Junho 2021 archive

Sobre as reuniões presenciais ou não

 

“Tendo chegado à DGESTE pedidos de informação sobre a realização dos conselhos de turma do 3.º período, encarrega-nos o Secretário de Estado Adjunto e da Educação de informar que, dadas as circunstâncias, as reuniões de conselho de turma de avaliação poderão, neste ano letivo, ser realizadas não presencialmente através de meios telemáticos de comunicação síncrona. Importará garantir que todos os docentes têm acesso à documentação necessária e que estão garantidas as condições que permitem não só a participação de todos os docentes, mas também a tomada de decisão colegial nos termos legais.

Com os melhores cumprimentos,

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares”

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84 surtos e 514 casos de covid-19 em todo o país

DGS revela dados das escolas: há 84 surtos e 514 casos de covid-19 em todo o país

Na segunda-feira havia em Portugal 241 surtos activos de covid-19, revelou a Direcção-Geral da Saúde ao PÚBLICO. Mais de metade são na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os surtos nas escolas representam mais de um terço do total.

 

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Dispensas sindicais

 

Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, disponível de 16 de junho até às 18h00 de 23 de junho de 2021.

Manual

SIGRHE

 

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Mobilidade por doença de pessoal docente da RAM

 

Mobilidade de pessoal docente

Por motivo de doença, deficiência, filhos menores ou gravidez

 

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A escola e o século da solidão – Paulo Prudêncio

Os professores são mestres na moderação e usam o ensino para elevar o exercício e a democracia. Daí serem imprescindíveis.

A escola e o século da solidão

É fundamentada a conclusão que nos diz que antes da pandemia já vivíamos o “século da solidão” (Noreena Hertz, 2021). A solidão era transversal e incluía os mais jovens.

E à medida que saímos do túnel da pandemia – um acelerador de fenómenos -, mais intuímos efeitos contraditórios: à euforia do restabelecimento das ligações humanas, contrapõe-se o tempo do isolamento físico com a escola no centro das análises e dos debates. E acima de tudo, e do desafio inscrito pelo digital, sublinhe-se que há um dever de optimismo através da ideia de deixar um mundo melhor. 

E a escola, que é, quase por definição, uma instituição desafiada para um novo rumo apesar do recomeço anual inspirado no mito de Sísifo, é um espaço de renovação de gerações que espelha a formação da personalidade dos mais jovens. É um vulcão de esperança que também integra conflitos e contradições. Amor, ódio, ciúme, amizade, inveja, mentira, boato, alegria e tristeza são exemplos de categorias intemporais essenciais ao desenvolvimento do homo sapiens que a cibersociedade amplia. Os professores são mestres na moderação e usam o ensino para elevar o exercício e a democracia. Daí serem imprescindíveis.

Não sabemos se estamos numa encruzilhada. Dá ideia que a escola navegará entre o possível e a ilusão. No caso escolar português, e de resto nas nações com turmas numerosas, há objectivamente riscos de ilusão. Se olharmos para o recente Plano de Recuperação de Aprendizagens (PRA), a elementaridade impôs-se. Não se alargou ainda mais o calendário escolar e destinou-se para a educação cerca de 3% dos 15 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência. É da norma e da lógica orçamental. Mas é no interior desta letargia que se captam sinais de que talvez não se distinga a aparência da realidade.

Desde logo, há dois decréscimos muito críticos que permanecem abaixo da linha de água: a natalidade, em que Portugal perdeu 18.280 estudantes (cerca de 1,1%) dos ensinos básico e secundário no ano lectivo anterior e 328.682 alunos (cerca de 17%) na última década, e a falta estrutural de professores. O anuncio de mais 3300 professores no PRA é ilusório face ao “êxodo” em aposentações; e, como se sabe, os jovens nem querem ouvir falar em ser professor. Por isso, urge enfrentar o que existe. Se é obviamente impensado desejar que a quebra da natalidade seja tão acentuada que reduza substancialmente o número de professores, é ilusório acreditar que o digital os substituirá ou que se recorrerá com eficiência, como nas décadas de 70 e 80 do século passado, a profissionais doutras áreas.

Por outro lado, já se percebeu que a sociedade que aí vem informatizará tudo o que for para informatizar, automatizará tudo o que for para automatizar e que as aplicações digitais usadas para controle e vigilância serão usadas para controle e vigilância. É o nível 4 da transição digital. O nível 5, que será longo e incerto, inclui a inteligência artificial e a robotização. Por exemplo, Luc Julia, um dos criadores da Siri, diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico. No universo escolar, também não se terá a certeza que se queira falar com um robô como se fosse um professor que ensina e ajuda a formar a personalidade.

Posto isto, diga-se que o assunto é sério e premente. Para além do longo caminho a percorrer no sentido inclusivo dos territórios, das sociedades e das escolas que contrariam fenómenos de guetização porque aglutinam populações de diversos grupos sociais como o factor decisivo para o elevador social, é fundamental contrariar a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário e agarrar com as duas mãos o que controlamos. Perceba-se que o universo escolar, através das plataformas escolares – que já vigiam e controlam – associadas às da digitalização dos recursos didácticos, estará à mercê dos algoritmos até ao nível 4. Mas isso significará um mundo pior na “era do capitalismo de vigilância” (ShoShana Zuboff, 2020), se na transição digital se reduzir a liberdade e a democracia. Será o percurso da servidão e da solidão. E as nossas escolas recuaram muito na última década no clima democrático.

 

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Agendamento da vacinação para docentes da EPE e 1 Ciclo

 

COVID19: XX  vacinacao 19/06/2021 as Xx:58 em pav. XXXXXXXXXX. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 15 JUN Ex: SNS.111111111.SIM

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8700 alunos em isolamento por causa da covid-19

Só em Lisboa e Vale do Tejo, são 6407 as crianças que estão de quarentena. As novas regras da DGS fazem com que seja obrigatório que perante um caso positivo numa turma todos os alunos tenham de fazer isolamento de 14 dias.

Há pelo menos 8700 alunos em isolamento por causa da covid-19

Há pelo menos 8700 alunos em casa de quarentena por causa da covid-19. Só na região de Lisboa e Vale do Tejo são 6407. Na região Centro são 1053 os alunos das escolas em isolamento e no Algarve 211. Na região Norte apenas foi possível saber os dados relativos a Paredes de Coura e a Braga. Só nestes dois concelhos estão em casa 1056 alunos e funcionários de escolas em isolamento profiláctico (neste caso os dados não estão desagregados). Sobre todos os restantes concelhos, incluindo Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Guimarães, para citar alguns dos mais populosos, não foi possível obter informações, nem da parte da Direcção-Geral de Saúde (DGS), nem da Administração Regional de Saúde (ARS)-Norte.

O secretário de Estado da Mobilidade e coordenador regional da Zona Norte para a covid-19, Eduardo Pinheiro, justificou com o facto de se concentrar mais nos casos activos e não nos isolamentos para apenas ter estes dados nos dois concelhos que registam incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes. “O resto da informação enviamos para a DGS e Ministério da Educação para que eles possam compilar com critérios uniformes”, esclareceu.

Assim, em Paredes de Coura registam-se 19 casos confirmados que levaram ao isolamento de 197 alunos e profissionais de escolas do concelho. Em Braga, com 4 surtos activos, há 50 casos confirmados de covid entre alunos (46) e profissionais (4), estando em isolamento 859 pessoas.

Os dados foram recolhidos ao longo do dia de ontem pelo PÚBLICO que apenas não conseguiu saber os valores relativos à região do Alentejo, a mais idosa do país e com uma maior taxa de vacinados. É a primeira vez que se consegue fazer um retrato mais detalhado do país a nível de quarentenas da população escolar. A última vez que a DGS deu dados sobre esta realidade foi a 8 de Abril e divulgou apenas o número de surtos, 47 em duas semanas. Ontem, mais uma vez questionada sobre o número de surtos em contexto escolar e sobre o número de turmas em isolamento, a DGS voltou a não enviar quaisquer dados. O mesmo aconteceu com o Ministério da Educação, que não enviou quaisquer dados sobre infecções e surtos nas escolas.

