alguns relatos de professores com falas que são agressivas, violentas, muitas vezes xenófobas e que acabam por se reflectir no relacionamento entre as próprias crianças”, descreve.

“Com o manifesto não queremos apenas fazer queixa, queremos pensar em soluções, criar um debate à volta destas questões”, elucida e acrescenta que as discriminações se verificam num simples comentário como “vocês, brasileiros, não falam português”.

Não está satisfeita, mãe? Volte para a sua terra.” Associações de imigrantes entregam manifesto por educação sem violência

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Falta de formação em tecnologia para a sala de aula

Se não fossem autodidatas nos confinamentos a escola não tinha funcionado…

Estudo de dois investigadores da Universidade do Minho dá ainda conta de que cerca de 31% dos inquiridos não utiliza a tecnologia disponível na escola porque esta “nem sempre funciona” e que por isso “é mais um obstáculo do que um benefício”.

Mais de um terço dos professores não tiveram qualquer formação para a tecnologia nas salas de aula

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De quem é a responsabilidade disciplinar sobre os alunos? – Luís S. Braga

 

O GESTOR DA INDISCIPLINA DOS ALUNOS NÃO É O DIRETOR DE TURMA

A notícia evidencia, e dou de barato que é verdade o que nela consta, uma grande confusão, mas que deve ser educativa para quem é DT. Saber com rigor o que é da sua competência e não é, no âmbito disciplinar.

E quem exerce funções de gestão nos agrupamentos deve assumir as suas responsabilidades e não arranjar bodes expiatórios como parece ser o caso aqui.

Desde a revisão do Estatuto do aluno (2012) que a responsabilidade da ação disciplinar não é nem do Conselho de Turma nem do DT.

É do diretor ou de quem ele delegar.

O DT é só gestor de pecadilhos e canal de comunicação com quem tem o poder disciplinar. Muita gente acha mal que seja assim, mas esse é o regime legal. Uma coisa é querer mudar a lei, outra é não a cumprir. E arriscar problemas como neste caso.

Destituir uma DT até pode nem ser castigo (há tantos que fazem de tudo para não o ser…. ), mas é ofensivo e ilegítimo assacar-lhe culpas, desde que o Diretor saiba do caso. Não são os DT que têm de gerir problemas destes, mas tão só reportar a quem tem poder disciplinar para que faça a sua obrigação. É a Lei.

Se a Lei (que é muito diferente da opinião geral errada face ao que ao que Lei realmente diz) foi cumprida, a DT comunicou à Diretora e esta é que tinha de tratar do assunto.

Cumprido o dever de informar, o problema não é da DT.

Fica a referência do artigo da Lei (e pode estar escrito no regulamento do agrupamento o que quiserem….Regulamento não revoga ou inova face à Lei, para mais da AR).

Se a DT viu o vídeo do funeral devia ter participado. E a diretora em vez de estar a atirar culpas à colega devia era dizer-nos que medidas tomou face às infratoras.

DT há 10 anos seguidos (este é o primeiro ano em que não o sou) a minha solidariedade com a colega que está a levar com a lama de que outros se querem livrar.

Ter cargos não é só por ter…. Como diz o Homem Aranha…. Quando maior o poder, maior a responsabilidade.

Artigo 23º do Estatuto do aluno
Participação de ocorrência

1 – O professor ou membro do pessoal não docente que presencie ou tenha conhecimento de comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinar deve participá-los imediatamente ao diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada.

 

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Como Portugal pode sair da cauda da Europa através do investimento na Educação

 

Por favor, não compliquem

…apenas a educação que preconizo e a industrialização, através de médias e de grandes empresas, permitirão retirar Portugal, no curto e no médio prazo, da pobreza e da ignorância histórica em que ainda vive uma grande parte da população portuguesa. Apenas um modelo económico de mercado e um novo modelo educativo dos filhos das famílias pobres permitirá superar o falhanço do modelo económico de António Costa, baseado no apoio às micro e pequenas empresas – mais de 90% das empresas portuguesas – e no mercado interno. Ou seja, não será com as soluções de António Costa dos últimos seis anos que sairemos do buraco da pobreza endémica em que estamos inseridos para poder aspirar à tal aproximação ao nível de vida dos países europeus mais produtivos, aproximação há muito desejada pelos portugueses.

