Junho 2018 archive

A ILC em Entrevista pelo Expresso – “Neste Momento os Professores Já Não o Reconhecem como Ministro da Educação”

Mais de 20 mil pessoas assinaram um projeto de lei que determina a recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo congelado de serviço prestado pelos professores. O número alcançado obriga agora a que a Assembleia da República volte a discutir e a votar esta questão. Em entrevista ao Expresso, Alexandre Henriques, um dos promotores desta Iniciativa Legislativa de Cidadãos, diz que a proposta apresentada pelo Ministério da Educação para contar apenas dois anos e dez meses é “quase insultuosa” e que os professores já não reconhecem Tiago Brandão Rodrigues como ministro da Educação

Tinham três meses para o fazer, conseguiram-no ao fim de dois: mais de 20 mil pessoas já assinaram, numa plataforma digital do Parlamento, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos para contagem integral do tempo de serviço dos professores. A fasquia foi atingida sábado à noite e o número de subscritores continua a aumentar. Alexandre Henriques, professor de Educação Física no Agrupamento de Escolas nº3 de Elvas, explica porquê.

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Continua aqui:

Expresso | Tempo de serviço dos professores volta ao Parlamento. “Está na altura de passarem das palavras aos atos e serem coerentes com o que votaram”

 

Para assinar a ILC é ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

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Opinião – Afinal, Por Que Lutam os Professores?

Aos professores não peçam que calem a luta, que fiquem paralisados enquanto o tempo avança e a legislatura se esgota, enquanto o governo toma decisões e aceita decisões que outros tomam e que põem em causa a resolução dos problemas.

 

Em nome da austeridade, o governo de Sócrates e o de Passos Coelho, e as suas maiorias parlamentares, deixaram de respeitar o tempo de serviço prestado pelos trabalhadores da administração pública que, com outras exigências, é condição necessária para os desenvolvimentos de carreira, de acordo com o que a legislação determina.

Fizeram o trabalho que lhes competia, cumpriram deveres e obrigações, aliás, em condições particularmente adversas, suportaram sobrecargas e a degradação das condições em que desempenham funções, cortes brutais de rendimento. Os governos fizeram como se não tivessem trabalhado… Assim extorquiram milhares de milhões de euros devidos, neste caso, a quem trabalha no âmbito da administração pública; milhares de milhões vazados nos destinatários habituais dos saques, juros e serviço da dívida, banca, PPP, negócios privados em áreas públicas, etc., etc.

O governo de António Costa prolongou o esbulho e tenta agora encontrar forma de, tanto quanto possível, o perpetuar. Há uma sanha indisfarçável em relação aos professores, não por qualquer calunioso privilégio, mas porque, além de serem necessariamente muitos, são trabalhadores com elevadas qualificações e destacada importância social. Para azia de certa gente, isto há de ter alguma tradução na carreira deles.

Os professores reclamam a normalização, de acordo com o que está consagrado na legislação. Tal não se alcança só com o retomar (mitigado) da contagem de tempo, o dito descongelamento. Exigirá que os professores sejam colocados no ponto da carreira em que devem estar, segundo as regras e a estrutura aprovada, diga-se, por governos do PS. Idêntica reclamação mobiliza outros trabalhadores de outras carreiras? É de inteira justiça que lutem!

Importa dizer, ainda, que as razões dos professores não se esgotam na recuperação do tempo de serviço. O governo também não responde à necessidade de medidas que atenuem o vincado desgaste que atinge os docentes, ao imperativo de fazer face ao envelhecimento do corpo docente, o que, combinado com o tema anterior, suporta a exigência de um regime de aposentação adequado, ao problema da precariedade laboral, em relação ao qual o esforço realizado é manifestamente insuficiente.

Justiça e lei

A normalização da carreira é uma aspiração justa. Quem ataca a luta dos professores, dizendo que são privilegiados, alegadamente por a sua carreira ter escalões (muitos, demasiados!) de quatro anos, devia saber que, hoje, os docentes com 18 anos de serviço ainda estão a chegar ao segundo escalão, quando deviam estar no quinto; ou saber que a lei estabelece que, com 27 anos de serviço, um professor devia estar no oitavo mas, afinal, ainda está retido no segundo escalão!

Se os argumentos de justiça não mexem com António Costa, o governo e o seu partido, lembrem-se que o Orçamento do Estado – é da lei que voltamos a falar – estabelece a negociação dos prazos e do modo da recuperação do tempo de serviço nas carreiras do tipo da dos professores; não põe à discussão quanto tempo é para apagar, para fazer de conta que não foi tempo de trabalho.

O governo não quer cumprir a lei, quer perpetuar roubos através da não recuperação do tempo de serviço prestado no longo inverno dos congelamentos.

E se a lei em vigor o determina, existe ainda uma resolução da Assembleia da República que a reforça. Recomenda a contagem de todo o tempo e a correspondente valorização remuneratória. Tentado pelo produto do roubo de tempo de serviço, António Costa desvaloriza a recomendação aprovada, também, com os votos do PS.

Não admira que o governo despreze o compromisso que assinou com as organizações sindicais em novembro, no qual se destacava a recuperação do tempo de serviço. Não admira e não se desculpa!

Intransigência de quem?!

A FENPROF, acompanhada pelas organizações que têm convergido no atual processo de luta, vem insistindo com a necessidade de se encontrarem respostas para os problemas, tem apresentado propostas e procurado abrir caminhos. Não reivindica a devolução dos milhões extorquidos nos últimos largos anos: apenas a (progressiva) normalização da carreira docente.

Aceitou não dificultar a discussão com outro tempo de serviço perdido em revisões da carreira (da responsabilidade de governos do PS), perdas que adensam os prejuízos suportados pelos docentes.

Aceitou que a recuperação não arrancasse já este ano mas sim, moderadamente, no próximo. Admite um faseamento prolongado, de forma a não comprometer a dita sustentabilidade do processo.

Apresentou propostas mas não excluiu a possibilidade de as rever e as alongar ainda mais no tempo. Aceitará, aliás, como base de negociação, se assim for proposto pelo governo, a consideração do tempo de serviço por ele admitido, desde que, naturalmente, a recuperação de apenas 30% do tempo não sirva para o roubo definitivo, o apagão, dos outros 70%! Inflexibilidade de quem? Intransigência de quem?!

Notas finais

Contra a luta dos trabalhadores, mexe sempre outro argumento. Em especial a greve, é um direito fundamental da democracia, tem de ser respeitado; mas, com mil diabos, sempre que acontece é inoportuna e demonstra um egoísmo intolerável por parte de quem foi obrigado a fazê-la.

Repete-se com a greve às avaliações que a FENPROF e outras nove organizações sindicais convocaram a partir de dia 18, num importante e ponderado movimento de convergência para a defesa de legítimos interesses dos professores, bem significativo quando os divisionismos do costume, sempre úteis ao poder e muito ativos quando a luta tem de ser mais forte, já assumiram as habituais posições no campo de batalha.

Agora a inoportunidade e o egoísmo voltam a ser porque estamos no final do ano… Conhecemos a ladaínha… A verdade é que os problemas estão colocados há muito e a estratégia do governo tem sido não lhes dar resposta, deixar o tempo passar, adiar, empatar…

Aos professores não peçam que calem a luta, que fiquem paralisados enquanto o tempo avança e a legislatura se esgota, enquanto o governo toma decisões e aceita decisões que outros tomam e que põem em causa a resolução dos problemas. A paciência tem limites.

O governo há de saber e o partido do governo há de lembrar que tal tipo de comportamento tem custos políticos. A continuar assim, chegarão os custos eleitorais.