 

“A DGS não tem dados desagregados por turma (essa informação detalhada é do conhecimento dos delegados de saúde de nível local na respectiva jurisdição, a quem compete a avaliação de risco, a intervenção e implementação de medidas de saúde pública”, respondeu por escrito ao PÚBLICO. Apesar de reconhecer que “agrega informação no âmbito nacional do total de surtos activos (por região de saúde) e respectivos casos confirmados associados”, não avançou esses dados.

Situações familiares em maioria

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, existem então 172 surtos activos, dos quais 66 em estabelecimentos de ensino (38,37%); 351 casos em alunos e 20 casos em profissionais; e 6407 alunos e 772 profissionais em isolamento profiláctico. Nesta região, 68% dos casos reportam-se a situações familiares, seguindo-se o contexto festas/social (11%) e escolas/universidades (9%). Os números foram avançados ao PÚBLICO pelo gabinete do coordenador regional do combate à pandemia na região e também secretário de Estado, Duarte Cordeiro, depois de, pela manhã, este ter assumido à Rádio Renascença que o número de alunos em quarentena rondava os seis mil.

“O mais importante é testar, porque estamos com a vacinação a um ritmo bom e a vacinação continuará a este ritmo ou superior, mas a testagem é fundamental”, afirmou, em declarações à Renascença, alertando que “a pandemia não ficou para trás”, uma vez que há vários concelhos muito perto da linha vermelha. Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra, Odivelas e Oeiras registam mais de 120 casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

 

Já segundo dados da Administração Regional de Saúde do Centro relativos a domingo, dia 13 de Junho, e a que o PÚBLICO teve acesso, havia 1053 alunos em casa, em isolamento, por serem considerados contactos de risco, mais 66 professores e 23 auxiliares. Nenhum estabelecimento escolar ficou totalmente encerrado. Por distrito da região Centro, verifica-se que a maior parte dos casos positivos activos situam-se em Coimbra (28), seguindo-se Aveiro (12). Ao todo, são 56 (54 em alunos e dois relativos a professores). Em termos de grau de ensino, a maior parte dos casos aconteceram no 3º ciclo e no secundário.

 

A 29 de Maio, a ARS Centro tinha assumido ao PÚBLICO que havia 29 escolas com casos activos, estando 56 alunos e dois profissionais confirmados como positivos. Encontravam-se 40 turmas em isolamento profiláctico, num total de 1134 pessoas em isolamento, entre alunos, profissionais e respectivos coabitantes (número que não difere muito do mais actualizado).

 

Na região do Algarve, por seu lado, estão de quarentena 211 alunos (entre os quais 19 crianças com menos de seis anos), 16 professores e oito auxiliares. Trata-se de 41 casos activos em alunos, entre os quais uma criança com menos de seis anos. Estes casos atingem 16 das 250 escolas existentes no Algarve.

 

“Um exagero da DGS”

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, considera haver neste momento “um exagero na actuação da DGS em relação às escolas: “Porque, neste momento, quando um aluno é positivo, a DGS, no limite, até pode fechar a escola inteira ou, então, manda para casa toda a turma, e os professores dessa turma, mesmo vacinados”, diz, acrescentando que lhe “custa a entender” o protocolo, “quando há situações desportivas e políticas onde é tudo ao molho e fé em deus”.

 

Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, não se pronuncia sobre se o protocolo é “excessivo ou não”. “Não sou técnico, temos de confiar nas indicações da DGS.”

 

Manuel Pereira nota, na realidade que conhece, que o que está em vigor é que, quando um aluno tem um teste rápido positivo, a turma, bem como contactos de alto risco, é isolada até o aluno confirmar o resultado através de um PCR. Se o PCR do aluno for positivo, há, explica, algumas diferenças entre ciclos: no pré-escolar e 1.º ciclo, bem como nas academias de música, por exemplo, os professores têm de ser testados e cumprir isolamento. A partir do 2.º ciclo, tendo em conta o uso da máscara, o isolamento ou não dos professores é avaliado caso a caso.

Público

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Instrumentos de Aferição Amostral

2ºCiclo:

Instrumento de Aferição Amostral Português (55) | 5.º Ano de Escolaridade | 2021:

Enunciado  Audio  Critérios de classificação

3ºCiclo:

Instrumento de Aferição Amostral Matemática (86) | 8.º Ano de Escolaridade | 2021:

Caderno 1  Caderno 2 Critérios de classificação

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Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – Projeto de Listas Ordenadas

Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – Listas Ordenadas

AÇORES

Concurso interno de provimento quadros de ilha

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

Concurso externo de provimento quadros de ilha

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

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Apresentação do Plano 21/23 Escola+

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Vamos precisar de mais professores e temos que os formar bem: não podem ser mercenários! – João Paiva

Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Vamos precisar de mais professores e temos que os formar bem: não podem ser mercenários!

 

 

Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Há seis anos, neste mesmo jornal, chamei à atenção para a necessidade de rejuvenescer as salas de professores das escolas portuguesas. De lá até hoje, a situação foi-se agudizando e tornou-se uma evidência insustentável. Entretanto, contas elementares apontam para uma necessidade incontornável de mais docentes. Mesmo com abaixamentos demográficos na população estudantil portuguesa, as aposentações em massa de um corpo vasto de professores adivinham carências significativas no curto e no médio prazo. As universidades portuguesas estão avisadas e começaram a trabalhar para reabrir e robustecer os cursos de formação de professores, num entrelaçado complexo de missão e estratégia (ainda assim tardia), à mistura com o ‘acordar para o mercado’ de estudantes interessados, futuros professores, que aí vem…

Importa refletir e agir para qualificar esta nova leva de formação de professores, mais ou menos explosiva. Nos anos 80, aconteceu-nos esta mesma necessidade de formar rapidamente e em massa (fazendo as contas, são agora estes professores que se vão aposentando). Foi, na altura, o possível, mas tal circunstância trouxe alguma insuficiência formativa, que explica algumas das fragilidades do sistema educativo.

Ainda que telegraficamente, alinho abaixo algumas ideias que poderiam ser tidas em conta pelas universidades, pelos potenciais candidatos, pela sociedade e pelas famílias, mas, de forma mais relevante, pelo Ministério da Educação.

1. Saber ensinar e saber a arte que se ensina

Há uma tensão longínqua, sempre inacabada, sobre as competências principais de um bom professor. É consensual, hoje em dia, que importa tanto saber a ciência ou os conteúdos que propomos, como as técnicas e envolvências para os saber verter no dinamismo de ensino-aprendizagem. O processo educativo tem hoje complexidades radicalmente porosas e abertas, que pedem aos futuros professores uma enorme robustez conceptual, mas, ao mesmo tempo, domínio das respetivas didáticas e amparos das ciências da educação. A maioria dos curricula em formação de professores já apresentam um equilíbrio razoável face a esta dicotomia, mas convém avaliar e monitorizar, para garantir tal equidade. Na escola, um professor que saiba muito bem a ciência que ensina estará bloqueado e infecundo se não a souber comunicar e articular com múltiplos fatores. Por outro lado, por mais bem formado que seja nos domínios pedagógicos, estará vazio de inteireza e igualmente inerte, o docente que não souber e não aprofundar a arte que ensina.

