Maio 2016 archive

Estes É Que Devem Ser Os Interesses De Que O Pedro Passos Coelho Fala

(…) “Nos últimos 15 anos, só na região centro tivemos uma despesa, com estes contratos, superior a mil milhões de euros”. “Não estamos a falar de trocos, nem de cêntimos, nem de milhares. Estamos a falar de muitos milhões.” (…)

 

Penso eu de que.

O sapateiro agora deu de pensar que era gestor:

 

(…) Passos Coelho defendeu que “o Estado não tem possibilidade de acomodar estes estudantes na oferta que hoje tem sem mais custos” e que “o Estado vai substituir uma despesa por outra despesa”.

“Não é uma despesa menor, a nossa sensibilidade aponta até para que seja uma despesa superior”, afirmou, sem contabilizar.

O líder social-democrata questionou números do Governo, segundo os quais, disse, será possível substituir um custo de 80 mil euros/ano, com turmas de 30 alunos com contratos de associação, por um custo de 50 mil euros/ano, em turmas com o mesmo número de estudantes nas escolas públicas.

“Quero garantir que se este número fosse fidedigno que a despesa com educação se reduziria não digo a metade, mas a quase metade. É uma afirmação absurda, absolutamente absurda”, declarou. (…)

 

É pá essa até a mim me doeu:

(…) “Eu nunca me esqueci de descontar para a Segurança Social, mas isso nem tem a ver com questões do público ou do privado. O que sabemos é que há motivações de ordem financeira de meter muito dinheiro ao bolso” por parte das escolas privadas, afirmou Mário Nogueira, em resposta às questões dos jornalistas, numa alusão à dívida de quase três mil euros acumulada pelo ex-primeiro-ministro à Previdência. (…)

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A Outra Teta (A Mais Leitosa) Que A Pandilha de Determinado Ensino Privado Mama

 

E não querem que se saiba:

 

As instituições que beneficiam de contratos na área da Educação com o Estado, não recebem apenas os subsídios (que mesmo quando são de apoio à família vão directamente para as escolas privadas) mas também benefícios fiscais. Há muito tempo. Não sei se lhes poderemos chamar privilégios.

 

(…)

 

O que está em jogo é muito mais do que os subsídios directos. Não sei é se isso foi explicitado pelos alunos nas 100.000 cartas que voluntariamente escreveram ao PM.

 

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Mariana Mortágua: Opinião – Marques Mentes

Marques Mendes fez esta semana uma fervorosa defesa do modelo em que recursos públicos são canalizados para financiar colégios privados, apesar de existir oferta do Estado nessas áreas. Para ilustrar a ideia, escolheu o exemplo de Santa Maria da Feira, opondo à escola pública de Paços de Brandão (“que tem vindo a perder alunos”) o exemplo do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas (que, sendo financiado pelo Estado, “está a rebentar pelas costuras”).

A conclusão de Marques Mendes é simples: as escolas privadas são por natureza melhores (“não é por acaso que nos rankings as escolas públicas vêm todas cá para baixo”) e o corte do financiamento público deixará o acesso à melhor educação apenas ao alcance dos ricos. Se a referência aos rankings reduz ao absurdo a defesa do indefensável, o exemplo escolhido prova a falácia do argumento. É que o Agrupamento de Escolas de Paços de Brandão recebeu em 2015, pela mão do ex-ministro Nuno Crato, um crédito de horas “pela eficácia educativa” e “redução do abandono escolar”. Foi mesmo, de entre todos os agrupamentos do país, um dos oito que receberam a distinção máxima.

O caso de Santa Maria da Feira, a que se poderiam juntar tantos outros, é a imagem do assalto aos recursos públicos que este modelo representa. A lei é clara: os contratos de associação só se justificam se servirem para suprimir as insuficiências da rede pública. Não servem para financiar o negócio da educação privada. Qualquer outra interpretação significa apenas que pagamos duas escolas para a mesma população escolar.

Numa única coisa Marques Mendes tem razão: a discussão deve ser feita “retirando daqui o preconceito partidário e ideológico”. Se assim fosse, certamente não assistiríamos ao triste espetáculo de uma direita para quem o Estado só é despesista quando está em causa o pagamento de prestações sociais.

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O estudo da rede escolar encomendado por Alçada…

Será que o tirar uma conclusão destas é motivo para ser “linchado”? Estes estudos deixam-me sempre duvidas, mas neste caso nem é necessário estudo nenhum para constatar o óbvio… Os contratos de associação têm como base colmatar as “deficiências” da rede pública, não havendo…

 

“A proposta apresentada para o município de Coimbra poderia passar, assim, pela redução de 45 turmas contratualizadas, passando de 122 para 77 turmas, embora possa ser referido que uma monitorização posterior mostrará, com toda a certeza, a necessidade de uma nova diminuição do número de turmas contratualizadas a curto prazo, por via da significativa diminuição dos nascimentos observados no município.  Ainda que assente apenas no estudo de caso do município de Coimbra, assumindo a natureza técnica destas ilações, facilmente se compreende o porquê da necessidade de um estudo que efetuasse uma análise dos estabelecimentos de EPCCA e do seu impacto na rede de estabelecimentos de ensino público, pois só assim se tornaria possível demonstrar, através de um conjunto de fatores muito diversificados, que as premissas que estiveram na origem da assinatura dos contratos de associação sofreram profundas alterações nas últimas três décadas.” (António Cordeiro+2)

Reorganização da rede do Ensino Particular e Cooperativo com Contrato de Associação. Interpelações para o planeamento estratégico da educação, a propósito do caso do município de Coimbra in Academia

Este estudo contém algumas curiosidades… para quem tiver paciência e tempo de o ler com alguma atenção.

