30 de Outubro de 2019 archive

Convém que se saiba que os beneficiários da ADSE pagam duplamente para o SNS

Depois, vêm dizer que a ADSE não é sustentável e que os funcionários públicos são uns privilegiados. Deixem de “roubar” com aval! Um destes dias estamos a descontar 5% para uns quantos se governarem…

Beneficiários que descontam para ADSE pagam duplamente para o SNS, diz o Tribunal de Contas

Os beneficiários da ADSE, que descontam para o subsistema de saúde, “continuaram a financiar duplamente cuidados de saúde que lhes são prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e do Serviço Regional de Saúde (SRS)”, pelo menos até 2017, concluiu o Tribunal de Contas. Os ministérios que tutelam o subsistema refutam e dizem que parte do problema já foi resolvido.

 

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Mais uma agressão residual…

Deve ser da época, Tiago. O residual acontece todo no Outono. Nem posso esperar pelo habitual da Primavera

Entroncamento | Pai de aluno agride professora na Escola Dr Ruy de Andrade

 

Esta terça feira, dia 29, um pai de um aluno da Escola Dr Ruy de Andrade no Entroncamento terá agredido uma professora, depois do filho se ter queixado de esta o ter agredido.

Segundo conseguimos apurar a professora terá separado dois alunos que se envolveram em zaragata na terça feira, sendo que um deles comunicou ao pai que a professora lhe bateu, ao que este se dirigiu à Escola e procurou a professora, e tê-la-à agredido.

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Educar os Filhos, por Agostinho Silva

EDUCAR OS FILHOS

(muita sorte, mesmo para os que sabem como)

Abraçou-me e a chorar disse: pai, eu sou muito novo, não sei lidar com a vida. (já não falo aqui da forma como “colocou” o olhar e entoou as palavras, nem sequer da forma como eu as ouvi e sobre elas reflecti no imediato.

Cabe-me dizer que os nossos filhos (falando genéricamente), não mostram mais educação que aquela que receberam em casa. Quero dizer mais: mesmo os pais achando que lha deram; se eles não a assimilaram, não deram.

Trata-se de uma verdade estranha, pois todos nós achamos que os nossos filhos seriam bons se não fossem as companhias (O Inferno são os outros – SARTRE). Tão verdadeira a situação, que nenhum de nós a quer admitir (principalmente em sua vida).

Por vezes dou comigo a reflectir sobre a forma como educamos a geração que nos segue. Demos por ventura tudo de forma tão leviana, como leviano foi o modo como eles absorveram.

Os nossos filhos são bons corações e crueis ao mesmo tempo. Negoceiam connosco uma parte significativa das nossas decisões e das suas vontades.

Estou convencido que por mais méritos que tenhamos, o que mais influencia os nossos filhos é a SORTE. Não digo com isto que os educamos “à sorte” (de qualquer modo)… mas que esse é certamente um dos factores que mais vai pesar no modo como eles vão tomar um rumo no futuro.

A minha geração, ouvia algumas coisas em casa, ia-as absorvendo, tentando delas fazer uma normativa de vida, sendo que uma boa parte, a isso acrescentava o que (mais) recebia noutros momentos da vida, ensinamentos e experiências. Os avós davam-nos bons conselhos, nós ouviamos, o povo (comunidade) participava da construção de cada um, com tal preocupação de que nenhum dos “nossos” se perdesse.

Os nossos filhos já tiveram mais bolas num ano que muitos de nós em toda a vida. Já viram mais “bonecos” num fim de semana, que os que passavam na televisão num ano na nossa geração; já comeram mais gelados, gomas e pastilhas; tiveram mais “smartphones/supercleverphones” que nós piões; já viajaram mais num ano que nós até à idade adulta.

Mas não guardaram vacas na “Folha”, nem enregelaram as mãos a apanhar nabos; não jogaram á bola nos lameiros, nem ataram uns cordeis à roda da bicicleta porque o pneu estava rebentado… as sapatilhas deles nunca cheiraram a novas, mais que cinco minutos… os brinquedos.. nem sabem quem lhos deu.

O que não nos mata, fortalece-nos! será que lhes faz falta o que nós (alguns claro – e disso só guardo fantásticos momentos e recordações) tivemos a mais?

 

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Selos Europeus de Qualidade eTwinning 2019

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Selos Europeus de Qualidade eTwinning 2019

 

 

O Serviço Central de Apoio (CSS) eTwinning acaba de dar a conhecer o nome dos docentes contemplados com o Selo Europeu de Qualidade 2019.

De entre os Selos Europeus de Qualidade atribuídos por toda a Europa, 330 pertencem a docentes portugueses. Muitos parabéns a todos!

Consulte a lista dos vencedores.

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A Mosca e a carreira (aliciante) Docente

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Directo a si, dr. António Costa! – Santana Castilho

Directo a si, dr. António Costa!

