Março 2017 archive

Governo Esclarece que Nem Todos os Cargos Públicos são Incompatíveis com Direcção

(…) O ministro da Educação disse hoje que foi enviado aos diretores escolares um esclarecimento sobre a acumulação de funções, sublinhando que apenas é ilegal acumular funções se os cargos políticos exercidos forem permanentes e exigirem exclusividade.

O esclarecimento surge na sequência de uma notícia publicada hoje, que refere um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), pedido pelo Ministério da Educação (ME) sobre a acumulação de funções em cargos públicos, e que segundo a notícia considera ilegal exercer funções de direção de escola com cargos públicos em autarquias

“Já houve esclarecimentos que chegaram aos diretores esta manhã. Basicamente os diretores não podem acumular funções com cargos políticos em exclusividade. Não implica que não possam ter cargos políticos como presidente da assembleia municipal, uma vez que estes não são em exclusividade”, referiu o ministro Tiago Brandão Rodrigues, à margem de uma visita a uma escola em Lisboa.

Segundo o parecer, apenas é incompatível o exercício de funções de dirigente escolar com “funções autárquicas em regime de permanência (presidente de câmara e vereador de câmara ou membro de junta de freguesia a tempo inteiro ou a meio-tempo)”, o que não se aplica a cargos nas assembleias municipais, por exemplo.

“Assim sendo, não existe nenhuma incompatibilidade designadamente com o exercício de cargos nas assembleias municipais e de freguesia”, lê-se no esclarecimento da tutela enviado hoje aos diretores escolares a que a Lusa teve acesso.

O tutelar da pasta da Educação disse não ter dados sobre quantos diretores poderão estar, ainda assim, em situação de violação da lei. (…)”

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Valorização Profissional Aprovada

Depois do nome “Mobilidade Especial” e “Requalificação” eis que surge um nome menos pejorativo, Valorização Profissional.
Mas no fundo o objectivo deve ser mais ou menos o mesmo.

 

Valorização profissional já foi aprovada

 

O parlamento aprovou esta sexta-feira o diploma da valorização profissional na função pública. PSD e CDS/PP votaram contra.

 

 

O texto final da valorização profissional foi aprovado esta sexta-feira com os votos dos partidos de esquerda. As novas regras deverão entrar em vigor em maio, pelo que as 500 pessoas que estão em requalificação poderão voltar à atividade no verão.

Este regime, que vem substituir a requalificação, acaba com os cortes salariais dos trabalhadores que venham a ser considerados excedentários na sequência de reorganizações fusões ou extinções dos seus serviços. E dá 60 dias (após a entrada em vigor do diploma) para que os funcionários que atualmente estão em requalificação possam reverter esta sua situação.

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Em 10% dos Agrupamentos jà Existe um Saldo Negativo de 1096 Vagas

Por este andar o saldo de vagas a abrir no concurso interno deverá andar perto das 10 mil vagas negativas.

Até ao momento estão inseridas neste formulário as vagas para o concurso interno de 72 agrupamentos de escolas (quase 10% dos agrupamentos) e já existe um saldo negativo de 1096 vagas.

Por este andar o saldo total de vagas negativas deverá andar acima das 10 mil.

Continua a haver um saldo positivo apenas nos grupos 120 – Inglês 1º Ciclo, 290 – Educação Moral e Religiosa Católica, 350 – Espanhol e 910 – Espanhol.

Os grupos com maior saldo negativo são: o 110 – Primeiro Ciclo; o 240 – Educação Visual e Tecnológica e o 300 – Português.

 

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150 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 26

Foram colocados 150 docentes contratados na reserva de recrutamento 26 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

Apenas 5 docentes obtiveram colocação em horário anual.

 

 

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Próxima Reserva de Recrutamento Apenas a 18 de Abril

Com o aproximar do fim do 2º período a próxima reserva de recrutamento será lançada apenas a 18 de Abril de 2017. É quase um mês sem novas colocações e para quem termina o contrato temporário por estes dias terá de esperar esse tempo para obtenção de uma nova colocação.

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Reserva de Recrutamento 26

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 26ª Reserva de Recrutamento 2016/2017

Aplicação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de março, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de março de 2017 (hora de Portugal Continental).

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato.

Nota informativa

Listas

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Demasiado Preparados

A preparação do diretor de escola pública em Portugal Continental

 

 

Nos termos de um protocolo assinado entre a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) e o Dr. Hélder António de Mendonça e Silva decorreu no passado dia 8 de março, nas instalações da DGAE, a apresentação dos resultados da investigação realizada no âmbito da tese de doutoramento “A preparação do diretor de escola pública em Portugal Continental”.

No intuito de aferir a perceção dos diretores sobre a sua preparação para o cargo que desempenham, a investigação contou com a participação de 67% dos diretores de Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas de Portugal Continental e apresenta áreas problemáticas de intervenção na perspetiva dos diretores, quer no período anterior quer posterior à sua eleição.

 

Por muitas teses de doutoramento feitas e formação sobre o tema há sempre quem se ache muito bem preparado para assumir todos os cargos deste e do outro mundo.

 

Notícia de hoje do Diário de Notícias.

 

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Adjunta ilegal gera perguntas do PSD

(…) O PSD questionou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sobre a situação ilegal de Luísa Ucha, que é adjunta do secretário de Estado João Costa e também membro da direção da Associação de Professores de Geografia (APG). Em causa está o facto de Ucha exercer funções num gabinete que decide sobre áreas curriculares e, por isso, com natural impacto na APG.

No requerimento com questões ao ministro, assinado pelo deputado do PSD Amadeu Albergaria, pode ler-se que há uma “violação clamorosa ao disposto no decreto-lei 11/2012, de 20 de janeiro, que regula a composição, a orgânica e o regime dos gabinetes dos membros do Governo

A acumulação de cargos foi noticiada pelo CM no passado domingo e constava já no currículo da adjunta. No requerimento, o PSD questiona que medidas serão tomadas para repor a legalidade. Luísa Ucha, segundo apurou o CM, ter-se-á já demitido da Direção da APG.

