[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/IC-EX-22maio2020.pdf”]
Mai 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/IC-EX-22maio2020.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/exames-alem-das-perguntas-de-resposta-obrigatoria-contarao-os-itens-em-que-os-alunos-tenham-melhor-pontuacao/
12 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Espero que o divulgar oportunamente não seja no dia do exame…
Ainda estou para ver como será possível a matemática…
Será interessante ver a matriz!
Enfim!
Claro que será possível a matemática e em todas as disciplinas,pois tudo está feito para evitar notas negativas.
Digo aos meus alunos, o exame de Mat será o mais fácil dos últimos tempos. Apenas 1 caderno e com máquina gráfica ao dispor dos alunos, itens à escolha do freguês , possibilidade de realizar todas as questões e ,destas ,apenas será valorizada a que tiver maior cotação…
E tudo isto era tão previsível, mas também tão evitável…
Bastaria que a teimosia na realização de exames no presente ano lectivo e que a bizarria da obrigatoriedade das aulas presencias não se tivessem concretizado…
Quando se percebeu que a insensatez tinha sido levada ao limite do absurdo, tornou-se evidente que alguma medida deveria ser tomada para que os alunos fossem prejudicados o menos possível…
Então como se faria o acesso ao superior?
Roberto:
O acesso ao ensino superior far-se-ia com o envolvimento deste.
Mas, como está, é fácil é barato e dá milhões.
Milhões para as explicações.
Milhões para os colégios que inflacionam as notas até ao 21.
Milhões para as editoras.
Os docentes do secundário não são professores.
São treinadores e selecionadores de indivíduos.
Maria, isso vai acontecer de igual forma se for o superior a selecioná-los.
Mas a minha pergunta era apenas sobre este ano letivo, porqie a sua colega é contra os exames este ano e eu quero saber qual é a alternativa. Ou vão com as notas do secundário? Era um fartote.
Roberto:
Não aconteceria de igual forma se os critérios de seleção fossem outros.
Dou-lhe um exemplo:
Há países na Europa em que a seleção para Medicina se faz no primeiro ano do curso.
Os candidatos têm de aguentar o cadáver mais nauseabundo que houver à disposição.
Ou passam um mês a dar apoio nos cuidados paleativos.
Uma parte desiste passado pouco tempo.
Os que caem para o lado, não são selecionados.
Não consigo imaginar colégios, explicações e exames que preparem alunos para tal seleção.
A França tem esse sistema ou próximo. Discordo. É muito semelhante à vossa prova que o Crato quis impor.
Esse método de que falou é estúpido, por várias razões.
“Era um fartote.”
Era tão “fartote” como será este ano…
Senão vejamos:
Por estas informações do IAVE anteve-se que, no presente ano lectivo, não venham a existir reprovações ou se existirem prevê-se que o seu número seja muito reduzido ou praticamente residual. Talvez venha a ser até o melhor ano de sempre no que respeita aos resultados nos exames… Obviamente que, se assim vier a ser, esses resultados, por serem obtidos de uma forma absolutamente artificial, serão considerados como ilusórios e enganosos…
Por outras palavras, será muito difícil que as classificações obtidas nos exames sirvam, este ano, para discriminar os alunos, uma vez que os respectivos resultados não obedecerão a uma distribuição normal (Curva de Gauss).
Portanto, se os resultados obtidos nos exames efectivamente não estabelecerem diferenças ou distinções entre os alunos, nada mais restará do que as respectivas médias de conclusão do ensino secundário para conseguir a tão almejada selecção e seriação de alunos…
Se assim for, de que serviu a obstinação e a insensatez em teimar na realização de exames e na obrigatoriedade das aulas presenciais?
No fim, o resultado será o mesmo: o que efectivamente vai contribuir para seleccionar os alunos será, ao que tudo indica, a média de conclusão do ensino secundário.
Se era para ser assim, porque se manteve o absurdo de obrigar alunos, professores e assistentes operacionais a regressar às escolas, colocando-os em situações de risco e de perigo que, na verdade, eram perfeitamente escusadas e evitáveis…
Portanto, se isto não é um “fartote”, o que será?
Veremos se será mesmo assim. Veremos.
Porque, se for, é uma vergonha: demasiados professores preparam-se para inflacionar brutalmente as notas dos seus alunos. Tenho em minha posse mensagens que comprovam isso, que não vou divulgar para preservar quem mas fez chegar. É uma vergonha.
Perante este quadro, estou quase a entrar no barco do fim dos exames do secundário. Só que, então, muito professor deixará de lecionar e tornará as suas aulas num campo de diversão.
É uma pena que não se possa falat em “off”. Há muito senhor doutor que deveria estar fora da profissão .
A disparidade entre a escola escola pública e a privada é cada vez mais acentuada. Com esta medida, aquele que era o único meio de balanceamento das notas de ingresso para a universidade foi parcialmente anulado. Para além deste problema, temos também a óbvia desvalorização da dedicação, esforço e empenho dos alunos que realmente trabalham para classificações de topo nos exames finais. Bem vistas as coisas, um aluno de 15 com sorte q.b. pode ter a mesma classificação de um aluno de 20, afinal de contas, o 21 não é alcançável.
Uma medida injustificada e desmotivante para quem se esforça. A educação toma partidos, e encontra-se num estado de decadência abismal.
Estou muito curioso como irão fazer no caso do exame de Geometria Descritiva A, 4 exercícios obrigatórios.