Na Educação, o ambiente é de profundo mal-estar e o programa do novo Governo não conseguiu atribuir-lhe qualquer réstia de esperança. Outrossim, acentua a onda de “planos”, “projectos” e “estratégias”, para picar os miolos aos professores. Antes de Maria de Lurdes Rodrigues, todos sabiam exactamente o que fazer. Os chefes eram menos e as escolas funcionavam. Depois cresceram os chefes. E consigo, dr. António Costa, cresceu a desorientação e o deslumbramento com as pedagogias sem sentido. E cresceram as siglas “eruditas” para denominar inúteis organismos, projectos, plataformas e planos. Veja estas, dr. António Costa (e não são todas), criadas pelas suas luminárias da modernidade: ACES, ACCRO, AERBP, AIRO, CAA, CAF, CD, CEB, CP, CPCJ, CRI, CT, DAC, DEE, DT, EE, EECE, EFA, ELT, EMAI, EO, ESAD, JNE, ME, PAA, PASEO, PE, PEI, PES, PHDA, PIT, PL2, RTP, SPO, UFC e ULS. Não lhe chegavam? Enxergue-se, dr. António Costa!

O dr. António Costa deu campo aberto ao narcisismo político dos seus prosélitos. Mas nunca promoveu um trabalho sério para apurar o que pensa a esmagadora maioria dos professores de sala de aula sobre um conjunto de temas-chave, que permitiriam reformar com solidez o sistema de ensino. Por isso, não me espanta que tenha perdido totalmente o pudor, proibindo as reprovações no Ensino Básico. Não me espanta, dr. António Costa, que a decisão política em Educação continue assente no desconhecimento da realidade e no oportunismo político das madraças da flexibilidade e da inclusão, criadas para pastorear incautos e transformar velharias falhadas em tendências pedagógicas novas.

O grande tema da comunicação social foi, recentemente, o professor que bateu no aluno e os alunos que batem todos os dias nos professores. O contraste evidente entre a presteza com que o Ministério da Educação suspendeu o professor agressor e a espiral de silêncio em que envolve as constantes agressões a professores e funcionários não pode passar de fininho. Sem rodriguinhos e medindo o que digo, é para si, dr. António Costa, que falo, que o ministro Tiago é tão-só seu mordomo. O dr. António Costa é um dos grandes responsáveis pela sucessão de políticas que têm reduzido os professores a simples funcionários, cada vez mais desautorizados e despromovidos socialmente. Um dos grandes responsáveis por, farisaicamente e de modo cruel e perverso, pôr a sociedade e a opinião pública contra os professores: para lhes retirar o direito à greve; para lhes retirar força salarial; para lhes roubar o tempo de trabalho cumprido. É duro o que lhe digo? Repito-lho na cara se quiser, sem seguranças de permeio, para ver se se domina, como o desgraçado professor da D. Leonor não se dominou.

O seráfico paternalismo com que os ideólogos a quem deu rédeas querem que os professores ensinem quem não quer aprender ou integrem quem não quer ser integrado, tem de ser denunciado. Com efeito, é fácil medalhar os líricos que decidiram a “inclusão” universal. Mas é impossível, sem meios nem recursos (materiais e humanos) lidar, dia-a-dia, na sala de aula, com jovens com perturbações mentais sérias, descompensados por imposições pedagógicas criminosas.

O problema, dr. António Costa, é a natureza das políticas, que fizeram entrar o ensino em decadência. O problema é que o dr. António Costa afaga banqueiros e juízes sem perceber que morre lentamente uma sociedade que não acarinha os seus professores.

Quando as obrigações do Estado não são cumpridas, é ao governo em funções que devemos pedir responsabilidades. Porque o governo, qualquer que seja a força partidária que o sustente, é o rosto do Estado. Porque, independentemente da responsabilidade subjectiva (que no caso vertente é sua), a responsabilidade objectiva do governo é proteger os professores das agressões de que são vítimas. O Governo falhou e o Governo tem um primeiro responsável. Por isso o acuso a si, dr. António Costa.

Victor Jara (que também foi professor) foi abandonado numa favela de Santiago do Chile, depois de torturado e assassinado, por cantar O direito de viver em paz. A sua sorte, dr. António Costa, é que os professores não são capazes de se unir, ao menos uma vez, para reclamar o direito de ensinar em paz. Antes que acabem, definitivamente, abandonados num país sem défice.

In “Público” de 30.10.19

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Relatos de violência nas escolas

O silêncio tem de acabar. A violência sobre os profissionais ligados à educação tem de terminar. A violência nas escolas tem que cessar.

 

Agressões a professores e ameaças de morte. Relatos de violência nas escolas

A professora Isabel Vaz foi agredida em 2014, enquanto dava aulas numa escola de Ermesinde. O aluno, de 16 anos, deixou-lhe o dedo médio da mão esquerda permanentemente incapacitado. Quando o caso seguiu para tribunal foi condenado a um castigo que não cumpriu.

Pedro Nogueira é assistente técnico e já foi agredido, em funções numa escola pública, pelo pai de um aluno. O agressor tinha saído da prisão na semana anterior, por um crime de homicídio, e fez várias ameaças de morte ao funcionário da escola.

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