2. Estágios realmente escolares

É preciso voltar a criar condições nas escolas para um efetivo estágio pedagógico. Este é o ponto mais pragmático e mais decisivo para a requalificação da formação de professores e, carecendo de um investimento político e económico, implica mais e melhores recursos humanos. Hoje em dia, os estágios pedagógicos nas escolas não dão ao estudante-em-formação-futuro-professor condições reais de lecionação, autonomia e proatividade criativa. Ao contrário do que já aconteceu nos antigos modelos de formação de professores, os atuais estagiários não têm turmas a si atribuídas nem outras funções de dignidade pedagógica associadas. Participam, a espaços, em turmas do orientador cooperante (agora assim chamado e não orientador de estágio), mas têm obviamente que se sujeitar ao estilo didático do professor cooperante numa quase artificialidade educativa. Os ensaios didáticos são muito limitados. Mais grave ainda: o estímulo aos professores cooperantes é quase zero (não se reduzem dignamente as horas semanais no horário), deixando assim um vazio de candidatos a professores cooperantes motivados e competentes. E como é decisivo ter bons professores cooperantes! Só pode ter havido uma motivação de poupança económica para este definhamento do modelo e, em nome da qualidade mínima, é um aspeto a mudar urgentemente.

3. Horizontes largos…

O professor do século XXI não é monodisciplinar. Em particular, no caso dos professores das chamadas ciências exatas e experimentais, é fundamental uma ligação às Humanidades e ao todo cultural onde está e onde vai estar o aluno em formação. Este dinamismo “inter, trans e pluridisciplinar tem necessariamente que fazer parte dos horizontes do futuro professor e, como tal, dos planos formativos. Acrescem ainda algumas outras aptidões transferíveis e estratégia alargada, pois não há professorado realizado e realizável sem se ver mais além do que o curto prazo e do que a estreiteza da compartimentação. Há que valorizar o professor como cumpridor, mas livre-pensador, estimulante e estimulado diante da pergunta, da dúvida, da crítica e da construção colaborativa de um mundo melhor.

4. Orgulho em ser professor

Para as famílias e para a sociedade, ser professor tem que ser reabilitado no seu papel social. Lamento profundamente que o estatuto socioprofissional da atividade docente tenha caído tanto. O papel e potencial que tem na capacidade de mudar o mundo mereciam o contrário, precisamente a dignidade e revalorização docente. Muitos de nós reconhecemos, mesmo que criticamente, a (pseudo)promoção social e familiar que pode ter ‘um dos nossos em medicina’. Acontece que um olhar mais profundo reconhecerá que os alavancamentos mais prósperos numa qualquer sociedade se jogam no tabuleiro da educação e, por isso, na escola. Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Haver perspetivas de empregabilidade é estimulante, mas caberá aos decisores políticos e à gestão universitária realizar um filtro sábio de genuínas vocações. A educação é uma missão tão nobre quanto complexa e exigente
5. Instrumentalizar uma profissão como mero emprego

Preocupa-me sobremaneira um perigo iminente, que pode mimetizar pela negativa o processo de formação de professores em massa dos anos 80, no seu ângulo mais sombrio: o mercenarismo. Porque há emprego, então vamos ser todos professores… Pelo que escrevi acima, torna-se claro que esta não é, apesar de tudo, uma profissão para qualquer um. Haver perspetivas de empregabilidade é estimulante, mas caberá aos decisores políticos e à gestão universitária realizar um filtro sábio de genuínas vocações, à entrada e durante os cursos de especialização, tendo a coragem de efetivamente peneirar (e porventura excluir) candidatos de perfil mais duvidoso. A educação é uma missão tão nobre quanto complexa e exigente. É fascinante, mas precisa de uma vocação muito própria. Na escola, não há lugar para (novos?) mercenários!…

Opinião de João Paiva
Professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

 

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Candidatura à Mobilidade Interna R.A. Madeira

O prazo para efetuar a candidatura à MOBILIDADE INTERNA (R.A. Madeira) decorre de 14 a 16 de junho.
A candidatura à Mobilidade Interna foi precedida de uma inscrição obrigatória, que decorreu entre os dias 24 e 26 de maio de 2021.
A candidatura realiza-se através da aplicação AGIR disponível em https://agir.madeira.gov.pt

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PROFESSOR, QUANTO TEMPO FALTA PARA AS FÉRIAS? – via Helena Fonseca

PROFESSOR, QUANTO TEMPO FALTA PARA AS FÉRIAS?

Esta é uma pergunta que quase diariamente me têm feito. Não é por não gostarem da escola ou de estarem ali, porque gostam. Sei que gostam. Mas sinto-os cansados: os gestos, a atenção, as palavras. Por conhecê-los tão bem, sinto-os cada vez mais cansados.

Esta ano letivo está a ser particularmente complicado. Foi um ano instável, que nos obrigou a estar entre o ensino presencial e o ensino à distância, com umas férias forçadas pelo meio.

Entre tudo isto, há a ansiedade, os medos e os receios que, naturalmente, todos acabamos por ter, devido à situação pandémica que vivemos. E eles também a vivem. Acresce-se a estes fatores, a angústia de pensar na possibilidade de, a qualquer momento, a turma ter de ir para casa para ensino a distância. Às vezes apanhamos sustos, mas não têm passado disso.

Tudo isto é sentido pelos mais pequenos. Mas tenho para mim que se têm esquecido de pensar naquilo que eles sentem, naquilo que eles têm passado e naquilo que eles verdadeiramente precisam.

O foco tem estado, essencialmente, na recuperação das aprendizagens. Começamos o ano letivo com cinco semanas dedicadas a esta recuperação. Vamos terminar o ano a pensar em quais serão as aprendizagens a recuperar.

Se as crianças apresentam dificuldades? Sim, de facto apresentam, e as de algumas crianças agravaram-se. Mas passar mais tempo na escola, mais tempo a olhar para livros e fichas de reforço e consolidação de conhecimentos, não vai ajudar. Bem pelo contrário. Pelo menos para já.

Há uma estreita relação entre o bem-estar, o envolvimento e a aprendizagem. Quando uma criança se sente bem no contexto escolar e apresenta bons níveis de bem-estar, facilmente se motiva e se envolve nas propostas. Quando uma criança está verdadeiramente implicada nos processos de construção de conhecimento, a aprendizagem tenderá a ser significativa.

Este clima que se tem vivido não tem ajudado a que as crianças estejam prontas para “recuperar”. Este período vai terminar no dia 8 de julho. Mais de três meses depois de ter iniciado o 3º período. Três meses, em muitos casos, com apenas dois feriados pelo meio. Três longos meses. E ainda faltam quatro semanas.

Mas as crianças estão cansadas e isso reflete-se, tantas vezes, nos comportamentos que têm em contexto educativo: nas palavras que utilizam; nas atitudes que têm; numa dificuldade crescente em gerir frustrações e emoções. As crianças precisam de tempo para parar. Para olharem para dentro.

É fundamental que se pense que as crianças precisam de parar. Que as crianças precisam de estar bem antes de continuarem este processo de aprendizagem, que neste ano tem sido tão cansativo.

É também essencial pensarmos na recuperação de aprendizagens. Claro que sim, para que a escola não deixe ninguém para trás. Mas este processo deve ser pensado ao pormenor. Não basta contratar mais professores ou técnicos, porque a recuperação de aprendizagens não se faz apenas com apoios educativos. É preciso que seja transversal, integrada e inclusiva. É necessário que se ouçam os professores. Mas ouvir verdadeiramente aqueles que estão, todos os dias, nas escolas.

Faltam quatro longas semanas. Por sentir este cansaço neles (em mim), por aqui vamos cada vez mais devagar. Tento que não haja pressões (mas é inevitável) e vamos fazendo.

A lição de cada dia é cada vez mais: temos tempo.

Que sejam quatro semanas com tempo para desfrutar do fim de um ano letivo. Em paz.
E felizes.

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Como se avaliam 500 alunos?

Professores com centenas de alunos. “Como se avaliam 500 jovens?”

Docentes falam em “ensino em linha de montagem”, onde os estudantes são os mais prejudicados. Muitas turmas e poucas horas de aulas fazem com que haja professores que nem sabem o nome de todos os alunos.
Mais de oito níveis, duas disciplinas (TIC e Cidadania), 24 turmas, cerca de 500 alunos. Foi esta a realidade vivida no ano letivo passado pela professora Isabel Moura. A situação repete-se um pouco por todo o país, principalmente com os docentes que lecionam Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). “A maior dificuldade foi não ter conseguido conhecer os meus alunos. As relações interpessoais estabelecidas não foram as desejáveis num processo de ensino aprendizagem, que se pretende focado no aluno. Apenas nos víamos uma vez por semana durante 45 minutos, para termos uma aula prática que, além de em termos de trabalho realizado pouco rendia, quando chegávamos à aula seguinte já ninguém se lembrava daquilo que tinha sido realizado na semana anterior”, explica ao DN. Isabel Moura diz tratar-se de uma situação “desumana”.