 

Autor de estudo da rede escolar queixa-se de ter sido “linchado” pelo lóbi dos colégios in Expresso

Em 2011, a então ministra da Educação, Isabel Alçada, pediu um estudo à Universidade de Coimbra para saber se havia turmas no privado que estavam a ser financiadas pelo Estado apesar de haver oferta disponível em escolas públicas próximas. António Rochette foi o autor do estudo que concluiu que era possível cortar esses contratos de associação em 80% dos colégios. Cinco anos depois recorda ao Expresso Diário as pressões que sentiu. “Fui linchado, fui enxovalhado nas redes sociais, nos jornais. Até mata-frades me chamaram”

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São Contas à Centeno?

Afinal tudo o quer é preciso para abrir uma turma são 54 mil euros para pagar a dois professores.

Mais nada é preciso para o funcionamento de uma escola, mesmo com a capacidade instalada.

 

 

Estado diz que poupa 26 mil euros por cada turma que sai do privado para o público

 

 

contas

 

 

O Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Educação (IGeFE) já fez as contas. A abertura de uma nova turma numa escola pública, com capacidade instalada, custa ao Estado cerca de 54 mil euros, menos 26.500 euros do que num colégio privado com contrato de associação.

 

E como chega o Governo aos 54 mil euros?

De acordo com o IGeFE, no caso das escolas públicas com capacidade física instalada (salas livres), a abertura de uma turma implicará, em média, a contratação de dois professores que, por ano, custam perto de 54 mil euros ao Estado. Já o valor pago atualmente, por turma, nas escolas com contrato de associação fixa-se nos 80.500 euros por ano.

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Acho que Vou Contrariar o Debate Contra o Ensino Particular e Cooperativo

Custa-me ver que este debate se centre na duplicação de custos e que o estado se ache dono e senhor de eliminar o financiamento das escolas com contrato de associação quando existe uma escola pública próxima com lugares por preencher.

Existe um financiamento, às escolas com contrato de associação, por cada turma aprovada no valor de 80.500€ mas desconhece-se actualmente o valor que fica ao estado cada turma no sistema de ensino público. A secretaria de Estado veio publicamente dizer que esse custo andava pelo 54 mil euros, mas os últimos dados conhecidos sobre o custo médio por cada turma (estudo de 2012) situava-se nos 86 mil euros com apenas o pagamento de um dos subsídios aos trabalhadores do ensino público.

 

 

custo por turma

 

Este quadro do agrupamento de escolas de Mangualde com as despesas dos últimos 3 anos mostra valores idênticos aos apresentados no quadro anterior.

 

original

 

Para que o debate seja sério é necessário apresentar provas sobre o custo médio por cada turma no ensino público e mostrar provas que o ensino público é mais barato.

Mas agora mudando o debate em termos dos custos.

Será que as escolas públicas próximas de algumas escolas com contrato de associação conseguem dar as mesmas respostas educativas que essas escolas privadas financiadas pelo estado com um custo fixo por turma?

Eu não me revejo na forma como o debate está a ser feito e como o poder do estado está a servir para tentar esvaziar essas escolas de alunos.

No meu ponto de vista seria mais sensato rever a gestão das escolas com contrato de associação, não se perpetuando as direcções dessas escolas por gerações e que o sistema de colocações nessas escolas fossem feitas por concurso nacional, juntamente com as escolas do ensino público.

E não são apenas os contratos de associação que existem e que são financiados pelo estado, existem também os contratos de desenvolvimento que deles parece não se falar agora.

 

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HORÁRIO DOS DOCENTES DO 1º CICLO E PRÉ-ESCOLAR III (Sr. Secretário de Estado)

Uma hora tem 60 minutos, tanto aqui como na China. Era bom que alguém esclarecesse isso. Os tempos letivos que diferenciam os diversos ciclos não têm correspondência entre si.

Mas os docentes não auferem todos o mesmo tipo de vencimentos? A carreira não é a mesma? Porquê esta distinção no tempo de trabalho?

As desculpas esfarrapadas do ME são as mesmas que até hoje ouvimos e lemos…

 

A Sr.ª Secretária respondeu…

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HORÁRIO DOS DOCENTES DO 1º CICLO E PRÉ-ESCOLAR II (o Sr. Provedor…)

O ME propõe a manutenção da atual diferenciação horária: 1 500 minutos letivos para o 1.º Ciclo e 1 100 min no 2.º Ciclo e subsequentes. Parece que o SINDEP não tem por justa e profissionalmente aceitável que uns, a troco do mesmo salário, trabalhem mais que outros.
“Não há “campanhas nacionais” que mascarem tão infame desrespeito, nem “caminhos de valorização” assentes na perpetuação de injustiças óbvias e, por isso, indefensáveis.” Acabem com esta Hipocrisia.

… e o Sr. Provedor de Justiça falou… perguntando!

(mais desenvolvimentos a já a seguir…)

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/05/Provedor.pdf”]

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“Ministério admite contratar professores despedidos de colégios”

Não duvido nada… com as regras de concurso como estão e com o tempo de serviço que os mesmos devem ter… ultrapassam muitos dos, há muito, eternamente contratados. E mal “concordem” com a Norma Travão entram nos quadros à frente dos há muito “sacrificados” na escola pública.

 

Para responder ao aumento de pressão na escola pública com o fim de alguns contratos de associação, o Governo admite contratar mais pessoal. O número não está fechado.

O aumento do desemprego de professores e funcionários dos colégios privados com o fim dos contratos de associação em zonas onde haja oferta pública foi uma das críticas apontadas quer pelas escolas, quer pela oposição. Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação garante que algum daquele pessoal, docente e não docente, poderá acabar por ser absorvido pelas escolas públicas para onde sejam encaminhados os alunos.

