Palavras ocas e esvaziadas que já não consigo aturar:
“partilha” pela boca dos que não veem a imoralidade das quotas ou vagas e não sabem do livro que fala da justiça como equidade e acham que o “véu da ignorância” é o propósito de educar,
“colaborativo” pela boca dos que trabalham pouco ou nada,
“excelência” pela boca de medíocres que usam a palavra como joia decorativa ou camuflagem, “inclusão” pela boca dos que a confundem com redução à ignorância e apatia,
“autonomia” pela boca dos que querem impor as regras que não debatem,
“cidadania” na boca de quem não sabe coisas simples, como o que diz o artigo 9º do código civil ou acha que portaria é lei,
“flexibilidade” pela boca dos que se baralham e confundem a escola com divertimento simples e fútil.
Pior que todas, as compostas, socio-afetivo, pedagógico-qualquer coisa ou cognitivo-balela, refúgio da vacuidade em floreados e arabescos.
A educação é uma atividade real e operativa.
Não uma guerra de papéis ou uma salada de palavras. E ter um linguista a mandar não ajuda, só piora. MUITO.
Só Orwell ou Klemperer para entender a linguagem atual da escola portuguesa.