Junho 2018 archive

Constituição de Grupos e Turmas para o Ano Letivo 2018/2019

Foi publicado ontem ao final do dia o Despacho Normativo N.º 10-A/2018 que estabelece o regime de constituição de grupos e turmas e o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino no âmbito da escolaridade obrigatória.

 

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Calendário Escolar 2018/2019

Foi publicado ontem ao final do dia o Despacho N.º 6020-A/2018 que determina o calendário escolar para o ano letivo 2018/2019, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.


 

 

 

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Opinião – Exames: o melhor é estudar sem parar – João Costa

 

Os exames nacionais não estão à porta. Os exames nacionais já começaram e o segredo para o sucesso é só um: estudar sem parar, e de preferência um mês antes de cada exame, sem nunca estudar para mais de 3 exames ao mesmo tempo.
A organização e a disciplina são chave. Esqueçam, portanto, as saídas à noite e ao fim-de-semana, telemóveis, WhattsApp, Facebook, Instagram, Snapchats e afins incluídos, até porque os exames são agora e os amigos podem esperar.
Ao longo da minha carreira como aluno do Secundário nunca estudei menos de 2 semanas para cada teste. Fazia resumos da matéria, muitos resumos, mais resumos e, não sei se já o disse, ainda mais resumos. E depois lia-os uma, duas, três, sete ou mais vezes, de trás para a frente e da frente para trás até chegar ao ponto de saber, de ver à minha frente no momento do teste, no momento do exame, onde estava cada letra, cada palavra, em que linha, em que página, memorizando compêndios inteiros.
Na Universidade, entrei para Biologia, o meu curso de eleição. As notas de acesso? À data, 19 a Biologia e 19 a Psicologia.
Nunca parei de estudar. Queria entrar para Biologia, estudar o comportamento animal, fazer documentários, amar os animais, viver com e entre os animais e, se querem mesmo saber, comecei a estudar para entrar para a Universidade aos 10 anos de idade quando, à frente do meu pai, declamei este meu desejo de ser Biólogo.
E se até lá somos todos estudantes, então o nosso trabalho é um e um só: estudar. Porque para podermos estudar, há quem trabalhe por nós, na esperança de que nos façamos homens e mulheres, independentes, empreendedores, realizados, felizes. Porque, para podermos estudar, gerações de pais sacrificaram-se e sacrificam-se em nosso nome e, por conseguinte, o mínimo que podemos fazer é estudar, como se não houvesse amanhã. Devemos-lhes isso, aos nossos pais. É nosso dever, é a nossa obrigação.
Por isso estudei sem parar, sempre, até à hora de cada teste de folhas na mão, revendo e revendo, fazendo exercícios e testes antigos, procurando padrões e respostas, procurando aprender e saber na ponta da língua todos os ossos do corpo humano e o saber não ocupa lugar.
Afinal, é o nosso futuro em causa, é o vosso futuro em causa.
Escrevo-vos do futuro, do meu futuro. Não fiz os tais documentários, descobri a paixão pelo ensino. Inicialmente como professor de Biologia, hoje vivo ao leme de uma escola em Inglaterra. Chegou a vossa vez, o futuro é vosso, agarrem-no com as duas mãos, com as duas pernas, com o corpo todo, e nunca, mas mesmo nunca, parem de estudar, mesmo se já tocou para o exame e vocês ainda à porta a trocar ideias com um colega. E boa sorte!

 

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9, 4, 2, BINGO!

A rotina já se repete há alguns dias. Apronto-me, saio de casa com a papelada debaixo do braço, chego à escola pontualmente e aguardo.

Estamos todos no conselho de turma, mas a greve vai rodando à vez e todos contribuem para o fundo comum que cobre o desconto de quem é responsável por esse dia.

Assina-se a folha de presenças, exceto a pessoa que, na escala definida, assume a resistência, mas não abdica de estar presente.

E desde que isto começou, apesar de todos prosseguirmos o nosso trabalho na escola, não se cumpriu um único conselho de turma.

As notícias vão discorrendo nos jornais, os comentadores vão criando, na opinião pública, a ideia feita de que os professores são uns malandros a exigir o impossível, mas nós aqui continuamos firmes, dia após dia, no silêncio belicoso de quem se sente profundamente injustiçado.

Fazemo-lo porque não admitimos que a nossa profissão seja um mero jogo do bingo.

Que promessas que asseguraram votos sucumbam como um castelo de cartas.

Que 9 anos, 4 meses e 2 dias sejam esmagados, ignorados, espezinhados, enquanto vislumbramos bancos reerguerem-se sobre os nossos escombros, corruptos auferirem reformas astronómicas com incontável desprezo pelo bem público, jogadores de futebol serem transferidos por verbas apenas imagináveis em sonhos.

Temos o mundo virado do avesso, mas o avesso do mundo ainda tem remédio.

Se não nos podem pagar em dinheiro, sejam criativos, sejam audaciosos, sejam promissores. Mas não finquem o pé com a imaturidade de crianças pequenas que não gostam de ser desmentidas ou contrariadas.

Os professores merecem respeito. E, sobretudo, estão cansados de ser o alvo favorito de todas as culpas.

Aquilo que os nossos políticos continuam a ignorar é que, apesar de sermos uma classe com grandes divisões internas, une-nos a todos a determinação pelo bem comum.

E esse bem comum é, em primeiro lugar, os nossos alunos: só por eles abraçamos a profissão, passamos fins de semana a trabalhar, navegamos horas e quilómetros para chegar à escola, deixamos os nossos filhos entregues a desconhecidos, apostamos numa formação qualificada e não desistimos quando todas as hipóteses estão contra jovens em quem já ninguém acredita.

A cada um deles demos 9 anos, 4 meses e 2 dias de boa vontade, com perseverança e tenacidade.

Ignorar isso é ignorar a essência da nossa profissão e, nesse caso, não merece de todo, o lugar que aufere.

Aos meus colegas deixo aqui o meu reconhecimento pela atitude altruísta e resiliente com que têm cruzado estes dias.

Também por todos vocês me orgulho de ser professora! E por todos nós prosseguirei nesta luta.

DS

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As Provas de Hoje

19 Junho 2018

 

ANO
PROVA CÓDIGO 1.ª FASE                                    DOCUMENTOS
9.º  Português Língua Não Materna 93  19/6 Prova | Áudio Critérios de classificação Grelha de classificação
 Português Língua Não Materna 94/839  19/6  Prova | Áudio  Critérios de classificação  Grelha de classificação

 

11.º
Latim A
732
19/06
   Prova         Critérios de classificação      Grelha de classificação

 

12.º
Português
639
19/06
Prova | Prova adaptada  Critérios de classificação  Grelha de classificação
12.º
Português Lingua Segunda
138
19/06
Prova | Prova adaptada  Critérios de classificação  Grelha de classificação
12.º
Português Língua Não Materna (B1)
839
19/06
Prova  | Áudio  Critérios de classificação  Grelha de classificação

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Nova Versão da OAL versão 3 (19-06-2018)

Foi entregue hoje nova versão para o Despacho Normativo sobre a Organização do Ano Letivo 2018/2019.