A justíssima luta dos professores prossegue com a greve às avaliações convocada pela FENPROF e outras nove organizações sindicais que os representam.

Aqui: Afinal, por que lutam os professores? | AbrilAbril

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Divulgação – A Pulga na Orelha – Candidatura ao Orçamento Participativo Portugal

 

Conhecer para preservar! Este é o lema.

Pretende-se com “A Pulga na Orelha” criar nas crianças, através de histórias ilustradas online, o conhecimento e o gosto pela preservação da fauna e da flora autóctones do nosso país, a partir de todos os concelhos do Alentejo.

É impossível preservar sem se saber o que preservar. É neste sentido que surge este projeto, pretendendo-se dar a conhecer de forma lúdica as características, os comportamentos, a alimentação, a reprodução, os habitats, bem como os perigos a que estão sujeitas algumas das espécies mais significativas da nossa fauna e também da nossa flora.
E porquê o Alentejo? Porque se trata simplesmente de um dos últimos refúgios nacionais quase puros de vida selvagem, nos seus habitats e numa quase harmonia perfeita com o homem. Daqui para o resto do país, e deste para o mundo.

Enquanto professores do ensino básico, e ao propor este projeto, procuramos colmatar uma lacuna grave na educação ambiental e na educação para a cidadania, que passa pela quase inexistência de materiais específicos de apoio à exploração pedagógica nas respetivas áreas.

O projeto terá a duração de 20 meses e prevê a elaboração de 18 histórias (1 por mês durante o calendário letivo), cujo início está previsto para novembro de 2018. Com estas, os professores do 1º ciclo do Ensino Básico poderão explorar gratuitamente nas suas aulas a história de cada mês, socorrendo-se de um vídeo publicado no site do projeto onde se conta a história devidamente ilustrada, bem como da publicação (.pdf) imprimível em papel A4 da mesma história, a qual será disponibilizada online.

Para auxiliar a exploração pedagógica das histórias em sala de aula, será sugerida a dramatização da mesma através da construção de personagens na área das expressões. Para o efeito, será escolhida mensalmente uma matéria-prima reutilizável/reciclável e produzir-se-á um documento em formato .pdf de demonstração da construção das referidas personagens de cada história. Com isto, fomentar-se-á a exploração artística e criativa dos alunos, desenvolvendo-se a manipulação de materiais (motricidade fina), enquanto previamente se dará a conhecer o problema ambiental do excesso de resíduos, incentivando-se deste modo à sua reutilização.

No site e Facebook oficiais do projeto, para além de todos os conteúdos (vídeos das histórias, publicações em livro das mesmas (formato pdf imprimível), tutoriais de construção das personagens), serão também divulgadas as imagens/vídeos enviados pelos alunos/turmas intervenientes no projeto, de acordo com a legislação de proteção de dados.
No final do projeto, serão publicadas num só volume (1000 exemplares) todas as histórias na sua totalidade. O mesmo será distribuído pelas turmas/escolas/bibliotecas/ateliers envolvidos no projeto.

Para votar neste projeto de forma a torná-lo realidade, poderão votar gratuitamente por SMS para o nº 3838 com a seguinte mensagem:

OPP(espaço)352(espaço)NÚMERODEIDENTIFICAÇÃOCIVIL

Ex: OPP 352 123456789ZZ1 (para cartões de cidadão)
Ex: OPP 352 123456789 (para bilhetes de identidade)

Ou online em www.opp.gov.pt procurando pelo projeto “A Pulga na Orelha”

Falta apenas dizer que esta é uma candidatura apresentada ao Orçamento Participativo Portugal

A propósito, já votou?

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Os Melhores Alunos Vêm das Escolas Públicas

73% das notas iguais ou superiores a 18 valores nos exames nacionais são de estudantes que frequentam o ensino estatal.

Entre as melhores notas nos exames nacionais conseguidas em 2017, a maioria é obtida por alunos que vieram da escola pública. Entre 4.462 provas que obtiveram uma nota igual ou superior a 18 valores, 73% foram conseguidas por alunos do ensino público.

 

É ainda de salientar que a maioria dos jovens que fazem os exames nacionais são da escola pública: compõem 73% dos alunos, indica o Jornal de Notícias.

Por outro lado, 91% das notas inferiores a 5 valores conseguidas pelos alunos são de jovens do ensino público.

Apesar de os rankings das melhores escolas estarem dominados por estabelecimentos privados, quando se escolhem apenas as notas mais altas (que superam os 18 valores), a lista dos dez melhores divide-se a meio entre estabelecimentos públicos e privados.

A Matemática é a disciplina que tem mais notas superiores a 18 valores. Também é a que conseguiu 81 das 96 notas máximas atribuídas em 2017 (20 valores).

Os melhores alunos vêm das escolas públicas – Portugal – SÁBADO

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Semanário Sol – Greve Une Professores ‘Como Nunca’

Governo está com receio da adesão à greve às avaliações, que se adivinha ‘muito forte’. Secretário de Estado, João Costa, rumou ontem ao norte para medir pulso junto das escolas e pedir ajuda para conter os ânimos no terreno. Tutela vai enviar novas orientações no início da próxima semana.

Os professores estão «unidos» e «aguerridos» para a greve às avaliações que arranca na próxima segunda-feira, por causa do descongelamento da carreira, dizem os diretores ouvidos pelo SOL, que salientam que «há muitos anos» que não viam os docentes «tão revoltados e descontentes».

É este retrato que, deixando adivinhar uma forte adesão à greve – convocada pela plataforma de dez sindicatos, incluindo a Fenprof e a FNE -, está a preocupar muito o Governo, surpreendido com a adesão à primeira greve às avaliações (que terminou ontem). Estas greves põem em risco este ano letivo e o arranque do próximo.

Ontem, depois do debate no Parlamento, o secretário de Estado da Educação, João Costa, rumou ao norte do país para uma reunião à última hora e informal com diretores de escolas, para medir o pulso e pedir ajuda para acalmar os ânimos no terreno, sabe o SOL.

Nessa reunião, o governante prometeu enviar urgentemente às escolas, no início da próxima semana, uma nova nota onde serão clarificadas e corrigidas as orientações que foram remetidas às escolas esta semana pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), apurou o SOL. Decisão que foi tomada depois de vários diretores terem assumido que não iriam acatar as ordens da tutela que lhes chegaram esta semana.

Ainda assim, as novas orientações não deverão travar a «forte adesão» ao protesto que é esperada pelos sindicatos. Sinal dessa tendência foi a adesão à greve convocada pelo recente Sindicato de Todos os Professores (STOP) que ontem terminou. Desde 5 de junho este protesto paralisou centenas de reuniões de avaliação em quase metade (348) do total de 811 agrupamentos de escolas em funcionamento.

Professores organizados em escalas para a greve

A união dos professores em torno do protesto chega à forma como se estão a organizar. «Em quase todas as escolas do país» os professores estão a organizar-se em escalas para definir e distribuir entre diferentes turmas os docentes que fazem greve rotativamente, dizem ao SOL vários diretores. E para que o professor em greve não perca o valor total do dia de salário, os restantes docentes estão a recolher verbas  entre si para entregar ao professor que fica em protesto, apurou o SOL junto de docentes de várias escolas de diferentes regiões do país.

Esta estratégia já tinha sido seguida pelos docentes na última greve às avaliações, em 2013, lembra ao SOL Filinto Lima, presidente Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Mas, agora há mais professores a aderir a este plano. «Raramente vi os professores tão unidos e tão aguerridos à volta de um problema como estão agora», avisa Manuel Pereira, presidente  presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Também Filinto Lima avisa que os professores «estão mais revoltados que nunca».