O CM questionou ontem o Ministério da Educação sobre se Ucha continua a exercer o cargo no gabinete do secretário de Estado da Educação, João Costa, mas não obteve resposta.”

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A Flexibilização também é para os Colégios…

 

O Ministério da Educação também quer incluir os Colégios na flexibilização. Para isso vai convidá-los a integrar este projeto piloto. As escolas da rede pública voluntariam-se.

 

Escolas. Ministério da Educação vai convidar colégios para avançar com a reforma curricular

Escolas já começaram a receber convites para avançar com o projeto-piloto da flexibilização curricular. Número de referência da tutela é 50

 

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Professora mãe de adolescente com deficiência profunda obrigada fazer 200 km por dia para trabalhar

Professores contratados não têm os mesmos direitos dos docentes de quadro. O destacamento não é permitido, mesmo que sejam pais de filhos com deficiências profundas. Conheça a história de uma das muitas famílias que se encontra nessa situação e que tem de optar entre trabalhar ou poder dar alguma assistência aos filhos.

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“Operação folha dupla” distribui Acordo Ortográfico em papel higiénico

(…) O grupo “Em aCção contra o Acordo Ortográfico” da rede social Facebook inicia esta sexta-feira, em Lisboa, na Praça do Comércio, a iniciativa “Operação Folha Dupla” contra o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

Em comunicado enviado à agência Lusa, os promotores da iniciativa afirmam que esta iniciativa se prolongará até domingo, entre as 9h00 e as 21h00, e “a ideia é sugerir a uma conhecida marca comercial a estampagem do texto do Acordo Ortográfico (qualquer uma das diferentes versões oficiais, as ditas bases e a chamada nota explicativa), em papel higiénico”.

A iniciativa conta com as participações da Associação Nacional de Professores de Português, da Federação da Região de Lisboa das Associações de Pais e do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. (…)”

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Mais uma forma de luta…

 

Quando nada mais resulta enviamos postais. É pena não ser Natal…

 

FENPROF PROMOVE SUBSCRIÇÃO DE POSTAL, PELOS PROFESSORES,
EM DEFESA DAQUELE REGIME ESPECIAL DE APOSENTAÇÃO

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Experiência avança em 2017/18, vamos ter temas em vez de disciplinas

 

 

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Flexibilização nas mãos das escolas…

 

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Vamos a Contas na Matriz do 1º Ciclo E ao Engodo do Termo Flexibilização

Tendo em conta as informações de hoje sobre a “flexibilização” curricular onde é referido que o Inglês do 1º Ciclo (3º e 4º anos) funcionará dentro das 25 horas de aulas dos alunos e será aumentado para as 5 horas a carga semanal das Expressões-Artísticas e Físico-Motoras, não deixa de ser caricato que a “flexibilização” que existe actualmente onde o tempo a cumprir no 1º e 2º anos é entre 22,5 e 25 horas e nos 3º e 4º anos entre as 24,5 e as 27 horas provavelmente irá ficar rígido nas 25 horas, já a considerar as 2,5 horas semanais dos intervalos.

A serem tomadas as medidas anunciadas em cima só pode ser retirado espaço ao Apoio ao Estudo e à oferta complementar, visto que nenhuma das áreas curriculares perderá tempo lectivo, pelo contrário, ganharão mais duas horas.

Existe uma noção muito errada que a matriz curricular dos alunos no 1º ciclo é de 25 horas. A flexibilização que existe e que compete a cada escola decidir o tempo curricular destes alunos irá assim ser flexibilizada para um tempo fixo de currículo. E é isto flexibilizar.

Bastava anunciar que o Apoio ao Estudo e a Oferta Complementar desapareciam do currículo. Mas claro que dessa forma as páginas dos jornais não seriam tão cor-de-rosa.

 

 

 

Mais tempo para as expressões e menos carga letiva no 3.º e 4.º anos

 

No caso do 1.º ciclo de ensino, a ideia é reduzir o tempo de aulas no 3.º e 4.º anos das atuais 27 horas para 25 horas, como já acontece no 1.º e 2.º anos. “É unânime que há um excesso de aulas no 3.º e 4.º anos”, declarou João Costa.

Este “reequilíbrio” não afetará as áreas disciplinares, isto é, português, matemática, estudo do meio e expressões não perderão horas.

“As duas horas são recuperadas através do apoio ao estudo e da possibilidade de optar entre uma hora de expressões e oferta complementar”, explicou, mais tarde, ao Observador, fonte oficial do Ministério da Educação, acrescentando que “assim, garante-se uma carga horária total mais adequada à faixa etária”.

Olhando ainda para o 1.º ciclo, haverá mais horas dedicadas às expressões físico-motoras e artísticas. Atualmente estas garantem um mínimo de três horas na componente letiva e passarão a ter cinco.

“Se quiserem pensar em abstrato, temos de pensar que se a semana tem cinco dias temos cinco horas de atividade. O ideal é que os alunos tenham pelo menos uma hora por dia a oportunidade de estarem a trabalhar de uma forma diferente, não terem sequências de aula com método passivo, mas poderem ter exploração de atividade física”, explicou o secretário de Estado da Educação.

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Em 35 Registos de Escolas Já Existem 475 Vagas Negativas

O formulário iniciado hoje já contém registo de 35 Agrupamentos de Escolas/Escolas Não Agrupadas e o saldo de vagas destas escolas já vai em 475 vagas negativas de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento.

 

Os únicos grupos com saldo de vagas positivas até ao momento são os grupos 120- Inglês 1º Ciclo, 290 – Educação Moral e Religiosa Católica, 540 – Eletrotécnia e 910 – Educação Especial.