 

 

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Esclarecimento do governo sobre negociações com sindicatos dos professores

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/NCSSSS.pdf”]

 

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Desculpa…Esta Posição do Partido Comunista Português Não é só Absolutamente Lamentável

É pura e simplesmente abjecta , rasca…para não dizer nojenta.

Esta Posição do PCP é Absolutamente Lamentável…

… e faz lembrar o que algumas das suas práticas têm de pior no lançamento de suspeições sobre tudo o que não controla. Só o excerto que transcrevo contém suspeições não fundamentadas em quaisquer factos, informações falsas e outras truncadas. Uma das passagens é objectivamente difamatória para os promotores da ILC. Pessoalmente não me surpreende ou sequer ofende, porque conheço bem os meandros da “máquina”.

(…)

Continua aqui nO Meu Quintal.


Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Instruções em vídeo:

 

PS:

Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) na Renascença » Blog DeAr Lindo

 

Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos em directo na Póvoa de Varzim -18/06/2018 » Blog DeAr Lindo

 

 

 

 

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Em Vídeo – 2.º Dia de Greve às Avaliações

Diretores dizem que pedido de serviços mínimos “cai que nem uma bomba na escolas”

Os professores avisam que o pedido de serviços mínimos por parte do governo “cai que nem uma bomba nos estabelecimentos de ensino”.

O presidente da Associação Nacional de Diretores garante que os docentes vão cumprir o que for decidido pelo colégio arbitral, mas lembra que o problema não fica resolvido é apenas adiado.

 

 

Professores. Segundo dia de greve às avaliações

Segundo dia de protesto dos professores. Em direto na RTP, Mário Nogueira disse que a paralisação é praticamente total. Sobre a possibilidade de serem decretados os serviços mínimos, Mário Nogueira afirmou que essa possibilidade não faz sentido.

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Em Vídeo – “Começa a ser cada vez mais difícil realizar os conselhos de turma” – Escola Secundária Miguel Torga no Monte Abraão/concelho de Sintra

Hoje é dia de exame de Português para milhares de alunos do 12.º ano, mas a época de provas está a ser marcada pela greve dos professores às avaliações. José Carlos Cruz, diretor da Escola Secundária Miguel Torga no Monte Abraão, concelho de Sintra, falou à TVI sobre a situação que se vive neste estabelecimento de ensino

 

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Governo garante serviços mínimos às reuniões de avaliação, com reforço de poupança de recursos. – Cartoon de Paulo Serra

 

 

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Portalegre – Greve dos Professores a 100% em Oito Agrupamentos do Distrito

A greve dos professores, esta segunda-feira, teve uma adesão de 100 por cento em oito agrupamentos de escolas do distrito de Portalegre. Os docentes acusam o Governo de “má vontade e intransigência”.

Segundo os dados, avançados pelo Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS), a paralisação não permitiu a realização dos Conselhos de Turma de avaliação, nos agrupamentos de Arronches; Avis; nº1 de Elvas, Boa-fé e secundária D. Sancho II; Gavião; Monforte e Portalegre, no agrupamento nº1, José Régio e secundária de S. Lourenço.

Nos restantes agrupamentos, o sindicato aponta para uma adesão à greve entre os 30 e os 70 por cento.

A coordenadora do SPZS, Ana Luísa Caiola, explica que os professores estão em luta pelo direito a serem contabilizados os 9 anos, 4 meses e 2 dias de carreira congelada.

Ana Luísa Caiola acrescenta que a greve, com pré avisos diários, pode prolongar-se até 13 de julho, provocando atrasos no lançamento das notas e, como consequência mais direta, dificuldades na constituição de turmas.

A greve às reuniões de avaliação, convocada por uma dezena de estruturas sindicais, exige ao Governo que contabilize o tempo integral de carreira, congelado desde 2005. O Ministério da Educação argumenta que não há dinheiro suficiente para o fazer.

Radio Portalegre – Portalegre: Greve dos professores a 100% em oito agrupamentos do distrito

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Pelo Expresso – Parecer Jurídico Pedido por 13 Agrupamentos de Escolas de Almada Considera que uma das Recomendações Destinada a Minimizar o Impacto da Greve às Reuniões de Avaliação é Ilegal

Expresso | Diretores de escolas escrevem ao Ministério a dizer que não podem cumprir orientações da tutela

Parecer jurídico pedido por 13 agrupamentos de escolas de Almada considera que uma das recomendações destinada a minimizar o impacto da greve às reuniões de avaliação é ilegal. No primeiro dia de paralisação realizaram-se menos de 10% das reuniões para atribuição das notas dos alunos, anunciou a Fenprof.

o primeiro dia da greve convocada por todos os sindicatos às reuniões de avaliação, não se realizaram mais de 95% das reuniões de conselho de turma que estavam previstas para esta segunda-feira, de acordo com um balanço feito pelos sindicatos de professores a meio da tarde. Todas estas reuniões têm de ser remarcadas para um prazo máximo de 48 horas. O problema é que há grandes probabilidades de as próximas reuniões serem adiadas uma e outra vez – basta faltar um docente para não se poderem realizar –, levando a que os alunos não conheçam as suas notas nem saibam se passaram ou chumbaram de ano e que nota precisam de ter nos exames nacionais para atingir uma determinada média.

Na semana passada, o Ministério da Educação enviou às escolas um conjunto de orientações para tentar minimizar os efeitos da paralisação, mas aquela que poderia ser mais eficaz para esse objetivo é considerada ilegal pelos professores.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou queixa junto da PGR e em Almada os diretores de todos os 13 agrupamentos e escolas não agrupadas pediram um parecer jurídico para confirmar se as suas dúvidas tinham ou não razão de ser. De acordo com o parecer, assinado pela advogada Anabela Respeita, é “ilegal” a indicação transmitida pelo Ministério da Educação para, no caso de continuar a faltar algum docente no momento da terceira marcação do conselho de turma, ser feita a recolha antecipada das notas dos alunos.

No parecer sustenta-se a ideia de que esta tentativa de contornar os efeitos da greve contraria as leis em vigor. Isto porque, dizem os regulamentos, o diretor de turma só poderia pedir aos professores em falta as notas que pretendem dar no caso de ausência prolongada. Ora, a greve não pode ser considerada uma “ausência prolongada”. Deste modo, as reuniões têm mesmo de se realizar com a presença de todos os professores da turma, conclui a advogada.

