Novembro 2016 archive

Lembro o Preâmbulo do Decreto-Lei 9/2016

… que anula a BCE para 2016/2017.

Para que não ganhem muitas expectativas que a BCE não possa regressar com outro nome e com regras semelhantes às que existiam.

 

Pretende-se, em primeira instância, combater a morosidade e a complexidade do Concurso de Bolsa de Contratação de Escola, tornando o sistema de colocações mais eficaz, eficiente e justo.

É desejável a convivência entre um sistema universal e centralizado de colocação do pessoal docente nas escolas e um sistema descentralizado, operacional e eficaz, através do qual cada escola possa contratar com base em critérios adequados ao seu contexto.

Contudo, tendo em conta a limitação imposta pelos prazos determinados do procedimento legislativo, aliada à necessidade imperiosa de providenciar um início de ano letivo tranquilo para as famílias e professores, tal ensejo não é, para já, possível.

 

Recordo ao mesmo tempo uma das propostas da ANDAEP dirigidas ao ME.

 

Todas as escolas e, sobretudo, as escolas com Contrato de Autonomia e TEIP devem ter a possibilidade de contratar professores, através de um processo célere, com critérios aprovados em Conselho Pedagógico e validados pelo Conselho Geral ou Dgae;

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Existem 10.644 Docentes Candidatos à Contratação com 10 ou Mais Anos de Serviço em 31/08/2015

Para se ter uma noção mais precisa sobre o número de candidatos à contratação com 10 ou mais anos de serviço fica aqui o quadro resumo com esses dados.

Os dados foram retirados da lista de ordenação definitiva dos candidatos à contratação e retirados os docentes que concorriam em 1ª e 3ª prioridades.

Foram também eliminadas as candidaturas duplicadas porque para ser contabilizado o número correto de docentes nestas condições tinha de consideram os candidatos únicos e não o número de candidaturas.

A única informação que não consigo recolher destas listas é se todos estes docentes têm trabalhado no ensino público a maior parte do tempo, ou quantos existem que nunca trabalharam para a rede pública do Ministério da Educação.E era importante conhecer publicamente estes dados para perceber até que ponto existe margem de manobra para uma possível vinculação de candidatos com 10 ou mais anos de serviço.

 

 

10-ou-mais-anos

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Divulgação – APROTED

 

Currículos

(Documento enviado a 7 de novembro de 2016 ao Ministro de Educação e Ciência, ao Secretário de Estado da Educação, com conhecimento de vários sindicatos e de todos os grupos parlamentares com representação na Comissão da Educação e Ciência)
Excelentíssimos Senhores:
1. Tivemos conhecimento, através de uma notícia publicada no Diário de Notícias de 12 de outubro de 2016 e assinada pelo jornalista Pedro Sousa Tavares, de que o Ministério da Educação reuniu recente com associações de professores de várias áreas disciplinares e lhe pediu que apresentem “o currículo essencial de cada uma das suas áreas”. Na mesma notícia é ainda referido que «O Ministério da Educação pretende aplicar, já a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” das diferentes disciplinas nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade».
2. A APROTED saúda naturalmente o diálogo com as associações de professores convocadas, mas não pode deixar de manifestar a sua perplexidade por não ter sido convidada, pelos seguintes motivos:
a) A APROTED não existe desde anteontem. Existe desde 31 de julho de 2006 (há mais de dez anos, portanto) e, desde então, já enviou inúmeros contributos e pedidos de audiência para o Ministério da Educação.
b) No 7º ano de escolaridade existe uma disciplina chamada Oficina de Teatro, embora não exista em todas as escolas.
c) Somos atualmente a única associação de professores da área do teatro e estamos disponíveis para debater qualquer assunto relacionado com a presença do teatro no Sistema Educativo.
d) O Secretário de Estado da Educação tem feito inúmeros discursos sobre a importância das Expressões e as Artes no Sistema de Ensino. Ora, sendo o Teatro uma arte que permite trabalhar diferentes formas de expressão, a discriminação de que esta área tem sido alvo é incompatível com tais discursos.
3. O Governo lançou, há alguns meses, um inquérito online sobre os currículos, mas os professores de Teatro viram-se impossibilitados de participar. A 15 de junho de 2016, em audiência na Secretaria de Estado da Educação, questionámos o motivo de termos sido excluídos deste inquérito e foi-nos respondido que este se destinava apenas a professores com grupo de recrutamento. Perguntamos: terá sido essa a razão que levou a que o Ministério da Educação não tivesse convocado a APROTED para debater os “currículos essenciais” dos alunos?
4. Não aceitamos que a APROTED possa ser “castigada” por não ter grupo de recrutamento, pois esta associação foi fundada por professores profissionalizados na área do Teatro, ou seja, licenciados em Estudos Teatrais via Ensino pela Universidade de Évora. A inexistência de Grupo de Recrutamento não se deve à falta de professores com formação para lecionar nesta área, mas sim à falta de atuação do Ministério da Educação nesta matéria. Não se compreende nem se aceita que, vinte anos depois de ter autorizado a criação de um curso superior para formar professores na área do teatro, o Ministério da Educação ainda não criado o respetivo grupo de recrutamento.
5. A equipa que tutela atualmente o Ministério da Educação está ainda a tempo de fazer o que não fizeram as equipas que a precederam, ou seja, de criar um Grupo de Recrutamento na área do Teatro, resolvendo assim problemas e injustiças que se arrastam há demasiados anos e fazendo jus a todas as intervenções públicas feitas em prol das Expressões e das Artes.
6. Entendemos ainda que, mesmo que não exista um Grupo de Recrutamento, os professores de Teatro têm todo o direito de serem ouvidos na questão dos currículos das disciplinas que lecionam.
7. Uma vez que se pretende trabalhar os currículos essenciais no 5º ano e no 7º, já a partir de 2017, acrescentamos que também não se compreende a ausência da Expressão Dramática no 5º ano.
8. Em relação ao 7º ano, o currículo de Oficina de Teatro é demasiado extenso para uma disciplina semestral. De facto, a natureza semestral da disciplina dificulta o desenvolvimento de um trabalho continuado e aprofundado. A alteração curricular promovida pelo governo anterior agravou este problema, dado que acabou com a Oficina de Teatro no 9º ano, o único ano em que esta era anual.
9. Num artigo publicado no jornal Público de 15 de outubro de 2016, assinado pela jornalista Clara Viana, somos informados de que o coordenador do grupo de trabalho para definição do perfil do aluno que termina o Ensino Secundário, o antigo Ministro da Educação Guilherme d’ Oliveira Martins, indica que os alunos que terminam o Ensino Secundário manifestam dificuldades ao nível da comunicação, o que não surpreende, de todo, a APROTED.
10. Um dos maiores erros cometidos em anteriores reformas do currículo do Ensino Secundário foi a extinção da disciplina de OED (Oficina de Expressão Dramática) que existiu, como disciplina de opção, em mais de 100 escolas. Ora, para se comunicar, não basta organizar ideias e falar português corretamente. Falar em público (competência cada vez mais necessária) requer autoconfiança, postura adequada, colocação de voz, domínio das expressões corporal e vocal, ou seja, competências trabalhadas nesta disciplina.
11. A reintrodução da disciplina de Oficina de Expressão Dramática é fundamental para ajudar os alunos a desenvolver competências na área da comunicação, da cidadania e da criatividade, entre outras. Defendemos também que deve ser introduzido, dentro da oferta de cursos Científico-Humanísticos do Ensino Secundário, um Curso de Artes do Espetáculo para alunos que pretendam prosseguir estudos superiores na área do Teatro, Dança, e outras artes performativas, em paridade com o já existente Curso de Artes Visuais. Relembramos que o Curso de Artes do Espetáculo era uma das novidades da Reorganização Curricular do Ensino Secundário levada a cabo pelo último Governo do Engenheiro António Guterres, tendo inclusive os programas disciplinares aprovados, mas que não chegou a ser implementado por o Governo ter sido dissolvido, inesperadamente, antes do fim da legislatura.
12. Dito isto, a APROTED coloca-se ao dispor do Ministério da Educação para participar neste debate sobre os currículos no Ensino Básico e também na definição do perfil do aluno que termina o Ensino Secundário, já que se prevê a mobilização de vários tipos de conhecimentos, “desde as neurociências às ciências pedagógicas”.
Ficando a aguardar resposta, despedimo-nos respeitosamente.