 

(clicar na imagem) in Público by Clara Viana

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“HORÁRIO DOS DOCENTES DO 1º CICLO E PRÉ-ESCOLAR” I (está quase?)

A Proposta do ME para o DOAL do próximo ano letivo para o Pré escolar e 1.º Ciclo, já divulgada, mantém todas as injustiças e iniquidades que têm merecido o repúdio e censura destes docentes. Mantém o horário de 25 horas letivas (x 60 min), num total de 1 500 minutos por oposição aos 1 100 minutos aplicáveis ao 2.º Ciclo e subsequentes.

No meu relógio, uma hora tem 60 minutos, o meu dia tem 24 horas. Há relógios em que a hora tem 50 minutos e o dia deve ter apenas 20 horas. Azar, envelhecem mais depressa…

As queixas sobre este assunto têm “chovido” por esse país fora… será que é desta?

(durante o dia de hoje, mais desenvolvimentos se farão aqui no blog)

1º horarios

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Mais Uma Vitória do SPZN …sobre a Exclusão do Concurso

Por causa da absurda BCE.
 

Ganha a primeira ação judicial…

 

balanca

Relativa à exclusão do concurso de uma sócia a quem foi aplicada a penalização prevista nos artigos 18º e 51º do diploma que regula os concursos de pessoal docente

 

O SPZN dá nota que foi ganha em 1ª instância no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, Unidade Orgânica 2, a primeira ação judicial, das que foram interpostas pelos serviços do Contencioso deste Sindicato, relativa à exclusão do concurso de uma sócia a quem foi aplicada a penalização prevista nos artigos 18º e 51º do diploma que regula os concursos de pessoal docente, Decreto-Lei nº132/2012, de 27 de junho, com as alterações subsequentes, que decorria, no caso, de incorrecto mas não doloso, preenchimento do campo 4.4 do formulário do concurso, “outra habilitação relevante para o Grupo de Recrutamento a que se candidata”.

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Aposta Para Hoje

…para 73 milhões.

 

euromilhoes 10 maio

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A força de um lóbi vê-se pela atenção que tem…

A ler no: ComRegras

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Ministro garante que não está contra os privados

(…)Tiago Brandão Rodrigues deu garantias de que os contratos celebrados pelo anterior executivo seriam cumpridos, mas alertou para a necessidade de respeitar o dinheiro dos contribuintes: “O respeito pelo Orçamento do Estado exige-nos que usemos no necessário e não no redundante, não duplicando a fatura paga pelo contribuinte. Exige-nos que validemos os contratos cujas condições acordadas se efetivam e cujo fim a que se destinam são alcançados”, cita a agência Lusa. O ministro recordou aos deputados que os contratos de associação em causa foram celebrados há duas décadas, quando ainda existiam zonas do país sem oferta de escolas públicas suficientes para todos os alunos. Numa altura em que havia necessidade de “assegurar transitoriamente uma rede escolar pública o mais alargada possível”, tendo sido esta a razão que levou o Estado a estabelecer contratos com entidades privadas. Um cenário que mudou quando começou a haver sobreposição de oferta e transferência de alunos das escolas públicas para as privadas, que continuaram a ser financiadas pelo Estado. Face aos compromissos assumidos com os colégios, o Ministério da Educação paga atualmente cerca de 80 500 euros por ano por cada turma. Por isso, em janeiro, deste ano, o ME anuncia uma análise à rede de escolas públicas e privadas de modo a assegurar a não duplicação de oferta. Recentemente, o Ministério comunicou também que só seriam financiadas novas turmas nas zonas sem oferta pública, mas que, em relação aos apoios já atribuídos, se manteriam as verbas às turmas até que estas terminassem o ciclo em causa. Depois, tudo iria depender da existência ou não de oferta pública.

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Os Amigos São Para As Ocasiões, Não é Caro PR Marcelo?

09.05.2016

Marcelo diz que é preciso encontrar caminhos de convergência na Educação Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso encontrar caminhos de convergência na educação e evitar “afrontamentos” desnecessários. Sem nunca se referir a casos concretos, o Presidente da República diz que só fala sobre a polémica dos contratos de associação, depois de conversar com o primeiro-ministro. A reunião semanal entre ambos acontece esta quinta-feira.

 

 

O PR Marcelo sofre muito com os afrontamentos:

 

22 DE OUTUBRO DE 2011

Privilegiar escola pública em tempo de crise é errado

O ex-presidente do PSD advertiu este sábado que em período de crise é mais fácil cair na tentação de privilegiar a escola pública em detrimento da não estatal, mas que “essa é uma opção errada”. A posição foi defendida durante uma palestra num estabelecimento de ensino particular em Fátima, o Colégio São Miguel, dedicada ao tema “O lugar e a situação da escola não-estatal em Portugal”. Marcelo Rebelo de Sousa disse que o Ministro da Educação tem defendido a liberdade de ensino, mas resta saber se é ele quem manda, ou a “máquina” do Ministério da Educação. “O Ministério durante muito tempo foi dominado pela FENPROF [Federação Nacional de Professores] que influenciava a sua direcção, mesmo com ministros e governos com a visão de que deveria existir liberdade de escolha”, disse o comentador político. Rebelo de Sousa afirmou que “o ensino estatal tem vindo a aumentar em quantidade” e que se tem mostrado “muito assimétrico”, enquanto “a escola não-estatal tem vindo a morrer em quantidade”, mas garantindo “padrões de qualidade muito elevados”. Marcelo Rebelo de Sousa disse que as escolas não estatais devem “levar o Estado a considerar que não deve só olhar para a escola pública” até porque, realça, “a escola estatal só ganha com a competição com a escola não-estatal”. Manifestando-se crítico em relação à ideia de um estado monopolista e destacando “o papel crescente do ensino particular e cooperativo”, o professor universitário enfatizou a necessidade “da liberdade de escolha na Educação”.

