INCLUSO: Falácias das orientações sobre as medidas de apoio à aprendizagem e inclusão na educação pré-escolar
INCLUSO: Percursos Curriculares Alternativos versus percursos curriculares diferenciados
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Jun 24 2021
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Jun 23 2021
Encontra-se a decorrer até ao dia 30 de junho o prazo de candidatura a equiparação a bolseiro e licença sabática para o ano escolar de 2021/2022.
Poderá aceder ao aviso de abertura, mediante consulta do Ofício Circular n.º 19/2021, de 23 de junho. (https://www.madeira.gov.pt/drig/Estrutura/DRAE/Circulares/Of%c3%adcios-Circulares-2021/ctl/Read/mid/11064/InformacaoId/102112/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0)
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Jun 23 2021
Sou professor de alunos com mais de 16 anos que me brindaram com ameaças de morte e insultos pessoais e familiares através de correio eletrónico anónimo. Passou-se no primeiro período, tendo-lhes dado um prazo até ao natal para assumirem as suas responsabilidades.
A escola iniciou um processo de averiguações, mas como o prazo para assumirem responsabilidades acabou, sem ninguém se acusar, resolvi também fazer queixa na GNR. A minha decisão de levar o caso para fora da escola resultou de não terem assumido a sua responsabilidade e por de início ter sido muito difícil provar quem foram os autores, pois usaram uma conta de mail que encontraram aberta num computador e não havia registo de quem usou o computador, apesar de se ter identificado o computador utilizado. A colaboração da Google só seria possível através de um órgão de polícia, para identificar os autores.
Entretanto em sede de inquérito na escola houve um aluno que resolveu assumir as suas responsabilidades e denunciar os outros, tendo identificado os 4 autores. O castigo da escola foi aplicar suspensões diferenciadas aos alunos, com menos tempo para o que se assumiu.
Depois fui contactado pelo Ministério Público para prestar declarações sobre o assunto. Falei em desistir da queixa, o que não se podia fazer por ser crime público, uma vez que tinha o receio de ficarem com registo criminal e não cria estragar a vida aos alunos. O processo lá seguiu e recentemente comecei a receber pedidos formais de desculpa e soube que foram condenados a trabalho comunitário.
Quiz trazer este caso pessoal, para incentivarem os professores a apresentarem queixa quando alvo de crimes, tanto mais que no meu caso, houve muito bom senso na decisão proposta pelo MP e homolgada por um juiz, sem que ficassem com cadastro, o que me preocupava. Acho que o castigo da escola deveria ter sido também trabalho comunitário em vez das suspensões, não percebendo porque há diretores que não o aplicam, mesmo estando previsto no estatuto do aluno.
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Jun 23 2021
A ver para ficarem com uma ideia do que aí vem.
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Jun 23 2021
Encontra-se a decorrer entre os dias 23 e 25 junho, a fase de candidaturas ao Concurso de Afetação dos docentes dos Quadros de Zona Pedagógica – Ano Letivo 2021/2022 – Região Autónoma da Madeira
A Candidaturas realiza-se por via eletrónica através da Aplicação de Gestão Integrada de Recursos (AGIR), em https://agir.madeira.gov.pt/
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Jun 23 2021
A republiqueta
A atmosfera política portuguesa está mergulhada numa cultura de incongruências, oportunismos, servilismos e mentiras, para proteger responsáveis de tribos sem ética. A verdade, a liberdade e a justiça vão perdendo significado. Se seguirmos a sucessão dos episódios dos últimos dias, compreendemos o descrédito do Governo e a pequenez das tômbolas partidárias. Os cidadãos portugueses que ainda não desistiram de votar deveriam inquietar-se com os acontecimentos políticos mais recentes.
– A República está a virar republiqueta. Em Março de 2020, António Costa era contra o estado de emergência, mas Marcelo decretou-o. Agora, com os papéis invertidos, após uma troca de picardias entre ambos, que a decência dispensava, depois da festança do Sporting e do regabofe da Liga dos Campeões, o desorientado António Costa, sem anuência presidencial nem escrutínio da AR, confinou três milhões de portugueses. Será que a variante da terra dele só ataca de sexta à tarde a segunda de madrugada? A Constituição (artigos 19º e 44º) é papel molhado? Que moral lhe sobra depois de tudo isto?
– É impossível eximir Fernando Medina da responsabilidade política por um acto de enorme gravidade, responsabilidade que aumentou quando entrou num vórtice manipulatório dos factos, para reduzir uma delação hedionda a rotina burocrática. A CML atentou contra direitos humanos protegidos por tratados internacionais, contra a Constituição e contra a nossa dignidade. O responsável máximo pela CML é Fernando Medina. Não chega terminar uma auditoria nada independente com o despedimento de um cabeça-de-turco. Não chega pedir desculpa ou exonerar o porteiro, como se os dados tivessem descido a escadaria central dos paços do concelho sem ele os ver. Perante a dimensão do desastre, o Ministério de Administração Interna, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Comissão Nacional de Protecção de Dados, alertados em Março, devem também explicar porque não actuaram, sob o risco de vermos todo o Governo como um antro de incúria e indiferença.
– O anterior vai de passo síncrono com uma lei aprovada pelo Parlamento e promulgada pelo Presidente da República, que instituiu o controlo da liberdade de expressão e a censura a posteriori, num remake inqualificável da ditadura salazarista.
– A elite pífia da Iniciativa Liberal usou a liberdade de manifestação dos partidos políticos para fazer aquilo que foi interditado aos lisboetas. Mas o sórdido expediente teve um mérito: quando políticos recorrem a metáforas de ódio e se entregam à alarvidade de furar com setas as imagens dos seus adversários políticos, os eleitores podem extrapolar o que deles se espera se chegarem ao poder.
– Dois pavões sociopatas, gestores de recursos humanos da TAP, que sobrevive sugando o erário público, pavonearam-se em modo bacoco nas redes sociais, por estarem a recrutar em Madrid, depois de terem despedido em Lisboa. Reduzi-los a espanadores resolveria o problema, não fora a desumanização que personificaram ser transversal a tantas instituições que o Estado protege.
– Perguntava-me eu por que razão toda a selecção continua em funções, apesar de um dos seus ter sido sinalizado como infectado, quando na escola, logo que uma criança testa positivo, toda a turma, mesmo testando negativo, fica em quarentena. Marcelo esclareceu: a Educação não é uma actividade essencial, o futebol é uma actividade fundamental.
– No passado dia 11, PS, PSD, CDS e IL uniram-se na AR para impedir a integração nos quadros de todos os professores com 5 ou mais anos de serviço até 2022. Estes partidos não só se opuseram a um acto de elementar justiça como atentaram contra a resolução da recorrente falta de professores em muitas escolas do país. Uns trocos agora importaram mais do que a educação das gerações vindouras. Se verificarmos o dinheiro efectivamente gasto, que não o inicialmente orçamentado, no sector da Educação, em percentagem do PIB, constata-se que o seu peso diminuiu sempre, desde 2014.
A enorme suscetibilidade da sociedade a todo o tipo de manipulações, que o medo da covid-19 ofereceu a políticos sem sensibilidade e bom senso, torna talvez inútil referir tudo isto. Mas, como na parábola do colibri, pelo menos cumpro a minha parte. Porque não podemos continuar numa vida que não é vida, arruinando a saúde mental e psíquica para combater uma doença do corpo.
In “Público” de 23.6.21
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Jun 22 2021
É com muita honra que anunciamos o “nascimento” de uma nova Revista Digital de Educação – Educativa. Fazem falta este tipo de edições ao mundo educativo. Uma revista que reflete e pensa de forma plural a educação. Parabéns pelo projeto! Carregue na imagem para aceder diretamente à revista e boas leituras!
Somos 3 professoras a lecionar no 1º Ciclo e é com imensa satisfação que lançamos o primeiro número da revista EduC@tiva cuja missão visa a partilha e publicação de artigos escritos por profissionais da Educação sobre as suas práticas, ideias, reflexões e/ou desabafos.
Mais do que nunca a escola deve proporcionar aos alunos a tomada de consciência das suas aptidões e encontrar forma de potenciar as mesmas. Desde cedo não só devem ser trabalhados os conhecimentos mas competências sociais, relacionais e emocionais urgem ser desenvolvidas nas nossas escolas pois o ensino não pode ser uma mera formatação e treino para exames e rankings.
É também com este intuito que gostaríamos que todos se consigam rever na Educ@tiva e possam contribuir para que este projeto possa inspirar os que estão a começar.
Esta publicação é bimestral e todos os artigos são da inteira responsabilidade dos seus autores.
