25 de Junho de 2018 archive

O Próximo Ataque do ME à Reputação dos Docentes

Opiniões – Mário Silva | O Meu Quintal

PS:

Uma prova de Matemática com dois programas: ansiedade aumenta

Neste ano a prova mais temida do secundário é ainda mais complexa: tem dois programas distintos num só enunciado e nem alunos nem professores sabem com o que contar.

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Alunos foram “prejudicados” pelo tipo de exame proposto para Matemática A, dizem professores

Sociedade Portuguesa de Matemática diz que foi posta em prática “uma receita para o desastre”.

Os alunos do 12.º ano que realizaram nesta segunda-feira o exame de Matemática A foram “prejudicados” pelo tipo de prova que lhes foi proposta, alertam a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Matemática (APM) que, contudo, apresentam motivos distintos para sustentar esta conclusão em comum.

“Ficou reunida a receita para o desastre”, diz o presidente da SPM, Jorge Buescu. E isto aconteceu porque o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), que elabora os exames, “mudou completamente a estrutura do exame sem que antes tenha elaborado uma prova-tipo, o que sempre recusou, ou promovido a realização e testes intermédios”, explicita Buescu.

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Reportagem

“O exame do ano passado era um rebuçado. O deste ano? Sopa”

Alunos consideram prova de Matemática A do 12º ano longa e difícil. Divisão em dois cadernos complicou a vida.

 

Hélder, 17 anos, está com cara de poucos amigos enquanto revê o enunciado do exame nacional de Matemática A. Fazemos-lhe uma pergunta para início de conversa: “O exame correu bem?” A resposta é seca: “Não!” À porta da Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães, num grupo onde estão mais seis estudantes, a análise é unânime: a prova era longa e difícil. Outros colegas que saem do edifício nos minutos seguintes reforçam essa opinião.

Ao longo da conversa, Hélder é mais ilustrativo: “O exame do ano passado era um rebuçado. O deste ano? Sopa!”

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Sociedade de Matemática diz que exame põe em causa igualdade no acesso ao superior

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A SPM referiu que faltou ao longo do ano informação intermédia sobre o modelo de prova a aplicar, criticando o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo responsável pela elaboração e aplicação das provas e exames, que, defende a SPM, “se limitou a fornecer uma Informação Prova com contornos menos claros e que agora se verifica ter pouca correspondência com o exame”.

“Como consequência desta inédita falta de informação, os alunos — tanto do novo programa como do antigo — foram hoje confrontados com uma prova que não traduz fielmente o trabalho realizado durante os três anos do ensino secundário. A tentativa de subordinar o enunciado a dois referenciais de avaliação distintos acabou por gerar itens desequilibrados, confusos e por vezes contraproducentes do ponto de vista pedagógico”, lê-se no comunicado.

A SPM dá o exemplo de um exercício da prova, no qual se pedia “textualmente aos alunos” para “não justificar a validade do resultado obtido na calculadora”, o que a SPM defende ser a “antítese do método científico e da boa utilização da tecnologia, que deve ser sempre acompanhada de espírito crítico”.

Aponta ainda outro exercício, ao qual “os alunos do antigo programa poderiam responder a qualquer uma das alternativas apresentadas, ao passo que o novo programa apenas contempla uma delas”.

“Em termos de substância, a prova é extensa e trabalhosa, gerando-se assim uma maior complexidade relativamente a edições anteriores. Por outro lado, a vertente calculatória do tema de funções, muito trabalhada por todos os alunos, é abordada de forma extremamente superficial”, defende a SPM.

Aqui: Sociedade de Matemática diz que exame põe em causa igualdade no acesso ao superior – Observador

 

 

 

Exame de Português do 9.º ano também teve “novidades” em relação a provas anteriores

 

Em ano de novidades nas provas de Português, a associação de professores da disciplina alertou que, no caso do 12.º ano, poderão “vir a ter reflexos nos resultados”.

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As novidades do 12.º ano

No seu parecer sobre o exame de Português do 12.º ano, realizado por 74.354 alunos, a APP alertou que as novidades introduzidas poderão “vir a ter reflexos nos resultados”. E destaca duas. No item 7 do Grupo I (parte C) pede-se que os alunos “escrevam uma breve exposição [não há indicação de quantas palavras] na qual distinga o herói em Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, do herói em Mensagem, de Fernando Pessoa”, mas a cotação atribuída (16 pontos) é igual às da maioria das questões do mesmo grupo quando se limitam a exigir respostas restritas.

Por outro lado, o grupo III, onde se pede aos estudantes que escrevam um texto “sobre o poder das palavras nas relações humanas”, é cotado “com apenas 40 pontos (nas provas dos anos anteriores, este grupo tem sido contado com 50 pontos), o que perturba as expectativas de professores e alunos”, frisa a APP.

