Outubro 2019 archive

Carta aberta da APEEDS aos recém-eleitos Deputados da Assembleia da República

Assunto: Processo Colocação Docentes

Cara/o Deputada/o,
Neste início de mandato, em nome das alunas e alunos da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos e de tantas outras crianças e jovens do nosso país, queremos lançar-lhe um pedido. A Constituição da República Portuguesa estabelece no número 1 do artigo 74º que “todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar”. É este direito que não está a ser garantido para milhares de alunos no nosso país por falta de colocação de professores e é com a defesa deste direito que lhe pedimos que dê início ao seu mandato. Estamos a falar daqueles que ainda não têm direito a voto, que merecem as mesmas oportunidades de todas as outras crianças e que por isso devem estar na linha da frente das preocupações de todos nós.
Neste momento, mais de um mês depois do início das aulas, há escolas com turmas sem professores. Todas as semanas o ministério da educação lança, através da Direção Geral da Administração Escolar, um concurso para promover a colocação dos professores em falta. Contudo este processo não só se tem mostrado lento, como em muitas situações os professores colocados optam por não aceitar a colocação.
A Associação de Pais da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos pede o seu apoio urgente na revisão deste processo, seja no muito curto seja no médio-longo prazo. Temos consciência que se trata de um processo complexo e para o qual não existem soluções simples, no entanto, é tempo de colocarmos as crianças em primeiro lugar, envolver todos os atores e concertar estratégias. Só assim será possível encontrar novas soluções para velhos problemas.
No final da semana passada, consciente de que o elevado preço da habitação pode estar a impedir alguns professores de aceitar as respetivas colocações, nomeadamente quando não se trata de horários completos, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção a instar o Governo e o Ministério da Educação a encontrar e implementar soluções, em articulação com a própria autarquia.
O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens.
Urge por isso pressionar o Governo e o Ministério da Educação a tomar medidas extraordinárias para corrigir de imediato esta situação e promover uma reflexão séria e abrangente para evitar repetições destas no futuro. Seja com a contratação descentralizada por parte dos agrupamentos de escolas, seja com o apoio ao alojamento dos professores, seja com a possibilidade de contratar horas extraordinárias a professores já colocados, seja com a criação de horários completos através da junção de horários de escolas que não distem muito, seja através de outras medidas que concorram de forma efetiva para solucionar este problema no curto prazo.
Não fiquemos à espera que um sistema obsoleto coloque a “conta gotas” os professores em falta. Tanto nós pais, como os nossos filhos, contamos consigo!
A Associação de Pais da Escola Delfim Santos

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Bolsas de Recrutamento para Assistentes Operacionais nas escolas

E parece que o problema estará resolvido… julgam eles!

Julgam mal, julgam bem? Veremos no que dá. Tudo depende de como forem organizadas estas bolsas e se há interessados. É que trabalhar cansa e cansa ainda mais quando o é pelo ordenado mínimo.

 

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Estão as escolas portuguesas preparadas para adaptar-se à revolução tecnológica e às profissões do futuro?

Estão as escolas portuguesas preparadas para adaptar-se à revolução tecnológica e às profissões do futuro?

A revolução tecnológica já é uma realidade em Portugal e trouxe com ela modificações importantes no âmbito laboral e educativo. Já se sabe que o mundo do trabalho é uma área em constante mutação, que está condicionada diretamente por mudanças sociais, económicas e de índole científica e tecnológica. E os programas educativos devem acompanhar atentamente estas alterações, preparar-se para lhes fazer frente e, sempre que possível, adiantar-se às novas realidades e antecipar cenários.

Umas das principais inovações introduzidas ao longo das últimas décadas foi, sem dúvida o acesso à Internet e a sua democratização a nível global. Atualmente 85% dos portugueses já afirma utilizar a web diariamente e, em média, passa 6h30 diárias conectado, das quais mais de duas horas são dedicadas às redes sociais. E que dizer do uso crescente dos dispositivos móveis e da necessidade de estar permanentemente ligados à rede global, num mundo em que inclusivamente a comunicação entre pais e professores já se faz através dos grupos de Whatsapp?


Sim, a tecnologia transformou a sociedade, a forma como consumimos e como nos comunicamos. E criou novas necessidades, tanto ao nível do consumo como da oferta de produtos e serviços, dando inclusivamente origem a novas profissões, principalmente no âmbito digital, e levando à obsolescência de outras, mais manuais e que podem ser facilmente substituídas pelas máquinas e pela inteligência artificial.

Os desafios dos professores perante a revolução tecnológica


Perante esta nova realidade, os professores e as escolas têm um papel fundamental no processo de preparação dos formandos para o mercado de trabalho. Mas, como podemos preparar os docentes para que estejam atualizados e possam responder às dúvidas destes alunos cada vez mais informados, mais exigentes, constantemente conectados e com uma sede de conhecimento inesgotável? Precisamos de renovar os quadros, contratando a professores Millenials? Quais são os principais âmbitos onde as instituições educativas devem centrar os seus esforços e atenção? E quais serão os perfis profissionais mais procurados nos próximos anos? 

De acordo com o Fórum Económico Mundial, em pouco mais de dez anos (concretamente em 2030), muitas das competências atuais dos trabalhadores terão mudado completamente. Inclusivamente, há vários estudos que afirmam que nessa década, entre 75% e 85% das profissões mais procuradas não existam hoje em dia. Serão criadas nos próximos anos. Pelo que a reciclagem permanente e a formação constante e especializada vão ser elementos fundamentais para os profissionais do âmbito educativo.