Com os melhores cumprimentos,
A Direcção da APROTED – Associação de Professores de Teatro-Educação

 

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Acordo de Precários inclui os Professores?

 

Ainda não ouvi isto da boca de nenhum responsável politico. Uma coisa é a pretensão, outra é afirmar que assim são considerados.

Destes 30.000 docentes, quantos conseguirão entrar no quadro desta forma? Não inventarão uma nova Norma Travão para evitar que os professores entrem neste acordo?

Fica a noticia do CM também noticiada na SIC Noticias.

 

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Alguém Alucina

Ou o Correio da Manhã por querer fazer primeira página escaldante, ou Mário Nogueira por não entender o que separa um contrato individual de trabalho de um contrato precário (recibos verdes).

 

Acordo de precários com 30 mil docentes

 

 

Entendimento entre Governo, Bloco e PCP para vinculação de funcionários abrange 30 mil professores, diz Fenprof.

 

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A Música do Blog

A não perder esta série que Estreia hoje no National Geographic, às 22:30.

 

 

https://soundcloud.com/milanrecords/nick-cave-warren-ellis-mars-theme-from-mars

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É Preferível Ouvir os Alunos do que as Sociedades Científicas

Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas

 

 

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Ministério da Educação alega que não está em curso uma revisão curricular. Cientistas querem ser recebidos com urgência por Tiago Brandão Rodrigues.

 

O Ministério da Educação está a excluir as sociedades científicas do processo de mudança dos currículos escolares, que está actualmente em curso, denunciaram ao PÚBLICO os responsáveis das sociedades portuguesas de Matemática, de Química, de Física e de Filosofia, que nesta sexta-feira enviaram uma carta ao ministro Tiago Brandão Rodrigues a pedir uma reunião de urgência sobre este processo.

 

Fica aqui o pdf de apresentação do documento “Currículo – Identificação de Aprendizagens Essenciais”  para dizerem de vossa justiça se são de facto alterações curriculares ou não.

Mesmo não sendo alterações de fundo, não posso deixar de lembrar que para este documento foram ouvidos uma série de alunos em Leiria no mês passado, mas as sociedades científicas nem foram chamadas para se pronunciarem.

 

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A Regra Mais Justa Para a Vinculação

Para que não restem dúvidas do meu ponto de vista para a vinculação de professores contratados exponho-a aqui.

Não sou defensor da norma travão para colocar os docentes que cumprem 3, 4 ou 5 contratos seguidos numa primeira prioridade para um concurso externo que lhe permitirá ingressar num lugar de quadro, nem sou defensor de uma lista de ordenação, com as regras actuais, que permitem que docentes com pouco tempo no ensino público, mas com muito tempo no ensino particular, acabem por ficar com muitos dos lugares em concurso.

