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Set 10 2020
Algumas escolas do ensino privado já começaram as aulas presenciais e já há casos de crianças infectadas e turmas obrigadas a cumprir quarentena em casa.
Na Escola Francesa, no Porto, no passado sábado, foi detetado um aluno contaminado com covid-19. A Direção da escola decidiu esta quarta-feira que todos os alunos que estiveram em aulas com o aluno infetado devem ficar em isolamento profilático e não ir à escola até ao próximo dia 21.
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Set 10 2020
“Começo a ceder ao sono. Ao cansaço, o meu corpo já se rendeu faz tempo. As dores articulares relembram-me que já não tenho vinte anos e foram ultrapassados os limites que o meu corpo tem ao meu dispor.
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Set 09 2020
… que para o #EstudoEmCasa se faça um casting junto dos professores dos grupos de risco.
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Set 09 2020
E agora pergunto como se pode fazer uma eleição do representante dos Encarregados de Educação desta forma.
Talvez seja uma nova forma de representatividade em tempo de COVID.
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Set 09 2020
É que acrescido a este horário também me constou que estes alunos só têm transporte para a escola às 7:30.

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Set 09 2020
#EstudoEmCasa vai mesmo continuar por mais um ano letivo. A informação foi avançada pelo Ministério da Educação, que agendou para as 17h30 uma conferência de imprensa sobre as “novidades relativas ao #EstudoEmCasa”.
“As aulas, também na televisão, reforçarão a oferta educativa do ano letivo de 2020/2021, cujo arranque decorre entre 14 a 17 de setembro”, indica o Ministério da Educação.
O projeto #EstudoEmCasa foi lançado depois das férias da Páscoa, pouco depois do pico da pandemia, no sentido de complementar o estudo dos alunos do 1.º ao 9.º ano. À semelhança do confinamento da generalidade do país, estes estudantes foram forçados a continuarem o ano letivo a partir de casa, tendo contado com aulas gravadas emitidas diariamente na RTP Memória.
Rapidamente se percebeu que o novo coronavírus não iria desaparecer tão cedo. Assim, com o novo ano letivo prestes a começar, aquilo que nasceu como um projeto temporário ganha agora uma nova página, algo que já tinha sido admitido pela administração da RTP há vários meses.
Em abril, Gonçalo Reis disse ao ECO que “os conteúdos educativos são decisivos no contexto atual [de pandemia] e deverão ser uma marca de futuro na RTP”. Nesta altura, a continuação da parceria entre Ministério da Educação e RTP ainda não estaria fechada, mas o presidente da estação pública demonstrava, deste modo, a intenção de dar continuidade à iniciativa que foi apelidada de “nova telescola”.
A continuidade do #EstudoEmCasa estará consumada e os detalhes serão revelados ao final da tarde desta quarta-feira. Na conferência de imprensa estarão presentes Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, e o presidente da RTP, Gonçalo Reis.
Também podemos ver no site do EstudoEmCasa, na parte dos horários algumas aulas que vão passar a partir do dia 14. Mas esta informação também pode ser um erro do site. Espero para ver.
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Set 09 2020
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Set 09 2020
Um lugar dedicado a todos os Técnicos Especializados para Formação precários das Escolas Públicas Portuguesas. Aqui pode-se encontrar vários artigos explicativos da nossa precariedade, informação acerca do acesso à profissionalização em serviço, a legislação em vigor, conhecer testemunhos reais de quem há muitos anos espera por uma solução.
Clicar na imagem
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Set 09 2020
Quarentena: diário de um (quase) abandono
Sinopse:
Um vírus desconhecido… uma viagem de negócios… vícios difíceis de evitar… uma contaminação acidental no maior mercado da gigantesca metrópole… uma quarentena em quase abandono no olho da tempestade na metrópole chinesa … o diário de um medo pelo desconhecido, a ansiedade no isolamento, a expetativa no desconhecido, … os desabafos de um abandono sobre a curva de um rio… entre o pânico e o desespero… entre o passado e o futuro… uma história.
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Set 09 2020
Já com os alunos matriculados e as turmas organizadas, as escolas e conservatórios de música e dança ficaram a conhecer o montante de financiamento pelo Ministério da Educação. Em Leiria, há cortes acima de 50% e os dirigentes do Orfeão e da SAMP, duas instituições sem fins lucrativos, dizem estar em curso a decapitação do ensino artístico especializado numa cidade que é candidata a capital europeia da cultura e foi recentemente aceite na rede das cidades criativas da Unesco.
