17 de Outubro de 2019 archive

14.525 Vinculações Desde 2006

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O quadro seguinte apresenta o número de vinculações desde o ano 2006 por grupo de recrutamento e tipo de concurso. Desde 2016 entraram no quadro 14.525 docentes, número muito abaixo do número de docentes que se aposentaram desde essa altura. Dos dados que tenho retirado desde 2012 existiram 11.833 docentes que até ao fim de 2018 se aposentaram, pelo que desde 2006 até 2011 (época com número elevados de aposentações) outros tantos se terão aposentado. Neste caso, desde 2006 até 2019, é provável que por cada dois docentes aposentados um tenha entrado para a carreira .

Desde 2006 existiram 12 concursos de ingresso na carreira, sendo que desde 2016 existiram metade deles.

Em breve será feita a distribuição destes ingressos na carreira com a distribuição das colocações por QZP para se perceber onde foram feitos estas entradas no quadro.

A distribuição dos concursos está feita pelo governo que liderava a pasta da educação para melhor percepção dos dados.

Para ver o documento em pdf clicar na imagem.

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PROFESSOR: PROCEDIMENTOS A TER PARA QUANDO APANHAR NOS “CORNOS”

 

Sendo este um tema na ordem do dia, mas ante o silêncio explícito de quem pode atuar e mudar o sistema, pareceu-nos pertinente partilhar os procedimentos adequados para que possam ter uma atuação rápida, ainda que sirva para absolutamente… nada.

A profissão de professor é claramente de risco, se a escolheu, problema seu, assuma algum sadomasoquismo: optou por uma profissão sem reconhecimento, sem medicina do trabalho, sem seguro que proteja a sua integridade física e psicológica. Quando apanhar por tabela, lembre-se que, sem “estragos físicos” visíveis, as ocorrências são facilmente desvalorizadas:

1)      Dirija-se ao hospital público mais próximo, levando consigo o Boletim de acompanhamento médico que deve solicitar na secretaria (se já não tiver língua ou dentes, escreva num papel, se já não tiver dedos, jogue ao “adivinha o que quero” com a funcionária da secretaria. Para prevenir, ande com um documento destes na carteira com o cabeçalho já preenchido, saque-o aqui: http://www.sgmf.pt/servi%C3%A7os/acidentes-de-trabalho/formul%C3%A1rios/)

 

2)      Faça participação escrita da ocorrência anexando fotografias dos danos físicos e entregue na secretaria solicitando cópia autenticada. Se não houver danos físicos, por favor procure a escadaria mais próxima, atire-se dela abaixo e confirme que ficou com nódoas negras. Se não resultar repita ou bata com a cabeça na parede várias vezes, também pode ser uma alternativa. Caso seja professor, pode sempre entalar os testículos numa porta. Nestes últimos casos, assegure que o faz sem testemunhas e ateste com a vida as nódoas negras como fruto de pontapés do agressor. Lembre-se: sem hematomas, tudo se complica.

 

3)      Preencha na secretaria o requerimento referente a “acidente em serviço”. Vão demovê-lo de o fazer porque as cópias são caras. Dê-lhes ouvidos porque preencher esta folha vai-lhe mesmo sair caro.

 

4)      Se tiver a certeza que se quer aborrecer mais, faça queixa junto da PSP com toda a documentação anexa, antecipando que o encarregado de educação o vai acusar de ter alienado o educando e de o ter maltratado para a vida. As custas de tribunal vão sair-lhe do bolso, aproveite logo para dizer adeus a vários subsídios de férias para advogado, outros tantos para as custas do tribunal e mais uns trocados para pagar as injúrias que proferiu contra o EE. Quando se reformar, vai andar a mendigar na rua.

 

5)      A legislação de apoio está aqui: https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/107738386/201412310000/73449404/diploma/indice, mas cada um sabe de si e a maior parte anda caladinha porque tem vergonha e é mais rápido pedir ao médico de família uns drunfos. Beba álcool nos intervalos das aulas para aguentar as ofensas com menor clareza de espírito e lhe doer menos. Sempre sai mais barato.

 

6)      Tem de cumprir tudo isto em 48 horas. Se as equimoses só aparecerem depois, tempos pena, já passou o prazo.

 

Assim é a realidade da profissão docente. Saem notícias todos os dias, o sofrimento atroz é calado e quem assume o seu papel de vítima acaba enredado num sofrimento burocrático acrescido e que redunda em quase nada.