A forma de se encontrar uma vaga de quadro (seja de escola ou de QZP) deve partir da sucessiva necessidade de uma escola numa contratação anual em horário completo e não da sucessão de contratos anuais em horário completo de um determinado docente.

A última situação é perversa e pode até levar a que um docente passe 4 anos num determinado QZP e porque foi colocado num quinto ano num QZP diferente que a abertura dessa vaga não seja fruto de uma necessidade permanente dessa escola e por conseguinte desse QZP.

Assim, entendo que todas as necessidades de uma escola que perdurem por um mínimo de 3 anos seja aberta como necessidade permanente e assim lançada como vaga a abrir para ingresso no quadro dessa escola ou desse QZP. Para efeitos de concurso interno ela seria aberta como QA/QE e no caso de concurso externo como vaga de QZP.

E para a ordenação dos candidatos ao concurso externo, sempre considerei que quanto mais tempo de serviço no ensino público num determinado espaço de tempo for considerado para uma primeira prioridade, mais justo será para quem sempre andou no ensino público em conseguir vincular. Elevar o tempo de serviço no ensino público num determinado período de tempo iria promover a vinculação destes docentes que têm mais tempo servido o ensino público.

Qualquer outra leitura que façam dos diversos trabalhos estatísticos apresentados aqui no blogue é apenas fruto da pouca atenção que podem dar a artigos como este que expressam o meu ponto de vista e o meu pensamento sobre este assunto.

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O diploma de Pedro diz “educadora”

E não me admirava nada que quando vier a sua aposentação, no próprio Diário da República seja identificado como Educadora de Infância.
São ainda raros os Educadores de Infância do sexo masculino, mas já se vão vendo alguns pelos Jardins de Infância.
E ainda bem.
 

O diploma de Pedro diz “educadora”

 

 

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No Estado Novo a educação de infância estava proibida aos homens. Depois tiveram de vencer os receios das famílias.

 

Olhando para o diploma podíamos dizer que estamos perante uma educadora de infância, mas na verdade à nossa frente está Pedro Nunes da Silva um dos primeiros – senão mesmo o primeiro – homens a tirar o curso de educação de infância em Portugal. Estávamos no início dos anos 1980 e nem uma década tinha passado desde que a profissão tinha deixado de ser interdita a homens. “Ainda recebi um diploma em que está escrito educadora de infância. E já tinha uma barba farta”, recorda.

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Escolas Têm Mais Seis Mil Professores Contratados

É notícia de duas páginas, hoje no Jornal de Notícias, o crescente aumento de colocações de contratados em 2016/2017.

Já por aqui se tem falado que este ano o número de contratações tem sido superior a outros anos e isso demonstra que existe uma necessidade maior de professores que podem ter vários motivos:

  • A implementação dos novos planos de acção para o combate ao insucesso escolar;
  • Aumento da idade média dos docentes que implica maior desgaste nos professores, que por sua vez leva a um aumento da incapacidade temporária para o trabalho.

 

Para tentar perceber qual a razão maior para este aumento em breve serão feitos alguns estudos comparativos com anos anteriores para perceber se os contratos de duração temporária estão a aumentar em relação aos anos anteriores.

 

 

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“Governo aprova verbas para actividades de enriquecimento curricular”

 

Já estamos em novembro e nem todos os alunos do 1º ciclo beneficiam de AEC. Já não é novidade. Este ano com um número de colocações de professores contratados acima do que tem sido usual o problema ainda se tornou mais notório.

Mas também só, ontem, é que o conselho de ministros aprovou a verba para financiar as AEC deste ano letivo…

 

O Conselho de Ministros autorizou nesta quinta-feira uma verba de 20,7 milhões de euros para financiar as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), este ano lectivo.

 

Mas a verba do O.E. para a A.R. teve um aumento de 62.000.000 de euros…

(clicar na imagem) in Público

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1490 candidatos com 3 contratos no mesmo grupo… (ou mais)

Com a aproximação dos ventos das negociações sobre o novo modelo de concursos e vinculação, estou certo que haverá mudanças… só espero que essas mudanças signifiquem mais justiça!

O quadro seguinte apresenta o número de candidatos com 3 anos de contratos completos e anuais no mesmo grupo de recrutamento. Para mim isto representa 1490 vagas de entrada nos quadros da respetiva zona pedagógica para os candidatos mais graduados de cada grupo, desde que para elas concorram. Parece-me o mais justo e exequível neste momento.

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Certo é que o número pecará por defeito, porque os contratos ativos da BCE não foram dados a conhecer na totalidade. Relembro que os estilhaços da BCE ainda se fazem sentir (basta olhar para a enormidade de renovações).

 

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490 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 10

Foram colocados 490 docentes contratados na Reserva de Recrutamento 10 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

 

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Reserva de Recrutamento 10

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 10ª Reserva de Recrutamento 2016/2017

 

Docentes de Carreira – ano escolar de 2016/2017

Candidatos à Contratação – ano escolar de 2016/2017

Lista definitiva de retirados – Consulte

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Marianne, Cheguei…

Leonard Cohen 1934-2016

 

 

 


Afinal, foi mesmo premonitório.

 

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Os constrangimentos e propostas da ANDAEP

 

Parece que a ANDAEP enviou um documento ao Ministro da Educação. Nesse documento elabora-se uma lista do que não está a correr bem e fazem-se propostas para a melhoria.

Entre as constatações da ANDAEP figuram os concursos, referindo os constrangimentos detectados e propondo alterações; Descentralização de Competências (Municipalização),  revelando que as experiências-piloto  têm demonstrado ingerências a nível politico; Diploma Legal de administração e gestão das escolas, onde constatam que nem tudo está bem, mas afirmando que não querem voltar ao antigo sistema, querem introduzir melhorias no atual; Reembolsos e procedimentos onde constatam que nem tudo corre bem no funcionamento diário das escolas.

