Muitos professores, por intermédio da designada Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL), conseguiram as necessárias 20.000 assinaturas para obrigar o parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço ( 9 anos e pouco). Logo veio, pressurosa, uma estimada deputada do PCP, de seu nome Ana Mesquita, afirmar que o partido não acha que o caminho traçado pela Iniciativa Legislativa de Cidadãos seja o mais adequado par resolver o problema. Por outras palavras, para o PCP só contam as estruturas sindicais ( e se for a sua estrutura, ainda melhor) para resolverem os problemas dos professores. Qualquer iniciativa que parta da sociedade civil (não enfeudada a partidos, ou à margem dos sindicatos) não terá o apoio do(s) partidos(s). Neste caso é o PCP que dificulta e que, no entanto, diz “valorizar muito a luta dos professores”, mas quanto a apoio efectivo, nicles.
Assim se vê em todo o seu esplendor a força das “capelas” e “seitas” devidamente amestradas que não querem deixar tresmalhar os incréus por caminhos ínvios que não os caminhos salvíficos dos sindicatos… ( isto aqui que ninguém nos ouve e lê: eles-são-correias –de- transmissão- da-engrenagem-da-partidocracia).
António Cândido Miguéis, Vila Real
Opinião | Cartas ao director | PÚBLICO
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Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória
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