Junho 2018 archive

Quando tudo corre mal… – Paulo Serra

Algo correu mal naquele dia…

 

 

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Em Vídeo – Cerca de 8 mil conselhos de turma adiados desde o início da semana

Quase 40 mil alunos já realizaram exames nacionais sem saberem as notas internas, devido à greve às avaliações. O protesto continua a fazer-se sentir em todo o país, com cerca de 8 mil conselhos de turma adiados desde o início da semana.

 

 

A Fenprof avança que há várias escolas com adesão de 100% à greve dos professores às avaliações, no Porto. João Dupont, do Sindicato dos Professores do Norte, explica que em várias escolas na região não se realizaram nenhumas reuniões de conselhos de turma antes dos exames.

 

 

A Federação Nacional dos Professores considera inadmissível que o Ministério da Educação tenha decidido que para os alunos com nota interna negativa, a nota do exame valerá 100 por cento para efeitos de conclusão da disciplina e acesso ao ensino superior. O sindicalista João Dupont disse hoje à SIC que esta decisão esvazia e desvaloriza o trabalho realizado por alunos e professores ao longo do ano.

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“A Força da Greve Está a Ser Proporcional à Indignação dos Professores”

Mais de 90% dos professores estão a aderir à greve às avaliações que durará pelo menos até ao final deste mês. Se os conselhos de turma não se reúnem, não há entrega de notas e as pautas permanecem em branco. Vinte e três por cento dos alunos do Secundário estão a fazer exames nacionais sem saberem as notas internas. No centro da contestação está a contagem do tempo de serviço congelado aos docentes.

A greve dos professores às avaliações continua e a época de exames nacionais prossegue sem alterações. Há reuniões de conselhos de turma que não acontecem, entregas de notas desmarcadas, pautas por preencher. E mais de 35 mil alunos do Ensino Secundário fizeram exames nacionais sem terem conhecimento das notas da escola. Os 10 sindicatos que convocaram a greve revelam uma adesão superior a 90% e não desistem da contagem integral do tempo congelado aos docentes, ou seja, nove anos, quatro meses e dois dias.

Joana Mortágua, deputada do BE, dá a cara num vídeo em que aborda “os três principais mitos que circulam sobre a carreira dos docentes”. Um pequeno filme com três minutos e 27 segundos para desmontar algumas ideias que circulam neste momento em particular. Uma altura de greve em que também se apontam os dedos à postura de quem ensina. “Se discriminar os professores é mau, acusá-los de privilégios inexistentes é ainda pior. O país deve respeitar os anos que cada professor e professora deu à escola pública. Também na Educação, não há paixão sem respeito”, afirma no final do vídeo.

Primeiro mito: Os professores progridem automaticamente na carreira. A deputada lembra que só a partir de 1986 é que os docentes “passaram a estar equiparados aos restantes licenciados da função pública”. A carreira docente tem 10 escalões e, da base ao topo, os salários vão desde os 1.025 aos 1.990 euros líquidos. “A carreira docente valoriza a experiência, mas a progressão não é automática”, adianta a bloquista. Para progredir, é preciso a classificação mínima de “Bom” na avaliação de desempenho, formação contínua certificada, do 2.º para o 3.º e do 4.º para o 5.º escalões é necessária uma avaliação externa assente em aulas assistidas, e no acesso aos 5.º e 7.º escalões as vagas são limitadas pelo Governo.

“Se a progressão fosse automática, como dizem, um professor demoraria 34 anos para chegar ao topo da carreira. Mas com as perdas de serviço, um professor pode demorar 48 anos a atingir os escalões. Ou seja, muitos professores nunca atingem”. A contagem do tempo de trabalho foi congelada devido às rígidas regras orçamentais por causa da crise financeira que o país atravessou. E assim esteve durante nove anos, quatro meses e dois dias. Joana Mortágua refere que há professores com 20 anos de serviço que recebem 1.300 euros, praticamente o mesmo que um jovem que acaba de entrar na carreira docente. “Os professores sentem-se injustiçados porque nas carreiras gerais da função pública, o tempo de serviço foi contado para determinar o escalão em que serão reposicionados”, diz a deputada do BE.

Segundo mito: Os professores exigem o pagamento de retroativos. Joana Mortágua esclarece que nenhum docente está a exigir os aumentos salariais perdidos durante o tempo de congelamento. “Apenas pedem que não seja apagada quase uma década de trabalho com enorme prejuízo permanente na sua carreira e na sua reforma”. Em novembro do ano passado, o Governo assinou uma declaração de compromisso com os sindicatos para negociar a forma e o prazo da recuperação do tempo de serviço dos professores. “E a lei do Orçamento do Estado é clara: prevê que o Governo negocie o prazo e o modo da recuperação do tempo de serviço”. O que não estará a acontecer. “O Governo voltou atrás com a palavra dada, não só recusa reconhecer todo o tempo de trabalho dos professores como agora ameaça não reconhecer nenhum”, diz.

Terceiro mito: O impacto orçamental do descongelamento da carreira dos professores é insustentável. A deputada do BE explica que os docentes não estão a pedir qualquer privilégio. Pedem uma recuperação faseada e até mais prolongada do que os restantes funcionários do Estado. De qualquer forma, o peso orçamental é significativo. “Não porque os salários sejam mais altos, mas porque são 120 mil docentes. Para manter brilharetes em Bruxelas, o Governo diz que não há dinheiro para fazer justiça aos professores”, refere a deputada do BE.

“Intransigência e autoritarismo”
O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores refere que a greve está a ser um êxito desde o início. E apresenta números. “No primeiro período de greve, de 4 a 15 de junho, quando um único sindicato, o S.TO.P., se lançou na convocatória, o movimento grevista alcançou cerca de 400 escolas e agrupamentos, num total de 811 e impediu a avaliação de 31% do total de alunos do país em anos de exame. Quando, no passado dia 18 de junho, todos os outros sindicatos e as duas federações se juntaram à greve esta aumentou de dimensão como era esperado e até hoje mais de 90% das avaliações não se realizaram”, refere ao EDUCARE.PT.

“Apesar dos enormes e ilegais ataques que foram feitos a esta greve, quer da parte do ME quer de outros setores, com mentiras diárias, calúnias ao S.TO.P. e aos seus dirigentes, o que é um facto é que 31% dos alunos ficaram sem notas e foram admitidos a exame de forma administrativa por decisão do ME, com consequências imprevisíveis. Tudo isto por causa da recusa do Governo em cumprir com o prometido: devolver o direito dos professores ao tempo trabalhado durante nove anos, quatro meses e dois dias”, sustenta a organização sindical.

Para o S.TO.P, o Governo e a tutela têm tido uma posição de provocação. “Mostraram intransigência e autoritarismo quando disseram que era ‘pegar ou largar’”. O mais recente sindicato de professores afirma que o Governo tem vários pesos e várias medidas, nomeadamente atribuindo “milhares de milhões de euros” à banca. “O mesmo Governo que não quer cumprir o contrato com os professores que são seus credores, está disponível para continuar a cumprir os danosos contratos das Parcerias Público-Privadas que tanto lesam o erário público”, exemplifica.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) promete não baixar os braços. Esta sexta-feira, ao final da tarde, em conferência de imprensa, garante que vai “esclarecer os equívocos, desmontar as mentiras e dizer tudo o que tem de ser dito”. Nos números divulgados por vários sindicatos ao longo dos dias, verifica-se que a maioria das reuniões de avaliação não aconteceu. “Pressões, demagogia e tentativa de reinterpretação do compromisso por parte do Governo não desarmam professores”, garante a FENPROF.

A Federação Nacional da Educação (FNE) avisa que os professores não têm medo e nunca desistem. O balanço dos primeiros dias é positivo, na sua perspetiva. Uma semana em que, segundo a FNE, os professores “deram uma grande resposta à falta de valorização que o Governo lhes tem atribuído, verificando-se que a quase totalidade das reuniões de conselhos de turma, necessárias para debater, analisar o processo de avaliação e divulgar as notas dos alunos, não se realizaram, o que vem reforçar a justiça das reivindicações e união dos professores”.