 

Quanto ao Colégio São Miguel, em Fátima, que o PR Marcelo visitou:

 

Colégio de Fátima faz queixa-crime contra ex-director por desvio de património

11/07/2013 – 15:50

A direcção do Colégio de São Miguel em Fátima confirmou hoje ter movido uma acção judicial contra a anterior gestão liderada pelo padre Joaquim Ventura, que esteve cerca de 50 anos à frente da instituição. Em causa está o “destino dado pela anterior gestão a um conjunto significativo de valores patrimoniais do colégio”, dúvidas que, “tendo tido oportunidade de dar todos os esclarecimentos que entendesse, as não dissipou”, pode ler-se no comunicado hoje publicado na página de internet do colégio. A notícia faz o destaque da edição de hoje do Jornal de Leiria, semanário que avança com a informação de que na origem da queixa estão subsídios transferidos para a Fundação Arca da Aliança presidida pelo padre, sem que tal fosse do conhecimento do bispo da diocese Leiria-Fátima, entidade proprietária do colégio. (…)

 

Fundação Arca da Aliança indemniza Colégio de São Miguel em 1,2 milhões

25 Fevereiro 2016

O processo judicial (acção cível) interposto pela direcção do Colégio de São Miguel, em Fátima, contra o antigo director da instituição, devido à atribuição de donativos à Fundação Arca da Aliança, terminou com um acordo entre as partes.

No âmbito da tentativa de conciliação, que decorreu recentemente no Tribunal de Santarém, a Fundação Arca do Aliança (FAA) aceitou pagar uma indemnização ao colégio no valor de 1,2 milhões de euros, a “título de danos patrimoniais e não patrimoniais”. O acordo estipula ainda a entrega ao colégio de várias imóveis, alguns dos quais pertenciam antes à instituição de ensino e tinham sido doados à fundação. O processo remonta a Março de 2013 e foi movido pela direcção do colégio com o objectivo de apurar o destino dado pela anterior gestão a um “conjunto significativo de valores patrimoniais do colégio”. Em causa estão, segundo refere o processo consultado pelo JORNAL DE LEIRIA, cerca de 1,8 milhões de euros transferidos, em forma de donativos, do colégio para a FAA nos anos de 2002, 2004 e 2005. (…)

 

Carta aberta ao Padre J. VENTURA [antigo diretor do Colégio de São Miguel]

Fátima 10 de abril de 2016

Carta aberta a propósito de “Retalhos de uma vida sacerdotal”. (…)

 

Pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, reclamam mais uma turma

02.09.2015 às 20h00

Fátima, Santarém, 02 set (Lusa) — Pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, no distrito de Santarém, protestaram hoje junto ao estabelecimento de ensino, onde reclamaram mais uma turma para o 7.º ano e ameaçaram levar as crianças para a porta do ministério. (…)

 

Alunos de colégio em Fátima pedem a Nuno Crato mais uma turma

Em causa está a decisão governamental de reduzir o 7º ano daquela escola com contrato de associação de cinco para quatro turmas

7 set 2015, 13:52 Redação / DC

Cerca de 40 pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, distrito de Santarém, entregaram esta segunda-feira uma carta ao ministro da Educação a pedir que aplique um regime de exceção previsto e mantenha cinco turmas no 7º ano. Em causa está a decisão governamental de reduzir o 7º ano daquela escola com contrato de associação de cinco para quatro turmas. Em declarações à Lusa, o porta-voz do grupo, Fernando Santos, saiu desanimado do Ministério da Educação, em Lisboa, porque “não sentiu grande abertura”. Quase duas horas depois de ter entrado, foi-lhe dito que “não havia ninguém disponível para o receber”, pelo que fez “mais um” pedido de audiência. (…)

 

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Mas Qual Poder?

“Interesses” alegados por Pedro Passos Coelho referiam-se ao poder da Fenprof | Económico

 

O Mário Nogueira é um poderoso: Ele Agradece

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“Todo o Governo” apoia ministério nos contratos de associação

Ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques desafia Pedro passos Coelho a esclarecer “insinuações” e garante que revisão dos acordo com o privado está a ser feita de forma “rigorosa” O Governo, através da ministra da presidência, Maria Manuel Leitão Marques, uniu-se hoje em torno do ministro da Educação, depois de Tiago Brandão Rodrigues ter sido acusado ontem pelo ex-primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, de estar a servir “outros interesses” que não os da educação na questão dos contratos de associação com colégios privados. Numa declaração aos jornalistas, a ministra classificou de “inaceitáveis” as declarações de Pedro passos Coelho, defendendo que este “deve concretizar as suas graves insinuações”. Maria Manuel Leitão Marques voltou a repetir o argumento que tem sido utilizado pelo Ministério da Educação de que “os contratos de associação assinados em 2015 e que se encontram em vigor, serão integralmente respeitados”, uma vez que os alunos atualmente a frequentar estes colégios não serão impedidos de concluir os ciclos onde estão. Os colégios, recorde-se, alegam que os contratos em causa contemplavam a abertura de cerca de 650 novas turmas em cada ano da sua vigência. Ou seja: que para além da continuidade dos alunos a frequentarem os colégios, asseguravam, até 2017/18, a abertura de novas turmas de início de ciclo. Algo que o Ministério da Educação veio recentemente esclarecer que não estará garantido já que ficou decidido que, no final de uma “análise da rede” de escolas, para a qual recebeu um mandato da Assembleia da República, não serão abertas novas turmas de início de em colégios que concorram diretamente com a capacidade existente da rede pública. Esta análise da rede, defendeu a ministra, “está a ser feita caso a caso, escola a escola, município a município”, envolvendo os “delegados regionais do Ministério da Educação e os diretores das escolas [públicas] da área de influência destes colégios, sendo que a medida conta com o apoio de “todo o governo”. Maria Manuel Leitão Marques evitou ainda responder diretamente às declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que aconselhou cautela na gestão de temas de “interesse comum”, defendendo que se o interesse comum se refere ao objetivo de “garantir uma educação de qualidade” para todos, então o governo está alinhado nessa preocupação.