Logo no dia do exame, a 19 de Junho, os alunos ouvidos pelo PÚBLICO deram conta das mudanças registadas, tendo-se mostrado surpreendido com elas. Em resposta, o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), o organismo público responsável pela elaboração e classificação dos exames, garantiu que não houve alterações estruturais, apenas ajustamentos. Estes “resultam da análise de resultados de anos anteriores e visam melhorar a validade da prova e das classificações”, explicou então o presidente do instituto, Hélder Sousa.

Exames nacionais 2018 | Exame de Português do 9.º ano também teve “novidades” em relação a provas anteriores | PÚBLICO

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Comunicados – Conjunto de esclarecimentos do Ministério da Educação

 

Conjunto de esclarecimentos do Ministério da Educação

1. Sobre as classificações dos alunos
Na sequência de várias interpretações erradas que têm sido feitas sobre a admissão condicional dos alunos a exame, o Ministério da Educação esclarece que a fórmula de cálculo das notas dos alunos, tanto para efeitos de conclusão do ensino secundário, quanto para efeitos de acesso ao ensino superior não sofre qualquer alteração pelo facto de os alunos serem admitidos condicionalmente.
2. Sobre o calendário de acesso ao ensino superior
O pedido de serviços mínimos visa o cumprimento do calendário de acesso ao ensino superior e a garantia de que todos os alunos que o pretendam se podem candidatar à continuação de estudos.

3. Sobre as matrículas
As escolas receberam instruções para iniciar o processo de matrículas e constituição de turmas com base no número de turmas previstas em rede.
4. Sobre o impacto da greve
Face aos dados disponibilizados pelas escolas até ao momento, a taxa de adesão à greve nesta última semana, nos anos sem exame, é inferior a 10%, afetando cerca de 90% dos alunos, que estão por avaliar, o que demonstra que esta é uma greve cujas consequências para os restantes professores e sobretudo para os alunos são manifestamente desproporcionadas face à adesão verificada.

 

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OPINIÃO – A justa luta dos professores – Mario Nogueira

A justa luta dos professores

A luta dos professores não se esgota na recuperação do tempo de serviço. Os professores lutam pelo necessário reconhecimento, para carreira, de nove anos, quatro meses e dois dias que cumpriram, trabalhando com os alunos, nas escolas, para o futuro do país, mas também lutam: por uma aposentação adequada e que permita rejuvenescer uma profissão que atingiu um nível de envelhecimento preocupante; por horários de trabalho que respeitem a lei, quanto à organização e à duração; por estabilidade de emprego e profissional, fator decisivo para a estabilidade emocional e pessoal, com óbvias implicações na qualidade do desempenho e na organização das escolas; lutam por concursos justos e transparentes; por uma gestão escolar que os envolva na decisão e não os trate como meros subalternos, “desprofissionalizados”, que aplicam decisões superiores, tantas vezes ditadas por interesses alheios ao direito dos jovens a um ensino de qualidade. Lutam, ainda, contra o caminho da municipalização que, pela calada, anda a ser desenhado.

São muitos os motivos que levam os professores a esta luta histórica, que impediu a realização de mais de 15.000 conselhos de turma (96%) previstos para a semana que passou. Uma luta em que se envolvem convictos da sua razão e com a determinação e o entusiasmo com que abraçam a profissão e se entregam aos seus alunos.

De entre os motivos que tornaram necessária a greve em curso, tem sido destacada a recuperação do tempo de serviço. Para além de ser justa, corresponde a um compromisso do Governo que, mais de meio ano depois de o firmar, não quer cumprir, desrespeitando a promessa e, agora, a Lei do Orçamento do Estado (OE) e a Assembleia da República que, sem votos contra e com os votos favoráveis de quem aprovou o OE, recomendou que todo o tempo de serviço é para contar, remetendo para negociação, apenas, o prazo e o modo.

Tentando fugir ao compromisso, os governantes reinterpretam o texto assinado em novembro. Só que o texto vale pelo que está escrito e não por reinterpretações feitas ao jeito de quem quer fugir à responsabilidade.

Na alínea a) do seu ponto 5, a declaração de compromisso identifica, na base negocial para a construção do modelo de recomposição da carreira, “três variáveis fundamentais”: o tempo, o modo e o calendário [prazo]. Na alínea seguinte, explicita o objeto da negociação a fazer: “negociar, nos termos da alínea anterior o modelo concreto da recomposição da carreira que permita recuperar o tempo de serviço”.

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Comunicado DIPROF – Por uma avalição digna e equitativa dos alunos

 

Download do documento (PDF, 294KB)

 

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