… este Ministério gosta de ouvir quem lhe dê razão.
E numa plateia com dezenas de participantes, o que dois ou três disserem a seu favor é justificação suficiente para efectuar essa mudança, mesmo que a restante plateia seja contrária às suas ideias e se fique pelo silêncio.
Mas como a cartilha está definida à partida, qualquer discordância tentará ser silenciada ou modificada.
E claro que perguntar aos alunos o que acham do Currículo é o mesmo que estar à espera que eles venham a ser reduzidos para breve ou não fosse o ponto de partida para este debate o que já foi identificado pelo próprio Ministério. – “O ministério identificou que há uma “excessiva centralização” dos currículos e uma “sobrecarga de conteúdos nos programas””

Conferência em Leiria, na sexta-feira, junta estudantes do ensino básico e secundário. Tradicionalmente, os alunos não são ouvidos em contexto de gestão curricular. Esta conferência visa corrigir essa prática”, diz ministério de Tiago Brandão Rodrigues.
O Ministério da Educação vai ouvir alunos do ensino básico e secundário. Quer que eles respondam a perguntas como: “O que aprendemos? Como aprendemos melhor? O que distingue os professores que constituem referências para nós? O que retemos do que aprendemos? Como utilizamos o que aprendemos? O que (não) mudaríamos na escola?”
A conferência com estudantes sobre o currículo e as aprendizagens acontece em Leiria na sexta-feira. “O trabalho de preparação da flexibilização da gestão curricular tem vindo a ser preparado e construído ao longo dos últimos meses, através de um debate e auscultação de diferentes actores”, diz o ministério de Tiago Brandão Rodrigues em comunicado. Já foram ouvidos professores, num inquérito nacional, especialistas vários e diferentes entidades e organismos, nota. Está ainda a ser feita uma “análise do estado de desenvolvimento das orientações curriculares nas diferentes disciplinas” e uma “análise de comparabilidade internacional, no âmbito da participação em projectos promovidos pela OCDE para o desenvolvimento de um quadro internacional de competências para 2030”, acrescenta.
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Diz o ministério no comunicado que para o dia 4 de Novembro, “foram convidados alunos de várias escolas portuguesas, divididos em cinco grupos: 1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo, secundário (Científico-Humanístico e Profissional) e pós-secundário (alunos que estão a frequentar o Ensino Superior). Estes alunos participarão, durante a manhã, em workshops de discussão.” À tarde, acrescenta-se, serão apresentadas conclusões e, no fim da conferência, o ministro será “moderador” de um painel de alunos.
“Tradicionalmente, os alunos não são ouvidos em contexto de gestão curricular. Esta conferência visa corrigir essa prática, chamando à discussão os principais beneficiários do trabalho em curso, mas sobretudo coligindo os dados que esta auscultação gerará”, acrescenta o ministério.