Os grupos 110 – 1º Ciclo e 240 – Educação Visual e Tecnológica são aqueles que mais vagas negativas têm até ao momento.

Se alguém tinha esperança de uma real abertura de vagas para as necessidades das escolas por aqui já pode perceber que não é isso que vai acontecer.

O resumo de Vagas positivas e negativas dos concursos internos de 2009, 2013 e 2015 pode ser visto aqui.

 

 

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Viva, Viva!

Mais um viva para serem três.
 

Ter 48 anos ou mais de descontos dá acesso a pensão sem qualquer corte

 

Os trabalhadores com mais de 60 anos de idade e 48 anos ou mais de carreira contributiva vão poder reformar-se sem qualquer corte.

 

 

O governo começou esta quarta-feira a discutir com os parceiros sociais o novo regime de reformas antecipadas que vai permitir às pessoas com carreiras contributivas muito longas (com 48 ou mais anos) avançar para a reforma sem ver a sua pensão cortada pelo factor de sustentabilidade ou pelo corte de 0,5% por cada mês de antecipação que atualmente é aplicado por cada mês antes da idade legal (que este ano está fixada nos 66 anos e três meses). Esta nova modalidade aplica-se apenas a quem tenha pelo menos 60 anos de idade

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Vão voltar as 25 horas e os intervalos, no 1º Ciclo…

 

As 25 horas voltam no 3.º e 4.º anos. O inglês passa a ser lecionado dentro do horário das 25 horas, sem que os alunos tenham as atuais +2 horas letivas.

Os Intervalos voltam a ser considerados horário letivo.

Ouçam a noticia até ao fim s.f.f….

Nem tudo são más noticias…

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Mudou de Nome Para Flexibilização Pedagógica

“Flexibilização pedagógica” só em algumas escolas no próximo ano lectivo

 

 

Ministro da Educação nega que tenha havido recuo e garante que todos os programas das disciplinas se manterão em vigor.

 

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues anunciou, nesta quarta-feira, que as mudanças que estão a ser preparadas na educação apenas avançarão, no próximo ano lectivo, “num grupo de escolas” e só depois se estenderão às outras. Não se sabe ainda quantas escolas farão parte do projecto-piloto.

Haverá algumas que serão convidadas e outras que se poderão propor para levar por diante o que o Ministério da Educação (ME) tem apelidado de “flexibilização curricular”, mas que o ministro apresentou nesta quarta-feira, durante uma “sessão de esclarecimento para jornalistas, como “flexibilização pedagógica”.

Estas mudanças terão como base o Perfil do Aluno à saída da escolaridade obrigatória, que elenca 10 competências-chave que deverão ser adquiridas por todos os estudantes, a definição de quais são as aprendizagens essenciais por disciplina ou seja, o que um aluno deve ficar a saber em cada ano de escolaridade, e a chamada flexibilização que, em teoria, dará às escolas autonomia de gestão até 25% do tempo dedicado ao ensino.

 

Esta última poderá também passar, segundo os exemplos dados nesta quarta-feira pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, pela existência de disciplinas semestrais e/ou pela atribuição de uma semana para desenvolvimento de “trabalho conjunto muldisciplinar” em que, em vez da leccionação das disciplinas a escola se dedica à abordagem conjunta de um tema, à semelhança do que está a ser testado na Finlândia.

“Não há uma reforma curricular imposta e abrupta”, garantiu o ministro. Eeste trabalho “não redundará na revogação dos actuais programas” e “a carga horária das disciplinas vai manter-se igual na generalidade”, esclareceu. Mais: “Não haverá adopção de novos manuais.”

“Não houve nenhum recuo ou volte-face da nossa parte”, disse ainda o ministro, referindo-se às notícias que deram conta de que foi a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa que levaram o Ministério da Educação a optar por avançar apenas com um projecto piloto no próximo ano lectivo e a reduzir a extensão das mudanças que estariam a ser preparadas.

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Relatório Técnico do CNE sobre o Perfil do Aluno, Competências para o Século XXI

… que ainda não foi aprovado e existe apenas como documento de trabalho.

 

 

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Opinião – Os desaires do Ministério da Educação – Santana Castilho

 