Diretores recusam orientações ‘ilegais’ do Ministério

O sentimento de descontentamento e revolta aumentou depois de ter chegado às escolas um conjunto de orientações do Ministério da Educação, através da DGEstE, que são vistas como «ilegais» pelos professores e sindicatos que entregaram esta semana várias queixas contra a tutela no Ministério Público, na Provedoria de Justiça e na Inspeção Geral da Educação.

O Ministério da Educação tentou impor um travão ao número de vezes que uma reunião do Conselho de Turma – onde são aprovadas as notas dos alunos – pode ser adiada e impondo que a remarcação das reuniões tivessem um prazo de 24 horas. A tutela queria ainda que ao fim de dois adiamentos da reunião de Conselhos de Turma, os diretores de turma ou o professor que o substituísse (que podia ser o docente com mais tempo de serviço) recolhesse antecipadamente as notas de cada aluno para que fossem lançadas em pauta sem que, em última instância, as notas fossem aprovadas em reunião.

De acordo com as regras em vigor, basta que um professor falte para que o Conselho de Turma tenha de ser adiado e, de acordo com a lei, as orientações enviadas pela tutela na semana passada só serão aplicadas em casos de falta prolongada. Os sindicatos dizem que a greve não é considerada como falta e classificam as orientações como «ilegais».

Também os diretores  – que ficaram em «choque» com as orientações da tutela – avisam em uníssono que não vão acatar as orientações da tutela e que não vão aprovar nenhuma pauta com notas que não tenham sido aprovadas em Conselho de Turma, alertando ainda que as indicações só provocaram «mais confusão e dúvidas».

Todo este cenário dá aos sindicatos «sinais de uma muito forte mobilização» dos professores, que resulta de uma «grande organização das escolas para aderir ao protesto», diz ao SOL o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, que acredita que a adesão à greve «será muito grande» com um número «esmagador» de reuniões de Conselhos de Turma bloqueadas.

O braço de ferro

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Continua aqui: Greve une professores ‘como nunca’

 

Não baixem os braços, é continuar a divulgar e a assinar!

Não estão fartos de serem pisados e gozados por gente que não vale o chão que pisa?

“É Continuar e Conseguir o Objectivo por Larga Margem” » Blog DeAr Lindo 

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Professores São Uma “Bomba Relógio” que Preocupa Marcelo

Professores são uma “bomba relógio” que preocupa Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa está preocupado com as consequências que o braço-de-ferro entre o Governo e os professores pode causar na vida política e económica nacional, especialmente devido à postura de alguns elementos do PSD no âmbito desta temática.

O Expresso relata, na sua edição deste sábado, que o Presidente da República está “apreensivo com as consequências orçamentais e políticas da colagem do PSD às posições de esquerda”.

A polémica em torno da contagem de tempo das carreiras dos professores, que opõe o Governo aos Sindicatos do sector, está a dividir a esquerda, abrindo uma guerra entre o Bloco de Esquerda e o Executivo socialista.

O PCP também está do lado dos professores que exigem, no âmbito da progressão na carreira, a recuperação de nove anos, quatros meses e dois dias de tempo de serviço congelado. Mas o Governo já disse que não tem os 600 milhões de euros necessários para cumprir essa meta.

O Bloco de Esquerda defende que as reivindicações dos professores devem ser cumpridas e várias figuras de liderança do PSD assumiram posições públicas semelhantes, como foi o caso dos vice-presidentes David Justino e Castro Almeida.

“O tempo de carreira dos docentes deve ser respeitado”, disse David Justino em entrevista à Renascença.

“Se o Governo prometeu aos professores contar todo o tempo acho que não há décimas do PIB que valham mais do que a honra e a palavra de um Governo. Se o Governo prometeu deve cumprir”, referiu Castro Almeida em entrevista ao Diário de Notícias.

Estas declarações de figuras do PSD preocupam Marcelo Rebelo de Sousa que “teme que uma aproximação dos sociais-democratas aos argumentos do PCP e do BE leve a uma crise política em torno do Orçamento” de Estado para 2019, como nota o Expresso.

Além disso, o Presidente da República receia que uma eventual cedência do Governo aos professores abra “um precedente jurídico que o obrigue a repor todas as situações semelhantes no futuro”, o que seria economicamente incomportável.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse no Parlamento que “para dançar o tango são precisos dois”, apelando novamente aos Sindicatos para que cedam nas suas reivindicações, de modo a “negociar” uma proposta viável

“Se nestas negociações, ‘como acontece no tango, são precisos dois’, é também preciso que o senhor ministro da Educação não tenha ‘pés de chumbo’ e se deixe de cinismo para que os professores não fiquem parados no mesmo sítio como estiveram durante nove anos, quatro meses e dois dias”, reage em comunicado o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

 

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Ó António Costa Eu Falo Contigo no Dia das Eleições

Falas e sai mosca.

Diz à pandilha que se ponha a pau…

Primeiro-ministro acusa professores de serem intransigentes –  RTP Notícias

António Costa, numa entrevista exclusiva à RTP, acusa os professores de serem intransigentes e que é por culpa deles que as negociações sobre as progressões nas carreiras não avançam.

Nesta entrevista exclusiva à RTP, em Nova Iorque, e sobre o próximo Orçamento do Estado, António Costa acredita que os parceiros de esquerda e o governo vão chegar a acordo.

 

“Não há dinheiro”, diz ele.

É preciso amealhar para o clientelismo partidário, não é verdade António Costa?

O Governo já nomeou 1.717 pessoas: quase duas nomeações por dia – SÁBADO

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Leitura aconselhada:

Reconheço Uma Certa Intransigência à Falcatrua Política | O Meu Quintal

 

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Pelo Jornal O Público – Petição Força Deputados a Votar Contagem Integral da Carreira

Professores | Petição força deputados a votar contagem integral da carreira | PÚBLICO

Uma iniciativa legislativa de cidadãos para forçar a Assembleia da República a votar a contagem integral do tempo de serviço docente prestado pelos professores que não foi contabilizado em períodos anteriores a 2018, para efeitos de progressão na carreira e respectiva remuneração, atingiu este sábado as 20.000 assinaturas necessárias para iniciar o debate no Parlamento. As assinaturas, recolhidas pela internet, ainda não foram no entanto validadas pelos serviços da AR.

Em causa estão nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado até este ano, e cuja contabilização o actual Governo diz que “nunca” foi prometida aos sindicatos. “Talvez se tenha criado um mal-entendido”, declarou na sexta-feira, à Antena 1, a ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques. No mesmo dia, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, negou por seu turno que o Executivo tenha feito “chantagem” no sentido de forçar os sindicatos a aceitar a contabilização de dois anos, nove meses e 18 dias, sob a ameaça de nenhum tempo ser contado. “Da minha parte existe o que negociar mas, como acontece no tango, são precisos dois”, disse no Parlamento.

Da última reunião entre os 23 sindicatos de professores e Brandão Rodrigues não resultou qualquer acordo relativamente à contabilização de parte ou totalidade dos nove anos, com o ministro da Educação a reafirmar o compromisso do programa de Governo: o mero descongelamento de carreiras com início a 1 de Janeiro de 2018.