 

Fica aqui o documento para consulta dos interessados. (clicar na imagem)

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Listas Provisórias Projeto CAFE – Timor-Leste

Publicitação  Listas Provisórias de Admissão e Exclusão – Procedimento concursal para o exercício de funções docentes do Projeto CAFE em Timor-Leste

 

Listas Provisórias de Admissão e Exclusão

 

100 – Educação Pré-Escolar Admissão Exclusão
110 – 1. º Ciclo do Ensino Básico Admissão Exclusão
220 – Português e Inglês (2. º CEB) Admissão Exclusão
300 – Português (3. º CEB) Admissão Exclusão
330 – Inglês (3. º CEB) Admissão Exclusão
400 – História (3. º CEB) Admissão Exclusão
500 – Matemática (3. º CEB) Admissão Exclusão
510 – Física e Química (3. º CEB) Admissão Exclusão
520 – Biologia e Geologia (3. º CEB) Admissão Exclusão

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Tiago B. Rodrigues, o MacGyver da educação…

 

A referência não é minha, é do próprio ministro, mas fiquei com a ideia de que é como quer ficar conhecido. Não tenho nada contra o MacGyver, pelo contrário, também eu não perdia um episódio. Não tinha mais nada para ver na nossa, tão diversa, televisão da altura.

Até me agrada a ideia do improviso, mas não como método a longo prazo. Temos de pensar na educação a longo prazo. Temos que fazer reformas, Temos que debater o futuro da educação no nosso país com seriedade. Isto, se queremos quebrar o ciclo de 4 anos em que caímos e parece eternizar-se. Mas isso não se faz baseado em improvisos. Faz-se com medidas que melhorem um sistema que já não responde às necessidades de uma sociedade e que contemplem todos os intervenientes como parceiros.

Senhor Ministro, ouça também os professores.

 

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também teve um herói. “A minha geração sabe o que quero dizer quando falo no efeito MacGyver”, afirmou o investigador, esta tarde, na Web Summit. Esse efeito, disse Brandão Rodrigues, passava por “encontrar soluções para os problemas”.

Era isso que MacGyver fazia. E é isso que os empreendedores precisam de continuar a fazer para mudar o mundo, porque o movimento empreendedor “não é novo – está é a espalhar-se na Europa”, apontou o ministro, sublinhando que “o mundo foi e continua a ser feito por fazedores”.

Tiago Brandão Rodrigues falou das suas funções, dizendo que, sendo Ministro, tem “a oportunidade de pensar em como podemos modelar o nosso sistema de educação [português] e introduzir esta ideia do movimento de fazedores [ou empreendedores]” na Educação. E deixou algumas dicas sobre o que considera importante fazer para que tal aconteça, como “personalizar a educação” – porque “a aprendizagem é algo de muito pessoal” – e “flexibilizar o currículo” escolar dos alunos.

“Há uma grande discussão neste momento [em Portugal] sobre como podemos melhorar e tornar o currículo [dos alunos] mais flexível – e também sobre se isso é ou não apropriado”, apontou. O ministério, diz, tem trabalhado sobre o assunto. Foi por isso que Tiago Brandão Rodrigues esteve, na sexta-feira passada, “num evento com estudantes que se chamava A voz dos alunos”.

 

(clicar na imagem) in Revista Sábado

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Para Honrar a Palavra, Cumpra-se a Palavra Dada

🙂

 

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Afinal Há Cortes na Educação!

Pois Mário Nogueira disse-o agora, contrariando o que disse há menos de um mês.

 

Mais de 12 mil professores assinam petição contra cortes na Educação

 

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Mudar o Orçamento do Estado (OE) para 2017, que já foi aprovado na generalidade, de modo a garantir verbas para a entrada no quadro de mais contratados, e descongelar as carreiras dos docentes. Estas são algumas das propostas de uma petição lançada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) que, segundo anunciou nesta quarta-feira, já foi subscrita por mais de 12 mil docentes.

A petição será entregue no Parlamento nesta sexta-feira. Em comunicado, a Fenprof esclarece que não só nenhuma das 10 propostas que apresentou foi acolhida no OE para 2017, aprovado por todas as bancadas da esquerda, como este prevê ainda “um corte de 281 milhões de euros em recursos humanos”, situação que pretende ver esclarecida.

 

 

Mas lembro o que disse há menos de um mês.

 

É verdade que as verbas para a Educação aumentam 3,1%, correspondendo a mais 179,4 Milhões de euros, estancando e invertendo, assim, o ciclo de corte que era imposto há vários anos; contudo, se olharmos, apenas, para os últimos 5 anos, constatamos que os 179,4 Milhões de euros estão longe de se aproximar dos 554,4 Milhões de redução que a Educação sofreu de 2012 a 2016”, realça a organização liderada por Mário Nogueira.

Resumindo o que diz agora Mário Nogueira:

O corte de 281 milhões de euros para 2017 (1 ano) é mais de metade do corte que ocorreu entre 2012 e 2016 (5 anos).

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Parece-me Bem

Ver também o Jerónimo de Sousa, a Catarina Martins e a Heloísa Apolónia, dia 18 em Lisboa, a exigir o mesmo.

Porque afinal é nas suas mãos que está a aprovação do Orçamento de Estado para 2017.

