Igec vai auditar avaliações de alunos

 

O combate à inflação de “notas”… podem seguir a lista do Ranking começando por cima.

Inspecção vai auditar avaliações de alunos para travar inflação de notas

A ordem é para reforçar acções que visam detectar inflação artificial de notas. O ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues garante que haverá processos disciplinares sempre que se justifique. Em breve seguem instruções para as escolas a explicar como funcionarão os exames, com perguntas opcionais para garantir que alunos podem não ser avaliados a matérias menos consolidadas.

As notas do 1.º e do 2.º período serão analisadas para ver como comparam com os resultados finais. Haverá auditorias aos critérios de avaliação. A Inspecção-Geral da Educação terá de mobilizar mais inspectores para esta tarefa. É que nesta altura o problema da inflação artificial de notas que já existia em algumas escolas pode ter consequências ainda mais graves na equidade do concurso de acesso ao superior. Tiago Brandão Rodrigues não tem dúvidas: “Seria muito danoso para o sistema se oportunisticamente alguém pudesse tirar partido das circunstâncias” excepcionais que vivemos em tempos de pandemia.

Veja e leia a entreista ao Tiago AQUI

 

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22 comentários

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    • Manuel on 21 de Maio de 2020 at 9:06
    • Responder

    Agora a Igec virou a polícia (para não dizer outra coisa…) do ministro Tiago. Depois do desnorte total, vêm agora as ameaças… Nada de novo, portanto.

    • Zaratrusta on 21 de Maio de 2020 at 9:28
    • Responder

    Mais uma demonstração de total confiança nas escolas e nos professores.

    • Zaratrusta on 21 de Maio de 2020 at 9:47
    • Responder

    E não terá ocorrido a este imbecil deste ministro que, por todas as razões e mais algumas relacionadas com as alterações desde 16 de março, as notas dos exames serão naturalmente mais baixas? Que, como os exames já estavam feitos, o facto de existirem itens de opção poderá não ser suficiente? É mais fácil perceguir as escolas e os professores.

      • Luluzinha on 21 de Maio de 2020 at 13:52
      • Responder

      Olhe, deveria aprender as regras e estruturas gramaticais de Português antes vir para aqui disseminar ressabiamento e frustração pessoal. Não se escreve “perceguir” mas sim, PERSEGUIR.

      • Cury1 on 21 de Maio de 2020 at 14:20
      • Responder

      Que grande vidente… Veremos se as notas dos exames serão assim como prevê.
      Deixa-se de fazer futurologia e de criticar negativamente, só porque sim.
      Tanta mania da “perceguição” ( perseguição).
      Trabalhe, homem! E deixe o ME trabalhar!

    • Mais uns tachos on 21 de Maio de 2020 at 9:51
    • Responder

    O povo em contenção e estes sujeitos a criar mais uns tachos à conta de quem verdadeiramente trabalha arduamente! Pouca vergonha!

    • Cury1 on 21 de Maio de 2020 at 10:05
    • Responder

    Muito bem. Já se faz tarde! Era escandalosa a discrepância existente entre a nota interna e a nota de exame , consecutivamente, ano após ano, em algumas escolas. Muitas vezes, numa mesma disciplina, de 5 a 8 valores.
    Para as escolas/ agrupamentos que resolveram alterar os critérios neste 3.° período, em jeito de batota, será a única forma de travão.

    • maria on 21 de Maio de 2020 at 10:08
    • Responder

    Em tempos chegou a aventar-se a hipótese de – para calcular a classificação de acesso ao ES – ser introduzido um factor ou coeficiente susceptível de “corrigir” as discrepâncias nota de frequência/ nota de exame. Discrepâncias por vezes gritantes, graças à ardilosa inflação de notas que, convenhamos, nem sempre é fácil de comprovar.
    Ou seja, aquele factor “puniria” ou ” premiaria” os desvios, conforme os casos.

    • maria on 21 de Maio de 2020 at 10:41
    • Responder

    Os inspectores que o ME pretende “mobilizar” terão de ser pessoas muito capazes e muito habilitadas, pois o escrutínio incide sobre o ensino Secundário. Ora, se manda para a frente uma chusma de criaturas que andam pelas minhas bandas, muito emproadas mas nem sequer – como alunas – por este nível de ensino passaram, então é melhor ficar quieto.

    • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 21 de Maio de 2020 at 11:09
    • Responder

    “Igec vai auditar avaliações de alunos” = “Igec desconfia dos professores na avaliação dos seus alunos”.
    “Esta análise vai levar necessariamente a acções disciplinares ou a recomendações, se for necessário”, “… mas acima de tudo que seja dissuasor” diz o ME.
    Necessariamente:
    1. É necessário ao governo mostrar o chicote como forma de dissuasão;
    2. E é também necessário aos professores verem o chicote para não caírem na tentação de o fazerem.
    É assim que se pretende governar um país?
    Não, é chamar cada um à sua responsabilidade, começando exatamente pelos governantes e sem alaridos.

    • Manuel on 21 de Maio de 2020 at 11:10
    • Responder

    Eu sabia!! De bestiais a bestas em menos tempo do que dura uma auditoria…

    E as escolas privadas também estão incluídas? Se assim for, haverá inspectores em numero suficiente? Que dilema!