Os professores acabariam por avançar para uma greve às reuniões de avaliações deste mês, cujo efeito foi entretanto esvaziado pelo Ministério, que determinou que os alunos afectados podem ir a exames mesmo com a avaliação do ano lectivo por concluir. A legalidade desta ordem está entretanto a ser contestada nos tribunais pelo Stop (Sindicato de Todos os Professores), que interpôs uma providência cautelar, enquanto a Fenprof (Federação Nacional de Professores) avançou para uma queixa no Ministério Público.

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“É Continuar e Conseguir o Objectivo por Larga Margem”

(…) A ideia não é parar… é continuar e conseguir o objectivo por larga margem, visto que o principal se conseguiu – com diversas e desnecessárias chatices – em dois terços do tempo disponível.

Aqui: Agora É Continuar E Não Se Jogar Para o 1-0 | O Meu Quintal

 

Para assinar ir ao seguinte link:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

 

 

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ILC a 20.000… Já está!

Para os promotores, os  Parabéns.

Para os céticos fica a lição…

 

 

 

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Mais um caso aberrante de contagem de tempo para a SS

Não será isto alvo de algum tipo de inspeção, ou dá jeito que assim continue?

 

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Professores, o Bode Expiatório de Centeno?

É perturbante ouvir Fernando Medina ou Pedro Silva Pereira afirmarem que os professores exigem retroativos

Os docentes são o maior grupo profissional da administração pública. São mais de 120 mil, mas chegaram a ser mais de 150 mil nas escolas antes de a troika patrocinar um ataque à educação pública que o governo PSD/CDS executou com firmeza. Essa é uma das principais razões para uma capacidade de renovação da classe docente próxima de zero. Quase metade têm mais de 50 anos e só 0,3% têm menos de 30 anos.

O retrato tem sido feito com todo o detalhe estatístico. Temos uma classe docente envelhecida e não raras vezes cansada, mas com memória. Foi esse património humano que absorveu os impactos e permitiu à escola pública resistir aos absurdos da austeridade. Foram estas gerações de professores e professoras que construíram a escola pública e viram no reconhecimento da sua carreira uma garantia para o sistema de educação do país.

Não foi sempre assim. Durante muitos anos, os professores receberam salários abaixo dos restantes trabalhadores do Estado. Só a partir de 1986 é que passaram a estar equiparados aos restantes licenciados da função pública e só a partir de 1989/1990 passaram a ter uma carreira solidificada no Estatuto da Carreira Docente.

É uma carreira com uma estrutura parecida com a dos restantes funcionários públicos. Tem 10 escalões que, da base ao topo, variam entre 1100€ e 1990€ líquidos. Nenhum docente ganha mais do que qualquer outro técnico superior no topo da carreira. E todos viram congelada por igual quase uma década de trabalho.

Só que, ao contrário das carreiras gerais, o governo recusa-se a reconstruir a carreira dos docentes contando o tempo congelado. A injustiça não está nas especificidades das carreiras, ser professor não é igual a ser médico ou cantoneiro. É verdade que essas especificidades determinam regras próprias de progressão, mas também incluem a possibilidade de andar feito caixeiro-viajante durante anos sem receber mais um cêntimo por isso.

A injustiça é não reconhecer a todos o mesmo direito a recuperar o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. E se isso já é mau, pior é sustentar um discurso sobre “privilégios” inexistentes e falsos mitos para ganhar a opinião pública.

É perturbante ouvir alguns dirigentes socialistas, como Fernando Medina ou Pedro Silva Pereira, afirmarem que os professores exigem retroativos quando sabem perfeitamente que nenhum professor está a exigir agora os aumentos salariais perdidos durante os anos de congelamento.

É pouco sério repetir que a progressão na carreira docente é automática. Para progredirem, os professores têm de obter classificação mínima de “bom” na avaliação de desempenho, formação contínua certificada, avaliação externa através de aulas assistidas, já para não falar nas rolhas que existem no acesso ao 5.o e ao 7.o escalões, em que o número de vagas é limitado pelo governo.

Se a progressão fosse automática, um professor demoraria 34 anos a chegar ao topo da carreira. Mas com as perdas de tempo de serviço, um professor pode demorar até 48 anos… Ou seja, só lá chega depois de estar reformado. Com o congelamento de quase uma década, há professores com mais de 20 anos de serviço que recebem 1300 euros, praticamente o mesmo que um jovem acabado de entrar na carreira docente.

Também não vale atirar milhões inflacionados para cima da mesa dizendo que o país não pode (ou será que o Eurogrupo não deixa?) pagar. Claro que há um impacto orçamental significativo, são mais de 120 mil trabalhadores. Por isso é que a proposta dos sindicatos é fasear a recuperação do tempo de serviço, não até 2019 como nas carreiras gerais, mas até 2023.

Os professores não querem privilégios, querem respeito pelos seus direitos. Nunca daí saiu prejuízo para a escola pública. Bem pelo contrário, são eles a sua principal trincheira. É por isso que é um erro declarar uma guerra injusta aos direitos dos professores ou utilizá-los como bodes expiatórios de brilharetes em Bruxelas. Nenhum calculismo eleitoral vale o risco para a escola pública. O PS já devia ter aprendido essa lição quando Maria de Lurdes Rodrigues franqueou as portas a Nuno Crato.

Artigo de opinião no jornal i: Professores, o bode expiatório de Centeno?

 

A Caminho das 20.000 assinaturas

AQUI:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

 

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Pelo Jornal O Público – Tempo de Serviço nas Mãos dos Deputados

Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) para a recuperação de todo o tempo de serviço deverá dar entrada no Parlamento já na próxima semana, uma vez que se encontra à beira das 20.000 assinaturas que são exigidas. Na tarde desta sexta-feira contava com 19.263.

A comissão que coordena esta iniciativa espera agora que o Parlamento aproveite o debate em torno desta ILC para “dignificar a imagem dos professores, dedicando-lhe a atenção devida, com celeridade, e repondo a justiça, depois de mais de uma década de maus tratos à profissão”, disse ao PÚBLICO um dos seus membros, o professor de História Luís Braga.

Segundo Luís Braga, a comissão vai tentar agendar reuniões com os grupos parlamentares para os “sensibilizar para a importância de acolherem esta ILC como uma proposta de cidadãos que, por existir, valoriza o Parlamento”. E também para sublinhar a “importância de que o debate seja rápido”.

Mas como o Parlamento entra de férias no final do próximo mês, o mais provável é que este debate aconteça só na próxima sessão legislativa, que se inicia em Setembro.

As ILC visam a aprovação pelo Parlamento de propostas de lei apresentadas por cidadãos, cuja apreciação é obrigatória desde que cumpram os requisitos exigidos. No caso desta iniciativa propõe-se que os deputados aprovem que os nove anos, dois meses e quatro dias em que as carreiras dos docentes estiveram congeladas sejam contabilizados, “na totalidade”, para efeitos de progressão e que os efeitos remuneratórios desta recuperação entrem “em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2019”.

“A pior coisa que o Parlamento poderia fazer era retardar o apelo que os cidadãos fizeram ao assinar”, sublinha Luís Braga, acrescentando que “as formalidades regimentais seguintes à apresentação não são muito complexas e podem ser simplificadas com boa vontade”. Foi o que aconteceu, aliás, com a proposta de lei para forçar a abertura de um novo concurso de professores, que foi aprovada pela assembleia em Maio passado.

Esta é a sexta Iniciativa Legislativa de Cidadãos da história da democracia portuguesa. Das cinco apresentadas anteriormente pelo menos uma, que estipulava o fim dos abates nos canis municipais, foi aprovada pelo Parlamento.

