Quando é necessário sacar uma faca dentro de uma escola…

“Estavam constantemente a meter-se com ela”, garante mãe de aluna “apalpada, empurrada e cercada” na Secundária de Ponte de Sor.

Ponte de Sor. “A minha filha puxou da navalha porque já não aguentava”

A tensão vivida entre a direção, os professores, os auxiliares, os encarregados de educação e os educandos da Escola Secundária de Ponte de Sor, em Portalegre, tem vindo a escalar. Desta vez, a mãe de uma aluna institucionalizada desmente o diretor do agrupamento, Manuel Andrade, e justifica o uso de uma navalha pela filha.

Depois de ter lido o artigo que o i publicou, na passada segunda-feira, acerca do clima vivido na escola, Bernardete Alves Martins Fonseca não podia ficar em silêncio. A mãe de Mariana (nome fictício), de quase 16 anos e estudante do curso de Línguas e Humanidades, ficou “espantada” com o modo como Manuel Andrade se referiu à adolescente nas declarações que prestou ao i.

Recorde-se que o dirigente explicou que havia sido “identificada uma aluna com a posse de um pequeno canivete”, sendo que “e escola, na presença desta situação, abriu o respetivo procedimento disciplinar tendo suspendido a aluna”.

“A minha filha já se tinha queixado à diretora de turma e à direção porque era apalpada, empurrada e cercada pelo tal grupo de rapazes problemáticos”, começa por revelar, aludindo ao grupo de “seis, sete alunos” que “são o terror dentro da escola” como um dos docentes explicitou também ao i.

“A situação já se prolongava há bastante tempo e, naquele dia, depois de se ter dirigido novamente à direção da escola sem que nada fosse feito”, Mariana envolveu-se numa “confusão”.

“Começaram a bater no ex-namorado dela. A navalha era minha, não desminto, foi um erro meu, mas não lha dei para que ela a levasse para a escola, era para se defender quando saía à noite”, frisa a mulher que não esquece aquela tarde do início do ano letivo corrente.

“Todos os dias é a mesma coisa” “Foi fechada numa sala ao pé da do diretor, com o namorado, durante duas horas. A escola não contactou ninguém, o senhor diretor não pode dizer que os pais não querem saber dos filhos”, explica a encarregada de educação, que somente terá sido informada da situação quando foi à rua tomar café e foi abordada por colegas da rapariga que a alertaram.

“Estavam constantemente a meter-se com ela, mandavam bocas e tocavam-lhe. A minha filha puxou da navalha porque já não aguentava o assédio”, declara. “Eu confrontei-a e ela disse ‘Estou farta, todos os dias é a mesma coisa’”, salienta.

Ao i, o dirigente mencionou que “neste momento, esta aluna encontra-se institucionalizada numa instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco” e garantiu que “para além deste caso não há referência a outros semelhantes”.

“O senhor diretor refere que a minha filha se encontra institucionalizada, e está, mas não foi por essa questão. Está lá há um mês por decisão minha porque a situação não estava fácil em relação ao namoro que ela tinha”, destaca, opondo-se a Manuel Andrade que, ao i, afirmou que “no decurso do procedimento disciplinar apurou-se que a aluna tinha na sua posse esse objeto a pedido da própria mãe”.

O motivo apresentado foi o de que Mariana se defenderia “do padrasto se tal fosse necessário” com a arma em questão, mas Bernardete assegura que “não existe padrasto nenhum”.

“Impediu a minha entrada na escola” “Fomos a tribunal com uma técnica da Segurança Social, o processo ficou suspenso por seis meses”, clarifica Bernardete.

“Ele mostra-se sempre indisponível para falar seja com quem for. Um dos irmãos dos outros miúdos também quis falar com ele, mas supostamente estava em reunião. Ficámos do lado de fora da escola”, adianta. “Inclusivamente, impediu a minha entrada na escola”, remata.

“É a palavra dele contra a minha, e ele está num cargo de poder, mas quem for ver o histórico da minha filha sabe que foi boa aluna e jogadora de basquetebol, desviou-se do caminho há dois anos, quando foi para esta escola”, finaliza.