Competências necessárias para as profissões do futuro

Há muitas teorias sobre este assunto, e – como acontece sempre que falamos do futuro – uma boa parte delas está baseada em simples especulações. Mas há quatro áreas fundamentais onde supostamente a transição para a nova realidade do mercado de trabalho será mais fácil: concretamente em estudos relacionados com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Pelo que está claro que as escolas devem prestar especial atenção a conteúdos vinculados com estes quatro tipos de conhecimento. Cada vez são mais necessários os programadores informáticos, os analistas de Big Data, os especialistas em Realidade Aumentada, Marketing Digital, a Internet das Coisas ou a Inteligência artificial, para dar apenas alguns exemplos.


E há mesmo áreas que inicialmente estavam vinculadas ao universo do ócio e do lazer, que com o passar dos anos se converteram em trabalhos com colocação quase garantida, devendo por isso ser considerados seriamente entre as áreas com grande potencial de empregabilidade. É o caso dos Community Managers, que são atualmente uma das profissões mais procuradas pelas empresas. Ou dos fãs de videojogos, ou praticantes de distintas modalidades de eSports, que em alguns países inclusivamente já são vistos como uma profissão.

Há também muitos casos de jogadores internacionais que nos últimos anos converteram o póquer em profissão, dedicando-se essencialmente às suas modalidades e eventos online. E Portugal não é exceção. Também aqui começam a surgir os primeiros nomes de relevo neste desporto mental, que participam em importantes torneios internacionais e que estudam, jogam e vivem do póquer, muitos deles vinculados ao mundo das matemáticas ou da computação, devido ao raciocínio lógico que exigem este tipo de atividades mentais.

O futuro da educação perante este novo cenário

Perante este cenário, as escolas devem em primeiro lugar começar a dotar-se das infraestruturas e dos recursos técnicos necessários. E formar constantemente os professores para que eles dominem essas novas tecnologias e saibam transmitir aos alunos os benefícios, potencial e limites da sua utilização. E, claro está, é fundamental adaptar os currículos escolares para que os conteúdos e as competências transmitidas aos alunos, sejam as requeridas por um mercado de trabalho que se tem vindo a transformar a uma velocidade vertiginosa, e que provavelmente mudará muito mais ao longo da próxima década. Estaremos preparados?

 

 

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Lista Colorida – RR8

Lista Colorida com colocados e retirados da RR8.

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Cinema Sem Conflitos: “The Day After the Party”

Título:  “The Day After the Party” | Autores: “Diyala Muir

Uma jovem ansiosa atravessa o mercado de Brixton. A memória e a fantasia vagarosamente se entrelaçam na caótica cena de rua, envolvendo-a num sinistro mundo de peixes falantes, chorões de girassóis e um sorriso suspeito de assombro.

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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453 Contratados Colocados na RR8

Foram colocados 453 contratados na Reserva de Recrutamento 8, distribuídos do seguinte modo:

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As agreções reziduais

(Via Duarte Gonçalves no Movimento pela vinculação de professores contratados)

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Opinião Pública / Vídeo – A violência nas escolas

O Ministério da Educação diz que as agressões físicas entre professores e alunos são casos residuais. Já a Fenprof pede o reforço de funcionários e até um agravamento das penas para os agressores. Será a violência apenas um problema das escolas ou também um reflexo do que se passa na sociedade?

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Vamos Lá Recordar Mais Um Caso Residual ao Ministério da Educação / 5 de Abril de 2019 – “Já lhe parti o focinho!”

Professor de escola básica agredido a soco e pontapé

Ministério Público está a investigar caso de aluno de 12 anos que agrediu professor de educação cívica quando este o impediu de jogar à bola dentro da sala de aula. Foi aberto inquérito tutelar educativo.

(…)

Os problemas começaram quando o aluno entrou na sala com uma bola, que movimentou de tal forma que acabou por partir uma lâmpada do tecto. De acordo com os relatos feitos ao Jornal de Notícias, o professor pediu a uma funcionária para limpar os vidros, repreendeu o aluno e disse-lhe que, provavelmente, teria de pagar a lâmpada. O aluno não gostou da advertência, disse que não pagava e, mesmo sabendo que é proibido usar o telemóvel dentro da sala, ligou para o pai. Depois voltou a movimentar a bola dentro da sala, pelo que o professor lha retirou, colocando-a em cima da secretária.

Terá sido neste momento que terão começado as agressões. De acordo com uma das professoras daquela escola, o aluno começou então a tentar chegar à bola. Não conseguindo começou a empurrar o professor. Este conseguiu dominar o aluno, encaminhou-o para a porta e entregou-o à directora de turma. Foi nessa altura que o aluno desferiu um violento pontapé nos testículos do professor, deitando-o ao chão com as dores. A aula terminou de imediato, mas o rapaz ainda haveria de voltar “passados uns sete minutos”, de acordo com os relatos, para dar mais um murro na testa do professor. Depois, saiu da sala e gabou-se aos funcionários: “Já lhe parti o focinho!”