Deixamos um agradecimento a todos os que tornaram este projeto possível aceitando o convite para a escrita dos artigos desta primeira edição.
Temos a certeza que a Educ@tiva, mais do que um projeto de 3 professoras, será um projeto DE E PARA TODOS.
A equipa da Educ@tiva
Ana Monteiro Pais, Daniela Vieira, Raquel Janeiro e Sílvia Valério
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Jun 22 2021
Até há anos atrás, nos concursos de professores, (épocas idas em que os boletins eram em papel) a análise/seleção era feita manualmente por pessoas e os resultados saem tardiamente.
Atualmente, nos concursos de professores, (na época digital) a análise/seleção é feita em pouco tempo por computadores e os resultados saem tardiamente.
Porque será?
Parece-me perverso que numa era informatizada em que computadores levam apenas algumas horas a processar os boletins de concursos dos professores, seja preciso esperar meses pelos resultados. Da pessoazinha que ministra a pasta da Educação, nada se sabe… deverá ser encontrada algures por aí em algum estádio da bola.
Mas este modus operandi, nada mais é do que uma mera prática de desgaste emocional, intencionalmente aplicada à classe docente, procurando causar-lhe excesso de ansiedade e de expectativa (quase sempre frustrada) para consumir os professores acabando com o pouco poder de resiliência que ainda têm.
Uma técnica de tortura psicológica que, a juntar ao cardápio que se tem acumulado ao longo dos últimos anos, contribui para o estado de elevado desgaste e bournout de uma classe que tem vindo a ser muito maltratada.
Se a esta etapa dos concursos juntarmos a publicação das listas de colocação da fase de mobilidade interna, que durante décadas tem saído apenas no final de agosto, obrigando professores e filhos a partirem de malas e bagagens para longe – onde ainda terão de procurar casa ou quarto, escola para os filhos e reorganizar as suas vidas – conseguimos perceber a falta de humanidade, de decência e de respeito com que nos têm tratado. Noutros países, os resultados saem nos primeiros dias de agosto, para que os professores possam ter umas férias descansadas. Por aqui, como fica claro, prevalece a desconsideração.
Gente que tem tratado deste modo os seus professores, não merece respeito.
Lamento ter de dizer isto, mas a nossa classe política, ao longo de décadas, tem demonstrado ser do mais medíocre que existe, tratando os professores e as respetivas famílias de forma desumana e humilhante.
Distribuíram manuais gratuitos e computadores para comprar pais e alunos (e, infelizmente, também alguns professores), e a classe profissional mais respeitada nos países evoluídos, neste canto, continua a ter trato abaixo de cão (com o imenso respeito que os canídeos me merecem).
Mas nada disto me espanta numa sociedade que, nos nossos dias, revela mais admiração por um pedante inútil, um mentiroso engalanado ou um corrupto aperaltado, do que por um detentor do conhecimento que vai resistindo como uma vela na escuridão.
Mas, enfim, o povo (e alguns professores) também se põe a jeito e deixa-se manipular facilmente em qualquer barata celebração da ignorância.
Lamento desapontar quem esperava que algo mudasse, mas com estadistas que se ocupam em promover a felicidade desta população ingénua com doses industriais de bola para a manter absorta – a qual não se importa em ser eternamente remediada e enganada – não é possível almejar nenhuma mudança para melhor para a classe docente.
Carlos Santos
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Jun 22 2021
“Um exercício de boas contas sobre o investimento português na recuperação das aprendizagens não começa no dia em que os especialistas em contas descobrem que as desigualdades existem.
O Governo e as escolas não precisaram de um vírus para descobrir as desigualdades.”
A RECUPERAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NÃO NASCEU ONTEM
O Governo apresentou, no passado dia 1 de junho, o Plano 21|23 Escola+, enquanto estratégia de atuação para um investimento na mitigação dos efeitos da pandemia nas aprendizagens dos alunos, no seu bem estar emocional e no combate às desigualdades que se agravaram não apenas durante os períodos de confinamento e encerramento das escolas, mas durante toda a duração desta etapa em que a escola funcionou num contexto de incerteza, por trás de máscaras, com restrições e dificuldades.
Os alunos em risco de insucesso viram a sua vulnerabilidade aumentada.
Se em 2020 fomos apanhados de surpresa, 2020/2021 foi um ano letivo preparado com tempo, com orientações precisas divulgadas antes do verão, com afetação de recursos adicionais para a recuperação das aprendizagens e para o apoio aos alunos. Crucialmente, previu-se a manutenção do regime presencial para todos os alunos que, por qualquer circunstância, a escola sinalizasse como em risco de exclusão na modalidade à distância.
Também agora, com o tempo da preparação, da recolha de dados e de evidências, com ponderação e com perspetiva de sustentabilidade imediata e futura das medidas, o Plano 21|23 Escola+ permite um planeamento atempado e acompanhado dos próximos anos letivos, sem arrivismos ou soluções dos franchisings educativos que, sem nunca terem visto um aluno ou uma escola, tudo prometem resolver em poucas semanas. Com a humildade necessária a quem propõe ação em tempo de incerteza, o plano apresentado inclui medidas pedagógicas, de eficácia atestada, assentes na confiança nas escolas e nos seus profissionais, num exercício de autonomia sem precedentes na história da escola pública. Contempla ainda medidas de capacitação dos profissionais, de aquisição de recursos para a deteção de dificuldades e intervenção em domínios específicos (leitura e escrita, matemática e ciências experimentais, artes e humanidades), expande os apoios para novas realidades territoriais, com uma atenção especial às populações migrantes, infraestrutura as escolas públicas com equipamentos, rede, livros, recursos digitais e tecnológicos que se colocam ao serviço das aprendizagens.
É no mínimo estranho que haja comentadores que, enviesados pelas suas próprias análises e pela visão, necessária mas restrita, da economia da educação, façam leituras apressadas deste Plano e tentem desmerecê-lo, porque não encaixa nas suas próprias propostas. Percebe-se que uma oposição bastante vazia de contributos, como evidenciado pela bancada do PSD no debate na Assembleia da República no dia 8 de junho, proclame a alegada vagueza das medidas. Felizmente, o próprio PSD se esclareceu a si próprio, fazendo as contas às dezenas de propostas apresentadas. O PSD confunde liberdade de atuação das escolas com vagueza, ocultando que essa mesma liberdade nunca foi rotulada depreciativamente quando esse mesmo partido a reservava para o setor privado. Afinal, porque tem o PSD medo da autonomia das escolas? Mais precisamente, porque só tem medo da autonomia das escolas públicas?
Já é menos compreensível que, sob o manto da análise académica, se repitam chavões que, se não proviessem de especialistas com provas dadas, se pensaria que eram também afirmações de manifesto partidário.
Em artigos de opinião ou nos tweets de alguns académicos, repete-se há meses que o Governo português, ao contrário de outros, começou tarde, não fez nada, não preparou. Ignora as medidas de acompanhamento às escolas e os recursos produzidos para apoio aos alunos que se começaram a disponibilizar desde 15 de março de 2020, bem como o investimento em recursos que foi feito desde setembro. Mais grave, desconsidera que, fazendo apenas as contas ao período entre 2015 e 2019, as escolas portuguesas têm um aumento de cerca de 6100 professores, de mais de 500 psicólogos e outros técnicos.
Porque foi esse o período em que se implementaram medidas estruturais para o combate à pobreza em contexto educativo (com a criação de mais um escalão ASE, com distribuição de refeições nas férias ou com a gratuitidade dos manuais escolares) e para a melhoria das aprendizagens, como o Apoio Tutorial Específico, para acompanhamento a pequenos grupos de alunos, o reforço de crédito horário para escolas TEIP, aliados a um trabalho de profundidade sobre o currículo português e sobre a inovação pedagógica ao serviço das aprendizagens e da inclusão. Tudo isto antes de haver pandemia.
Um exercício de boas contas sobre o investimento português na recuperação das aprendizagens não começa no dia em que os especialistas em contas descobrem que as desigualdades existem. O Governo e as escolas não precisaram de um vírus para descobrir as desigualdades. O combate à pobreza em educação é um caminho de vários passos que têm gerado melhores resultados. Assim, o exercício económico poderia ter em conta as seguintes variáveis: qual o investimento público no reforço de professores em tutorias, desde 2016/2017, qual o investimento público no Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, qual o investimento público no alargamento do crédito horário para agrupamentos TEIP, qual a tradução em resultados no facto de todas as escolas disporem de uma bolsa de 7 a 11 horas semanais por turma para o trabalho de acompanhamento aos alunos, qual o investimento público no programa Escolhas, qual o investimento público no reforço de técnicos.
