Durante todo o programa, houve uma pergunta que me assaltou…
Como é que fazem um debate sobre educação e não convidam nenhum professor que esteja no terreno?
De teoria está o povo cheio… os professores então…
Mai 26 2020
Durante todo o programa, houve uma pergunta que me assaltou…
Como é que fazem um debate sobre educação e não convidam nenhum professor que esteja no terreno?
De teoria está o povo cheio… os professores então…
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Mai 25 2020
Maioria dos professores dá aulas por videoconferência e admite trabalhar mais
Segundo os resultados preliminares de um inquérito da Universidade Nova de Lisboa, sobre o ensino à distância, os 2.647 professores inquiridos dizem trabalhar, em média, mais 11 horas por semana e 88% afirmam dar aulas através de videoconferência.
Entre aqueles que não optaram por esta ferramenta estão, sobretudo, educadores do pré-escolar (cerca de 44% de educadores) e do primeiro ciclo (cerca de 14%).
A adesão dos alunos tem sido positiva, segundo os docentes que responderam ao inquérito do Centro de Economia da Educação da Faculdade de Economia (Nova SBE) entre 05 e 19 de maio, e aqueles que utilizam as plataformas de videoconferência afirmam que 86% dos seus alunos assiste às aulas.
Por outro lado, os docentes avaliam em 4,5 (numa escala de 1-7) a capacidade de apreensão da matéria por parte dos alunos nestas aulas síncronas, em que a assiduidade e participação são dois dos critérios de avaliação adotados pela maioria dos professores (67,7% e 64,8%), além da recolha de trabalhos de casa (84,1%).
Durante o 3.º período, o acesso aos dispositivos tecnológicos que permitem acompanhar as aulas ‘online’ continua a ser uma dificuldade e, em média, os professores reportam que 15% dos seus alunos não têm acesso a computador com internet em casa.
Os autores do estudo notam, no entanto, que apesar deste valor ser mais baixo em relação ao reportado na primeira ronda do inquérito, no final de março, continua a registar-se “uma grande variabilidade nas respostas a esta questão, com uma percentagem significativa de professores a reportar um número elevado de alunos sem computador com acesso a Internet”.
“Tal levanta a necessidade de se aferir quais os alunos que tiveram um acesso incompleto aos conteúdos curriculares durante este período, e que devem ser sinalizados no início do próximo ano letivo”, continua o relatório.
Em 20 de abril, a RTP Memória lançou o espaço #EstudoEmCasa, com aulas através da televisão, que abrange aulas destinadas aos alunos entre o primeiro e o nono ano de escolaridade.
A transmissão televisiva de conteúdos educativos foi uma das propostas do Governo para mitigar as dificuldades de acesso ao ensino, em tempos de trabalho à distância, dos alunos mais carenciados, mas iniciativa foi bem recebida por muitos dos professores, que incluíram a ferramenta nas suas planificações para o 3.º período.
Estas aulas foram também analisadas no inquérito da Nova SBE e, segundo os resultados, cerca de 62% dos 2.647 professores inquiridos lecionam disciplinas com aulas no #EstudoEmCasa e a avaliação é tendencialmente positiva.
Em média, os professores avaliam em 5,2 (numa escala de 1-7) a qualidade das aulas da RTP Memória e, numa escala de 1-5, recomendam o visionamento aos alunos em 3,7.
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Mai 25 2020
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Mai 25 2020
Problemas a nível nacional com a rede de Internet levaram os professores a não conseguir estabelecer contacto com os seus alunos.
São contingências como esta que tornam inviável este tipo de ensino…
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Mai 25 2020
O assunto foi discutido, hoje, entre a Secretaria Regional da Educação e o Sindicato dos Professores da Madeira.
Em cima da mesa, tal como referiu o dirigente daquele sindicato, Francisco Oliveira, esteve também a questão da segurança face ao novo Coronavírus.
Estas matérias integram um conjunto de orientações que a Secretaria Regional da Educação está a preparar para enviar às escolas da Madeira.
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Mai 25 2020
Na imagem seguinte podem aceder à lista de ordenação provisória onde se encontram pintados de amarelo os docentes que reúnem condições para a renovação de contrato para 2020/2021.
Desta forma podem analisar quantos candidatos têm à vossa frente para novas colocações que possam surgir.
Atenção que a renovação de contrato está sujeita a determinadas condições que podem não vir a acontecer.