 

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A Ler com muita atenção – O professor, o cigano e a negra | Raquel Varela

O professor, o cigano e a negra
Posted on October 24, 2019

O grande tema da semana foi o silêncio ensurdecedor do Ministério da Educação sobre uma família cigana que bateu numa funcionária negra, noutra branca e em dois professores – tudo com directos para a TV, em confissão pública com dolo. Ao mesmo tempo que agia suspendendo o professor que bateu no aluno, o Ministério da Educação e o Ministério Público remeteram-se ao silêncio quando a violência recaiu em directo sobre professores e funcionários. A família cigana bateu no aluno por esta mesma razão: o Ministério tem dois pesos e duas medidas – desculpando publicamente quem bate em professores ou agride verbalmente estes (o que acontece todos os dias), e agindo com mão dura contra um professor que bateu num aluno (algo excepcional) – assim, o sinal que está a dar à sociedade, e também o sinal que está a dar aquela comunidade cigana, é o de que podem desrespeitar os professores – e isso é o caldo que permite à família ter batido no professor e ainda terem ido dar a cara, pulando e rindo, para as TVs, explicando que estavam cheios de razão. O resumo é este: para retirar força salarial a professores e funcionários o Ministério está disposto a dar força a uma milícia popular. Milícia que se apresenta como uma família de uma etnia oprimida. Sim, tudo começa no momento em que o Ministério, o Estado, desrespeita os professores, dando luz verde à restante parte da sociedade para fazer o mesmo.

(…)

Continua aqui:

O professor, o cigano e a negra | Raquel Varela

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Reserva de recrutamento n.º 8

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 8ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 28 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 29 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Protesto do S.TO.P encerra escola na Damaia. Alunos e professores contra amianto e violência

Protesto do S.TO.P encerra escola na Damaia. Alunos e professores contra amianto e violência – Correio da Manhã

Sindicato de Todos Os Professores tem novo protesto marcado para a próxima semana.

Um protesto do Sindicato de Todos Os Professores (S.TO.P) encerrou esta sexta-feira uma escola básica na Amadora, numa iniciativa nacional que começou por servir para exigir a retirada de amianto e se estendeu à violência nas escolas.

Em declarações à agência Lusa, André Pestana, do S.TO.P explicou que este protesto fechou a Escola Básica Prof. Pedro D’Orey da Cunha, na Damaia, concelho da Amadora, não só por causa da presença de amianto, mas também pelos diversos casos de violência em contexto escolar e pela falta de funcionários.

“Esta escola fechou porque há uma greve nacional contra o amianto a decorrer. Mas fechou não só pela insegurança associada a estarem no local de trabalho pessoas a respirar substâncias comprovadamente cancerígenas (…), mas também devido às recentes notícias e a outro tipo e insegurança: há um certo sentimento de impunidade perante as várias agressões nas escolas”, afirmou.

André Pestana disse que o S.TO.P está solidário com todas as comunidades educativas, professores e funcionários agredidos e sublinha: “o Governo tem responsabilidade nesta manteria”.

“Quando há falta estrutural de funcionários isso permite que mesmo nos recreios — e temos vários relatos de alunos – é normal em algumas escolas haver agressões diárias”, afirmou.

Este protesto vai estender-se até final do mês e na próxima semana o S.TO.P já tem agendado outro protesto do género, que encerrará outro estabelecimento de ensino. Questionado pela Lusa, escusou-se dizer qual, remetendo para “mais em cima do acontecimento”.

Esta greve do amianto convocada pelo S.TO.P já encerrou até hoje oito escolas, mas o sindicato espera que, com o alargamento dos motivos dos protestos, cresça igualmente o número de escolas encerradas.

O S.TO.P apela ainda aos restantes sindicatos da educação para que se juntem a estes protestos.

O sindicato começou por entregar um pré-aviso de greve para 15 dias, período que terminava a meio deste mês, com uma renovação até 31 de outubro.

Esta foi a primeira greve realizada depois da revisão de estatutos do sindicato, que agora abrange “todos os profissionais de educação.

De acordo com o STOP, há cerca de 100 escolas onde o amianto continua a ser um problema para alunos, professores, funcionários e pessoas que vivem nas proximidades.

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Aluna de 14 anos agride professora de EF e elemento da Direção em escola no Castêlo da Maia

Aluna de 14 anos agride professora em escola no Castêlo da Maia – Correio da Manhã

Docente terá pedido ajuda para arrumar o material e a jovem de não terá gostado do pedido.

Uma aluna agrediu verbal e fisicamente uma professora de educação física na Escola Secundária do Castêlo da Maia.

A docente terá pedido ajuda para arrumar o material e a jovem de não terá gostado do pedido, agredindo-a verbalmente e com empurrões.

A aluna não tinha antecedentes de violência.

Ao que o CM apurou, um membro da Direção da escola esteve presente e tentou acalmar a situação, mas sem sucesso.

A professora foi assistida e transportada para o hospital mais próximo com ferimentos ligeiros.

O CM tentou chegar à fala com a direção da escola, mas sem sucesso.

A GNR foi chamada ao local.

Até ao momento a professora não apresentou queixa.

 

Aluna de 14 anos agride professora em escola na Maia

Elemento da Direção da escola tentou acalmar a rapariga, mas acabou por ser agredido também

Uma aluna, de 14 anos, da Escola Secundária de Castêlo da Maia, agrediu a professora de Educação Física, no final da aula, por não ter gostado de ser convocada para ajudar a arrumar o material.