“Por muito que se dedique e goste da sua profissão nunca vê as suas tarefas chegadas ao fim. Por outro lado, os alunos merecem aprender com qualidade e ter um professor disponível, atento e que os conheça. Educar sem afetos e sem tempo não é educar, é passar informação”, sublinha. Segundo a professora, as alturas de avaliações (correção de testes e reuniões de conselhos de turma de final de período) são “as mais difíceis”. “É uma loucura. Como se avaliam cerca de 500 miúdos, com cinco ou seis aulas dadas e quase sem elementos de avaliação? As dúvidas são imensas e a sensação de poder estar a ser injusta é muito má. O número de horas gastas para avaliar tantos alunos e em tantas disciplinas é desgastante. Estar presente em tantos conselhos de turma de avaliação é extenuante. São os dias todos destinados às reuniões (entre 3 a 5 dias), de manhã à noite sempre a trabalhar e sem sequer conseguir preparar cada reunião como cada turma merece”, relembra. A solução, conta, passa primeiro pela “vontade de resolver o problema” e uma “mudança da legislação”.

“Os professores deviam ter no máximo seis ou sete turmas e não mais do que quatro níveis (disciplinas/anos) diferentes para lecionar, deviam acabar com a divisão entre tempos letivos e não letivos. Os tempos (agora chamados de não letivos) para preparar aulas, realizar avaliações, realizar reuniões, fazer trabalho colaborativo, realizar todo o trabalho burocrático, devia ser proporcional ao número de turmas e ao número de níveis, pois um professor com mais turmas precisa de mais tempo para fazer todas as outras tarefas”, refere.

Isabel Moura acredita ainda que seria possível “reduzir o número de turmas “se se concentrassem dois tempos no 5.º ano ou no 6.º em vez de um tempo em cada ano”. “No 3º ciclo dois tempos no 7º ano e dois tempos no 9º, pois justifica-se mais carga horária a TIC tendo em conta a iliteracia digital ainda existente”, conclui.

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Oficinas de recuperação

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês
Na apresentação do plano de recuperação das aprendizagens, o ministro referiu-se a instrumentos de apoio para que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior.
O Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Amadora, vai recorrer ao crédito horário para pôr em prática, no próximo ano lectivo, um projecto de oficinas dedicadas ao Português, à Matemática, ao Inglês e às Ciências. Os alunos de um ano de escolaridade, que o conselho de turma entenda que estão com dificuldades, poderão frequentá-las. Serão práticas, com exercícios, e os conteúdos serão do ano anterior. Quando as aprendizagens estiverem consolidadas, o aluno pode deixar de ir.
A dúvida é se serão concretizadas numa lógica de ano – todos os alunos de um ano com dificuldade frequentam as oficinas – ou se será posta em prática em âmbito de turma. Tudo dependerá das normas da Direcção-Geral de Saúde, no que se refere à possibilidade de se poder, ou não, juntar alunos de diferentes turmas.
Neste agrupamento já havia apoio para alunos, mas era relativo ao ano de inscrição e não ao anterior. A solução que o director Bruno Santos quer pôr em marcha enquadra-se na ideia proposta pelo ministro da Educação, quando apresentou o plano de recuperação das aprendizagens. Tiago Brandão Rodrigues referiu-se a instrumentos de apoio à medida que permite que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior. Bruno Santos interpretou o desafio, num quadro de autonomia das escolas, não considerando que se estivesse a propor que um aluno fosse frequentar aulas ao horário do ano anterior, o que seria difícil de concretizar, admite.
Já o presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos, considera que esta medida “é uma das muitas” que “precisam de ser detalhadas para serem compreendidas e avaliadas”: “Do modo como está formulada fico com a impressão de será uma medida sem qualquer interesse (e de difícil exequibilidade) para os alunos do ensino básico. Para os alunos do ensino secundário, não é novidade nenhuma e há muitos anos que está prevista na lei a possibilidade de se matricularem em disciplinas ‘em atraso’, desde que haja vaga nas turmas e horários compatíveis (o que é bastante difícil). Todavia, neste caso, a experiência mostra que a esmagadora maioria dos alunos opta por realizar a disciplina por exame e não por frequência, recorrendo a apoios disponibilizados pelas escolas ou a explicações particulares”, nota.
O também director da Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, entende que “há várias medidas que apenas poderão ser avaliadas quando o Ministério detalhar a forma como poderão ser concretizadas”: “Feita esta ressalva, parece-me que as mais relevantes para a recuperação das aprendizagens serão o reforço do pessoal docente, o reforço do crédito horário; o alargamento dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, a abertura de 50 novas salas da educação pré-escolar, as medidas direccionadas ao ensino profissional, o fomento da leitura e da escrita e o reforço do digital nas escolas.”
Na apresentação do plano, o ministro referiu-se a um “reforço docente” – está prevista a contratação de cerca de 3500 docentes, de forma a manter, durante os dois anos de vigência do plano, sensivelmente o mesmo número dos que já tinham sido contratados excepcionalmente neste ano lectivo.

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Os “milagres” do Oeste

Algumas instituições conseguem produzir autênticos milagres!

Nas páginas de alguns estabelecimentos de ensino ao abrigo do contrato de associação da região Oeste lemos que integram a rede pública de estabelecimentos de ensino. Como provam as seguintes imagens.

Perante tal afirmação, quando questionada a DGAE refere que estes não fazem parte da rede pública.

Só que a questão não fica por aqui. Os docentes destas instituições encontram-se a concorrer na 2.ª prioridade sem cumprir a regra dos 365 dias de serviço nos últimos seis anos em estabelecimentos da rede pública.

Como é que os docentes destes estabelecimentos de ensino estão a concorrer na 2.ª prioridade? Que dados apresentaram aos agrupamentos de validação? Essa documentação foi analisada com rigor?

É que a DGAE afirma o seguinte:

Quem tem conhecimento desta situação e não atua?

DGAE – diz para denunciar os candidatos. Como pode alguém denunciar centenas de docentes dos mais variados grupos de recrutamento? Tendo conhecimento da situação não devia atuar junto das instituições?

Agrupamentos de escolas – como validam estas candidaturas em 2.ª prioridade? É ignorância do decreto-lei que regula os concursos? Falta de rigor? Desleixo?

Sindicatos – dizem que não se pode fazer nada a não ser denunciar os candidatos.

Pergunta que se impõe: quantos colegas usufruirão da 2.ª prioridade indevidamente neste concurso? Sabendo que há algo que subverte as regras do concurso, a DGAE não tinha obrigação de atuar?

Prejudicados serão apenas os contratados que serão ultrapassados de forma questionável e não sabemos se alguns não se depararão com o desemprego à conta desta situação.

Resta-nos sermos “polícias” uns dos outros e acartar com os respetivos aborrecimentos.

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O Diretor Plágio

O Diretor Plágio

 

Recebemos mais um exemplo para reforçar a convicção da necessidade de repensar o modelo de eleição do Diretor.

O atual diretor copiou a maior parte do Projeto de Intervenção, confessou e, mesmo assim, foi eleito.

O caso é ainda mais insólito se tivermos em consideração que o Aviso com o regulamento deste procedimento concursal em concreto, tem inscrito num dos seus pontos, sob pena de exclusão, que os projetos de intervenção a apresentar são obrigados a ter “conteúdo original”.

Como podemos ver neste caso e temos visto noutros, há muitos Conselhos Gerais que para elegerem o candidato que querem são capazes das maiores atrocidades, ultrapassando leis e regulamentos, numa verdadeira roda livre em que a justiça e a legalidade têm muito pouco valor.