No seguimento das denúncias realizadas, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Ponte de Sor enviou um comunicado ao i, assinado pela presidente Patrícia Lopes-Maia, que lamenta “a imagem denegrida que se estendeu a nível regional e nacional referente ao Agrupamento e toda a comunidade escolar”, indicando que o i questionou a CPCJ acerca de “situações que não correspondem à veracidade dos acontecimentos” e que se encontram “no limiar judicial”.

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26 comentários

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    • João on 12 de Maio de 2021 at 11:38
    • Responder

    A verdade é que os diretores gostam pouco de ser incomodados com problemas dessa natureza. Reportar situações disciplinares nem sempre (raramente) é bem visto. Não me admiraria nada que na referida escola as agressões fossem desvalorizadas.

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 13 de Maio de 2021 at 1:27
      • Responder

      Ó João, você é macaquito, gosta de língua afiada.

    • Mariza on 12 de Maio de 2021 at 13:47
    • Responder

    Não percebo o motivo deste tipo de notícia, e apenas agora, neste site.
    Parece que alguém quer denegrir este agrupamento mas nesta localidade não há alternativa para estes alunos.
    Existem várias situações diárias conhecidas a nível nacional e não têm esta visibilidade na internet e redes sociais

    • Mariza on 12 de Maio de 2021 at 13:55
    • Responder

    Não percebo este tipo de visibilidade dada a esta notícia neste site. No entanto vivemos em liberdade, e assim sendo, deve ser exposto as realidades de outros agrupamentos também.

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 13 de Maio de 2021 at 1:29
      • Responder

      Vive em liberdade? Wm Portugal?
      Cale essa boca, sua mentirosa!

  1. Se a escola fosse apenas a escola, qualquer situação que não tivesse nada que ver com pressupostos científicos e pedagógicos, stricto sensu, seria imediatamente canalizada para outras organizações com competências específicas para cada circunstância.
    Infelizmente, a opção da maioria do professores, dos cidadãos em geral, das autoridades locais e das autoridades nacionais tem sido transformar a escola num conceito alargado – mais do que a própria e bizarra noção de “comunidade educativa”.
    Neste conceito alargardo e polissémico onde cabe tudo, cabem também todos os problemas e – pateticamente – se espera solução a todos os problemas. Evitentemente uma finalidade que se torna impossível de alcançar por parte da escola.
    Obviamente que assim a escola deixa de o ser, passando a ser uma manta de retalhos. Os problemas perpetuam-se e o foco da essência da escola perde-se. Perdeu-se.

      • Felipe Aristimuño on 12 de Maio de 2021 at 16:54
      • Responder

      Para os alunos e muitos professores, a escola é espaço de vivência, mais do que de aprendizagem. Isso é característica da educação no nosso século. Não podemos separar a escola da comunidade.

      1. “Não podemos separar a escola da comunidade no sentido em que todos fazemos parte de uma comunidade”, sim. Não há outra forma.
        “Não podemos separar a escola da comunidade porque ela é espaço de vivência mais do que de aprendizagem e isso é uma característica da educação do nosso século” é uma premissa que pode ser alterada. Não é pelo facto de ser uma característica da contemporaneidade que a faz melhor. Como a mesma realidade contemporânea prova, a escola não pode ser excelente em tudo. É preferível ter excelentes serviços, separados, psicológicos, sociais, jurídicos, assistenciais, policiais, ou outros, e serviços educacionais e científicos do que a escola “querer ser” tudo isso e ser quase nada de tudo.

  2. Sra. Mariza as coisas são o que são. A ser verdade o que é noticiado o agrupamento é que se denegriu a si próprio. Podem existir situações semelhantes noutras escolas mas isso não é atenuante para o que se passa nesse agrupamento. Até é triste ler o que a sra escreveu. O comportamento dos outros não limpa o nosso.

