15 de Junho de 2021 archive

84 surtos e 514 casos de covid-19 em todo o país

DGS revela dados das escolas: há 84 surtos e 514 casos de covid-19 em todo o país

Na segunda-feira havia em Portugal 241 surtos activos de covid-19, revelou a Direcção-Geral da Saúde ao PÚBLICO. Mais de metade são na região de Lisboa e Vale do Tejo. Os surtos nas escolas representam mais de um terço do total.

 

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Dispensas sindicais

 

Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, disponível de 16 de junho até às 18h00 de 23 de junho de 2021.

Manual

SIGRHE

 

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Mobilidade por doença de pessoal docente da RAM

 

Mobilidade de pessoal docente

Por motivo de doença, deficiência, filhos menores ou gravidez

 

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A escola e o século da solidão – Paulo Prudêncio

Os professores são mestres na moderação e usam o ensino para elevar o exercício e a democracia. Daí serem imprescindíveis.

A escola e o século da solidão

É fundamentada a conclusão que nos diz que antes da pandemia já vivíamos o “século da solidão” (Noreena Hertz, 2021). A solidão era transversal e incluía os mais jovens.

E à medida que saímos do túnel da pandemia – um acelerador de fenómenos -, mais intuímos efeitos contraditórios: à euforia do restabelecimento das ligações humanas, contrapõe-se o tempo do isolamento físico com a escola no centro das análises e dos debates. E acima de tudo, e do desafio inscrito pelo digital, sublinhe-se que há um dever de optimismo através da ideia de deixar um mundo melhor. 

E a escola, que é, quase por definição, uma instituição desafiada para um novo rumo apesar do recomeço anual inspirado no mito de Sísifo, é um espaço de renovação de gerações que espelha a formação da personalidade dos mais jovens. É um vulcão de esperança que também integra conflitos e contradições. Amor, ódio, ciúme, amizade, inveja, mentira, boato, alegria e tristeza são exemplos de categorias intemporais essenciais ao desenvolvimento do homo sapiens que a cibersociedade amplia. Os professores são mestres na moderação e usam o ensino para elevar o exercício e a democracia. Daí serem imprescindíveis.

Não sabemos se estamos numa encruzilhada. Dá ideia que a escola navegará entre o possível e a ilusão. No caso escolar português, e de resto nas nações com turmas numerosas, há objectivamente riscos de ilusão. Se olharmos para o recente Plano de Recuperação de Aprendizagens (PRA), a elementaridade impôs-se. Não se alargou ainda mais o calendário escolar e destinou-se para a educação cerca de 3% dos 15 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência. É da norma e da lógica orçamental. Mas é no interior desta letargia que se captam sinais de que talvez não se distinga a aparência da realidade.

Desde logo, há dois decréscimos muito críticos que permanecem abaixo da linha de água: a natalidade, em que Portugal perdeu 18.280 estudantes (cerca de 1,1%) dos ensinos básico e secundário no ano lectivo anterior e 328.682 alunos (cerca de 17%) na última década, e a falta estrutural de professores. O anuncio de mais 3300 professores no PRA é ilusório face ao “êxodo” em aposentações; e, como se sabe, os jovens nem querem ouvir falar em ser professor. Por isso, urge enfrentar o que existe. Se é obviamente impensado desejar que a quebra da natalidade seja tão acentuada que reduza substancialmente o número de professores, é ilusório acreditar que o digital os substituirá ou que se recorrerá com eficiência, como nas décadas de 70 e 80 do século passado, a profissionais doutras áreas.

Por outro lado, já se percebeu que a sociedade que aí vem informatizará tudo o que for para informatizar, automatizará tudo o que for para automatizar e que as aplicações digitais usadas para controle e vigilância serão usadas para controle e vigilância. É o nível 4 da transição digital. O nível 5, que será longo e incerto, inclui a inteligência artificial e a robotização. Por exemplo, Luc Julia, um dos criadores da Siri, diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico. No universo escolar, também não se terá a certeza que se queira falar com um robô como se fosse um professor que ensina e ajuda a formar a personalidade.