    • Zabka on 21 de Maio de 2020 at 11:32
    • Responder

    Acho bem, mas comecem nos Colégios da Nossa Senhora das Elites e afins.
    Também há Públicas engraçadinhas, com bonificações e tais a escala passa dos 20!
    No fundo é fácil, são quase sempre as mesmas.

    • Valentim on 21 de Maio de 2020 at 11:37
    • Responder

    Uiiii. O Ministro da Educação a meter medinho…

    • Lurdes on 21 de Maio de 2020 at 11:56
    • Responder

    Bem… O ME acabou de legislar o seguinte, “alunos no ensino á distância NAO FAÇAM A PONTA DE UM CORNO”.
    Visto levarem sempre com a nota do 2 periodo.

    • sempre@tento on 21 de Maio de 2020 at 13:49
    • Responder

    Comecem pelos privados e verifiquem as disciplinas de nota interna e a habilidade dos exames internos para os que vão do público…

    • sempre@tento on 21 de Maio de 2020 at 13:52
    • Responder

    Depois estes alunos entram em Engenharia e desistem ao fim do 1º ano pois não têm pedalada, retirando vaga a quem realmente trabalha. Pude constatar isso quando os meus filhos andaram na faculdade de engenharia, no regime público. E fizeram sempre o seu percurso escolar nas escolas públicas, para que conste…

    • Matilde on 21 de Maio de 2020 at 15:08
    • Responder

    A inflação das classificações internas tem vindo a ser praticada por algumas escolas, tanto privadas como públicas, e acerca disso parece não existir qualquer dúvida. O próprio Ministro o admitiu e confirmou nesta entrevista.
    A IGEC, segundo o Ministro, actuou junto dessas escolas e recebeu instruções claras para alargar a sua acção.

    E é aqui que surgem algumas inquietações:

    – Sabendo-se que a prática existe e que não é recente, sendo até do conhecimento de todos desde há vários anos, porque motivo(s) não se debelou o problema assim que o mesmo foi detectado? Que consequências efectivas sofreram as escolas que comprovadamente o praticaram? Que efeitos dissuasores tiveram essas consequências em termos futuros, para as próprias e para as outras escolas?

    – Anualmente são publicados os denominados “Rankings” das escolas tendo por base os resultados obtidos nas disciplinas sujeitas a exame nacional, mas também o coeficiente de discrepância entre as classificações obtidas em exame nacional e as atribuídas nas classificações internas de cada disciplina.
    Os serviços do Ministério responsáveis por estas publicações anuais conhecem, e por certo elaboram, anualmente, e a partir dos dados recolhidos, uma lista das escolas “suspeitas” da prática já referida.
    São realizadas auditorias às ditas escolas, assim que aparecem os primeiros indícios dessa prática?

    – Segundo o Ministro, os resultados dos processos disciplinares instaurados ainda não são todos conhecidos porque os respectivos processos estão ainda a decorrer.
    Impunha-se, em primeiro lugar, conhecer quantos processos foram instaurados e desses quantos já
    foram concluídos e quantos se encontram ainda a decorrer…
    Em segundo lugar, e das duas uma, ou o andamento dos processos é muito lento ou os mesmos foram instaurados tardiamente, pois só assim se compreende que ainda não se conheçam os resultados de processos que deveriam ter sido instaurados assim que se publicaram os “Rankings” relativos ao ano anterior…
    E isso em nada impede o exercício inalienável do direito de defesa que assiste às escolas visadas…

    Fica-se, pois, com a impressão de que a perspectiva do Ministério em vez de ser preventiva, acaba por ser meramente remediativa e, pior do que isso, suscita-se a dúvida quanto à efectiva vontade de auditar e de dar conhecimento público dos resultados apurados… Corre-se o risco de fazer parecer que não…
    A bem da transparência e da insuspeição seria aconselhável que assim não fosse…

    Ignorando o dispensável cariz sexista desta afirmação: “À mulher de César não basta ser séria, também tem que parecer…”.


    1. Fica tudo em águas de bacalhau. Vão lá, inspeccionam muito, muito papel a relatar, mas provas que entalem o pessoal mesmo nenhumas e, como tal, fica tudo arquivado, por os inspeccionados reclamarem do que lhes foi instaurado.

      • Torrão on 21 de Maio de 2020 at 22:25
      • Responder

      Isso só se resolve retirando o alvará dessas escolas.
      Mas não há coragem.

    • Costa on 21 de Maio de 2020 at 17:59
    • Responder

    Que investiguem a fundo os colégios privados que inflacionam há muito tempo as notas , todos conhecemos anos de 11 ou 12 valores que passaram milagrosamente para 18 ou 19 valores . Espero que as auditorias sejam rigorosas. Outra medida importante, os exames nacionais dos colégios privados deviam ser feitos nas universidades ou escolas públicas, já ouvi histórias de professores dos colégios pressionados a ajudar no exame. Uma injustiça sem dúvida ….


  1. O Tiaguinho está a delirar.
    Retirei a minha filha da escola pública no 1º período do 10º ano, precisamente para subir as notas. Ando há 3 anos a pagar quase 500 euros por mês, para garantir que ela tem a média que precisa. Vem agora o Tiago dizer que vai controlar as notas!
    Devolve-me o dinheiro que gastei?

    • julinjo on 22 de Maio de 2020 at 2:31
    • Responder

    Não, não devolvo o dinheiro. Isso era o que querias.

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