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Mai 25 2020
Já ninguém bate palmas aos enfermeiros
De repente, o anormal tornou-se normal, o medo tornou-se um hábito e como todos os hábitos tornou-se normal. Já ninguém tem medo de ter medo do vírus que entrou nas nossas vidas e que as limitou.
O desconfinamento trouxe alguma normalidade às vidas de milhões de pessoas que sentiram o medo do desconhecido, da doença, da incerteza de poderem levar uma vida considerada normal. Mas o problema não era o confinamento é o retorno ao anormal.
Assistiram-se a homenagens à porta dos hospitais, houve horas marcadas para se bater palmas à varanda e às janelas, houve doações simpáticas de bolos e pasteis, material de proteção, cremes para as mãos e para a cara, bebidas e águas, mas já tudo passou. Tenta-se voltar à normalidade de máscara colada à cara e já se esqueceu quem esteve na linha da frente a dar o seu melhor, a pôr a sua vida em risco pelo maior bem que todos possuímos, a nossa vida. Não tardará muito a que os heróis se tornem bestas novamente.
Bastou uma pequena esperança de (a)normalidade para que tudo o resto fosse esquecido. A normalidade com que já se fala e conversa sobre um vírus que, por força de nos ser enfiado pelos olhos a dentro a todas as horas do dia, tornou uma vulgaridade a luta dos profissionais de saúde para o travar na tentativa de nos levar desta vida. Não tardará a ser dito que não fizeram mais nada do que a sua obrigação, que é para isso que são pagos e escolheram a profissão.
A sociedade anseia por voltar ao que era, ao que tinha, ao que era possível fazer e dizer antes de ter medo de morrer de um momento para o outro com uma doença sem tratamento conhecido. Por isso, quem os trata já não está nas primeiras páginas dos jornais, nem abre telejornais. Não tardará a que se noticie mais uma agressão a um médico ou a um enfermeiro num desses hospitais.
Se até agora ninguém se importou, porque se importaria, agora, com as condições de trabalho dos enfermeiros que há vinte anos não têm carreira, que viram a sua profissão ser retirada da lista de profissões de desgaste rápido, que não veem as suas especialidades reconhecidas financeiramente. Porque se importaria com uma classe que se fartou de promessas e veio para a rua ser criticada pelos decisores, pelos doentes que trataram, pelos que agora entregaram as suas vidas nas suas mãos, pelos que choraram a eles abraçados, por toda uma sociedade que os chamou de “bestas” só por pedirem o que lhe é de direito. Não tardará a que digam que ganham demais para aquilo que fazem.
Não tardará a que a anormalidade se torne normal. Não tardará que a imagem se teve dos enfermeiros e outros técnicos de saúde durante o período de pandemia se desvaneça e se volte a olhar para eles como mais uns que são como tantos outros.
O povo diz, na sua grande sabedoria, que só se reza a Santa Bárbara quando troveja. O povo tem razão, porque passada a tormenta já ninguém bate palmas aos enfermeiros, já ninguém quer saber daqueles que o que tinham e o que não tinham, que se expuseram à doença de uma forma altruísta e com espirito de missão.
Oxalá não seja necessário bater novamente palmas aos enfermeiros pela mesma razão. Bater-lhes palmas da próxima vez que os virmos na rua a exigir melhores condições de trabalho e de vida para nos valerem numa aflição, será melhor que lhes chamar de “bestas”, pois então!
Apoiar a luta de um trabalhador que exige melhores condições de vida e de trabalho é o mesmo que apoiar um melhor serviço por ele prestado. No caso dos enfermeiros levamos uma grande lição. De “bestas” passaram a “bestiais” esperemos que o que o futuro nos reserva não nos faça mudar, mais uma vez, de opinião.
Já ninguém bate palmas aos enfermeiros como não bateram aos professores, aos agricultores, aos caixas de supermercado, aos homens do lixo, aos motoristas, aos jornalistas… mas estranhamente continuam a bater palmas aos políticos e politizados!
Rui Gualdino Cardoso, colaborador de Blog DeAr Lindo
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Mai 25 2020
Sem ovos não se fazem omeletes…
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Mai 24 2020
As aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos nalgumas disciplinas foram retomadas na passada segunda-feira e a grande maioria não hesitou em marcar presença. Só uma minoria de jovens optou por não ir, por receio do contágio e situações de risco na família. Para estes, as escolas deixam de ter de oferecer o ensino à distância nas disciplinas em que há aulas presenciais a decorrer. Como será feita a avaliação de todas estas situações — entre estudantes que vão, que deixaram de ir, que têm metade da carga horária ou integral — é a questão que se coloca agora à medida que o final do 3º período se aproxima.
