Outubro 2021 archive

Mais 600.000 computadores para as escolas

Até ao final do primeiro período serão distribuídos pelas escolas mais 600 mil computadores para alunos e professores.

Quem ainda não foi “presenteado” deverá receber um computador até ao final do segundo período.

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MENOS 35 MIL PROFESSORES EM DEZ ANOS

 

Em dez anos, o sistema de ensino português perdeu mais de 35 mil professores. E é nas escolas da região de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve que a falta de professores mais se faz sentir. 

ENSINO PORTUGUÊS PERDEU MAIS DE 35 MIL PROFESSORES EM DEZ ANOS

 

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Desafios e perguntas aos professores conformistas – Jorge Bento

 

O título deste item diz tudo; e nada de novo. É uma insistência e espicaçamento, mesmo sabendo que talvez equivalha a chover no molhado.
Seja no ensino básico e obrigatório, seja no dito ‘superior’, os professores estão vencidos económica e axiologicamente. O primeiro aspeto é por demais evidente; o segundo não é menos. Ganham mal e não poucos carregam o fardo da precariedade laboral. Todavia, exercem o mister ajoelhados perante um deus que mina os pilares e fins da educação e formação, da vida e da civilização.
Como se isto não bastasse, encontram-se divididos. Muitos (a maioria na universidade!) renderam-se: não gostam de estar na primeira linha da cidadania e de pagar o preço da dignidade e liberdade; preferem o conforto da omissão, do silêncio e da cobardia que é, no dizer de Michel de Montaigne (1533-1592), “mãe da crueldade”. A minoria, que não se entrega e clama por insurgência contra a situação, é vista como estranha pelos pares; não raras vezes, enfrenta aversão, desconsideração e até perseguição.
Há ou não assuntos da Humanidade e Sociedade merecedores da tomada de posição dos professores? Não é necessidade premente a renovação da Educação e da Escola, da Formação e da Universidade? Isto não lhes diz respeito, não obriga ao pronunciamento? Porque é que tantos fogem da responsabilização e afogam a voz?
Um genuíno pedagogo não se confina no papel de apagado regente de tarefas escolares, de intermediário apático entre estas e os discentes. Participa na reforma e inovação de conceitos e processos, na proclamação de circunstâncias favoráveis ao desempenho da função. Procura estar à altura do que representa e vale a pena: nada menos do que um mundo novo! A conjuntura não espera dele outra atitude.
Enfim, os professores passam hoje por duras penas. Mas o futuro não julgará todos da mesma maneira. Usará como balança o aviso de Cornelius Castoriadis (1922-1997): “É preciso escolher: ou descansamos ou somos livres.”

 

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A mensagem do ministro da Educação neste Dia do Professor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(não estavam à espera de outra coisa, ou estavam?)

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Onde estão os professores…? Carlos Santos

É imperioso que se permita o regresso dos professores às escolas; o regresso dos professores à sala de aula e do que, a rigor, representa a sua verdadeira função, que é a de ensinar!
Com tantas reformas educativas preocupadas com a organização das escolas, dos currículos, tanta teoria de gabinete a dar muitíssima importância ao supérfluo, a pais e alunos, tanta diligência em afastar os professores dos órgãos de decisão e em sobrecarregá-los de inutilidades, que acabaram por os empurrar para o fim da fila das prioridades na estrutura de ensino. Foram, simplesmente, excluídos – banidos das escolas.

Todas essas teorias excessivamente centradas nos interesses particulares dos encarregados de educação e dos alunos e na doutrina cega do professor como mera figura decorativa em redor do estudante, acabaram por deixar a escola e a aprendizagem nas mãos das crianças, dos pais, dos gestores, dos burocratas e dos políticos. A escola passou a ser um tema sobre o qual todos opinam, todos sabem, todos mandam… menos os professores.

