Preparação desigual dos alunos para os exames do secundário preocupa diretores das escolas

 

Preparação desigual dos alunos para os exames do secundário preocupa diretores das escolas

As aulas presenciais para os alunos do 11º e 12º anos nalgumas disciplinas foram retomadas na passada segunda-feira e a grande maioria não hesitou em marcar presença. Só uma minoria de jovens optou por não ir, por receio do contágio e situações de risco na família. Para estes, as escolas deixam de ter de oferecer o ensino à distância nas disciplinas em que há aulas presenciais a decorrer. Como será feita a avaliação de todas estas situações — entre estudantes que vão, que deixaram de ir, que têm metade da carga horária ou integral — é a questão que se coloca agora à medida que o final do 3º período se aproxima.

“Os alunos, seja em que circunstância for, são avaliados pelos elementos recolhidos pelos professores. Todos têm as notas do 2º período atribuídas. E dificilmente um professor dará uma nota inferior, a menos que o aluno, de forma propositada ou dolosa, se ausente. Quanto muito poderá valorizar num ponto um aluno que se esforçou mais no 3º período. É esta a orientação que dou aos professores”, afirma José Lemos de Sousa, presidente do Conselho das Escolas.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/preparacao-desigual-dos-alunos-para-os-exames-do-secundario-preocupa-diretores-das-escolas/

21 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • maria on 24 de Maio de 2020 at 13:57
    • Responder

    Mais do que nunca, os alunos vão chegar ao exame em enorme desigualdade.

      • maria on 24 de Maio de 2020 at 15:05
      • Responder

      Cara homónima maria

      À ” nascença “, os direitos são os mesmos.
      Depois? Bem, por muito que queiramos, e por muitos esforços que façamos rumo à desejada igualdade … há uns que são, e sempre serão, mais iguais que outros. Por muitas razões, que não controlaremos jamais. É a p.. a da vida . Insistir nisto levar-nos-ia ao chamado “não assunto”.

        • Paulo Pereira on 24 de Maio de 2020 at 21:12
        • Responder

        Não será propriamente um “não assunto”, cara Maria.

        Fazemos o que podemos para tentar criar condições de igualdade no acesso à Instrução e Educação, mesmo em situações de contingência.

        Porém, há demasiadas variáveis a montante que não dominamos:
        Desde a singularidade de cada aluno, o estrato socio-económico em que vivem as famílias, os apoios que têm, etc, etc…

        Os professores não tenham a ambição de mudar a Sociedade.
        A nossa missão é ensinar e abrir horizontes a diferentes alunos, todos os anos.
        Fazer mais que isso é utópico.
        Não somos pais deles, pois não os acompanhamos ao longo da sua evolução pessoal e académica pelos anos fora. Esse é o papel dos pais.

          • maria on 24 de Maio de 2020 at 22:29

          Paulo Pereira

          Foi , exactamente, isso o que eu quis dizer.
          Fazemos os possíveis ( e os “impossíveis” ! ) para criar condições de igualdade. A quem o diz .
          Só que… só que … “há as singularidades de cada aluno” ( cognitivas, designadamente) .

    • Joao Lima ferreira on 24 de Maio de 2020 at 14:23
    • Responder

    E a “indústria” das EXPLICAÇÕES, promove
    o quê???

      • Paulo Pereira on 24 de Maio de 2020 at 21:29
      • Responder

      A “Indústria” das explicaçoes, como bem caracteriza, é a prova em como a Educação em Portugal vai mal!

      Se houvesse efectivo apoio aos alunos nas Escolas, as explicações por fora não existiam.

      As explicações por fora são necessárias pelo que disse no início.
      Independentemente de serem bem pagas, pois isso não interessa, Quem fornece serviços merece a justa paga por eles. Mesmo que aproveite o nicho de mercado resultante das fragilidades do Ensino institucionalizado.