Este mesmo parecer servirá de base a uma carta que os diretores dos agrupamentos de Almada vão enviar à Direção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino Escolares, explicando por que razão não podem cumprir esta orientação específica da tutela, antecipa José Godinho, diretor do Agrupamento de Escolas António Gedeão. Neste agrupamento, não se realizou nenhum conselho de turma esta segunda-feira.

A greve às reuniões de avaliação prolonga-se até dia 29, sendo que já foram entregues pré-avisos de paralisação até 13 de julho. E mais entrarão se o braço de ferro entre governo e sindicatos em torno da contagem dos anos de tempo de serviço congelados não se resolver entretanto.

 

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Convocatória para discutir o indiscutivel – Serviços mínimos

Necessidades sociais impreteriveis?

 

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O Cancro do Clientelismo Partidário – na Educação, na Saúde…

DN – Saúde – Hospitais à ″beira de um ataque de nervos″ e boys nas administrações

O Relatório Primavera, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, deixa muitas criticas à primeira metade desta legislatura

Medidas de saúde pública ainda por tomar para responder a uma população que envelhece sem saúde; cobertura insuficiente de centros de saúde; setor hospitalar endividado e à beira de um ataque de nervos; cuidados continuados com pequenos desenvolvimentos menores; política do medicamento pouco compreensível e aparentemente em regressão. Este é o quadro em tons escuros pintado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde no Relatório Primavera deste ano, que é apresentado hoje em Lisboa. (…)

 

TSF – Relatório denuncia “promiscuidade” na saúde entre público e privado

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde revela que não estão identificados os médicos que trabalham no público e no privado. Inventário Nacional dos Profissionais de Saúde previsto na lei nunca foi feito.

(…)

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Serviços Mínimos na Greve dos Professores “É Outra Acha para Fogueira”

O alerta é da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera que intenção do ministério da Educação de decretar serviços mínimos na greve dos professores vai agravar o caos nas escolas.

O ministério convocou os sindicatos para uma reunião esta terça-feira para discutir a possibilidade de serviços mínimos a partir de 2 de julho.

A FNE e a FENPROF, principais sindicatos dos professores, já fizeram saber que não há acordo possível. O presidente da Associação de Diretores adivinha, por isso, mais um impasse. Filinto Lima considera que a atitude do ministério da Educação vem lançar “mais outra acha para uma fogueira, que vai chegar às escolas” e defende uma intervenção do primeiro-ministro.

“António Costa tem de tomar conta deste problema que já ultrapassou a esfera do ministério da Educação há algum tempo”, explica.

À TSF, Filinto Lima confessa que ficou surpreendido com a possibilidade de serviços mínimos levantada pelo ministério.

“Fiquei estupefacto sobretudo tendo em conta que estamos a falar de reuniões de avaliação. Estas reuniões, principalmente as do 3.º período, são um momento nobre de avaliação que exije a presença de todos os professores de cada disciplina. Aliás, na prática, se isto for para frente, não sei como se vai proceder”, confessa, “está a fazer-se o caldo às escolas pondo em risco o arranque do próximo ano letivo”.

Os professores estão a fazer greve às reuniões de avaliação desde segunda-feira. A paralisação pode prolongar-se até meados de julho. Se não houver acordo entre o ministério e os sindicatos, pode ser um colégio arbitral a decidir se há serviços mínimos.

Ao que a TSF apurou, a questão está a ser acompanha de perto pelo primeiro-ministro.

TSF – Serviços mínimos na greve dos professores ″é outra acha para fogueira″

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A Confap é a Voz dos Seus Dirigentes ou dos Seus Associados?

Se dúvidas existissem…

 

 

  • MG

    Sou professor e sou também pai, Encarregado de Educação e membro de uma associação de pais. Em qualquer momento a CONFAP auscultou a associação a que pertenço, para tomar esta ou qualquer outra posição. A CONFAP pode dizer o que entender em nome dos seus dirigentes. O que não pode é alegar que fala em nome dos pais!

    Responder

 

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Mas Quem é que Vos Disse que a Revisão Laboral é para Combater a Precariedade?

O acordo laboral assinado nesta segunda-feira pelo Governo, confederações patronais e UGT tem como objectivos “combater a precariedade, reduzir a segmentação laboral e promover um maior dinamismo da negociação colectiva”. Mas as soluções encontradas arriscam conduzir a resultados “modestos” no combate à precariedade e podem não ter os efeitos desejados na dinamização do diálogo social nas empresas. É esta a análise que fazem Luís Gonçalves da Silva, professor de direito que em 2003 participou na elaboração no Código do Trabalho; e António Monteiro Fernandes, professor universitário e presidente da comissão do livro branco das relações laborais que deu origem à revisão da lei em 2008.

No final da assinatura do acordo, o primeiro-ministro assegurou que o Governo está a cumprir o seu programa e que o acordo reforça o combate à precariedade. Sem nunca se referir às críticas, António Costa abordou um dos pontos mais contestados pela esquerda e pela CGTP – que ficou à margem do acordo, por entender que “perpetua a precariedade” -, garantindo que o alargamento do período experimental é “um incentivo forte para que as entidades patronais não tenham medo de contratar sem ser numa base de precariedade”.

Ora esta é precisamente uma das alterações que, de acordo com Gonçalves da Silva, poder ter efeitos diferentes dos pretendidos. Além das dúvidas constitucionais, o alargamento do período experimental, antecipa o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, “introduz bastante mais insegurança e propicia maiores abusos do que o recurso ao contrato de trabalho a termo, uma vez que durante esse período a cessação do contrato não precisa de fundamento”. “Parece estarmos perante uma precariedade substitutiva”, defende, considerando “um erro” mexer no regime da contratação a termo, em vez de se combater os abusos.

Um “saldo modesto”

Monteiro Fernandes tem opinião diferente e entende que as medidas têm de ser vistas em conjunto. Ao reduzir os limites da contratação a termo e ao eliminar a possibilidade de contratar a prazo para funções permanentes pessoas à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração, em troca de um período experimental mais longo, o Governo está a desbloquear a entrada destas pessoas no mercado de trabalho. O “problema”, lamenta, é que também se alarga a amplitude dos contratos de muito curta duração, que não têm de ser reduzidos a escrito, nem justificados. Conclusão do especialista: “Pelo menos do ponto de vista do combate à precariedade, o saldo da reforma parece manifestamente modesto”.

Na opinião de Monteiro Fernandes, as empresas vão explorar o contrato de muito curta duração “até ao osso”. “É um contrato utilizável em todo o tipo de actividades, para todo o tipo de funções, desde que não convenha às empresas abrir postos de trabalho permanentes”, sublinha.

Gonçalves da Silva também alerta para o aumento da utilização destes contratos, sobretudo na indústria e no comércio, sectores que até agora não os podiam usar.