Parlamento | Tempo de serviço nas mãos dos deputados | PÚBLICO

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Os professores contratados continuam a sua luta com a SS…

Fica a exposição…

 

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Cartoon do dia – Vai um tango? – por Paulo Serra

 

 

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Cinema Sem Conflitos: Violência (parte 3/5)

“Duas avós decidem assaltar um banco para financiar a sua viagem ao musée du tabouret”

 

O terceiro filme do tema Violência chama-se “Escarface”, da autoria Lionel Arnold, Eva Navaux, Pierre Plouzeau, Dario Sabato e Burcu Sankur. Bom filme!

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Portugal Ganha e a ILC chega às 19.500 Assinaturas

AQUI:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

 

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Em Vídeo – Fenprof Entregou uma Queixa na Procuradoria Geral da República contra a Direcção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino

Os professores contestam o que dizem ser as práticas ilegais que foram sugeridas aos Diretores das Escolas para contornar a greve às avaliações.

Mário Nogueira, da Fenprof, diz que o Governo, em vez de dialogar, tem optado “pela chantagem, avançar pela ameaça pela ruptura negocial e até através de ilagalidades”, referindo-se uma nota enviada pela Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares enviada às escolas. De acordo com o sindicato de professores, essa nota viola a Constituição sobre o direito à greve.

Igual queixa foi entregue pela Fenprof à Inspeção-geral da Educação.

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Greve no Pré-escolar e 1º Ciclo (organização)

 

Tem circulado informação, por aí, que ainda gostava de saber em que legislação se baseia, que eu saiba a lei é igual e aplica-se da mesma forma a todos. Quem disser o contrário que o baseie na lei.

No caso do Pré-escolar e 1º ciclo o CD só não terá lugar se 50% dos professores estiverem em greve. Nestes 50% incluem-se professores de Inglês do 1º ciclo, professores de EMRC e Professores do 910, conforme os pontos 3 e 4 do art.º 22.º do DN 1-F/2016. Isto deve-se à singularidade destes dois graus de ensino, que funcionam em regime de monodocência. E a diferença é só essa.

Quanto ao que tem circulado por aí referindo que se um docente destes dois graus de ensino fizerem greve a uma reunião de avaliação lhes vai ser descontado o dia por completo, está totalmente errada. Se não vejamos:

Os docentes nesse dia só tinham a reunião como serviço estabelecido no estabelecimento escolar.

Passaram dois tempos para realizar essa reunião.

Os outros 5/7 do tempo que têm que trabalhar nesse dia, o que é feito com eles? São-lhes concedidos como férias? Não.

Se a todos os outros docentes, de outros grupos são descontados 2/7 do tempo de trabalho diário a estes docentes a regra terá, OBRIGATORIAMENTE, de ser a mesma.

Como conselho, elaborem as convocatórias das reuniões de avaliação onde conste hora de inicio e de provável terminus (duas horas depois), assim salvaguardam uma data de confusões que alguns podem querer causar. Quem fizer Greve, no final da reunião apresentem, na vossa secretaria, um “retorno” ao serviço. Talvez estas duas práticas limitem os abusos a que estes dois grupos estão sujeitos por parte de gente mal informada e mal intencionada.

Atenção: Os sindicatos servem para atender e resolver estas situações, qualquer duvida contatem-nos e façam valer os vossas cotas.

Notas informativas e esclarecimentos sem base legal objetiva são meros produtos de desestabilização e não “pegam” no jurídico.

 

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Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) Manifestou-se Em Frente à Escadaria da Assembleia da República Enquanto Decorria o Debate

Sindicato de Todos os Professores (STOP) reclamou esta sexta-feira ter conseguido adesão à greve de reuniões de avaliação num terço dos agrupamentos do país e provocado desespero no Ministério da Educação.

Em frente à escadaria da Assembleia da República, que esta manhã debateu a Educação, o sindicalista André Pestana disse aos jornalistas que dos cerca de 1200 agrupamentos do país, 400 fizeram greve às reuniões, numa greve convocada pelo STOP, que reclama, como os outros, a recuperação de quase dez anos de carreira docente congelada.

Os professores que fizeram greve conseguiram “forçar um certo desespero do Ministério da Educação”, que acusam de roubar tempo de serviço e mentir aos docentes, dizendo primeiro que reconhecia o tempo na totalidade e depois que os professores teriam de aceitar “dois anos ou nada”.

O STOP acusa ainda a tutela de querer pôr “diretores contra colegas”, com “notas informativas” para desencorajar a adesão à greve, mas reclama que essas “não têm valor de lei” para impedir a paralisação.

No dia 18, o sindicato mais recente da educação, criado em fevereiro, vai juntar-se às outras 22 organizações do setor que convocaram uma greve às avaliações que se poderá estender até julho.

A sindicalista Aurora Lima afirmou que “em muitas escolas tem havido adesão de 100 por cento”, indicando algumas localidades em que a paralisação convocada pelo STOP se fez sentir: Linda-a-Velha, Lisboa, Arganil, “desde o Norte ao Alentejo, Loulé, Albufeira”.

Há fundos de greves constituídos para apoiar os professores em greve, em que até participam aposentados, referiu.

“Estamos a lutar pelos nossos alunos. Ninguém mais que os professores sabe da fome, dos problemas sociais, políticos, da falta de participação. Não é o lóbi dos professores, estamos a lutar todos de norte a sul pela escola pública, pelos alunos e pelos pais desses alunos”, afirmou.

Aurora Lima defendeu que “ninguém pode ser coagido a não fazer greve”, indicando que colegas seus estão a “resistir à intimidação de diretores”.

Expresso | Sindicato afirma que greve a avaliações atingiu um terço dos agrupamentos de escolas

 

(…) Aos jornalistas, o dirigente do recém-fundado S.T.O.P. sublinhou que este protesto é para continuar e que os professores não estão disponíveis para negociar o tempo de serviço, apenas o faseamento da recuperação desse tempo.

“Admitimos toda a discussão em termos de como se vai processar o pagamento, se é em dois anos, se é em quatro, essa discussão pomos em cima da mesa, agora o tempo de serviço que nós trabalhámos? Que o próprio Ministério da Educação reconheceu em novembro, que assinou e agora volta atrás? Não pode ser”, sublinhou André Pestana. “O exemplo que dá à sociedade – e se nós nada fizéssemos, [o exemplo] que dávamos aos nossos alunos e às nossas crianças – era que, perante o vale tudo, o roubo, a mentira, a chantagem, a intimidação – nós não fazemos nada? Os professores têm de dar esse exemplo de cidadania e estamos a dar e vamos continuar a dar a partir de dia 18 juntamente com os outros colegas dos outros sindicatos.”

Confrontado com as declarações da ministra da presidência esta manhã, em entrevista à Antena 1, na qual Maria Manuel Leitão Marques falou num mal-entendido e garantiu que o Governo nunca se comprometeu a dar todo o tempo aos professores, o sindicalista voltou a desmentir o Executivo.

“Não houve aqui mal-entendidos, podem tentar usar uma narrativa ou tentar condicionar através de uma nova narrativa, mas nós somos professores, com o devido respeito. Respeitamos a sociedade, respeitamos o Ministério da Educação mas também temos de ter o mínimo de respeito da parte da tutela.”

(…)

Professores acusam Governo de mentir e mantêm reivindicação – Renascença

 

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Bloco e PCP Contra Alterações na Carreira dos Professores

O Bloco de Esquerda e o PCP não vão aceitar mudanças nas regras de progressão nas carreiras dos professores. Desde novembro que o governo tem vindo a estudar cenários para alargar o número de anos necessários para que os professores do básico e secundário subam de escalão, atrasando as progressões na carreira. A oposição dos parceiros de geringonça é assumida.