    1. Sempre chegaram, sempre chegaram…

    • Luluzinha on 24 de Maio de 2020 at 15:22
    • Responder

    Não sei qual é o espanto. Os alunos que não comparecessem às aulas presenciais, bem como os respectivos familiares já sabiam o que foi determinado. Trata-se de uma simples consequência pessoal da decisão que tomaram. Ora essa!

      • Cury1 on 24 de Maio de 2020 at 15:53
      • Responder

      Exato!
      Isto é um “não post”.
      Todos sabiam as regras antes do dia 18!

      • Matilde on 24 de Maio de 2020 at 17:32
      • Responder

      “… já sabiam o que foi determinado”.

      Pois, o problema foi justamente esse: o que foi determinado, mas que não deveria ter sido…

      O outro problema, consistiu no cumprimento pelas escolas do que foi determinado, presumivelmente por manifesta incapacidade em contrariar os absurdos impostos…

      • Paulo Pereira on 24 de Maio de 2020 at 21:14
      • Responder

      A Luluzinha é o paradigma do funcionário burocrata.

    • Cury1 on 24 de Maio de 2020 at 15:51
    • Responder

    Isto é um “não post”.
    Todos sabiam as regras antes do dia 18!

    • Matilde on 24 de Maio de 2020 at 16:59
    • Responder

    “Preparação desigual dos alunos para os exames do secundário preocupa diretores das escolas”.

    AGORA é que se preocupam?

    Então não era previsível e antecipável que isto iria suceder, assim que foram conhecidas as orientações e normas do ME para o regresso às aulas presenciais?

    Quantos dos directores que agora estão preocupados expressaram o seu desacordo público perante tais orientações/normas ou recusaram explicitamente aplicá-las? Quantos efectivamente não as cumpriram?

    Discurso hipócrita? Preocupação simulada, com o objectivo de quererem fazer parecer o contrário daquilo que tacitamente aceitaram e com que anuíram?

    Agora já é tarde e a destempo… E agora também já não há nada para remediar nem para corrigir, o que havia a emendar ou a rectificar não foi feito em tempo útil. No momento certo, quando tiveram a oportunidade de falar e de, eventualmente, contestar não o fizeram, portanto…

    Por vezes, o silêncio é mesmo de ouro…

      • Cury1 on 24 de Maio de 2020 at 18:12
      • Responder

      Nem mais!!!


    1. Boa leitura dos acontecimentos.
      Parece que o desconfinamento está a fazer-lhe muito bem. Assim continue.

        • Matilde on 25 de Maio de 2020 at 14:35
        • Responder

        “Os cães ladram e a caravana passa…”.

      • Paulo Pereira on 24 de Maio de 2020 at 21:21
      • Responder

      O Filinto Lima, da ANDEP aparentemente não representa ninguém a não ser ele próprio. De que serve uma associação de directores escolares quando não se mobiliza para debater assuntos como este atempadamente?

      Estas associações, em Portugal, são o que são, ou não conhecêssemos o modo como são criadas, e os apoios e influências que recebem.

        • Zaratrusta on 24 de Maio de 2020 at 21:51
        • Responder

        É como eu digo: Filinto, Ascenção & Tiaguinho- Um trio de comediantes.


  1. Se eu entendo algumas opiniões acham que voltar às aulas presenciais agrava a desigualdade entre alunos. Eu penso exatamente ao contrário, permite que os que têm menos apoios fora da escola e menos meios tecnológicos possam resolver algumas diferenças. E não venham com a ideia que tudo se resolveria sem exames. Os exames apesar de tudo serve para aferir, os alunos têm direito a prosseguir com a sua vida académica. Muito se critica neste blog, mas apresentar soluções razoáveis e concretizaveis nada.


    1. Colega, como dizes no início do teu texto.não entendeste mesmo nada do que é referido.

      Assim sendo,e como digo muitas vezes ao alunos,estou a perguntar uma coisa e respondes outra. por isso, lê de novo o exercício e devagar…

        • Zaratrusta on 24 de Maio de 2020 at 21:49
        • Responder

        Boa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores:

x
Gosta do Blog