10 de Maio de 2020 archive

Posição da ACPEEP sobre as recomendações da DGS para a reabertura das Creches

Posição da ACPEEP sobre as recomendações da DGS para a reabertura das Creches

Na sequência da Sessão Informativa realizada no dia 8-5-2020 para apresentação das Medidas para Reabertura das Creches pela Direção Geral de Saúde  pela Secretaria De Estado da Acção Social, a ACPEEP reiterou a sua posição de que algumas das medidas propostas não são exequíveis nem adequadas para a resposta social de CRECHE, solicitando a respetiva revisão e adaptação.

Referimo-nos, em concreto às seguintes medidas:

1)  As crianças não podem partilhar o seu brinquedo / os materiais didáticos com os colegas, os materiais devem ser unipessoais (funcionalmente impossível e pedagogicamente inaceitável);

2)  As mesas devem estar viradas para o mesmo sentido, as crianças não devem estar em U (desapropriado, as crianças estão sentadas no chão/no tapete ou em pequeno grupo a imitar/repetir o que a educadora e os colegas fazem, é assim que aprendem, têm que se ver umas às outras, não se mantêm no mesmo lugar e na mesma posição por muito tempo, muito menos sentadas);

3)  As crianças devem manter um distanciamento social entre elas, de cerca de 2m  (não conseguimos, nem queremos restringir os movimentos das crianças e a sua aproximação dos colegas, não podemos impedir ou orientar as suas deslocações, as interações entre crianças são necessárias ao seu desenvolvimento);

4)  Os catres e os berços devem estar a uma distância de 2m entre eles (as salas não têm dimensões suficientes para tal);

5)  É preciso haver espaços, que não estejam a ser utilizados, para dividir ou reduzir turmas (na maioria das creches não existem espaços que não estejam a ser utilizados. Além disso, ao dividir os grupos, as crianças deixam de estar com os adultos de referência);

6)  Cada bebé deve ter a sua própria espreguiçadeira (não há espaço na sala parque para colocar tantas espreguiçadeiras, mas mesmo se assim fosse, as crianças iriam gatinhar por cima das espreguiçadeiras, porque ficariam sem espaço para exploração);

7)   A definição de circuitos de circulação com entradas e saídas distintas, para não haver cruzamento de pessoas, poderá obrigar as pessoas a percorrer mais espaços dentro da instituição. O ideal é não passarem das entradas.

Assumimos que estas medidas não são exequíveis, pelo que os diretores das creches não se podem responsabilizar pela sua implementação. Consideramos que, apesar de tudo, podem existir condições e procedimentos adequados para minimizar o risco de contágio do Covid19 nas creches, sendo que há riscos que nunca poderão ser eliminados, pelo que temos que aprender a conviver com eles.

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O seu filho vai para a creche a partir de 18 de maio?

 

 

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Opinião – Reabertura Escolas (covid19) Creche e Pré-Escolar – Juliana Barroso

Estar saudável não é o mesmo de ausência de doença. Ser saudável é viver em ambiente seguro e com equilíbrio físico, mental, emocional e social.
O artigo 31º da Declaração Internacional dos Direitos da Criança consagra que “os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e atividades recreativas próprias da sua idade ”

 

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Concorda com a reabertura das creches a 18 de maio?

 

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Sindicatos do País Basco tomam posição: professores não entram nas salas de aula sem garantias de saúde

 

Os sindicatos de professores consideram “absolutamente irresponsável lançar o retorno proposto para 18 de maio”.

Unidade sindical. Algo incomum no País Basco. Mas, nesta ocasião, o anúncio da Secretaria de Educação do retorno à sala de aula a partir de 18 de maio para os alunos do secundário levou os sindicatos a unirem forças. Os sindicatos ELA, LAB, STEILAS, CCOO e UGT alertaram a Educação de que os professores não retornarão à sala de aula a menos que as condições de retorno “sejam negociadas e garantam a saúde”.

As centrais sindicais entrarão em contato com os diversos agentes educacionais nos próximos dias para discutir as possibilidades de dar uma resposta conjunta. Os sindicatos afirmam que o plano apresentado pelo Governo Basco para o retorno às escolas não foi “negociado ou elaborado com os representantes dos trabalhadores”. “Trata-se de uma decisão unilateral e imposta, como tem acontecido ao longo da gestão desta crise de saúde”, reclamam.
Uma vez que o plano foi conhecido, consideram que não há condições de implementar o retorno a partir de 18 de maio garantindo a saúde dos trabalhadores e estudantes. A sua opinião é que, a Educação apenas coleta critérios gerais de segurança que estão aquém e estabelece medidas “sem ter trabalhado com as escolas e sem fornecer recursos para poder implementá-los, carregando as escolas com um nível desproporcional de responsabilidade”.

Ou seja, “o plano de retorno é caracterizado pela improvisação e precipitação”. “Seria uma irresponsabilidade absoluta lançar o retorno proposto para 18 de maio.”

 

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A falta que os professores fazem pelo mundo…

Os testemunhos de alguns pais são esclarecedores…

 

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“Não é pedagogicamente correto dizermos a uma criança ‘não partilhes o brinquedo com o amigo’”

 

Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino garantem não ter condições de cumprir todas as regras contra a pandemia quando as creches forem reabertas.

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