O argumento martelado de que o Reino Unido investiu muito mais em tutorias do que Portugal esconde duas dimensões fundamentais: o facto de termos iniciado o trabalho de tutorias e mentorias há bastante tempo; o facto de a solução do Reino Unido se ter traduzido num enorme outsorcing a empresas externas às escolas dos alunos, grande parte delas sem qualquer experiência em matéria educativa e com custos suportados apenas parcelarmente pelo estado. Por cá, sabemos que os professores, nas suas escolas, em parceria com os técnicos e as comunidades, têm formação e competência para acompanhar os alunos. E esse é o investimento continuado e agora reforçado em que apostamos. Sem copy-paste de outros, sem gráficos em que se intersecionam valores absolutos com percentagens, sem pensar que só comprando serviços externos é que a escola pública é capaz.
João Costa
Secretário de Estado Adjunto e da Educação
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Jun 21 2021
Já por aqui disse que ainda não obtive resposta ao meu recurso hierárquico, que já foi feito há mais de 6 meses, sobre a minha Avaliação de Desempenho.
À minha reclamação recebi uma resposta desenquadrada do que a DGAE pensa agora sobre o assunto. Parece que descobriram agora que existe uma Lei desde 2016 que obriga a dar essa informação e não necessariamente ao interessado, mas a qualquer um que a solicite, dizem que por acordão dos tribunais.

Extrato da minha reclamação enviada a 17/11/2020

Resposta da DGAE à minha reclamação de 23/11/2020

Powerpoint da DGAE sobre Avaliação Docente apresentado aos Diretores ao longo do mês de Junho de 2021
Vou achar muito curioso virem-me dizer nesta reunião que os Diretores devem cumprir a Lei n.º 26/2016. Até acho que quando estiver presente na reunião vão passar este slide à frente. 🙂
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Jun 21 2021
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Jun 21 2021
Resolução da Assembleia da República n.º 173/2021
Sumário: Recomenda ao Governo que avalie a forma de contabilização do tempo de serviço declarado à segurança social pelos docentes contratados a exercer funções a tempo parcial.
Recomenda ao Governo que avalie a forma de contabilização do tempo de serviço declarado à segurança social pelos docentes contratados a exercer funções a tempo parcial
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:
1 – Avalie o modo da contabilização dos dias de serviço dos docentes contratados para efeitos de segurança social e diligencie para que estes, ao concorrerem, saibam quantos dias são declarados à segurança social.
2 – Diminua a amplitude dos intervalos dos horários a concurso, minimizando as diferenças, dentro do mesmo intervalo, em termos de vencimentos, tempo de serviço e dias de trabalho declarados à segurança social.
3 – Garanta que são contabilizados de forma justa e proporcional todos os dias de trabalho dos docentes com contrato de trabalho a termo resolutivo declarados à segurança social, resultantes do exercício de funções docentes em uma ou em várias escolas.
Aprovada em 22 de abril de 2021.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
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Jun 21 2021
| 11.º ano (1.ª fase) | |
| Disciplina | Data |
| Espanhol, Geometria Descritiva A | 5 de julho de 2021 |
| Filosofia, Francês | 6 de julho de 2021 |
| História, História da Cultura e das Artes | 7 de julho de 2021 |
| Físico- Química, Latin | 8 de julho de 2021 |
| Economia A, Alemão | 9 de julho de 2021 |
| Inglês | 12 de julho de 2021 |
| Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais |
13 de julho de 2021 |
| Mandarim | 14 de julho de 2021 |
| Biologia e Geologia, Literatura Portuguesa | 15 de julho de 2021 |
| Geografia A | 16 de julho de 2021 |
| 11.º ano (2.ª fase) | |
| Disciplina | Data |
| Físico-Química A, Literatura Portuguesa, Economia A, Latim A | 1 de setembro de 2021 |
| História da Cultura e das Artes, Geografia A | 2 de setembro de 2021 |
| Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais | 6 de setembro de 2021 |
| História B, Geometria Descritiva A, Desenho A, Biologia e Geologia | 3 de setembro de 2021 |
| Inglês, Alemão, Espanhol,Francês, Mandarim | 7 de setembro de 2021 |
| 12.º ano (1.ª fase) | |
| Português, Português Língua Segunda, Português Língua Não Materna | 2 de julho de 2021 |
| História A | 7 de julho de 2021 |
| Matemática A | 13 de julho de 2021 |
| Desenho A | 14 de julho de 2021 |
| 12.º ano (2.ª fase) | |
| Português, Português Língua Segunda, Português Língua Não Materna | 2 de setembro de 2021 |
| Matemática A, Filosofia | 6 de setembro de 2021 |
| História A | 3 de setembro de 2021 |
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Jun 21 2021
Foi com grande prazer que fiquei a saber recentemente do excelente trabalho levado a cabo pelos alunos e professores da Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos.
E desde logo as minhas desculpas pela ignorância desde que vos escreve. Por culpa minha, decerto, por não procurar saber. Mas também por culpa de um sistema político que, por razões difíceis de compreender, pouco faz para promover os seus melhores exemplos.
Porque a Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos é muito mais do que uma escola, é um projecto social, um movimento social de iniciativa social virado e focado nos jovens, nos seus jovens, os jovens de Matosinhos e arredores que só Matosinhos e arredores conhece e só quem vive em Matosinhos e arredores pode ajudar.
Porquê? Porque quem por aqui vive conhece não só estes jovens mas onde vivem, como vivem, com quem e porquê entre o passado e o presente mais as mil e uma razões do abandono escolar precoce.
Conhecer a realidade dos dias é o primeiro passo para a relação, e por relação entenda-se saber ouvir, atentamente e com atenção, dando a estes jovens a voz que nunca tiveram, a importância que nunca tiveram em casa, na escola ou na vida.
Por culpa do desemprego, da baixa escolaridade dos pais, e isto quando há pais, tantas vezes tão precários como o emprego ou então apenas uma espécie em vias de extinção enquanto se condenam gerações inteiras ao Deus-dará, a escassez de trabalho e rendimentos, a fome, o corpo e a mente debilitados, as doenças, o consumo de drogas e álcool entre o vício, o escape e a fonte de rendimento, os problemas com a polícia e a justiça mais o registo criminal sem fim.
Até agora nunca ninguém lhes disse que são capazes. Mas são. São capazes de tudo. Basta terem quem acredite neles e a Escola de Segunda Oportunidade acredita, os seus professores acreditam, a psicóloga acredita, o mediador juvenil acredita, a orientadora profissional acredita assim como todos os vinte profissionais que aqui vivem e trabalham acreditam.
E sublinhe-se vivem quando se vive na educação e para a educação e ensinar é fazer parte da vida do outro e transformar essa vida, é ter o privilégio de ver uma criança crescer e a coragem de deixar a criança partir: já não é uma criança, é um homem, é uma mulher, mesmo se o coração nos diz o contrário.
E como homens mulheres, os jovens outrora excluídos e renegados encontram nesta segunda oportunidade a oportunidade para se expressarem através da dança, do teatro, da música e das artes visuais enquanto aprendem a ser electricistas, costureiros, cozinheiros, carpinteiros.
Combinando a formação pessoal, cívica e vocacional, a Escola de Segunda Oportunidade oferece a jovens entre os 15 e os 25 anos não apenas a certificação escolar final de 6º e 9º ano, oferece uma vontade e uma razão, um sentido, um gosto e um percurso para os cerca de 70 alunos que aqui passam todos os anos à procura de aprender.
Fossem todas as escolas assim. Fosse a escola assim. Porque as crianças e jovens merecem, não, precisam de uma segunda oportunidade, e uma terceira oportunidade, e uma quarta oportunidade e todas as oportunidades que lhes pudermos dar. Porque são crianças e jovens. Estão a aprender. Cometem erros, cabendo aos adultos, aos pais, aos professores, a todos nós, perdoar e encaminhar uma e outra vez e sempre.
Neste âmbito, a duplicação no próximo ano lectivo do número de escolas que combatem o abandono escolar é muito mais do que uma boa notícia.
Mas se mais escolas de segunda oportunidade são bem-vindas, porquê a necessidade de uma segunda oportunidade e o que aconteceu à primeira oportunidade?
Valorizemos as escolas e os professores e talvez não precisemos de segundas oportunidades.
Fomentemos os apoios sociais e o emprego e talvez não tenhamos exclusão social.
Promova-se o acesso à saúde e a uma habitação condigna e talvez tenhamos o futuro garantido.
Garanta-se justiça e equidade e talvez tenhamos paz.