O caso deste Agrupamento de Escolas é paradigmático.

Ao que parece o Conselho Geral desse Agrupamento, que conduziu o processo de eleição do Diretor, concluído na passada sexta-feira, de forma bastante original, em que a falta de originalidade do projeto de intervenção do atual Diretor é só a questão mais grave.

O próprio Diretor terá admitido em reunião do Conselho Geral que copiou a maior parte do seu Projeto de Intervenção, tendo-se justificado com “falta de tempo” para não ter feito um projeto original. Sabe-se, no entanto, que o Projeto de Intervenção desse Diretor tem trinta e tal páginas e também se sabe que o Aviso que regulamenta o concurso não estipula número mínimo de páginas para os projetos. Com estes dois dados em cima da mesa, quem é que acredita que demora menos tempo a copiar da internet, a colar e a encaixar trinta e tal páginas do que a escrever três ou quatro páginas originais? Se a sua vida familiar o impede de fazer um projeto original, não impedirá de dirigir um Agrupamento de Escolas? A justificação não pode ser a falta de tempo. Tem de ser outra… mas a verdade deve ser inconfessável, caso contrário já teria sido usada.

No Agrupamento o que se diz é que o Diretor “só copiou uma ou outra ideia”, mas, pelos vistos, o outro candidato, derrotado na sexta-feira, terá entregue documentação ao Conselho Geral que prova a falta de originalidade do projeto de intervenção do Diretor, que, ao que parece, começa no próprio título do projeto, percorre todas as páginas e só termina na conclusão.

Neste como noutros casos, para além das questões legais, há as questões éticas e morais. Então o Diretor de um Agrupamento, onde crianças de 10, 12 ou 14 anos têm testes e trabalhos anulados por copiarem ou, às vezes, só pela tentativa de copiarem, pode, com a bênção do Conselho Geral copiar à vontade, contra o regulamento, e ainda recebe o prémio de ser eleito? Será que todos os alunos deste  Agrupamento de Escolas vão poder copiar à vontade nos trabalhos e nos testes, a partir de agora, uma vez que o seu Diretor foi apanhado a copiar, confessou e no final teve direito a prémio? Será que os senhores professores que estão no Conselho Geral e que premiaram o Diretor com a reeleição vão também premiar com as melhores notas os alunos que apanharem a copiar? O que estão este Conselho Geral e este Diretor de Agrupamento a ensinar aos seus alunos: que as normas não são para cumprir, que os regulamentos são só para aplicar aos outros ou quando nos são favoráveis, que se pode infringir a lei se tivermos uma desculpa, boa ou má?

Aqui fica, assim, o registo de mais um caso que nos impõe a todos uma reflexão muito séria sobre o atual modelo de gestão, que vai asfixiando a democracia nas nossas escolas, e sobre o atual modelo de eleição dos Diretores que, como mais uma vez se prova, é facilmente manipulável por uma ou duas mãos cheias de conselheiros.

João Carlos Fonseca

Nota: o título deste artigo é uma liberdade artística do autor.

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Ninguém lhe Oferece um Par de Patins?

Pura e simplesmente vergonhoso…

SIC Notícias | Câmara de Lisboa pode vir a pagar multa milionária pelo envio de dados à embaixada russa

Site da CML compromete Medina

E se fossem enganar o cagado?

PS culpa leis desactualizadas pelo caso dos activistas russos e diz que vai mudar a lei | PS | PÚBLICO

PS:

A boa leitura de sempre do melhor Cronista do Reino:

Agoram Imaginem… | O Meu Quintal

 

A mentira tem perna curta:

Câmara de Lisboa enviou dados de manifestantes pró-Palestina à Embaixada de Israel em 2019? – Polígrafo

Expresso | Medina disse que envio de dados só quando protestos se realizam junto às embaixadas. Mas foram enviados dados em manifs longe das embaixadas

 

Se dúvidas existissem…:

(…)

O que aconteceu no caso dos ativistas russos que se manifestaram em Lisboa é uma quebra grave da lei da proteção de dados?
Três ativistas russos decidiram organizar uma manifestação em prol da libertação do ativista russo Alexey Navalny em clara oposição ao regime de Vladimir Putin. O decreto-lei 406/74, de 29 de agosto que define e regulamenta o direito de reunião exige um aviso por escrito com a antecedência mínima de dois dias úteis ao governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal (atualmente e desde 2011, apenas ao Presidente da Câmara), conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital do distrito. Este aviso deve ser assinado por três dos promotores devidamente identificados pelo nome, profissão e morada ou, tratando-se de associações, pelas respectivas direções. A Câmara de Lisboa, no seguimento desta comunicação, ao enviar uma comunicação eletrónica ao Ministério da Administração Interna e à Polícia de Segurança Pública deu conhecimento à Embaixada Russa que é território Russo. A Câmara Municipal, por ocasião desta lei, além de comunicar a existência de uma manifestação às portas da Embaixada ou outros organismos, partilhou os respetivos dados pessoais identificativos dos organizadores, quando da lei não resulta expressamente o envio desses mesmos dados em concreto.

Não há então justificação possível.
Nada justifica a quebra do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, uma vez que este exige, para que se possa efetuar um tratamento de dados pessoais, uma base legal e o respeito pelo princípio da finalidade. No caso, poderíamos estar perante o cumprimento de uma obrigação legal, ou interesse público, mas a mesma se verifica dado que o decreto-lei de 1974 não prevê a transferência de dados em concreto dos organizadores da manifestação, nem tão pouco a divulgação comporta qualquer proporcionalidade face aos objetivos em causa nos termos do interesse público, previstos como excepção nos termos do artº 9º nº2 alínea g).
O regulamento de aplicação direta e imediata no ordenamento jurídico nacional e o seu incumprimento leva à aplicação de coimas pesadas, cada uma até € 20.000.000 (vinte milhões de euros) bem como, a aplicação de penas de prisão até 2 anos sobre pessoas singulares. (…)

Fonte: ″Nada justifica a quebra da Proteção de Dados″ e pode haver ″responsabilidade criminal″

 

Claro que já enviaram – enganam quem?

Embaixada da Rússia diz que não enviou dados de manifestantes a Moscovo | Diplomacia | PÚBLICO

Mas Portugal protege alguém?

“Não vai ser fácil Portugal proteger-nos”, diz ativista russo

Pensamento dos marmanjos – “E que tal ficarmos caladinhos e quietinhos? Ninguém dá por nada…”:

Expresso | Governo já sabe desde março que a Câmara de Lisboa partilhou dados pessoais de ativistas com a Rússia

Governo sabia das queixas dos ativistas anti-Putin há três meses – Observador

 

E já faltava cá este a fazer dos outros parvos:

Marcelo e a partilha de dados com a Rússia: “Se é preciso alterar uma lei do passado, altere-se” – ECO

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Deixemo-nos de “palmadas” ….. Luís S. Braga

 

Anda por aí um discurso, que gerou polémica, e que tenta dizer que Salazar foi eficaz a gerir a educação.

A discussão está centrada no ensino básico. Tem as suas nuances, mas não há “palmada” que me convença que escolaridade de 3 anos e turmas em salas “só” com 70 alunos é escolarizar bem. E sem sequer ir comparar com outros países…..

O Senhor Professor Doutor Palma devia aproveitar, que ainda há gente viva, e falar com uns professores primários dos anos 40 e 50, para moderar a sua visão limitada do “Salazar grande educador”. Eu tive a sorte de ser criado por alguns e ter falado com dezenas.
E, mesmo só no ângulo da escolaridade básica, numa visão de ler e escrever e contar, no fim, ficar com uns 25% de analfabetos, numa Europa quase sem eles, não é resultado que se apresente como valoroso ou venturoso ao fim de 40 anos.