A revisão de carreira tem vindo a ganhar força não só no governo mas também dentro do PS, como noticiou o “Público” há dias, como solução para a alegada falta de verbas para reconhecer aos professores o tempo de serviço congelado. Mas caso o governo opte por avançar com esta medida vai ter, desde já, a oposição do Bloco de Esquerda e do PCP. “Não há maneira de colocar esta discussão no meio da discussão da recuperação do tempo de serviço. Degradar a carreira dos professores não vai resolver nenhum problema”, frisa ao i a deputada do BE Joana Mortágua.

O aviso surge numa altura em que o Ministério da Educação enfrenta uma guerra dos professores – que marcaram greves às avaliações dos alunos e às reuniões de preparação do próximo ano letivo – e uma chuva de queixas dos sindicatos ao Ministério Público, à Provedoria de Justiça e à Inspeção Geral da Educação.

Hoje os professores sobem de escalão a cada quatro anos e depois de reunirem a formação exigida. A exceção são os 5.º e 7.º escalões, para os quais os docentes progridem ao fim de dois anos existindo quotas para que consigam subir a esses patamares, conforme a sua avaliação de desempenho. Ou seja, a progressão não é automática.

Em novembro, fonte governamental avançou ao i que o governo estava a estudar cenários para dilatar o número de anos necessários para que os docentes subam de escalão, atrasando a progressão nas carreiras. Em cima da mesa está a possibilidade de progressão a cada dez anos, indo ao encontro do que acontece noutras carreiras da função pública, ou ainda a cada sete anos.

Na prática, caso o número de anos necessário para progredir fosse dilatado, reconhecendo os nove anos e quatro meses, os docentes iriam progredir apenas um escalão e não três, como acontece com as regras em vigor.

Essa seria a moeda de troca do executivo para reconhecer aos professores a totalidade do tempo de serviço que esteve congelado para efeitos de progressão e acerto salarial, os nove anos, quatro meses e dois dias. No entanto, em novembro, quando arrancaram as negociações com os sindicatos sobre o descongelamento de tempo de serviço, o governo não chegou a apresentar qualquer proposta de revisão da carreira, temendo um eventual chumbo do Orçamento do Estado para 2018.

Revisão na carreira é inaceitável O governo tem vindo a apresentar contas e António Costa já disse várias vezes que “não há dinheiro” para reconhecer todo o tempo de serviço congelado com os respetivos acertos salariais.

Mas, para o PCP e o Bloco de Esquerda, que sustentam a solução de governo, a revisão na carreira docente continua a ser “inaceitável”.

“Sempre dissemos que os professores têm direito à sua carreira e não vamos aceitar que propostas de revisão da carreira docente sejam postas em cima da mesa como forma de não cumprir o acordo com os professores”, frisou ao i a deputada do BE Joana Mortágua.

Também para o PCP esta “é uma tentativa do governo de trazer ruído para não resolver o problema no imediato, que é reconhecer o tempo de serviço congelado e negociar com os sindicatos a forma como será concretizada a expressão remuneratória dessa contagem do tempo de serviço”. A deputada comunista Ana Mesquita diz mesmo que parece haver “uma ideia perniciosa que é dizerem agora que o problema é a carreira dos professores, dando a entender que há uma espécie de privilégio dos professores em relação a outras carreiras”.

A carreira de professores tem na totalidade dez escalões. Fazendo as contas a uma progressão contínua e sem perdas de anos de serviço, os docentes atingem o topo ao fim de 34 anos de trabalho. Em média, nos restantes países da OCDE, os professores atingem o topo de carreira ao fim de 24 anos de serviço, de acordo com Andreas Schleicher diretor do departamento de Educação e Competências da OCDE.

Sem a contagem do tempo de serviço congelado, de acordo com as contas da Fenprof, “a duração da carreira está compreendida entre os 43 e os 48 anos de serviço”. Isto “numa profissão em que a vida contributiva é de 40 anos”, sublinha o sindicato.

(…)

Continua aqui: Bloco e PCP contra alterações na carreira dos professores

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Manual da Greve – Resposta a Dúvidas

 

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Ofício enviado ao Provedor de Justiça – FNE

Ofício enviado ao Provedor de Justiça
A Federação Nacional da Educação, vem solicitar a intervenção de V. Exa. na apreciação da situação que passaremos a expor, decorrente da emissão de “Nota Informativa” por parte da DGEstE/ME e que, na nossa perspetiva, coloca em causa os legítimos direitos dos docentes, maxime, o exercício efetivo do direito à greve, o que se apresenta a fazer nos termos que seguem.

 

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Todos os professores produzem o mesmo efeito na Greve (para o grupo 910)

 

Os professores do Grupo 910 fazem parte do CT e, por isso, são convocados tendo que estar presentes na reunião.

Os professores deste grupo, também fazem parte do CT, uma vez que, a legislação, não abre exceções no seu caso, inserindo-se no ponto 1 do art.º 28.º do DN 1-F/2016. Por isso, são parte integrante do CT. Logo, se um professor do Grupo 910 fizer greve, a reunião terá de ser remarcada, tal e qual se fosse outro professor de outro grupo a faltar.

Os professores do Grupo 910 não são convidados a participar nas reuniões de CT, são convocados, e, imagine-se, marcam-lhes falta se não o fizerem.

 

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OCDE – Em Portugal, quem nasce pobre demora 5 gerações a sair da pobreza

 

Num relatório, da OCDE, Portugal é apontado como um dos países com menor mobilidade social. As origens sócio-económicas e o “capital humano” dos pais são os fatores que mais pesam na hipótese de conseguir uma carreira profissional de sucesso.

Já há muito que defendo que esta deve ser a verdadeira função da escola, o despertar nas crianças a oportunidade de evoluir em relação aos seus progenitores. Para isso o estado tem de se comprometer a intervir mais e mais veementemente na vida das suas crianças, protegendo-as de todos os fatores que as possam vir a limitar, “endurecendo” a luta aos abusos e até definindo-os melhor. Mas para isso era necessário haver vontade…

 

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O Tiago quer “dançar”…

… quer dançar um Tango!

O Tiago foi à AR desmentir o que todos o ouviram dizer. Não era bem aquilo que disse, porque o que disse não era assim e o que foi dito, não foi dito como o ouviram, mas como foi dito por quem o disse… enfim…

Como dizem os brasileiros “Conversa para boi dormir”…

Ministro da Educação diz que negociar é como no tango: “são precisos dois”

Foi o “circo” de sempre. Até se descobriu que há senhores deputados que têm alguma dificuldade em interpretar textos. Há quem necessite de um sinal (tem de olhar para o céu ou para o novo sindicato). Houve que questionasse que projeto tem o PS para a educação (ou é nenhum, ou é “deseducação”). Não se entenderam quanto a quem anda a enganar, mas sabem quem anda a ser enganado. No final, fiquei com a impressão que andam a prepara alguma coisa…

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“Poderá Ser o Pior Ano de que Há Memória”

Não tenho dúvidas também…

A ILC está a ter um movimento maior do que o habitual. Nas escolas, o ambiente está a ficar irrespirável. O SDPA ( Açores), na sua conferência de imprensa, diz que acautelou tudo devidamente e que a greve está a ser feita a todo o serviço lectivo, e não só às reuniões. O que permite que não se entreguem as grelhas com as propostas de avaliação. No limite, e a cumprir-se a lei, o ano pode iniciar meses mais tarde, Sem resultados, não há matrículas, turmas, requisição de professores. .. e a greve do STOP , e ao 12º ano, não permitirá, sem a CI, uma CF para a candidatura ao ensino superior.
Se alguém tinha dúvidas sobre o fim da democracia nas escolas ( e fora delas), as notas informativas e as intimidações clarificaram muita coisa , se é que ainda havia dúvidas.
Já não são só os professores que estão em causa: são os alunos e todo o sistema educativo.