1. As alterações que o sistema de ensino sofreu nos últimos anos oscilaram entre concepções anglo-saxónicas, de raiz empirista, e ideias construtivistas, de inspiração piagetiana. Estas, hipervalorizando as chamadas ciências da educação. Aquelas, hipervalorizando o conhecimento. O equilíbrio entre estes dois extremos não foi a escolha do secretário de Estado João Costa.
Ao Expresso, João Costa foi claro quando afirmou que nalgumas áreas era impossível trabalhar, por falta de horas disponíveis. E disse que a Educação Física, a História e a Geografia eram disciplinas “descalças” de tempo. Quando lhe perguntaram se Português e Matemática perderiam horas, João Costa respondeu que “algumas terão de perder, claro”. Em declarações ao Correio da Manhã, reafirmou a necessidade de tirar de um lado para pôr no outro. Nem de outro modo poderia ser para permitir, como anunciou, que as escolas decidissem 25% do currículo e nele se incluísse a Área de Projecto e a Educação para a Cidadania, sem aumentar a carga semanal global. Do mesmo passo, repetiu várias vezes que as alterações curriculares se aplicariam já no próximo ano e em todas as escolas.
Agora, António Costa, com receio das repercussões que a leviandade provocasse nas eleições autárquicas, e Marcelo, com o paternalismo que o Governo aceita, meteram o secretário de Estado na ordem e desenharam a retirada: não há cortes e a coisa circunscreve-se a 50 escolas voluntárias. A falta de confiança no Ministério da Educação ficou patente. Repetiu-se o calduço do pai Marcelo que, no ano-lectivo passado, levou os garotos da 5 de Outubro a recuarem em matéria de avaliação no ensino básico. Numa palavra, escreveu-se direito por linhas tortas.
A reforma em causa era apressada e demasiado marcada por uma determinada ideologia. Orquestrou o apoio dos amigos (vide a cena amadora do apoio a João Costa, via uma sua adjunta, exposta no Correio da Manhã), mas não cuidou do apoio dos professores e da sociedade, muito menos de prever o impacto que teria na complexidade de todo o sistema de ensino.
A responsabilidade da ética política em que uma reforma educacional deve assentar exige que se procure um consenso partidário. As mudanças desta envergadura devem ter uma duração garantida para produzirem efeitos, devem acomodar processos de transição ponderada e prever uma campanha de comunicação pública, que explique razões (fundamentadas em diagnósticos sólidos, que não em palpites de ministros que foram aos jogos olímpicos), necessidades (assentes em evidências) e objectivos (expressos em linguagem perceptível, que não em “eduquês” de má memória).
2. O novo normativo sobre concursos retoma, com um pouco de cosmética, a visão do anterior governo do PSD/CDS-PP. A entrada nos quadros continua condicionada pela “norma-travão” e pela chamada vinculação “extraordinária”, que não pelo direito conferido por sucessivas contratações.
Recorde-se, a propósito, que o PS votou recentemente, ao lado do PSD e CDS-PP, a inviabilização de um projecto de lei do PCP, que previa a obrigatoriedade de incluir em concurso nacional, por lista graduada universal, todos os lugares, com horário completo, que resultassem de necessidades manifestadas pelas escolas durante três anos consecutivos.
No próximo concurso de mobilidade interna teremos professores do quadro de primeira e professores do quadro de segunda. Mais uma vez, a lista universal de graduação é desprezada, agora por um processo de intenções que interpreta, e penaliza, de forma totalitária, decisões anteriores de permanência em quadros de zona pedagógica. Por tudo isto, resulta de um cinismo atroz o “parlapiê” do preâmbulo do Decreto-Lei nº 28/2017, que, significativamente, não colhe a aprovação de nenhum sindicato de professores. Como o anterior, nesta matéria, o Governo encarou a negociação sindical como mero formalismo legal e ficou claro que, quando as incidências orçamentais relevam, as suas prioridades não se afastam do que Crato serviu.
In “Público” de 22.3.17

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Formulário com o Apuramento de Vagas Para o Concurso Interno 2017

Termina hoje a fase do apuramento de vagas para o concurso interno de 2017 e para o concurso externo ao abrigo do nº 2 do artigo 42º (norma travão).

Se as vagas da norma travão não andarão muito longe das apuradas já em Janeiro aqui no blogue, nada se conhece sobre as vagas que podem abrir no concurso interno. Para tentar perceber um pouco melhor o número de vagas a abrir e fechar no concurso interno deixo este formulário em Excel para ser preenchido por quem conhecer os números da sua escola.

Estão aqui inseridos todos os AE/ENA por ordem crescente de código de escola e os 34 grupos de recrutamento.

Basta que coloquem os dados que as escolas apuraram. Se as vagas forem negativas devem colocar essa informação da seguinte forma (-1), se a vaga apurada for nula coloquem 0.

 

Para acederem ao formulário cliquem aqui ou na imagem.

 

 

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Os três blogues salva-vidas do funcionário público

(Clicar na imagem para aceder ao artigo)

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Divulgação – Como escrever tudo em português correto

Lançamento no dia 23 de março pelas 18H30M na FNAC Oeiras Parque

Apresentação por Abel Barros Baptista.

 

Uma obra essencial para todos os que querem dominar a arte da escrita.

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FNE Avança Para Tribunal Contra o Novo Diploma de Concursos

Sindicatos da FNE avançam com ações em tribunal contra o diploma de concursos

 

 

Dando expressão à profunda discordância que a FNE exprimiu na conclusão do processo negocial ocorrido a propósito da revisão do diploma de concursos, os Sindicatos de professores que integram a FNE estão a apresentar ações administrativas em Tribunais Administrativos.

Estas ações denunciam a flagrante violação dos direitos e interesses legítimos de milhares de docentes que não se veem respeitados por esta legislação.

Estas ações apontam, entre outros, para a violação do princípio da igualdade, que é estruturante do Estado de direito democrático, a qual impõe a igualdade na aplicação do direito, a que é assegurada pela universalidade da lei e pela proibição de diferenciação de cidadãos com base em condições meramente subjetivas. Ora, esta legislação introduz uma discriminação arbitrária e um tratamento diferenciado entre docentes de carreira, só por pertencerem, uns, aos Quadros de Escola, e outros aos Quadros de Zona Pedagógica. Esta é uma distinção da mesma situação que não é nem objetiva, nem adequada, porquanto, o que deveria ser tido em conta seria a respetiva graduação profissional.

Também é tratada nestas ações a limitação de concurso a quatro grupos de recrutamento, em violação do Estatuto da Carreira Docente, o que desta forma faz com que a norma deva ser considerada manifestamente ilegal.

Entre outras questões suscitadas nestas ações, inclui-se ainda a designada “norma-travão” que não respeita o princípio de que a celebração sucessiva de contratos a termo dê lugar à vinculação, colocando milhares de docentes em situação de emprego precário, apesar de exercerem funções que correspondem a necessidades permanentes. É que a imposição do limite de quatro anos para a celebração de contratos a termo consagra uma desigualdade não justificada face aos restantes trabalhadores do setor público, bem como face aos trabalhadores do setor privado, uma vez que, para estes, a duração do contrato a termo não pode exceder três anos.

Com estas ações, os Sindicatos membros da FNE, agindo de uma forma concertada, pretendem que seja reposta a justiça e que sejam respeitados os direitos de milhares de docentes.