No Orfeão de Leiria, 65 alunos estão matriculados e prontos para começar o quinto ano de escolaridade em ensino articulado, na área da música, mas o Ministério da Educação só financia 29 vagas, segundo os resultados do concurso, agora conhecidos.
Trata-se do maior corte no País, garante o presidente do Orfeão de Leiria, Vítor Lourenço: 80% na lista provisória de contratos de patrocínio com o Estado para o período 2020-2026 e 60% na lista definitiva, divulgada pela DGEstE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares “depois de as matrículas estarem feitas”.
“Se isto é válido para vários anos, com o número de alunos que nos estão a atribuir, a escola fica completamente desequilibrada em termos da sua função e da sua sustentabilidade para o futuro”, conclui.
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Set 09 2020
Até dia 13 de setembro, professores com alunos de idades compreendidas entre os 8 e os 19 anos podem participar num inquérito que pretende perceber os efeitos da pandemia na voz dos seus alunos, preenchendo um questionário de escolha múltipla disponível online.
A iniciativa é da UNESCO e do Conselho da Europa e os resultados serão apresentados e discutidos na conferência “De fazer a voz dos alunos ser ouvida à participação cívica ativa: O papel das escolas na era digital” que decorrerá de 23 a 25 de novembro de 2020, também online.
Os professores participantes serão convidados para a conferência.
Informação mais detalhada aqui.
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Set 08 2020
Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense – FICASC consultem a Programação do centro de ciência viva dos Açores – Expolab e Escolas em https://cinemasemconflitos.pt/.
Os filmes também estarão disponiveis ao público em geral para portugal continental, necessitando apenas de uma inscrição online para assistir. Festival em Direto em https://www.ficasc.com.br/programacao-ficasc

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, Ambiente e Género em https://cinemasemconflitos.pt/

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Set 08 2020
Listas do concurso de contratação inicial com reserva de recrutamento:
– Lista de colocação – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08 : https://www.madeira.gov.pt/…/ListaColocacaoReservaRecrutame…
– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08: https://www.madeira.gov.pt/…/ListaOrdenadaReservaRecrutamen…
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Set 08 2020
Depois do fecho generalizado das escolas e dos novos paradigmas do ensino à distância impostos pelo confinamento, qual é o sentir dos professores para o novo ano letivo? Estão asseguradas as condições de saúde pública, de infraestruturas técnicas e pedagógicas e de know-how técnico que permitam ensinar e aprender em segurança? A propósito do 2.º Flash Event “Escola 20|21… e agora?” promovido pelo #SomosSolução, relativo ao novo ano letivo, lançamos um questionário curto aos professores cujos resultados, agora, aqui se descrevem.
Na opinião de mais de 80% dos dois milhares de professores inquiridos, à presente data (setembro de 2020), as escolas não têm as infraestruturas e recursos humanos necessários para assegurar o ensino 100% presencial. Dois em cada três professores é de opinião que não estão asseguradas as condições necessárias para o ensino presencial (ver figura 1). Também na opinião de dois terços dos inquiridos as escolas não têm as infraestruturas para o ensino à distância. E ainda que apenas um em cada quatro acredite que os professores estão capacitados para o ensino à distância, um formato misto (ensino presencial + à distância) é a modalidade preferida pela maioria. Também 90% dos professores é de opinião de que se for necessário reativar o ensino à distância, é preciso apostas na formação adicional dos professores.

Se a decisão fosse dos professores, face à informação disponível agora sobre a evolução da covid19, no ano letivo de 2020/2021, cerca de dois terços dos professores preferia dar aulas em formato misto ou, sendo presenciais, com recurso às ferramentas do ensino à distância (p.e., plataformas de gestão de conteúdos, avaliação digital, apps educacionais,…) (ver figura 2). Metade dos inquiridos preferia dar aulas presenciais, e apenas 38% preferia aulas completamente à distância. Contudo, 87% dos professores diz que quer dar aulas, sejam de que tipo forem.

Finalmente, inquirimos os professores sobre o seu grau de capacitação para usar as ferramentas do ensino à distância caso esta modalidade tivesse que ser reintroduzida. Mais de dois terços dos professores sente-se capacitado para usar ferramentas de comunicação online (email, fóruns, chats,…), usar ferramentas para aulas à distância (Zoom, MS Teams, Google Meet, …) e de gestão de conteúdos (Moodle, Blackboard, …) e plataformas digitais (Escola Virtual, LeYa Educação,…). Contudo, apenas um pouco mais de metade dos professores referiu estar capacitados para usar as ferramentas de avaliação online.

