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É Preferível Ouvir os Alunos do que as Sociedades Científicas

Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas

 

 

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Ministério da Educação alega que não está em curso uma revisão curricular. Cientistas querem ser recebidos com urgência por Tiago Brandão Rodrigues.

 

O Ministério da Educação está a excluir as sociedades científicas do processo de mudança dos currículos escolares, que está actualmente em curso, denunciaram ao PÚBLICO os responsáveis das sociedades portuguesas de Matemática, de Química, de Física e de Filosofia, que nesta sexta-feira enviaram uma carta ao ministro Tiago Brandão Rodrigues a pedir uma reunião de urgência sobre este processo.

 

Fica aqui o pdf de apresentação do documento “Currículo – Identificação de Aprendizagens Essenciais”  para dizerem de vossa justiça se são de facto alterações curriculares ou não.

Mesmo não sendo alterações de fundo, não posso deixar de lembrar que para este documento foram ouvidos uma série de alunos em Leiria no mês passado, mas as sociedades científicas nem foram chamadas para se pronunciarem.

 

Download do documento (PDF, 410KB)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/11/e-preferivel-ouvir-os-alunos-do-que-as-sociedades-cientificas/

5 comentários

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    • SapinhoVerde on 13 de Novembro de 2016 at 15:22
    • Responder

    Já li!
    Tenho a reconhecer que é uma boa proposta.
    Pontos Fortes:
    … às competências práticas de TIC
    e às atitudes perante aquele/s com quem se está a comunicar. A articulação. Educação para a cidadania.
    Agora resta-me saber como é que os docentes sobrecarregados de trabalho irão ter tempo para tal (Articular o currículo com o perfil do aluno … Identificar as aprendizagens essenciais …)
    Claro que está proibido em falar em reduções (de horário, exceptuando-se aquelas que vocês já sabem …)

    • PROFET on 13 de Novembro de 2016 at 16:35
    • Responder

    Depois de ter lido este documento, no qual reconheço que há algumas coisas que se aproveitam, fico chocado com a omissão de um dos conceitos mais importantes e estruturantes, o qual devia estar bem patente. O conceito de METODOLOGIA DE PROJETO, onde está? Para os mais esquecidos, convém salientar que a metodologia de projeto é precisamente o elemento transversal congregante de todos os outros, é este elemento que irá permitir adquirir metodologias de trabalho devidamente estruturadas. Poderá, em linguagem corrente, ser designada por “ensino para a vida”, ou “escola para a vida”, que é, quanto a mim, o fator em falta mais importante no sistema de ensino português. Não admira que não haja empreendedorismo em Portugal, pois enchem as crianças de conceitos e conhecimentos mas estas não sabem o que fazer com tanta informação. A metodologia de projeto é precisamente o conceito que irá permitir saber fazer algo na vida, seja em que área for. Imaginar algo, investigar, inventar, esboçar, projetar e criar, segundo uma metodologia organizada e bem estruturada, aplicando os conhecimentos dos vários domínios, é isto que move o mundo. É triste verificar o que fizeram com as disciplinas práticas nas várias governações que temos tido, umas têm sido minimizadas, outras têm sido postas de parte e consideradas como opcionais. Sim, sou professor de Educação Tecnológica, a disciplina do 3º ciclo (agora opcional) que foi praticamente banida do 3º ciclo. Sim, tenho 20 anos de bom serviço na educação, estou no desemprego e ando às migalhas. Não, não estou a puxar à brasa a minha sardinha. Quem achar que estou, faça um comentário com argumentos válidos que demonstrem que não estou correto. É precisamente por verificar neste documento a omissão do conceito de metodologia de projeto que me leva a concluir que estas pessoas que o elaboraram não pescam nada disto. Pois nem eles próprios parecem ter uma metodologia de projeto adequada para o ensino. Têm muita informação na cabeça, mas quando é para pôr em prática, estão perdidos e não sabem o que fazem e o mesmo se irá passar com as nossas crianças no futuro. Não sou defensor de nenhum dos partidos que têm estado nas diferentes governações, para que conste.

    • Virgulino Lampião Cangaceiro on 13 de Novembro de 2016 at 16:38
    • Responder

    A Rodrigues disse “Perdi os professores mas ganhei os pais [dos alunos]”.
    O Rodrigues parece querer dizer “Perdi os professores mas ganhei os alunos”.
    Sendo o objetivo meramente económico – fica muito caro chumbar um aluno – , seria mais prático decretar o fim do chumbo. Mas não: há que convencer os incautos sobre a necessidade imperiosa de fazer alterações no currículo, etc..
    E, para tornar a coisa mais credível, nada como começar incluir no discurso coisas ocas como esta:
    “Uma competência envolve a capacidade de ir ao encontro de exigências complexas, delineando e mobilizando recursos psicossociais (incluindo as diferentes capacidades [skills] e atitudes) num contexto específico.”

    • Virgulino Lampião Cangaceiro on 13 de Novembro de 2016 at 16:40
    • Responder

    Outra coisa: chamar “documento” ou “proposta” a um rascunho mal amanhado é muito pretensiosismo.

    • joao lima ferreira on 13 de Novembro de 2016 at 18:58
    • Responder

    Mais do mesmo, farto desta casta das ciências da educação, textos e mais textos,
    frequentemente repetitivos, com uma nuance aqui e ali, confusos e fraca correlação
    com a realidade por e dura. De gente que vive num limbo e não se mistura com a “arraia miúda” e com uma postura de uma snob superioridade relativamente às demais ciências.

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