Porto, 21 de março de 2017

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Se Fosse o Crato

… Já a sua cabeça estava a prémio há muito tempo.

Porque esta já não é a primeira vez que as nomeações dentro do Ministério da Educação estão sobre polémica. Já um secretário de estado bateu com a porta por não aceitar um nomeado para um cargo que não reunia as condições para o exercício do lugar.

Desta vez, não sendo um caso tão grave, assume o seu grau de polémica que não deve deixar de ter consequências políticas.

 

 

Ministério da Educação recusa dizer se sabia da situação ilegal da adjunta

 

Luísa Ucha, adjunta do secretário de Estado, João Costa, viola a lei ao acumular cargo de direção numa associação de professores. Continua em funções.

 

O Ministério da Educação não esclarece se tinha, ou não, conhecimento da situação ilegal de Luísa Ucha, adjunta do secretário de Estado da Educação, João Costa.

 

 

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40! O número a fixar é 40. 40 mudanças…

Eu já nem contabilizo, vou-me adaptando. Já não tenho paciência para tanta instabilidade. Mas há quem o faça…

Ainda não entenderam que, de uma vez por todas, é necessário parar com tanta mudança?

Não estou a falar destas ou daquelas mudanças. Estou a falar de um acordo alargado, que nunca foi tentado por ninguém, mas que enche a boca de muitos. Tem de se olhar para a escola como aquilo que ela deve ser. Não como reflexo de uma politica, mas como reflexo de uma sociedade.

Entendam-se e deixem de BRINCAR às casinhas…

 

Escolas. Houve 40 reformas curriculares nos últimos dez anos

Programas das disciplinas, metas curriculares e avaliação de alunos já mudaram 40 vezes desde 2006.

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Pelos Açores

Parlamento altera periodicidade dos concursos de professores nos Açores

 

O Parlamento dos Açores alterou, por proposta do Governo, a periodicidade dos concursos de professores no arquipélago, que vão passar a realizar-se anualmente e não de três em três anos.

A proposta do executivo socialista foi aprovada por unanimidade, mas apesar disso gerou críticas por parte de alguns partidos da oposição, que entendem que esta alteração poderá gerar “instabilidade” nos quadros docentes de algumas escolas, em especial nas ilhas mais pequenas.

“O Partido Socialista não vai demorar muito a reconhecer o erro que está aqui a fazer em relação às ilhas mais pequenas e com dificuldades de fixação de professores”, advertiu, na ocasião, o líder do CDS/PP-Açores, Artur Lima.

Também João Paulo Corvelo, deputado único do PCP, lembrou que há ilhas como as Flores, onde a contratação de professores por um período mínimo de três anos, “contribuiu, de forma decisiva, para o sucesso educativo”.

O secretário regional da Educação, Avelino Meneses, entende, porém, que a alegada instabilidade do quadro de docentes das escolas mais periféricas, ficará minimizada com as medidas excecionais, previstas neste diploma, nomeadamente, os incentivos à fixação de professores nas ilhas mais pequenas.

O governante disse mesmo estar convicto de que estas alterações melhoram substancialmente o regulamento do concurso de pessoal docente, indo ao encontro da opinião dos docentes e dos sindicatos de professores.

“São os próprios sindicatos que exprimem, mesmo explicitamente, que estamos perante o melhor regulamento de concursos de pessoal docente de todos os tempos da nossa Autonomia, de mais de 40 anos”, lembrou Avelino Meneses.

Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, recordou, porém, que esta opção do executivo, em matéria de periodicidade dos concursos, é um sinal “de que o Governo se enganou”, quando há cinco anos fez exatamente o inverso.

Maria João Carreiro, deputada da bancada do PSD (o maior partido da oposição), discordou, por outro lado, dos incentivos agora anunciados para a fixação de docentes, por entender que vão acabar por “subverter” o objetivo do diploma, podendo incentivar “a sair e não a ficar”.

O deputado único do PPM, Paulo Estevão, considerou que as sucessivas alterações do executivo socialista ao concurso de professores, ainda não vão ficar por aqui, acusando o Governo e a maioria que o suporta de andarem “à deriva”, nesta matéria.

Apesar das críticas da oposição, Sónia Nicolau, deputada da bancada da maioria socialista, manifestou a sua satisfação pela aprovação das alterações ao regulamento do concurso de professores, recordando que esta foi uma promessa eleitoral do PS.

Antes desta discussão, a bancada socialista havia chumbado um recurso para plenário, apresentado pelo BE, que contestava o agendamento deste diploma para o plenário de março, que está a decorrer desde terça feira, na Horta.

A deputada Zuraida Soares considerou que não fazia sentido discutir, como pretendia o PS, um diploma “complexo” e “polémico” como o concurso de professores, na mesma sessão plenária do Plano e Orçamento para 2017, que obrigou a uma maratona de debates, que terminaram às 05h00 da manhã de ontemO Parlamento dos Açores alterou hoje, por proposta do Governo, a periodicidade dos concursos de professores no arquipélago, que vão passar a realizar-se anualmente e não de três em três anos..

Mas André Bradford, líder parlamentar socialista, justificou o chumbo ao recurso do BE para plenário, com “a urgência” que alegadamente existe em fazer aprovar as alterações ao concurso de docentes da Região, a tempo de entrarem em vigor antes do início do próximo ano letivo.

Os restantes partidos da oposição com assento parlamentar (PSD, CDS/PP, PCP e PPM) também votaram a favor do recurso apresentado pelo BE, mas não foram suficientes para evitar o chumbo da bancada da maioria socialista.