Os 10 sindicatos que marcaram a greve garantem que a pressão do ME, nomeadamente quanto aos serviços mínimos, é ineficaz. “Para esta elevadíssima adesão dos professores à greve contribuíram ainda diversas declarações de governantes e dirigentes do partido do Governo que, chegando a recorrer a informações falsas, procuram, dessa forma, manipular a opinião pública virando-a contra os professores. Deram-se mal, no passado, os que julgavam que perdendo os professores ganhavam a opinião pública”, adiantam numa nota conjunta.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) não questiona os motivos da greve, mas está preocupada e apreensiva com a situação. “É uma greve que deixa em suspenso e, de alguma forma, defrauda as expetativas de todo um trabalho desenvolvido ao longo de um ano. As avaliações estão feitas e agora não são publicadas”, comenta ao EDUCARE.PT Jorge Ascenção, presidente da CONFAP. Há impactos a vários níveis, segundo a CONFAP. Os alunos preparam-se para os exames sem saberem as notas internas e as famílias estão preocupadas.

Jorge Ascenção está apreensivo com o que está a acontecer. Respeita o direito à greve, mas lembra que esta decisão, no limite, condiciona a escolha de futuro dos alunos que estão no final do Secundário. “Respeitamos o direito à greve, e não questionamos isso, mas temos direito à nossa indignação e preocupação como as coisas estão a acontecer”. “Esta greve não é leal com o trabalho feito pelos próprios professores. Não é uma greve de professores, é uma greve de sindicatos. Os nossos filhos querem escolher o futuro sem saberem se o que fizeram até aqui está bem feito”, acrescenta o responsável que diz ainda que a greve “está a atingir crianças e jovens”.

Organização, determinação, convicção
Alexandre Henriques, professor e autor do blogue ComRegras, não se lembra de um final de ano letivo tão caótico. “Há três semanas que os professores estão em greve, milhares de conselhos de turma de avaliação têm sido sistematicamente cancelados. Estamos perante uma greve de proporções inéditas, uma greve onde os professores mostram forte organização, determinação e convicção que as suas reivindicações são justas”, afirma ao EDUCARE.PT.

Neste momento, as escolas já deviam estar a preparar o próximo ano letivo. O que não está propriamente a acontecer. Alunos e pais mostram alguma preocupação e os professores explicam os motivos da greve. “A força da greve está a ser proporcional à indignação dos professores”, garante Alexandre Henriques que lembra que existe um compromisso assinado que refere a recuperação total do tempo de serviço. “Porém, passados seis meses, o melhor que temos é uma proposta que nem chega a 1/3 do que nos tiraram e mesmo assim com a ameaça que ou aceitam ou não levam nada”, acrescenta.

“Os professores são credores do Estado, os professores estão saturados e não aceitam ser discriminados perante os seus colegas funcionários públicos, ou outras entidades financeiras, onde o dinheiro do contribuinte está sempre à disposição. Passa a imagem que os professores é que têm de fazer concessões, não, quem tem de fazer concessões é quem deve, não quem foi roubado”, diz.

Para o autor do ComRegras, a tutela tem tido uma “postura lamentável”. “Emitiram uma nota informativa com instruções ilegais, que até os próprios diretores recusaram seguir. Querem invocar serviços mínimos quando todos os professores têm de estar presentes nos conselhos de turma de avaliação. Existe uma clara estratégia de boicote à greve e aposta no desgaste financeiro dos professores”. “Os professores gostariam de ver, a mesma energia, a mesma determinação, para uma resolução efetiva de um problema que eles próprios criaram através de falsas promessas”, refere.

“A força da greve está a ser proporcional à indignação dos professores” » Educare – O Portal de Educação

 

Continuem a divulgar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC)!

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Instruções em vídeo:

 

 

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Tiago Brandão Rodrigues (Quem?) Em Entrevista ao Jornal da Tarde da RTP (22 de junho de 2018)

Ministro da Educação insiste na “boa-fé” do Governo

O ministro da Educação recorda que o Governo está disponível para dialogar com os sindicatos dos professores. Tiago Brandão Rodrigues frisa que o Executivo foi para as negociações com os professores de “boa-fé” e que “existe, existiu e existirá vontade de negociar e o que negociar”.

“O que esperamos e acreditamos verdadeiramente é que os sindicatos terão que dar um passo. E irão dar um passo para que se aproximem ao passo do Governo”, afirmou o governante numa entrevista ao Jornal da Tarde da RTP.

PS:

A longa ausência do ministro da educação

Há duas semanas que o ministro enfrenta a maior greve de professores desta legislatura. Só ontem, depois de silêncio praticamente desde o início do protesto, tornou a vir a público.

 

Há duas semanas que está em curso a maior greve de professores desta legislatura e, de acordo com as últimas sondagens, o ministro é considerado o pior governante em funções. É o momento mais tenso que Tiago Brandão Rodrigues enfrenta no seu mandato e, até ontem, o ministro tinha andado desaparecido dos holofotes, sendo que há mais de 15 dias que a comunicação social não recebe a nota de agenda pública do governante.

A única vez que Tiago Brandão Rodrigues tinha feito declarações públicas depois do início da greve foi no parlamento, há oito dias, durante um debate em plenário cujo tema foi a Educação.

Mas esta ausência não é um sinal de desistência do ministro. O SOL sabe que Tiago Brandão Rodrigues não pediu para sair do Governo nem o primeiro-ministro António Costa tem vontade que o titular da pasta da Educação abandone a equipa do Executivo.

O desaparecimento – que está a ser criticado pelos professores – foi, sim, uma decisão estratégica do próprio ministro, que sabe que está longe de colher a simpatia dos docentes, sabe o SOL. Não resulta de qualquer indicação do primeiro-ministro.

Só ontem – depois de ter sido alvo de duras críticas dos professores por ter ido à Rússia esta semana ver o jogo de Portugal – o ministro decidiu dar as primeiras entrevistas sobre o assunto e esteve na RTP, na Antena 1 e na Renascença.

Secretários de Estado seguram as rédeas

Nesta altura, Tiago Brandão Rodrigues fala à comunicação  social tendo já na bagagem duas semanas de greves que estão a registar forte adesão, com largas centenas de reuniões de avaliação a serem adiadas e com alunos a irem a exames nacionais sem saberem a nota dos professores.

Durante estes dias de tensão, coube ao secretário de Estado da Educação, João Costa, surgir em público várias vezes a prestar esclarecimentos aos professores e alunos sobre as orientações enviadas às escolas, onde constam as regras a adotar durante a greve.

Esta já não é a primeira vez que, em momentos quentes de conflito na Educação, Tiago Brandão Rodrigues desaparece publicamente e se remete ao silêncio. Já em 2016,  quando o ministério enfrentou o primeiro momento de forte contestação, com os colégios a manifestarem-se contra o corte dos contratos de associação, o ministro decidiu rumar ao Brasil para assistir aos Jogos Olímpicos, fazendo-se acompanhar da sua assessora. Nessa altura, coube à secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, tomar as rédeas do conflito, por parte da tutela.

Questionado esta semana pelo jornal i sobre os motivos de ausência e o silêncio do ministro, o Ministério da Educação diz que «o ministro esteve visível e falou publicamente no final das reuniões com os sindicatos, o que nem é comum porque se trata de reuniões regulares de trabalho». A tutela argumenta ainda que «depois a agenda seguiu normalmente, com idas a escolas, eventos públicos e não públicos e ao parlamento».

No entanto, há mais de 15 dias que a tutela não envia aos órgãos de comunicação social qualquer nota de agenda pública do ministro. A última nota de agenda de Tiago Brandão Rodrigues que chegou à comunicação social tem a data de 5 de junho e diz respeito a uma visita realizada pelo ministro ao Conservatório de Lisboa para a apresentação da reabilitação do edifício. Para esse evento o ministro foi acompanhado do primeiro-ministro.

Viagem à Rússia 

A forte contestação não foi impedimento para que, esta semana,  enquanto se remetia ao silêncio, o ministro decidisse rumar até Moscovo para assistir ao jogo de Portugal, ausentando-se do país entre terça e quinta-feira. Foi o único governante a ir a Moscovo para assistir à partida entre Portugal e Marrocos.

Também aqui o Ministério da Educação decidiu contrariar a prática habitual e não enviou qualquer comunicado oficial sobre a viagem do ministro a Moscovo.

No entanto, fonte oficial da tutela confirmou ao i a deslocação do ministro a Moscovo, fazendo-se acompanhar da sua assessora. Recorde-se que o ministro Tiago Brandão Rodrigues tutela o desporto existindo no ministério um secretário de Estado com responsabilidades exclusivas neste pelouro do desporto e na juventude, que não se deslocou à Rússia.