  3. Embora só tenha dado aulas neste agrupamento no ano 2015/2016, sinto este assunto meu e por isso venho em meu nome defender este Agrupamento.
    Esta escola está inserida num território TEIP desde há muito.
    Nesta região não há facilidade em encontrar trabalho e por isso devemos entender que aquilo que para muitos é considerado normal, nesta terra não o é.
    Tem havido alguns investimentos pontuais na indústria mas a realidade é que o tecido empresarial, por si só, não tem capacidade para absorver as necessidades de emprego de todas as familias.
    Imaginem o que são 10 carreiras a transportar alunos no alentejo para este contentor….
    Pensem bem o que isto representa.
    Na realidade são aldeias, muitas delas a 20 km de distância, onde não há meios de subsistência.
    São familias que dependem de parcos recursos financeiros e que vivem de uma agricultura e/ou pecuária de subsistência e que tirando algumas atividades sazonais de exploroção agricola, pouco mais têm que isso.
    Trabalhar aqui e ter conhecido esta realidade, fez-me compreender que há muito a fazer ao nível político para defender estes territórios.
    Aqui só há dinheiro para alguns porque os investimentos não estão a ser bem distribuidos,.
    Há necessidade de descentralizar os territórios educativos em Ponte de Sôr.
    Discutir facadas quando na realidade o problema é bem maior faz-me pensar que anda tudo cego.
    Há que ter vistas largas e conhecer a real dimensão destes e de outros problemas.
    Abraço aos meus ex-colegas de Ponte de Sôr e:
    FORÇA!
    LUTEM!
    Aproveitem o momento para dizer tudo o que se passa aí na comunicação social.
    Não tenham medo.!
    Por uma escola melhor e por um Alentejo melhor!

    • Manuel M on 12 de Maio de 2021 at 17:48
    • Responder

    Infelizmente, a dinastia que se instalou na Direção desta escola não se preocupa com a segurança dos alunos e dos professores desta escola. Se puderem até prejudicam as pessoas, não cumprindo a lei.

    • Manuel M on 12 de Maio de 2021 at 17:51
    • Responder

    Infelizmente, a dinastia que se instalou na Direção desta escola não se preocupa com a segurança dos alunos e dos professores desta escola. Se puderem até prejudicam as pessoas, não cumprindo a lei a vários níveis.

    • Atento on 12 de Maio de 2021 at 18:12
    • Responder

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    Será que existem Muitas PARVAS (digo, muitas Marizas) que desejam camuflar/esconder a realidade daquilo a que chamam “escola publica”.

    Minha cara Amiga tenha VERGONHA no Focinho.
    CHEGA de esconder a JAVARDICE!…CHEGA de esconder a JORDA da dita escola-publica!…. CHEGA…….

    Hoje aquilo a que chamam “ESCOLA” não passa de um enorme “ARMAZEM” onde os progenitores colocam os seus rebentos para poderem desenvolver as suas atividades ludicas, profissionais ou outras…….

    Hoje aquilo a que chamam “ESCOLA” não passa de uma enorme “CANTINA SOCIAL” onde se dá de comer aos FAMINTOS desta vida (Filhos de Desempregados; Filhos daqueles que vivem do Rendimento Social de Insersão (RSI); Filhos de Prostitutas; Filhos de Delinquentes; Filhos de Presidiários; Filhos daqueles que auferem o Salario Minimo Nacional no valor de 635 Euros e que levam para casa á volta de 500 euros…….

    Hoje aquilo a que chamam “ESCOLA” não passa de uma enorme INTRETEM onde os designados professores dão umas TRETAS de que são exemplo as “cidadanias”, “educação ambiental”, “educação sexual”, “desporto escolar/toma lá uma bola para dares uns chutos”………..

    Hoje aquilo a que chamam “ESCOLA PUBLICA” não passa de uma enorme FRAUDE onde os pobres são acolhidos…..Sim!….porque os filhos da classe média e alta são colocados em Escolas de Bandeira e em Colegios Privados onde possuem uma boa preparação para a Vida Futura.

    Ao que a ESCOLA PUBLICA chegou!…….Não!….isto não merece ser chamado de “ESCOLA”…………A ESCOLA é um local de ENSINO-APRENDIZAGEM e não um HOSPICIO para os Desgraçados da Vida.

    VERGONHA!……..NOJO!……………….

    É isto o trabalho do Partido Socialista e do seu Grande Lider António Bosta.

    Sinto Tristeza, Nojo e Repulsa por grande parte do professorado não ter discernimento para enchergar o que se passou no Ensino e, em particular, na ESCOLA PUBLICA, a qual foi transformada num CENTRO ASSISTENCIAL.