Foram, na verdade, perseguidos, humilhados e desautorizados; foram tudo, menos auscultados e respeitados. Tanta desconsideração pela figura do Professor esvaziou-o de protagonismo, autoridade e importância. Não admira, pois, a crescente falta e educação, de valores e violência que grassam na nossa sociedade.
E por mais que ninguém queira admitir, hoje as escolas estão sem professores. Não só pelo défice em número, mas sobretudo pela falta de representatividade, importância e participação. Acrescido à sobrecarga de burocracia, transformou-os em meros contabilistas da inutilidade. Substituíram a importância que o professor tinha na magia da aprendizagem centrada na sala de aula, pelo papel desajustado de gestor de conflitos, administrador de processos e redator de documentos.
Absorvidos em educar o que não foi educado em casa, em restabelecer a autoridade que lhes foi tirada por adultos, jovens e crianças que já não os respeitam, pouco resta de ensino na sala de aula; pouco resta do Professor na escola.
Pode não ser desculpável que, como uma matilha de predadores insensatos e sedentos de sangue, os tenham isolado, fragilizado e atacado na sua dignidade, não percebendo, paradoxalmente, que estavam a atacar o futuro dos seus próprios filhos.

Mas, mesmo feridos de morte no coletivo profissional, nunca baixaram os braços nem desistiram da escola, dos seus alunos, nem de desempenharem o melhor que sabem e podem a nobre profissão de ensinar.
Mesmo arredados das escolas, nunca deixaram de estar presentes;
presentes para os seus alunos, não só lhes incutindo a educação e valores que não vieram de casa, mas também matando a fome e o frio, saciando a sede de saber, dos afetos e da atenção que muitas vezes não tinham no seio familiar;
presentes para os pais que substituem ao longo do dia e para os quais estão presentes a horas e fora de horas para escutar, aconselhar e apoiar, mesmo quando estes não os compreendiam e não os respeitavam transpirando ingratidão;
presentes para defender com responsabilidade contra grupos de interesse e politiqueiros irresponsáveis o bastião chamado “Ensino/Educação” que é o pilar fundamental de qualquer civilização.

Atiraram-lhes à cara essa lama perfumada de hipocrisia e desdém de que “não há ensino sem alunos”. É uma realidade tão coxa como dizer que não há galinha sem ovo.
Mas… e sem professores, o que há? O que não há torna-se evidente.
não há alunos; não há instrução, educação, respeito nem civismo; não há evolução nem inovação, não há sociedade; não há civilização; não há país; não há futuro.

Quando será que os pais irão perceber que não são os políticos nem comentadores quem mais zela pelo futuro dos seus filhos?
Quando será que os burocratas fechados em gabinetes irão perceber a enorme importância dos professores que estão no terreno a fazer tudo acontecer?
Quando será que vão criar as condições para que voltem novamente a ser professores?
Digam, então, para quando está agendado o dia em que irão deixar que os professores regressem às escolas?
Façam o favor de devolverem os professores às escolas.
Não é muito o que pedem:
tempo e condições para ensinar, valorização e que os deixem ser professores.

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Cabimentaram o PND

 

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Lembrar a missão- Luís S. Braga

 

Bisneto, neto, filho e irmão de professores, este é o dia de um facto essencial da minha vida. Que não é só a profissão. E um dia bom para lembrar os que a exercem com mérito, em condições infinitamente piores que em qualquer país europeu, incluindo Portugal.
E pensar que temos de continuar a lutar pela profissão, mas com foco e senso.
A minha bisavó e a minha tia avó andavam 10 kms todos os dias entre casa e a escola, a pé.
A minha tia avó levou a primeira sanita que houve na aldeia onde começou a dar aulas e em 20 anos a dar aulas nunca morou em casas com água corrente.
A minha avó tinha 85 alunos na sua sala e criou a tradição de garantir e oferecer aos seus alunos pobres os sapatos para fazerem exames. Por ela, ninguém deixou de avançar por andar descalço. E imagino o que lhe deve ter custado a ela, pessoa orgulhosa como eu e a quem custava pedir, andar a pedir ajuda para vários alunos poderem avançar da 4ª classe. Mas valeu a pena porque, anos depois, as pessoas que ajudou a construir, reconheciam que isso era também obra sua. Outros tempos, com outras realidades, mas de que deve haver memória. E os valores essenciais de ser professor não podem ter mudado assim tanto.
No meio do desânimo justo dos precários e das discussões fúteis de “dias livres” ou “tardes de sexta livre” e de “horários a contento” dos instalados, convém não esquecer a missão, que é o que vai vencer o desânimo, se a sociedade a reconhecer mais. E a valorizar como deve.
E há pensamento e reflexão interiores a fazer entre nós.