 

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Evolução do número de Docentes do 1º Ciclo

 

A evolução dos docentes do 1º ciclo, é um prenúncio do que acontece nos outros ciclos a curto prazo. Desde o ano letivo de 2007/2008 até 2014/2015 o sistema perdeu 6825 docentes. Se todos estes docentes tivessem turma, com a média de 17 alunos por turma, significaria que o sistema de ensino tinha perdido 116.025 alunos, neste espaço temporal. Nós sabemos que não foi isso que aconteceu. Sabemos que o aumento do número de alunos por turma tem muito a ver com esta redução, para além da diminuição demográfica, que se junta como causa desta diminuição. É claro que o número de docentes tinha que diminuir. Não necessitava era de diminuir tanto.

O que é que isso trouxe de positivo? Finanças. O Ministério das Finanças agradeceu uns O.E. mais bonitos para Bruxelas os felicitar. Nada mais do que isso…

 

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DESCONGELAR JÁ – Petição

Pelo Descongelamento das Progressões em Carreira dos Docentes
e das Posições Remuneratórias dos Não Docentes

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I.    Enquadramento da questão
O congelamento da progressão em carreira dos docentes e do acesso a novas posições remuneratórias dos trabalhadores não docentes foi uma prática iniciada no ano de 2005 e introduzida pela Lei nº 43/2005, de 29/08, por via da qual foi impedida a contagem do tempo de serviço para progressão, entre 30/08/2005 e 31/12/2006.Sucedeu-lhe a Lei nº 53-C/2006, de 29/12, prorrogando os efeitos da citada Lei nº 43/2005 por mais um ano, ie, até 31/12/2007.A partir de 01/01/2011 as sucessivas Leis do Orçamento de Estado têm sistematicamente mantido o congelamento – (2011 a 2016) – e a proposta de Lei de Orçamento de Estado para 2017 pretende que a situação se mantenha.Contas feitas, verifica-se que entre 2005 e 2016 estes trabalhadores viram “congelados” mais de oito anos dentre aqueles que constituem a sua carreira e não aceitam ver o nono ano (concretamente 9 anos e 4 meses) objeto de congelamento em 2017.
Muito linearmente, e no caso dos docentes, estes mais de nove anos, que são equivalentes a mais de dois escalões de progressão cifram-se em mais de 20% dos 10 Escalões de progressão previstos no art. 37º, nº 8 do Estatuto da Carreira Docente (D.L. nº 75/2010, de 23/06), todos com a duração de quatro anos cada, com exceção do 5º que tem a duração de dois anos.

O que vale por dizer que, a manter-se este rumo, poucos, ou mesmo nenhuns docentes, pese embora averbarem o tempo de serviço necessário para perfazerem uma carreira completa e obterem a consequente aposentação, o poderão fazer pelo Escalão correspondente ao topo da Carreira, antes ficando, sensivelmente, posicionados a meio, ou um pouco mais acima, dos 10 Escalões que a compõem.

II. Introdução feita, temos como praticamente garantido que os trabalhadores da administração pública, entre os quais Docentes e Não Docentes se contam, não vislumbram horizontes animadores relativamente à sua carreira, mas também e sobretudo no que tange à pensão de aposentação que vierem a granjear. Uma tal situação configura uma desconsideração que é inaceitável, uma vez que estes trabalhadores não sentem que seja reconhecido e valorizado o seu empenho profissional e que as suas perspetivas de carreira são desconsideradas.

III. Constitucionalistas, como Jorge Bacelar Gouveia, põem em causa o congelamento das progressões, dizendo nomeadamente que este foi justificado pelo período de crise e a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal (PAEF).
Prossegue dizendo, (em 2015), que o congelamento não parece merecer ou justificar uma fiscalização (da Constitucionalidade), por ser uma medida “provisória” que não deve eternizar-se.
A verdade porém, e como vimos, é que os trabalhadores da administração pública têm a sua progressão congelada há mais de 8 anos, o que sem ironia é uma eternidade.

IV. Há pois que concluir pela inevitabilidade de a classe política por termo a esta constrangedora situação que afeta a vida de milhares de trabalhadores da administração pública, e em dois sentidos;
a) Fixar definitivamente o dia 31/12/2016 como aquele em que cessa o congelamento.
b) Promover, ainda que gradualmente, a reposição do tempo de serviço, para efeitos de progressão.

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Foi criado o GTAEE…

No próximo ano letivo teremos uma nova metodologia de avaliação externa das escolas.

Espero que o grupo agora criado, se saiba imbuir de espírito criativo e faça nascer uma metodologia que realmente avalie o funcionamento das escolas. E que não se esqueça que os docentes já estão assoberbados de funções, para receberem mais esta competência…

 

Despacho n.º 13342/2016

É criado o Grupo de Trabalho de Avaliação Externa das Escolas, adiante abreviadamente designado por GTAEE, que tem a missão de analisar os referenciais e metodologias do Programa de Avaliação Externa das Escolas existente com vista a propor um modelo a utilizar na avaliação externa dos estabelecimentos de educação e ensino a partir do ano letivo de 2017 -2018.

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Sobre as Faltas Por Doença

Um bom resumo das faltas por doença feita pelo SPN aqui.

 

No caso dos Professores, importa dividir esta temática – faltas por doença – em duas partes:

 

Docentes da CGA

  • Justificação da ausência: atestado médico
  • Informação à escola: logo que possível (5 dias úteis)
  • Consequências:
    • Perda do subsídio de refeição
    • Perda dos 3 primeiros dias de vencimento (exceções: internamento hospitalar, cirurgia ambulatória, tuberculose e doença iniciada no decurso do período de atribuição do subsídio parental) ver nota1
    • Perda de 10% do 4.º até ao 30.º dia.