No âmbito do flash event, os professores puderam submeter um conjunto de questões que gostariam de ver respondidas pelos oradores (se não assistiu ao evento ao vivo, pode rever o evento aqui). A figura 4 apresenta a nuvem de palavras construídas a partir das 212 questões colocadas pelos inscritos no evento. As principais preocupações dos professores incidiram sobre a interação dos professores, alunos e escolas, do ensino à distância, e do risco associado às aulas.
A associação das palavras (bigramas) é apresentada na figura 5. A ordem das palavras das questões revelou mais uma vez as preocupações com as aulas presenciais, o uso de máscara e as condições de segurança. As questões relacionadas com o ensino desenvolveram-se em torno da distância social, das aulas presenciais, à distância e do regime misto, associadas às orientações do ministério. Finalmente, as questões relacionadas com os grupos de risco, e com a interação entre professores e alunos na sala de aula, fazem parte das grandes preocupações dos professores para o novo ano letivo.

A larga maioria dos professores é de opinião que as escolas não têm condições para o ensino presencial, ainda assim prefere dar aulas de qualquer tipo, quer sejam presenciais, online ou mistas. Seja qual for o formato, se as infraestruturas existiram, dois em cada três professores gostaria usar as ferramentas do ensino à distância, apesar de 90% ser de opinião que é preciso reformar a formação no uso destas ferramentas.
A ficha técnica do estudo está disponível neste link.
A menção a marcas comerciais ou freeware não tem qualquer endosso, explicito ou implicto, do #SomosSolução.
A base de dados para análise e estudo independente está disponível neste link. Qualquer uso destes dados, obriga à referenciação da sua fonte.
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Set 08 2020
De acordo com o relatório anual “Education at a Glance”, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os docentes com idades abaixo dos 30 anos representam uma minoria em Portugal, que se posiciona entre os últimos de uma lista de 39 países.
No 3.º ciclo e ensino secundário, a proporção daqueles que no relatório são classificados como “professores jovens” era, em 2018, de apenas 2%, um número inferior à média da OCDE (10% no 3.º ciclo e 8% no secundário).
Mas é entre o 1.º e 2.º ciclos que os docentes nesta faixa são menos (em termos percentuais) representando apenas 1% do corpo docente.
O envelhecimento do corpo docente tem sido uma tendência transversal à maioria dos países da OCDE, que no relatório alerta para uma pressão acrescida sobre os governos nos próximos anos para recrutar e formar novos professores, uma vez que uma grande parte alcança a idade da reforma na próxima década.
Esta tendência, no entanto, é mais acentuada em Portugal e, segundo os dados revelados, entre 2005 e 2018, a proporção de professores jovens no ensino secundário caiu 15 pontos percentuais.
Por outro lado, os professores mais jovens são também, em média, os mais mal pagos e, no mesmo relatório, a organização intergovernamental destaca igualmente o salário dos docentes do ensino público.
Em 2019, os docentes portugueses continuavam entre os mais bem pagos, comparativamente com outros trabalhadores com cursos superiores, ultrapassados apenas pela Lituânia e Costa Rica, que ocupam o 2.º e 1.º lugares, respetivamente, da lista comparativa da OCDE.
Significa isto que, à semelhança daquilo que foi registado no relatório de 2018, os professores das escolas portuguesas ganharam em 2019, em média, mais do que outros trabalhadores com formação superior, quando se compara o salário médio de ambos, uma tendência que contraria a maioria dos países da OCDE, revela um relatório hoje divulgado.
Na maioria dos países, os salários dos professores tendem a aumentar conforme os anos de serviço e experiência, mas em Portugal a diferença salarial entre os docentes em topo de carreira e aqueles em início de carreira é ainda maior.
A média da OCDE aponta para salários entre 78% e 80% mais altos entre as duas classes. Já os docentes portugueses em topo de carreira ganham, em média, mais 116% do que os mais jovens.
Ainda assim, o relatório refere também que em Portugal, entre 2005 e 2019, os professores do ensino básico e secundário com 15 anos de experiência e mais qualificações sofreram, em média, uma redução salarial de 6%, enquanto a média da OCDE aponta para um aumento entre 5 e 7%.
Em Portugal, à semelhança da maioria dos países, os salários dos profissionais representam a maior fatia da despesa pública na Educação (72% no ensino superior e 85% no básico e secundário, em 2017).
Comparando com a média da OCDE, Portugal gastou menos por aluno em 2017, em todos os níveis de ensino, mas dedicou uma maior percentagem do PIB à Educação (5,2%).