“Os alunos, seja em que circunstância for, são avaliados pelos elementos recolhidos pelos professores. Todos têm as notas do 2º período atribuídas. E dificilmente um professor dará uma nota inferior, a menos que o aluno, de forma propositada ou dolosa, se ausente. Quanto muito poderá valorizar num ponto um aluno que se esforçou mais no 3º período. É esta a orientação que dou aos professores”, afirma José Lemos de Sousa, presidente do Conselho das Escolas.
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Mai 24 2020
Todos a queles que trabalham em Creches foram testados, 54 testaram positivo para COVID 19. Os professores que voltaram as aulas presenciais não foram testados, ainda não se ouviu dizer que as(os) Educadoras(es) e as(os) AO que no dia 1 de junho vão estar ao serviço nos Jardins de Infância vão ser testadas(os). Os docentes que trabalham nas Unidades de Autismo, que também vão regressar foram testados? Será por as Creches pertencerem, na sua grande maioria, à rede de ensino particular e IPSS, foram obrigadas a fazer a testagem?
Segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviados ao final do dia desta sexta-feira, estavam ainda por testar cerca de dois mil funcionários de creches. Mas o Governo sublinha: a testagem não é obrigatória.
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Mai 23 2020
Nove em dez alunos foram as aulas e os docentes não faltaram
Nove em cada dez alunos do ensino secundário regressaram esta semana às escolas para ter aulas presenciais assim como esteve presente a “quase a totalidade” dos professores previstos, segundo dados do Ministério da Educação.
Na segunda-feira os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade assim como os do 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário voltaram a ter aulas presenciais, depois de dois meses de ensino à distância decretado pelo Governo como forma de conter a disseminação do novo coronavírus.
Em resposta à Lusa, o gabinete do Ministério da Educação (ME) revelou que “cerca de 90% dos alunos estiveram presentes durante esta primeira semana de aulas presenciais.”
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Mai 23 2020
Muitas vezes já não posso ouvir falar no…no…sabe de que é que estou a falar, não sabe? No ví…ví…ví…vír…
E na quarentena, e na pandemia…
Mas temos que falar!
Nomeadamente pelas crianças e jovens! Temos que falar! Sábado, temos a nossa Masterclass repleta de pessoas interessadas e interessantes.
As questões são muitas, as dúvidas são cada vez mais…a incerteza é nossa inimiga.
Vamos estar em direto.
Porque sei que tem coisas para acrescentar. Pistas práticas para o nosso dia. Ideias para melhorarmos. E sim, podemos ter um pouco de lamentações, até porque estes diretos são sensibilização. No sábado é a doer. Trabalho. Mas até lá, podemos crescer uns com os outros, com algum desabafo.
Os corajosos que vão partilhar o direto são:
Ana Barradas, Educadora “Esperança”, uma pessoa com um carisma que cativou até o “Doutor”, que é tantas vezes chato. Uma das dinamizadoras do SCMM (Somos Capazes de Melhorar o Momento), uma iniciativa que ajudou (mesmo!), milhares de famílias, não “apenas” pelas atividades propostas, mas pelo coração.
Maria Tomaz, diz que é “Olhar a família , a escola, e a realidade pela perspetiva da criança), e eu concordo! Obrigado pela sua postura e gentiliza. As famílias que trabalham consigo, têm sorte! (https://www.facebook.com/mariatomaz.educa/).
Nuno Vilaça, que só pela sua coragem, gentileza e atenção, já merece a minha imensa admiração.E é um pretexto para o “Doutor” ir a Braga. Visitar o Nuno ao hospital…
E gostava de ter o depoimento de uma jovem…porque não são só as crianças que vão sofrer.
A partir do próximo domingo, às 21:30 na minha página, em direto, Rumo à Masterclass, rumo ao serenar do coração…
Sem pieguice, com profissionalismo,…
https://www.facebook.com/AlfredoLeitePsi

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Mai 23 2020
Os diretores das escolas dizem que é urgente começar desde já a preparar o próximo ano lectivo. Esta semana na entrevista à Renascença, o Ministro da Educação disse que temos de nos preparar para uma conjugação entre ensino à distância e presencial, mas as escolas precisam de orientações claras e objectivas. O que nem sempre aconteceu nos últimos meses, relatou na comissão parlamentar de Educação o presidente do Conselho das Escolas.
José Eduardo Lemos falou mesmo em “documentos pouco claros que chegavam às escolas sem data e sem assinaturas”.
