O contraste das creches portuguesas e francesas

As imagens que correram as redes sociais das creches em França ,acabaram por chocar muita gente pela frieza do distanciamento social, num recreio de cimento. As imagens que correm desse mesmo distanciamento social em Portugal, são muito mais agradáveis e sossegam espíritos de pais e população em geral.

Em Portugal temos boas creches e bons profissionais que conseguem transformar a pior das situações num momento agradável.

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5 comentários

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    • Vera Terreiro Ribeiro on 20 de Maio de 2020 at 17:30
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    Quem não sabe é como quem não vê… não são só momentos agradáveis que se esperam em Creche… é preciso estimular… A música é péssima mas não é o pior… O pior é ver estas escolhas pedagógicas. Isto não é EI. Estão na rua… Mas cada um no seu quadrado… Vejo um colo… Mas… Miúdos com cara de WTF? . Infelizmente não me espanta… Em breve veremos isto no JI…Ética e deontologicamente nenhum profissional poderia fazê-lo, mas…as pessoas são obrigadas a ir trabalhar! Há medidas de contenção do virús emanadas pelo poder central que, assim, sacode para elas a responsabilidade de contenção de um virús que ainda ninguém sabe muito bem como se comporta… Agora se houver um surto quem vai ser responsabilizado são os profissionais, que não tiveram sequer tempo para dizer: “Não concordo…” Estas imagens serão brevemente a realidade bem próxima de nós, esta semana na maioria das creches nacionais, no próximo dia 1 em muitos JI privados e IPSS pelo menos e no próximo ano letivo na maioria do nosso doente sistema educativo… ninguém deve ter lido “a nespera que fica deitada” https://www.youtube.com/watch?v=ilrjg5zOQa0


  1. A propósito do vosso artigo de 20 de maio “O contraste das creches portuguesas e francesas”, partilho um pequeno texto escrito por Ana Rita Dias
    “Em Portugal somos mais sofisticados. Em vez de crianças em retângulos de cimento como na França, temos crianças em lindas mantas na relva. E a música ajuda a tornar o cenário mais bonito. Só que não.
    E o mais perturbador é todo o embelezamento da situação sem que se tenha noção que manter crianças neste afastamento, isoladas de forma colectiva, faz com que elas tenham um quotidiano em que interiorizam a normalidade de não poderem interagir e de não se poderem movimentar normalmente, com todas as consequências que isso traz.
    De facto, as pessoas compram o que vêm por muito pouco. E toca a aplaudir o isolamento numa creche só porque o apresentam com purpurinas.
    Caramba, temos tanto a percorrer. O mesmo país, o mesmo vírus, e realidades completamente diferentres em diferentes instituições.”
    😔

    • Helena on 21 de Maio de 2020 at 11:22
    • Responder

    Os profissionais podem e devem dizer que não concordam!!
    Essa imagem é muito triste, ainda mais por ser aplaudida….
    Ha mascaras transparentes que permitem manter o acesso ao rosto, elemento organizador e tão importante no desenvolvimento de crianças em creche e, o distanciamento entre crianças já foi revisto pela DGA!!

    • Fátima Vilaça on 21 de Maio de 2020 at 12:41
    • Responder

    A diferença está no verde e nas mantas?
    A diferença tem que estar no contacto, na proximidade. Estas são ilhas egocêntricas.
    Mais vale ‘morrer’ da doença que desta ‘cura’!

    • Cristina Aragão on 21 de Maio de 2020 at 12:45
    • Responder

    Este tipo de procedimento não é para ser aplaudido… é para nos fazer pensar que enquanto profissionais de educação temos o dever de zelar pelos direitos e interesses das crianças, mesmo em tempo de pandemia. Sou Educadora de Infância à 38 anos, continuo a exercer a minha profissão baseada em princípios éticos que defendo desde o 1º dia. É óbvio que temos que proteger e nos proteger, vamos ter que arranjar novas formas de procedimentos, mas por favor não chamem “boas práticas” às desinfeções e ao isolamento. Apelo ao bom senso de todos e principalmente à classe a que pertenço, é verdade que todos precisamos de trabalhar mas não podemos esquecer que temos o dever de defender o bem estar das crianças que estão connosco, não só o seu bem estar físico mas essencialmente o seu bem estar emocional.

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