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A Ler e a Divulgar – Paulo Guinote: Ligeiras Imprecisões

Ligeiras Imprecisões | O Meu Quintal
 

Aproveitem e passem por aqui também:
Resta Saber… | O Meu Quintal

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Seleção da Equipa Técnica do Projeto ACTIVA-PAIDR

No âmbito do 11.º Fundo Europeu de Desenvolvimento, a União Europeia e o Camões, I.P. celebraram um Acordo de Delegação para a implementação do ACTIVA – Projeto de Apoio Integrado ao Desenvolvimento Rural das regiões de Bafatá, Tombali e Quinara na Guiné-Bissau.

Neste enquadramento, o Camões, I.P. irá proceder ao recrutamento do Gestor e do Coordenador Técnico em Agricultura para o projeto. Para mais detalhe consultar informação anexa.

Esta seleção será efetuada recorrendo à Bolsa de Candidatos a Agentes da Cooperação, pelo que eventuais interessados nestas funções deverão registar as respetivas candidaturas a essa bolsa, identificando o posto a que se candidatam, até às 23h59 do próximo dia 15 de maio de 2016.

Mais informações

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Procedimento Concursal EPE – Professores

Procedimento concursal para constituição de reserva de recrutamento de pessoal docente do ensino português no estrangeiro, para o cargo de professor.

Lista unitária de ordenação final homologada

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Data de Efeitos da Colocação na Aplicação SIGRHE

Muito recentemente a DGAE passou a incluir na “GESTÃO DE COLOCAÇÕES/CONTRATOS“, na aplicação SIGRHE, a data de efeitos da colocação.

Todos aqueles que tem uma colocação com efeitos ao dia 01/09/2015, mesmo que colocados num grupo de recrutamento em data posterior, em horário completo e até 31/08/2016 reúnem uma das condições necessárias para a renovação de contrato.

E a todos estes devem ver contabilizados 366 dias de serviço no ano lectivo 2015/2016, mesmo que colocados em data posterior ao dia 1 de Setembro de 2015.

Verifiquem na vossa aplicação a data de efeito da colocação para perceberem se passaram a estar nestas condições.

 

efeitos

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Consulta Pública – CURSO BÁSICO DO DESPORTO DO 3.º CICLO

INÍCIO DO PROCEDIMENTO TENDENTE À ELABORAÇÃO DA PORTARIA QUE CRIA E REGULAMENTA, EM REGIME DE EXPERIÊNCIA-PILOTO, O CURSO BÁSICO DO DESPORTO DO 3.º CICLO, AO ABRIGO DO N.º 2 DO ARTIGO 5.º DO DECRETO-LEI N.º 139/2012, DE 5 DE JULHO, NA SUA REDAÇÃO ATUAL

Serve a presente publicitação de início de procedimento para informar que poderão constituir-se como interessados, bem como apresentar contributos ou sugestões, todos os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade no âmbito da elaboração do projeto de portaria que cria e regulamenta, em regime de experiência-piloto, o Curso Básico do Desporto do 3.º Ciclo, ao abrigo do n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, na sua redação atual.

  • Publicado a 9 de maio de 2016. A constituição como interessado pode fazer-se nos 10 dias úteis subsequentes.

 

A constituição como interessado depende de declaração escrita nesse sentido, dirigida ao Diretor-Geral da Direção-Geral de Educação, e enviada, para o endereço eletrónico: [email protected]

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Em dez anos fecharam sete mil escolas

E aqui contabilizam-se o número de estabelecimentos Públicos de ensino…

O Estado eliminou desde 2001, mais de sete mil estabelecimentos de ensino públicos, sobretudo no pré-escolar e 1.º ciclo, que perderam em pouco mais de uma década mais de metade das escolas, revela o relatório Estado da Educação 2013.

O relatório, divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), refere que o número de estabelecimentos de ensino públicos em funcionamento no ano letivo de 2001/2002 era de 13.753, tendo este valor baixado para os 6.729 em 2012-2013, o que representa uma redução de 7.024 escolas neste período.

 

(clicar na imagem) in TVI24

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3129 Crianças em Horário Duplo no Seixal

Os horários duplos no 1º ciclo ainda existem em alguns concelhos do nosso país, mas de uma forma cada vez mais rara.

 

O relato que me chega vem do seixal onde a maioria dos alunos do 1º ciclo ainda frequenta este nível de ensino num dos turnos do dia, o que só demonstra que a “municipalização/descentralização” funciona à velocidade que os autarcas quiserem para o seu concelho.

 

 

Sou mãe duma aluna do 3º ano duma escola pública no Seixal.

Embora o princípio da “escola a tempo inteiro” no 1º ciclo do básico tenha sido estabelecido em 2006, em muitos concelhos e passados 10 anos este não foi implementado.

Exemplo disso é o Seixal, onde a grande maioria das escolas (56%) funcionam em regime de horário duplo, sendo a mesma sala de aula partilhada por duas turmas: a da manhã das 7h50 às 13h15 e a da tarde das 13h20 às 18h35. O normal seria entre as 9h e as 17h30.