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Notícias Soltas do Dia de Hoje

Como chegar a alunos que muitos deram como perdidos? Mais perguntas do que respostas – PÚBLICO

Novos professores tutores querem mudar comportamentos – PÚBLICO

As escolas dos nossos filhos são saudáveis? – Francisco Rodrigues – SÁBADO

Tem filhos no 1.º Ciclo? Estas são as novas disciplinas que poderá aprender – O Jornal Económico

Novo perfil do aluno implicará revisão curricular, diz projecto de parecer do CNE – PÚBLICO

Conselho Nacional de Educação adia votação de parecer em que dizia que novo Perfil do Aluno implica revisão curricular – Observador

Perfil do aluno deve incluir cultura científica e matemática – Açoriano Oriental

Projeto de parecer sobre perfil do aluno foi retirado – Conselho Nacional de Educação

David Justino defende “cuidado” na questão dos ‘numerus clausus’ – Observador

Correcção de notas inflacionadas à entrada das universidades merece reservas – PÚBLICO

Exames nacionais devem ter menos peso na entrada para o Superior

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Opinião – Francisco Cantanhede – Famalicão a ler

(…) Há dias saiu uma notícia num jornal que terá surpreendido os leitores: em Famalicão, escolas, autarquias, clubes, rádios locais, entidades públicas e privadas dedicaram 15 minutos à leitura. Tudo parou na cidade para que todos lessem durante 15 minutos. Embora se trate de uma iniciativa simbólica, não deixou de espicaçar consciências. A leitura, a cultura, a educação, com forte vertente humanista, são o caminho para combater um dos maiores pecados das sociedades atuais, a corrupção.

Vamos por partes. Após algumas reportagens em canais televisivos sobre «corrupção nas escolas», um semanário noticiou que o Ministério da Educação vai proibir a oferta de manuais escolares aos professores dentro do recinto escolar. Em primeiro lugar, é de lamentar que se generalize que as editoras corrompem os professores, pois, admitindo que em cada cem docentes há um que se deixa corromper, noventas e nove recusam cometer tal ato; por outro lado, oferecer um manual a um professor, principal instrumento de trabalho na sala de aula, é considerado corrupção? Oferecer uma caneta a um jornalista, será um ato de corrupção? Se assim é, aguarde-se reportagem televisiva sobre assalto à escola, assalto ao jornal…. Eu pecador me confesso, pois já ofereci manuais, romances históricos a amigos, convicto que oferecer um livro é a melhor oferta. Haja bom senso e bom gosto! Claro que o Ministério da Educação teria de tomar alguma medida, perante o chinfrim feito na comunicação social, contudo, imagine-se que se decretava a proibição de os banqueiros oferecerem dinheiro a políticos dentro dos seus gabinetes; que se decretava a proibição de autarcas entrarem nos escritórios de construtores civis… Estas medidas acabariam com a corrupção? Obviamente que não. Se, por exemplo, uma editora pagou viagens a professores, então, pode falar-se de corrupção, logo há instituições para investigarem tais atos, nomeadamente a polícia judiciária. Provado ato ilícito, que a justiça tenha mão pesada, quer para com o corruptor quer para com o corrompido, mas se a árvore estiver doente, não se abata a floresta. Recorde-se, alerte-se que sempre que a comunicação social contribuir para denegrir a imagem do professor, está também a ser responsável para o aumento da indisciplina na sala de aula, principal problema que atualmente afeta as escolas portuguesas. É a ausência de ética e de moral que abre a porta à corrupção; logo esta combate-se através de um modelo educativo que promova uma educação humanista, a educação para a cidadania, a interiorização de valores universais, caminho defendido pela atual equipa dirigida por Brandão Rodrigues. Deseja-se que esse caminho se comece a construir o mais rapidamente possível. Quanto à comunicação social, sugere-se que contribua para que todo o Portugal siga o exemplo de Famalicão.

 

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Secretário de Estado tem Adjunta Ilegal que Criou Carta de Apoio à Sua Reforma Curricular

(…) A única carta de apoio às medidas previstas no Perfil do Aluno – que se misturam com a reforma curricular que está a ser desenhada pelo secretário de Estado da Educação, João Costa – partiu da própria adjunta do governante. Trata-se de Luísa Ucha, que, além de criar uma carta de apoio às medidas do seu secretário de Estado direto, está no cargo de forma ilegal.

Isto porque Luísa Ucha faz parte da direção da Associação de Professores de Geografia (APG), ao mesmo tempo que é adjunta do secretário de Estado que, de forma direta, toma decisões e desenha medidas que afetam todas as disciplinas do básico e secundário. Cargo que Luísa Ucha assume, aliás, na nota curricular do seu despacho de nomeação. “Integra a direção da Associação de Professores de Geografia”, lê-se no documento.

De acordo com a lei e segundo a opinião de advogados, ouvidos pelo i, Luísa Ucha é adjunta de João Costa de forma ilegal.

Este é já o segundo colaborador do gabinete de Tiago Brandão Rodrigues que está a exercer funções violando a lei.

O que diz a lei?

Segundo o decreto-lei 11/2012, que estipula as regras e as incompatibilidades dos gabinetes dos membros do governo, onde estão incluídos chefes de gabinete, adjuntos, técnicos especialitas e secretários pessoais, “os membros dos gabinetes exercem as suas funções em regime de exclusividade, com renúncia ao exercício de outras actividades ou funções de natureza profissional, públicas ou privadas, exercidas com carácter regular ou não, e independentemente de serem ou não remuneradas”.

As únicas atividades permitidas por lei a Luísa Ucha, que teriam de ser devidamente autorizadas pelo secretário de Estado e publicadas no seu despacho de nomeação, são: “Atividades em instituições de ensino superior, designadamente as atividades de docência e de investigação” e “atividades compreendidas na respetiva especialidade profissional prestadas, sem carácter de permanência” mas apenas “a entes não pertencentes ao setor de atividade pelo qual é responsável o membro do governo respetivo”, lê-se no número 3 do mesmo artigo 7º.