Além do combate à precariedade o acordo laboral visa também incentivar a negociação colectiva. Para os dois especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, a proposta tem aspectos positivos (como o limite temporal para o trabalhador poder escolher a convenção aplicável, a ampliação dos direitos salvaguardados em caso de caducidade ou a mediação), mas não acreditam que as medidas permitam recuperar a negociação. Para Monteiro Fernandes, os efeitos são imprevisíveis, lembrando que “a caducidade das convenções foi introduzida para dinamizar a contratação, e fê-la cair a pique”.

(…)

Governo | Revisão laboral arrisca resultados modestos no combate à precariedade | PÚBLICO

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As Capelas e as Seitas

Muitos professores, por intermédio da designada Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL), conseguiram as necessárias 20.000 assinaturas para obrigar o parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço ( 9 anos e pouco). Logo veio, pressurosa, uma  estimada deputada do PCP, de seu nome Ana Mesquita, afirmar que o partido não acha que o caminho traçado pela  Iniciativa Legislativa de Cidadãos seja o mais adequado par resolver o problema.  Por outras palavras, para o PCP só contam as estruturas sindicais ( e se for a sua estrutura, ainda melhor) para resolverem os problemas dos professores. Qualquer iniciativa que parta da sociedade civil (não enfeudada a partidos, ou à margem dos sindicatos) não terá o apoio do(s) partidos(s). Neste caso é o PCP que dificulta e que, no entanto, diz “valorizar muito a luta dos professores”, mas quanto a apoio efectivo, nicles.

Assim se vê em  todo o seu esplendor  a força das “capelas” e “seitas” devidamente amestradas que não querem deixar tresmalhar os incréus por caminhos ínvios que não os caminhos salvíficos dos sindicatos… ( isto aqui que ninguém nos ouve e lê: eles-são-correias –de- transmissão- da-engrenagem-da-partidocracia).

António Cândido Miguéis, Vila Real

Opinião | Cartas ao director | PÚBLICO


Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Instruções em vídeo:

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Abertura de concursos para contratação de docentes de vários grupos de recrutamento para 2018/2019 – Moçambique

 

Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 410 (Filosofia), 600 (Artes Visuais) e 620 (Educação Física).

O prazo para a apresentação das candidaturas termina às 23:59:59 horas (hora de Moçambique) do próximo dia 20 de junho.

Leia a seguir todas as informações e procedimentos detalhados sobre estes concursos.

Nota informativa
Aviso de abertura n.º 1/2018 – Grupo de Recrutamento 410 (Filosofia)
Aviso de abertura n.º 2/2018 – Grupo de Recrutamento 600 (Artes Visuais)
Aviso de Abertura n.º 3/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)
Aviso de Abertura n.º 4/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)
Aviso de Abertura n.º 5/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)

 

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Em vídeo – Greve de Professores às Avaliações Sem Fim à Vista, Dezenas de Reuniões Canceladas

18.06.2018 13h39

Os professores começaram hoje uma nova greve às avaliações às reuniões de avaliação dos conselhos de turma, com a contagem integral do tempo de serviço congelado como “questão central”. Os sindicatos avisam o Governo que sem respostas a paralisação pode não ser só de um dia ou de uma semana, mas de um mês. Dezenas de encontros de docentes foram hoje cancelados, num protesto sem fim à vista.

 

 

Professores começaram hoje nova greve às avaliações que pode durar um mês

Os sindicatos avisaram que não estão disponíveis para aceitar a proposta de serviços mínimos que o Governo se prepara para fazer.

 

Professores estão em greve às reuniões de avaliação

O protesto pode durar até ao dia 13 de julho, com maior impacto a partir de hoje. Os docentes querem parar as reuniões de conselho de turma, o que pode atrasar o lançamento de notas.

Sindicatos e diretores das escolas avisam que esta paralisação pode não só prejudicar o fim deste ano letivo, como o arranque do próximo.

 

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Greve às Avaliações – Entrevista ao Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares – Manuel António Pereira

Os professores iniciaram esta segunda-feira (18 de junho) a greve às avaliações no dia do arranque dos exames nacionais. A paralisação, convocada por dez organizações sindicais, é realizada principalmente por causa da reivindicação pela contagem integral do tempo de serviço congelado à classe profissional.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, diz que todos os trabalhadores têm direito à greve. Ainda assim, o também diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães reconhece ao Jornal do Centro que a greve fez com que o dia-a-dia nos estabelecimentos de ensino ficasse mais complicado.

“Estamos no final do ano letivo, há exames e avaliações que já deviam estar a decorrer e que não estão a acontecer efetivamente, e isso quer dizer que todo o processo de conclusão do ano letivo está parado à espera que as reuniões possam acontecer e que o processo de luta seja interrompido”, afirma.

Manuel António Pereira assume ainda que a paralisação dos docentes pode vir a ter impacto nas candidaturas dos alunos ao ensino superior, realçando que o concurso de acesso tem prazos já definidos e advertindo que caso o processo se prolongue, estes prazos ficarão “postos em causa”.

“Para além disso, há outros problemas porque teoricamente nenhum aluno vai ser prejudicado e todos vão fazer o exame, independentemente da avaliação interna, e a avaliação externa, que representa o resultado dos exames, será publicada depois da interna. Todo este processo está parado e não há muitas saídas enquanto a situação não tiver um términus”, lamenta o diretor, que pede “bom senso” ao Ministério da Educação e o retomar das negociações entre a tutela e os sindicatos.

“Falta algum bom senso por parte do Ministério, que devia sentar-se à mesa com as entidades que estão a promover esta greve e tentar encontrar soluções que possam resolver este problema complicado”, considera Manuel António Pereira, defendendo a necessidade de se “criar pontes em vez de continuar a construir muros” entre o organismo ministerial e as escolas.

“A gente sabe, por experiência de muitos anos, que nada se faz em educação contra os docentes e portanto, temos de ter consciência disto. Os docentes não estão a pedir nada que não seja legítimo”, sintetiza o responsável pelo Agrupamento de Escolas de Cinfães e pela Associação Nacional de Dirigentes Escolares, que diz que o Ministério da Educação já não tem condições para resolver as divergências com os professores e defende a intervenção do primeiro-ministro.

Com registo áudio: Greve às avaliações agrava situação nas escolas

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Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) na Renascença

Parlamento vai debater iniciativa para contagem integral do tempo de serviço dos docentes – Renascença

18 jun, 2018 – 15:48

Um dos proponentes da iniciativa legislativa, que reuniu mais de 20 mil assinaturas em dois meses, sublinha que, assim que a proposta der entrada na AR, “os partidos vão ter a faca e o queijo na mão”.

Um grupo de professores portugueses está a preparar-se para entregar no Parlamento uma proposta que já reuniu mais de 20 mil assinaturas para a aprovação de um projeto legislativo que garanta a contagem integral do tempo de serviço dos professores que foi congelado desde 2005.