Nesta comissão parlamentar, David Sousa, da direção da Associação Nacional de Agrupamentos de Escolas referiu que é urgente essa definição porque as “escolas têm de passar deste ensino de emergência para um verdadeiro ensino à distância planeado e que possa complementar o presencial com as aulas pela televisão”.
Esta associação defende ainda que este ano, a título expecional, os manuais gratuitos devem ficar com os alunos e que a aposta deve ser nos manuais digitais.
Nesta comissão foram ouvidas ainda outras entidades do setor, num requerimento feito pelo PSD. O presidente do Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação sublinhou o facto da falta de equidade no ensino que no seu entender está a agravar ainda mais as desigualdades entre os alunos.
José Eduardo Lemos criticou ainda o Ministério da Educação que não definiu a carga horária para todas as disciplinas neste regresso ás aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos, levando a que “no final do ano letivo haja alunos que têm o dobro das aulas em relação a outros colegas”.
Quanto ao futuro o presidente do Conselho de Escolas diz que o ano lectivo não deve começar logo em setembro, mas mais tarde e o Governo tem de definir regras concretas nomeadamente a dimensão das turmas para os professores começarem a organizar o próximo ano letivo.
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Mai 23 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/manualvol3ensino.pdf”]
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Mai 22 2020
Foram colocados 78 contratados na reserva de recrutamento 31, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Mai 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/Reabertura-pre-escolar.pdf”]
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Mai 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/IC-EX-22maio2020.pdf”]
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Mai 22 2020
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 31.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 25 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 26 de maio de 2020 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Mai 22 2020
Ministério informa que os alunos que não vão às aulas presenciais por opção dos pais são avaliados com os elementos existentes antes de 18 de Maio, quando as escolas reabriram. Professores defendem que avaliação final deverá ter na base as classificações obtidas no 2.º período, antes da covid-19.
Os alunos do 11.º e 12.º que não estão a ir às aulas podem dar como concluídas as disciplinas que desde esta segunda-feira passaram a ser ministradas em regime presencial, que são as que têm oferta de exames nacionais. Foi a informação que o Ministério da Educação fez seguir para as escolas…
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Mai 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/importancia_da_avaliacao_pedagogica_em_ensino_a_distancia_ed.pdf”]
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Mai 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/orientacoes_gerais-covid-19.pdf”]
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Mai 22 2020
Professores terão de ser ouvidos pelas escolas na marcação de férias
O Parlamento aprovou nesta quinta-feira alterações ao decreto-lei do Governo de Abril sobre as medidas excepcionais para a educação onde passa a constar que os professores terão que ser consultados pela direcção da escola para o ajustamento das férias ao calendário escolar, de forma a garantir as “necessidades decorrente do calendário de provas e exames”.
…
“A marcação de férias (…) é ajustada pela direcção da escola, ouvidos os docentes, ao calendário escolar garantindo as necessidades decorrente do calendário de provas e exames”, lê-se no novo texto, que acrescenta que isso “não prejudica o direito ao gozo de férias por parte dos docentes”.
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Mai 21 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/Reabertura-das-Escolas-1.pdf”]
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Mai 21 2020
Ensino à distância por mais um ano? É uma catástrofe anunciada.
Ensino à distância, por mais um ano, uma catástrofe anunciada. O Ministério da Educação descobriu a automação na educação. O ensino à distância não é conhecimento, são doses homeopáticas de informação fragmentada. Transforma o professor num instrumento de um computador que comanda programas, conteúdos e tempos de trabalho. O professor passa a ser um apêndice da máquina, qual Chaplin nos Tempos Modernos. Vai aumentar por isso o burnout, a alienação, a tristeza, é o professor-operário que abre um teste padronizado de cruzinha e os alunos respondem, preparados para o mercado, ou seja, a futura linha de montagem onde vão ser inseridos. Expropria o professor do ser criativo e proletariza-o ainda mais, além de destruir a sua vida pessoal, familiar, e de alunos. Transforma a casa numa unidade produtiva.
Naomi Klein, intelectual norte-americana, explica na sua Doutrina de Choque como os Governos usam catástrofes para aplicar medidas que, antes das catástrofes, seriam inaceitáveis para a população. A era da automação no ensino chegou e vai permitir, se não houver resistência, ao Ministério da Educação enfrentar a sua maior crise – a falta de professores massiva. Porque, em todos os países onde está a ser introduzido o “Ensino remoto”, aumenta o número de alunos por professor/computador (sim, passa a ser o professor-computador).