João Costa
https://www.segundaoportunidade.com
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Jun 20 2021
O Plano de Recuperação das Aprendizagens recentemente apresentado pelo Governo enferma de uma perspetiva dirigista e centralista e parece não confiar nos professores, nas escolas e na sua desejável autonomia pedagógica e científica.
Pese embora o facto de a pandemia ter obrigado a dotar as escolas de mais funcionários e de mais alguns recursos digitais, o Plano 21/23 Escola +, Plano de Recuperação de Aprendizagens que o Governo recentemente apresentou para auscultação pública, não passa de mais um exercício algo idealista, demasiado genérico e impregnado de “eduquês”, porventura bem intencionado, mas que, de facto, está longe de assegurar uma melhoria substancial do processo de ensino-aprendizagem.
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Jun 19 2021
Maria Elsa Cerqueira, professora de Filosofia na Escola Secundária de Amarante, é vencedora deste ano do Global Teacher Prize Portugal, o “Nobel da Educação”. O prémio foi entregue esta tarde, numa cerimónia transmitida online. A professora de Amarante foi considerada a melhor de um rol de 10 finalistas, apurados de um total de 186 candidaturas.
A docente, que se move pelo desafio de criar e implementar “pequenas utopias”, com o intuito de potencializar o desenvolvimento de cidadãos críticos e criativos para uma sociedade mais humanizada, criou o projeto de Filosofia com Cinema.
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Jun 19 2021
Há mais de 20 anos, havia dois casos britânicos que acompanhava com interesse. Os rankings das escolas e a falta de professores. Sobre o primeiro, assinalámos 20 anos que começamos a publicá-los e já não são umas simples listas de escolas ordenadas, são um retrato possível, com todas as injustiças que possam ter. Quanto ao segundo, ouvia com frequência sindicatos e professores dizerem que ou se fazia alguma coisa ou o mesmo aconteceria por cá e faltariam professores no sistema. Mas não eram os únicos preocupados, desde pelo menos 2016, que o Conselho Nacional de Educação alerta para este problema.
À medida que os anos foram passando fomos assistindo ao envelhecimento da classe docente, mas também à perda de alunos interessados em prosseguir os seus estudos na área do ensino ou, pior ainda, aqueles que a seguem não são sequer os melhores — pelo menos não são os que chegam com as melhores notas de acesso ao ensino superior. Veja-se um exemplo muito concreto: há perto de 30 anos, a nota de entrada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para Português-Inglês era a terceira mais alta do país. Hoje vão para as humanidades os alunos mais fracos do secundário e a nota do último classificado, o ano passado, em Estudos Portugueses na mesma instituição foi de 13,4 (numa escala de 0 a 20), muito longe das Medicinas, Engenharias Aeroespaciais, Arquitecturas e afins – aliás, se um filho nosso tiver grandes notas, a última coisa que queremos é que ele escolha humanidades.
Quem são os principais prejudicados por este sistema que, incompreensivelmente, quer poupar nos recursos, quando a escola e os seus professores podem ser os grandes contribuintes para o esbatimento de desigualdades sociais, para o tal elevador social, para a defesa da democracia? Os alunos.
Feito o retrato, em pinceladas grossas (grosseiras até, dir-me-ão alguns), vamos ao que nos trouxe aqui: como atrair os melhores para a docência?
Se um filho nos disser que quer ser professor, não fazer logo aquele ar do “ando eu a criar um filho para isto…”. Claro que devemos falar-lhes dos prós e contras da profissão, mas também incentivá-los a prosseguir os seus sonhos. Se fizerem o que gostarem vão fazê-lo sempre com um sorriso, mesmo que ganhem mal.
Se os nossos amigos nos disserem: “Já viste que o nosso filho quer ser professor…” falar-lhes da importância desta profissão, como podem, de facto, ajudar a mudar o mundo! É esse lado poderoso que os professores têm e que tem de ser mais sublinhado – o seu poder para contribuir para um mundo melhor!
Em épocas como a que estamos a viver, com o avanço rápido das inovações cientificas e tecnológicas, percebemos cada vez mais como é importante reflectir sobre as questões e nada como as ciências sociais e humanas para nos darem essas ferramentas. Aprender a pensar, a questionar, a encontrar respostas – essa é uma capacidade fundamental que as crianças devem aprender com os pais, educadores de infância e professores.
O CNE propôs um 10.º ano igual para todos, “mais livre e transversal”. Na formação inicial dos professores, a História e a Filosofia não devem ser esquecidas. Da mesma maneira que nos cursos de Jornalismo há cadeiras de estatística (que nos permitem ler o mundo através dos números e fazer manchetes bombásticas), também os futuros professores – sejam de Matemática, Biologia ou Educação Física – têm de conhecer a sociedade em que vivem, têm de saber pensar e ter mundo para lá da disciplina que leccionam.
Os cursos superiores para o ensino não podem ter as médias mais baixas, não podem acolher alunos medíocres que vão fazer um curso só porque sim e que ali chegam já vencidos, já com os vícios e as palavras de ordem dos sindicatos.
Da mesma maneira que há faculdades que procuram atrair os melhores alunos – vejam-se os cursos de Economia e Gestão com todo aquele jargão do “somos vencedores, somos os melhores”, etc. –, também as faculdades de letras e de ciências, bem como as escolas superiores de educação têm de ter orgulho naquilo que fazem e incuti-lo nos seus alunos. Têm de conquistar os melhores. Têm de ser mais dinâmicas, mais activas, com os pés no mundo e não lamentarem-se porque qualquer dia têm de fechar as portas por falta de estudantes.
Preparar os futuros professores não é só ensinar didáctica e inovação, é transmitir-lhes confiança, é dar-lhes bons exemplos, é ensiná-los a ser para que – quando chegarem à sala de aula – reflictam o que aprenderam e sejam daqueles professores que os alunos não esquecem o seu nome até ao fim da vida, daqueles que os miúdos olham com reverência como uma referência, daqueles que, um dia, pensam “quando for grande quero ser como o meu professor de Matemática!”.
Projectos como o do Global Teacher Prize, que premeiam os professores que se destacam; projectos educativos que levam a sociedade civil a entrar nas escolas e a contribuir para que os estudantes estejam mais predispostos a aprender; ou aquelas correntes que percorrem as redes sociais sobre “o professor que mudou a minha vida”, contribuem para que olhemos para a docência com o respeito que merece.
A comunicação social também tem o seu papel – somos muitas vezes acusados de mostrar o pior. É verdade, mas esse pior não pode ser escondido porque deve levar-nos a reflectir sobre o sistema e como este pode mudar. Contudo, também damos voz a tantos professores que escrevem colunas de opinião no PÚBLICO, também saímos em reportagem e informamos sobre bons exemplos, boas práticas, actividades que as escolas fazem que contribuem para a mudança e que podem ser exemplos inspiradores para outras comunidades educativas.
É lamentável que a “bazuca” não seja usada para investir mais nos recursos humanos – o CNE defendeu o uso destas verbas para atrair professores –, mas em mais tecnologia e infra-estruturas para as escolas. As máquinas nada são sem a intervenção humana. Vimos isso recentemente, como o ensino à distância.
Se não houver mudanças na forma como os candidatos a professores acedem à carreira; se não se melhorar e não se derem incentivos para que estes se fixem em terras ou em escolas do interior, ou se dê um suplemento a quem está deslocado a mais de x quilómetros de casa; se as escolas não tiverem mais autonomia (inclusive na contratação); se não existirem ferramentas transparentes para avaliar as escolas e os seus professores; se não se integrarem outros profissionais como assistentes sociais, psicólogos, mediadores, que trabalhem directamente com os professores, alunos e famílias; de nada vale estarmos a debater formas de atrair futuros profissionais para uma carreira estagnada e sem quaisquer incentivos.
Lamentavelmente, o desinvestimento na educação é o desinvestimento no nosso futuro.
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Jun 19 2021
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Jun 18 2021
MOBILIDADE INTERNA – LISTAS PROVISÓRIAS – RAM – 2021/2022
https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaProvAdmitidosMobilidadeInterna_20210618.pdf?ver=2021-06-18-145248-487
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Jun 18 2021
Foram colocados 83 contratados na Reserva de Recrutamento 34, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Jun 18 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 34.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 21 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 22 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
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Jun 17 2021
Exmo.(a) Senhor(a)
Diretor(a)/Presidente de CAP,
No âmbito da adoção do regime da gratuitidade dos manuais escolares, através de uma efetiva política de reutilização que importa continuar a fomentar e implementar, tendo por referência o «Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares», aprovado e publicado como anexo I ao Despacho n.º 921/2019, no Diário da República, 2.ª série, n.º 17, de 24 de janeiro de 2019, informo que devem, desde já, promover todos os procedimentos relativos ao processo de reutilização dos manuais escolares, que abrangem todos os níveis de ensino a partir do 2.º ciclo do ensino básico, inclusive. Para o efeito, anexa-se o calendário dos referidos procedimentos.