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Aposentações vão deixar alunos sem professores

Ministério muda regra e diretores receiam vir a ter ainda mais dificuldades no preenchimento das substituições.

Reforma de professores deixa alunos em risco de ficarem sem aulas

Os professores que aguardam luz verde para se aposentar estão a dar aulas. Este ano, nas orientações enviadas às escolas, deixou de constar a possibilidade de esses docentes não terem turmas atribuídas. Uma omissão, garantem dirigentes sindicais e diretores, que irá agravar as dificuldades de preenchimento de horários, especialmente em regiões como Lisboa, onde o receio é que os alunos fiquem muito tempo sem aulas a essas disciplinas.

Pelo menos desde que Tiago Brandão Rodrigues é ministro da Educação, asseguram diretores e dirigentes, que os professores que se aposentavam no 1.º período podiam entregar um requerimento, até 30 de junho, a pedir a não atribuição de turmas no arranque das aulas, ficando a cumprir outras funções como apoios, tutorias ou coadjuvações.

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Projeto de Lei 978/XIV/3 PCP – Revisão do Diploma de Concursos

O PCP também apresentou hoje o Projeto de Lei 978/XIV/3 que procede à oitava alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, que estabelece o regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário.

  • A proposta vai no sentido da existência de concursos anuais, com abertura de vagas QZP e QA.
  • Considera-se horário completo qualquer horário acima de 20 horas.
  • É eliminada a distinção entre QZP e QA;
  • Vigora o contrato até 31 de agosto quando o titular não regresse até ao dia 31 de maio;
  • É considerado horário anual aquele que corresponde à colocação obtida em Reserva de Recrutamento até ao final do primeiro período;

 

Parece uma boa base de trabalho para as negociações que deverão ocorrer em outubro deste ano.

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Projeto Lei 979/XIV do PCP para a Eliminação das Vagas no Acesso ao 5.º e 7.º Escalão

O PCP também deu entrada na Assembleia da República de um Projeto Lei para a abertura de um processo negocial para a eliminação da imposição administrativa de vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira docente.

Discordo da forma como o PCP aborda o tema, pois remete apenas para o fim de 2022 a negociação da eliminação da imposição administrativa de vagas para progressão ao 5.º e 7.º escalão.

 

Projeto 979/XIV – Abertura de um processo negocial para a eliminação da imposição administrativa de vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira docente – Garantir a progressão na carreira de todos os docentes que a ela tenham direito.

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Governo não propõe aumentos salariais para o próximo ano


Governo não propõe aumentos salariais para o próximo ano

O Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) não deverá trazer um aumento dos salários dos funcionários públicos, uma vez que não foi apresentada, por parte do Governo, qualquer proposta nesse sentido. A revelação foi feita pela líder do Sindicato dos Quadros Técnicos Superiores (STE), Helena Rodrigues, esta segunda-feira, depois de um encontro com o Executivo. 

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Ensino obrigatório a começar aos três anos de idade

 

O Governo quer integrar o pré-escolar (dos três aos cinco anos) no ensino obrigatório, uma proposta que consta da versão preliminar da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023 aprovada pelo executivo que seguiu para consulta pública.

De acordo com o jornal Público, que teve acesso ao documento, o Governo propõe que o ensino passe a ser obrigatório logo a partir dos três anos (e não dos seis como atualmente) numa medida que alarga para 15 os anos de escolaridade obrigatória.

 

“Reforçar os apoios à frequência de creches e pré-escolar assegurando às famílias de menores recursos um acesso tendencialmente gratuito, integrando o ensino a partir do três anos de idade na escolaridade obrigatória no médio prazo.”

 

 

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Realmente, é um mistério. Porque é que ninguém quer ser professor?