A viagem caiu mal entre os professores e vários docentes ouvidos pelo i: veem a ida do ministro à Rússia, enquanto enfrenta a maior greve, como uma «falta de respeito» e classificam o ministro como «figura decorativa» do Executivo. A mesma opinião impera nas redes sociais da área de Educação, como em grupos de professores no Facebook ou nos .blogues DeArlindo, O Meu Quintal ou o ComRegras – sendo estes alguns dos blogues mais visitados em Portugal – onde se leem vários comentários a criticar o ministro.

No blogue ComRegras há mesmo um «ultimato» lançado ao ministro: «Apareça ou Saia».

A viagem foi ainda a razão para que o ministro não tivesse marcado presença no debate quinzenal que decorreu na presença do primeiro-ministro e dos restantes membros do governo. O Ministério da Educação fez-se representar pela secretária de Estado Adjunta da Educação, Alexandra Leitão.

Questionado pelo SOL, o Ministério da Educação justifica a viagem com o calendário de representações do Governo no Mundial que «está definido», diz a tutela «há várias semanas».

Sobre a falta de nota de agenda do ME enviada à comunicação social, onde seria dada a conhecer a deslocação, a tutela diz que «seria o responsável máximo da tutela do desporto que acompanharia o Presidente da República nesta deslocação, facto que era conhecido há semanas». Mas a prática habitual do ME é comunicar todos os atos públicos dos governantes com um dia de antecedência ou até mesmo no próprio dia. O que não acontece há duas semanas com o ministro. O ME deixa ainda por explicar porque  é que, durante este clima de tensão com os professores, não foi opção para o ministro não ir à Rússia ou até mesmo fazer-se representar pelo seu secretário de Estado do Desporto.

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Pela Azevedo Neves

A história deve ter terminado de vez.

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Cinema Sem Conflitos: Violência (parte 4/5)

Quando um adolescente fica intimidado, ele encontra o seu próprio caminho para lutar. Não se envolve ou luta, fica apenas fiel ao que melhor sabe fazer: skate! …e é recompensado de uma forma que nunca imaginou.”

 

O filme desta semana chama-se “Belong”, e foi realizado por Lije Sarki. Está enquadrado no tema Violência. Desejamos um bom filme!

 

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Concordo… Para Além da Desonestidade, a Burrice é Algo que Não lhes Falta

Afinal, São Tudo Simulações Para Parceiros e Imprensa Verem!

Os números que as Finanças lançam cá para fora sobre os encargos com as progressões dos professores (tal como para a recuperação do tempo de serviço) são apenas “simulações”. O esclarecimento a desmentir uma notícia do Público é verdadeiramente esclarecedor e um momento ao melhor estilo do absurdo monty python (Esclarecimento Notícia+Carreiras+Professores). Mas eu acho que quem o fez nem percebe o ridículo em que cai e o que acaba por admitir de forma clara e explícita. Os valores mudam mas não foram revistos; mudam, mas são os mesmos. São produzidos para servirem de “arma” negocial e mediática, mas não passam disso. Daqui por uns meses o mais certo é serem outros, mas os mesmos, alterados mas não revistos. E, como me farto de escrever, gostam de incluir a desonestidade da TSU na despesa, sem dizer que ela não sai do Estado. E pretendem integrar os custos com as vinculações mais recentes, mas ignoram as aposentações.

(…)

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Afinal, São Tudo Simulações Para Parceiros e Imprensa Verem!

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Da intransigência à beligerância…

 

 

Governo desafia professores a regressarem às negociações

 

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Concorda com uma manifestação de professores em Lisboa na 1ª quinzena de julho?

 

A greve de professores está a fazer o seu percurso e é para continuar. Porém, esta greve está quase “fechada” nas escolas, e alguns colegas já mostraram interesse em exprimir a sua indignação.

A sondagem que se segue, em parceria com o blogue ComRegras, é exatamente para conhecer a vossa opinião.

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Descontos de Vencimento por motivo de Greve – SIPE

O SIPE disponibilizou esta tabela, atualizada, com os descontos por motivo de Greve. Já incluí os 1/4 de escalão.

 

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Greve às avaliações – Mais de 35 mil alunos fizeram exame sem nota de final de ano

É uma forma de desvalorizar o trabalho feito por alunos e professores. Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, reage desta forma à revelação feita pelo secretário de estado da Educação. Em entrevista ao jornal Público, João Costa explica que, tal como aconteceu em 2013, os estudantes do 11.º e 12.º anos que venham a ter negativa pelo desempenho ao longo do ano letivo vão ter como nota final a avaliação que obtiverem no exame nacional.

São as mesmas regras que são aplicadas aos chamados alunos autopropostos. Aqueles que, por exemplo, não frequentaram a escola mas que querem fazer exames nacionais ou que, estando matriculados, tiveram negativa a uma determinada disciplina.

Segundo dados do Júri Nacional de Exames, citados no Público, em 2017, dos 161 mil alunos que foram a exame, 11,5% apresentaram-se como auto propostos por terem obtido uma avaliação negativa.

Sobre o impacto da greve às avaliações decretada pelos sindicatos de professores no calendário escolar, o secretário de estado João Costa, salienta que a lei em vigor não permite que as classificações dos exames sejam divulgadas antes das notas internas. Ora as notas dos exames deveriam ser lançadas a 12 de julho mas, por causa da greve, este prazo pode ter de ser adiado com eventuais implicações no calendário do concurso de acesso ao ensino superior com arranque previsto a 18 de julho.

A greve dos professores às reuniões de avaliação começou na segunda-feira, no mesmo dia em que arrancaram os exames nacionais. O ministério da Educação quer decretar serviços mínimos para a greve. A situação vai ser decidida por um colégio arbitral.

TSF – Mais de 35 mil alunos fizeram exame sem nota de final de ano

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Pelo DN – Greve já adiou 8000 reuniões para lançar as notas finais

De acordo com as contas do DN, baseadas nos balanços diários dos sindicatos, foram adiados 7997 conselhos de turma em três dias e meio, afetando cerca de 160 mil alunos

A greve às avaliações, convocada pela generalidade dos sindicatos de professores, obrigou as escolas a cancelarem cerca de oito mil reuniões (7997) dos conselhos de turma, entre segunda-feira e o meio-dia desta quinta-feira. Considerando uma média de 20 alunos por turma, em apenas três dias e meio quase 160 mil estudantes tiveram a sua classificação final adiada.

De acordo com as contas do DN, baseadas nos balanços diários dos sindicatos, na segunda-feira houve 1980 cancelamentos. A Zona Norte foi a mais afetada: 779 reuniões, seguida da zona Centro (600) e da Grande Lisboa (391). No dia seguinte, o impacto foi superior: 2674 reuniões por realizar, com a Grande Lisboa a contabilizar 996, a Região Centro 668 e o Norte 521. Na quarta-feira, houve 2082 adiamentos, com o Centro a contabilizar 993 e a Grande Lisboa 577. Às 12.00 de ontem, os dados provisórios do dia apontavam para 1241 conselhos de turma cancelados.

Na Madeira, os sindicatos desconvocaram a paralisação, por terem sido chamados pelo governo regional para negociar a reposição do tempo de serviço. Mas nos Açores a greve está em marcha. Não existem dados para segunda-feira mas, nos restantes dias, foram contabilizadas mais de 200 reuniões adiadas. Finalmente na Zona Sul (Alentejo e Algarve), foram adiadas mais de 800 reuniões até ao meio dia de ontem.

Em média, dizem os sindicatos foram adiadas mais de 95% das reuniões. Questionado por escrito pelo DN, o Ministério da Educação não avançou, até ao momento, com números próprios.

(…)

Continua aqui: Educação – Greve já adiou 8000 reuniões para lançar as notas finais

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Opinião – Olha o palhaço! – Carlos Santos

 

Não, não é o dia do Pinóquio. Embora os confundam, para ele já estão reservados os restantes 364 dias do ano (embora o ator seja o mesmo). Hoje o dia internacional é do “Palhaço”.

“Palhaço”, essa figura que outrora servia para divertir crianças, passou a servir para entreter adultos.
A respeitável profissão de “Palhaço” que não era levada a sério em pouco tempo deixou de estar em vias de extinção. Agora, palhaços há muitos!
Vejam só, quem não haveria de querer ser palhaço?! Hoje um palhaço é mais respeitado, mais bem pago e tem mais poder e tempo de antena do que um professor!