Posto isto, diga-se que o assunto é sério e premente. Para além do longo caminho a percorrer no sentido inclusivo dos territórios, das sociedades e das escolas que contrariam fenómenos de guetização porque aglutinam populações de diversos grupos sociais como o factor decisivo para o elevador social, é fundamental contrariar a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário e agarrar com as duas mãos o que controlamos. Perceba-se que o universo escolar, através das plataformas escolares – que já vigiam e controlam – associadas às da digitalização dos recursos didácticos, estará à mercê dos algoritmos até ao nível 4. Mas isso significará um mundo pior na “era do capitalismo de vigilância” (ShoShana Zuboff, 2020), se na transição digital se reduzir a liberdade e a democracia. Será o percurso da servidão e da solidão. E as nossas escolas recuaram muito na última década no clima democrático.

 

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Agendamento da vacinação para docentes da EPE e 1 Ciclo

 

COVID19: XX  vacinacao 19/06/2021 as Xx:58 em pav. XXXXXXXXXX. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 15 JUN Ex: SNS.111111111.SIM

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8700 alunos em isolamento por causa da covid-19

Só em Lisboa e Vale do Tejo, são 6407 as crianças que estão de quarentena. As novas regras da DGS fazem com que seja obrigatório que perante um caso positivo numa turma todos os alunos tenham de fazer isolamento de 14 dias.

Há pelo menos 8700 alunos em isolamento por causa da covid-19

Há pelo menos 8700 alunos em casa de quarentena por causa da covid-19. Só na região de Lisboa e Vale do Tejo são 6407. Na região Centro são 1053 os alunos das escolas em isolamento e no Algarve 211. Na região Norte apenas foi possível saber os dados relativos a Paredes de Coura e a Braga. Só nestes dois concelhos estão em casa 1056 alunos e funcionários de escolas em isolamento profiláctico (neste caso os dados não estão desagregados). Sobre todos os restantes concelhos, incluindo Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Guimarães, para citar alguns dos mais populosos, não foi possível obter informações, nem da parte da Direcção-Geral de Saúde (DGS), nem da Administração Regional de Saúde (ARS)-Norte.

O secretário de Estado da Mobilidade e coordenador regional da Zona Norte para a covid-19, Eduardo Pinheiro, justificou com o facto de se concentrar mais nos casos activos e não nos isolamentos para apenas ter estes dados nos dois concelhos que registam incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes. “O resto da informação enviamos para a DGS e Ministério da Educação para que eles possam compilar com critérios uniformes”, esclareceu.

Assim, em Paredes de Coura registam-se 19 casos confirmados que levaram ao isolamento de 197 alunos e profissionais de escolas do concelho. Em Braga, com 4 surtos activos, há 50 casos confirmados de covid entre alunos (46) e profissionais (4), estando em isolamento 859 pessoas.

Os dados foram recolhidos ao longo do dia de ontem pelo PÚBLICO que apenas não conseguiu saber os valores relativos à região do Alentejo, a mais idosa do país e com uma maior taxa de vacinados. É a primeira vez que se consegue fazer um retrato mais detalhado do país a nível de quarentenas da população escolar. A última vez que a DGS deu dados sobre esta realidade foi a 8 de Abril e divulgou apenas o número de surtos, 47 em duas semanas. Ontem, mais uma vez questionada sobre o número de surtos em contexto escolar e sobre o número de turmas em isolamento, a DGS voltou a não enviar quaisquer dados. O mesmo aconteceu com o Ministério da Educação, que não enviou quaisquer dados sobre infecções e surtos nas escolas.