Por outro lado, e ao contrário da maioria dos restantes países, as despesas do Estado português por aluno são superiores nas instituições de ensino público, onde a despesa foi de, em média, cerca 8.900 euros por estudante, em comparação com os 7.100 direcionados para cada aluno do privado.
Ainda assim, acrescenta o relatório, entre 2012 e 2017, a despesa pública com a Educação caiu a um ritmo médio de 1,1% ao ano, enquanto o número de alunos diminuiu em média em 2% ao ano.
“Isto resultou numa taxa média de crescimento anual de 0,9% nas despesas por aluno durante este período”, explica a OCDE.
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Set 08 2020
Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento local de 1 professor da rede de ensino português no estrangeiro para o 1º CEB, língua espanhola ou língua catalã – horário a prover, em vacatura, AND02.
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Set 08 2020
No ano de 2020, o Cinema Sem Conflitos encetou esforços em conjunto com a organização do FICASC – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, Rede Primeiro Plano para trazer este festival ao público Açoriano, com o intuito de alertar e sensibilizar para as questões ambientais da contemporaneidade a nível global, nomeadamente sustentabilidade, florestas, povos indígenas e cinema e educação. Poderá ainda assistir ao Festival Online consulte toda a programação Aqui.
Filmagem/Fotografia por @maiviewpoint
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Set 08 2020
Título: “Bug´s Club” | Autores: “Frank Pocelet“
Existe um lugar secreto onde todos os personagens de animação se encontram.
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Set 08 2020
É importante pensar para lá da pandemia, até porque se prevê a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário na sociedade que aí vem; e dito assim para simplificar. E se no espaço do isolamento físico estão os que acreditam no absolutamente digital, no gregário não encontramos os que o rejeitam nem sequer os neoluditas (aqueles que se opõem às novas tecnologias e/ou às novas relações laborais que delas decorrem). É um debate centrado num “enxame digital” e nos “gigantes da web – os GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) – que nos querem controlar” (Naomi Klein) e que hierarquizam prioridades: “Ensino à distância, 5G, telemedicina, drones e comércio online generalizado”. Acima de tudo, há uma estratégia à procura da melhor posição global no “monopólio da inteligência artificial que governará o mundo” (Vladimir Putin).
A escola não escapará ao vórtice. Os milhões que se prevêem para o digital escolar em Portugal talvez melhorem o que existe, mas abrirão mais espaço ao isolamento físico que se impõe também por obra de países e organizações não democráticas.
Portanto, quando se pensa no futuro da democracia, e do bem público e comum numa sociedade mais justa e igualitária, defende-se o espaço gregário onde é imperativa a escola como instituição nuclear e estruturante dos princípios fundadores que consolidam a razão e a ciência. Digamos que é um espaço de segurança democrática dependente da nossa vontade. E como a escola portuguesa está consensualmente asfixiada num doentio emaranhado depois de quase duas décadas de políticas comuns de contracção, e radicalmente antagónicas nos conceitos, urge um reinício assente, desde logo, na simplificação organizacional.
Além da essencial redução de alunos por turma e por escola ou organização, há quem use a ideia de escola como abrangente sala de estudo (ou biblioteca: A. Nóvoa) em clima de conectivismo (tese de George Siemens que seria preciosa na pandemia) e currículo completo. Um espaço gregário onde os alunos estudam, pesquisam, socializam e aprendem, com os professores e com os pares, num ambiente em que os conteúdos digitais são construídos no interior da escola de modo a contrariar os massificados e homogeneizados.
Essa ideia de escola necessita de educar para detalhes decisivos e já testados: horários escolares sem campainhas e que instituam intervalos descentrados no tempo, e decididos pelos professores, de acordo com as exigências das diversas disciplinas e das idades dos alunos. Esses horários escolares, em escolas bem dimensionadas, permitirão diversas soluções de co-ensino. Uma vez que a combinação interdisciplinar permite todas as possibilidades, é necessário tempo e previsibilidade para a construção de projectos que considerem o perfil dos professores, as instalações e os respectivos horários; e essas variáveis não só não se definem por decreto, como oxigenam a inovação, a autonomia e a responsabilidade.
Estando aqui, importa precisar estilos de ensino sem engavetar teorias. O triângulo decisivo – alunos, professores e conhecimentos – é intemporal “como percebeu Hubert Hannoun”. A ultrapassagem dos conflitos e contradições da educação, e da tensão da relação pedagógica (professor/aluno), tem os conhecimentos como mediadores e data e reequilibra três propostas: pedocentrismo, magistercentrismo e rogerianismo.