A informação foi avançada esta segunda-feira à Renascença por Luís Sottomaior Braga, professor de Viana do Castelo e um dos proponentes da iniciativa legislativa. “Houve problemas na plataforma [de petições da AR] durante quatro dias, portanto, apesar de termos reunido mais de 20 mil assinaturas como é requerido e em tempo recorde, no espaço de dois meses, vamos dar esses dias e talvez mais alguns para que os que não assinaram o possam fazer e aí vamos entregar o documento na Assembleia da República.”

Qualquer petição que reúna mais de 20 mil subscritores tem obrigatoriamente de ser debatida em plenário pelos deputados. Pelas 15h desta segunda-feira, a chamada “iniciativa legislativa para a consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória”, já contava com 20.500 assinaturas – isto apesar dos problemas logísticos e do facto de a FENPROF, um dos três sindicatos da classe, se ter manifestado contra a proposta.

Considerando que esta dará entrada no Parlamento em breve, os responsáveis pela iniciativa já contactaram todos os partidos políticos portugueses para lhes pedir audiências urgentes, explica Luís Braga.

“Até agora o Bloco de Esquerda foi o único a confirmar, mas penso que todos vão acabar por nos marcar uma audiência num horizonte de oito dias. Estamos à espera que os partidos se definam. Assim que o processo legislativo der entrada no Parlamento, os partidos vão ter, como dizemos aqui no Minho, a faca e o queijo na mão. Se quiserem resolver o problema só têm de apresentar uma proposta.”

Críticas e promessas

No texto da iniciativa legislativa lê-se que “não é aceitável que outros cidadãos, nas mesmas circunstâncias, tenham visto repostos os seus direitos temporariamente suspensos e os professores não” e que “em causa está o desrespeito de Princípios Básicos e Fundamentais de um Estado de Direito Democrático, designadamente os Princípios da Universalidade e da Igualdade”.

Para Luís Braga, a procissão, ou neste caso a luta pela restituição integral do tempo de serviço, ainda vai no adro, e não apenas por causa das prometidas greves da classe, uma delas em curso desde esta manhã. “Vamos ter este compasso de espera para a submissão da iniciativa, mas vai dar entrada no Parlamento e vai ser projeto-lei, que ninguém tenha dúvidas disso”, sublinha à Renascença.

Sobre as assinaturas reunidas, o professor de Viana do Castelo ressalta que, mesmo que tenha havido outras pessoas que não professores a assinarem a iniciativa, o número de subscritores fala por si próprio.

“Somos representativos. Sabemos que houve pessoas que não professores a assinar, mas essencialmente são professores. Imaginemos que sejam 15 mil votos de professores, isso é um sexto da classe docente, não é propriamente pouco. Para ter uma ideia, há deputados que são eleitos com 11 mil votos.”

Luís Braga ressalta ainda que aquilo que os professores estão a exigir não é descabido e que, na verdade, é um direito que já devia ter sido reposto a partir de 1 de janeiro de 2018. “Queremos o descongelamento total, a progressão total já. Não podemos aceitar um faseamento que está a ser interpretado como uma concessão do Governo quando, na verdade, é uma concessão dos professores.” Isto porque, adianta, em 2017, “no Orçamento do Estado para este ano, foi reconhecido o direito à reposição”.

Referindo a notícia desta segunda-feira no jornal “Público”, na qual é referido que o PCP “tirou o tapete a 20 mil professores no Parlamento”, o proponente da iniciativa lamenta a postura dos comunistas “antes de realmente conhecerem o teor da proposta”. Mas também neste ponto está otimista. “Depois de falarem connosco acho que vão mudar de ideias.”


Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Instruções em vídeo:

 

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Professores de Escola de Gaia Ainda Não Realizaram Uma Única Reunião de Avaliação

18.06.2018 13h43

Os professores começaram hoje uma nova greve às avaliações e avisam que o protesto pode durar um mês. No Grande Porto, os docentes aderiram à paralisação. Numa das escolas de Gaia, onde a SIC esteve esta manhã, não se realizou uma única reunião.

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Pensamentos de Final de Dia

  • Façam greve, mesmo se percebem que andam a ser usados todos os truques para darem a entender que será em vão.

  • Peçam para passar a escrito todas as “ordens” ou “recomendações” orais que vos sejam feitas e que atentem contra os vossos direitos. Usar o CPA, artigos 13º, 82º e 102º a 104º.

  • Informem-se, não desanimem e não se deixem levar por bocas de quem apenas quer ajudar a confundir e dividir.

  • Continuem a assinar a ILC até ela ter bem mais de 20.000 assinaturas e obrigar as cúpulas partidárias a pensar bem até que ponto estão dispostas a ir no seu vira-casaquismo.

Aqui:

Pensamentos de Final de Dia | O Meu Quintal

 

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Luís Braga da Iniciativa Legislativa de Cidadãos em directo na Póvoa de Varzim -18/06/2018

Grupo de professores quer que contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez

Há uma iniciativa independente de professores que exige que a contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez, em janeiro de 2019. O grupo de cidadãos não se revê na posição nem dos sindicatos nem do Governo e por isso redigiu um projeto lei que vai ser discutido no Parlamento.

 

Não abram a pestana que não é preciso:

(…) E é mesmo melhor o pessoal ir continuando a subscrever a ILC pois cada vez se irão descobrindo mais coisas sobre estes “compromissos” que de nada valem, apesar de nos terem andado seis meses a dizer que sim e que a “ferramenta certa” é esta. (…)

Aqui: Uóte? | O Meu Quintal

 

PS:

Vejam bem a negociata que anda a ser cozinhada pelos mesmos do costume e quanto perdemos se aceitarmos uma recuperação faseada ou parcial (destas continhas não fala o Mário Nogueira):

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/Tabela-base-para-comparação-de-perdas-1.pdf”]

 

Continuem a divulgar a ILC!

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

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Já Tinha Pensado Nisso

…e o Mário Silva diz tudo aqui.

 

o putativo acordo que possa aparecer da negociação, será diluído e esvaziado por causa das vagas ao 5º e 7º escalões, o verdadeiro obstáculo à progressão da maioria, e que  não se vislumbra ser eliminado…

 

Mesmo que seja recuperado os 9 anos 4 meses e 2 dias, quem se encontra abaixo do 4.º e do 6.º escalão iria ficar a marcar passo nesses escalões por ausência de vaga que é definida por portaria do ME.

O limite de Muito bom e de Excelente para acesso a esses escalões só iria servir para engrossar as listas de docentes à espera de vaga para progredir.

 

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Joana Mortágua desmonta os falsos mitos sobre os professores

 

Do Facebook…

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Remarcação do absurdo… reuniões ao serão…

 

Já não é o primeiro relato que nos chega de remarcações de reuniões de avaliação para horários como 21 horas ou 21:30 horas.

Será que os senhores diretores têm conhecimento que a partir das 22 horas é considerado trabalho noturno e o trabalhador tem direito a ser pago por isso?