 

“A DGS não tem dados desagregados por turma (essa informação detalhada é do conhecimento dos delegados de saúde de nível local na respectiva jurisdição, a quem compete a avaliação de risco, a intervenção e implementação de medidas de saúde pública”, respondeu por escrito ao PÚBLICO. Apesar de reconhecer que “agrega informação no âmbito nacional do total de surtos activos (por região de saúde) e respectivos casos confirmados associados”, não avançou esses dados.

Situações familiares em maioria

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, existem então 172 surtos activos, dos quais 66 em estabelecimentos de ensino (38,37%); 351 casos em alunos e 20 casos em profissionais; e 6407 alunos e 772 profissionais em isolamento profiláctico. Nesta região, 68% dos casos reportam-se a situações familiares, seguindo-se o contexto festas/social (11%) e escolas/universidades (9%). Os números foram avançados ao PÚBLICO pelo gabinete do coordenador regional do combate à pandemia na região e também secretário de Estado, Duarte Cordeiro, depois de, pela manhã, este ter assumido à Rádio Renascença que o número de alunos em quarentena rondava os seis mil.

“O mais importante é testar, porque estamos com a vacinação a um ritmo bom e a vacinação continuará a este ritmo ou superior, mas a testagem é fundamental”, afirmou, em declarações à Renascença, alertando que “a pandemia não ficou para trás”, uma vez que há vários concelhos muito perto da linha vermelha. Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra, Odivelas e Oeiras registam mais de 120 casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

 

Já segundo dados da Administração Regional de Saúde do Centro relativos a domingo, dia 13 de Junho, e a que o PÚBLICO teve acesso, havia 1053 alunos em casa, em isolamento, por serem considerados contactos de risco, mais 66 professores e 23 auxiliares. Nenhum estabelecimento escolar ficou totalmente encerrado. Por distrito da região Centro, verifica-se que a maior parte dos casos positivos activos situam-se em Coimbra (28), seguindo-se Aveiro (12). Ao todo, são 56 (54 em alunos e dois relativos a professores). Em termos de grau de ensino, a maior parte dos casos aconteceram no 3º ciclo e no secundário.

 

A 29 de Maio, a ARS Centro tinha assumido ao PÚBLICO que havia 29 escolas com casos activos, estando 56 alunos e dois profissionais confirmados como positivos. Encontravam-se 40 turmas em isolamento profiláctico, num total de 1134 pessoas em isolamento, entre alunos, profissionais e respectivos coabitantes (número que não difere muito do mais actualizado).

 

Na região do Algarve, por seu lado, estão de quarentena 211 alunos (entre os quais 19 crianças com menos de seis anos), 16 professores e oito auxiliares. Trata-se de 41 casos activos em alunos, entre os quais uma criança com menos de seis anos. Estes casos atingem 16 das 250 escolas existentes no Algarve.

 

“Um exagero da DGS”

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, considera haver neste momento “um exagero na actuação da DGS em relação às escolas: “Porque, neste momento, quando um aluno é positivo, a DGS, no limite, até pode fechar a escola inteira ou, então, manda para casa toda a turma, e os professores dessa turma, mesmo vacinados”, diz, acrescentando que lhe “custa a entender” o protocolo, “quando há situações desportivas e políticas onde é tudo ao molho e fé em deus”.

 

Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, não se pronuncia sobre se o protocolo é “excessivo ou não”. “Não sou técnico, temos de confiar nas indicações da DGS.”

 

Manuel Pereira nota, na realidade que conhece, que o que está em vigor é que, quando um aluno tem um teste rápido positivo, a turma, bem como contactos de alto risco, é isolada até o aluno confirmar o resultado através de um PCR. Se o PCR do aluno for positivo, há, explica, algumas diferenças entre ciclos: no pré-escolar e 1.º ciclo, bem como nas academias de música, por exemplo, os professores têm de ser testados e cumprir isolamento. A partir do 2.º ciclo, tendo em conta o uso da máscara, o isolamento ou não dos professores é avaliado caso a caso.

Público

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