Os alunos – mamíferos relacionais -, não vão conseguir adquirir conhecimento algum, porque o conhecimento depende da relação emocional e colectiva que se estabelece – vão adquirir apenas informação que podem ver no google. Não por acaso Nuno Lobo Antunes explicou que os alunos com espectro do autismo dão-se bem neste formato à distãncia – porque são alunos cujo relacionamento preferencial é com coisas, e o computador não é uma relação humana, é uma coisa. Com o ensino à distãncia coisificamos assim professores e alunos (tão pouco fará bem aos que têm este espectro, mas fará muito mal a todos os outros). Amamos um computador ou amamos quem abraçamos, cheiramos, sentimos?
Entretanto vendem-se Ipads, softwares, em massa comprados pelos Municípios com os nossos impostos, e, cereja em cima do bolo, os dados destes “ensino” são automaticamente entregues às empresas de estudos de mercado (alunos em Portugal já estão a usar testes na escola pública elaborados não por professores mas por empresas privadas). Este é o admirável mundo novo da automação do trabalho, agora é por mais um ano em “modelo complementar”, trata-se de facto da privatização total do ensino através destas parcerias e da redução de custos com os professores. Vai gerar um mercado com fundos públicos através destas parcerias, diminuir o défice pagando menos a professores, e criar mais uma geração expropriada de saber e conhecimento, depender de computadores – preparados para o novo mercado laboral automatizado.
Finalmente todos os estudos provam que mais do que 2 horas de ecrans diários por dia nas crianças e jovens tem feitos neurológicos graves, como é possível o Ministério impor ou autorizar 30 minutos que sejam de ecrãs em crianças cujo dia já é passado, fora da escola, enfiado em casa, sós, com telemóveis, obesos, dessocializados, hiperestimulados e deprimidos?
A pergunta é, o que aconteceu aos sindicatos, às associações de pais e aos alunos para deixarem esta medida ser anunciada como um facto sem discussão e tudo em nome de uma pandemia?
Nem por um ano, nem em modelo combinado. Nunca devia ter existido estes dois meses, e jamais devia existir para o ano, mesmo que parcialmente. A não ser que o projecto em curso seja o da total destruição do bem mais precioso que temos, os seres humanos que aqui residem e cuja humanização depende da educação e das relações sociais reais que estabelecem ao longo da vida.
Ensino à distância não é ensino – é automação da força de trabalho presente (professores) e futura (alunos).
Nota pessoal: sou professora de adultos, sempre que posso ensino os meus alunos em jardins, a andar a pé (sou piripatética), com jantares e almoços de fim de aulas, idas a fábricas e empresas e estaleiros, às vezes em excursões pelos locais de trabalho ou dentro de sindicatos. Não escrevi este texto pela minha experiência pessoal, que vai manter-se peripatética, relacional, e feliz. Mas porque conheço através dos nossos trabalhos de estudo colectivo no Observatório para as Condições de Vida e Trabalho o que são as condições de trabalho no mundo em que vivemos, e sobre o qual fizemos amplos estudos. Está em curso um gigante processo de reconversão capitalista da força de trabalho rumo automação, é isso que deve ser debatido, e combatido. Aliás devo estas reflexões que coloquei acima aos meus colegas do Observatório, Lorene Figueiredo, Roberto della Santa, Virgínia Baptista, Duarte Rolo, Roberto Leher, entre outros.
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Mai 21 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/FORMAÇÃO-CONTÍNUA-DE-DOCENTES-.pdf”]
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Mai 21 2020
O Tiago leu o meu artigo de ontem “Como se organizará a escola em setembro?” antes de dar esta entrevista…
Próximo ano lectivo será “uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”
“Temos que nos preparar para em Setembro — ou não em Setembro mas se calhar em Outubro, ou Novembro — termos o que os ingleses designam por b-learning, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”, afirma o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
Vão ser aulas presenciais, à distância ou um sistema misto?
Vamos estar condicionados pela nossa capacidade de produzir uma vacina, pelas respostas farmacológicas, pela reacção do vírus, tudo isso… o que entendo é que vamos estar mais preparados para um segundo surto do que estávamos. Temos de construir vários cenários: um cenário em que o vírus está aí, mas não tem uma penetração na sociedade que nos obrigue a fazer o que fizemos nesta onda, e outros cenários…
As metas curriculares vão ser suspensas?