De acordo com o art. 266º, nº 1, do Código de Trabalho, o trabalho noturno é pago com acréscimo de 25% relativamente à remuneração do trabalho prestado durante o dia.

 

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Promulgado, com reparos, o diploma que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário

 

Presidente da República promulga, com reparos, o diploma que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário
Não é bom sinal que cada Governo traga consigo uma reforma curricular – e esta já é a sétima – como não é que essas reformas surjam sem avaliações prévias dos regimes alterados e sejam vagas quanto aos recursos necessários para a sua execução, como sublinha o parecer negativo do Conselho das Escolas.
No entanto, atendendo ao contexto internacional, à coerência com o Programa do Governo, a muitos dos princípios consignados – como os da autonomia e da flexibilidade, da valorização do papel dos alunos e da atenção, que se espera transversal, à Cidadania e ao Desenvolvimento – e ao parecer favorável do Conselho Nacional de Educação, o Presidente da República decidiu promulgar o Decreto-Lei que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens.

A partir de agora o ME pode lavar as mãos dos problemas da escola ao abrigo da autonomia e o facilitismo pode passar encoberto pela flexibilização…

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Do Desespero… serviços mínimos?

 

Não encontro enquadramento, para que as reuniões de avaliação se encontrem abrangidas pela lei alterada pelo anterior governo, mas já vale tudo…

 

Pedidos serviços mínimos na greve às avaliações

A seguir acaba-se com o direito à greve… está tudo bem!

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ILC, Greve, Governo, Partidos, Sondagens, Essas Coisas Todas

A análise simplesmente soberba tirada a régua e esquadro.

Escrito pelo melhor Cronista do Reino que virou uma República das Bananas:

Os últimos dias foram especialmente esclarecedores acerca de algumas estratégias políticas destinadas a preparar o OE para 2019 e a campanha eleitoral, Assim como para se perceber os caminhos da luta dos professores para recuperar (sem retroactivos, senhor PM e jornalistas que deixam outros escapar com essa conversa) o tempo de serviço que efectivamente prestaram.

(…)

Continua aqui:

ILC, Greve, Governo, Partidos, Sondagens, Essas Coisas Todas | O Meu Quintal

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A Instabilidade nas escolas, provocada pelo governo…

No debate de sexta-feira, sobre a “organização do próximo ano letivo, carreira e concursos dos docentes”, Margarida Mano afirmou que o clima de instabilidade que se vive na educação resulta do comportamento de um “governo dissimulado nos fins, incompetente na ação e deliberadamente ambíguo nas palavras”

 

 

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Opinião / Paulo Guinote – A Educação Lava Mais Branco

Opinião | A Educação lava mais branco | PÚBLICO

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PCP diz não à ILC

O PCP a defender a iniciativa dos seus sindicatos (até agora foi verbo de encher) e a não acomodar a vontade do povo. Será que estão a pensar apresentar uma proposta? Ou se vão limitar a depositar confiança  em negociações com intransigentes?

Isto leva-me a crer que, dentro do PCP, se acredita que mantendo os trabalhadores insatisfeitos se legitima a existência do partido tal como é.

 

PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no Parlamento

Os comunistas defendem que já existem instrumentos legislativos para a contagem do tempo de serviço e que tudo deve ser tratado em negociações com os sindicatos.

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ILC – O Mário Ressabiado Foi Fazer Queixinhas ao Avô Jerónimo

O povo é quem mais ordena?

 

PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no Parlamento | PÚBLICO

Os comunistas defendem que já existem instrumentos legislativos para a contagem do tempo de serviço e que tudo deve ser tratado em negociações com os sindicatos.

O PCP ainda vai analisar a iniciativa do grupo de professores que alcançou as 20 mil assinaturas necessárias para obrigar o Parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço, mas para já não lhe parece a melhor opção para obrigar o Governo a contar os nove anos de carreira que os docentes reclamam. A discussão desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL) pode ser atirada para a próxima sessão legislativa tendo em conta o apertar do calendário parlamentar, mas o facto de o PCP não a acompanhar é um golpe às intenções daqueles professores.

“Vamos analisar formalmente. Não acompanhamos, mas valorizamos muito a luta dos professores. É normal que se sintam injustiçados, mas a ferramenta que é proposta eventualmente não é a mais adequada”, explica a deputada Ana Mesquita ao PÚBLICO, deixando em aberto o que será a decisão formal do partido em termos de votação da proposta na Assembleia da República.

Para o PCP, em causa estão vários factores, desde logo o facto de esta iniciativa, que reuniu as 20 mil pessoas necessárias, ser uma proposta à margem das negociações com os sindicatos e, lembra a deputada, até por uma questão formal, já que as alterações ao Estatuto da Carreira Docente têm de ser negociadas pelas estruturas sindicais e pelo Governo.

Além desta questão, para os comunistas já existem as “ferramentas” legislativas necessárias para que o Governo aplique a totalidade da contagem do tempo de serviço e não é, por isso, necessária uma nova proposta. “Existe o Estatuto da Carreira Docente e a Lei do Orçamento do Estado. Existe ainda uma resolução da Assembleia da República que clarifica o sentido do que está explanado no OE e uma declaração de compromisso com os sindicatos”, começa por dizer a deputada. “Pelo que, ao nível legal, já existem as ferramentas necessárias para essa contagem. Não nos parece que seja este o caminho adequado para resolver o problema colocado, porque se o Governo entender que não quer cumprir o Orçamento do Estado, também não há-de cumprir qualquer outra lei” com menos valor.

Além da forma, para os comunistas conta também o conteúdo da ILC que o grupo de professores apresentou. A deputada ainda quer consultar o texto final da iniciativa, mas, do que viu, teme que haja contradições que possam prejudicar os professores. Pela iniciativa “geram-se contradições e alterações no Estatuto da Carreira Docente que até podem ser prejudiciais. Tem de ser um processo cauteloso, avaliado com todo o cuidado”, refere.

Os professores reclamam a contagem imediata de nove anos e quatro meses de serviço e rejeitam que o processo se faça faseadamente ao longo dos próximos anos e é isso que explanam na proposta que vai dar entrada no Parlamento.

 

PS:

Vejam bem a negociata que anda a ser cozinhada pelos mesmos do costume e quanto perdemos se aceitarmos uma recuperação faseada ou parcial (destas continhas não fala o Mário Nogueira):

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/Tabela-base-para-comparação-de-perdas.pdf”]

 

E logo pela manhã na RTP em vídeo:

Ouvido pela RTP, o secretário-geral da Fenprof sublinhou que este “é o último momento em que é possível, antes do período de férias”, pressionar o Executivo a cumprir “aquilo com que se comprometeu em novembro passado”.

E do roubo que andam a negociar não falam?

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Interessante A Coligação Pró-Sindical Replicar a da Anti-Eutanásia

Por aqui nO Meu Quintal.