O que não é o caso, já que a Associação de Professores de Geografia está ligada ao setor de atividade tutelado por João Costa. E nenhum dos vários advogados ouvidos pelo i tem dúvidas quanto à situação “ilegal” da adjunta de João Costa. “Não tendo renunciado à direção da APG não podia ser adjunta do secretário de Estado”, dizem em uníssono os especialistas.

Questionado pelo i, o Ministério da Educação diz que apenas “tomou conhecimento da carta aberta das associações de professores após o momento em que a mesma foi tornada pública, tendo sido também rececionada pelo gabinete, na sexta-feira”. A tutela frisa ainda que “Luísa Ucha não teve qualquer envolvimento na redação da carta em questão”.

O envolvimento de Luísa Ucha na carta

A denúncia do envolvimento de Luísa Ucha na carta aberta, assinada por 14 associações de professores, surgiu no blogue de Paulo Guinote “O meu quintal”.

A carta foi enviada às redações depois de o i ter noticiado que o primeiro-ministro travou a reforma curricular no próximo ano letivo por causa das eleições autárquicas e que António Costa deu garantias ao Presidente da República que esta flexibilização curricular – trabalhada por João Costa há mais de um ano — não iria avançar em setembro. Nos últimos dias foram também vários os pareceres de entidades educativas – Conselho de Escolas e Sociedade Portuguesa de Matemática, por exemplo – que teceram duras críticas à indefinição e às medidas previstas pelo Ministério da Educação.

Nas propriedades do documento da carta surge como autor do documento a adjunta Luísa Ucha, mas chegou às redações assinada pela presidente da APG, Emília Lemos.

Segundo a representante dos professores de geografia, a ideia da carta surgiu de conversas com outras três associações: a dos professores de Espanhol, de Educação Musical e de Educação Visual e Tecnológica (EVT).

Questionado, o presidente da associação de professores de EVT, Carlos Gomes, contou ao i o processo da elaboração da carta, garantindo que as associações “não tinham conhecimento da origem do documento inicial”. As notícias que agora ligam Luísa Ucha à iniciativa estão a gerar “desconforto” entre os representantes dos professores porque “põem em causa a idoneidade das associações” que estão a conversar para agendar uma reunião para clarificar a situação.

Carlos Gomes diz ainda que a carta inicial chegou às restantes associações pela via da APG e que o conteúdo inicial “era muito diferente da versão final”, tendo sido, por isso, “bastante alterado” com contributos das associações.

Ao i, a presidente da APG, Emília Lemos, justifica a indicação de Luísa Ucha como autora da carta devido ao documento do Perfil do Aluno, do qual a adjunta de João Costa foi uma das co-autoras. Emília Lemos diz que a carta “foi trabalhada várias vezes em cima do documento do Perfil do Aluno com contributos de todas as associações”. Questionada sobre o porquê de então se manter o nome de Luísa Ucha no documento, após ter sido trabalhado por várias pessoas, Emília Lemos diz apenas que “é estranho” e que não sabe explicar porque razão surge o nome de Luísa Ucha, frisando que a adjunta “nunca soube nem da carta nem do seu conteúdo”. A presidente da APG salienta ainda que “estamos tão inocentes nisto que se tivéssemos algum interesse por trás teríamos tido algum cuidado para que isto não acontecesse”.

Emília Lemos recusa ainda a ideia de que a carta é um “documento de apoio” ao governo e sim uma carta onde estão as “preocupações com a Educação” com chamadas de atenção para “a necessidade urgente de atualizar os programas” das disciplinas sendo que “alguns são dos anos 90”. Na carta lê-se que as associações signatárias “manifestam o seu apoio às iniciativas, promovidas pelo Ministério da Educação, de repensarmos entre todos o lugar e o papel da educação e da escola, nomeadamente da escola pública, pilar fundamental para a integração social e a equidade em convivência democrática”.

 

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Desmentido do CNE sobre noticias de alegado parecer

 

Comunicado

Face às notícias que têm sido publicadas, o Conselho Nacional de Educação desmente formalmente que tenha sido emitido ou aprovado qualquer Parecer sobre o Perfil do Aluno na sessão plenária realizada hoje, dia 20 de março 2017.

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As novas disciplinas para o 1º ciclo…

 

“Os conteúdos lecionados no 1.º Ciclo são, essencialmente relacionados com narrativas da mitologia clássica e costumes dos romanos e gregos”, disse Isaltina Martins.

Vai daí, “introduz-se na Oferta Complementar a possibilidade de os alunos usufruírem de aulas de Ioga, Robótica, Empreendedorismo, Mandarim e Filosofia. Não que eu seja contra, até sou a favor, mas julgo que ainda estamos um pouco atrasados para que seja já no próximo ano letivo. Faltam professores. Ou serão os titulares de turma a tornar-se “bilingues” e mestres filosóficos? Já nem falo em especialistas em robótica… O empreendedorismo, é o nosso dia a dia se queremos que as escolas funcionem.

 

Tem filhos no 1.º Ciclo? Estas são as novas disciplinas que poderá aprende

Governo pretende aumentar a flexibilidade curricular e diversificar as metodologias em sala de aula.

Nota: a fotografia usada no post do Facebook é de uma turma de “repetentes”…)

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Para Efeitos de Concurso a Bonificação da Avaliação Desaparece

Já surgiram algumas dúvidas se a bonificação da avaliação para efeitos de concurso se mantinha.

Não, não se mantém.

A avaliação de desempenho deixa de ser bonificada para os concursos de professores com a publicação do Decreto-Lei 28/2017.

Foram revogadas as alíneas c) e d) do n.º 1 do artigo 11.º, que diziam.

 

c) Um valor atribuído aos docentes em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo que na última avaliação de desempenho realizada nos termos do ECD tenham obtido a menção qualitativa de Muito bom ou Bom;

d) A majoração referida na alínea anterior não é cumulativa com os efeitos já produzidos por avaliações anteriores.