 

 

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Ainda as “acumulações”…..Da docência com cargos associativos voluntários. Luís S. Braga

 

Este longo e aborrecido texto jurídico que anexo explica porque um médico pode ser vereador e não precisa de pedir autorização a ninguém e mantém os direitos de participação política, apesar dos regimes de acumulação e incompatibilidades.
Porquê? Porque candidatar-se, ser eleito e exercer o mandato é um direito político de participação política resultante da Constituição. E não tem de pedir autorização à ninguém.
As normas de direitos fundamentais não podem ser sujeitas a interpretações restritivas que as reduzam a nada. O mesmo se diga do direito à participação plena na vida de uma associação e ao exercício da constitucional liberdade de associação.
E não falemos de casos absurdos como, por exemplo: se eu for evangélico e for pastor, tenho de pedir acumulação para pregar?
E se for católico e me elegerem para a comissão fabriqueira da minha paróquia tenho de declarar a minha fé ao meu diretor para poder acumular essa função privada não remunerada com a função docente?
E se for eleito presidente da associação de pais da escola de um filho vão exigir-me autorização de acumulação?
E se for coordenador de um grupo dos alcoólicos anónimos posso ser punido se não pedir acumulação para essa função privada se alguém anonimamente se queixar (e por definição a pertença aos alcoólicos anónimos é anónima)….
Podia dar n exemplos de como a exigência absoluta de pedido de acumulação é absurda e viola a Constituição a que todas a leis se subordinam (até porque devem ser interpretadas á sua luz e não com base em apetites castradores da liberdade).
E a liberdade de associação é um direito fundamental, cuja limitação não pode ser feita por uma portaria que é a norma invocada (ao contrário do que alguns julgam, a LTFP não pode ser diretamente aplicada aos docentes, porque a nossa carreira docente é especial e, por isso, tem Estatuto de que a LTFP é só regime supletivo e não principal: o percurso interpretativo vai do artigo 111o do ECD para a portaria de 2005 que, para os professores, ainda regula estas coisas.
E se alguém for ver o caso especial dos diretores, que exercem a função em exclusividade (não podem acumular como os restantes docentes podem), o legislador até previu uma exceção (provavelmente face às dúvidas dos que gostam de restringir as liberdades fundamentais, que nem precisava de a escrever para ela ser óbvia).
Estão excecionadas da regra de exclusividade “e) O voluntariado, bem como a actividade desenvolvida no quadro de associações ou organizações não governamentais” . (nº 4, art. 26 do DL 75/2008).
Quer dizer, passa pela cabeça de alguém, que pense um bocadinho, que os diretores, que estão em exclusividade e não podem acumular, possam ser dirigentes de associações e os restantes professores, não?

 

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As razões da Greve de hoje

 

 

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Desabafo de um professor alvo de um processo disciplinar por ser voluntarioso e solidário

 

No momento em que escrevo com muita amargura estas palavras, ainda desconheço como vai terminar o processo disciplinar de que fui alvo, juntamente com mais 3 amigos, pela Inspecção Geral de Educação, por ter havido uma queixa supostamente anónima. Quem me conhece sabe que sempre estive ligado ao associativismo. Estive na génese da associação Amarante Sem Drogas e da Liga dos Amigos so Hospital de São Gonçalo. Sempre ativo em prol dos outros para que a sociedade seja mais justa. Mais recentemente, por volta de 2013/2014 a pedido da presidente de então, entrei para a Associação Portuguesa de deficientes, Delegação de Amarante e em 2018 estive também na criação da Associação Sem Fronteiras. Estas duas últimas ligadas à deficiência, que é a minha especialidade enquanto profissional de educação. Até 15 de julho, altura em que fui forçado a pedir demissão por ser obrigatório pedir acumulação de funções para pertencer a associações, mesmo de forma gratuita, era presidente da Apd Amarante e presidente da Assembleia Geral da Sem Fronteiras. Quem conseguiu ler até aqui estará a perguntar: este gajo já escreveu tanto e ainda nada disse de concreto. Verdade…. Quero mostrar a minha revolta contra a forma mesquinha como certas pessoas, com o objetivo de denegrir a nossa imagem fazem ataques mesquinhos, covardes e sem sentido. Já fui ouvido pela Inspeção Geral de Educação, pela Inspeção da Segurança Social e pela Frota Montepio. Quem fez estas queixas são as mesmas pessoas que nas redes sociais atacam estas duas associações e os seus responsáveis. Quem fica a perder são as pessoas com deficiência. Gostava é que os queixosos viessem a público dizer o que ganharam com tudo isto? Para terminar deixo um desafio público. É urgente mudar a lei das acumulações no que diz respeito a pertencer a associações sem qualquer remuneração, senão qualquer dia não há ninguém para fazer parte do associativismo por carolice. Basta que lhes apareça um, dois ou três cães raivosos a morderem os calcanhares. Agradecido a quem leu o desabafo até ao fim. A partir de agora, é família, escola e amigos. Um abraço a todos e façam o favor de serem felizes

 

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Deve o Professor Usar Máscara Dentro da Sala de Aula?