Recomeça o ciclo governativo, mantém-se o silêncio sobre a violência contra os professores. Não há vergonha, nem empatia que nos valha. Como classe, que estamos a fazer para nos proteger e proteger os nossos pares? Como país, o que estamos a fazer com a nossa educação? Se há razão para termos voz e sairmos à rua, ei-la.

Professores sofridos, erguei-vos e lutai pelo direito à vossa integridade psicológica e física! Ganhai voz! Tornai pública e explícita a vossa dor.

 

 

 

 

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A Falta de Professores e o Está Tudo Bem do ME

Algarve. Alunos sem aulas em Faro e Silves por falta de professores

Maioria das escolas do Algarve tem falta de professores

 

Ministério nega “situação anómala” de alunos ainda sem professores – Observador

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A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim

A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim – ZAP


Com o surgimento de novas alternativas grátis, as calculadoras gráficas excessivamente caras podem estar prestes a ver o seu império arruinado.

Quase todos os pais sabem o que é a chatice de ter de comprar uma calculadora gráfica para as aulas de Matemática dos filhos. Os preços são exorbitantes e podem ir dos 100 até mais de 200 euros. A Texas Instruments e a Casio têm quase um monopólio das calculadoras gráficas, colocando preços altos para uma tecnologia que não o justifica.

Com um design dos anos 80 e uma tecnologia dos anos 90, os preços a rondar os 100 euros começam a esgotar a paciência dos pais, que se vêm obrigados a comprá-la para os filhos. Contudo, como noticia o The Hustle, o império destas empresas pode estar prestes a ruir, já que novas alternativas estão a surgir. A calculadora TI-84 provavelmente não deve ser estranha tanto a pais como a filhos.

Num mercado avaliado em mais de 300 milhões de dólares, a Texas Instruments detém cerca de 80% dele. E como conseguiram isto? Uma das formas foi estabelecer parcerias com grandes empresas de livros didáticos, que integraram exercícios específicos da TI.

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Pelo DN – Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas?

Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas? – DN

O ano letivo avizinhava-se tranquilo para professores e alunos, depois de as colocações do corpo docente das escolas terem sido publicadas com um mês de antecedência relativamente ao habitual. Ainda assim, não foi suficiente para garantir um arranque de aulas longe de dificuldades. Já lá vai mais de um mês desde que milhares de turmas de estudantes regressaram às salas, mas ainda há mais de duas mil sem professores atribuídos. O problema não é novo, mas “tende a agravar com o decorrer dos anos, caso não sejam implementadas soluções”, explica o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel António Pereira. Garante que as escolas estão a fazer o possível, mas não tarda esgotam todos os recursos para solucionar o problema.

“É de lamentar que até ao momento uma turma de 5.º ano continue desde o início do ano letivo sem professor de uma disciplina como inglês, tendo em conta que este ano terá provas”, conta Magda Marques, no Portal da Queixa. Um cenário familiar para Carla Belchior, que reclama na mesma plataforma: “Tenho um filho que está num curso profissional de Informática na Escola Secundária de Alcochete e, já tendo passado quase um mês desde o início das aulas, tem em falta cinco professores (de informática) num total de 11 disciplinas”. Também há muito que Mariana Garzia vê o problema acontecer com as crianças da família, especificamente com a disciplina de geografia. “No ano passado, o meu filho esteve até abril sem professor. A minha sobrinha não teve aulas de geografia até janeiro”, explica através do portal.

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Para onde foram os 650 milhões de euros de excedente previsto para 2020?

 

Para os professores não foram, de certeza…

 

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Salários de Professores e de Diretores na Europa

A DGEEC disponibilizou o estudo comparativo da Rede Eurydice sobre os dados relativos aos salários de professores e diretores de estabelecimentos de ensino em42 sistemas educativos europeus, no ano letivo 2017/18.

Contata que os professores portugueses não tiveram nenhum aumento de salário. Mas os dados apresentados, também, não levam em conta o tempo congelado que não foi contabilizado pelo governo para a carreira docente a milhares de professores, assim como, não faz menção aos travões da carreira para acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Embora seja um estudo a ter em conta em termos de comparação não apresenta os dados reais da carreira docente.

Podem consultar e tirar as vossas conclusões.

Download do documento (PDF, 7.97MB)

 

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