[ Estar de atestado, mesmo que acima de 30 dias, não desconta para efeitos de tempo de serviço. Artigo 103º ECD]
Nota 1:  A perda de remuneração pode ser compensada com o recurso a faltas por conta do período de férias. Ver como.

 

Docentes inscritos na Segurança Social 

  • Justificação da ausência: baixa médica
  • Informação à escola: logo que possível (5 dias úteis)

Consequências:

    • Perda do subsídio de refeição
    • Perda dos 3 primeiros dias de vencimento
    • Perda de 45% do 4.º até ao 30.º dia;
    • Perda de 40% do 31.º até ao 90.º dia;

[Estar de baixa médica,  mesmo que acima de 30 dias, não desconta para efeitos de tempo de serviço – art. 103º ECD]

No site da SEGURANÇA SOCIAL poderá encontrar informação adicional

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Revisão e Atualização do Calendário de Avaliação, Certificação e Adoção de Manuais Escolares

Despacho n.º 13331-A/2016 – Diário da República n.º 214/2016, 2º Suplemento, Série II de 2016-11-08

 

 

Educação – Gabinete do Secretário de Estado da Educação

 

Revisão e atualização do calendário de avaliação, certificação e adoção de manuais escolares aprovado pelo Despacho n.º 11421/2014, de 11 de setembro, na redação vigente, com vista à definição das disciplinas e respetivos anos de escolaridade dos manuais escolares objeto de avaliação e certificação durante o ano escolar de 2016/2017

 

Os manuais escolares a avaliar, no regime de avaliação prévia à sua adoção, no decurso do ano letivo de 2016 -2017, para iniciarem a sua vigência no ano letivo de 2017 -2018, são os que correspondem às disciplinas e anos de escolaridade que constam na imagem seguinte.
 
manuais

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À Atenção de Quem Ainda Não recebeu a Caducidade de Contrato de 2015/2016

… para os contratos que terminaram após o dia 1 de Janeiro de 2016.

É que ainda resistem alguns directores esperançosos para não a pagarem.

 

 

———- Forwarded message ———-
From: XXXXXXXXX (IGeFE) <[email protected]>
Date: 2016-11-08 11:44 GMT+00:00
Subject: FW: Caducidade –
To: [email protected]

Exma. senhora professora

XXXXXX

 

 

Em referência ao vosso e-mail, de 27.10.2016, cumpre-nos informar V.Ex.ª que:

 

  1. De acordo com a orientação constante do ponto 1 da Nota Informativa N.º 14/IGeFE/DGRH/2016, de 12.07, a caducidade do contrato de trabalho em funções públicas, a termo resolutivo certo/incerto, (que não decorra da vontade do trabalhador), confere sempre ao trabalhador/docente, o direito a uma compensação pecuniária, nos termos do nº 3 do art.º 293.ºe n.º4 do art.º294.º, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada em anexo, à Lei nº 35/2014, de 20/06.

 

  1. No entanto, e como decorre da orientação constante do nº 2 e nº 3 da Nota Informativa N.º14/IGeFE/DGRH/2016, existem apenas duas situações que não conferem ao trabalhador o direito à mencionada compensação pecuniária, ou seja, trata-se de situações que afastam a aplicação do regime regra, previsto no nº 3 do art.º 293º, da LTFP, a saber:

 

a) Renovação de contrato

b) Integração no quadro de escola ou quadro de zona pedagógica no ano letivo 2016/2017

 

 

  1. Ora, na situação exposta e verificando-se que  não se enquadra em nenhuma das situações de exclusão previstas na alínea a) e b) do presente e-mail, tem direito à compensação por caducidade de contrato que cessou a 31.08.2016.

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Certificação e adoção de manuais escolares, revisão e atualização do calendário de avaliação

 

Revisão e atualização do calendário de avaliação, certificação e adoção de manuais escolares, com vista à definição das disciplinas e respetivos anos de escolaridade dos manuais escolares objeto de avaliação e certificação durante o ano escolar de 2016/2017.

Despacho n.º 13331-A/2016, de 8 de novembro:

desp-13331

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Mais Uma…

O Ministério da Educação está envolvido em novas irregularidades.

 

 

Desta vez, está em causa o vice-presidente do Instituto de Desporto e Juventude (IPDJ), Vítor Pataco, nomeado a 1 de junho e que está a ocupar o cargo há dois meses de forma ilegal. A lei prevê que, por isso, o dirigente que recebeu desde 1 de setembro os salários de forma ilegal tem de abandonar o instituto público.

 

 

 

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Chamem o FBI…

Porque isto por cá já parece uma batalha campal entre Democratas e Republicanos.

 

PSD vai chamar ex-secretário de Estado João Meneses para explicar caso do “mail gate”

 

 

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A audição arrancou com um tom “quente” com várias trocas de acusações e insultos e o presidente da Comissão de Educação, Alexandre Quintanilha, chegou mesmo a ameaçar interromper os trabalhos caso os ânimos não acalmassem.

“Alguém está a faltar à verdade em toda esta situação. Ou o ministro ou o seu antigo secretário de Estado”, disse o deputado social democrata Amadeu Albergaria que confrontou o ministro e exigiu explicações sobre a exoneração de Nuno Félix e os problemas da secretaria de Estado da Juventude e Desporto.

“Tem hoje aqui uma oportunidade de ouro para esclarecer toda esta situação”, sublinhou ainda o deputado do PSD para quem o ministro “está condenado a sair do Ministério pela porta pequena” caso não esclareça o caso.

Também a deputada do CDS, Ana Rita Bessa, perguntou ao ministro porque “razão não mostra os mails e encerra o assunto”.