Com os melhores cumprimentos,
João Miguel Gonçalves
Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares
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Jun 17 2021
A partir de hoje já é possível tirar o Certificado Digital Covid no site do Serviço Nacional de Saúde.
Podem aceder a este link para aceder ao pedido e escolher uma das 3 hipóteses:


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Jun 17 2021
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Jun 17 2021
…
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Jun 17 2021
Tristes, sós e abandonados (sem ironia), assim parece estar grande parte dos jovens que frequenta as nossas escolas… E a culpa disso não pode ser exclusivamente atribuída aos confinamentos que lhes foram impostos, por motivos epidemiológicos…
O problema será, talvez, muito mais profundo do que isso, já existiria previamente e apenas se terá acentuado com o “gatilho” dos confinamentos…
O isolamento social experimentado por essa via, agravou e catalisou, por certo, o problema, deu-lhe maior visibilidade, mas não será o principal responsável pela solidão, pela tristeza ou pela sensação de abandono, frequentemente observados nos jovens ao longo dos últimos meses…
Na verdade, muitos jovens parecem estar abandonados há muito tempo, deixados numa solidão que cada vez mais os aprisiona e os empurra para um mundo irreal, não poucas vezes também surreal… E um mundo assim, onde facilmente se confunde a realidade com a ficção e a fantasia, pode tornar-se num mundo que condiciona e restringe as capacidades de auto-controle e de enfrentar e gerir a frustração, a ansiedade e a angústia, presentes na vida de qualquer ser humano, decorrentes das mais variadas situações…
Nos últimos tempos, as crises de ansiedade e de pânico vivenciadas por muitos jovens, cada vez mais frequentes e visíveis em contexto escolar, talvez sejam a principal manifestação das dificuldades existentes ao nível da capacidade de auto-controle e da capacidade de gerir adequadamente os níveis de frustração, de ansiedade e de angústia…
Cada vez mais, a escola é o reflexo do que se passa no seio de muitas famílias e a forma como as famílias funcionam vê-se, comummente, na escola, através do desempenho e do comportamento dos jovens…
E quando o funcionamento das famílias apresenta disfunções, é frequente constactar-se a existência de pais alheados; pais que não conhecem os próprios filhos; pais que não comunicam com os filhos, nem lhes prestam a devida atenção…
Também encontramos pais com comportamentos patologicamente invasivos e controladores, incapazes de respeitar a individualidade dos filhos e de lhes proporcionar o espaço necessário para errar ou para cometer alguns “disparates”… Pais focados apenas nos resultados escolares, incapazes de os conseguir contextualizar… Para esses, muitas vezes, as vitórias e as conquistas dos filhos nunca são suficientes e raramente são reconhecidas…
Uns e outros, apresentam-se como pais que parecem ignorar os medos, as angústias ou as ansiedades dos seus filhos e que dificilmente conseguirão ser contentores ou securizantes, em termos emocionais e afectivos… Quase sempre, ou são pais muito descansados porque é muito mais confortável “não saber” do que intervir ou pais que recorrentemente impõem uma pressão desproporcionada e sistemática, tornando-se, eles próprios, potenciais agentes ansiogénicos…
Uns e outros, apresentam-se como figuras parentais que, de forma consciente ou inconsciente, não estão disponíveis para apoiar o processo de descoberta e de exploração do mundo exterior por parte dos seus filhos, nem o estabelecimento de relações com esse mundo…
E o estabelecimento de relações com o mundo exterior impõe a necessidade imperiosa de se fazerem escolhas… Escolhas que, nos casos anteriores, ficam quase sempre entregues aos próprios jovens, muitos deles, ainda sem disporem das aptidões e dos recursos emocionais necessários para triar opções, de modo a conseguir eleger as mais sensatas e mais adequadas…
O acompanhamento dos jovens, por parte dos pais, nessa descoberta e nesse deslumbre pelo mundo exterior torna-se premente e imprescindível… A responsabilidade por essa orientação e acompanhamento não pode deixar de ser imputada, em primeiro lugar, aos pais, enquanto adultos que, à partida, não podem deixar de ser considerados como competentes para esse efeito e enquanto figuras presumivelmente significativas do ponto de vista afectivo…
Em sentido restrito, o abandono não é físico, o abandono é sobretudo afectivo e emocional, mas apresenta efeitos igualmente perniciosos, e não pode deixar de ser considerado como uma forma negligente de actuação…
Salvo raríssimas excepções, não existem justificações atendíveis para este tipo de enjeitamento por parte dos pais…
A ausência de comunicação, de partilha, de negociação e de vinculação afectiva entre pais e filhos conduz, muitas vezes, os jovens a “refugiarem-se” nas conhecidas Redes Sociais, em que a (falsa) sensação de pertença a um determinado grupo tende a substituir as relações interpessoais em presença… E o resultado mais comum disso é o surgimento de uma certa alienação e de uma prisão dos jovens a um mundo meramente virtual…
Mas sem presença ou contacto físico é praticamente impossível estabelecer relações interpessoais genuínas e saudáveis, quer se trate de amizade ou de namoro… Fantasiar ou idealizar essas relações não é o mesmo que vivê-las e experienciá-las na vida real…
As Redes Sociais acabam, assim, por promover o isolamento social e o distanciamento físico, apesar de quererem fazer parecer o contrário… Praticamente tudo o que se passa nessas Redes é efémero e ilusório: num determinado momento, ter aí muitos “amigos” ou muitos “seguidores” significa exactamente o quê?
Em muitos casos, a dependência psicológica dessas Redes indicia também a presença de um comportamento aditivo, evidenciado por jovens à deriva, entregues a um mundo quimérico, à mercê do que o acaso lhes possa proporcionar, “anestesiados” por relações postiças e simuladas…
E apesar da Escola não poder, nem dever, cair na tentação de substituir-se à família nem àquilo que são as suas principais funções, também é verdade que muitos desses jovens procuram (e encontram) na sua escola, em pessoas da sua escola, algum conforto emocional que de outra forma não obteriam… Muitos desses jovens precisam, desesperadamente, que alguém os oiça, que não os ignorem e que não os menosprezem…
Por onde andam os pais desses jovens? Por onde andam as Associações de Pais, de quem também se espera um papel formativo junto dos respectivos associados?
Obviamente que existirão consequências lesivas ao nível da motivação e ao nível da qualidade das aprendizagens escolares realizadas pelos jovens, mas isso parece também não interessar aos “sábios” da Educação, muito mais preocupados com a cooptação de votos eleitorais, por via de alardes acções de propaganda relativas a uma pretensa escola digital e tecnológica que, além do mais, não servirá para resolver nenhum destes problemas, pelo contrário…
A Escola precisa urgentemente de ser reinventada, mas muitos pais também…
(Matilde)
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Jun 17 2021
PLANO DO ME (AINDA) NÃO AGRADA À PRÓ-ORDEM
A Pró-Ordem e a Federação Portuguesa de Professores reuniram hoje com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, e com a Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, de modo a pronunciarem-se de viva-voz sobre o PLANO 21/23 ESCOLA+, Plano de Recuperação de Aprendizagens.
Começámos por considerar que, salvo o devido respeito por quem terá elaborado este Plano, o mesmo enforma de uma perspetiva dirigista e centralista, pois afirma algumas coisas que em abstrato até podem estar certas, mas que, no fundo, parece revelar alguma desconfiança dos professores, do corpo docente, das escolas e da sua desejável autonomia pedagógica e científica.
Reportando-nos apenas ao enunciado que nos havia sido enviado pelo Ministério, pelo menos para já, não se alcança nenhuma alteração substancial no nosso sistema de educação e de ensino, pois, bem vistas as coisas, no fundo, trata-se fundamentalmente de reequacionarem os créditos horários das escolas e agrupamentos, nomeadamente no que respeita ao crédito horário das Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) e também, por exemplo, do Desporto Escolar (v.g., de modo a que alunos, encarregados de educação e professores participem em atividades desportivas conjuntas!…).