Há palhaços para todos os gostos e de todos os géneros e, embora a maior parte deles não use maquilhagem, facilmente se identificam mal abrem a boca. Mesmo que atualmente seja quase impossível reconhecê-los a olho nu, porque já é raro encontrá-los nos circos ou nas festas de crianças, quando começam a falar revelam a sua extraordinária versatilidade de dizerem uma coisa e o seu contrário. Profissionais da intrujice e do escárnio, padecendo dessa coisa pestilenta que muitos denominam ser o dom da palavra, outros classificando-os de artistas da rádio, tv, disco e da cassete pirata, para mim mais não são do que mentirosos compulsivos que mudam mais depressa de opinião do que eu de camisa (e olhem que eu sou muito asseado!).

Gente moldada bem ao jeito da população que temos que prefere uma doce mentira a uma crua verdade.
E eles, como bons profissionais do espetáculo, fazem-se a esse papel que o público espera deles, conseguindo ser cómicos só pela rara capacidade que têm de manter um ar sério enquanto mentem e disseminam asneiras em catadupa.

Longe vão os tempos em que não eram levados a sério. Presentemente levam-nos muito a sério, não pelo circo que montam e barracada que fazem quando começam a falar – mesmo que com ar solene – mas pelos holofotes que os endeusam.
Arlequins que antigamente eram os “bobos” das festas nos reis, são agora uns autênticos reis bem pagos que mandam e desmandam e fazem dos outros bobos.

O único circo que conhecem é o mediático, onde têm palco privilegiado para poderem dizer asneiras e entreter os parvos e os crédulos. Esta é, aliás, das poucas características que se manteve inalterável nos palhaços – dizer asneiras para entreter… e estragar a vida de muita gente.
Com o devido respeito pelos verdadeiros palhaços que tinham préstimo, ser palhaço hoje é sinónimo de ser-se um perfeito inútil que contribui para que por vezes sintamos que estamos num verdadeiro circo.

 

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Serviços mínimos – Paulo Serra

Serviços mínimos
ME não define o número de professores necessários no CT e CD.

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Paulo Guinote – A Estratégia Governamental

É simples, parece que tem potencial de eficácia, mas se lhes correr mal os efeitos poderão ser tão maus como há perto de uma década.

Fundamentalmente aposta em:

(…)

Continua aqui: A Estratégia Governamental | O Meu Quintal

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Aviso de abertura de procedimento para celebração de contratos de associação – 2018/19 a 2020/21

 

Consulte o Aviso de Abertura de procedimento para a celebração de contratos de associação.

 

Aviso de abertura

 

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Resposta do ME ao Comunicado da CNIPE

 

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Comunicado do Governo sobre “Redução do número de alunos por turma”

 

Está publicado o despacho de constituição de turmas para o ano letivo 2018/2019, que determina a redução do número de alunos por turma, bem como as demais disposições do regime de constituição de turmas nas escolas da rede pública e escolas particulares com contrato de associação.
A redução do número de alunos por turma começou a ser implementada em 2017/2018 nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), uma vez que nestas comunidades educativas os benefícios desta medida são ainda mais significativos. Este ano é dado mais um passo, estendendo-se a redução do número de alunos por turma a todos os anos iniciais dos três ciclos do ensino básico.
Esta medida visa melhorar as condições de trabalho dos professores e contribuir para a melhoria das aprendizagens dos alunos, promovendo condições para mais diferenciação pedagógica.
Trata-se da primeira vez que é publicado este despacho, uma vez que até agora as disposições de constituição eram publicadas no despacho das matrículas. A alteração tem como objetivo sistematizar e organizar a informação, já que a matéria de constituição de turmas é objetivamente distinta da das matrículas.

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Mais uma do desespero do (des)Governo

 

Começa a ser difícil disfarçar o desespero… Com o desespero vem o “erro”…

Como pai e encarregado de educação não admitiria que o meu educando pudesse vir a ser sujeito a uma mudança de regras em cima do momento. Esta barracada vai transmitir instabilidade aos alunos e aumentar a pressão, de que já sofrem, além de fomentar as injustiças e rebaixar para um segundo plano todo o trabalho feito durante o ano letivo. É o usar os alunos como arma de arremesso. É IMORAL.

Ministério diz que nota do exame vai prevalecer sobre nota do professor

 

Ainda bem que temos uma CNIPE.

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Opinião / Eduardo Dâmaso – A vida proletária que passa na classe média

O novo proletariado da classe média, essa imensa mole profissional feita de professores, médicos, enfermeiros, advogados, polícias, psicólogos, técnicos de ciências e saberes diversos, vive sem perspectivas salariais e de carreira uma vida inteira.

 

Há quase 25 anos, Pacheco Pereira escreveu uma crónica premonitória sobre a vida que passava todos os dias na ponte 25 de Abril. Uma vida feita da soma de muitas vidas difíceis. Que passava horas a caminho do trabalho e depois a caminho de casa. Que via os rendimentos a fugir para a casa, o carro, a escola dos filhos, muitas taxas e taxinhas e um dinheirão em portagens. Pouco tempo depois, esse cansaço de vida transformou-se em cansaço com o cavaquismo e estoirou a rebelião na ponte, que acabou com o ciclo político das maiorias absolutas de Cavaco Silva.

Nesta edição da SÁBADO, Vasco Pulido Valente dá-nos uma entrevista em que alerta para um fenómeno idêntico. Já não a vida que passa pela ponte mas a dos muitos milhares de pessoas altamente qualificadas entregues a uma vida de precariedade material e social. Aquilo a que chama o proletariado da classe média, essa imensa mole profissional feita de professores, médicos, advogados, enfermeiros, polícias, psicólogos, técnicos de ciências e saberes diversos, vive sem perspectivas de progressão salarial ou de carreira uma vida inteira. Vasco Pulido Valente nota com grande lucidez a necessidade de os partidos que governam saberem dirigir-se a estes profissionais e não os abandonarem. Nota que, no PS, até agora, apenas Pedro Nuno Santos despertou para tal realidade e começou a construir um discurso sobre isso, sendo que Pulido Valente não concorda com a solução preconizada pelo dirigente socialista. Pedro Nuno Santos defende mais Estado, Vasco Pulido Valente mais mérito. Na verdade, um e outro têm razão numa coisa: este é um debate essencial para o futuro do País e da política que, diga-se em abono da verdade, tem sido um território quase exclusivo do BE e do PCP. Ou seja, os partidos mais à esquerda, de protesto, têm estado atentos, não como no passado, mas atentos, a esta questão. O chamado Bloco Central é que não e essa é uma questão essencial. Partindo do princípio de que PS e PSD nos podem governar por muitos anos, sobretudo se a geringonça se partir, o que pensam das políticas necessárias para enquadrar estes proletários da classe média? É que elas são tantas e tão complexas… e eles, se são hoje milhares, amanhã serão milhões.

(…)

Sábado – A vida proletária que passa na classe média

 

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Comunicado sobre alteração da lei que regula o acesso dos alunos ao ensino superior – CNIPE

 

Relativamente ao que está a sair na imprensa e as últimas informações avançadas pela comunicação social adiantam que o Ministério da Educação se prepara para fazer uma alteração da lei que regula o acesso dos alunos ao ensino superior, a CNIPE acaba de emitir o seguinte comunicado.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/2018_06_20_Comunicado_Avaliacao12Ano.pdf”]

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Jornal i – Governo Arrisca-se a Não Ver Serviços Mínimos Decretados

Greve. Governo arrisca-se a não ver serviços mínimos decretados

(…)

A decisão sobre o decreto de serviços mínimos está agora nas mãos de um juiz que vai presidir ao colégio arbitral, que vai ter de se pronunciar até dia 28.

No entanto, o governo – que segundo fonte oficial pediu serviços mínimos apenas para os anos em que se realizam exames nacionais (9.º ,11.º e 12.º anos) – arrisca-se a não os ver declarados. A lei não é clara e esta será a primeira vez que um colégio arbitral vai decidir sobre serviços mínimos para uma greve às avaliações dos alunos.

O argumento da tutela para os serviços mínimos a partir de 2 de julho passa por garantir que os alunos do secundário têm as suas notas finais aprovadas a tempo de se apresentarem ao concurso de acesso ao superior, que arranca a 18 de julho.

