28 de Outubro de 2019 archive

A Ler Com Muita Mas Mesmo Muita Atenção – Da Carreira Salarial Única

Nunca digam que não foram avisados…

Já Lá Vão Cinco Anos E Meio… | O Meu Quintal

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O que está escrito no Programa de Governo para a Educação

O Paulo Guinote fez a leitura do dito cujo e o resultado é uma análise bastante esclarecedora do que podemos esperar nos próximos 4 anos.

Recomendo, a todos, a leitura deste artigo para que ninguém diga que não estava à espera…

 

O Programa Do Governo Para A Educação

Não há nada de positivo no programa do governo para a Educação? Há, mas são medidas que se subordinarão sempre às medidas destinadas ao embaratecimento do sector, à submissão aos poderes e interesses locais que reforçarão as cadeias de obediência hierárquica e, claro, à proletarização da larga maioria do pessoal docente, com a introdução de novos mecanismos de diferenciação interna e estrangulamento na progressão.

Todas e quaisquer bolsas de resistência ao modelo único das pretensas e demagógicas “boas intenções” serão subjugadas ou exterminadas sem dó nem piedade.

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Diminuir a área dos QZP? Vem aí confusão…

… da grossa.

Entenda-se que não sou a favor das áreas enormes que os atuais QZP têm. É exagerado, na maior parte dos casos, e não obteve o resultado pretendido pelo governo da altura nem de nenhum dos outros.

O que está em causa, neste momento, é a pretensão do atual governo em querer diminuir a area dos QZP. Ou seja, vai aumentar o número de QZP.

Diminuir o número de QZP por via do aumento das área territorial foi fácil. Os docentes que se encontravam nos QZP fundidos ficavam nessa área e pronto. No caso da pretensão do atual governo isso não acontecerá.

A diminuição e consequente aumento dos QZP vai requerer um concurso de vinculação a um “novo” QZP. se não vejamos…

No caso do QZP 01 a sua área abrange os distritos do Porto, Braga  e Viana do Castelo. Se este for uma das áreas a reduzir, ou seja dividir em dois QZP, em que QZP ficaram afetos os docentes que, hoje, pertencem ao QZP 01? Como definir quem fica num e noutro QZP? Só através de concurso de vinculação…

Seja esta a solução ou outra, estou a ver que tempos conturbados se aproximam onde a contestação vai subir, novamente, de tom…

Qualquer outra solução ou hipótese é bem vinda a esta discussão…

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Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores! – Lúcia Pedro

 

Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores!

Assim sendo, como professora peço:

– Pais, encarregados de educação, ajudem os professores a educar os vossos filhos! Ensinai-lhes a respeitar as pessoas mais velhas e, entre eles, os professores. Conversai com eles, passai-lhes os bons valores, aqueles que vos deixarão orgulhosos dos filhos que tiveram. Sois vós aqueles que mais os amais! Serão eles a herança que deixareis ao mundo.

 

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Já ninguém quer ser professor – João André Costa

Já ninguém quer ser professor

Em Portugal, 48% dos professores têm 50 ou mais anos. Ensinam por paixão e devoção numa profissão em que o melhor do mundo são mesmo as crianças.

E também ensinam por falta de uma alternativa viável num país onde o professor é visto como apenas capaz de ensinar e pouco mais, sendo o desemprego a única saída. O desemprego ou a emigração.

E como ninguém quer ficar desempregado ou ver-se forçado a deixar tudo para trás, os professores ensinam, sujeitando-se a contratos temporários, viajando por todo o país todos os anos, ensinando em duas ou três escolas ao mesmo tempo, agora substituindo um colega de baixa no Algarve e no mês a seguir outro colega em Bragança, prescindindo de uma casa, família e filhos em prol das casas, famílias e filhos dos outros, lutando dia após dia no sentido de preparar crianças, adolescentes e adultos para os desafios de um mundo em tudo distante da ilusão das redes sociais.

Tudo isto apesar da constante ameaça física e psicológica de alunos e pais em escolas onde as direcções se trancam a sete chaves, longe dos professores, dos mesmos alunos e respectivos pais, cabendo aos auxiliares a inglória tarefa de arriscar a integridade física em casos de autêntica polícia, de modo a salvar professores em apuros e chamar alunos à razão. Em casos de autêntica polícia, em que o aluno é sempre a vítima e o professor o culpado. Culpado porque incapaz, por si só, de resolver todos os dramas sociais de turmas inteiras onde grassam a violência doméstica, a toxicodependência, o desemprego, divórcios, perda de familiares e amigos directos. Culpado por não ser o pai e a mãe, o irmão e a irmã, o psicólogo e o assistente social, o super-herói de todos os alunos de todas as escolas de todo o país.

Tudo isto por apenas 1200 euros por mês, na melhor das hipóteses, isto é, no caso de de um horário completo, o qual é a excepção e nem por isso a regra para quem, apesar de leccionar há mais de 20 anos, ainda está no início da carreira, fruto da não vinculação e permanente precariedade sem esquecer o congelamento das carreiras para quem, ao fim de 30 anos, teve finalmente a sorte, e sublinho aqui a palavra sorte, de vincular em Quadro de Zona mesmo a tempo da, há muito desejada, reforma.

 

 

 

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Professores- Paula Varandas, Correio da Justiça

 

 

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