Finalmente, se também urge, como a pandemia revelou, uma escola que não substitua a sociedade e que integre no currículo as sessões realizadas fora da escola desde que reconhecidas pelos professores, então estamos no domínio da consolidação democrática. Mas para tudo isto, é essencial que o professor volte a liderar a ideia de escola. Aliás, “um dos motivos pelos quais é tão difícil prever qual será o final da nossa história com a Inteligência Artificial prende-se com o facto de esta história não ser apenas sobre máquinas. Também é uma história sobre seres humanos.” (Kai-Fu Lee em As superpotências da inteligência artificial – a China, Silicon Valley e a nova ordem mundial).
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Set 08 2020
Sempre quero ver como vai ser quando o mesmo acontecer numa escola pública… será que o procedimento preventivo vai ser o mesmo, ou vai para casa só o “covidado”?
Cerca de 70 alunos do pólo de Lisboa da Escola Alemã estão desde esta segunda-feira em casa de quarentena preventiva, depois de, no sábado, os responsáveis da escola terem conhecimento de que um dos alunos estava contaminado com a covid-19.
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Set 08 2020
Após a reunião com especialistas, quase todos os partidos com assento parlamentar (só o PCP não falou) manifestaram dúvidas sobre o regresso às aulas e pedem mais fiscalização aos lares de idosos.
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Set 07 2020
Como tinha sido anunciado (aqui) iniciamos hoje a sondagem pública dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente). Independentemente da opinião apelamos a que todos divulguem/partilhem esta sondagem com mais colegas.
A sondagem terminará dia 10 de setembro (inclusive). Relembramos que a participação e o resultado da sondagem (bem como outras formas de auscultação) serão importantes para DECIDIR a necessidade de salvaguardar a saúde pública em cada escola.
Caso seja necessário, o S.TO.P. está preparado para efetivar uma Greve, de forma a proceder de acordo com os superiores interesses de todos os que trabalham e estudam, bem como de toda a população:
A Saúde Pública diz respeito a todos e ninguém deve ser indiferente! JUNTOS DECIDIMOS e SOMOS + FORTES!
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Set 07 2020
Ao longo do dia de hoje já apareceram as primeira contratações de escola para os diversos grupos de recrutamento (com exceção do grupo 360 que já existem há algum tempo por falta de candidatos nas listas).
Às 18:30 existem 96 horários em concurso de acordo com a distribuição seguinte por grupo de recrutamento e número de horas.

Uma das práticas que as escolas deviam ter para evitar que os docentes concorram às escuras a horários inferiores a 8 horas é apresentar a mancha horária para o docente ter noção àquilo que vai concorrer.
Já por várias vezes abordei isso e na meu primeiro pedido de horário inferior a 8 horas coloquei nas informações o horário em concurso.
Julgo até que este procedimento devia ser obrigatório para todos os horários inferiores a 8 horas. Evitará em muitos casos um atraso desnecessário na colocação com recusas de horários por não ser compatível o horário em concurso.

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Set 07 2020
Ainda não sei muito bem o que quererá isto dizer…

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Set 07 2020
Neste ano letivo a escola mudou. Não é a mesma que conhecíamos há décadas, é uma nova escola ode nunca sonhamos deixar os nossos filhos.
A pandemia trouxe uma realidade com ela que ninguém esperava viver, uma realidade cheia de receios e incertezas. Qualquer saída á rua significa o perigo no regresso. A ida à escola não vai ser diferente.
As escolas tentam prepara-se da melhor maneira para o início do ano letivo, mas não está a ser fácil prepara-se contra um inimigo invisível. Os receios são muitos, tanto por parte dos profissionais, como dos encarregados de educação, até, dos próprios alunos. A incerteza de que a preparação do novo ano letivo funcionará apenas no papel está presente na mente de todos.
A azafama nas escolas sente-se à entrada, os Assistentes Operacionais recortam setas para colar no chão, nas salas de aulas joga-se Tetris com as mesas para tentar assegurar a distância pretendida entre elas, nos refeitórios marcam-se lugares a ocupar e a não ocupar, muda-se a mobília de lugar vezes sem conta e os alunos ainda nem sequer chegaram para lhe dar uso. Professores a olhar para qualquer espaço escolar como se para o vazio não significa distração, mas preocupação com uma qualquer medida que ali tem de aplicar, mas depois de medições e reviravoltas não consegue ir além do “se possível”.
Quando os alunos entrarem pela porta principal da escola, tudo tem que estar preparado. Se possível, todas as medidas têm que estar presentes no novo dia a dia da escola. O isolamento de grupos, as brincadeiras em espaços limitados com colegas predefinidos, os intervalos reduzidos, as refeições comidas às pressas para que, depois de desinfetado, outro ocupe o seu lugar, os novos acessórios da moda sempre presentes, o esfregar de mão constante envoltas em sabão ou álcool… as novas rotinas tão anormais como impensáveis noutros inícios de ano.