Entre insultos e encontrões, um elemento da Direção da escola tentou acalmar a rapariga, mas acabou também por ser alvo de agressões. A professora acabou por ser transportada ao hospital para avaliar ferimentos ligeiros. A Federação Nacional dos Professores – Fenprof – pede ao Ministério da Educação que tome medidas para reforçar a autoridades dos professores.

(…)

 

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O silêncio dos culpados. – Maurício Brito

O silêncio dos culpados.

É interessante verificar como há dois pesos e duas medidas quando o assunto versa sobre professores. Se for para opinar a respeito de reivindicações, greves ou manifestações, são aos milhares os que surgem de imediato para criticar os que “poucas horas trabalham”, que “recebem mais do que a maioria”, os “privilegiados que têm não sei quantos meses de férias” e que, pela lógica de tais criaturas, “deveriam ir procurar outra profissão se não estão satisfeitos”. Se o assunto for sobre avaliação, progressão na carreira e mérito, aí aparecem de imediato os “especialistas em Educação”, os que sabem tudo e mais alguma coisa sobre a profissão docente. Em cerca de dez anos, milhares tornarem-se “doutorados” no Estatuto da Carreira Docente, profundos conhecedores da legislação laboral, das Ciências Educacionais, Físicas, Metafísicas e outras além, sempre prontos para opinar sobre o que dizem conhecer ao pormenor e sem qualquer réstia ou sombra de dúvida. No entanto, quando surgem estas notícias (cada vez mais frequentes) sobre violência física ou verbal em recintos escolares, bem… aí o silêncio torna-se ensurdecedor. A esmagadora maioria dos tais especialistas cala-se de imediato, enquanto que alguns poucos optam por “relativizar” as coisas, dizendo que nada está pior hoje do que no passado. Isso é falso e é importante referir que o que lemos ou ouvimos é apenas uma ínfima parte do que se vai passando (e ampliando), ano após ano, nas escolas do nosso país.

Resumindo, em dez anos, graças ao inicial trabalho de um primeiro-ministro (acusado, entre outras coisas, de corrupção) e de uma ministra (acusada de prevaricação), ao discurso dos governantes seguintes e à enorme prestabilidade de algumas figuras de certos OCS, que serviram de eco à propaganda pretendida, a maior parte das pessoas passou a achar-se “expert” em assuntos que envolvam docentes e educação.

O problema é que os resultados dessa contaminação, desse vírus da ignorância que se espalhou na nossa sociedade graças ao trabalho de alguns, tem um preço. E ele é enorme: a condenação do nosso futuro enquanto indivíduos de uma sociedade que se pretenda evoluída, fundamentalmente no que concerne aos princípios e valores que assentam na consideração pelo próximo. A elevação do desrespeito, do achincalhamento e do menosprezo à classe docente, aos profissionais responsáveis por semear a sabedoria e por envolver os jovens que representarão o nosso amanhã, é sentenciar uma sociedade ao fracasso.

Quem serão o culpados por este destino? É fácil encontrá-los. Basta reparar no silêncio dos que sempre criticam ou na relativização de certas almas, nestas alturas em que começamos a vislumbrar o precipício bem à nossa frente.

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Acores, falta de Professores leva a concursos UGENTES

Da politica educativa…

Falta de professores. Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes

A Bolsa de Emprego Público é o último recurso aos dispor das escolas. Foram já lançados quase 80 concursos urgentes neste ano letivo. Em anos anteriores, houve até educadores de infância a lecionar no 2.º ciclo.

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Cordão humano em escola de Queluz em solidariedade com professor agredido

O protesto foi motivado por uma rixa que aconteceu ontem. Os confrontos entre alunos e familiares terão começado perto do estabelecimento de ensino e passado para o interior da escola.

Um elemento estranho à escola terá saltado as grades e agredido um coordenador. O professor ficou ferido e teve de ser socorrido no Hospital Amadora-Sintra.

Os pais dizem que as agressões têm sido recorrentes e que os alunos não estão em segurança.

Queixam-se da falta de atitude por parte da escola e da falta de funcionários para controlarem estes confrontos.

Garantem ainda que as câmaras de vigilância estão desligadas.

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A Verdade Sobre A Agressão A Professores E Funcionários Na EB 2/ 3 De Valença

Por aqui:A Verdade Sobre A Agressão A Professores E Funcionários Na EB 2/ 3 De Valença | ComRegras

Não se pode dizer é que a aluna é de etnia cigana e que chamou “preta” a uma funcionária (fora outros insultos) que a chamou à atenção. A seguir a família da dita aluna organiza uma [contra] manifestação de “Não ao Racismo” – só visionado:

 

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Falta de professores – Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes

Falta de professores. Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes – DN

A Bolsa de Emprego Público é o último recurso aos dispor das escolas. Foram já lançados quase 80 concursos urgentes neste ano letivo. Em anos anteriores, houve até educadores de infância a lecionar no 2.º ciclo.