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Evolução do Número de Docentes e Alunos

 

Depois de um ligeiro aumento no ano letivo de 2008/2009, assistiu-se a um curva descendente até ao ano 2013/2014 quando o número de docentes parece estabilizar. O aumento de número de alunos por turma, o desinvestimento em recursos humanos e a “fuga” de docentes para a aposentação podem ser algumas das causas.

ecolucao-docentes

 

Com um aumento significativo, numa curva decrescente que já dura há muitos anos, no ano letivo de 2008/2009, assistimos a uma diminuição no número de alunos até ao ano de 2014/2015. Nem o alargamento da escolaridade obrigatória foi capaz de inverter o cenário demográfico do país.

evolucao-alunos

A comparação destes dois gráficos deixa antever um cenário catastrófico para o país. Estamos a perder população. Mas isso não é o que nos interessa. O que interessa é comparar as curvas que, embora descendentes, não coincidem. O número de docentes em relação ao número de alunos encontra-se em 2014/2015 muito abaixo do que seria expectável.

Mas isto já todos sabemos…

 

 

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O Ministro Não, O Verdasca Talvez

E se compete aos conselhos de turma essa decisão, então que se lixem os programas de combate ao insucesso escolar que determinam na maior parte dos casos que não há retenções nos anos que não sejam terminais de ciclo.
E se a decisão do Conselho de Turma for soberana, que seja o Ministério da Educação a passar esses alunos de forma automática, através de ordens dadas aos diretores das escolas. Assim, ficaremos a saber mesmo se a ordem é sua ou não.

Porque só há…

Verbas para reformar educação só chegam se os chumbos diminuírem

 

 

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Além disso, o PSD – que foi quem chamou hoje Tiago Brandão Rodrigues ao Parlamento – questionou o ministro sobre uma notícia avançada pelo i que dava conta sobre as orientações dadas às escolas sobre a retenção “excecional” aos alunos que frequentam os 2º, 3º 5º 7º e 8º anos escolares.

Sobre este assunto o ministro disse apenas que não deu nenhuma orientação às escolas, a quem cabe tomar estas decisões através dos Conselhos de Turma.

 
E como tenho agora reunião de direção de turma vou informar todos os presentes, incluindo os EE que vão estar presentes, destas palavras do Ministro da Educação.

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M.E. considera afastar diretor do DGESTE…

O caso remonta ao ano passado, aquando dos concursos de seleção de delegados regionais de educação, nos processos de financiamento para o ensino artístico e no processo de inquérito à direção Escola Artística Soares dos Reis. O ME considera ter havido violação da legislação.

 

“O Ministério da Educação confirma a intenção de afastar o Dr. José Alberto Moreira Duarte do cargo de diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares devido a factos que indiciam a grave violação de deveres, bem como uma actuação ilegal por violação de princípios constitucionais e gerais do Código do Procedimento Administrativo”, informou o ME. Nas três situações referidas, o ME entendeu ainda que “houve incumprimento de decisões superiores, que lesaram o interesse público”. O processo ainda está a decorrer em fase de audiência de José Alberto Moreira Duarte.

(clicar na imagem) in Público

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Não São Apenas os Professores que Tiveram um Número Reduzido de Aposentações em 2016

É geral em toda a função pública e 2016 teve uma redução de aposentados na ordem dos 50% em relação a 2015.
 

Número de funcionários públicos que passam para a reforma em 2016 cai para quase metade

 

 

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O número de funcionários públicos que passam para a reforma em 2016 (incluindo dezembro) caiu 46% face a 2015, para um total de 6.427 pessoas.

De acordo com a lista mensal de aposentados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) hoje publicada em Diário da República, relativa a dezembro, até ao final do ano vão passar mais 572 funcionários da Administração Pública para a reforma.

Estes somam-se aos restantes 5.855 funcionários que já passaram para a reforma este ano, perfazendo um total, entre janeiro e dezembro, de 6.427 pessoas, de acordo com as contas feitas pela agência Lusa.

O número de novos pensionistas para o conjunto do ano representa uma quebra de 46% relativamente ao número apurado para o conjunto de 2015.

De acordo com um relatório divulgado em abril pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP), no ano passado, o número de novos aposentados foi o mais baixo desde 2001 e muito aquém da média de cerca de 22 mil, registada na última década.

O valor médio das pensões atribuídas em 2015 diminuiu 10,7% face ao ano anterior, fixando-se nos 1.112 euros, segundo a análise feita pela instituição liderada por Teodora Cardoso.

 

 

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Isto É uma Proposta Que Faz Parte do Programa do Governo!

A Fenprof parece que resolveu propor para a alteração do diploma de concursos medidas que constam no programa do governo e uma delas é o incentivo à fixação dos docentes nas escolas localizadas em zonas isoladas e/ou desfavorecidas.

Obviamente que constando da própria cartlha de Tiago Brandão claro que o ministro estará receptivo a essa alteração.

Espero, no entanto, que essa não seja a única proposta aceite dos 15 princípios defendidos pela Fenprof.

Mas que todos já perceberam que os incentivos para fixar esses docentes ao interior vão avançar isso não há dúvidas. Só que ainda não percebo qual a justificação para tal, já que há candidatos que concorrem a todo o país e estão interessados em qualquer colocação que lhe surja, mesmo que seja na periferia, ou nessas zonas isoladas.

 

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Evolução das aposentações entre 2012 e dezembro de 2016

 

É notório, o decréscimo abrupto entre 2013 e 2014. Depois da “fuga” em 2013, o número de aposentações chegou, este ano, a uns meros 623 docentes aposentados. Fruto das novas regras para a aposentação, estamos em mínimos históricos. A continuar assim, só depois de 2021 veremos a curva inverter-se significativamente.