A escola vai ser muito diferente do que era. Este ano letivo vai deixar marcas numa geração inteira, vai deixar recordações que ninguém quer ter.
As nossas crianças e jovens ainda não iniciaram o novo ano letivo, mas começam a ter um vislumbre do que poderá ser esta escola que nenhum quer frequentar. Dia 17 de setembro todos eles estarão perante uma realidade que desconhecem. Preparados, ou não, todos terão que enfrentar a realidade para a qual não foram preparados. Será nessa preparação que os professores terão um papel fundamental, mas também ninguém se deu ao trabalho de os preparar a preparar. Exigiremos dos professores aquilo que não exigimos de nós ou de quem tem o dever. Sejamos francos, ninguém está preparado para este ano letivo. Tudo o que possa estra escrito em papel ou anunciado por “especialistas”, não passa de “achismos”, ou no máximo de esperanças.
Esta não é a escola que desejamos para os nossos filhos. Pelo menos aqueles que, ao telefone, não parecem ter outra preocupação se não saber se a cantina vai servir almoços às crianças… Tenham o melhor ano letivo “possível” face às circunstâncias em que, neste momento, vivemos.
Rui Gualdino Cardoso, Professor, Colaborador do Blog DeAr Lindo
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Set 07 2020
Queres assistir à sessão de esclarecimento de logo à noite sobre a proposta que CNAPEF e SPEF elaboraram para a concretização, durante o ano letivo 2020/2021, de uma Educação Física e de um Desporto Escolar presenciais e práticos, e não te inscreveste?
Subscreve Canal do CNAPEF no YouTube e assiste ao evento em direto:
https://www.youtube.com/c…/UCKxOWabNuVG_VBJE1XP4PQA/featured

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Set 07 2020
O Paulo Tem toda a razão…
… há quem nem tenha considerado a possibilidade destas circunstâncias anómalas justificarem um aligeiramento dos procedimentos burrocráticos. Pelo contrário, parece motivo para toda uma nova batelada de documentação a preencher por causa da “recuperação das aprendizagens” e outras coisas assim. Tudo bem registadinho em papel e em digital, só faltando ser em 25 linhas e com assinatura daquelas com chip.
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Set 06 2020
A segunda vaga está a caminho e em passos largos…
Ponham-se a brincar às reuniões presenciais e depois queixem-se que a brincadeira deu asneira… já bem vai bastar a partir de dia 17…
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Set 06 2020
O Cinema Sem Conflitos convida a todos os interessados em questões ambientais a estarem presentes no Auditório da Expolab http://expolab.centrosciencia.azores.gov.pt/ para assistirem ao Filme Povo da Floresta de ( Classificação Livre ) no Dia 18 de setembro às 21h. Existirá ainda um debate com um moderador especialista da área ambiental.
A história do Seringal Cachoeira, perto da fronteira entre Brasil e Bolívia, tem sido marcada pela resistência, perseverança e morte. Ela inicia com o sonho de um líder carismático e filho desta região, Chico Mendes, que em 1987 tornou-se o rosto do mundo na defesa da floresta Amazônica.
COLOQUE AS SUAS QUESTÕES AO REALIZADOR EM DIRETO
https://www.youtube.com/watch?v=BFf3KIrK6s0&ab_channel=FestivalFicasc

Restante programação em https://www.ficasc.com.br/
Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, Ambiente e Género em https://cinemasemconflitos.pt/

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Set 06 2020
É usual termos crianças e jovens com febre na escola. Este ano vai dar direito a isolamento, telefonema para os pais, telefonema para a Saúde 24, telefonema para o delegado de saúde e muito trabalho de desinfeção, mesmo que não se venha a verificar uma infeção por COVID.
Este ano, os pais, evitem dar trabalho suplementar aos profissionais de educação e saúde, fiquem com os filhos em casa, porque se não faltam ao trabalho vão ter que sair a meio ou mal o efeito do xarope ou comprimido passe.