O que dizem os advogados Mas de acordo com vários advogados especialistas em Direito do Trabalho, ouvidos pelo i, as reuniões de avaliação não estão incluídas na norma que permite ao governo solicitar serviços mínimos para a greve às reuniões de Conselhos de Turma, onde são aprovadas as notas atribuídas aos alunos. Na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas lê-se, no artigo 397.º, que são consideradas “necessidades sociais impreteríveis” e que, por isso, podem ser decretados serviços mínimos, em casos de greve “à realização de avaliações finais, de exames ou provas de caráter nacional que tenham de se realizar na mesma data em todo o território nacional”.

Para o advogado Filipe Azoia, especialista em direito laboral, as “reuniões de avaliação não estão enquadradas nos serviços mínimos”. Isto porque as reuniões de Conselhos de Turma  atribuem notas de avaliação “prévias à passagem aos exames”, não atribuem “avaliações finais”, no caso dos anos de escolaridade com exames nacionais. As avaliações finais “resultam dessa nota de avaliação e da nota do exame”, defende Filipe Azóia.

Além disso, acrescenta a advogada Joana Aroso, nos anos em que não são realizados exames ou provas nacionais, as reuniões de Conselho de Turma não decorrem todas à mesma data a nível nacional. “É um ato remarcável”, sublinha ainda a advogada de Direito da Administração Pública da José Pedro Aguiar Branco Advogado. “Não é um ato imperioso que tem de se realizar naquele dia”, conclui. Por isso, “não estou a ver como se pode incluir as reuniões” na norma, remata Joana Aroso.

Estes serão alguns dos argumentos que vão ser apresentados ao juiz pelos sindicatos na hora de decisão do colégio arbitral. “Estamos acompanhados por advogados e não estamos a dar passos em falso” quando convocamos as greve, frisa ao i o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva. O mesmo diz a presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), Júlia Azevedo, para quem “os serviços mínimos estão previstos apenas para os exames”. Tal como todos os sindicatos, Júlia Azevedo questiona a razão para que a tutela tenha solicitado agora serviços mínimos, depois de terem decorrido duas semanas de greve às avaliações.

Também a Fenprof sublinha que, durante a última reunião na tutela, quando entregou o pré-aviso de greve às avaliações, questionou “insistentemente” o ministro da Educação sobre se a greve às avaliações estavam sujeitas a serviços mínimos. De acordo com o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, Tiago Brandão Rodrigues disse aos sindicatos que esse cenário não estava previsto porque as reuniões de Conselhos de Turma “não são necessidades sociais impreteríveis como define a lei, uma vez que uma reunião de avaliação é sempre remarcável”..

O mesmo não entende o advogado Nuno Morgado da PLMJ que disse ao i que considera as avaliações finais como necessidades sociais impreteríveis, o que pode dar razão ao governo.

A lei geral do trabalho em funções públicas foi alterada em 2013, pela mão do ex-ministro Nuno Crato, para passar a incluir a Educação como setor para o qual o governo pode pedir serviços mínimos. Desde então foram decretados serviços mínimos apenas para garantir a realização de exames nacionais.

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Os professores pagaram a banca (27 mil milhões)

 

Se o descongelamento custa 600 milhões de euros por ano, o estado já poupou 27 mil milhões de euros, quantia próxima ao investido na banca.

 

1[1] 2[2] 3[3] 4[4] 5[5] 6[6] 7[7] 8[8] 9[9] TOTAL Acumulado
1º ano 600 600 600
2º ano 600 600 1 200 1 800
3º ano 600 600 600 1 800 3 600
4º ano 600 600 600 600 2 400 6 000
5º ano 600 600 600 600 600 3 000 9 000
6º ano 600 600 600 600 600 600 3 600 12 600
7º ano 600 600 600 600 600 600 600 4 200 16 800
8º ano 600 600 600 600 600 600 600 600 4 800 21 600
9º ano 600 600 600 600 600 600 600 600 600 5 400 27 000

 

[1] Valor não pago referente ao 1º ano de congelamento

[2] Valor não pago referente ao 2º ano de congelamento

[3] Valor não pago referente ao 3º ano de congelamento

[4] Valor não pago referente ao 4º ano de congelamento

[5] Valor não pago referente ao 5º ano de congelamento

[6] Valor não pago referente ao 6º ano de congelamento

[7] Valor não pago referente ao 7º ano de congelamento

[8] Valor não pago referente ao 8º ano de congelamento

[9] Valor não pago referente ao último ano de congelamento

 

 

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Paulo Guinote – Chamaram a Cavalaria Trôpega

(…) A SE Leitão, promovida dentro do PS, surge no Público a tentar falar sobre “factos” acerca da recuperação do tempo de serviço docente.

Comete um erro básico: parece estar a falar apenas para os sindicatos e não para os professores.

Qual é a parte pior?

Aquela parte que borra mais a pintura é quando vem com a teoria da “justiça e equidade”, assim a dar uns perfumes de John Rawls e a sua “justiça como equidade”,

(…)

Continua aqui: Chamaram a Cavalaria Trôpega | O Meu Quintal

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Abertura de concursos para contratação de docentes dos grupos de recrutamento 100, 110, 510 e 910 para 2018/2019 – Moçambique

 

Abertura de concursos para contratação de docentes dos grupos de recrutamento 100, 110, 510 e 910 para 2018/2019

Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 100 (Educação Pré-Escolar), 110 (1.º Ciclo do Ensino Básico), 510 (Física e Química) e 910 (Educação Especial).

O prazo para a apresentação das candidaturas termina às 23:59:59 horas (hora de Moçambique) do próximo dia 25 de junho.

Leia a seguir todas as informações e procedimentos detalhados sobre estes concursos.

Nota informativa 01/2018

Aviso de abertura n.º 6/2018 – Grupo de Recrutamento 100 (Educação Pré-Escolar)
Aviso de abertura n.º 7/2018 – Grupo de Recrutamento 110 (1.º Ciclo do Ensino Básico)
Aviso de Abertura n.º 8/2018 – Grupo de Recrutamento 510 (Física e Química)
Aviso de Abertura n.º 9/2018 – Grupo de Recrutamento 910 (Educação Especial

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As contas do Centeno quanto aos professores…

 

Todos sabemos que as contas do governo só não acertam no caso dos professores. No caso dos bancos… Mas pelos vistos…

Custos das progressões dos professores em 2018 baixam de 90 para 37 milhões

In Público

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Calendário Escolar 2018 2019 em Excel para impressão

 

Calendário Escolar 2018 2019 em Excel para impressão

Com base na informação oficial e usando os nossos calendários de 2019calendários de 2018 construímos um Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019 em excel acompanhado pelos calendários de provas de aferição e exames nacionais.

Eis uma amostra do que encontrará no ficheiro excel.

Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019
Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019 – Clique para descarregar em Excel.

in Economia e Finanças

 

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Opinião – A nossa luta é linda! – Miguel Silva

 

A nossa luta é linda!

Populares são  os Santos, grande é o País.

Uma professora,  que muito considero,  republicou nas redes sociais um texto de 2013.

Nele recordava que tinha posto fim à carreira graças  à política do Governo de então e da do anterior. Leia-se, portanto, do liderado por Passos Coelho e do liderado por José Sócrates.

Recorda, portanto, uma dupla culpa de governos que, para além de não  saberem compreender os professores, os feriram e desconsideraram.

Por mera coincidência, acompanhei uma entrevista concedida pelo Ministro  das Finanças de José Sócrates e recordei que o bloqueio das progressões na carreira se deu ali, naquele tempo. Explicava o ex-ministro que a crise a tanto obrigava, mas acrescentava que o problema fundamental tinha a ver com a comparabilidade dos regimes da função  pública e das exigências da comprovação do mérito.

Portanto, o que ele dizia era que o Governo não concordava com o estatuto da carreira docente e que a pretendia alterar. Assim, tão simples como isso.

Logo, a crise apenas tinha evidenciado uma realidade mais funda.

A crise tinha, apenas, começado. O Governo que se sucedeu estava de mãos  e pés atados. Só podia fazer pior.

A austeridade era a filha da crise e os cortes os seus sucedâneos.

Bom, mas e agora?

Os professores mantiveram-se durante algum tempo mais ou menos silenciosos, até que um ato de luta sindical deu origem a um acordo recheado de expectativas. Esperaram, assim, que a justiça do que exigiam se impusesse.

E perceberam que uma pequena parte seria durante a vida deste Governo e a outra, a maior, noutros tempos a viver.