O PRR criado pelo Governo do PS conduz a uma grande dispersão dos recursos recebidos da União Europeia, que poderão resolver alguns atrasos pontuais da sociedade portuguesa, mas não provocarão o grande salto no crescimento económico de que precisamos e a necessária melhoria da produtividade média em Portugal. Seja porque a existência de muitos milhares de pequenas e de microempresas, em grande parte comerciais, que sobrevivem nas margens da falência, não poderão constituir uma solução para a fraca produtividade do nosso tecido económico, que é algo que o turismo também não superará com os baixos níveis de preços praticados e os correspondentes baixos salários.

Como uso dizer, em Portugal, cada vez que nasce um novo edifício, alguém lá irá colocar um café, uma pastelaria, ou um novo restaurante, iniciativas que representam uma forma de sobrevivência das famílias, mas não são uma contribuição válida para o crescimento da produtividade nacional, para a competitividade das empresas portuguesas e para o crescimento das exportações. Estas iniciativas de mera sobrevivência existem nas feiras e mercados, na agricultura familiar, nas pequenas lojas e minimercados de bairro, na pesca artesanal, nas limpezas, nos milhares de barbearias e cabeleireiros ou nos mais variados biscates de que vivem muitos milhares de portugueses. Muitas destas micro e pequenas empresas servem necessidades da sociedade, mas, dado o seu número demasiado elevado e a enorme concorrência existente, o resultado reduz-se à prática de preços muito baixos e ao endividamento, o que mantém a maioria dessas empresas nas margens da sobrevivência.

Ou seja, apenas a industrialização, através de médias e de grandes empresas exportadoras, que absorvam em tarefas repetitivas na produção, nos armazéns e nos transportes uma grande parte da mão-de-obra portuguesa com baixas qualificações, permitirá um modelo económico mais equilibrado, mais produtivo e a elevação dos salários médios. Não será certamente o Estado com mais apoios, mais burocracia e mais interferência na economia que irá conseguir o desejado crescimento da média dos salários.

Em resumo, precisamos de um novo modelo educativo com alicerces mais sólidos, que comece a sua construção pela base, que são as crianças, o que permitirá terminar numa geração com grande parte da pobreza e da ignorância que atrasa Portugal há séculos. Em complemento, precisamos de mais investimento nacional e internacional na indústria, de empresas médias e grandes, dirigidas aos mercados internacionais, de forma a compensar o desaparecimento das micro e pequenas empresas, evitar o resultante desastre social e melhorar a produtividade média do conjunto da economia. Sem esquecer que a indústria também necessita de dirigentes e de quadros altamente qualificados, o que permite integrar os jovens que emigram por não encontrarem no mercado de trabalho nacional oportunidades compensadoras.

Portugal viveu nos últimos oitenta anos, em dois períodos diferentes, o maior crescimento médio da economia: (1) foi a quando da entrada no pelotão fundador da EFTA e o consequente crescimento das indústrias de confecção, de calçado, da cerâmica, dos moldes e dos plásticos; (2) a quando da criação do PEDIP, dirigido à indústria, e a fundação da AutoEuropa, com o resultante crescimento da produção e exportação de componentes e de sistemas do automóvel. Estas duas iniciativas foram ambas baseadas no investimento estrangeiro, em empresas industriais, médias e grandes, com produções dirigidas aos mercados externos.

Não é preciso agora inventar muito mais. Razão porque termino com a afirmação de que seria bom que o novo Governo do PS não inventasse muito e devotasse o seu maior esforço inicial na atracção do investimento estrangeiro para reforçar a indústria, para o que Portugal representa a melhor localização nas rotas do Atlântico e no centro dos dois maiores mercados mundiais, a Europa e a América do Norte. Por favor, que o novo Governo faça alguma coisa de útil e não complique.