Poupem-nos, que nós zelaremos pelo bem estar de todos, mas saberemos atuar conforme a circunstância…
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Set 06 2020
O presente lá por Espanha, o futuro cá por Portugal…
O objetivo deste procedimento sem precedentes é aproximar o limite de 20 alunos por sala de aula recomendado pelos Ministérios da Educação e da Saúde. O desafio centra-se no ensino secundário e na FP
No filme de 1963 The World Is Crazy, Crazy, Crazy, Crazy, um grupo de motoristas compete numa corrida frenética para obter um tesouro, enfrentando obstáculos e armadilhas. Algo semelhante é enfrentado pelas comunidades autónomas para contratar milhares de professores contra o relógio sem apelar à oposição. O que normalmente demorara alguns meses a resolver, resolverão em semanas. O objetivo: aproximar o máximo de 20 alunos por sala de aula recomendado pelos ministérios da Educação e da Saúde. Alguns, como a Catalunha ou a Galiza, vão reforçar os modelos, mas não vão cair de 25 alunos por sala de aula.
Contratar 39.000 professores em tão pouco tempo é mais complexo do que escolher um bom perfil e contratá-lo como na empresa privada: burocracia, prazos, listas de provisórios não atualizados ou escassez de profissionais — Matemática, Física Secundária, disciplinas técnicas de FP do ramo de beleza ou cabeleireiro, ou temas altamente especializados de línguas ou conservação. Isto levou, por vezes, os vereadores a baixarem os requisitos para cobrir os perfis mais complexos. E nesta situação invulgar – nem tantos professores foram contratados neste procedimento – aqueles que estão mais atrasados, como Madrid, não descartam medidas excecionais como o recurso ao Serviço Público de Emprego, como confirmou ao EL PAÍS o Diretor de Recursos Humanos do Ministério da Educação de Madrid.
O processo é um disparate. A primeira opção para a maioria das comunidades é recorrer a listas daqueles que não conseguiram um lugar noutras oposições. A última grande chamada foi em junho de 2019. O maior numa década. Havia 30.000 lugares e sete candidatos por assento em jogo. Por trás disso, atualmente podem acumular-se 100 mil candidatos ao ensino básico e 100 mil para escolas secundárias em toda a Espanha, segundo cálculos de José María Ruiz, Secretário de Educação Pública Não Universitária da Federação Estadual de Ensino dos Trabalhadores, que preparou o relatório da oposição de 2019 para a função docente. Mas nem todos valem a pena.
O processo atual “vai aumentar o pessoal dos professores em Madrid em quase 14%”, explica Miguel José Zurita, Diretor de Recursos Humanos da Comunidade de Madrid. Mas nesta região ou na Andaluzia — onde a Administração defendeu que os fundos necessários devem ser gastos até 2020 – todo o esforço será apenas até dezembro, esperando para ver como evolui a pandemia. Noutros, como o valenciano, já estão contratados até ao final do curso. Ali, em junho organizaram os processos para atribuir os lugares e no dia 4 de agosto foi resolvido. “Enviámos uma proposta organizacional aos centros para desdobrar os grupos, tiveram um mês para mudanças. No dia 25 de julho, tudo estava fechado e, no dia 7 de agosto, foram retirados 4.374 lugares de ensino extra”, explicam o Departamento de Educação Valenciana.
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Set 06 2020
A uma semana do arranque do novo ano letivo, prevista para 14 de setembro, a comunidade escolar mostra-se de “pé atrás” com as condições estipuladas para os estabelecimentos de ensino pelas autoridades de saúde.
Desde o primeiro dia do mês que os professores estão a apresentar-se nas escolas, mas nem todos. Alguns docentes, considerados doentes de risco, apresentaram atestados médicos e não estiveram presentes no dia do arranque. O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e também diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães, Manuel Pereira, confirmou isso mesmo ao Jornal do Centro.
O responsável reconhece que, face à atual situação de pandemia, torna-se “normal” que “alguns professores e operacionais não se sintam com condições para irem trabalhar” por terem limitações físicas ou outras de saúde, nomeadamente diabéticos, doentes oncológicos e hipertensos. Manuel Pereira refere que a lei permite esta situação. Diz o dirigente que as escolas aguardam agora por informações do Ministério da Educação sobre a resolução destes casos. “Nós só vamos substituir se tivermos autorização, mas os professores que forem substituídos não perdem direitos”, frisa. Manuel Pereira admite a hipótese de os professores darem aulas a partir de casa. “Se a escola tiver um ou dois casos, não me parece muito difícil. Mas, na maior parte, não temos recursos humanos para acompanhá-los nestas circunstâncias”, alerta.
Já os sindicatos da classe docente apontam para outros problemas. Francisco Almeida, coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro, queixa-se do que considera ser o elevado número de alunos por turma. “Defendemos que as escolas devem regressar com o ensino presencial, mas isto deve ser feito com condições. O Ministério teve julho e agosto para ter criado essas condições e não o fez. A dimensão das turmas é uma questão central e há situações em que vamos ter 26 alunos numa sala de aula”, explica.