Por exemplo, tinha graça, até numa comparação, com interesse para analisar o presente, o Doutor Palma comparar o analfabetismo da Polónia ou República Checa com o português dos anos 70…..
Quem gaba o resultado educativo do Salazarismo devia ter vergonha da lata.

Por exemplo, comparemos a frequência do secundário e nem precisa de ser com o estrangeiro: Portugal, em 1961 e depois….

E não falemos dos alunos que só faziam exame para admissão ao Liceu ou da 4a classe, porque os professores pediam aos pais ou ao cacique local ou ofereciam os sapatos. Ou do conteúdo dos programas. Ou do recuo da escolaridade obrigatória legal de 4 para 3 anos.

Salazar fez muitas escolas primárias. Sim, e? Já sabíamos e ele fez muita propaganda disso.

Saberá o Doutor Palma como os professores trabalhavam? E como era a escolarização? Saberá o Doutor Palma o que foi uma regente escolar ou o que foi a entronização do crucifixo nas escolas?
A História sem pessoas dentro, não é História, é manipulação.

E sim, sou mero licenciado em História, mas os estudos, antes e depois, não me queimaram os neurónios da sensatez. E, pelo meio, fiz uns estudos sobre educação e muito trabalho nela que me fazem perceber que uma escola não são só as paredes.

Compreende-se que as aparentes opções políticas do Doutor Palma o façam gostar de argumentos de autoridade, mas a realidade não se conforma aos títulos académicos. É ou foi…. E pouco se rala com doutorices.

Por isso: em síntese, Salazar prejudicou o progresso de Portugal, porque geriu mal e atrasou o progresso educativo seja qual for o padrão, comparando com o estrangeiro ou com Portugal depois.
Só em Democracia se recuperou o atraso e foi complexo por causa de outros problemas que o Salazarismo deixou.

Na educação, no tempo de Salazar não foi nada bom. Lamento, Doutor Palma, não tem razão.

 

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Lista Colorida – RR33

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR33.

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Colocados 95 contratados na RR33

Foram colocados 95 contratados na Reserva de Recrutamento 33, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de recrutamento n.º 33

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 33.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 14 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 15 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 33

Listas – Reserva de recrutamento n.º 33

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Professores para quê? – Maria Helena Damião

Professores para quê?

Face à manifesta desvalorização da escola, que redunda numa séria tentativa de a dissolver com tudo o que lhe dá forma e sentido, justifica-se plenamente a pergunta que o filósofo Georges Gusdorf usou como título do seu livro de 1963.

Não é que nós queremos nos livrar dos professores, de maneira alguma. É criar uma relação diferente entre alunos e professores, uma espécie de parceria.” D. Albury, 2015.[1]

Aos professores-pessoas caberá um trabalho de bastidores como ajustar os equipamentos, gerir problemas de disciplina e dar apoio pontual a alunos.” A. Seldon, 2018.[2]

Um corpo docente reduzido, singular e bem treinado continua a projetar atividades de aprendizagem que podem ser implementadas e monitorizadas por robôs educacionais e outros funcionários (…) ou diretamente por software educacional.” OCDE, 2021.[3]

Nestas declarações – respetivamente, do diretor de uma empresa social que tem atividades educativas, de um académico das áreas da história e da educação, e de uma organização supranacional com enorme protagonismo na educação – percebe-se uma convergência em vários aspetos: para fazer funcionar os sistemas de ensino, que se querem em rápida mudança, continuam a ser precisos professores, mas em menor número; diversas funções destes profissionais são atribuídas a outros não credenciados e a aparelhos tecnológicos; aos professores cabem sobretudo tarefas de gestão das condições de aprendizagem, sendo  a sua relação com os alunos transformada.

Como compreender, então, as seguintes declarações, que se afiguram de interpretação contrária?

Os professores desempenham um papel central no acesso universal a uma educação de alta qualidade e equitativa para todos (…) são o fator que mais influencia o desempenho e a aprendizagem dos alunos.” UNESCO, 2020[4].

“Os professores são o fator mais importante na escola quando se trata de aprendizagem.” OCDE/UNESCO, 2021.[5]

As dúvidas adensam-se ao olhar para o “inevitável” projeto global de transição digital:

As máquinas ‘inteligentes’, escrupulosamente programadas, serão inspiradoras, não terão quaisquer falhas nos conteúdos a ensinar, usarão as abordagens pedagógicas eficazes, desafiarão os alunos, serão pacientes com eles e administrar-lhes-ão o reforço no momento certo. Também se adaptarão às suas particularidades e proporcionar-lhes-ão um progresso individualizado, seguindo o seu ritmo de aprendizagem. Serão elas que abrirão as portas do conhecimento às novas gerações”. A. Seldon, 2017 [6].

Todas estas citações são posteriores a 2015, ano em que a ONU publicou a “Agenda 2030”, documento que a OCDE diz ter tomado como base para construir o “Modelo Bússola de Aprendizagem”, que apresenta como “humanista” e a que tem dado redobrado impulso desde 2020.

Esta organização alega urgência em transformar a educação para se alcançar o há muito almejado “bem-estar” pessoal e social. Tendo declarado a pandemia da Covid-19 como a “grande oportunidade” para tanto, entendeu ser a “disrupção” o caminho a seguir e a “ubiquidade” a abordagem a privilegiar. Reafirma que, com as tecnologias digitais, a informação está ao alcance de todos, em todo o lado, a todo o momento, pelo que a aprendizagem de tipo escolar, antes confinada à escola, dispensa-a em numerosas situações, ficando, assim, dispensada a interação direta professor-alunos. Em concreto, colocando a tónica na aprendizagem, alia à vertente formal as vertentes informal e não formal, podendo o contexto ser escolar ou não escolar. Os alunos solicitarão apoio de qualquer agente – professor ou não – que se lhe afigure ser uma ajuda para alcançar as “competências” inscritas na sua “bússola” personalizada. Quais navegantes, terão nesta “metáfora” a ferramenta ideal para encontrar o seu caminho próprio num mundo cada vez mais complexo, incerto e volátil.

Face à manifesta desvalorização da escola, que redunda numa séria tentativa de a dissolver com tudo o que lhe dá forma e sentido, justifica-se plenamente a pergunta que o filósofo francês Georges Gusdorf (1912-2000) usou como título do seu livro de 1963: “professores para quê?”[7]. O essencial da sua resposta, tão extensa quão profunda, encontra-se no Capítulo 1: O ensino, o saber e o reconhecimento (páginas 13 a 46).

Contestando os desígnios de uma “pedagogia de trazer por casa”, cujo centro é a tecnocracia da eficácia, marca dos nossos tempos, relembra que toda a educação “prepara para a existência”. Este princípio tem de estar na escola, “lugar privilegiado de civilização”, que poderá levar cada aluno a “alargar e desenvolver o espaço mental”.

Por isso, “o ensino é sempre mais do que o ensino (…) em cada situação particular, ultrapassa em muito os limites dessa situação, para pôr em causa a existência pessoal no seu conjunto”. Longe de estar cientificamente explicado e de ser operacionalizado fora do humano, há tanto nele de conhecido como de desconhecido, de possibilidade como de impossibilidade: “o mistério pedagógico nimba o nascimento de um espírito, a vinda de um espírito ao mundo e a si próprio”; “se cada vida a si mesma se pertence, como transmitir algo de uma existência para outra?”.

Neste reconhecimento, o filósofo francês recusa a redução do professor a “uma espécie de figurante. Na melhor das hipóteses, um medianeiro”. Ele “sabe-se e quer-se diferente de todos os outros que perseguem interesses financeiros e vantagens pessoais”, pois cabe-lhe dar “forma humana” ao conhecimento, procurando “libertar em cada um o pleno exercício da inteligência. Na “odisseia de cada consciência”, o professor potencia o “diálogo aventuroso”: ensina alguma coisa para os alunos aprenderem alguma coisa. A “graça do encontro” escolar não acontece em mais lado nenhum nem em nenhuma outra relação, mas não é esta consciência que a torna segura:

“Pode substituir-se o professor por um livro, um posto radiofónico, um megafone, e não faltam tentativas nesse sentido. No limite, todas as crianças (…) podiam receber, em casa, o ensino de um só e único professor (…). Pode ver-se a enorme vantagem que este sistema ofereceria do ponto de vista financeiro: acabavam-se as escolas, as turmas, os milhares de funcionários [bastaria] uma pequena equipe de instrutores”.