Henrique Neto

 

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Simulam funeral de colega dentro da escola e a DT é que paga as favas

 

Direção da escola critica atuação de diretora de turma, que considerou “muito graves as gravações” da encenação do funeral da jovem.

Aluna transferida de escola em Coimbra após queixa de bullying

Os pais de uma aluna da Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, denunciaram que a filha foi vítima de bullying. As colegas encenaram o funeral da jovem e gravaram o sucedido. 

À SÁBADO, a mãe revelou que a jovem que frequentava o terceiro ciclo foi transferida de escola após intervenção da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, mas não tem ido às aulas. Vai frequentar consultas de pedopsiquiatria, e já tem apoio psicológico através da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

“Era muito extrovertida, mas verifiquei que para ela até o Natal perdeu parcialmente o significado”, lamenta a mãe em declarações à SÁBADO, advertindo que “uma mórbida brincadeira ameaça destruir a vida da menina”.

“A vítima é a minha filha, foi o ‘funeral’ dela que outras alunas fizeram”, acentua a mãe da adolescente queixosa.

À SÁBADO, a diretora da escola, considerada um dos melhores estabelecimentos públicos de ensino no País, lamentou a “brincadeira macabra”. Cristina Ferrão não vê maldade nos atos, crê que não se pode falar de bullying e, admitindo ter havido um “foco de tensão”, entende que, agora, o relacionamento está “a apaziguar-se”.

“Se a brincadeira macabra houvesse sido estancada e se se procedesse à desconstrução da situação, as coisas não teriam chegado onde chegaram”, opina a diretora da ESIDM. Questionada sobre se as alegadas autoras da gravação são filhas de antigas docentes da Escola Secundária de Infanta D. Maria, Cristina Ferrão disse não saber. Assegurou que se tais professoras lá exerceram a docência não foi na vigência do seu mandato e descarta que a relação familiar denunciada pela mãe da aluna queixosa possua relevância no contexto da “brincadeira macabra”.

Apesar de não associar maldade aos episódios, Cristina Ferrão garante estar a ser “apurada a intenção que esteve subjacente à brincadeira”.

Os pais da aluna elogiaram a diretora de turma, mas Cristina Ferrão disse à SÁBADO que a professora agiu “com parcialidade”. A professora foi destituída do cargo de direção de turma e pediu para consultar a fundamentação desta decisão. Relatou episódios de divulgação de vídeos por parte de alunas com a encenação do funeral da adolescente, bem como de uma ressurreição.

A docente destituída da função de direção de turma considerou “muito graves as gravações, quer pelo seu conteúdo e pela postura das alunas participantes, quer pelos locais onde foram feitas” (no interior da ESIDM). Para Cristina Ferrão, a então diretora de turma “não soube lidar com a situação”.

ciberbullying é descrito como consistindo em “humilhar, excluir ou até agredir alguém, de forma repetitiva e sistemática, através de ações virtuais”, sendo as consequências idênticas às do bullying.

Um pedopsiquiatra disse à SÁBADO que um desenho feito pela rapariga remete para o desejo de se refugiar no ventre da mãe. De acordo com o médico, a socialização é indispensável à construção da personalidade, por maioria de razão, na fase da adolescência.

 

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Rapaz espancado em escola por grupo

 

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Eu não me arrependi, mas fui desrespeitado – Luís S. Braga

 

A minha escolha foi certa ao tempo.
Foi desrespeitada nas condições em que foi feita.
A escolha que deve ser lamentada não é a minha de ser professor, é a dos políticos de não respeitar a escolha. Que me exclui caminhos mas fazia sentido se as condições de partida fossem respeitadas. Pacta sunt servanda. Mas os políticos das últimas décadas nem sabem o que isso quer dizer.