“É mais fácil dizer quais são os grupos de recrutamento de professores em que a Região Autónoma dos Açores é autossuficiente” e contam-se pelos dedos: educação de infância, 1.º ciclo de escola básica e educação física. Em todos os outros, “podemos fazer aqui um paralelismo com aqueles animais que estão em vias de extinção”. Quem o diz é o presidente do Sindicato Democrático de Professores dos Açores (SDPA). O problema é transversal a mais de metade das escolas do arquipélago que desde setembro têm lançado a público vagas para contratos de substituição de forma a colmatar falhas urgentes no corpo docente que estão a deixar turmas sem aulas. Mas grande parte dos professores que têm respondido às necessidades chegam sem qualquer qualificação. “É o desespero a falar”, adianta o sindicalista Ricardo Baptista.

A 26 de setembro, a Escola Secundária Manuel de Arriaga lançava o alerta: “Região Autónoma dos Açores já agoniza com falta de professores.” E deu provas das carências: “Para efeitos convenientes declara-se que este procedimento concursal para o Grupo de Recrutamento 420 – Geografia ficou deserto por inexistência de candidatos com habilitação”, lia-se no comunicado enviado pela instituição.

A esta junta-se, por exemplo, a Escola Secundária e Básica da Graciosa, que garante estar frente a frente com um cenário sem precedentes. “Infelizmente, acontece haver turmas com aulas e matérias em atraso por não haver professores substitutos e qualificados. Neste ano letivo, são cerca de dez [turmas] nesta situação”, conta o presidente do conselho executivo da instituição, João Pedro Pires da Costa.

“Sempre que há um professor que fica doente, a substituição tem sido morosa, precisamente pela falta de pessoal docente”, explica em entrevista ao DN. Nesta escola, a situação afeta sobretudo o 3.º ciclo e o ensino secundário. E agudiza-se nas disciplinas de Informática, um grupo que “tem sido uma dor de cabeça” – à semelhança do que acontece no continente. Mas também em História, Economia, Filosofia, Francês e ainda no ensino artístico. O problema “não é novo, mas está claramente a agravar-se”, faz questão de sublinhar o representante escolar.

Ao todo, neste momento, há 42 pedidos de substituição, referentes a mais de duas dezenas de escolas, para as mais diversas disciplinas. Mas, desde o início do ano letivo, já foram perto de 80.

No ano passado, havia educadores de infância a lecionar Inglês no 2.º ciclo. “É legal, sim, mas não recomendado,”

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Há 250 turmas sem professores no Algarve (2019-10-22)

Pelo menos 250 turmas de escolas do Algarve estão ainda sem professores. É o equivalente a cerca de 6 mil alunos, de acordo com uma estimativa do Sindicato Democrático de Professores do Sul. Em causa, está o acesso à habitação, que tem dificultado a fixação de docentes no Sul do país.

A escola Tomás Cabreira, em Faro, é apenas um exemplo: faltam docentes das disciplinas de História, Geografia, Ciências e Informática. A abertura de concursos não tem resolvido este problema, que tem tendência para se agravar nos próximos anos. O número de docentes a lecionar tende a ser cada vez menor e o preço das casas no Algarve tem sido cada vez maior no maior destino turístico nacional.

À semelhança do que se passou em anos anteriores, alguns destes alunos poderão mesmo chegar ao fim do ano letivo sem aulas em algumas disciplinas.

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Opinião/Lúcia Vaz Pedro – Professores: doem-lhes a voz, o corpo e alma!

(Clicar na imagem para aceder ao artigo)

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40 quartos e 500 casas para professores deslocados em Oeiras

Oeiras vai ter 40 quartos e 500 casas para professores deslocados

Há 20 anos, eram os moradores de barracas a virem à câmara pedir alojamento. Ultimamente, aparecem professores”, conta Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal e Oeiras. Ao todo, há cerca de 100 docentes deslocados no concelho, mas ainda poucas alternativas de alojamento. Por isso, a autarquia está a projetar quartos e casas para professores, bem como para polícias – duas classes cuja sobrevivência está a ser afetada pelo mercado imobiliário cada vez mais especulado. Nos próximos dois anos e meio, espera ter 40 quartos disponíveis e, em quatro anos, 500 habitações T0 e T1, a preços mais acessíveis.

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Atestado médico de incapacidade multiuso

Resultado de imagem para certidão multiusosO que é?

O atestado médico de incapacidade multiusos é o documento oficial que atesta o grau de incapacidade (física ou outra). Pode ser utilizado para todos os fins legalmente previstos, adquirindo uma função multiuso.

A avaliação da incapacidade é calculada de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades, por uma Junta Médica.

É com este documento que os cidadãos com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, podem ter acesso às medidas e benefícios previstos na lei.

 

Como se obtém?

Para obter o atestado médico de incapacidade multiuso, o utente do Sistema Nacional de Saúde (SNS) deve seguir os seguintes passos:

  1. Pedir ao seu médico assistente um relatório e exames complementares de diagnóstico que comprovem a sua situação clínica. O relatório deve ter a data do diagnóstico.
  2. Depois, deve dirigir-se ao centro de saúde da sua área de residência habitual e efetuar um requerimento a solicitar a marcação de uma junta médica para avaliação do grau de incapacidade, juntando o relatório médico e os exames complementares de diagnóstico de que disponha e que fundamentem o pedido
  3. Uma vez entregue o requerimento, deve ser notificado no prazo de 60 dias para se apresentar perante uma junta médica, que avaliará o seu grau de incapacidade e, no final, lhe conferirá o atestado multiusos de incapacidade. Se for portador de uma deficiência ou incapacidade que o impossibilite de sair de casa, existe a possibilidade, ainda que excecional, de um dos elementos da junta médica deslocar-se à sua residência para o exame de avaliação da incapacidade.
  4. Caso discorde do grau de incapacidade que lhe foi atribuído, pode apresentar, junto do Delegado Regional de Saúde, no prazo de 30 dias após tomar conhecimento dessa avaliação, um recurso hierárquico para o Diretor-Geral da Saúde, que por sua vez poderá determinar a reavaliação por nova junta médica, para a qual o utente poderá propor um perito médico. Se a segunda avaliação se mantiver, pode efetuar um recuso contencioso, nos termos da lei.