Alguém iria pagar…

Sempre achei estranha esta confiança, este ato de fé no alheio.

Hoje, a perturbação regressa.

Nem o que estava previsto para este ano se revela praticável.

Nos anos próximos a exigência acumulada é impossível.

Correram os sindicatos a renovar a luta.

Perfilam-se os partidos apoiantes do Governo a endurecê-la.

No receio da moderação do PCP, o Bloco de Esquerda lança-se na aventura sindical.

STOP, diz.

O que o Governo prometeu não cumpre, o que antecipou não existe.

Entalado, como Martim Moniz, o primeiro-ministro desabafa que não há dinheiro.

Centeno avisa…

Do outro lado, a questão não é a das consequências da greve e suas características, é outra, é mais funda.

Há muita gente que acreditou, que lutou, que confiou.

Têm razão para se sentir traídos num momento capital.

A questão  que se coloca é, hoje, a de saber se, com o comportamento do Governo mais alinhado com a prudência,  o PS  consegue as condições para a maioria absoluta ou se os professores a impedirão em função do seu peso eleitoral.

O que vale mais, portanto: ou a disciplina orçamental ou a transigência com um grupo social importante.

Ou, o que talvez seja mais interessante, como é que este grupo grande pode ser dividido e diminuída a sua força.

Porque, como todos já perceberam, o próximo orçamento do Estado irá ser aprovado.

Há muito a perder entre a constelação dominante.

Dela destacada, a  estrela  do Norte brilha, mas brilha com suavidade.

Ainda não conseguiu descobrir o seu caminho.

Populares são  os Santos, grande é o País.

Vivemos embalados por esta declaração vazia: a nossa marcha é linda!

 

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Em Vídeo – Serviços Mínimos de Professores Decididos por Colégio Arbitral

Serviços mínimos de professores decididos por colégio arbitral

Não houve acordo entre professores e Governo para os serviços mínimos durante a greve às reuniões de avaliação.

A decisão vai ser tomada por um colégio arbitral constituído por um juiz e um representante do ministério e outro dos sindicatos.

Independentemente dos serviços mínimos. Os diretores das escolas alertam para o fato do problema estar, apenas, a ser adiado para o próximo ano letivo.

 

 

Professores: Governo e sindicatos não chegaram a acordo sobre os serviços mínimos

Está em risco o calendário de acesso dos alunos ao Ensino Superior. Governo e sindicatos não chegaram a acordo sobre os serviços mínimos para a greve dos professores às avaliações. A decisão vai agora ser tomada por um colégio arbitral.

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Quem Faz a Distribuição de Serviço nas Escolas? O ME ou as Escolas?

Temos neste momento em negociação o Despacho Normativo de Organização do Ano Letivo 2018/2019.

Pouco se tem falado nas versões em negociação (v1, v2 e v3), muito por culpa do debate se centrar quase exclusivamente na greve às avaliações, mas importa também olhar um pouco para este despacho.

A pergunta que faço no título do artigo centra-se naquilo que deixa de ser a autonomia na distribuição do serviço nas escolas para uma imposição administrativa da distribuição do serviço.

Vejamos:

 

Artigo 5.º
Componente letiva dos docentes

 

1 – A componente letiva a constar no horário semanal de cada docente respeita o disposto no artigo 77.º conjugado com o artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário (ECD), considerando-se que está completa quando totalizar 25 horas semanais, no caso do pessoal docente da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, ou 22 horas semanais (1100 minutos), no caso do grupo de recrutamento Inglês (1.º ciclo do ensino básico) e no caso do pessoal docente dos restantes níveis de ensino, incluindo os grupos de recrutamento da educação especial.

6 – Para efeitos do disposto no número anterior, o diretor procede à organização dos respetivos horários, tendo em conta:

b) Que o docente titular de turma no 1.º ciclo do ensino básico assegura as componentes do currículo constantes da respetiva matriz curricular, com exceção do Inglês.

 

 

Segundo o despacho normativo um docente do 1.º ciclo tem necessariamente que leccionar toda a matriz curricular do 1.º ciclo, que perfaz um total de 25 horas.

Como um docente do 1.º ciclo que opte pela redução de 5 horas semanais não pode leccionar todo a matriz curricular do 1.º ciclo, este tem de ficar sem turma atribuída. Assim, estas 20 horas passam a sair do crédito da escola para o exercício de outras funções.

No caso de haver uma série de professores com 60 ou mais anos numa escola todo o crédito de horas pode ser gasto desta forma.

Não me parece correto que a imposição do ME para a leccionação de todo o currículo no 1,º ciclo possa retirar à escola todo o crédito desse docente.

E não é apenas nesta situação da redução por idade que se pode impor a retirada desse crédito. Existem também mobilidades parciais autorizadas que acabam por ter a mesma consequência (dispensas sindicais ou trabalho a tempo parcial) que não servem para dar crédito às escolas mas sim para o retirar em larga escala. Colocando assim uma imposição de não atribuir turma a todos os docentes com menos de 25 horas letivas.

 

E também ainda estou para perceber se um educador de infância com 60 ou mais anos de idade retira também esse crédito à escola, não servindo o pré-escolar para atribuir qualquer crédito de horas à escola.

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Em Vídeo – FENPROF Reitera Ameaça de Prolongar Greve Até ao Início do Ano Lectivo

Atualmente, o pré-aviso de greve é até 13 de julho. Os professores mostram que não desistem da defesa do contagem do tempo de serviço e na redução para as 35 horas semanais.

Já esta manhã, de visita à EB 2.3 – Rainha Santa Isabel, em Coimbra, o secretário-geral da FENPROF fez um balanço positivo relativamente à paralisação, com uma adesão ao nível nacional, a rondar os 95%.

Mário Nogueira afirma que, se o governo não voltar a negociar, a greve vai prolongar-se.

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Como realizar Greve no 1º Ciclo às reuniões de avaliação

 

Têm surgido inúmeras duvidas de colegas sobre como organizar a greve no 1º Ciclo. Não estamos habituados a este tipo de greve, mas não é muito complicado, eu, também, tive duvidas que com um pouco de senso comum e pesquisa se dissiparam.

No 1º Ciclo, a avaliação dos alunos está sujeita à audição do Conselho de Docentes, “Para efeitos de acompanhamento e avaliação das aprendizagens, a responsabilidade, no 1.º ciclo, é do professor titular de turma, em articulação com os restantes professores da turma, ouvido o conselho de docentes,…” Despacho Normativo n.º 1-F/2016. Embora, o CD, tenha natureza consultiva, é obrigatório. Por isso, as classificações finais dos alunos, não podem ser atribuídas sem aprovação de todos os titulares de turma, que são os docentes com poder deliberativo.

Para que a reunião possa ser realizada, o CD terá de ter quórum. Esse quórum é regulado pelo CPA, no ponto 1 do artigo 29º que refere o seguinte, “terá de estar presente a maioria do número legal dos seus membros com direito a voto”. Se o direito à greve for exercido por 50% dos docentes titulares de turma, a reunião não se poderá realizar. Se houver um ou mais docentes titulares de turma a exercer o seu direito à greve, menos de 50%,, a reunião terá de se realizar, mas não podem ser aprovadas as classificações dos titulares de turma ausentes. Isso, obrigará à repetição da reunião para aprovação das classificações dos docentes titulares de turma que estiveram ausentes na ou nas reuniões anteriores.

Resumindo: no 1º ciclo, para que a reunião de avaliação não seja realizada por motivos de greve dos docentes, têm de estar em greve pelo menos 50% dos docentes titulares de turma.

Aconselho a balizarem o período de realização da reunião na convocatória, para isso aconselho que consultem o Regimento Interno de cada Agrupamento para verificarem se nele consta o número de horas que a reunião deve ou pode demorar, caso não exista, as duas horas são o limite. Assim não poderão ter nenhuma surpresa desagradável. Só estamos em greve às reuniões de avaliação, como referem os pré-avisos de greve, todo o restante trabalho tem de continuar a ser efetuado, nesse dia não trabalharíamos só durante a reunião…

 

 

 

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É Mentira

É Mentira | O Meu Quintal

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A Primeira Meta

A Primeira Meta | O Meu Quintal

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Greve?… Vou ali à Russia…

 

 

Ministro da Educação ausente de debate no parlamento para ir à Rússia ver jogo de Portugal

Há duas semanas que decorre a maior greve de professores enfrentada por este governo. Desde que arrancou o protesto, a única vez que o ministro da Educação falou sobre o assunto foi no parlamento há cinco dias. Há 15 dias que não é enviada aos órgãos de comunicação social nota de agenda oficial de Tiago Brandão Rodrigues

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OAL abre possibilidade de coadjuvação no 1º Ciclo e distribuição semanal da Educação Física

 

Duas das alterações que podemos ver no novo OAL são a  possibilidade de coadjuvação no 1º Ciclo e distribuição semanal da Educação Física com critérios. Esperemos que estas “inovações não passem ao lado de muitos CP…

 Artigo 11º

Medidas relacionadas com o Sucesso Educativo

5 – A adoção da medida de coadjuvação em sala de aula deve assentar numa lógica de trabalho colaborativo entre os docentes envolvidos.

