Aulas presenciais: alunos com faltas justificadas podem dar disciplinas como concluídas

 

Aulas presenciais: alunos com faltas justificadas podem dar disciplinas como concluídas

Ministério informa que os alunos que não vão às aulas presenciais por opção dos pais são avaliados com os elementos existentes antes de 18 de Maio, quando as escolas reabriram. Professores defendem que avaliação final deverá ter na base as classificações obtidas no 2.º período, antes da covid-19.

Os alunos do 11.º e 12.º que não estão a ir às aulas podem dar como concluídas as disciplinas que desde esta segunda-feira passaram a ser ministradas em regime presencial, que são as que têm oferta de exames nacionais. Foi a informação que o Ministério da Educação fez seguir para as escolas…

 

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21 comentários

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    • Zaratrusta on 22 de Maio de 2020 at 10:51
    • Responder

    Para além da notícia deste post, deixo mais alguns exemplos da brilhante atuação do Ministério da Educação:

    – “Há alunos que estão a faltar à escola por falta de transporte”
    – “Professores preocupados com injustiças na avaliação do 3.º período”
    – “na Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, o 3.º período vai contar 10% ”
    -“na Secundária Infanta D. Maria, também em Coimbra, contará 25%”
    – “Escolas estão a mudar critérios de avaliação”
    -“alunos de 12º ano com exame a Matemática já vão no 6º professor a esta disciplina neste ano letivo. Dois deles no período pós 14 de abril. Estes docentes estavam de baixa médica”

    • Criticas on 22 de Maio de 2020 at 11:16
    • Responder

    “– “na Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, o 3.º período vai contar 10% ”
    -“na Secundária Infanta D. Maria, também em Coimbra, contará 25%””

    Até parece que antes do virus todas as escolas tinham os mesmos criterérios de avaliação!!!!!

    “– “Escolas estão a mudar critérios de avaliação””

    Houve escolas que não mudaram os critérios de avaliação do 3º período, com o e@d, mantendo a avaliação exatamente da mesma forma?????

    “-“alunos de 12º ano com exame a Matemática já vão no 6º professor a esta disciplina neste ano letivo. Dois deles no período pós 14 de abril. Estes docentes estavam de baixa médica””

    Até parece que antes do vírus nunca houve alunos que tiveram vários professores ao longo do ano ou que tiveram meses sem professor!!!

    Este virus parece estar a mostrar que alguns não fazem a mínima ideia do que aconteceu nas escolas nos ultios anos!!!

      • Zaratrusta on 22 de Maio de 2020 at 12:17
      • Responder

      Devo concluir das suas palavras que considera que a mediocridade na educação já se tornou uma normalidade e que concorda com ela.


      1. Muito bem. Há muitos colegas cujo uso da razão não consegue ir para além daquele que exibe um pedreiro num café já com 8 minis despejadas no WC depois de rápida viagem pelo tracto urinário.

          • E@D on 22 de Maio de 2020 at 13:47

          Um pedreiro? e se for de um “colarinho branco” a compostura seria diferente?
          Mais um idiota que,por acaso, também é um colega.

          • RF on 22 de Maio de 2020 at 14:02

          Peço desculpa, E@D, os pedreiros lêem Proust e Wittgenstein… Estava a ser preconceituoso. As prostitutas de rua também não devem ser alvo de preconceito. Muitas estão sentadas num pilha de vários volumes do Em busca do tempo perdido.

    • Amaral on 22 de Maio de 2020 at 12:35
    • Responder

    Eu se fosse aos alunos cagavaaa em todas as disciplinas(mesmo ás dadas á distância), exceto na que fosse assistir presencialmente.
    A nota pelos vistos já tá dada, quer faltem quer não faltem.

      • Luluzinha on 22 de Maio de 2020 at 21:58
      • Responder

      Nota-se que essa sugestão deve ter sido o seu próprio lema de vida, a avaliar pela forma como escreve.

    • Criticas on 22 de Maio de 2020 at 12:43
    • Responder

    Mediocridade?
    A existência de diferentes critérios de avaliação é mediocridade?
    A adaptação de critérios de avaliação a uma situação anómala é mediocridade?
    A possibilidade de os alunos poderem estar ausentes de forma justificada e não serem prejudicados por isso e mediocridade?
    A possibilidade de os professores terem de ser substituídos, por motivos diversos, é mediocridade?

    Para mim mediocridade é criticar tudo e mais alguma coisa apenas por querer criticar


    1. Ó abécula, o Ministério da Educação cala-se hoje, amanhã diz uma coisa, depois diz que não disse, a seguir diz outra coisa, passada uma semana desdiz o que disse e o que não disse. Juízo mostram as escolas em não reformular critérios com um Ministério assim. Claro que para o Abécula Cricas, perdão, Caricas, foda-se, Criticas, Ministério é coisa que nem devia existir: um director em cada esquina e toca a andar!