Antes de ser professor trabalhei em rádio, no comércio livreiro, em produção de espetáculos. E como professor já fiz outras coisas: formação profissional, estive requisitado num serviço do MAI, gestão escolar e até organizei um campeonato do mundo desportivo.
Além de voluntariado em IPSS e ONG.
Já dei aulas em colégios, centros de formação, escolas TEIP, 15 escolas públicas, uma prisão.
Diversidade de experiências e não apenas “experiência” e não me arrependo das minhas escolas.
Gosto muito de dar aulas. Ainda não me arrependi do dia em que com uma perna partida concorri ao mini concurso (só concorri porque a perna partida me permitia não ter de estar na fila para os papeis).
Durante estes 26 anos fiz muita coisa e evitei a ideia redutora do “professor que só dá aulas porque não sabe fazer mais nada.
Queixo-me do salário, da má organização do trabalho e da falta de respeito. Mas não da minha escolha. A escolha foi sensata e adequada em 1995. Só passou a ser problemática porque foi desrespeitada.

 

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“Metade dos professores põe em causa as suas escolhas”

 

Karine Tremblay Analista da Divisão de Políticas da OCDE, sobre a realidade portuguesa

“Metade dos professores põe em causa as suas escolhas”

Conselheira da OCDE, Karine Tremblay foi durante anos responsável pelo maior estudo internacional sobre professores e diretores escolares, realizado em 48 países. E é socorrendo-se dos muitos dados apurados no último Talis (Teaching and Learning International Survey 2018) que descreve uma profissão em crise em vários países ocidentais. Incluindo Portugal, que apresenta a segunda percentagem mais baixa de jovens a escolher cursos superiores de Educação — eram 4% do total de novos inscritos no ensino superior em 2009, quando a média da OCDE era o dobro. De acordo com o relatório Estado da Educação, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação e divulgado este mês, nesse ano Portugal apresentou a percentagem mais baixa de diplomados em Educação da OCDE. E de todas as áreas de estudo, esta foi a que mais inscritos perdeu nos dez anos anteriores. O problema é que, ao longo da atual década, vão reformar-se 40% dos docentes que estavam a dar aulas em 2019, sendo necessário recrutar 34.500 novos professores. São 3400 a cada ano, quando o Ensino Superior está a diplomar cerca de 15 mil.

Portugal é apenas um dos países onde a falta de professores se pode tornar um problema. O que explica a menor procura por esta carreira?
Os fatores que estão a travar a vinda de mais candidatos para esta profissões resultam de uma combinação de elementos e que incluem a perceção por parte dos professores de que a sociedade não valoriza a sua profissão; salários inferiores aos auferidos por diplomados noutras áreas científicas; baixa atratividade, sobretudo entre os rapazes e muito ligada a condições precárias no início da carreira; uma complexidade crescente da profissão, não acompanhada de mais autonomia, liderança e confiança, que acabam por causar mais stress e frustração.

No caso dos salários, Portugal até tem uma situação melhor do que acontece na maioria dos países.
De acordo com os cálculos da OCDE, na maioria dos países o salário dos professores é, em média, inferior ao dos restantes trabalhadores com igual habilitação académica, apesar de subirem no caso dos docentes dos níveis de ensino mais altos. Portugal é um dos poucos países onde os salários são comparativamente mais altos entre esta classe profissional. Um professor do 3º ciclo ganha, em média, 1,33 vezes mais do que outro trabalhador diplomado. Parte da explicação reside no facto de os professores serem mais velhos e estarem colocados em escalões remuneratórios superiores face ao conjunto de diplomados, que se repartem pela generalidade das faixas etárias. Mas mesmo em relação aos salários em início de carreira e no fim, estes são superiores em Portugal face à média da OCDE e da União Europeia (já ajustados ao poder de compra em cada país). Só que as condições de carreira são apenas um dos condicionantes na escolha da profissão. Uma grande maioria sente-se atraída por fatores como exercer um serviço público e o impacto social do ensino.

 

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