Com o aligeiramento do uso da máscara em espaço exterior e mesmo em alguns espaços interiores, e tendo em conta que a quase totalidade dos docentes foram inoculados não seria de alargar a exceção do uso de máscara em contexto de sala de aula por parte do docente? Porque no fundo a máscara do professor é um obstáculo na aprendizagem dos alunos.

Assim, peço a vossa opinião para esta questão e que respondam a esta sondagem.

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Concerto de UDJAT Ensemble

 

FB: https://www.facebook.com/udjat.ensemble

Site: http://udjat-music.com/

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Voltaremos Muito em Breve às Práticas dos Anos 80

Notícia do Público com dados do Blog.

Escolas estão a receber docentes sem habilitação profissional. “Tirar um curso de Engenharia não qualifica ninguém para ser professor”

 

Dos 3887 horários disponibilizados em oferta de escola, apenas 570 foram ocupados por professores presentes nas diferentes listas de ordenação, o que leva Arlindo Ferreira a concluir que 85% foram preenchidos por professores sem “habilitação” para o cargo. Mas há quem peça cautela com esta interpretação. Ainda assim, directores dizem temer recuo das escolas a práticas do século passado, por causa da escassez de professores.

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Não é Novidade…

Professores que rumam ao Algarve: gastam o ordenado na renda da casa e são despejados à entrada do Verão

 

A carência de docentes na região algarvia faz com o Sul do país seja visto como uma janela de oportunidade para entrar no quadro. Difícil é encontrar casa, sem ser turista.

 

Muitos professores do Norte do país, com dificuldades de integração no quadro, deslocam-se para sul à procura de uma saída profissional. A região algarvia é uma das zonas onde a carência de docentes mais se faz sentir. Difícil é alugar casa, fora do mercado de oferta turística. Aproximam-se os meses de Verão e os senhorios dão ordens de despejo. É tempo de ganhar dinheiro com os que chegam para gozar férias.

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Há por aí “lobos mascarados de cordeiros”…

Em algumas escolas, nas mais variadas ocasiões, mais ou menos “solenes”, habitualmente saturadas de muita encenação e abrilhantadas com abundante “cosmética”, ouvem-se frequentemente discursos apelando à tolerância, ao trabalho de equipa, à integração, ao espírito de missão, ao trabalho colaborativo ou ao positivismo que, por não terem qualquer reflexo ou verdadeira expressão na vida quotidiana desses estabelecimentos de ensino, não passam de inúteis vacuidades…

Discursos completamente contraditórios, incoerentes e dissonantes da prática diária observada, feitos à medida da mais elementar demagogia…

 Em nome de uma paz meramente “cinematográfica”, quem confronta, discorda ou questiona é quase sempre tido como um incómodo, um empecilho, “uma pedra no sapato” ou como irritantemente maçador…

Afirmar o que realmente se pensa tende a ser considerado como uma prática inconveniente, ou até como uma blasfémia, assaz desaconselhável, parecendo não interessar a ninguém… Criticar não fica bem, não é de “bom-tom”, nem faz parte da “encenação” ou de qualquer “guião de etiqueta”…

 A importância é sobretudo dada às aparências: fazer de conta que existe democracia dá muito jeito, em primeiro lugar, a quem impõe autocraticamente, centrando em si todo o poder decisório, mas também àqueles que obedecem a tudo sem reclamar… Os primeiros fazem de conta que não são ditadores, os segundos fazem de conta que não são caudatários e, no final, uns e outros parecem acreditar realmente nisso, convivendo muito bem e sempre com muita “fotogenia”…

 Às vezes, parece existir uma espécie de “código de conduta”, traduzido ou pelo conjunto de comportamentos esperados ou, em alternativa, pelo conjunto de comportamentos não tolerados… Esse “código de conduta” nem sempre é expresso ou assumido, apesar de ser do conhecimento de todos e de estar, pelo menos, tacitamente estabelecido e vigente…

