4 de Junho de 2021 archive

Lista Colorida – RR32

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR32.

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CARTA ABERTA AO DR. ANTÓNIO COSTA

Senhor Dr. António Costa,
Como sei que tem relações de proximidade com o atual primeiro-ministro de Portugal, gostaria que tivesse a gentileza de ler-lhe esta missiva que dispensa as palavras de “sete e quinhentos” que, por norma, ornamentam as cartas dirigidas às mais altas instâncias do país. Eu sei que o respeitinho é muito bonito, mas optei pela genuinidade e essa, a genuinidade, nunca representou falta de respeito.
Rogo-lhe, Dr. António Costa, que peça ao senhor primeiro-ministro de Portugal uns breves minutos do seu tempo para perscrutar o que a comunidade docente pensa do seu sistema de avaliação de desempenho.
Lembre ao nosso primeiro-ministro que foram os professores que o ensinaram a juntar as letrinhas que o levaram a aprender a ler, que o ensinaram que a matemática não são só números, que o ensinaram a interpretar os fundamentos da Lei, que o ensinaram no difícil mister de ser político. Lembre-lhe que esses professores que contribuiram, decididamente, para fazer dele primeiro-ministro de Portugal, são os mesmos, embora com nomes diferentes, que hoje pugnam por um sistema de avaliação justo e transparente.
Dr. António Costa, peça, encarecidamente, ao senhor primeiro-ministro de Portugal, que reserve um “poucochinho” do seu tempo para perceber o absurdo das quotas; para perceber a opacidade do sistema que permite todo o tipo de arbitrariedades na atribuição das menções de mérito; para perceber o despropósito da não divulgação das listas nominativas da atribuição dessas menções de mérito, ferramenta imprescindível à transparência do sistema; para perceber o despautério de um professor com 30 anos, ou mais, de ensino e com avaliações quantitativas de nível excelente estar retido no 4º escalão; para perceber a ostracização, mais ou menos declarada, de quem reclama e recorre; para perceber que o ambiente, em algumas Escolas, nos remete para o Portugal que não queremos de volta; para perceber que, quase 50 anos depois de Abril de 74, haja quem sinta o logro de um sistema que se apelida de democrático e que, por via disso, deveria ser muito mais justo.
Há evidências tão gritantes que dispensam o burro da Calçada de Carriche.
Dr. António Costa, lembre ao nosso primeiro-ministro que não vale a pena endossar estas preocupações para o ministro da tutela. A presença do senhor ministro da educação é mais notada em eventos desportivos com mediatismo planetário, mesmo que terminem com uma discussão acalorada, num qualquer parque de estacionamento, do que em assuntos de interesse geral para a classe. Deve ser por falta de tempo.
Os professores estão tristes, revoltados, desmotivados e caminham para uma atuação de letargia absoluta, em relação à profissão que escolheram, na grande maioria dos casos, como primeira opção. Os professores, Dr. António Costa, estão fartos de serem desprezados, desautorizados, esquecidos e, quando não, relegados para um plano que nem os mais pessimistas cogitariam.
Dr. António Costa, lembre ao senhor primeiro-minstro que o que está em causa é o futuro de Portugal. Nem sempre o que dá lucro imediato é o melhor para o país, como se viu com a recente realização de um evento desportivo, na cidade do Porto, e a consequente saída de Portugal do corredor verde de Reino Unido. Ademais, o que se gasta na educação não é uma despesa, é um investimento.
Agradeça, por mim, ao nosso primeiro-ministro, a atenção dispensada. O meu neto e, muito provavelmente, todos os netos deste país, ficarão agradecidos pelos 5 minutos que o senhor primeiro-ministro dispensar ao futuro deles.
Muito obrigado, Dr. António Costa.
Com os melhores cumprimentos e elevada estima,
Francisco José Pereira Gonçalves, Entroncamento

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94 contratados colocados na RR32

Foram colocados 94 contratados na Reserva de Recrutamento 32, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de recrutamento n.º 32

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 07 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 08 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 32 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 32    

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Assim andam os alunos no último mês de aulas

Ansiosos”, “impacientes”, “cansados”. Assim andam os alunos no último mês de aulas

Os alunos estão a iniciar o último mês de aulas mais “ansiosos”, “impacientes”, “cansados” e “intranquilos”. Os adjetivos são usados pelos diretores das escolas que sentem que nunca viram nada assim, num fenómeno provocado pelo desgaste da pandemia e por um segundo ano de confinamentos.