Vamos falar antes de aprendizagens essenciais e no perfil do aluno. Elas estão em vigor. Temos, necessariamente, neste contexto diferente, de repensar o processo e fazer adaptações tanto no processo ensino-aprendizagem, como nas avaliações. É muito importante que tudo seja feito em conjugação com as escolas, com as comunidades, com os professores. E temos de nos preparar para em Setembro — ou não em Setembro, mas se calhar em Outubro, ou Novembro — termos o que os ingleses designam por “b- learning”, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial.
Com esse sistema misto, vamos precisar de mais professores? Durante anos, até pela diminuição da população escolar, fomos diminuindo…
Nos anos 60 tínhamos 215 mil, 220 mil pessoas a entrar no 1.º ano e agora temos 87 mil, 89 mil a entrar no 1.º ano do 1.º ciclo. Mas houve sistematicamente, até no XIX Governo Constitucional [Passos Coelho], uma clara opção pela diminuição do número de professores nas escolas. Conseguimos contrariar essa opção. E em nenhum momento diminuiremos o esforço. Se, no próximo ano, precisarmos de um corpo docente robusto, ele existirá, como nos últimos quatro anos. Não posso dizer agora que vamos precisar de mais dez ou 20 professores.
Para que o sistema misto de que falou funcione os alunos têm de ter computador e acesso à Internet. Há grandes desigualdades de acesso a estes equipamentos. Quantos alunos não tiveram meios para ter ensino à distância?
Fomos ultrapassados pela realidade dos dias. Quando fazíamos a recolha do número de alunos que não tinham conectividade e máquinas, víamos as autarquias a trabalhar e muitas escolas (foram adquiridas muitas máquinas nos últimos três anos) a trabalhar. E muitas dessas máquinas estiveram e estão na posse desses alunos.
Falou-se que dos cerca de 1,2 milhões de alunos, 50 mil não teriam acesso a computador ou meios de acesso; o que acontece é que esse número foi sendo reduzido.
Vamos ter um novo programa Magalhães 2, com distribuição de portáteis?
Nunca referi esse programa. O que está a ser feito é um programa para que as escolas possam estar dotadas de recursos para que os nossos alunos possam ter conectividade através do ensino à distância.
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Mai 21 2020
O combate à inflação de “notas”… podem seguir a lista do Ranking começando por cima.
A ordem é para reforçar acções que visam detectar inflação artificial de notas. O ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues garante que haverá processos disciplinares sempre que se justifique. Em breve seguem instruções para as escolas a explicar como funcionarão os exames, com perguntas opcionais para garantir que alunos podem não ser avaliados a matérias menos consolidadas.
As notas do 1.º e do 2.º período serão analisadas para ver como comparam com os resultados finais. Haverá auditorias aos critérios de avaliação. A Inspecção-Geral da Educação terá de mobilizar mais inspectores para esta tarefa. É que nesta altura o problema da inflação artificial de notas que já existia em algumas escolas pode ter consequências ainda mais graves na equidade do concurso de acesso ao superior. Tiago Brandão Rodrigues não tem dúvidas: “Seria muito danoso para o sistema se oportunisticamente alguém pudesse tirar partido das circunstâncias” excepcionais que vivemos em tempos de pandemia.
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Mai 20 2020
Listagem dos docentes a quem foi autorizada Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2020/2021.
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Mai 20 2020
Exmº(ª) Senhor(a)
Diretor(a)/Presidente de CAP
Vimos por este meio informar V. Exa. de que o processo de mobilidade do pessoal docente para o ano escolar de 2020/2021, decorrerá obrigatoriamente através de aplicação informática a disponibilizar no portal da DGAE, de acordo com os prazos indicados.
Salienta-se que os prazos definidos e que agora se divulgam deverão ser rigorosamente observados sob pena de não poderem ser consideradas as propostas de mobilidade estatutária rececionadas de modo diferente do previsto.
Acresce informar V. Exa. que a submissão da(s) proposta(s) de mobilidade estatutária de docentes, nos termos previstos nos artigos 68.º alínea a) do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, decorrerá: entre 22 de maio e 04 de junho, impreterivelmente.
Pede-se, também, a especial atenção de V. Exa. para o cumprimento dos prazos de validação de dados e emissão de parecer sobre o(s) pedidos de mobilidade estatutária relativos a docentes providos/colocados na unidade orgânica que dirige e que decorrerão entre 22 de maio e 05 de junho, impreterivelmente.
Com os melhores cumprimentos e votos de bom trabalho,
A Diretora-Geral da Administração Escolar
Susana castanheira Lopes
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Mai 20 2020
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Mai 20 2020
A imprevisibilidade do futuro sempre foi uma certeza. O futuro sempre se viu coberto pelo manto da incerteza. Nos tempos que vivemos qualquer que seja o nosso futuro não o podemos prever a médio/longo prazo.