Aquilo que mais importaria para o sucesso escolar das crianças e jovens, dos nossos alunos, não é, sequer minimamente, contemplado neste Plano. Se não, vejamos:
– Em parte alguma, do dito cujo, surge qualquer referência à diminuição do número de alunos por turma;
– Também não há nenhuma referência a um dos principais problemas que dificulta e, não raro, impede um regular processo de ensino-aprendizagem, que é a indisciplina sistémica. Aliás, tantas e tantas vezes relacionada com o elevado número de alunos por turma;
– Para a redução do número de alunos por turma, seriam necessários mais professores, não apenas mais créditos horários, facto que este Plano ignora olimpicamente;
– Nada se refere sobre a necessidade de alívio do trabalho burocrático dos professores, pelo contrário, aponta-se para a necessidade de haver mais reuniões, mais formações (superiormente determinadas pelo dirigismo do ministério), mais elaboração de relatórios e evidências;
-Nada se refere sobre a necessidade de redução do número de turmas e de níveis por cada docente. Quando há professores que podem ter duas ou três centenas de alunos dificilmente podem fazer um ensino mais personalizado e focado nas necessidades individuais de aprendizagem de cada um dos seus alunos.
Em suma, quem elaborou este plano parece não acreditar suficientemente na autonomia pedagógica dos professores, isto é, na profissionalidade docente.
Resta-nos esperar que, após esta auscultação da Federação Portuguesa de Professores e da Pró-Ordem, bem como das outras das organizações de docentes, a versão final a plasmar em Resolução do Conselho de Ministros saia substancialmente melhorada.
Para melhor recuperarmos as aprendizagens dos alunos seria desejável a tão aguardada renovação do atual corpo docente, cada vez mais exaurido e envelhecido, dando lugar à passagem do testemunho e à integração dos professores mais novos. Voltámos a reivindicar um regime específico e geral de aposentação que abranja todos os docentes e professores.
(Escusado será dizer que nesta reunião, mais uma vez, os membros do Governo presentes não mostraram interesse na abertura de nenhum processo negocial sobre assuntos de carreira…).
Lisboa, 16 de junho de 2021
Pela Direção Nacional
O Presidente da Direção
Filipe do Paulo
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Jun 17 2021
“Embora não se devam aproveitar as situações excecionais para implementar profundas alterações no funcionamento social, essas mesmas situações excecionais podem ser a alavanca para essas mudanças”, explicam os relatores, acrescentando que as recomendações visam medidas imediatas que podem “inspirar as escolas” e medidas a médio prazo que requerem “vontade política” e a “colaboração e participação de todos os parceiros educativos”.
O CNE aconselha o Governo que estude a reorganização do ensino secundário de forma a manter “o 10.º ano mais livre e transversal aos diferentes percursos de conclusão do ensino obrigatório, relegando para os 11.º e 12.º anos a escolha das vias de conclusão e acesso ao ensino superior”.
Nos dois últimos anos do ensino obrigatório pode haver “flexibilidade e permeabilidade entre os diversos desenhos curriculares e recurso à modalidade de ensino híbrido”, ou seja, entre o ensino presencial e o ensino remoto.
Resumo
Folheto_Digital.pdf (cnedu.pt)
Estudo
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Jun 17 2021
A reunião iniciou-se com uma breve intervenção do Secretário de Estado João Costa sobre o único ponto da reunião, plano 21/23 ESCOLA+, Plano de Recuperação de Aprendizagens.
Ideias-chave da intervenção do S.TO.P., enviadas ao ME na íntegra, através de email:
“Começamos por reafirmar que, em representação de muitos Profissionais da Educação que nos tem contactado, voltamos a alertar, uma vez mais, que o ME já deveria ter iniciado reuniões de negociação coletiva sobre vários temas fundamentais que continuam adiados. Por exemplo: quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões, modelo de avaliação injusto e artificial com quotas (pessoal docente e não docente), Precariedade docente (AEC e Contratados) incluindo a questão dos colegas lesados da Segurança Social e vinculação pelas reais necessidades do sistema educativo, Rejuvenescimento e contabilização de todo o tempo de serviço da classe docente, direito a uma pré-reforma digna, valorização em particular do pessoal não docente com salários de miséria, a gestão escolar democrática, ultrapassagens na progressão da carreira, a municipalização, concursos docentes justos através da graduação, redução do número de alunos por turma e medidas para combater a indisciplina, diminuir o excesso de trabalho burocrático, etc.
Neste plano, refere-se que nos últimos anos contrataram-se de forma, sem precedentes, milhares de Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente), mas curiosamente não se informa quantos profissionais nesse mesmo período se reformaram ou estão de baixa e, ainda, qual a idade média dos professores que vincularam (ou que há muitos milhares que já ultrapassaram os 10 anos de trabalho precário e, assim, continuarão).
Mas sobretudo este mesmo plano não tem uma única referência ou proposta para inverter as condições de exaustão, desmotivação e de envelhecimento – sem precedentes – em que se encontram os Profissionais de Educação!
Supostamente reconhece-se que os Profissionais são essenciais para o funcionamento regular das escolas e da recuperação das aprendizagens, mas, na prática, o ME continua – totalmente – indiferente com os muitos milhares à beira de burnout, deprimidos, exaustos e desmotivados (cujos estudos/pesquisas demonstrativos são sobejamente conhecidos). Algo particularmente grave quando é reconhecido que a classe docente em Portugal é das mais envelhecidas da Europa e mais uma vez, neste plano, não há qualquer proposta para rejuvenescer a classe.
Além do ME não responder aos problemas incontornáveis de envelhecimento, exaustão e desmotivação, este Plano, na prática, levará a sobrecarregar ainda, com mais trabalho – sobretudo burocrático – os docentes e as direções escolares. Isso parece-nos evidente, nomeadamente quando:
– Em várias partes como na página 9, refere-se mais formação para o pessoal docente e não docente. Como o ME não se dignou a responder ao S.TO.P. – quando no passado propusemos que as formações, além de gratuitas, contemplassem o horário laboral, precisamente para não sobrecarregar ainda mais os Profissionais de Educação, interpretamos que o Ministério pretende que as formações continuem a ser em horário pós-laboral e desvalorize a sobrecarga incontornável.
– (na página 10 do plano) consta: “+ Dados (Produção de metas e divulgação regular de dados de execução) ▪ + Informação (Serão produzidas evidências e formas de divulgação de boas práticas)”.
Uma vez mais, a mesma questão: Os professores estão cada vez mais sobrecarregados de papeladas/burocracia e, cada vez, têm menos tempo para os alunos, para preparar aulas inovadoras, para pesquisar (por exemplo, os vários “materiais…bancos…recursos…bibliotecas” galvanizados neste plano), etc- E o que o ME apresenta com este plano é, na prática, ainda mais trabalho com papeladas/dados, evidências e formações em horário pós-laboral, com questionável interesse efetivo para as aprendizagens dos nossos alunos…
Não podemos tolerar a forma como Ministério tem gerido os seus recursos humanos que são indispensáveis para a melhoria das aprendizagens, levando a que cada vez mais Profissionais da Educação fiquem para trás, exaustos, desmotivados ou mesmo de baixa……(”mas ironicamente afirma-se no Plano, na página 4 que “ninguém fica para trás. Isto já acontecia antes da pandemia, com esta agravou-se e este plano infelizmente não vai no sentido correto. Não raras vezes mais é, na verdade, menos.
ME revela desconhecimento do trabalho quotidiano nas escolas
Novamente com este tipo de plano reforça-se os erros do passado, priorizando os meios materiais (equipamentos e infraestruturas), mas não os recursos humanos. A persistência neste tipo de erro leva-nos a questionar se, alguém do ME, conhece ou está efetivamente preocupado com o trabalho quotidiano de uma escola normal?! Algo bem diferente do que ir pontualmente a uma escola discursar cenários generalizados.
Este plano de 10 páginas não tem sequer qualquer tentativa de resposta para a maioria dos problemas essenciais que se vive nas escolas mas, na página 8, chega a ter uma parte designada ▪ + Inclusão e Bem-Estar, com o objetivo de se iniciarem programas para o envolvimento de alunos, encarregados de educação e professores em atividades desportivas conjuntas?!…
Se dúvidas houvesse que o ME desconhece a realidade escolar em Portugal, ficou totalmente evidente na última reunião deste com os sindicatos, quando após a denúncia do S.TO.P. sobre a existência de professores com mais de 500 alunos por ano letivo, a Secretária de Estado Inês Ramirez, desconhecendo, duvidou da veracidade da realidade denunciada, uma vez mais, pelo S.TO.P. (facto que foi recentemente capa do DN com o testemunho de vários docentes com mais de 500 alunos).