 

Quais os benefícios?

  • Apoios da Segurança Social (bonificação do abono de família para crianças e jovens e atribuição de subsídios);
  • Financiamento a 100% de produtos de apoio, desde calçado ortopédico, bengalas, canadianas, andarilhos, cadeiras de rodas, camas articuladas, e óculos ou carros de baixa velocidade:
  • Crédito à habitação bonificado;
  • Arrendamento;
  • Isenção de taxas moderadoras;
  • Comparticipação de medicamentos;
  • Comparticipação de despesas de deslocação;
  • Isenções de impostos (ISV, IUC e IVA);
  • Deduções à coleta adicionais de IRS e menor tributação;
  • Estacionamento (cartão de modelo comunitário para pessoa com deficiência e lugar de estacionamento);
  • Ajudas técnicas;
  • Prioridade no atendimento nos serviços públicos;
  • Quota de emprego na Administração Pública;
  • Contingente especial e bolsas de estudo para o ensino superior;
  • Incentivos do IEFP à contratação de pessoas com deficiência no setor privado;
  • Regime laboral especial (horário flexível, faltas e adaptação do posto de trabalho);

 

Como usar?

O atestado multiusos é pessoal e intransmissível. Todas as entidades públicas e privadas a que se tenha de dirigir, para tratar de assuntos que requeiram a apresentação do atestado, podem tirar fotocópia do mesmo, devendo proceder à devolução do respetivo original ao seu titular/representante

Para usufruir dos direitos fiscais tem de entregar cópia deste atestado todos os anos nas Finanças, entidade patronal e nas várias instituições onde pode ter benefícios.

 

Quanto custa?

Está previsto o pagamento de taxas pela prestação de atos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública, conforme o disposto no Decreto-Lei n.º 8/2011, de 11 de janeiro, na redação em vigor, e melhor clarificado na Orientação da DGS.

Emissão de atestado médico de incapacidade multiuso em junta médica: 25 euros;

Emissão de atestado médico de incapacidade multiuso em junta médica de recurso: 50 euros;

Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade: 5 euros;

Renovação atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade em junta médica de recurso, ou seja, nas situações em que o utente possui uma incapacidade que não seja permanente nem irreversível: 5 euros;

Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica, ou seja, nas situações em que a incapacidade é definitiva: gratuita.

 

Informações complementares:

https://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/2427/Orientacao_GGS_n-001-2017.pdf

https://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/2420/DL_202-96.pdf,  alterado e republicado pelo https://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/2417/DL_291-2009.pdf

http://www.spot.pt/media/64876/tabela_nacional_incapacidades.pdf

 

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Não ir à “missa” é pecado para os professores…

Nem sei que diga, nem sei que pense…

Educadora de infância penalizada por não participar em atividade na igreja

A educadora de infância recusou receber o bispo na igreja. A decisão foi usada pela diretora para lhe dar uma nota mais baixa na avaliação anual. A professora condena que se misture escola e religião.

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«Hoje em dia passa-se de professor a palhaço num instante»

O testemunho do Professor Sandro Gonçalves sobre o que se passou durante a sua agressão por parte de uma Encarregada de Educação.

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Greve de duas semanas contra violência nas escolas – S.TO.P

S.TO.P convoca greve de duas semanas contra violência nas escolas

O representante do Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P) diz ter endereçado um email ao Ministério da Educação, onde pede uma reunião sobre os casos de violência escolar que se têm tornado públicos nos últimos dias. Esta greve junta-se a uma outra que já decorre pela remoção de amianto de todas as escolas.

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Ontem foram dois… mas não contaram uma clavicula…

 

 

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Do problema “residual” ao “Quando ensinar dói”

O Noticias Magazine compilou uma poucas de histórias, noticiadas pelo JN, de professores agredidos dentro da escola. Os relatos são na primeira pessoa e vale a pena que sejam lido, por quem acha que são graves, mas “residuais”. Talvez fique com uma ideia do que é ser atacado, humilhado, agredido, insultado… e que sequelas daí podem advir.

Quando ensinar dói

Uns ficaram com as feridas cravadas no corpo. Marcas de dentes, pisaduras, cabelos arrancados. Outros trazem-nas guardadas na alma e não sabem como livrar-se delas. Histórias de professores agredidos no exercício da profissão. Por alunos e por pais. Relatos de quem vive com um trauma impossível de curar.

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Oferta de Escola para a Rainha D. Leonor

Entrou hoje a concurso um horário de 6 horas para o grupo disciplinar 550 – Informática, para a escola secundária Rainha D. Leonor.
Não fosse o facto de este horário estar em concurso pelo motivo que é não faria este artigo, mas….

