Professores estão cada vez mais envelhecidos
(FOTOS COM EMBARGO ATÉ ÁS 00.00 DO DIA 12 DE DEZEMBRO) Alunos durante uma aula de biologia na Escola Secundária de Campo Maior, um dos estabelecimentos de ensino em destaque devido aos bons resultados conseguidos pelos alunos nos exames nacionais, 09 de dezembro de 2015. (ACOMPANHA TEXTO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2015). NUNO VEIGA/LUSA
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8 comentários
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E desiludidos, fartos da indisciplina e da falta de ignorância dos alunos
nunca me queixarei da «falta de ignorância», mas sim da burocracia e da hipocrisia de muitos …
Durante anos e anos não faltaram “sábios” e comentadores avençados
apregoando aos quatro ventos o excesso de docentes. E entre esses “sábios” incluíam-se muitos Conselho Nacional de Educação.
Que os tais comentadores o tenham feito, não é estranho, dada a sua ignorância e subserviência.
Também não é estranho o que diziam os ditos conselheiros da educação, pois todos eles foram indicados para o lugar, não pela sua competência e honestidade mas sim por seguirem as mesmas ideias dos governos da época, quais cães seguindo o dono que lhes dá o osso (neste caso, o filet mignom).
O que se estranha, ou talvez não, é ouvir agora esses mesmo “sábios” gritar aqui-d’el-rei, como se a falta de docentes não fosse previsível há já alguns anos.
É com esta corja que temos vivido , uma corja que faz parte dos DDT.
O karamba atacava aqui sempre a dizer que havia professores aos pontapés.
Que é feito desse patife? Desapareceu?
Ficou defunto no dia das eleições? Será por ter levado com o Sardão Costa no lombo?
Mas colocar nos quadros os que resistem está quieto…
Resistir? Para quê?
Quadro? Para ganhar o salário mínimo, numa profissão sem futuro?!
Tontos ou ineptos. Eu, que estou a meio da carreira, estou de saída !
Resistir para continuar a fazer aquilo de que gostamos e em que ainda acreditamos. Mais vale ganhar um salário mínimo no quadro do que fora, até porque a estabilidade contribui para o desenvolvimento profissional. Nos dois anteriores regimes totalitários deste século parecia que as trevas eram eternas e afinal não foram! A diferença é que quem lutou por nós saiu enfraquecido das eleições, devido à ingratidão de muitos. Por outro lado, temos a favor a falta de docentes qualificados. A menos que queiram por “analfabrutos” a dar aulas, o que não me espantava, têm de valorizar quem cá está. Eu também podia sair para onde já reconheceram o meu trabalho, mas prefiro continuar. Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre.
Todos os Estados da Educação apontavam como problema o envelhecimento do corpo docente.