 

PS:

A Fenprof só acordou agora?

Ou gostam de fazer dos outros parvos?

Primeiro Passo?

 

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Parecer Jurídico Sobre A Nota Informativa da DGEstE

Este é mais um parecer jurídico que vem dizer que a nota informativa da DGEstE não tem fundamento legal.

 

Chamo a especial atenção para o seguinte paragrafo.

 

Assim, salvo melhor opinião por entendimento diverso, a proceder o procedimento constante do ponto 3 da Nota Informativa em apreço, realizada a reunião do conselho de turma, à terceira convocatória e com o número de membros que estivessem presentes, com a recolha antecipada pelo Diretores de Turma dos elementos referentes à avaliação dos alunos de todos os professores ausentes, no caso, ao abrigo do direito de greve, estaríamos perante um ato administrativo ferido de ilegalidade.

 

Fica de seguida todo o parecer.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/parecer-juridico-nota-informativa-dgeste.pdf”]

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A verdade escondida.

 

Primeiros raios de sol; levanto-me – as malditas dores de costas, fruto do acidente em serviço que tive há 18 anos, mais uma vez não me deixam dormir mais. Ouço-a, denunciando a evidência de que também acordou. Não passa uma hora para também ela estar a pé. Não usamos despertador há imensos anos. Acordamos sempre mais cedo do que devíamos. Se devido à ansiedade, às preocupações, à idade, não sei…

Aproveitamos o tempo para alinhavar qualquer coisa para o longo dia de trabalho nas escolas que se avizinha (casa de professores é assim). 7h55 hora de sair de casa, mas (como sempre) alguma coisa me atrasa mais uns minutos e lá vou eu apressado, um beijo o desejo mútuo de um bom dia (na nossa profissão, bem que precisamos) e sinto a sua preocupação nas últimas palavras que me diz antes de o elevador partir “Vai devagar e cuidado na estrada. Não te esqueças que nos tens aqui” (ela, os pequeninos (os gatinhos) e a filhota). Ela sabe tão bem como eu que esta é das poucas profissões em que andamos sempre a ser cronometrados ao minuto, senão temos falta.

Ao longo da viagem escuto no rádio a notícia da greve dos professores, mal comunicada com informação incompleta, incorreta e pejorativa. Dou por mim a falar sozinho a dizer impropérios.
O dia de escola é longo e começa assim que estaciono o carro, quando sou «abalroado» por uma encarregada de educação cujo olhar angustiado pela necessidade de falar comigo quase me faz faltar à aula. Só pude dar-lhe dois dedos de conversa, pois os alunos estão à minha espera.
No intervalo do meio da manhã não consegui comer nem ir à casa de banho. Não houve tempo, aquela mãe ainda me aguardava. O assunto importante que consumia aquele ser, um caso que parecia ainda mais importante do que a cimeira sobre a paz nuclear, nada mais era do que um pequeno desentendimento entre alunas, algo infantil, só estranho por ser atípico para alunas de 12 anos (mais uma evidência de que os alunos estão cada vez mais imaturos e superprotegidos pelos pais-helicóptero que não os deixam crescer, ser autónomos e responsáveis).

Intervalo seguinte – sou chamado a resolver um problema “grave” de agressões entre alunos da minha direção de turma (nada de invulgar nos tempos que correm em que o respeito não abunda, a começar pelo mau exemplo que passa nas televisões com energúmenos a quem é dado tempo de antena para proferir insultos; os miúdos, esses são vítimas, pois só replicam aquilo a que assistem). Uma colega tinha e falar comigo sobre um incidente na aula com a minha direção de turma, mas não havia tempo. O dia é longo, mas o tempo nunca chega para tudo.
E a ida à casa de banho teve de permanecer no topo da agenda dos assuntos a resolver, pois a prioridade era apressar-me até aos alunos que já me esperavam à porta da sala.

Um dos alunos mais incumpridores, do alto da sua autoridade, dispara à queima-roupa: “O professor está atrasado, também deveria levar falta!”
Entrámos e lá tive de explicar à turma que se por algum motivo algum professor chega uns minutos atrasado, é por estar a tratar de assuntos escolares, não está no recreio a brincar (como se não o soubessem). Tive de acrescentar que se o critério fosse o mesmo, todos os dias havia alunos com falta por motivo de atraso.
Minutos depois entra um aluno na sala e vai sentar-se. Pergunto-lhe se é assim que se entra numa sala. Responde-me – “Hã?!”. Questiono-o se é esse o modo de se responder a um professor e a turma diz-lhe “É, diga senhor professor, ou stor”. Peço-lhe que volte a sair e que entre como deve ser, batendo à porta, pedindo permissão para entrar, cumprimentando os presentes e justificando o motivo do seu atraso. Tantas vezes que já repetimos isto, mas é-lhes difícil fazê-lo.
Minutos depois, pergunta-me se pode ir à casa de banho. Logo outros pedem-me o mesmo. Relembro-os que não é permitido durante o período de aula. Alunos na pré-adolescência parecem comportar-se como criancinhas do 1º ano.

Ao longo da aula as interrupções são constantes por falta de respeito mútuo entre os alunos e de dificuldade no cumprimento de regras tão básicas como pedir a palavra levantando o dedo ou não interrompendo colegas ou o professor quando estão a falar. Lá está, se a educação viesse de onde deveria vir – de casa – poupava-se muito tempo durante as aulas com estas constantes interrupções e chamadas de atenção.

No fim da aula saio aflito para ir à casa de banho e sou travado por um assistente operacional que me diz ter uma encarregada de educação ao telefone. Tem impreterivelmente de falar comigo ainda hoje. Como tenho reunião ao fim do dia, vou atendê-la, pois diz não poder faltar ao trabalho com receio de perder o emprego. Então, finalmente, lá consigo chegar à casa de banho.
Almoço junto com o “clube da marmita” e dizemos que ninguém fala de trabalho, mas torna-se impossível, pois daí a pouco ninguém fala de outra coisa a não ser dos problemas dos alunos, dos pais…

Fim da tarde, reunião geral.
No fim, exausto, ia disparado a caminho do carro para me ir embora quando sou interpelado por aquela mãe que havia combinado reunir comigo (já nem me lembrava dela!).
Pouco depois do dever cumprido, chegado ao carro, agradeço a mim mesmo a minha bendita paranoia de deixá-lo sempre direcionado para a estrada e com as rodas já viradas em direção ao meu caminho de regresso para não perder tempo.