Gusdorf discute nos restantes capítulos esta afirmação que, apesar das suas quase seis décadas, é próxima daquelas com que abri o texto. Então, responde à pergunta que formulou: precisamos de professores porque eles são “os guardiões da esperança humana”.

Face à sistemática e sofisticada sedução discursiva que faz desviar esta consciência, insistir nela é voltar à essência da profissão

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Pouca transparência nos concursos para diretores dos agrupamentos de escola

Pouca transparência nos concursos para diretores dos agrupamentos de escola

Numa altura em que estão a decorrer os concursos para diretores dos dois agrupamentos de escolas de Tomar: Templários e Nuno de Santa Maria, fomos ver como estamos de transparência nestes processos.

O que se verifica é que o processo eleitoral, em ambos os agrupamentos, é marcado pela falta de transparência. Documentos que deveriam ser públicos, não são divulgados, ficando no segredo dos deuses do Conselho Geral, órgão a quem compete organizar o processo e eleger os diretores. Basta comparar os processos eleitorais em Tomar com outro, por exemplo, na Sertã.

No site do agrupamento de escolas da Sertãsão publicadas as convocatórias e os resultados das assembleias eleitorais dos representes do pessoal docente e não docente e as respetivas atas. O mesmo acontece com a eleição do Diretor, em que são publicadas as convocatórias e as atas.

Em Tomar, a informação que é disponibilizada fica-se pelos mínimos. Não são publicadas as convocatórias nem as atas que se referem aos concursos para diretor. No caso do agrupamento Nuno de Santa Maria nem sequer há informação sobre a composição do Conselho Geral, o órgão mais importante. Aliás, não há informação sobre qualquer dos órgãos do agrupamento: Direção, Conselho Geral, Conselho Administrativo e Conselho Pedagógico.

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O flagelo do bullying regressou às escolas em força

Menina agredida no recreio da escola em Cascais por colegas que filmam

A PSP foi chamada ao Agrupamento de Escolas de Alapraia, no Estoril, em Cascais, devido a um caso de bullying que ocorreu no recreio – uma menina, de 12 anos, foi agredida a pontapé por uma colega mais velha. O caso, que aconteceu na terça-feira, foi filmado por vários jovens que depois colocaram os vídeos nas redes sociais. Neles ouvem-se gritos de incitamento à violência. A jovem ficou com ferimentos ligeiros, mas a mãe não a deixou regressar .

Mãe da aluna apresentou queixa na PSP e quer a agressora expulsa da escola. A vítima já vinha a ser ameaçada há uma semana pela colega.

  

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189 Docentes Aposentados em Julho de 2021

Na lista de aposentados da CGA com efeitos ao mês de Julho de 2021 encontram-se aposentados 189 docentes da rede pública do ME de Portugal continental.

Em 2021 estão assim aposentados 981 docentes, número muito abaixo das 2067 aposentações previstas para este ano.

 

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Campanha #EuReivindico

 

 

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Sobre a Reutilização dos Manuais Escolares

De acordo com a informação disponível no portal dos manuais escolares sobre a reutilização dos manuais escolares para 2021/2022 os alunos que pretendam ter acesso aos manuais gratuitos têm de fazer a devolução dos manuais que receberam em 2020/2021.

Contudo, a informação no portal refere que os manuais devem ser devolvidos, em data e condições a especificar futuramente. Estamos no fim do ano letivo e parece que ainda ninguém sabe como se vai processar esta devolução.

E seria importante esclarecer esta situação, visto que as condições para acesso gratuito aos manuais passam pela devolução do manual em condições de reutilização.

 

Não. Na sequência da aprovação do Orçamento Suplementar para 2020, no Parlamento, no dia 3 de julho, ficou “suspensa a obrigatoriedade de devolução dos manuais escolares gratuitos entregues no ano letivo 2019/2020, a fim de serem garantidas as condições para a recuperação das aprendizagens dos alunos”.
Assim sendo, a reutilização será retomada no ano letivo 2021/2022, nos moldes em que funcionou no ano letivo 2018/2019. Desta forma, no final do ano letivo 2020/2021, os manuais escolares devem ser devolvidos, em data e condições a especificar futuramente. A devolução terá de ser feita à escola onde o(s) aluno(s) estava(m) matriculado(s), no momento do resgate dos vales.

 

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Até Meados de Setembro É Obrigatório o Uso de Máscara em Espaços Públicos

Ainda tenho esperança que o ano letivo arranque em meados de setembro sem a obrigatoriedade do uso de máscara e com a tão prometida imunidade de grupo concluída.

 

Renovada até meio de setembro obrigação de usar máscara na rua – só PS, CDS e deputada não inscrita Cristina Rodrigues votaram a favor

 

 

O Parlamento aprovou esta quarta-feira o projeto-lei do PS que renova por mais 90 dias a obrigatoriedade de usar máscaras em espaços públicos, medida que vigora em Portugal desde 28 de outubro e que terminaria em 13 de junho.

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Após a Notificação da Reclamação…

…nos últimos anos as listas definitivas foram publicadas entre os 7 e os 16 dias após esta notificação.

Continuo no entanto a achar que as listas definitivas serão publicadas entre o dia 14 e 18 de junho, mas agora inclino-me mais para que seja apenas no fim da próxima semana, com um prazo de diferença entre os 7 e os 9 dias após a notificação de hoje.

 

Em 2020 a notificação foi publicada em 23 de junho e as listas foram publicadas no dia 7 de julho (decorreram 14 dias).

Em 2019 a notificação foi publicada dia 22 de maio e as listas foram publicadas no dia 6 de junho (decorreram 16 dias).

EM 2018, no dia 13 de julho com as as listas a serem publicadas no dia 23 de julho (10 dias).

Em 2017, no dia 6 de julho, com as listas a serem publicadas no dia 18 de julho (13 dias).

Em 2016, no dia 23 de junho, com as listas a serem publicadas no dia 30 de junho (7 dias).

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Notificação da decisão da reclamação

Encontra-se disponível para consulta, a notificação da reclamação.

SIGRHE – Aceder à notificação da decisão da reclamação

Nota informativa – Notificação da decisão da reclamação

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Serviço sujo em nome da pandemia

 