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      • Phill on 12 de Maio de 2021 at 18:48
      • Responder

      E qual seria a solução proposta pelo Atento? (tenho até medo de ouvir a resposta)
      A escola é de todos, independentemente do partido. E ela não poderá fugir dos desafios do nosso tempo. Não há como voltar ao passado, quando as mesas eram alinhadas e o professor tinha poder de punir, física e emocionalmente, os alunos. Não é possível (nem ético), na Europa em que vivemos, deixar de assistir aos filhos de putas e imigrantes. Nutrir os desgraçados dessa vida, física e emocionalmente, é parte do nosso trabalho. E se o Atento ainda não percebeu isso, deveria era investir na sua formação profissional.

        • Silva on 12 de Maio de 2021 at 20:59
        • Responder

        Penso que o Atento fala da “escola” que confere fiplomas crediveis e não a “analfabetos”, isto é, uma “escola” que seleciona, hierarquiza e ensina para obter aprendizagem.
        Julgo que a transformação progressiva desse espaço designado de “escola” em centro de assistência social e emissor de certificação falsa não é positivo para a sociedade atual e para a economia de mercado.

          • Phill on 12 de Maio de 2021 at 22:31

          O problema de selecionar e hierarquizar é decidir o que fazer com os que não foram selecionados e ficaram no fundo da hierarquia. Vamos aceitar uma sociedade dividida, contrastada entre bons e mais? Ou vamos promover uma educação que inclua e igualize? Depende do tipo de mundo em que queiramos viver. Eu prefiro a complexidade da inclusão do que a simplicidade do contraste

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 13 de Maio de 2021 at 1:37
      • Responder

      Ora aqui está ele, o verdadeiro, o inimitável, o Atento. Hoje vem a falar de javardice. É também coisa a que ele está habituado. Javardice no avianço. Aviado com javardice é o seu prato favorito, em conjunto com sardos em abundância para se saciar profundamente. Voltou, o javardo!

    • Falcão on 12 de Maio de 2021 at 18:57
    • Responder

    O “Atento” tem razão no que escreve, uma grande parte das escolas públicas são, hoje por hoje, locais muito pouco recomendáveis e não garantem uma real qualidade e eficácia no seu serviço educativo, e estão muito longe de poderem ser consideradas verdadeiros Estabelecimentos de ENSINO! Claro que toda a esquerda política e também já uma grande parte da direita acham a palavra ENSINO e ENSINAR um HORROR! E foi isso mesmo que começou a matar a Escola! O mal está feito e isto só lá vai com uma grande volta que tem de ser dada nas mentalidades e na organização escolar. Mas… tendo razão no que escreve, o “Atento” devia estar mais atento à ortografia quando escreve…

    Aquilo que o Nuno escreve mais acima, vindo de alguém que lecionou naquela escola, caracteriza muito bem outro dos grandes problemas da Escola de hoje… é que os problemas da escola são sobretudo um reflexo dos problemas do meio social e económico em que se insere. E aí, mais uma vez, o Estado não dá resposta, não sabe resolver, não sabe apoiar devidamente a Escola e os seus profissionais.

    Finalmente, quanto ao caso concreto, ninguém sai “limpo” desta história, ninguém mesmo! É lamentável que uma mãe tenha de institucionalizar uma filha por causa de um namorado, devia saber que não há paredes que impeçam a estupidez de alguns adolescentes, e acima de tudo devia saber que não é a fornecer navalhas que se protege uma filha. Quanto aos agressores da filha, só tenho uma palavra: deviam estar todos em Centros Educativos e com os tomates bem apertados, resolvendo entre eles as suas frustrações sexuais ou sociais. Quanto ao Diretor, a ser verdade que deixou que uma aluna fosse importunada e maltratada, repetidamente, permitindo que as coisas chegassem ao ponto a que chegaram, deve pertencer à casta dos que defendem que a Escola tem como grande objetivo a felicidade dos alunos, que todos sejam muito felizes, e por isso, casos de indisciplina não existem, são sempre situações pontuais, e a máfia discente adora Diretores destes. Que se vão mantendo nas suas torres de marfim, a caminho de um outro tacho autárquico ou político uns anos mais tarde.
    E siga a dança, é apenas mais um dia normal no escritório!

