24 de Junho de 2021 archive

Lista de docentes com concessão autorizada de Equiparação a Bolseiro – Ano Escolar 2021/2022

Equiparação a bolseiro

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Listas ordenadas definitivas de Interno/Externo – Açores

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MOBILIDADE POR PROPOSTA DO ORGÃO DE GESTÃO – 2020/21

 

ATÉ AO DIA 2 DE JULHO DE 2021

https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/DRAE/Circulares/Of%c3%adcios-Circulares-2021/ctl/Read/mid/11064/InformacaoId/102137/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0

 

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A Ler – No Blog Incluso

INCLUSO: Falácias das orientações sobre as medidas de apoio à aprendizagem e inclusão na educação pré-escolar

 

INCLUSO: Percursos Curriculares Alternativos versus percursos curriculares diferenciados

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O que destruiu a classe? – Carlos Santos

É fácil transformarmos este espaço num muro de lamentações, num tiro ao alvo ou num atira culpas aos outros.
-Os governos/tutela, porque sempre viram a Educação como uma despesa e os professores como um inimigo a combater…
-Os sindicatos, porque não nos souberam defender, nem aproveitar a força que os professores lhes deram…
-Os professores que sempre tiveram dificuldades em se unirem…
-A formação demasiado diversificada dos professores que dificulta a construção de uma ideia de classe…
-O trabalho em excesso que nos tem esmagado e não nos dá tempo de reagir…
-Os pais que, em lugar de nos verem como parceiros na educação dos filhos, embarcaram facilmente na batalha campal que os governos montaram contra os professores, vendo-nos como uns preguiçosos privilegiados e a escola mais como um armazém onde podem depositar os seus filhos durante o dia…
-A criação por parte da tutela de favorecimentos a uns e penalizações para outros, cirurgicamente aplicados no ensino, para criar a desunião e a discórdia, desde medidas avulsas sectoriais, até cotas, avaliações, regras e prioridades nos concursos… (isco que os professores, estupidamente, morderam)…
Porém, a fria realidade que todos evitamos encarar é que, cada vez mais, somos incapazes de nos colocarmos na pele do outro e transformámo-nos num mar de umbigos. Bem diferente do que acontece noutras classes profissionais, a incapacidade de nos vermos como uma classe una, tornou-nos terreno fértil para todo o género de ataques que acabámos por sofrer.
É desanimador vermos os colegas que não se tratam como iguais por serem de disciplinas diferentes, formação académica dissemelhante ou de níveis de ensino distintos. Outros chegaram às direções das escolas e, repentinamente, esqueceram-se que eram professores, tratando os colegas com desrespeito. Muitos falavam mal da classe em público ou apregoavam aos sete ventos que iam de férias nas interrupções letivas e que tinham bons horários com dias e manhãs/tardes livres. Outros ainda, embarcaram na diferenciação que se tentou fazer em 2008 dentro da classe distinguindo professores e, mesmo logrado esse intento, não se importam nada de avaliar e humilhar colegas.
Levando em consideração o fato de que ninguém é perfeito, parece-me que, nos sindicatos, nas escolas, na rua, em conversas ou ações, cometeram-se erros e fomos responsáveis pelo que tem acontecido aos nossos colegas de profissão, a nós próprios e à educação. Enquanto estávamos distraídos a lançar farpas uns contra os outros ou a ignorar colegas “caídos em combate”, o lobo entrou no galinheiro e fez de nós o que quis. Os pais e alunos, também aproveitaram a nossa fraqueza coletiva e não nos respeitam, insultam, ameaçam e agridem.
De certo modo, todos, em algum momento, acabámos por virar a cara para o lado quando o mal era dos outros, até ao dia em que o mal nos caiu em cima e os outros nos fizeram o mesmo. Este foi o nosso pior erro e o preço alto estamos agora a pagar numa carreira cada vez mais longa, mais desgastante, menos estável, mais mal paga, com menos direitos, menos reconhecida e valorizada e menos atrativa. Este é o resultado de demasiados erros cometidos.
É possível que haja quem ache que isto é prosa para encher chouriços ou uma visão caricata da realidade, mas não é preciso ir muito longe para repararmos que, se calhar, haverá algo de verdade em tudo isto. Basta reparar no modo como muitos dos colegas se tratam neste espaço, para compreender que algo não vai bem numa classe que tem enorme dificuldade em assumir a educação mínima que se impõe e o respeito pela opinião dos outros, por muito diferente que seja da nossa.
Certamente que o declínio dos padrões educacionais chegou também à nossa classe. Urge modificar o modo como olhamos para os outros colegas de profissão como sendo a única forma de conseguirmos transformar este monte de cinzas (em que os sucessivos governos nos transformaram) numa classe.
Seguramente que muito mais haveria para dizer sobre a nossa responsabilidade em tudo aquilo que nos tem acontecido de mal.
Todavia, aprender com os erros e pôr a mão na consciência começava por ser um bom começo…
Carlos Santos

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