Será precisa muita serenidade para gerir esta pressão toda. Sobretudo, quando não se avizinha um fim.
Poderá ser o pior ano de que há memória. Eu acho que já é.

Comentário em: Espero Que Sim | O Meu Quintal

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Curso Rápido sobre a Oportuna Divulgação de Dados num Contexto de Greve

A central de propaganda e de intoxicação  pública da pandilha devem pensar que somos burros. Só pode.

O Problema da Caixa Alta/Caixa Baixa | O Meu Quintal

 

PS:

os professores e o mais do mesmo – Correntes

 

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Pais Podem Contestar Notas Dos Filhos Se Professores Não Comparecerem Às Avaliações

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) defende que todos os professores têm de estar presentes nas avaliações dos alunos, caso contrário os pais poderão contestar as notas finais.

“Qualquer pai que se aperceba que a avaliação do seu filho/educando não está de acordo com o seu percurso anual escolar e que a reunião do Conselho de Turma tenha sido realizada sem a presença de todos os professores pode e deve apresentar um pedido de revisão” da avaliação ao diretor da escola, defende a CNIPE num comunicado hoje divulgado.

Caso os pais ou encarregados de educação discordem da decisão tomada pela escola, poderão “interpor recurso hierárquico para o serviço competente do Ministério da Educação”, conclui a CNIPE.

A posição da CNIPE, de que o conselho de turma só se pode realizar com todos os docentes presentes, é contrária à posição da outra confederação de pais, a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que tem defendido que devem ser acautelados os direitos dos alunos, em especial os que realizam exames nacionais e precisam da nota para os poder fazer.

(…)

Continua aqui: Pais podem contestar notas dos filhos se professores não comparecerem às avaliações – Atualidade – SAPO Lifestyle

 

A Caminho das 20.000 assinaturas

AQUI:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

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Avaliação dos Alunos – Directores Não Vão Cumprir Orientações do Ministério

(…) Cerca de 40 directores de agrupamentos de escolas do Norte e Centro do país decidiram, nesta quarta-feira, que só irão “ratificar as deliberações tomadas pelos conselhos de turma que estejam constituídos de acordo com a lei”, o que significa, na prática, que não cumprirão as instruções enviadas pelo Ministério da Educação para as escolas, disse ao PÚBLICO o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, que esteve presente no encontro.

Em algumas escolas as instruções da tutela estarão a ser cumpridas. Mas, pelo menos os directores que estiveram reunidos nesta quarta-feira, “vão cumprir o que está na lei e não vão cometer qualquer ilegalidade”, diz Filinto Lima. E o que a portaria n.º 243/2012 determina é o seguinte: “Para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído por todos os professores da turma”; “sempre que se verificar ausência imprevista de um membro do conselho de turma, a reunião é adiada, no máximo por quarenta e oito horas, de forma a assegurar a presença de todos”; “a deliberação final quanto à classificação a atribuir em cada disciplina é da competência do conselho de turma que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações que a suportam e a situação global do aluno”; “as deliberações do conselho de turma devem resultar do consenso dos professores que o integram, admitindo-se o recurso ao sistema de votação, quando se verificar a impossibilidade de obtenção desse consenso”.

(…)

Em resposta ao PÚBLICO, o ministério acrescenta que a nota da Dgeste é um “esclarecimento solicitado por vários directores, que explicita os procedimentos que são adoptados em qualquer contexto de impossibilidade de realização regular dos Conselhos de Turma.”

Nas respostas enviadas por email, o ME indica ainda que “tem vindo a responder aos pedidos de informação que as direcções têm dirigido, afirmando a competência dos directores para realizarem as reuniões nos tempos e modos previstos na legislação ou para adoptarem os melhores procedimentos, adequados à realidade de cada escola, para garantir que, a par do respeito pela greve, é garantido o direito à avaliação”,

Directores apelam a Costa

“A nota informativa foi uma bomba que caiu nas escolas e que provocou uma enorme indignação entre os directores e professores”, comentou Filinto Lima, frisando que através deste documento o que o Ministério da Educação fez foi “desprezar um momento nobre da avaliação dos alunos, aquele que é o momento do sim ou não relativo à progressão dos estudantes”.

“Está a tirar a importância e a solenidade de que estas reuniões finais dos conselhos de turma sempre se revestiram”, corrobora o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, sublinhando que uma “nota informativa não se sobrepõe à lei”.

Manuel Pereira alerta que “a situação se está a extremar todos os dias nas escolas” e que o “Governo tem de lançar pontes com urgência em vez de construir muros”. Também Filinto Lima apela ao Governo e ao primeiro-ministro para que “dê um sinal urgente com vista ao recomeço das negociações com os sindicatos de professores” para evitar que “este final de ano lectivo se torne ainda mais caótico”.

O que não deve, acrescentou, “é acicatar os ânimos como aconteceu com a nota informativa, que por certo vai levar mais professores a aderirem” ao novo ciclo de greves às avaliações, que se inicia nesta segunda-feira, marcado pelas duas federações sindicais de professores e que tem a adesão de todos os outros sindicatos.

Perguntas por escrito

Mas nesta quinta-feira os ânimos não foram apaziguados. Os sindicatos deslocaram-se ao Ministério da Educação para uma nova ronda de negociações sobre a organização do próximo ano lectivo e, como já tinham anunciado, pretendiam abordar os problemas criados pela nota da Dgeste. Queriam ainda falar, uma vez mais, sobre a recuperação do tempo de serviço prestado durante o congelamento das carreiras, que está no centro do conflito.

Só que, ao contrário do que aconteceu na última ronda realizada na passada semana, o secretário de Estado da Educação, João Costa, não compareceu nas reuniões e nenhum outro governante o substituiu.

(…)

Continua aqui: Educação | Avaliação dos alunos: directores não vão cumprir orientações do ministério | PÚBLICO

 

A Caminho das 20.000 assinaturas

AQUI:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

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Cartoon do dia – O direito de… fazer greve… e de… obedecer! – SDPA

 

 

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Conferência de Imprensa sobre a greve a decorrer – SDPA

A desorientação, nos Açores, é tanta (tal como no continente) que a Nota Informativa até cita legislação que não se aplica na região Autónoma…

 

 

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Comunicado da Federação Portuguesa de Professores

 

 

 

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Não sejam cúmplices de ordens ilegais, recusem-nas…

 

O Alexandre Henriques publicou um artigo muito válido e de extrema importância para o que se tem andado a passar em algumas escolas.

É de LEI | Professor/Diretor deve recusar uma ordem ilegal do seu Superior Hierárquico

O artigo foca a responsabilidade e a exclusão da responsabilidade no cumprimento de ordens ilegais.

Deixamos aqui Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho, que no seu artigo 177.º  foca o problema.

Não se deixem intimidar pelas ameaças veladas de processos disciplinares se não cumprirem uma ordem ilegal. Exijam, sempre, que as ordens sejam por escrito. não acatem ordens verbais. Não sejam cúmplices.