  1. Colegas,
    Vamos tentar não baixar o nível??!!!

    • Matilde on 22 de Maio de 2020 at 16:15
    • Responder

    Um Snob, definido como um sujeito que demonstra menosprezo e preconceito por aqueles que não têm prestígio ou posição social, presunção e vaidade ostensivas e atitudes de superioridade patentes ao nível das ideias, dos gostos e dos comportamentos, será sempre um Snob…

    E isso manifesta-se em todos os contextos e independentemente das cátedras ou das habilitações literárias que possua…

    Casos perdidos, portanto… 🙂


    1. Concordo consigo, cara Matilde. O Cricas é do pioro. Agora, a sério. Não partilho do seu igualitarismo, que passa por ser considerar todos iguais em dignidade espiritual, seja lá o que isso for, apesar de estarem em condições materiais, educacionais e culturais díspares. Eu defendo uma escola pública de qualidade para todos, o acesso democrático à cultura e o fim das desigualdades económico-sociais. E defendo isso porque reconheço que a pobreza, a ignorância e a escolarização deficiente são um mal objectivo. Venho da classe operária, sei como são os trabalhadores e sei que a sua miséria é também intelectual. Não sou filho de pequeno-burgueses como a doutora Matilde.

    • Zaratrusta on 22 de Maio de 2020 at 18:19
    • Responder

    É bom, embora raro, partilhar este espaço com mentes esclarecidas. Refiro-me ao RF e à Matilde.

    • Matilde on 22 de Maio de 2020 at 18:33
    • Responder

    Um Snob será sempre um Snob! 🙂

    Prova disso: Em oito linhas de texto, acabou de revelar, pelo menos, mais dois preconceitos:

    – A classe operária, além da miséria material, também apresenta miséria intelectual;

    – A pequena-burguesia, por oposição à classe trabalhadora, é desprezível e criticável (inferência minha, dedutível a partir das suas afirmações).

    E isto para não falar das suas suposições que não passam disso mesmo, suposições…

    E, ainda, este facto assinalável:
    Apesar de o meu comentário não lhe ter sido dirigido, reagiu como se o fosse, revelando uma de duas coisas: ou atribuiu a si próprio a designação de “Snob”, revendo-se na definição dada; ou não se reviu na definição dada, mas não resistiu à tentação de responder, dominado pelo primado da sua vontade e razão, considerando que as mesmas devem prevalecer sobre as dos outros…

    O egocentrismo é tramado… 🙂


    1. Notas rápidas (e finais)
      Não se trata de egocecentrismo, mas apenas de vontade de me meter.
      A miséria intelectual da massa dos trabalhadores está relacionada com a fraca escolarização e é função directa da acção das indústrias culturais. Ler Adorno, sff.
      A pequena-burguesia, categoria que repesquei, apesar de estar consciente de que se trata de uma relíquia conceptual do passado, serviu-me apenas para apontar — com o indicador?, com o médio? — uma determinada mentalidade de vistas curtas, sem espírito crítico, que adere à ideologia da classe dominante.
      Saudações revolucionárias, camarada Matilde.

        • Matilde on 22 de Maio de 2020 at 20:57
        • Responder

        Saudações, caro RF.

        • Zaratrusta on 22 de Maio de 2020 at 21:50
        • Responder

        RF, a ignorância do povo sempre foi a grande força dos regimes ditatoriais.
        E a propósito do que atrás foi dito: “Cada vez que alguém olha as coisas de maneira nova, quatro quartos das pessoas não enxergam nada do que ele lhes está mostrando. São precisos pelo menos quarenta anos para que cheguem a distinguir.”
        Marcel Proust, Um busca do tempo perdido.

          • Zaratrusta on 22 de Maio de 2020 at 21:51

          Em busca…

    • Matilde on 22 de Maio de 2020 at 19:06
    • Responder

    PS: Estou de acordo consigo neste ponto: “Eu defendo uma escola pública de qualidade para todos, o acesso democrático à cultura e o fim das desigualdades económico-sociais.”

    Eu também o defendo e continuarei a defender, apesar de ter plena consciência de que posso cair naquela alegoria de D. Quixote a lutar contra os moinhos de vento… Paciência, não me importo…

    • Luis Peixoto Pereira on 29 de Maio de 2020 at 4:09
    • Responder

    Eu gostaria de saber se há algum documento com esta informação.
    Não encontro, e quer o 14G, quer o 20H não o diziam.
    Como está a chegar a informação às escolas??
    Obrigado

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