Em defesa das aprendizagens É FUNDAMENTAL MOTIVAR e RESPEITAR QUEM TRABALHA NAS ESCOLAS
Na página 7 existe uma parte designada: “+ Família (Criar instrumentos para a construção de um envolvimento parental mais eficaz, fomentando cooperação e capacitando as famílias.) o Famílias mais perto” paradoxalmente, no mesmo ano em que este ME alterou as regras dos Concursos docentes (MI e norma travão) que provocará que muitos professores fiquem longe das suas famílias, separando-as e incapacitando a tal construção de um envolvimento parental mais eficaz. Não é assim que se motiva e se respeita quem trabalha nas escolas e as suas famílias.
Também é surreal que, apesar da narrativa da excelência e da importância das aprendizagens, temos duas fasquias: cada vez menos se exige dos alunos e, cada vez mais, se exige dos professores. Isto é uma genuína preocupação com a qualidade das aprendizagens dos alunos que prejudica o seu futuro e, por consequência, o futuro do nosso país, porque cidadãos com formação menos exigente e menor espírito crítico colocam a própria democracia em risco.
Para se conseguir uma melhoria nas aprendizagens é fundamental diminuir o número de alunos por turma, não permitir que em turmas do 1.º ciclo coexistam anos diferentes de escolaridade, repor o desdobramento de turmas (importante para as aprendizagens em disciplinas de Ciências e outras), para além, da importância da reformulação dos programas com estreita coordenação e acordo das Associações de Professores das diferentes disciplinas (sem prejuízo da carga letiva das mesmas). Também é fundamental contratar mais Profissionais da Educação (todos: assistentes operacionais, técnicos, docentes, professores de Educação especial, psicólogos,etc) mas, sobretudo, motivar quem já está no terreno, nomeadamente, discutindo e negociando, genuinamente, todas as questões fulcrais que continuam por discutir (referidas no início) e que o ME continua a recusar negociar. É urgente considerar todo o trabalho com alunos como componente letiva e acabar com a diminuição das pausas letivas algo essencial para alunos e professores poderem recuperar. Com todo esse conjunto de medidas é que é se poderia começar a melhorar, efetivamente, as condições de aprendizagens dos nossos alunos e, simultaneamente, se poderia tornar as profissões minimamente apelativas para os jovens (algo fundamental para manter a sustentabilidade do sistema educativo com a mínima qualidade).
Concluindo, o ME com este plano supostamente pretende recuperar aprendizagens… Mas como é que é possível, realisticamente, recuperar aprendizagens, com a situação em que se encontram os profissionais de educação (exaustos e desmotivados)? Sujeitos a avaliações injustas e artificiais com quotas? Professores desconsiderados e roubados no seu tempo de serviço e, inexplicavelmente, discriminados entre os do continente e das ilhas? A.O. que, com 20 ou mais anos de carreira, recebem o mesmo vencimento líquido (e de miséria) de quem começou o mês passado? A.T. que, apesar de terem um trabalho muito complexo, recebem pouco mais que o salário mínimo? Com a maioria dos psicólogos sobrecarregados de trabalho e os que entraram recentemente nas Escolas, estando precários com contratos, no máximo, até 31 de agosto de 2021?
Tudo isso de forma direta ou indireta prejudica as nossas crianças/jovens, onde muitos milhares continuam com turmas de 28 (ou mais alunos) e onde, novamente, o Plano não tem qualquer solução para essas situações!
NOTA FINAL: A melhor forma de celebrar o 25 de abril é nomeadamente restituindo às escolas a democracia, com direções colegiais, e não unipessoais, na figura do diretor. É que o 25 de abril acabou, precisamente, com a figura do diretor todo poderoso (do Estado Novo) e trouxe a democracia, também, para as escolas. Apesar deste plano supostamente acreditar, como consta na página 4, na importância de confiar “nas escolas e nos seus profissionais”, contraditoriamente, a tutela continua a não confiar na decisão democrática dos Profissionais para a gestão de uma escola.”
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No final da reunião, a Secretária de Estado Inês Ramirez referiu que a recuperação das aprendizagens já começou e que o ME tem investido significativamente nos recursos humanos:
– Afirmou que o governo pretende continuar com a redução do número de alunos por turma (até aos números pré-troika).
– Para reduzir o número de alunos por professor estão a tentar nomeadamente maximizar a possibilidade de um mesmo professor assegurar, na mesma turma, mais do que uma disciplina, com conselhos de turma mais pequenos.
– E disse, ainda, que neste momento teremos o melhor rácio de professor/alunos desde sempre do sistema educativo.
– Neste momento, o governo tem feito um esforço considerável, sem precedentes na vinculação de docentes, no combate da precariedade nos A.O. e A.T. e até nos psicólogos escolares (existem cerca de 1600, um rácio de 1/700 alunos) quando segundo os padrões internacionais é entre 1/500 e 1/700.
– Transmitiu também que este plano pretende dar mais autonomia às escolas, sem interferência do ME porque “confiam nas escolas e nos seus profissionais”.
– Relativamente às quotas na avaliação docente e as progressões inerentes referiu que, apesar da carreira docente ter este afunilamento em 2 escalões, desde 2018 (descongelamento das carreiras) nunca temos menos de 50% até 85% dos professores a progredir.
A finalizar o Secretário de Estado João Costa reforçou a ideia que este plano pretende dar mais autonomia às escolas, sem terem que pedir autorização ao ME. Sobre o prolongamento do ano letivo (e redução inerente das pausas letivas) afirmou que estão a avaliar a eficácia dessas medidas, mas não concorda com prolongamentos artificiais do ano letivo. Sobre a questão deste plano trazer ainda mais trabalho burocrático para os professores, disse que a ideia é que esse trabalho burocrático extra seja para o ME (e não para as escolas). Na generalidade disse que “nada no plano é impositivo”, mas apenas um “buffet de possibilidades” para as escolas poderem optar. Por último, chegou a afirmar que vários elementos do governo estarão surpreendidos pela Educação estar a conseguir tanto dinheiro.
Concluindo, como ficou evidente, o ME mais uma vez voltou a não responder a muitas das questões que o S.TO.P. levantou, em particular a questão de fundo sobre a urgência da prioridade dos recursos humanos (pessoal docente e não docente).
O ME voltou a referir número de contratações sem precedentes, mas continua a não referir que, no mesmo período, quantos saíram para a reforma ou estão de baixa (nomeadamente pela exaustão). Transmitem a ideia que estamos bem comparados com os últimas décadas, mas parecem esquecer-se que a situação excecional de pandemia que vivemos, precisa de investimentos excecionais, em particular na área da Educação (sobretudo nos seus recursos humanos), para não comprometer, irremediavelmente, o presente e o futuro, de muitos dos nossos alunos.
ME não prioriza os seus recursos humanos
Apesar da narrativa do governo, este Plano (de mais de 900 milhões de euros) tem de forma evidente como prioridade o investimento nos equipamentos/infraestruturas e não os recursos humanos (que apenas merecem cerca de 15% de todo o valor investido). O ME refere que o governo tem limitações orçamentais e por isso não pode investir mais, no entanto, são públicos os gastos em milhares de milhões de euros que, sistematicamente, entram nos bancos, Parcerias Público Privadas, equipamento militar, etc.
Agradecemos a todos os muitos colegas que nos enviaram as suas propostas e que, sem dúvida, nos permitiram ser cada vez mais, a voz de muitos nas escolas que se têm sentido sem voz. Iremos continuar, como sempre, disponíveis para dinamizar as lutas que forem necessárias para termos JUSTIÇA e RESPEITO para todos que trabalham (e estudam) nas Escolas.
JUNTOS SOMOS + FORTES!
p.s. Relembramos que, legalmente, não são os sindicatos que podem convocar o ME para reuniões e que, também, não podemos impor uma mudança na ordem de trabalhos das reuniões convocadas pelo ME.
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Jun 17 2021
… para o 9.º , 11.º e 12.º ano?
Sobre a devolução dos manuais escolares já escrevi aqui que até ao dia 9 de junho o Ministério da Educação ainda não deu qualquer informação sobre a necessidade de devolução dos manuais escolares do ano letivo 2020/2021.
Consta-se agora que a reutilização dos manuais escolares deve ser feita este ano para que os alunos tenham direito aos manuais escolares gratuitos para 2021/2022.
Com a introdução de novos manuais escolares para o 7.º ano (com exceção da disciplina de matemática) resta saber se os manuais de 7.º ano também precisam de ser devolvidos.
O IGEFE deverá estar a ultimar circular para este processo. Esquecem-se de certeza que as aulas começam a terminar amanhã e que no dia 23 a maioria dos alunos ficam de férias.

Capa do JN de 17/07/2021
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Jun 16 2021
AINDA A PROPÓSITO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO DAS APRENDIZAGENS
O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) reuniu hoje com o Ministério da Educação para discutir a proposta do Plano de Recuperação das Aprendizagens (2021/2023).