Estudam nestas condições 3129 alunos no Seixal.

Consequências:
– Para estas crianças (entre os 6 e 10 anos), uma sequência de horas comprimidas num único turno não é nem pedagógico, nem salutar.

– As turmas estão sobrelotadas, não se cumprindo sequer o número máximo de crianças, mesmo no caso de turmas com crianças com Necessidades Educativas Especiais.
As crianças com NEE são retidas com frequência no 1º ciclo, ano após ano, devido às suas próprias dificuldades de aprendizagem e de autonomia, mas também porque não há uma resposta eficaz nos 2º e 3º ciclos para estas crianças. Assim, elas são retidas e “acumuladas” nas turmas da manhã do 3º e 4º ano, pois as unidades pedagógicas só funcionam nesse horário.

– Como não há número suficiente de salas de aula, há escolas onde as AEC funcionam em vestiários ou refeitórios.
-As instalações estão “pelas costuras”. Exemplo, a escola da minha filha, construída em 1981, a precisar urgentemente de revisão (esgotos, instalações sanitárias, telhado).

Pensada para 80 crianças, recebe hoje 188 crianças em regime duplo.

Cada turno, de mais de 90 crianças, têm apenas disponíveis 4 sanitas. O ATL, que recebe durante horas a fio, mais de 100 crianças, também em turnos, dispõe apenas de 2. Todas estas casas de banho a precisar de obras.

– Para as famílias, resulta numa completa desadequação dos horários escolares às necessidades das famílias. Exemplo disso é a escola da minha filha EB1 dos XXXXX no Seixal. Quando ela termina as aulas às 13h15, tem de ir para um ATL da associação de pais, onde me espera até eu chegar por volta das 18h30; ou no caso doutros colegas até às 19h30. Como o ATL /CAF tem de funcionar tantas horas (ao contrário doutros concelhos, onde asseguram apenas a guarda das crianças entre as 17h30 e as 19h30), os preços são mais elevados do que as propinas do ensino superior. A mensalidade é de 110 euros, sem qualquer comparticipação segundo os escalões do abono de família.

– Estamos a falar dum dos concelhos mais pobres da Grande Lisboa, um dos 3 concelhos com maior abandono e insucesso escolar onde muitos pais não têm simplesmente condições económicas para pagar estes CAF/ATL ou fazem-no com grande esforço. Exemplo: pago 110 euros, independentemente de estar no 3º escalão, quando em Lisboa,Almada, Sintra ou Oeiras, pagaria 30€.

Neste concelho, desde há pelo menos 10 a 15 anos que não há um verdadeiro investimento na rede educativa pública, havendo agrupamentos inteiros a funcionar em horário duplo..

Em princípio, o horário duplo só deveria existir em situações excepcionais, mas no Seixal é a regra. Tendo o Ministério de Educação de autorizar em cada novo ano o funcionamento de horário duplo, seria importante que exercesse pressão para que esta situação tivesse uma solução rápida.

Por isso, quando se fala na extensão da Escola a Tempo Inteiro para os 2º e 3º Ciclos (com a qual concordo e julgo ser fundamental para a vida de pais e filhos), não se pode esquecer que um enorme número de crianças e suas famílias não têm as mesmas oportunidades da “escola a tempo Inteiro” no 1º Ciclo. E falamos de desigualdades nos seus direitos mais fundamentais à educação e segurança.

Recordar que assegurar uma rede pública de ensino adequada às necessidades da população é um dos deveres constitucionais do Estado.

Cumprimentos
RR

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Contratos de associação: avanços, recuos e lóbis

Sem nome

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Daniel Oliveira: Opinião – O negócio da mesada

(…) Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, em Santa Maria da Feira, recebe quase seis milhões de euros anuais do Estado para financiar mais de dois mil alunos. Graças aos dinheiros públicos, não falta ao colégio uma piscina quase olímpica. A escola pública de Santa Maria da Feira, ao lado e com qualidade, perdeu, nos últimos anos, 1100 dos seus 1700 alunos. O Colégio da Nossa Senhora da Boavista, em Vila Real, recebe 1,2 milhões de euros anuais por 15 turmas em contrato de associação. As escolas públicas vizinhas têm capacidade para receber cerca de um terço dessas turmas. A autarquia teve o cuidado de desenhar a rede de transportes públicos de acordo com as necessidades dos alunos do colégio, não tendo a mesma preocupação com os alunos da escola do Estado. No Externato Secundário do Soito, no Sabugal, a quase totalidade dos alunos está lá por financiamento público. Existe no Sabugal uma alternativa que poderia receber duas das quatro turmas do Externato, de que o presidente da Câmara foi diretor. (…)

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X-Files – Tiago Brandão Rodrigues: Ministro sem prova de aferição

Por aqui.

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Rui Tavares: Opinião – A espantalhização da direita portuguesa

(…) Este não é um debate entre ensino público que deve ser apoiado pelo estado e privado que deve concorrer no mercado, obrigado. E isso nota-se especialmente quando o próprio Passos Coelho entra na liça agitando de novo o espantalho anti-sindical. O que Passos Coelho está a ocultar é que, durante o seu governo, os contratos de associação foram desviados do propósito inicial e se converteram agora num negócio muito generoso para cerca de apenas três por cento dos colégios que assim recebem até mais de metade do dinheiro público destinado ao ensino privado (o que sobra tem outras aplicações, como o apoio social escolar, que é entregue diretamente às famílias dos alunos, e o ensino artístico ou profissional).