    • MariaRita on 12 de Maio de 2021 at 22:28
    • Responder

    Viva o marxismo, e a sua oferta da miséria!
    Só há marxismo enquanto não acaba o dinheiro dos outros!
    As suas privilegiadas cúpulas são bem remuneradas!
    Aturem os outros … o produto da sua ignorância!
    Uma classe dominada e subserviente dos Nogueiras … o que espera?

      • Phill on 12 de Maio de 2021 at 22:38
      • Responder

      Cuidado que a direita do CHEGA, defendida pelo Atento, tem discurso inflamado, mas odeia de fato a educação. Veja o exemplo no Brasil, onde há um extrema direita no poder a reduzir verba na educação pública em nome dos privados. São ótimos em levantar a bandeira dos bons costumes, mas se chegarem ao poder, todos vamos pagar. A escola vai ter operários ao invés de docentes. Espero que isso não ocorra por aqui, e que tenhamos algum socialismo por mais tempo.

        • Falcão on 13 de Maio de 2021 at 1:21
        • Responder

        Caro Phill,
        E o socialismo que temos tido… defende a Escola Pública, é isso? Para piada não está mal!
        Para defender a Escola Pública, só há um caminho: acertar o passo a todos os malfeitores que andam a dar cabo dela: Diretores tiranetes (têm de voltar a dar aulas e mandatos reduzidos a 2 no máximo), autarquias sedentas de poder (na escola não têm de meter a mão, a não ser para investir nos seus recursos materiais), professores que não querem lá estar e dão má imagem à Escola (reconversão ou reforma antecipada), pedagogos e cientistas da Educação avençados pelo ME que vomitam teorias e mais teorias e não dão aulas no terreno há décadas, se é que alguma vez deram, e, sobretudo, alunos criminosos (devolvidos às famílias, com penas pesadas de expulsão, trabalho comunitário obrigatório, e remissão a Centros Educativos). Já agora para defender a Escola Pública, também era bom acabar com os contratos com as empresas de catering que servem uma espécie de “comida” nos refeitórios e voltar a abrir os quadros das Escolas na categoria de cozinheiros(as) para que os alunos possam alimentar-se devidamente e não se recusem a entrar nos refeitórios escolares, indo depois comer porcaria nos cafés/cadeias de fast food ou supermercados que pululam em torno das escolas.
        Que alguém tenha tomates para fazer isto e seria um enorme contributo para termos uma Escola Pública capaz de ser o elevador social e um local de oportunidades e equidade, que já deixou de ser há muito.

          • farto on 13 de Maio de 2021 at 12:47

          Boa reflexão a sua. Concordo consigo.

    • Serafim Saudade on 13 de Maio de 2021 at 0:04
    • Responder

    O problema é que o mercado não se compadece.

    A escola não seleciona, a sociedade e a economia de mercado encarregam-se disso.

    Isto da inclusão é muito bonito dentro da “escola”, porque cá fora é bem diferente.

  4. Parece que, nos dias de hoje, é proibido ser contra a inclusão. A inclusão enquanto direito universal à aprendizagem, enquanto possibilidade de qualquer pessoa poder aprender apresenta-se-me como bastante válida. Pelo contrário, o processo ensino /aprendizagem, uma vez iniciado, deve ser exclusivo e seletivo.

    • apertarda on 13 de Maio de 2021 at 14:21
    • Responder

    As escolas são os lares da 1 idade atualmente.

    • Maria Clara Guerreiro de Matos on 14 de Maio de 2021 at 1:17
    • Responder

    Falando como o nosso Presidente:
    – A Aluna agiu mal? Agiu!
    – A Mãe agiu mal? Agiu!
    – Os alunos que assediavam a aluna e que foram atacados pela mesma, agiram bem? Não!
    – Os alunos foram penalizados? – Não!
    – Quem foi penalizada? – A aluna assediada!
    – A aluna foi “Realmente” assediada, ou apenas respondeu agressivamente a alguns “piropos”?
    – Os alunos foram punidos? Aguarda-se resposta!!!!

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