O retorno à escola está previsto para setembro, mas os cenários possíveis vão da conhecida normalidade, à continuidade do trabalho que hoje estamos a desenvolver a partir de casa. A ameaça que nos assombra o pensamento e as vidas, segundo os especialistas, pode voltar, em força ou não, a qualquer momento. Convém traçar cenários futuros para que não sejamos, novamente, apanhados de surpresa apesar de todos os avisos e evidências.
Se as medidas de contingência e afastamento social se mantiverem ou vierem a ser retomadas tem que se partir de um plano diferente do atual, o E@D é um remendo que não pode prolongar-se indefinidamente no tempo. Por isso, está a decorrer a experiência com os alunos do 11.º e 12.º ano, nas creches e no dia 1 de junho iniciar-se-á no Pré-escolar. Se esta experiência se demonstrar minimamente segura, estou certo que no próximo ano letivo será aplicada aos outros níveis de ensino.
Como poderá isso ser operacionalizado?
Esta reflexão baseia-se na possibilidade de desdobramento de turmas e redução da carga horária letiva presencial, assim como no cumprimento da promessa do primeiro ministro em equipar cada aluno com meios informáticos. Não me vou debruçar sobre os resultados que poderão advir deste modelo de ensino porque são uma incógnita, tal como o futuro, podem surtir efeitos ou não, mas sempre serão melhores do que aquilo que estamos a viver presentemente.
No 1.º ciclo esta operacionalização poderá passar por desdobrar as turmas e criar um turno da manhã e outro da parte da tarde. Uma turma de 24 alunos será desdobrada em duas de 12, permitindo assim o distanciamento social exigido. A permanência dos alunos na escola também pode ser reduzida. Em vez das 5 horas letivas presenciais, poderão ter apenas 2,5 horas presenciais onde os conteúdos são lecionados (não havendo intervalos), deixando as outras 2,5 horas para a prática e resolução de exercícios em casa sobre supervisão assíncrona dos professores
Nos 2.º, 3.º ciclo e secundário o esquema seria semelhante. Com as regras em vigor para o 11.º e 12.º ano, as aulas presenciais veriam a sua duração reduzida para 25/30 minutos e o tempo restante seria em trabalho autónomo. Neste tempo seriam ministrados os conteúdos. Nas suas residências, com horários pré-estabelecidos, desenvolveriam em contactos assíncronos com os docentes de cada disciplina a prática, resolução de exercícios e esclarecimento de dúvidas. Dar-se-ia primazia à pesquisa e ao trabalho autónomo.
Julgo que assim, seria possível manter as regras de distanciamento social, minimizar contactos e evitar, dentro do possivel, reduzir o aparecimento de surtos dentro dos estabelecimentos escolares.
Podendo esta ser uma de muitas soluções que possam a vir ser encontradas, não é o ideal para o processo de ensino/aprendizagem, mas devido às contingências que a sociedade vive pode ser adotada enquanto o retorno à “normalidade” tarda.
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Mai 20 2020
As imagens que correram as redes sociais das creches em França ,acabaram por chocar muita gente pela frieza do distanciamento social, num recreio de cimento. As imagens que correm desse mesmo distanciamento social em Portugal, são muito mais agradáveis e sossegam espíritos de pais e população em geral.
Em Portugal temos boas creches e bons profissionais que conseguem transformar a pior das situações num momento agradável.

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Mai 20 2020
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Mai 20 2020

De acordo com o Anexo I ao Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio de 2019, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 94, foi suspensa a adoção de manuais escolares, designadamente:
No ano de 2020, com efeitos a partir do ano letivo de 2020/2021, é suspenso o procedimento de adoção de novos manuais escolares:
· Na disciplina de Inglês do 8.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;
· Em todas as disciplinas do 9.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;
· Em todas as disciplinas do 10.º ano de escolaridade dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.
Assim, foi prorrogado o período de vigência dos manuais escolares no ano de 2020, com efeitos a partir do ano letivo de 2020/2021, dos manuais escolares das seguintes disciplinas e anos de escolaridade:
· Na disciplina de Inglês do 8.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;
· Em todas as disciplinas do 9.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;
· Em todas as disciplinas do 10.º ano de escolaridade dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.
Registo da estimativa do número de alunos para o ano letivo de 2020/2021
O período de registo da estimativa do número de alunos, para o ano letivo de 2020/2021, a realizar por cada escola do agrupamento ou escola não agrupada decorre entre os dias 1 e 29 de junho de 2020.