 

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Abandono escolar precoce reduzido em 6,8 pontos…

 

… mas ainda estamos acima da média europeia.

 

Portugal reduziu a taxa de abandono escolar precoce em 6,8 pontos percentuais, para os 13,7% entre 2012 e 2015, um valor acima da média da União Europeia (11%), segundo dados hoje publicados pela Comissão Europeia.

Segundo a edição deste ano do Monitor da Educação e da Formação, não só diminuiu a taxa de abandono precoce dos sistemas de ensino e de formação em Portugal nos estudantes entre os 18 e os 24 anos, como aumentou, entre 2012 e 2015, a taxa de conclusão dos estudos superiores (30-34 anos) dos 27,8% para os 31,9% (UE 38,7%).

Em relação ao ensino superior, o relatório salienta que “a tendência para o decréscimo das matrículas no ensino superior, juntamente com a alta taxa de emigração de cidadãos portugueses altamente qualificados para outros países europeus, está a agravar a crise demográfica do país e poderá ter reflexos negativos na sua competitividade”.

Neste caso, a taxa de abandono em Portugal era, em 2015, superior entre os jovens nascidos no estrangeiro (16,2%) do que em Portugal (13,5%), em linha com a média da UE: 19,0% e 10.1%, respetivamente.

Em relação ao investimento na educação, em 2014 a despesa pública consagrada à educação em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) era de 6,2%, sem alterações face a 2011 e acima da média da UE (4,9%).

No caso de Portugal, o monitor salienta que “o orçamento de 2016 para a educação não gerou aumentos significativos em relação ao ano anterior: prevê-se que o apoio financeiro para as reformas resulte de uma maior eficiência da despesa e de uma diminuição das repetições de ano”. O ensino e cuidados na primeira infância (dos 4 aos 6 anos) recuaram dos 93,8%, em 2011, para os 93,5%, em 2014, acima da média da UE (94,3%).

in Diário Digital

2016 do Monitor da Educação e da Formação

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O Mais Baixo Número de Docentes Aposentados Que eu Tenha Memória

Com a publicação da lista de aposentados de Dezembro de 2016 já é possível fechar o número de Professores/Educadores aposentados em 2016 e que estavam em funções na rede pública do Ministério da Educação no continente.

Ao longo de 2016 aposentaram-se 623 docentes e apenas 25 Educadores de Infância

Em 2016 aposentaram-se menos de metade do que saíram para a aposentação em 2015, e quase um oitavo dos que foram aposentados em 2013.

Apesar do envelhecimento da classe docente há cada vez mais docentes que resistem em ir para uma aposentação voluntária com penalização e isso mostra bem os dados referentes aos aposentados de 2016.

 

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Histórico de Colocações na Reserva de Recrutamento 10 e Previsão de Colocações

O próximo quadro apresenta o número de colocações, desde 2012, por reserva de recrutamento até à Reserva de Recrutamento 10.

A minha previsão para o número de colocados na RR10 da próxima sexta-feira aponta para  serem colocados entre 340 a 390 docentes contratados.-

Para verem o número de colocados por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas desde 2012 na RR10 clicar nos llinks de baixo.

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2015

 

269 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 10

2014

 

249 Contratados na Reserva de Recrutamento 10

2013

 

201 Contratados Colocados na RR10

2012

 

Número de Colocações na RR10 (CONTRATAÇÃO)

 

Foram colocados na reserva de recrutamento 10 apenas 203 docentes em contratação. Destes 203, 30 foram colocados em horários anuais e apenas 11 docentes foram colocados em horários anuais e completos.

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Confissões de um pai… com os TPC como assunto.

 

Para que se possa tomar uma posição, convém conhecer a opinião de todos os intervenientes.

Os TPC são um (não) assunto para muitos, mas que interferem na vida de toda a comunidade educativa. Todos são “afetados” por eles. Por isso achei pertinente reproduzir a opinião deste pai. Confessa-se e vai apontando o dedo. Muitas mais opiniões poderiam ser tidas em conta. Por agora fica esta…

 

Eu, pai, me confesso

Os professores acham-nos insuportáveis. Eles acham insuportáveis os professores. Os pais confessam-se. Impotentes.

Uma greve aos trabalhos para casa (os TPC), como a promovida até final do mês em Espanha, parece carregada de sentido. Qual a validade de massacrar crianças e famílias sem tempo de qualidade, para repetirem tarefas que já fazem durante tantas horas na escola? E que efeitos tem a lista infindável de cópias, tabuadas e palavras difíceis na motivação de alunos esmagados por horários e rotinas?

Os trabalhos de casa, desde que moderados e adequados, estimulando tarefas simples e criativas, são um fator importante para que um aluno crie hábitos de estudo. Hábitos esses que não nascem de forma espontânea e que mais tarde, no percurso escolar, vão fazer-lhe falta. São um meio de ganhar autonomia, de aprender a fazer pesquisa, de envolver os pais ou irmãos mais velhos quando necessário.

Desde que sem exageros, os TPC não estão errados. O que está errado é a sobrecarga. O que está errado é que as crianças tenham um horário de trabalho superior a 40 horas semanais. Para acompanhar o horário de trabalho dos pais. Mas discutir isso, claro, dá muito mais trabalho do que criticar e pedir para eliminar os TPC.

Eu, pai, me confesso. A culpa dos TPC é não haver TPC. A culpa dos professores é não perceberem os pais e os alunos. A dos pais, não perceberem os professores e os filhos. Só os filhos não têm de perceber nada. São crianças. Têm de ser percebidas.

 

(clicar na imagem) in JN

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