6 – A medida referida no ponto anterior pode ser adotada, sempre que entendida como necessária, designadamente, nas componentes do currículo de Educação Artística e de Educação Física no 1.º ciclo do Ensino Básico.

 Artigo 13º

Horário dos Alunos

1 – No âmbito das suas competências, o conselho pedagógico define os critérios gerais a que obedece a elaboração dos horários dos alunos, designadamente quanto a:

e) Distribuição semanal dos tempos das diferentes disciplinas de língua estrangeira e da educação física;

 

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Opinião – O Direito à Greve – Carlos Santos

 

Ontem à noite todos nós ficámos a saber que o governo quer reunir com os sindicatos para tentar unilateralmente pôr cobro à greve a partir do dia 2 de julho pretendendo decretar serviços mínimos.

Segundo diz a Constituição da República Portuguesa [VII REVISÃO CONSTITUCIONAL (2005)] no Artigo 57.º:
“1. É garantido o direito à greve.
2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.
4. É proibido o lock-out.” (encerramento de um local de trabalho por iniciativa patronal, como forma de pressão face a reivindicações dos trabalhadores).

O único ponto da lei a que o governo se está agarrar é o 3. Ora, eu gostava que alguém me explicasse uma coisa, porque eu não entendo.
Se a um médico ou cirurgião é permitido fazer greve cancelando e adiando durante meses (e mesmo anos) cirurgias e consultas que podem colocar em causa a saúde e até a própria vida dos cidadãos, a um professor anda-se a equacionar se é legal permitir que exerça o direito à greve pelo simples adiamento por umas semanas do lançamento de notas (meros números resultantes das aprendizagens dos alunos)?
Para os médicos, que põem em causa a saúde das populações, é garantido (e bem) o direito à greve, mas para os professores, que apenas implicam o adiamento do lançamento de avaliações de alunos, já se fala na proibição desse do direito à greve com base na satisfação de necessidades sociais impreteríveis?

Decretar o fim da greve às avaliações fundamentada na necessidade de assegurar serviços mínimos é ilegal, imoral e antidemocrático.
É uma clara violação do direito à greve e um vil ataque aos direitos fundamentais de uma classe profissional.

Mas, depois de ver o historial de défice democrático e de falta de diálogo na forma unilateral e prepotente como os titulares das pastas da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, Nuno Crato e Brandão Rodrigues, nos governos de Sócrates, Passos/Portas e Costa têm tratado os professores, assim como o enorme desejo que PS, PSD e CDS têm em mexer na constituição, não me estranha nada esta vontade de atropelo à lei maior da república.
Estou a chegar a um ponto em que começo a ter dúvidas se efetivamente vivemos numa verdadeira democracia; um ponto em que vejo ameaçadas as minhas liberdades e garantias; um ponto em que me é impossível deixar de me interrogar:
Até quando nos vão continuar a perseguir?
Até quando nos vão ameaçar?
Até quando nos vão insultar?
Até quando vamos deixar que nos roubem a pouca dignidade que nos deixaram?
Até quando nos vão continuar a fazer tudo isso apenas porque somos professores?

Eu, tal como os meus caros colegas professores, nunca fugimos aos impostos – o seu valor fica logo retido na fonte.
Não são os professores que recebem subsídios e ajudas de custo para tudo, e até para deslocações e para alojamento quando residem na sua área de trabalho enganando o Estado usurpando o erário público – bem pelo contrário, grande parte dos professores é obrigado a ter viatura própria por ter de trabalhar longe da sua residência ou a ter de pagar o aluguer de uma casa por estar desterrado longe da sua família.
Não foi aos professores que o Estado perdoou centenas de milhões de dívida ou de juros, foi a grandes empresas, muitas delas encabeçadas por ex-governantes.
Não são os professores que têm o direito a chorudas subvenções vitalícias, à aposentação ao fim de poucos anos de serviço e a acumulação de reformas.
Não foram os professores que levaram o país à beira da bancarrota devido a negociatas, offshores e promiscuidade politico-empresarial que arranja grandes «tachos» de chefia a políticos depois de passarem pela governação.

Sou um cidadão português e, contrariamente a muitos dos que nos governam, que estão envoltos em suspeitas de corrupção e peculato e outros que levaram bancos à falência que me obrigaram a tirar pão da minha mesa para os salvar, eu cumpro e não sou corrupto.

A verdade que eu conheço, e da qual me orgulho, é que sou um professor, o qual é obrigado a cumprir mais do que aquilo que lhe pagam para que o sistema funcione – um cidadão que não foge aos impostos, não recebe ajudas de custo, a quem não lhe é perdoada nenhuma dívida, que tem de trabalhar mais do que o horário a que a lei o obriga para cumprir o seu dever, que tem de realizar uma carreira escandalosamente longa para ter direito a uma reforma, e que desempenha uma profissão tão pouco importante que é tão-somente a responsável pela existência de todas as outras profissões.

Por isso, num país onde à classe política e às grandes empresas tudo é permitido e perdoado, recuso-me a ser proibido de exercer um dos mais básicos direitos humanos – o direito de discordar; o direito de defender os meus direitos; o DIREITO À GREVE.

Carlos Santos

 

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Opinião – Srs. Deputados Aprendam a Lição: Nunca Mais Usem os Professores para as Vossas Propagandas

Opinião

Alexandre Henriques

Srs. Deputados aprendam a lição: nunca mais usem os professores para as vossas propagandas

Não usem os professores e a Educação para a recolha de votos. Assumam-se! Cheguem-se à frente ou calem-se de vez!

A ILC é muito mais que uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos. A ILC é um exercício de democracia, um tomar a palavra pelo povo, aquilo que muitos dizem pretender, nomeadamente o Presidente da República: que os cidadãos devem estar mais presentes na vida democrática. Muito bem! Cá estamos… dissemos presente.

Pelos vistos não gostaram…

A reação de alguns partidos políticos foi esclarecedora. A ILC ainda nem foi submetida e já surgiram reações intempestivas de diferentes quadrantes, nomeadamente do PSD e PCP.

O PCP, o partido que supostamente defende os trabalhadores, foi o primeiro e o mais enérgico a repreender os professores, pela ousadia de tentarem recorrer a quem os representa, os seus deputados, que em 2017, já tinham votado uma recomendação que propunha a recuperação de todo o tempo de serviço docente congelado. No seu comunicado, podemos constatar algumas afirmações que ou revelam ignorância ou simples má-fé.

(…) Independentemente das dúvidas quanto à sua origem e autores, trata-se de uma iniciativa que, invocando a defesa dos professores, contribui para prejudicar os seus direitos e interesses, servindo os objectivos e o discurso do Governo em todo este processo.

(…) Pretende utilizar o descongelamento da progressão na carreira como pretexto para abrir um processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (…)

A ILC nunca pretendeu influenciar uma revisão do Estatuto da Carreira Docente – nada no texto ou no Projeto de Lei pode induzir sequer a tal interpretação. Só alguém com o intuito de criar fantasmas em mentes menos esclarecidas afirma semelhante relação.