É importante saber o seguinte:

Um horário de 6 horas representa quase 1/4 de vencimento de um docente com horário completo:

Um docente contratado com horário completo recebe mensalmente 1.518,63€ ilíquido, sendo casado e sem dependentes recebe mensalmente 1.133,37€.

Um docente com 6 horas letivas recebe 414,17€ ilíquidos mensais e na mesma condição do docente anterior, cerca de 300€ por mês (Dificilmente terá direito a subsídio de alimentação porque não trabalhará dois períodos do dia, e dificilmente terá mais de 4 horas num único dia), para além de não ter direito a ver considerado o seu tempo de trabalho de 30 dias mensais para efeitos de segurança social.

Com uma miséria de ordenado, que pode ser prolongado em cinco dias na semana, faltam muitos motivos para algum docente com habilitação profissional ser candidato a um ordenado destes. Ainda por cima, num grupo de recrutamento, que a formação adquirida pode ser facilmente compensada noutra profissão.

Se nada for alterado, motivando os alunos para o ingresso na via ensino, muito em breve ficaremos sem docentes capazes de substituir os que vão sair do sistema.

E para que conste.

O anterior horário de 6 horas no grupo 550 – Informática nesta escola terminou o concurso no dia 7 de outubro de 2019 e a escola apenas conseguiu colocar um docente na passada quinta-feira, dia 17 de outubro.  Tendo em conta os motivos públicos desta substituição não estranhem que as turmas desta escola fiquem sem professor de informática o resto do ano.

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Srs. ministros, onde está o Despacho do Prémio de Desempenho?

Com a avaliação de desempenho que foi efetuada no ano passado e com as anteriores, 2007/2009 e 2009/2011 já há docentes com direito a prémio pecuniário, mas o despacho que o regula ainda não viu a luz do dia.

Entende-se que durante o congelamento o tal despacho tenha ficado na gaveta, mas com o descongelamento da carreira em janeiro de 2018, os docentes deviam ter visto o seu direito descongelado.

Parece que o Centeno e o Tiago não têm tido tempo para abrir a gaveta e fazer um brilharete.

Com a tomada de posse do novo executivo, esta pode ser a primeira medida a tomarem em conjunto. Ficava-lhes bem.

O que diz o ECD:

 

Artigo 63.º
Prémio de desempenho
1 — O docente do quadro em efectividade de serviço docente tem direito a um prémio pecuniário de desempenho, a abonar numa única prestação, por cada duas avaliações de desempenho consecutivas, ou três interpoladas, com menção qualitativa igual ou superior a Muito bom, de montante a fixar por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da educação, a publicar no Diário da República.
2 — O prémio de desempenho a que se refere o número anterior é processado e pago numa única prestação no final do ano em que se verifique a aquisição deste direito.
3 — A concessão do prémio é promovida oficiosamente pela respectiva escola ou agrupamento nos 30 dias após o termo do período de atribuição da avaliação.
4 — Quando o direito ao prémio de desempenho ocorra no mesmo ano civil em que houve progressão ao escalão seguinte da categoria, o mesmo é processado e pago no ano seguinte, tendo por referência o índice remuneratório que o docente auferia no período respeitante ao ciclo de avaliação.

 

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Educação Sexual e a falta de meios das escolas

Educação sexual: escolas confirmam que não cumprem lei com uma década

 

Grande parte das escolas não está a cumprir a lei que define como deve ser dada a educação sexual no ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade. A conclusão é visível num relatório feito pelo Ministério da Educação, que deve fiscalizar se a legislação está a ser bem aplicada.

As maiores carências acontecem no ensino secundário, onde apenas 36% das escolas e agrupamentos de escolas dedicam as 12 horas de carga horária prevista, por ano, ao chamado Projeto de Educação Sexual na Turma, sendo que num terço das escolas esse projeto simplesmente não existe.

No 3.º ciclo do ensino básico, onde o limite mínimo também é de 12 horas, a percentagem sobe para 57%.

No 1.º ciclo, onde o limite desce para 6 horas, os valores de cumprimento da legislação sobem para 68%, chegando a um máximo de 74% no 2.º ciclo.

Quando questionadas sobre os constrangimentos que sentem, a esmagadora maioria das escolas não responde, mas aquelas que o fazem, 12%, apontam os condicionamentos nas horas que têm disponíveis e a extensão do currículo que não deixa tempo para este tipo de temas.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/relatorio_lei60_ed_sexual_versao20agosto2019.pdf”]

 

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Comunicado – VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS DOS NOSSOS FILHOS/EDUCANDOS – CNIPE

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/2019_10_23_ViolenciaEscolas.pdf”]

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ANPRI – POSIÇÃO DA ANPRI SOBRE AS ALEGADAS AGRESSÕES

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Professor, profissão de risco – Alexandre Parafita

Professor, profissão de risco

Não é por acaso que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a profissão de professor como uma das profissões de risco. Risco físico e psicológico. Outrora, era uma profissão de respeito.

Hoje os professores não só não são respeitados, como são agredidos, verbal e fisicamente, sujeitos a atos de vandalismo, enxovalhados por alunos e pais, e a classe é frequentemente sujeita a um rosário de comentários humilhantes que uma certa opinião blasfema faz correr nos media e redes sociais, num tom geralmente provocatório.

