O estudo que diz que os jovens estão mais satisfeitos com a vida

 

Temos que ver o estudo pela positiva, os rapazes com ESE elevado têm média de satisfação com a vida superior (8,3) aos rapazes com ESE baixo (7,6). A mesma tendência se verifica para as raparigas (7,9 – 7,4).

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1 comentário

    • Matilde on 20 de Maio de 2020 at 12:09
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    O presente Estudo parece ter encontrado uma correlação positiva entre o ESE e a maior parte das variáveis analisadas. Por outras palavras, na maior parte das variáveis estudadas, quanto mais elevado for o ESE, melhores resultados se obtêm nessas variáveis e vice-versa.

    No actual panorama socioeconómico e com perspectivas futuras de aumento de pobreza, consequência directa do aumento do desemprego, será expectável que as correlações anteriores se acentuem e se tornem mais fortes, pelo que, esse facto, a concretizar-se, não pode deixar de suscitar acentuadas preocupações…

    Por outro lado, parece, contudo, existir uma excepção ao nível da correlação positiva anteriormente apontada:

    Os resultados obtidos na variável “Sintomas psicológicos” (Tristeza, Irritação, Nervosismo, Dificuldade em Adormecer e Tonturas) parecem ser relativamente independentes do ESE. Ou seja, as cinco variáveis analisadas neste parâmetro não parecem ser tão influenciadas pelo ESE quanto as restantes.

    Infere-se, também, pelos resultados que o Estudo apresenta que quatro das cinco variáveis analisadas (Tristeza, Irritação, Nervosismo e Dificuldade em Adormecer) pioraram os seus índices entre 2014 e 2018, em ambos os géneros.

    Sem querer estabelecer relações causais abusivas, parece que não pode deixar de se colocar esta hipótese:

    O consumo excessivo, e até a dependência em alguns casos, de medicação anti-depressiva e ansiolítica, bem como o aumento de quadros sintomatológicos compatíveis com crises ansiosas e de pânico, bem patente na actual geração de jovens, poderá estar relacionada com os resultados anteriores.

    Se assim for, este dado não pode ser ignorado, por se afigurar como muito inquietante:

    A saúde mental dos jovens portugueses carece de uma intervenção urgente, aos mais variados níveis e contextos, sob pena de virmos a ter uma geração de jovens altamente deprimida, dependente de medicação e incapaz de, per se, encontrar as soluções mais saudáveis para obter melhores condições físicas e psicológicas…

    E isso terá também consequências bem visíveis ao nível do contexto escolar…

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