Este plano, apesar de conter muitas propostas essenciais para minimizar os efeitos da pandemia, não deixa de ser idealista e generalista. É fundamental que as escolas, com a sua autonomia tenham ao seu dispor as ferramentas e recursos suficientes para proporcionarem a todos os elementos da comunidade educativa uma efetiva melhoria das suas condições de aprendizagem.
O SNPL considera que há 3 pontos fundamentais a ter em atenção para que qualquer plano seja eficaz. Poderá ser uma boa base de trabalho, mas para que seja possível temos de considerar o seguinte:
1. RECURSOS HUMANOS
A rede pública está efetivamente mais bem preparada mas é, ainda, manifestamente insuficiente. A contratação do pessoal docente foi maior, mas devido a esta pandemia e tendo em conta o acréscimo de atestados/ baixas médicas por doenças crónicas, oncológicas, ou pelo desgaste efetivo dos docentes, ficou aquém das expetativas. A contratação tem de ser mais célere e eficaz. As escolas precisam de saber com a máxima antecedência com quem poderão contar. Os recursos humanos serão essenciais para que qualquer plano possa funcionar.
2. RECURSOS EDUCATIVOS DIGITAIS
Os tão proclamados recursos digitais que o Ministério apregoa como uma frente bem sucedida nestes dois anos letivos de regimes mistos de aulas foram manifestamente insuficientes.
Veja- se o exemplo de milhares de professores que necessitaram de formação e de apoio dos sindicatos para poderem fazer frente a uma realidade pela qual ninguém estava preparado. Os professores sentem-se desamparados e com pouca oferta relativamente às áreas de tecnologia. É primordial criarem mais formação e bases de apoio nas escolas para fazerem frente a estas questões e não podem exigir que isso seja feito para além do horário dos docentes.
3. DISPONIBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Foram muitos os professores e os alunos que ficaram de fora nesta matéria. Tivemos um país dividido entre interior e grandes cidades. Docentes que se viram obrigados a dispor dos seus recursos financeiros para comprar equipamentos, para investir na internet de casa, etc., suportando todos esses custos sem qualquer apoio do Estado. Também muitos alunos viram-se sem qualquer possibilidade de assistir ao ensino à
distância por falta ou de internet ou por não terem condições financeiras para tal. A Educação tem de ser para TODOS; o investimento tem de ser em todas as frentes. Sem recursos humanos e financeiros nada disto será possível. Os eixos apresentados pelo Governo não podem depender da boa vontade dos docentes. É preciso muito mais. O envelhecimento da classe; a exaustão em que se encontram os professores e o
enorme desgaste de toda a comunidade educativa, em nada abonará o plano de recuperação das aprendizagens. Não há plano que resista se não houver condições físicas e humanas para o fazer.
Lisboa, 16 de abril de 2021
A Direção Nacional
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Jun 16 2021
Quando na minha reclamação solicitei os dados dos 24 Diretores avaliados com 10,000 e que obtiveram todas as menções de mérito foi-me negado esses dados, alegando a confidencialidade do processo de avaliação, agora a própria DGAE informa os Diretores que quando são pedidos esses dados as escolas são obrigadas a informar, de acordo com acórdão de um tribunal.
Para que conste a resposta que o CAA (Conselho Coordenador da Avaliação) me deu em 17/11/2020 foi a seguinte:

O mesmo pedido solicitei em recurso hierárquico em 08/12/2020, ainda hoje sem qualquer resposta.
Presumo que a ausência de resposta neste momento seja apenas o receio de se saber publicamente quem são estes brilhantes diretores todos avaliados com 10,000.
Mas que se vai saber, isso vai.
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Jun 16 2021
… em ano de adoção de Manuais Escolares para o 7.º ano que nenhuma editora tenha preparado um manual para a disciplina de Complemento à Educação Artística para todo o 3.º ciclo.
Todos os que existem para adopção nesta disciplina continuam a ser apenas para o conjunto dos 7.º e 8.º anos, apenas.
Tanto mais que já em 2020/2021 a disciplina de complemento à Educação Artística já fez parte do currículo do 9.º ano.
| Ano / Disciplina | Título | ISBN | Autor(es) | Editora |
|---|---|---|---|---|
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | Menu Musical 7/8 | 978-989-647-391-4 | Nuno RibeiroNuno Rocha | Areal Editores, SA |
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | i-tec 7/8 – Educação Tecnológica | 978-989-647-443-0 | Ana Abreu SantosDomingos OliveiraMaria José Cameira | Areal Editores, SA |
| Ano / Disciplina | Título | ISBN | Autor(es) | Editora |
|---|---|---|---|---|
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | Tecnologia – Criatividade & Design 7.º/8.º | 978-989-23-1904-9 | Elza RamosManuel Porfírio | Asa Editores II, SA |
| Ano / Disciplina | Título | ISBN | Autor(es) | Editora |
|---|---|---|---|---|
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | Tecnologia – Criatividade & Design 7.º/8.º | 978-989-23-1904-9 | Elza RamosManuel Porfírio | Asa Editores II, SA |
| Ano / Disciplina | Título | ISBN | Autor(es) | Editora |
|---|---|---|---|---|
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | Educação Tecnológica 7/8 | 978-972-0-33236-3 | Armando FaleiroCarlos Gomes | Porto Editora, S.A. |
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | MP3 – Música para 3.º Ciclo 7/8 – Educação Musical | 978-972-0-33116-8 | André SarmentoMaria Helena Cabral | Porto Editora, S.A. |
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | À Descoberta da Tecnologia 7/8 | 978-972-0-33268-4 | A.Mendes RibeiroAugusto G.FerreiraJorge Abel FigueiredoJosé Barros | Porto Editora, S.A. |
| Ano / Disciplina | Título | ISBN | Autor(es) | Editora |
|---|---|---|---|---|
| 7.º Ano – Complemento à Educação Artística [D0713] | Mãos à obra! 7.º/8.º | 978-972-47-4734-7 | Edgar SilvaFátima BorgesJoaquim Borges | Texto Editores, Lda. |
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Jun 16 2021
No próximo dia 19 de junho, a partir das 9h45 a Escola Profissional do Alto Minho Interior (EPRAMI) promove um evento misto em que se discutirá a Transição Digital do Ensino Profissional. O pano de fundo é o próprio percurso digital da EPRAMI.
Este evento tem existência mista: presencial e online.
Presencialmente contará com a participação do Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, além de outros oradores convidados: José Vítor Pedroso Diretor-Geral da Direção-Geral da Educação, Filipa Henriques de Jesus Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP, Joaquim Bernardo Diretor do POCH, Rui Grilo Diretor do Sector da Educação da Europa Ocidental na Microsoft.
Estarão também representadas várias empresas de referência da região como a ZENDAL (sector das vacinas e biotecnologia), Doureca Automotive Solutions (sector automóvel) e a parceria transfronteiriça ISQ&CTAG Automotive Technologies
Online, além da transmissão dos painéis de debate do evento presencial, contará também com o desenvolvimento de sessões de partilha técnico-pedagógica por parte dos professores da EPRAMI com professores de todo o país, numa tentativa de dar a conhecer o trabalho de evolução pedagógica e técnica que tem sido feito na EPRAMI nas últimas duas décadas. Um desses símbolos é a distinção pela Microsoft à EPRAMI como a única Escola Profissional Portuguesa com o título Microsoft Showcase School.
Este evento é suportado no site https://transicaodigital.eprami.pt onde poderá ser acompanhado online.
Poderá ser obtida mais informação em:
https://transicaodigital.eprami.pt
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Jun 16 2021
Professor/a,
Foste avaliado/a com aulas observadas para subir para o 5º e 7º escalão?
Tiveste muito bom mas baixaram-te para bom por causa das quotas?
Queres saber quem te passou à frente? E como foram avaliados os/as que são “excelentes” e “muito bons”?
Queres saber, mesmo ao detalhe, como eles/as vão subir de escalão e tu vais ficar a marcar passo?
Eventualmente até ponderas reclamar das injustiças e torpezas do processo?
E dizem-te que é confidencial e não podes saber?
Este parecer da Comissao de Acesso aos documentos administrativos interessa-te. É para ler e com atenção.
https://documentcloud.adobe.com/link/review?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3Aae6f50aa-cc2b-47e0-97ee-7bf672252dbf&fbclid=IwAR2IGOCpeQlLxZ5zKRlE-1wgLFiRflxWpssTGzz0tqoIblFYHC4feg2R1G0#pageNum=1
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