Já se sabe que tudo o que vem de grupos de trabalho constituídos por independentes (nomeados pelo Governo e compostos por prosélitos seus) é bom e tem selo prévio de qualidade oficial. Numa escola da Amadora, António Costa e Tiago Brandão Rodrigues certificaram essa qualidade, protagonizando um lance de propaganda, com a designação cínica de “Plano 21/23 Escola+”. O ministro da Educação, lendo um discurso mal feito mas manipulador, anunciou uma dotação de 901,3 milhões de euros para o plano (140 milhões para recursos humanos, 43,5 para formação, 47,3 para digitalização e 670,5 para equipamentos e infra-estruturas). António Costa fechou a festa evocando “o triângulo de sucesso nas escolas”: descentralização, autonomia e flexibilidade.
O que se retira de toda esta narrativa enganadora é a inexistência de medidas para combater os problemas de sempre, agravados agora. Nenhuma referência para a redução do número de alunos por turma, a medida que mais sentido faria para responder às dificuldades e particularidades de cada aluno e melhorar as suas aprendizagens. Nenhuma intenção eficaz para prevenir a prevalência da indisciplina, fenómeno que mais impede o trabalho em sala de aula. Nem um ténue reconhecimento sobre a falência de uma inclusão que excluiu ainda mais os que careciam de apoio específico e prejudicou enormemente o trabalho dos restantes e dos professores. Nenhuma alusão ao indispensável reforço das equipas de intervenção precoce, depois de termos tido cerca de 90 mil crianças com necessidades educativas especiais abandonadas durante os períodos de suspensão do ensino presencial. Nenhum sinal de reconhecimento de que a autonomia profissional de cada professor é fulcral para promover a diferenciação pedagógica que a situação actual requer. Nada quanto ao tão reclamado alívio do trabalho burocrático que recai sobre os docentes, para que se pudessem concentrar nas tarefas exclusivas de ensino. Silêncio quanto à necessidade imperiosa de, no primeiro ciclo do ensino básico, não constituirmos turmas onde coexistam anos diferentes de escolaridade. Em contrapartida, mais formação inútil e causticante para os professores, entregue aos bonzos do regime, mais tutorias em grupos (cuja dimensão mata o conceito), mais tretas pedagógicas (clubes de ciência, recuperações com artes e humanidades e oficinas de escrita). Em resumo, assistimos a um enunciado de intenções, para dar fôlego às medidas que o Governo vem desenvolvendo desde 2015, relativamente às quais a maioria dos professores percebeu, de há muito, que dão resultados contrários aos pretendidos.
Atirados ao ar, os números sugestionam os incautos. Ponderados com os contextos a que respeitam, podem esvaziar-se facilmente. Como irão ser relacionados com as verbas consignadas à Educação, em cada um dos dois OE a aprovar, os 901,3 milhões agora referidos para dois anos? Vão somar-se às dotações previsíveis ou irão, outrossim e ao invés, aliviar o esforço do Estado com a Educação, em sede de orçamentos? Os 670,5 milhões destinados a equipamentos e infraestruturas somam-se ao que já foi anunciado para a transição digital ou foram, agora, simplesmente desagregados dessa verba? Porque não relativizaram, António Costa e Tiago, os 3300 docentes, que disseram que serão contratados, com o número dos que sairão para a reforma, mais de 2000 só neste ano? Que leitura política pode ser feita quando comparamos o que se consigna à Educação com os milhares de milhões que vão ser transferidos para outras áreas da economia, ou quando verificamos que para o que é critico para o funcionamento do sistema (as pessoas) apenas se reserva 15,5% do total?
Como ousam pedir mais empenho e esforço a professores que, com trinta anos de serviço e elevadas classificações de desempenho, permanecem absurdamente retidos no 4º escalão da carreira? Como ousam pedir mais empenho e esforço a professores submetidos à arbitrariedade que preside à atribuição das menções de mérito, com todo o cortejo de opacidade que as serve?
Substituir o apuramento sério das carências dos alunos e a intervenção educativa para as superar por compra de mais computadores e meios digitais, porque é esse o investimento dominante do plano, é fazer serviço sujo em nome da pandemia.

In Público de 9.6.21

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Sobre a autonomia curricular

 

 

 

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Da vagueza do plano, o Tiago diz…

… que vai sobrar para os mesmos de sempre, uma vez que não percebe nada disto e pago-nos mal para colaborarmos com estas fantochadas.

Confiamos nas escolas e por nelas confiarmos fizemos as escolhas que fizemos.

Escolhemos a autonomia educativa, o cuidar da transição entre ciclos e o equilíbrio das diferentes componentes do bem-estar dos nossos alunos.

Ouvir, pensar, decidir, implementar e avaliar. Estas são as fases da decisão política, todos concordaremos. O que decide, porém, a sua qualidade é o seu grau de participação, de envolvimento, de auscultação e de acompanhamento.

Criamos, com este plano participado, e criaremos com a sua implementação colaborativa, um espaço e tempo ampliados e fortalecidos para apoiar, com base na maior flexibilidade e intensidade, os anos de escolaridade mais afetados pela pandemia.

Os professores nunca necessitaram que o ME desenhasse um plano de recuperação de aprendizagens, não é agora que vão necessitar.

Este Plano, na minha opinião, tem muitos objetivos, mas a recuperação das aprendizagens está lá bem no fundo da lista…

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Passaram 4 anos sobre o reconhecimento por parte de A. Costa, e nada ainda fez além disso…

Há 4 anos António Costa reconhecia, em plena Assembleia da República, a discriminação dos monodocentes. 4 anos passaram e, António Costa, nada fez, nada resolveu, nada propôs e nunca mais falou sobre o assunto. Mais uma vez se constata que foi conversa para “boi dormir”.

“…relativamente à idade de reforma, como sabe, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efetivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.”

António Costa (Primeiro ministro de Portugal)

 
 

 

 

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Alunas suspensas no caso do aluno atropelado

Escola suspende agressora e mais duas envolvidas no vídeo do jovem atropelado

A Escola Básica Dr. António Augusto Louro, no Seixal, suspendeu três alunas devido ao caso de bullying que foi divulgado através de um vídeo nas redes sociais.

Como resultado do processo disciplinar instaurado a seguir ao atropelamento de um jovem desta escola, a partir desta quarta-feira, a agressora que se vê no vídeo não poderá ir à escola durante 12 dias.

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Palavrório em cascata…..ou LTI (a linguagem das trapalhadas impostas) ….. Luís S. Braga

 

Palavras ocas e esvaziadas que já não consigo aturar:

“partilha” pela boca dos que não veem a imoralidade das quotas ou vagas e não sabem do livro que fala da justiça como equidade e acham que o “véu da ignorância” é o propósito de educar,
“colaborativo” pela boca dos que trabalham pouco ou nada,
“excelência” pela boca de medíocres que usam a palavra como joia decorativa ou camuflagem, “inclusão” pela boca dos que a confundem com redução à ignorância e apatia,
“autonomia” pela boca dos que querem impor as regras que não debatem,
“cidadania” na boca de quem não sabe coisas simples, como o que diz o artigo 9º do código civil ou acha que portaria é lei,
“flexibilidade” pela boca dos que se baralham e confundem a escola com divertimento simples e fútil.

Pior que todas, as compostas, socio-afetivo, pedagógico-qualquer coisa ou cognitivo-balela, refúgio da vacuidade em floreados e arabescos.

A educação é uma atividade real e operativa.

Não uma guerra de papéis ou uma salada de palavras. E ter um linguista a mandar não ajuda, só piora. MUITO.
Só Orwell ou Klemperer para entender a linguagem atual da escola portuguesa.

 

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Aplicação para a Manifestação de Preferências (Mobilidade Interna e Contratação)

A aplicação de apoio à manifestação de preferências para a Mobilidade Interna e para a Contratação encontra-se concluída e está agora disponível neste link tendo uma versão gratuita e uma versão premium.

Na versão gratuita podem ordenar as preferências por distância ou duração da viagem desde a escola mais próxima de vossa casa que definem no menu superior.

A versão premium grava as vossa preferências e analisa os colocados desde 2013/2014 para as preferências que escolherem, podendo assim verificarem as vossas reais hipóteses de colocação nas preferências manifestadas.

Para acederem à versão premium devem fazer o registo de acordo com o número de candidatura que usam na aplicação SIGRHE, pois é através desse número que a aplicação faz a análise da vossa posição na lista.

Para conhecerem em pormenor esta aplicação podem consultar artigos de anos anteriores com os manuais para a mesma.

 

Aplicação de Manifestação de Preferências (atualizada)

 

Aplicação à Manifestação de Preferências 2020

 

 

NOTA: A aplicação está construída com base nos candidatos das listas provisórias do concurso interno e externo e será atualizada quando saírem as listas definitivas.

 

 

 

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Procedimento Concursal EPE 2021 – Listas definitivas

Informa-se que as Listas definitivas de Candidatos Admitidos, Admitidos parcialmente e Excluídos do procedimento concursal 2021 para constituição da reserva de recrutamento de pessoal docente para o cargo de professor, compreendendo os níveis da educação pré-escolar, do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário, bem como lista de locais para realização da prova de conhecimentos Professor 2021, e respetivas instruções, se encontram divulgadas na página do Camões, I.P.

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Análise das Reclamações e Classificação das Candidaturas

 

 

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