A anoitecer cheguei a casa. No estacionamento não estava o carro dela (para quem trabalha longe e sem alternativas de transportes públicos, ter viatura própria é uma necessidade para poder trabalhar; neste caso, duas, com despesas a dobrar). Abri a porta e só os 2 gatinhos me esperavam. Instantes depois chega a esposa com um ar cansado e apressado. Notei logo que, se o meu dia não fora fácil, o dela não devia ter sido melhor. Decidimos fazer um batido de fruta para irmos bebendo enquanto se despachava o trabalho que trouxemos para casa. Entretanto, como é comum em casa de professores, o tema da conversa invariavelmente recaiu sobre a escola, as dúvidas e os problemas dos alunos que, sem darmos por isso, acabámos por levar connosco para casa, como se fosse aquele cheiro de tabaco que não nos larga denunciando que estivemos perto de um fumador.
O atraso dela deveu-se à reunião que tivera na escola e da qual me havia esquecido completamente. Desabafou o caso do dia na escola – fora preciso chamar as autoridades, porque um familiar de um aluno estivera na escola a ameaçar os professores. Costumo ser eu (de longe) o mais falador e na minha escola tinha havido vários incidentes, mas estranhamente mantive-me calado para não a stressar mais porque, tenso como eu estava, certamente não ia ajudar em nada.

Sem nos darmos conta, estamos os dois em frente ao computador a terminar papelada. Os gatinhos miam-nos estranhando o nosso olhar hipnótico na direção daqueles retângulos luminosos. Desvio por um segundo os olhos para a Yuki que me observa com um olhar tristonho e quando volto a olhar para o ecrã tenho uma bola de pelo ronronante a esfregar-se no meu rosto – o Mochi queria festinhas (anos antes, mesmo sem querer, do mesmo modo acabámos por sacrificar um pouco do tempo de qualidade com a nossa filha para estar a tratar de assuntos relativos aos filhos dos outros. Ah, se o tempo pudesse voltar para trás…!).
No ecrã estavam múltiplas janelas abertas e um sfgkljwinnnnnnn no documento… o teclado estava ali para ser pisado… pelo gatinho. “Que se lixe a escola!” foi o grito mudo de rebelião momentânea que nos levou a ir brincar pouco com eles, porque o trabalho escolar parece que nunca acaba.

Hoje estava previsto falarmos pelo Skype com a nossa filha (já adulta), mas já se fazia tarde. No fim de semana não fomos vê-la porque estivemos a corrigir testes e trabalhos, no próximo também não vai dar, porque ambos temos de preparar a interminável papelada das nossas direções de turma e no fim de semana seguinte é a filha que está de serviço. Amanhã falamos com ela, tem de ser… e depois combinamos ir vê-la antes do fim do mês… esperamos nós. São sempre as obrigações da escola a prejudicar a nossa vida. A burocracia esmaga-nos, o trabalho tem de ser feito, e ninguém se interessa como nem sacrificando o quê. É revoltante!
Ainda havia uns detalhes para terminar, mas ficam para o dia seguinte ao amanhecer.

Fomos para a cama e, como sempre, não fomos logo dormir, porque recusamo-nos a admitir sermos escravos do trabalho (como se muitas vezes assim não acabasse por ser). Ligámos o televisor. Estava a dar o noticiário das 23h onde se noticiava a greve dos professores com informação incompleta e errada sobre aquilo que nos mobiliza. A nós tudo nos é exigido e apontado, mas àqueles jornalistas tudo é permitido, desde dizer asneiras a desinformar sem cumprirem a sua função com competência. Desabafámos – “É uma vergonhosa campanha para nos deixar malvistos perante a opinião pública! E fartamo-nos nós de trabalhar para isto…!”
Tentei reconfortá-la aludindo que na minha escola está uma colega com quase a mesma idade que nós, a viver num quarto alugado como se de uma estudante se tratasse, a 200km do marido e dos 2 filhos que deixou para trás, ganhando apenas para pagar as suas despesas. Ambos fizemos de conta que isso nos serviria de consolo, não por ficarmos felizes com a desgraça alheia, mas porque nos estávamos a queixar e havia quem estivesse pior. Engolimos em silêncio o ultraje que esta justificação representava para a nossa dignidade, pois com meio século de idade, ambos professores do quadro de escola, um de nós estar com horário-zero e o outro a trabalhar a 42km de casa com um futuro incerto, era desmotivante.

Depois só me lembro de acordar e me levantar para desligar a televisão. Ela despertou e disse-me para esperar. Estava a passar um debate sobre os professores. Ficámos estupefactos (ou talvez não, por já não ser novidade) pois não havia ali nenhum professor com o direito ao contraditório no painel de comentadores que se revezavam como uma matilha de cães raivosos atacando uma presa indefesa, alternando com insultos e mentiras sobre os docentes – que trabalhavam pouco, tinham muitos privilégios e progrediam na carreira muito mais depressa do que outros trabalhadores. Com 25 anos de carreira, há 13 anos no 3º escalão, a receber menos 10% de vencimento do que nessa altura e somos obrigados a ouvir aquelas barbaridades a invadir-nos a casa?! Então o que sentirão aqueles colegas que com uma idade semelhante ainda são contratados e andam com a casa às costas? Que povo ingrato o nosso!
Desligámos e tentámos dormir. Havia que levantar cedo para um novo dia. Os gatinhos saltaram para a cama e aconchegaram-se a nós e, por momentos, esquecemo-nos que a vida não é nem deve ser só escola.

Antes de adormecer ainda pensei para comigo que nem tudo era mau. Ainda vai havendo o apreço de alunos que gostariam que continuássemos a ser seus professores, uma palavra de consideração de pais que reconhecem o enorme trabalho que fazemos na escola a ajudar e apoiar os seus filhos naquilo que podemos, ou colegas e direções que nos dão aquela palmada nas costas pelo trabalho que realizamos.
Mas já não sou capaz de dizer que gosto da minha profissão como há uns anos atrás. É-me impossível ser politicamente correto e mentir, porque há dias em ser professor se torna extenuante, penoso e invasivo do bem-estar da nossa vida familiar. Os alunos estão muito mais difíceis, indisciplinados e muitos mal-educados, abundam pais ingratos e por vezes até ameaçadores e violentos e a tutela trata-nos abaixo de cão com um ódio visceral.
Mas não me iludo, pois sei que, com mais ou menos trabalho, uns dias melhores, outros piores, É MAIS OU MENOS ASSIM A VIDA DE QUALQUER PROFESSOR… A QUAL NÃO É NOTÍCIA, não abre telejornais nem gera nenhum debate na sociedade, a não ser que sirva de pretexto para falar mal.

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Já Agora, Não Posso Evitar Um Agradecimento Especial…

Verdade se diga não foram precisos para absolutamente nada!

E não podem dizer que não receberam correio electrónico com a divulgação da ILC …

Já Agora, Não Posso Evitar Um Agradecimento Especial… | O Meu Quintal

Esta é dedicada aos veteranos de 2008 e à Educação do meu Umbigo (nessa altura o Tiago ainda andava de fraldas):

PS:

Ao Ministro da Educação aconselhava a leitura das seguintes obras como trabalho de casa:

Porto Editora
Edição:04-2009

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