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Mai 20 2020
Mas o vencimento será o mesmo… As condições de trabalho não mudarão, a carreira não será “a do autocarro” e quem pagará a fatura serão os mesmos de sempre. Mesmo sabendo tudo isto vale a pena ler…
Nada será igual. «Professores vão ter um trabalho muito duro em Setembro», alerta OCDE
Andreas Schleicher, director do Departamento de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), alerta os professores, numa entrevista ao ‘Observador’, para a necessidade de terem de alterar o método de ensino, em Setembro, numa altura em que nada será igual.
«Os estudantes que têm autonomia estão bem, não é preciso grandes preocupações. Mas o mesmo não se passa com os que estão em desvantagem. Para estes, o papel do professor será extremamente mais importante e isso foi uma coisa que esta crise mostrou. Se olharmos para o futuro da educação, vamos ver uma maior procura por professores que vão para lá do seu papel de instrutor», refere o responsável, acrescentando que «os professores vão ter um papel muito duro em Setembro».
Relativamente à dependência da tecnologia por parte dos alunos, devido às aulas online, Schleicher considera que «a tecnologia não é tão decisiva, não é o aspecto definidor do modelo. Este envolve mais co-criação. Os alunos consumidores estão a tornar-se sujeitos activos no seu processo de aprendizagem e isso é mais importante do que o aspecto tecnológico», defende.
«O professor já não pode apenas dar um texto pré-fabricado a um grupo de estudantes, tem que desenhar novos cenários e ambientes inovadores de ensino, tem de perceber que alunos diferentes aprendem de maneira diferente e acolher essa diversidade, praticar uma pedagogia diferenciada. O professor tem de conhecer os alunos como indivíduos para os envolver no processo de aprendizagem», continua o especialista.
Schleicher, que é também conhecido como o pai do PISA, ‘Programme for International Student Assessment’, a ferramenta internacional que mede o nível de conhecimento dos alunos em diversas áreas, refere que «a falta de uma distribuição igualitária de tecnologia está a amplificar as desigualdades na educação. E isto acontece não apenas em Portugal mas em todo o lado».
«Em Portugal, os melhores professores, os que estão melhor preparados, ensinam nas escolas mais fáceis. E as mais problemáticas têm de lutar para conseguir atrair os professores mais talentosos», afirma o responsável.
Quando questionado sobre o fecho das escolas o especialista considera que «a escola não é apenas uma instituição académica. É o centro das nossas comunidades e sociedades. E sobretudo para os estudantes que podem não ter em casa o ambiente social adequado (à aprendizagem) é importante que as nossas escolas estejam a funcionar novamente».
E acrescenta ainda: «É possível ter uma interrupção de dois ou três meses, mas se ela se prolonga por muito mais tempo, então há uma certa faixa considerável de estudantes que nunca mais voltará à escola».
Para o responsável o custo social e económico do fecho das escolas é muito elevado e na sua opinião foi ignorado a longo prazo. Contudo, sublinha que «agora há que olhar para as consequências de longo prazo da crise e mediar o seu impacto, mas também reconstruir a educação de forma a servir as nossas sociedades».
Quando confrontado com uma alternativa ao encerramento das escolas, Schleicher refere que é necessário «abrir as portas das escolas o mais rapidamente que for possível fazê-lo em segurança. E há tantas boas abordagens ao redor do mundo para criar espaços seguros que permitem reconciliar requisitos de saúde com os de educação. Mas o futuro está no blending learning, ou seja, parte do ensino é feito online e outra parte presencial.
«Devemos pensar como configurar o espaço, o tempo, a tecnologia de forma a providenciar o melhor ensino para alunos diferenciados. Precisamos de nos tornar muito mais criativos no uso dos recursos educativos em vez de dizer apenas até aqui tivemos a escola e vamos voltar para ela», afirma.
Relativamente ao próximo ano lectivo o especialista defende que «os sistemas educativos têm de pensar melhor como atrair e recrutar os professores mais talentosos para as turmas mais desafiadoras e garantir que os alunos que têm mais dificuldades terão também mais apoios. A oportunidade educativa tem de se tornar muito mais personalizada e individualizada».
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Mai 20 2020
Temos que ver o estudo pela positiva, os rapazes com ESE elevado têm média de satisfação com a vida superior (8,3) aos rapazes com ESE baixo (7,6). A mesma tendência se verifica para as raparigas (7,9 – 7,4).
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