 

 

Artigo 177.º
Exclusão da responsabilidade disciplinar
1 – É excluída a responsabilidade disciplinar do trabalhador que atue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, quando previamente delas tenha reclamado ou exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito.
2 – Considerando ilegal a ordem ou instrução recebidas, o trabalhador faz expressamente menção desse facto ao reclamar ou ao pedir a sua transmissão ou confirmação por escrito.
3 – Quando a decisão da reclamação ou a transmissão ou confirmação da ordem ou instrução por escrito não tenham lugar dentro do tempo em que, sem prejuízo, o cumprimento destas possa ser demorado, o trabalhador comunica, também por escrito, ao seu imediato superior hierárquico, os termos exatos da ordem ou instrução recebidas e da reclamação ou do pedido formulados, bem como a não satisfação destes, executando seguidamente a ordem ou instrução.
4 – Quando a ordem ou instrução sejam dadas com menção de cumprimento imediato e sem prejuízo do disposto nos n.os 1 e 2, a comunicação referida na parte final do número anterior é efetuada após a execução da ordem ou instrução.
5 – Cessa o dever de obediência sempre que o cumprimento das ordens ou instruções implique a prática de qualquer crime.

 

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Comunicado da CNIPE sobre a NI da DGEstE

 

 

 

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Diretores não acatam instruções “ilegais”…

…os que realmente sabem “dirigir”.

 

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“O tempo de carreira dos docentes deve ser respeitado” – David Justino

 

David Justino elogia sindicatos e cobra ao Governo a contagem integral do tempo de carreira congelado aos professores. PSD quer mudar estatuto da carreira docente. E admite mudar proposta sobre natalidade.
(clicar na imagem para ouvir)

David Justino, critica o Governo pela falta de cumprimento da promessa relativamente ao congelamento das carreiras dos professores.

“Estar a limitar o tempo de carreira é algo que não tem sentido, é mutilar algo que é real” e, caso o PSD chegue ao Governo, admite que contar esse tempo de carreira dos docentes é um “direito básico”, que custaria cerca de 400 milhões de euros.

Será que estão dispostos a votar favoravelmente a ILC ou apresentar uma alternativa?

É que como este assunto não é uma questão de consciência individual, aguardamos que o grupo parlamentar do PSD siga o pensamento do vice presidente e, ou apoie ou crie, uma alternativa ao que o governo defende.

 

 

 

 

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Divulgação – No dia 15 de junho a greve às reuniões de avaliação é legal – S.TO.P

 

ATENÇÃO colegas, alguns media e alguns diretores andam a tentar (conscientemente ou não) difundir contra-informação contra a greve de dia 15 de junho.

PARTILHEM ao máximo este post para que todos os professores saibam a verdade!

A resposta do S.TO.P. a um dos diretores que tentou lançar contra-informação via email a todos os docentes do seu agrupamento:

Excelentíssimo Senhor
Professor Domingos Augusto R. Mendes,

O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, tomou conhecimento do mail que V.Exa. enviou hoje, quarta-feira, 13 de Junho de 2018, pelas 18h34m para os professores da escola que V.Exa. dirige.

Não nos vamos pronunciar nesta comunicação sobre a ‘Nota Informativa’ pois já divulgámos os pareceres dos nossos advogados e correm providências cautelares em Tribunais.

Pronunciamo-nos sim sobre a legalidade da greve convocada pelo S.TO.P: para as reuniões dos CT’s de Avaliação Final que decorre de 4 a 15 de Junho (inclusivé).

A greve às Reuniões dos CT’s de Avaliação Final mantêm toda a sua legalidade até dia 15 de Junho (inclusivé). A greve em curso, decorre de um pré-aviso enviado pelo S.TO.P. no dia 25 de Maio de 2018 e é uma greve independente de qualquer outra convocatória de greve, tal como previsto pela lei.

Os pré-avisos relativos a outra greve de conteúdo distinto (greve geral a todas as actividades lectivas) que foram efectuados para dias 15 e 16 de Junho é que não vão ser realizados para o caso do dia 15 de Junho.

É apenas ao pré-aviso enviado pelo S.TO.P: no dia 8 de Junho de 2018 que se refere o Ofício nº 709.2018 que V.Exa. tem em seu poder mas que não deve ter tido oportunidade de verificar atentamente o ponto 4 – Conclusões onde está expresso claramente que apenas o pré-aviso do S.TO.P. datado de 8 de Junho de 2018 que é considerado irregular. Ou seja, nesse dia 15 não haverá greve às aulas nem às provas de exame que se realizam.

Após este esclarecimento, e ao enviarmos em anexo o Ofício nº709.2018, solicitamos a V.Exa. que corrija o que informou no seu mail que hoje enviou pelas 18h34m a todos os professores dessa escola.
Alertamos que os impedimentos ao livre exercício do direito à greve são puníveis por lei.

Cumprimentos,

Comissão Instaladora do S.TO.P.

 

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“disclamer Não sou professor por isso assinei ainda mais de bom grado”

(…) Já assinei (disclamer Não sou professor por isso assinei ainda mais de bom grado)
Chez nous, todos assinámos , professora e não professor. Já estou a tentar convencer os investigadores da unidade de I & D onde trabalham. O problema são capas de jornais que nem passar acendalha servem(i.e. estive mais de 20 minutos a explicar a pessoas “inteligentes” que “fake news” é uma palavra que tem transdução tuga em quase todos os pasquins nacionais).

Godspeed

Por aqui: A Chegar Às 18.500 Assinaturas… | O Meu Quintal

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Opinião – Os professores Têm Costas Largas

O debate em torno da célebre progressão automática dos professores na carreira e da inexistência de recursos financeiros para pagar o dinheiro que estes profissionais perderam ao longo de uma década tem primado pelo tiro ao alvo. O mais fácil é bater nos professores. Todos aqueles que identificam a classe dos professores com a sua representação sindical ficam-se pelo óbvio: metem o odioso de tudo o que sentem pela pura lógica sindical à frente da tentativa de perceber realmente se os professores têm ali direitos ou não.

Antes de entrarmos pela questão da carreira ou da questão financeira convém lembrar duas ou três evidências sobre esta matéria. Pessoalmente, prefiro que os meus impostos paguem aos professores, paguem a educação a que todos temos direito, financiem o sistema de educação do que todos os desperdícios que a má gestão do erário público, a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo têm gerado. Não falo só da banca e do regabofe a que temos assistido. Falo da economia rentista criada na saúde, nas infra -estruturas rodoviárias e outras, na pornografia da substituição de serviços públicos de excelência por negociatas com os grandes escritórios de advogados. Poderia falar também no crime que foi o código da contratação pública, preparado, pelo menos entre 2008 e 2012, para enquadrar as relações milionárias do Estado com as construtoras nos grandes contratos de empreitada sempre com o primeiro a perder. Seja no contrato inicial, seja na omissão ou erro – coisa que ninguém sabia interpretar – que se gerava por dá-cá -aquela-palha.

Sim, prefiro pagar o que esta sociedade deve aos professores e a muitos outros profissionais do Estado, como polícias, enfermeiros, magistrados e tantos outros, que estão na primeira e na última linha do serviço à comunidade. Pode faltar perfeição, brio ou lá o que for em alguns deles, mas esse não é o traço identitário que retenho da função pública portuguesa. O que retenho, no debate político sobre o sector público, há muitos anos, é que mesmo os discursos mais liberais necessitam de um Estado gordo, não em funcionários mas em poder de concessão e adjudicação, para poderem continuar a vampirizá-lo.

(…)

CONTINUA AQUI:

Os professores têm costas largas – Eduardo Dâmaso – SÁBADO

A Caminho das 19.000 assinaturas e além

AQUI:

Iniciativa legislativa | Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória

 

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