A ILC nunca pode prejudicar os professores, pois pretende recuperar todo o tempo de serviço congelado, em 2019. Isto são factos! E se têm dúvidas quanto às origens dos seus autores, ainda bem que as têm, é sinal que não nos conhecem de lado de nenhum, pois não passamos de simples, mas muito nobres professores, independentes e sem intuitos partidários ou sindicais. É tão simples quanto isto…

Quanto ao PSD, estamos perante um exemplo clássico de utilização dos professores para a sua propaganda. Os professores não esquecem o que o PSD e o CDS lhes fizeram, bem como à restante população. Foi por isso de estranhar, ou talvez não, o canto da sereia com que alguns ilustres membros do PSD andaram a bajular os professores enquanto a ILC não surgiu. Porém, na hora “H”, na hora em que a propaganda acaba e o voto começa, é um “pois e tal… afinal… vamos aguardar que o Governo clarifique… desde que peçam desculpa… blá blá blá”. Como costumo dizer, as máscaras vão cair e estes senhores que são eleitos por nós, têm de aprender que estamos numa democracia, que não são donos do povo e não o podem utilizar quando querem e como querem. O povo está farto das vossas jogadas, das vossas falsas verdades, da defesa intransigente de certos setores financeiros, enquanto os mesmos do costume são sacrificados.

Lembro… PS, BE, PCP, Verdes e PAN, todos votaram a favor da recuperação total do tempo de serviço docente congelado e pelo processo de negociação já para 2018. O PSD e o CDS abstiveram-se.

Estamos em junho… O que andam vossas excelências a fazer? De que estão à espera para fazerem uma lei, tal como fizeram com os concursos dos professores, para tornarem factual aquilo que recomendaram há alguns meses? Já não perceberam que as negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos falharam redondamente? Têm consciência que também são responsáveis por terem ignorado o descontentamento docente, e que a greve fortíssima que está a decorrer hoje nas escolas, é também da vossa responsabilidade?

(…)

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Opinião | Srs. Deputados aprendam a lição: nunca mais usem os professores para as vossas propagandas | PÚBLICO

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Contagem de Tempo de Serviço dos Professores com Três Soluções Diferentes

Educação | Contagem de tempo de serviço dos professores com três soluções diferentes | PÚBLICO

(…) O país é só um, mas já há três soluções distintas para a questão da contagem do tempo de serviço dos professores que viram as suas carreiras congeladas entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017: uma nos Açores, outra na Madeira e outra no continente.

Fez segunda-feira uma semana que, já ao final da tarde, uma proposta do Governo madeirense fez o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) recuar na greve às avaliações. O executivo do Funchal propôs a recuperação integral do tempo de serviço dos professores em sete anos. A direcção do SPM decidiu ouvir os sócios e 85% votaram pelo regresso à mesa de negociações.

A proposta, sublinha o coordenador do SPM ao PÚBLICO, não corresponde exactamente às reivindicações dos professores, mas é um bom início de conversa. “Saudamos positivamente a apresentação desta proposta, que recebemos com total abertura”, garante Francisco Oliveira, que tem a primeira reunião com o Secretaria Regional de Educação a 25 de Junho.

O governo regional madeirense (do PSD) avança assim num sentido diferente daquele que deverá ser seguido no continente (pelo executivo do PS). Mas esta posição de Miguel Albuquerque evidencia também uma contradição entre o PSD regional e o PSD nacional. Rui Rio entende que o país não está em condições de contar todo o tempo dos professores e Fernando Negrão assumiu, nas jornadas parlamentares, que o partido pode votar contra a iniciativa legislativa de cidadãos que pede a contagem integral do tempo da carreira dos professores.

Proposta madeirense

O calendário proposto pelo Governo social-democrata da Madeira estende-se por sete anos. Nos primeiros seis, os professores recuperam a cada ano 545 dias de tempo de serviço. No sétimo e último ano, vão buscar os restantes 141. No total, o equivalente aos mais de nove anos reclamados também no continente.

A proposta do executivo madeirense tem como data de início 1 de Setembro de 2019 e abrange todos os professores (são pouco mais de seis mil no arquipélago) que tiverem o tempo de serviço congelado na Madeira, desde que continuem a leccionar na região durante o período de recuperação.

O SPM quer mais. Ou melhor, menos. Primeiro, que a recuperação do tempo de serviço seja feita em quatro e não sete anos. Depois, que o início seja logo em Janeiro de 2019. “Estas duas questões são para nós centrais”, avisa o dirigente do SPM, afecto à Federação Nacional de Professores (Fenprof)  e o mais representativo da região autónoma.

Para já, ninguém aponta custos. O secretário regional de Educação não falou ao PÚBLICO, e Francisco Oliveira diz que as contas são difíceis de fazer. “Sabemos que, tendo em conta a idade dos professores na Madeira [mais jovens], o custo será inferior ao da média nacional”, explica, repetindo que está confiante na abertura demonstrada pelo executivo de Miguel Albuquerque.

E nos Açores?

E se o Funchal está confiante, Ponta Delgada está expectante. O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), também ligado à Fenprof, está a aguardar o desfecho das negociações nacionais para decidir os próximos passos. Para já, explica ao PÚBLICO o presidente do SPRA, António Lucas, os professores açorianos vão deixar esgotar o processo negocial em Lisboa, antes de equacionarem negociações com o Governo liderado por Vasco Cordeiro (PS).

Em linha com a Fenprof, o SPRA tem aderido às diversas formas de protesto nacional, incluindo a greve às avaliações, embora os cerca de 4500 professores do arquipélago estejam numa situação melhor do que os do resto do país. Em Outubro de 2008, com as regionais desse ano à porta, o SPRA conseguiu uma pequena vitória a dois tempos. Recuperou dois anos, dois meses e dois dias do tempo de serviço. Metade em 2008, a outra metade em 2009.

A Fenprof tem pegado nestes dois exemplos, para argumentar que a mesma classe num único país, não pode ter tratamento diferenciado. A proposta que chegou ao SPM, por exemplo, será entregue às vários partidos com assento parlamentar, para mostrar que recuperar o tempo de serviço é possível.


Continuem a divulgar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos!

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

Instruções em vídeo:

 

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Serviços Mínimos Entregues a Colégio Arbitral, Mas Já Existem Dúvidas Sobre A Sua Viabilidade

(…) O pedido do Ministério da Educação para que sejam convocados serviços mínimos arrisca-se, contudo, a cair por terra no colégio arbitral por esbarrar com dois pressupostos legais que terão de ser atendidos, advertiu em declarações ao PÚBLICO o especialista em Direito Administrativo, Paulo Veiga e Moura, que faz parte também dos árbitros designados pelo Conselho Económico e Social para presidirem aos colégios arbitrais.

“Os serviços mínimos pressupõem uma natural redução do número de trabalhadores que têm de estar presentes. Ora se nas reuniões de avaliação têm de estar presentes todos os professores da turma, então estes não seriam serviços mínimos, mas sim serviços normais e a sua imposição constituiria uma violação do direito à greve”, afirma Veiga e Moura.

Para este especialista só seria possível convocar serviços mínimos se fosse possível que as reuniões se realizassem sem a presença de todos os professores envolvidos na avaliação, o que à luz da “regulamentação existente oferece dúvidas”.

A regulamentação em vigor (portaria n.º 243/2012 e despacho normativo n.º 1-F/2016) estipula que “para efeitos de avaliação dos alunos, o Conselho de Turma é constituído por todos os professores da turma”.

Quanto aos fundamentos para a convocação destes serviços, Veiga e Moura considera que poderão existir razões para considerar que estes sejam necessários para assegurar as reuniões de avaliação do 12.º ano “por poder estar em causa a candidatura ao ensino superior destes alunos”, mas adverte que o problema quanto à sua concretização mantém-se.

“Avaliar não é classificar, é muito mais do que isso”

A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arranca a 18 de Julho e para se candidatarem os alunos precisam de ter lançada a sua nota final, que no caso resulta da classificação obtida no exame nacional e daquela que é dada pelos professores, sendo esta última a que tem estado em causa com as greves às avaliações.

Também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, considera que os serviços mínimos no caso dos Conselhos de Turma “terão de ser sempre serviços máximos porque nestas reuniões têm de estar todos os professores”. “Avaliar não é classificar, é muito mais do que isso e é essa a razão pela qual as reuniões finais dos Conselhos de Turma são um pilar fundamental do sistema educativo”, frisa.

Manuel Pereira voltou a apelar ao ministro da Educação “para que tenha coragem de lançar pontes” de modo a pôr fim ao ambiente de “enorme desequilíbrio que se vive nas escolas”. “Ainda temos um ministro da Educação e as escolas precisam que ele dê um passo positivo”, frisou para deixar também um aviso: “na maioria das escolas os directores não prescindem da sua qualidade de professores e estão solidários com esta luta, que é uma luta justa.”

Continua aqui:

Professores | Serviços mínimos entregues a colégio arbitral, mas já existem dúvidas sobre a sua viabilidade | PÚBLICO

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