É ferida que sangra. Ilustrou-o bem o recente artigo na “Notícias Magazine”, do JN, com o relato das experiências traumatizantes de violência contra professores. Jamais um professor será o mesmo quando agredido em contexto escolar. Humilhado e desautorizado, carrega para sempre esse trauma, especialmente quando tem de prosseguir a sua missão, “amarrado” à mesma escola e à mesma rotina.

A escola é o espelho da sociedade. Daí que a violência nas relações sociais, na família e na comunidade vá projetar-se no seu interior, num crescendo à medida que a escolaridade obrigatória se alarga e abrange uma franja significativa de adolescentes e jovens para quem a “imposição” da escola é também uma violência, tal como o é o cumprimento das elementares regras de civilidade e harmonia das relações humanas.

Neste quadro, o professor é o outro, o estranho, o alvo a abater, alguém que está no outro lado da trincheira; uma inquietante realidade que ganha força perante a consciência de uma certa impunidade de que gozam os infratores. Estranho desequilíbrio este, quando o “tasse bem” de uns representa anos e anos de trauma para os outros, que, desde aí, apenas anseiam largar a profissão que um dia preencheu os seus sonhos mais auspiciosos.

*Escritor e jornalista

 

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Os casos de violência não param…

Os pais têm consciência que o ambiente tem de ser saudável para todos e tomam posição.

Pais fecham escola em Queluz após agressões a funcionário

Funcionário foi agredido por pai dentro do recinto escolar.

 

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Algum ESTADO de ANSIEDADE. – Agostinho Silva

Algum ESTADO de ANSIEDADE.

E desta vez, sim !! após uma “VITÓRIA POR POUCOCHINHO” Costa lá ganhou ! (vox populi – ABSTENÇÃO – Votum levarem – dos votos que foram ao ar).
“esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei“ e num acto de boa vontade, espera-se que desta vez, o “NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO e talvez juventude e desporto” se digne – agora liberto das garras de ALEXANDRA (a grande) Leitão – se digne exercer para o que foi eleito (leia-se nomeado, ou melhor ainda REPREMIADO/reconduzido) no/para o cargo.
Vejo da parte de algumas estruturas sindicais uma vontade de NEGOCIAR. Bom! E bom seria se tal acontecesse pelo menos agora num segundo mandato, pois no primeiro GERINGONÇADO, não se deu por isso tal de negociar.
Claro que não devemos confundir políticos com politicas, uma coisa certamente será diferente da outra. Mas reconhecer um MINISTRO, é bem diferente que reconhecer um SUBALTERNO de uma Secretária de Estado (no caso eram duas).
BRANDÃO, ACELERA HOMEM !! faz-te à VIDA!!! Não vês o estado da NAÇÃO? Não queres ver o esfrangalhar das coisas ?
Há mesmo escolas sem professores! Há mesmo alunos sem aulas, há mesmo professores que estão a ficar “violentos”; há mesmo professores VIOLENTADOS na sua mínima DIGNIDADE.
Passo Coelho (no dizer de muitos, um Cavaco ressuscitado) foi além da troika e ATREVEU-SE a governar com um GUIÃO SÒCRETINO – fui “burro”? sim foi, mas ao aceitar, sabia ao que ia (sabia ao que estava o FMI e Agencias de Rating.
Aquilo de Passos, chamava-se CATIVAÇÕES; isto de CENTENO, chama-se jogada À RONALDO! Espera-se que de finta em finta, não aconteça algum penalti na própria baliza !
O melhor investimento que um governo pode fazer, não é nos eleitores, pois está mais que provado que ninguém precisa de eleitores (sabe-se que quantos menos votarem, mais se abate no centro direita); precisa é investir numa boa bela máquina de propaganda. “Que lave mais branco”- não confundir com piada de género ou raça, credo e afins.
INCÊNDIOS?? Onde?? Quem?? Onde é que isso já vai? Aquilo lá no NORTE, PEDIATRIA do São João? Obras? Quem? Afinal como? ESQUEÇA lá isso Homem, não seja aborrecido.
“O cavalo do Espanhol” quando estava mesmo sem dar despesa nenhuma…. Morreu à fome! Como estamos de Saúde? (fecha ao fim de semana); como de Educação? (ao que isto chegou! e hoje nem posso escrever, porque ontem um professor agrediu um aluno); como vamos de segurança? Como vamos?… como?? Com… co… C****** !!

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No Algarve, há alunos que chegam a estar um ano inteiro à espera de um professor

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Quem é Susana Amador, segundo a própria…

 

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Equipa do ME está completa com o João Costa

Presidente da República aceita proposta de Secretários de Estado

O Presidente da República recebeu hoje, a seu pedido, o Primeiro-Ministro indigitado, Dr. António Costa, que lhe submeteu a lista de nomes propostos para Secretários de Estado.

  • Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues
  • Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa
  • Secretária de Estado da Educação, Susana Amador
  • Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo

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Susana? Temos ministra da Educação. Mas será Amadora?

Já me tinha sido nomeado este nome, Susana Amador, para SE em substituição de Alexandra Leitão. O JN confirmou, hoje, a nomeação. João Costa ainda é uma indefinição.

Resta saber se Susana Amador vai ser amada ou não… Será mais uma Amadora?

Entretanto, fonte do partido adiantou ao JN que Susana Amador, da direção da bancada, também assumirá a função de secretária de Estado, ficando com a pasta da Educação.

 

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Défice 0 e escolas a fechar…

 

 

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