Quem defende os contratos de associação redundantes não está pois a fazer a defesa do ensino privado, que tem em Portugal toda a liberdade para se estabelecer e funcionar. Está antes a apoiar um pequeno cartel que drena recursos ao ensino público e faz concorrência desleal dentro do próprio setor privado. Contra isso, não há agitar de espantalhos que salve a falta de argumentos. (…)

 

 

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Blogosfera – O Meu Quintal

Mas em Maio deverá reverter mais alguma coisita.

 

Abril Revertido

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Nem Maquiavel Se Lembraria de Tal Coisa

Sucessivamente, e a cada mês que passa, as reversões dos cortes salariais servem para aumentar o rendimento ilíquido dos trabalhadores ao mesmo tempo que se lhes diminui o rendimento líquido.

Preferia não ter tido qualquer reversão do salário.

Assim, à primeira vista são penalizados todos os trabalhadores que tenham filhos a cargo e quantos mais filhos tiverem mais penalizados são.

Notas tabelas de IRS que entram em vigor já este mês de Maio em formato Excel aqui.

Ver aqui as tabelas de 2015 para comparação.

 

 

 

1 2 3 4 5 6 7 8 9

 

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A Música do Blog

Gravado no passado dia 3, no Meo Arena.

 

 

 

Continuação de bom domingo.

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As Escolas privadas já estão a preparar acções judiciais contra o Estado?

Para baterem com os burros na água?

Façam favor!

Fogo fátuo.

 

(…) O presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, Rodrigo Queiroz e Melo, diz que “largas dezenas de escolas” estão já preparar acções judiciais contra o Estado, face à decisão do Governo de rever e reduzir os contratos de associação. “Há muitos estabelecimentos de ensino que estão, não só a ponderar apresentar acções como activamente a prepara-las”, diz o dirigente à Renascença. Queiroz e Melo estima que sejam “largas dezenas” as escolas que preparam já as acções, embora “ainda estejamos no tempo de o Estado reconsiderar a sua posição e cumprir a estabilidade social que foi prometida”. “Recorrer a via judicial é um direito que assiste a qualquer português que entenda que os seus direitos foram violados”, remata o presidente da associação. (…)

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A renegociação dos contratos coloca em causa o ensino privado em Portugal?

Claro que não, é mais um argumento falacioso.

 

(…) Fonte do executivo avança com um total de 2628 estabelecimentos de ensino na rede privada no continente – números de 2013/2014 -, incluindo pré-escolar, básico e secundário. Há 79 colégios ou escolas privadas com contrato de associação com o Estado – escolas a quem o estado paga uma verba por turma/ano, para suprir fragilidades da rede pública -, que representam apenas 3% do total da rede de ensino privado. Conclusão, uma das frases mais ouvidas nos últimos dias entre os defensores e representantes dos colégios com contrato de associação, de que renegociar as condições dos contratos seria “um ataque ao ensino privado”, parece manifestamente exagerada. (…)

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Pais de Lisboa não querem privados onde há escolas públicas

Em comunicado, a Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP) veio tomar pela primeira vez posição pública sobre os contratos de associação e um despacho publicado em abril que “clarifica” que o Estado só financia nos colégios privados os alunos para os quais não existe oferta na rede pública.

A FERLAP justifica o seu silêncio até ao momento, por sempre ter considerado ser “mais do que natural acontecer algo que já deveria ter acontecido há muito”, ou seja, restringir o financiamento nos colégios privados apenas a quem realmente não tem alternativa.

No entanto, “foram tomadas algumas posições contra esta medida, vindas em alguns casos de onde menos se esperava, que passaram a ser notícia nacional”, justificando-se uma tomada de posição, explica em comunicado a federação.

As vozes contra esta medida têm vindo dos próprios colégios privados e das associações que os representam, das famílias dos alunos que os frequentam, dos partidos de direita PSD e CDS-PP e da própria Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais).

A FERLAP, que é associada da Confap, demarca-se assim daquela posição, lembrando que os contratos de associação foram criados para suprir a falta de salas ou de escolas públicas, destinando-se, pois, “apenas a suprir” essas necessidades, não sendo aceitáveis nos locais onde exista resposta.

A FERLAP sublinha que os contratos de associação não servem para acolher alunos que provenham de locais onde esta existe, “nem servem para satisfazer os caprichos das famílias que não gostam que os seus filhos frequentem a escola pública”.

Na opinião da federação, esses contratos não podem sequer ser justificação para que não sejam construídas escolas públicas necessárias a satisfazer as necessidades das populações onde não existam.

“Os contratos de associação não são um direito adquirido, são um recurso apenas temporário e devem ser entendidos como tal, não podem nunca promover o benefício das escolas privadas em detrimento da escola pública e em prejuízo do Estado, que somos todos nós”, sublinha a FERLAP, considerando que o despacho normativo “apenas peca por tardio”.

Quanto a prazos, as associações de pais de Lisboaentendem que existindo paralelismo pedagógico e curricular entre os colégios com contrato de associação e as escolas públicas, como deve acontecer, “nada impede que no final do ano letivo os alunos que tenham vaga nas escolas públicas, sejam transferidos para estas”.

As exceções aplicam-se apenas às situações em que existam contratos que se prolongam além do final do ano letivo, salvaguardam.

A FERLAP diz compreender o mal-estar que esta medida possa provocar nas famílias habituadas a que os filhos frequentem colégios privados, mas lembra-as de que “essa frequência não é um direito, foi apenas um recurso que o Estado foi obrigado a utilizar para que os seus filhos pudessem frequentar a escola sem que as famílias tivessem que pagar por essa frequência, ficando assim em pé de ‘igualdade’ com as famílias onde existia oferta pública”.