 

Se esta bonificação acabava por ser um benefício pequeno para quem sempre trabalhou no ensino público, neste momento quem nunca teve uma avaliação ao abrigo do ECD acaba por ser beneficiado em relação a todos aqueles que já foram avaliados.

Mas como princípio até concordo que assim seja.

 

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Conselho de Educação Pede Melhorias no Perfil do Aluno

Conselho de Educação pede melhorias no perfil do aluno

 

 

Conselheiros defendem que a Matemática e a cultura científica sejam consideradas competências-chave

O Conselho Nacional de Educação (CNE) defende a necessidade de clarificar conceitos e de reforçar a importância do conhecimento, sobretudo em áreas que considera de importância essencial, como a Matemática e a cultura científica, no perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória, um documento que o Ministério da Educação pretende que sirva de bases a todas as reformas educativas a introduzir no futuro próximo.

O perfil, elaborado por um grupo de trabalho liderado por Guilherme d”Oliveira Martins – e sobre o qual o Ministério da Educação pretende fazer as reformas educativas do futuro -, valoriza a importância de se somar à aprendizagem formal o desenvolvimento de um conjunto de “competências” para o século XXI, do pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas práticos ao sentido de cidadania. E, num parecer elaborado a pedido do ministério, os conselheiros valorizam essas intenções.

Num documento que pretende promover a educação integral dos alunos e em que é frisada a importância da aquisição de “competências”, por oposição à simples transmissão de conteúdos aos alunos, o CNE avisa que é importante que seja dado “relevo ao conhecimento como uma finalidade em si, a par do destaque que é dado às competências”.

No capítulo das competências-chave defendem que se valorizem os “valores” (nomeadamente de cidadania) mas também aquelas que se referem a conhecimentos concretos numa era de “desenvolvimento científico sem precedentes”, nomeadamente “a cultura científica e a Matemática”.

O CNE adianta ainda que as recomendações não devem cingir-se apenas ao espaço escolar, mas envolver todos os “parceiros sociais” – nomeadamente as famílias – no esforço de qualificação dos alunos: “A escola não é uma ilha”, avisam. O Conselho Nacional de Educação apresenta também hoje um parecer sobre o acesso ao ensino superior, no qual admite a necessidade de se melhorar o sistema.

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“Adjunta organiza elogio a ministro da Educação”

As palavras não são nossas são do CM. Mas uma coisa é certa, por mais simples que seja a resposta, todo este episódio tornou-se um pouco estranho.

Uma coisa é certa, há alguém que precisa de umas aulas de como gravar documentos…

 

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As Vagas do Concurso Interno de 2009, 2013 e 2015 (Em Excel)

Desde 2009 que comecei a tratar todos os dados dos concursos e neste artigo vou deixar as vagas em formato Excel dos concursos Internos de 2009, 2013 e 2015.

Já sabem que mal saiam as vagas do concurso interno de 2017 que os dados serão tratados da mesma forma e será convertido o documento de pdf para excel.

Para perceberem como é inconstante o apuramento de vagas deixo um pequeno resumo do número de vagas de quadro de escola/agrupamento que abriram e fecharam desde 2009.

Em 2009 existiram 19.217 vagas positivas e 2.646 vagas negativas

Em 2013 existiram 618 vagas positivas e 12.003 vagas negativas.

Em 2015 existiram 4.552 vagas positivas e 9.562 vagas negativas.

 

Já me chegaram alguns relatos que são mais as vagas negativas do que as positivas que estão a ser apuradas para 2017, num processo que decorre na aplicação SIGRHE (para as escolas) até à próxima quarta-feira.

Se puderem divulgar na caixa de comentários que apuramento está a ser feito nas vossas escolas agradeço a colaboração.

 

Chegou-me este relato para perceberem o que pode acontecer ao número de vagas.

 

Dividir o nº de horas exclusivamente decorrentes da componente curricular das turmas por 22 – dá em média de -1 a -8 vagas consoante o grupo.

No pré-escolar e 1º ceb dividiram o nº de crianças por 25 e não tiveram em consideração as turmas – por exemplo das 26 turmas que temos no 1º ceb a aplicação considera 21 (resultado da divisão do nº de alunos por 25).

Uma fantochada.

E tanto trabalho a recensear professores, que alegadamente iria já ficar tudo carregado para esta plataforma e afinal temos que voltar a inserir a componente letiva de cada grupo…

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E Ninguém do ME Bate Com a Porta?

Imagem retirada daqui.

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Sugestão de Leitura

A sugestão desta semana é, O cavalinho de Madeira, de Célia Nunes e com ilustrações de Luísa Costa.

 

Sinopse

Esta é a história de um menino pobre que não tinha brinquedos. O seu pai, que era carpinteiro, construiu-lhe um em madeira: um lindo cavalinho de balouço. Mas, para enorme surpresa do garoto, o cavalito de madeira ganhou vida e nasceram-lhe umas asas, tornando-se um cavalo alado. Os dois vão viver uma aventura fantástica.

 

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Vinculação Extraordinária de docentes em Consulta Pública, mas Dispensada Pela Sua Urgência

 

INÍCIO DO PROCEDIMENTO CONDUCENTE À ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PORTARIA QUE PROCEDE À REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE INTEGRAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE DOCENTES, PREVISTO NO ARTIGO 4.º DO DECRETO-LEI N.º 28/2017, DE 15 DE MARÇO

 

Serve a presente publicação para informar que é dado início ao procedimento conducente à elaboração do projeto de portaria que procede à regulamentação do regime de integração extraordinária de docentes, previsto no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 28/2017, de 15 de março.

  • Publicado a 17 de março de 2017.

 

Atenta a urgência, o procedimento dispensa a realização de audiência de interessados nos termos do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 100.º do CPA.

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