 Não confrontar, censurar ou desaprovar; não provocar “agitação” que possa ser considerada como uma forma de “tumulto” ou de “rebelião”; não dizer publicamente o que realmente se pensa, a não ser que seja para expressar concordância, genuína ou simulada; ou aceitar sem questionar, parecem ser alguns dos comportamentos esperados…

 Em alguns casos extremos, parece até considerar-se que o acto de Pensar se constitui como um delito, punível com as mais severas sanções… Pudessem eles ouvir o Pensamento alheio e o que seria?…

 Chega a ser absurdo e desconcertante o modo como em algumas dessas escolas se assinalam e comemoram determinadas efemérides como a do 25 de Abril de 1974, quase sempre com numerosos eventos, compilados em “programas de festividades” amplamente publicitados, quando, na realidade, continuam a ser geridas segundo os cânones do dia 24 de Abril, ignorando o que é o exercício pleno da Liberdade, em particular a Liberdade de Expressão e de Opinião… Em suma, parece ser isto: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”, ou seja, uma flagrante dissonância entre a “teoria” propalada e a prática observada…

 A escola tem vindo, cada vez mais, a tornar-se num lugar “claustrofóbico”, com consequências lesivas ao nível da saúde física e mental, visíveis e frequentemente reconhecidas por muitos dos que aí trabalham…

 Como se o trabalho em si mesmo não fosse já suficientemente difícil, ainda se pode ter pela frente o despotismo de alguns que, dessa forma, contribuem implacavelmente para a eternização de um mau ambiente de trabalho, assim como a existência de alguns séquitos arregimentados, quase sempre prontos a trocar o amor-próprio pela titularidade de determinados cargos…

Desgraçadamente, os cargos de “confiança política”, habitualmente indissociáveis da obediência passiva, dominam os principais Órgãos existentes nos estabelecimentos de ensino, contribuindo também para a inobservância de uma democracia verdadeiramente participativa…

 É assim a democracia de fachada, onde o desempenho de algumas funções não passa de um formalismo imposto por preceitos legais, apesar de alguns não conseguirem esconder o seu fascínio e o seu encantamento por certos “títulos” e “comendas”, todos, na realidade, esvaziados de poder executivo, mas, segundo parece, com a obrigação de prestar certos tributos, como “vénias”, “beija-mãos” e outras “reverências”…  Inevitavelmente, “os pratos de lentilhas” serão sempre muito apetecíveis e irrecusáveis para alguns…

 O desgaste físico e emocional que afecta grande parte dos profissionais de Educação não pode ser atribuído exclusivamente às políticas erráticas e desastrosas do Ministério da Educação… Um clima organizacional que não promove, mas antes impede, a autonomia e a liberdade dos profissionais envolvidos, será também certamente uma das causas do mal-estar docente e não docente…

 Lamenta-se, mas a realidade actual, vivida e sentida, em parte considerável das escolas não é bonita nem saudável… Não mostrar essa realidade ou fazer de conta que ela não existe é contribuir para a perpetuação desse estado anómalo e patológico…

 Essa realidade, onde muitas vezes prevalece o autoritarismo, despreza e desrespeita, em primeiro lugar, os que “não devem nada a ninguém” e que, diariamente, não desistem de dar o melhor de si no desempenho das suas funções, apesar de todas as contrariedades…

 Haverá certamente pessoas confiáveis, que não recorrem ao “show off” permanente e que exercem as suas funções de forma democrática e numa perspectiva de efectiva partilha, não se enquadrando, por isso, no retrato aqui apresentado… A essas, que assim continuem…

 Às do retrato, que tenham, no mínimo, a decência e a hombridade de se tornarem coerentes: abandonem os discursos patéticos sem qualquer reflexo na prática diária e as figuras grotescas de “lobos mascarados de cordeiros”… Na medida em que não é algo obrigatório ou irrenunciável, também o exercício voluntário de determinados cargos, contemplados ou não por suplementos remuneratórios, torna inadmissíveis as alegações de vitimização muitas vezes apregoadas ou a pretensa condição de “mártir da educação”…