Havendo escolas públicas, estes alunos terão que nelas ingressar “como faz a generalidade dos alunos portugueses”, ou então pagar pelo ensino privado.

Sobre o argumento da “liberdade de escolha” da escola ou do projeto educativo usado por alguns defensores da frequência dos colégios com contratos de associação, a FERLAP diz que “obviamente” as famílias têm o direito a escolher as escolas que os filhos vão frequentar, o Estado é que “não tem que suportar a opção” por uma escola privada, havendo oferta pública.

“Se as famílias entenderem que os seus filhos devem continuar, ou começar, a frequentar o ensino privado, vão ter que entender que, tal como todos os outros que optaram e optam pelo ensino privado, terão que suportar os encargos com essa frequência”, salienta.

A federação entende que assim como nenhum aluno deve ficar sem escola, também nenhum aluno deve ser beneficiado em relação aos outros, e sublinha que promover a desigualdade é inconstitucional.

A FERLAP defende ainda que o dinheiro poupado com o fim dos contratos de associação desnecessários seja investido na beneficiação da escola pública.

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“O 2.º ciclo é uma espécie de enxerto, sem identidade própria”

Isto vindo de quem vem… está-se a ver que, terá fundamentos pouco assentes na prática ou no conhecimento de “campo”… é mais “empírico”…

 

David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação e ex-ministro, é favorável à ideia de um 1.º ciclo mais longo, até ao sexto ano de escolaridade.

 

(clicar na imagem) in DN by Pedro Sousa Tavares

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Petição – Por um ensino de inglês no 1º CEB de qualidade

Com pedido de divulgação.

Pertencemos a um grupo de docentes do grupo de recrutamento 120-Inglês, que detêm mestrado profissionalizante em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira (Alemão, Espanhol ou Francês) para o Ensino Básico, mestrado profissionalizante em Ensino de Inglês no 1º CEB ou licenciatura de Professores do Ensino Básico – Português e Inglês (organizadas ao abrigo da Portaria n.º 352/86, de 8 de julho). Somos os docentes previstos nos artigos 7º e 8º do Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro, que define as habilitações necessárias para a lecionação desta área curricular no 1º Ciclo do Ensino Básico.

Pretendíamos que divulgasse esta petição
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=porum120dequalidade, de forma a proteger a qualidade do ensino de inglês no 1º CEB, de maneira a a que seja lecionado por verdadeiros profissionalizados para o grupo.

Obrigado.

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Secretária de Estado adjunta da Educação em entrevista à TVI24 (com vídeo)

A secretária de Estado adjunta da Educação afirmou, esta sexta-feira, na 21ª Hora da TVI24, que o ensino privado não é “um setor em crise”, uma vez que os colégios privados aumentaram nos últimos anos, enquanto a escola pública perdeu professores e alunos.

Nos últimos anos saíram da escola pública 25 mil professores e 20% dos alunos por força da própria demografia. As escolas particulares cresceram 10% no mesmo período. Não é verdade que seja propriamente um setor em crise”.

Sobre a polémica que envolve os contratos de associação, Alexandra Leitão falou sobre os custos que estes contratos de associação têm para o Estado e garantiu que o Governo quer canalizar os dinheiros públicos da melhor maneira, esclarecendo que, neste momento, o estado dá mais 26.500 euros a uma turma de um colégio privado do que a uma turma de uma escola pública.

Quando há capacidade instalada, uma turma na escola pública não custa isso [80.500 euros], custa bastante menos. Custa cerca de 54.000”, garante.

Na entrevista à TVI24, Alexandra Leitão revelou ainda que o que está em causa é “uma análise cuidadosa da rede escolar do ensino público e a rede escolar do ensino privado com contrato de associação” para evitar que aconteçam quer situações de carências quer situações onde “a rede pública tenha estabelecimentos públicos com duplicação relativamente ao ensino particular com contrato de associação”.

Assim, até ao final de maio, o Governo vai analisar se as carências identificadas no ano passado se mantêm, voltando a garantir que nenhum aluno que esteja a meio de um ciclo de ensino será transferido do privado para a rede pública.

“Nenhum aluno será transferido de um colégio onde se encontra com contrato de associação para um estabelecimento público” pois o “Governo está a assegurar o compromisso de cumprir os contratos celebrados e os contratos celebrados garantem o fim do ciclo”.

Os contratos para acabar com as carências detetadas foram celebrados com “79 colégios com um número diferenciado de turmas entre si, num total de 1700 turmas e 44 mil alunos”, e são esses que serão reavaliados.

Os contratos que estão neste momento em vigor até ao fim de ciclo são contratos que foram celebrados com colégios que concorreram a um procedimento lançado em 2015, que abria um número de turmas por freguesia, o que significa que nesse tal concurso só puderam concorrer os colégios que se situavam na freguesia concreta para o qual o concurso abriu. Um colégio que esteja ao lado, numa freguesia ao lado, ainda que no mesmo concelho carenciado, não pode concorrer nesse concurso. E como é que isso se justifica? Justificou-se com a ideia que era nessas freguesias que havia carência”.

 

Aqui:

Contratos de associação: “Não é verdade que ensino privado seja um setor em crise”

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Alexandra Leitão: Leitura Recomendada aos Queirozezes

Direito fundamental à educação, mercado educacional e contratação pública

 

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Da Base Legal Em Falta

da falta

Aqui: Público de 7 de Maio de 2016 – Sábado

Este então embandeirou em arco, vê lá é se não te estampas:

Passos Coelho diz que Estado pode vir a ser posto em tribunal por colégios – PÚBLICO

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Paulo Guinote: Opinião – Educação pública e privada

Por aqui no jornal Público.

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