Manuel Pereira é presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e dá aulas há décadas. Explica que também os colegas de outras escolas com quem fala notam demasiados alunos “talvez exaustos, distraídos, ansiosos, cansados, com a sensação de que perderam alguma coisa que não deviam ter perdido, numa certa ansiedade e talvez saudosismo – não sei se será a expressão correta -“, algo diferente do que se sentia “nos anos anteriores ditos normais”.

Os alunos andam diferentes e isso nota-se em todo o lado: “Em comportamentos diversos tanto nas salas, como nos espaços comuns das escolas, nos recreios, nos relacionamentos, nos contactos, sentimos algum nervosismo, ansiedade, e genericamente todos os professores sentem isso, apesar de dever dizer, em abono da verdade, que isto também acontece em alguns profissionais de educação”, refere Manuel Pereira.

Do lado da Associação Nacional de Diretores e de Agrupamentos das Escolas Públicas, o presidente, Filinto Lima, tem sensações semelhantes.

Os nossos alunos estão mais ansiosos e menos pacientes”, diz o representante dos diretores, para quem além dos confinamentos e do tempo que passaram em casa ou com regras sanitárias apertadas nas escolas, muitos alunos não passam imunes aos problemas sociais e às perdas de rendimento dos pais”, refere Filinto Lima.

Num ano letivo que teve de ser alargado por causa do segundo confinamento, “muitos alunos pensam que já estão perto das férias e para outros parece que as aulas já terminaram”, descreve o diretor escolar.

Um cenário de “impaciência” que leva a que com frequência o diálogo seja ultrapassado recorrendo à força física, algo que o presidente da Associação Nacional de Diretores acredita que no passado seria resolvido de outra forma.

Os dois representantes de quem dirige os estabelecimentos de ensino defendem, aliás, que são necessários mais recursos na área da psicologia para ajudar as escolas nestes tempos agitados a que ninguém estava habituado.

“As escolas têm um grande trabalho pela frente e, mais do que recuperar as aprendizagens e conhecimentos, o mais importante é recuperar psicologicamente e motivacionalmente os alunos e as famílias, de forma articulada”, conclui Manuel Pereira.

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Crenças e limites da ciência e do conhecimento – Jorge Bento

 

A indagação de Thomas Elliot (1888-1965) é hoje mais pertinente do que nunca: Onde está a sabedoria que perdemos com a acumulação de tanto conhecimento? Onde está o conhecimento que submergiu nas ondas de tanta informação?
Herdamos do Humanismo e do Iluminismo uma crença exagerada na ciência, esperando dela respostas para questões que não são da sua conta. O resultado do equívoco está bem à vista na atualidade. O conhecimento não desbancou o senso-comum, não guia a Humanidade em todos os domínios, nem acaba com os ídolos da tribo e as credulidades mais inanes. Estamos submersos em formas várias de irracionalidade, de superstição e aversão à razão, de fanatismo, intolerância e obscurantismo.
A incerteza não se deixa dominar e problemas importantes da existência humana – os de matriz ética e estética, injustiças, desigualdade de oportunidades, exclusão, pobreza, fome, doenças, insegurança, perseguições, guerra e barbárie – estão longe da resolução. Continua por alcançar a relação de reciprocidade entre ciência e bondade, sabedoria, democracia e cidadania, na qual Newton (1643-1727) acreditava piamente. Ou entre conhecimento e conduta ética, altruísmo, moralidade e felicidade, como imaginaram Espinosa (1632-1677) e Voltaire (1694-1778) .
A ciência é instrumentalizada como meio de poder. Não se opõe, por vezes é conivente e auxiliar, a sistemas de opressão e exploração. Ademais, o ‘cientismo paperista’, em voga nas instituições académicas, encoraja certezas fáceis, mata o pensamento e a visão sapiencial. Quem dá o sentido para a existência nesta época de sombras e conotações medievais? A ciência não-pensante tem pouco a dizer sobre a condição ontológica e metafísica do Ser, e até sobre o significado das realidades que investiga e manipula. É, pois, urgente a necessidade de avivar a curiosidade científica e de a casar com o espírito filosófico. Os protagonistas das entidades universitárias e afins tardam em acordar da dormência e em reconhecer o clamoroso falhanço da ordem vigente.

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