A falta de auxiliares nas escolas é outra preocupação do sindicato. Francisco Almeida lembra que o “número deficitário” já vinha antes da pandemia. “Para além se der necessário fazer o trabalho normal do dia-a-dia, nesta altura de pandemia é obrigatório o reforço da higiene e desinfeção dos espaços”, refere o sindicalista acrescentando que os funcionários auxiliares existentes não são os suficientes.
Entretanto, a Fenprof responsabilizou o Ministério da Educação pela abertura do ano escolar, em regime presencial, sem alegadamente ter assegurado as condições de segurança sanitária necessárias nos estabelecimentos de ensino. “As condições que se exigem para uma abertura das escolas não foram criadas”, afirmou o secretário-geral , Mário Nogueira.
Para o dirigente sindical, “o ensino presencial é essencial” para devolver alguma normalidade às escolas, já que “o ensino remoto, outra vez, seria trágico” para alunos, professores e pessoal auxiliar. O regresso às aulas, entende Mário Nogueira, deve ser acompanhado de “medidas rigorosas”.
Mário Nogueira voltou a defender, por exemplo, que o Ministério da Educação deveria ter efetuado “um rastreio à covid-19 a toda a comunidade escolar”.
Na opinião do líder da Fenprof “o ministério da educação esteve dois meses a dormir”, já que, argumenta, “não há rastreio, não há distanciamento, não há pequenos grupos de alunos e também falta pessoal”.
“Temos de ser todos agentes de saúde pública”, referem pais
Também os encarregados de educação mostram apreensão no regresso às aulas, já a partir do dia 14 de Setembro. Rui Martins, dirigente da Federação Regional das Associações de Pais, assegura, no entanto, que se mostra confiante na tomada de decisões que tornem seguro este voltar à escola. “Pais e filhos desejam o regresso às aulas. Temos de ter esperança que tudo vai estar assegurado de modo a evitar que qualquer um dos nossos filhos possa infetar-se. É isto que preocupa qualquer pai”, refere. Numa de altura em que a preferência recai no ensino presencial, a opção pelas aulas à distância pode ser, de novo, tomada. “Foi algo que funcionou, mas acabou por demonstrar a desigualdade de oportunidades. Nem todos os alunos tiveram acesso ao ensino quando foi à distância. Devemos evitar que isso torne a acontecer. Se assim for, ganhamos ao vírus”, argumenta Rui Martins.
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Set 06 2020
As confederações de pais veem com “bons olhos” o encerramento de escolas apenas em casos excecionais no contexto da pandemia, considerando que o ensino presencial é “fundamental” para os alunos em termos de saúde física e psicológica.
O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) disse hoje à Lusa ser “bom” que o regresso às escolas não seja “muito extemporâneo” e que tudo seja feito para que o regime presencial decorra até ao final do ano letivo.
“Por isso, parece-me natural que só se feche uma escola em caso de exceção, o que não quer dizer que não se faça sempre que se justifique”, referiu Jorge Ascensão.
Manter uma escola a funcionar é, no seu entender, bom por todas as razões, sobretudo pela importância da saúde física e psicológica dos alunos.
Afirmando que as escolas não estão isoladas – logo, não são imunes aos contágios -, o dirigente considerou que na presença de um caso de infeção a primeira decisão não pode ser fechar o estabelecimento.
Por vezes, acrescentou, o alarmismo para a situação é pior do que o problema em si.
“Pararmos não vai ser solução e vai trazer consequências gravíssimas para toda a gente, sobretudo ao nível da saúde”, reforçou.
A título de exemplo, Jorge Ascensão afirmou que as estradas têm perigos, mas não é por esse motivo que as pessoas deixam de andar nelas.
Partilhando da opinião, o presidente da Confederação Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) frisou que o ensino presencial é “indispensável”, sobretudo para assegurar a igualdade.
“Não há risco zero, por isso, cada um de nós deve agir como um agente de segurança”, ressalvou Rui Martins.
Em jeito de crítica, o responsável sublinhou que se os pais deixam os filhos irem para os bares e praias à noite com os amigos, mais rapidamente devem confiar nas escolas e nos mecanismos traçados para agir em caso de identificação de um caso de infeção.
As escolas só serão encerradas em caso de “elevado risco” e o rastreio de quem esteve em contacto com doentes covid-19 será feito “preferencialmente nas 12 horas seguintes à identificação do caso”, recomenda a Direção-Geral da Saúde (DGS).
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