 Já não há a menor paciência nem tolerância para “golpes de teatro” ou para tiques de autoritarismo e de prepotência, bem patentes quando alguém, despudoradamente, teima em “passar atestados de imbecilidade ou de estupidez” a terceiros, como forma de impor as suas intenções… Mesmo que alguns, incompreensivelmente, pareçam não se apoquentar muito com isso…

Infelizmente, a norma sanitária “arejar os edifícios escolares” não eliminará o ar “tóxico” que se respira em alguns deles…

 No meio de tantas incidências perversas, há Alunos… Felizmente, há Alunos. Crianças e jovens por quem também vale a pena continuar a resistir…

 (A realidade é obscena e desagradável e haverá sempre quem prefira que não se fale dela… Mas ficar em silêncio e não a denunciar é uma forma de a consentir…).

 

 (Matilde)

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Muitos dos horários em Oferta de Escola estão a ser ocupados por professores sem habilitação profissional

Desde o início deste ano letivo, foram disponibilizados na plataforma SIGRHE, 3887 horários segundo a tabela abaixo. Apenas 570 desses horários foram preenchidos por professores presentes nas diferentes listas de ordenação.

 

Isso significa que,  em entendimento restrito, apenas cerca de 15% das vagas foram ocupadas por docentes profissionalizados (presentes nas listas de ordenação).

Sabemos que alguns destes horários  foram ocupados por professores profissionalizados colocados em horários incompletos, mas é óbvio que as ofertas de escola com mais horas impossibilitam essa acumulação.

 

Aliás, os 570 retirados nem seriam suficientes para ocupar os horários completos colocados na plataforma (que foram 700 até ao dia de hoje).

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883 horários em Contratação de Escola na semana de 27 de setembro a 1 de outubro

E praticamente todos os grupos têm horários completos a concurso.

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Obrigado Maria de Lurdes, Alçada, Crato, Tiago…

 

Número dos que estudam para ser professor caiu 70% desde o início do século

Tendência tem vindo a inverter-se ligeiramente nos últimos quatro anos, mas não chega para compensar quebra de duas décadas. Entraram 1100 alunos em licenciaturas de formação de docentes no concurso de acesso deste ano.

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A Ler – Será Outro Problema “Complexo”, Senhor Secretário?

Será Outro Problema “Complexo”, Senhor Secretário? | O Meu Quintal

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Lista Colorida – RR5

Lista Colorida atualizada com os colocados e os retirados da RR5.

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703 Contratados colocados na RR5

Foram colocados 703 contratados na Reserva de Recrutamento 5, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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Reserva de recrutamento n.º 05

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 5.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de outubro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 06 de outubro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 5 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 5 

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Nova versão do Referencial para as Escolas no Controlo da transmissão do Covid-19

“Para as crianças que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico, independentemente da idade, a utilização de máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica é recomendada para o acesso ou permanência no interior dos estabelecimentos de educação e/ou ensino, como medida adicional de proteção uma vez que estas crianças não se encontram vacinadas”, argumenta a DGS.

Regra geral, “qualquer pessoa com idade superior a 10 anos” e todos os alunos a partir do 2.º ciclo, independentemente da idade, deve “obrigatoriamente utilizar máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica para o acesso ou permanência no interior dos estabelecimentos de educação e/ou ensino”, esclarece a DGS. Nestas idades, o recreio é livre e com a cara destapada.

O documento esclarece, ainda, que não há alteração ao confinamento no caso dos alunos considerados contactos de alto risco, pessoas que estiveram com alguém próximo com um caso positivo. “A realização de teste com resultado negativo não invalida a necessidade do cumprimento do período de isolamento profilático e vigilância ativa desde a data da última exposição de alto risco nos termos da Norma n.º 015/2020”, informa a DGS. Datada de 24 de julho de 2020 e atualizada a 19 fevereiro deste ano, a norma determina que “o fim do isolamento profilático corresponde ao 14.º dia após a data da última exposição de alto risco ao caso confirmado, conforme estabelecido na Declaração de Isolamento Profilático”.

A DGS deixa, ainda, recomendações às escolas sobre a forma como lidar com as crianças no regresso às aulas. “É importante que a equipa educativa esteja atenta a possíveis alterações emocionais e sociais das crianças e dos jovens, como consequência do impacto dos períodos de confinamento”, alerta a autoridade de saúde pública nacional.

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