Oficinas de recuperação

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês
Na apresentação do plano de recuperação das aprendizagens, o ministro referiu-se a instrumentos de apoio para que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior.
O Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Amadora, vai recorrer ao crédito horário para pôr em prática, no próximo ano lectivo, um projecto de oficinas dedicadas ao Português, à Matemática, ao Inglês e às Ciências. Os alunos de um ano de escolaridade, que o conselho de turma entenda que estão com dificuldades, poderão frequentá-las. Serão práticas, com exercícios, e os conteúdos serão do ano anterior. Quando as aprendizagens estiverem consolidadas, o aluno pode deixar de ir.
A dúvida é se serão concretizadas numa lógica de ano – todos os alunos de um ano com dificuldade frequentam as oficinas – ou se será posta em prática em âmbito de turma. Tudo dependerá das normas da Direcção-Geral de Saúde, no que se refere à possibilidade de se poder, ou não, juntar alunos de diferentes turmas.
Neste agrupamento já havia apoio para alunos, mas era relativo ao ano de inscrição e não ao anterior. A solução que o director Bruno Santos quer pôr em marcha enquadra-se na ideia proposta pelo ministro da Educação, quando apresentou o plano de recuperação das aprendizagens. Tiago Brandão Rodrigues referiu-se a instrumentos de apoio à medida que permite que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior. Bruno Santos interpretou o desafio, num quadro de autonomia das escolas, não considerando que se estivesse a propor que um aluno fosse frequentar aulas ao horário do ano anterior, o que seria difícil de concretizar, admite.
Já o presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos, considera que esta medida “é uma das muitas” que “precisam de ser detalhadas para serem compreendidas e avaliadas”: “Do modo como está formulada fico com a impressão de será uma medida sem qualquer interesse (e de difícil exequibilidade) para os alunos do ensino básico. Para os alunos do ensino secundário, não é novidade nenhuma e há muitos anos que está prevista na lei a possibilidade de se matricularem em disciplinas ‘em atraso’, desde que haja vaga nas turmas e horários compatíveis (o que é bastante difícil). Todavia, neste caso, a experiência mostra que a esmagadora maioria dos alunos opta por realizar a disciplina por exame e não por frequência, recorrendo a apoios disponibilizados pelas escolas ou a explicações particulares”, nota.
O também director da Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, entende que “há várias medidas que apenas poderão ser avaliadas quando o Ministério detalhar a forma como poderão ser concretizadas”: “Feita esta ressalva, parece-me que as mais relevantes para a recuperação das aprendizagens serão o reforço do pessoal docente, o reforço do crédito horário; o alargamento dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, a abertura de 50 novas salas da educação pré-escolar, as medidas direccionadas ao ensino profissional, o fomento da leitura e da escrita e o reforço do digital nas escolas.”
Na apresentação do plano, o ministro referiu-se a um “reforço docente” – está prevista a contratação de cerca de 3500 docentes, de forma a manter, durante os dois anos de vigência do plano, sensivelmente o mesmo número dos que já tinham sido contratados excepcionalmente neste ano lectivo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/06/oficinas-de-recuperacao/

6 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Fartinho desta gente on 13 de Junho de 2021 at 18:17
    • Responder

    Oficinas de Matemática, Inglês, Português e Ciências. Constata-se, mais uma vez, o desprezo pelas Ciências Sociais e Humanas. Com brincadeiras não se perdem tempo. Só coisas sérias. É por isto que depois temos de inventar uma área que se chama Cidadania para tirar, ainda mais, tempo a História e a Geografia. E entretanto, os extremismos crescem e daqui d’El-Rei que a Escola terá de fazer mais na área da História e das Humanidades: projetos e festinhas com muitas palmas no final do ano, de preferência com políticos a assistir. Pensar, refletir, aprofundar, questionar, argumentar….isso não interessa para nada porque está tudo na internet….continuamos no bom caminho….

  1. Por este andar teremos no futuro profissionais que não o saberão ser:
    médicos que não saberão falar com os doentes, enfermeiros que não os saberão confortar, juízes incultos e sem visão de justiça, advogados sem escrúpulos, cuidadores que apenas quererão faturar, vendedores sem respeito, mecânicos intolerantes, professores autómatos, lixeiros sujos, presidentes de república populistas, informáticos obtusos, pessoas sem cultura, sem sentido de justiça, sem capacidade reflexiva e crítica, sem propensão para se relacionar com o outro, sem visão, sem capacidade de relativizar e de contextualizar…

      • Lumi on 13 de Junho de 2021 at 23:10
      • Responder

      Pensando bem…já os temos.

    1. PqP, dás aulas de quê?

  2. Interessante. Neste momento é prioritário os alunos saberem português….concordo com a oferta. Parabéns.

  3. Este pessoal com este número de turmas é que merecia receber o prêmio “Professor do Ano”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: