Afinal tudo o quer é preciso para abrir uma turma são 54 mil euros para pagar a dois professores.
Mais nada é preciso para o funcionamento de uma escola, mesmo com a capacidade instalada.
Estado diz que poupa 26 mil euros por cada turma que sai do privado para o público
O Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Educação (IGeFE) já fez as contas. A abertura de uma nova turma numa escola pública, com capacidade instalada, custa ao Estado cerca de 54 mil euros, menos 26.500 euros do que num colégio privado com contrato de associação.
E como chega o Governo aos 54 mil euros?
De acordo com o IGeFE, no caso das escolas públicas com capacidade física instalada (salas livres), a abertura de uma turma implicará, em média, a contratação de dois professores que, por ano, custam perto de 54 mil euros ao Estado. Já o valor pago atualmente, por turma, nas escolas com contrato de associação fixa-se nos 80.500 euros por ano.




17 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Não, Arlindo
Chama-se “custo marginal” e não “custo médio”… São as chamadas economias de escala, tal como referi anteriormente. Há capacidade instalada e nalguns casos docentes dos quadros com carga horária reduzida ou horário zero…
Sim, mas imagina que entram 3 ou 4 turmas numa escola pública. Os auxiliares serão os mesmos? Se existir necessidade de mais contratação de transportes não existem custas adicionais?
E mais importante.
Quando a escola a tempo inteiro chegar a todo o ensino básico esse custo acrescido não vai ser contabilizado? Ou faz tudo parte do custo marginal?
Os custos marginais nesse ponto de vista é fazer mais com o mesmo.
Já vi que és a favor do privado, pelos menos tendencialmente.
Algumas questões para ti Arlindo:
No privado há professores no 8º/9º/10º Escalão?
No privado os professores recebem subsídio de alimentação?
No privado os professores trabalham 40 horas?
No privado os alunos mal comportados mantêm-se na escola?
No privado são respeitados feriados e fins-de-semana?
No privado entra qualquer aluno?
No privado fazem Exames Nacionais todos os alunos, ou vão fazê-los às escolas públicas?
No privado são escolhidos os melhores professores, os que trabalham mais, os que dizem amém a tudo ou os que têm uma cunha?
Obrigado
Perguntas muito difíceis.
Vais ficar sem resposta.
No “meu privado” mais de metade dos professores estão nos últimos escalões. Temos alunos “mal comportados”, entra qualquer aluno até alguns alunos de NEE sem ” vaga”. na escola pública da zona de influência( que não é a da minha escola)….Quanto às outras questões nem as entendo…..
Ao vosso dispor para uma “inspeção” in loco.
Arlindo,
Em economia há uma coisa chamada “economias de escala” (custos marginais mais baixos com aumento da capacidade instalada) porque, no limite, os custos fixos existem sempre (independentemente de a escola ter 1 aluno ou 10000)!
Custo marginal não é fazer mais com o mesmo… É “absorver” os mesmos custos fixos com os custos variáveis (mais salários de mais docentes, auxiliares, etc…). Não percebi a questão da escola a tempo inteiro… Isso também é garantido pelos privados sem qualquer custo adicional? Se calhar vão pedir mais dinheiro ao estado quando o Estado tiver de garantir a escola a tempo inteiro.
Claro que há um limite que, no caso das escolas deve ser quando o “edifício” não consegue suportar mais turmas sem ampliar instalações.
O caso de Mangualde que apresenta no post anterior é bem representativo dessas economias de escala pois quanto mais turmas o Agrupamento tem mais baixo é o custo por turma.
E suponho que os mega-agrupamentos e escolas localizadas mais no litoral têm custos por turma mais baixos: mais docentes contratados com o índice 167 e os mesmos custos fixos a ser suportados por mais turmas (e mais alunos).
Mas se os privados querem continuar com os contratos de associação que tal o seguinte modelo híbrido:
1) O Estado paga um valor por turma para “utilizar” o privado para as turmas constituídas para pagar as despesas fixas e o alugar do espaço… digamos 10000 EUR por turma;
2) As novas turmas a abrir são “integradas” no agrupamento mais próximo e os docentes do agrupamento são efetos a essas novas turmas;
3) Todo o gestão dos currículos dos alunos são mantidos pelo agrupamento;
4) Assim se garante a “equidade” de que os privados tanto apregoam – Os alunos podem “escolher” a escola que querem mas dentro do enquadramento do ensino público… Porque onde está a equidade quando em Santa Maria de Lamas os alunos podem “escolher” o Colégio de Lamas com piscina olímpica em detrimento das escolas públicas de Santa Maria da Feira (para já não falar da multiplicidade de “oferta” em Coimbra), mas no interior alentejano profundo não há hipóteses de escolha?
Se são professores contratados, vencem pelo índice 167 (1518,60€ ) . Pelas minhas contas 2 professores a leccionar 365 dias tem um custo ao estado de 42520,80€… uma grande margem ?!?!?
Faltam as custas obrigatórias para a segurança social nesse número.
é verdade , e tb o subsidio de refeição, lol …contas em cima do joelho
PRIVADO que absurdo , 80500 € por turma . Supondo uma turma constituída por 20 alunos com uma mensalidade de 250€ ( colégio baratucho) , isto fica 85500€ por turma e ainda falta as atividades, propinas, etc … é um belo financiamento.
É melhor dar 80.000€ a turmas com 10 alunos (reportagem “Uma Verdade Inconveniente”, Ana Leal, 2013), como acontece em alguns colégios com contratos de associação, ou 54.000€ a turmas de 30 alunos no público?
Mas acha que os privados tem escolas abertas para perder dinheiro?!
Que pena um professor falar assim. Aliás, basta o título…já denuncia a tendência de opinião.
Mesmo, é o lado laranja a falar mais alto.
Arlindo,
Esqueces que a máfia do ensino privado mama através de benefícios fiscais, sendo os subsídios directos apenas peanuts:
Benefícios
Maio 10, 2016 ~ Paulo Guinote
(…)
https://guinote.wordpress.com/2016/05/10/beneficios/
Falo por experiência própria. As escolas cooperativas são um “negócio da china”, já trabalhei na Dida…. Há famílias inteiras a trabalhar por lá (mãe, pai, filhos, tios, primos…), e não são pagos a recibos verdes. Depois há os professores e funcionários de primeira (os sócios) e os de segunda (os não sócios). Os sócios além do vencimento recebem os lucros da instituição. Vi com os meus olhos um folha de vencimentos, por coincidência (tenho pena de não ter tirado foto), quando me dirigi à secretaria para passar o recibo. Essa folha tinha três colunas, uma com o nome dos sócios, outra com o respetivo vencimento, semelhante ao público, e na “outra coluna o respeitante aos lucros, praticamente igual ao vencimento”, ou seja, os primeiros da lista ganhavam cerca de 3000 € de vencimento e outro tanto por serem sócios.
Outra coisa engraçada foi ter falado com uma colega professora que abertamente me disse que estava lá a dar aulas porque um familiar lhe cedeu a sua quota e assim ficou por lá. Que maravilha de concurso, é mesmo igual ao público!!
Ainda pensei na altura comprar uma quota, ou seja o emprego, mas aparentemente só vendem aos amigos e familiares, para não dar muito nas vistas.
Uma boa noite a todos..
AH os sindicatos essas correias de transmissão dos partidos .A FNE e os privados….algum interesse obscuro há.os professores do privado vindos do privado vincularam com 365 dias no tempo do prior do Crato.Agora é a vez do bigodeiro defender os amigos e atacar os inimigos.desta vez dou-lhe razão, acaba com a chupeta para o privado-Quem quer educaçao DIFERENCIADA paga a dita.As elites portuguesas são tão rascas que até mendigam como qualquer TEIP piolhosa.O colégio Troca a Tinta com o filhotes da Lulu das meias pretas tem 2 ou 3 turmas subsidiadas para os filhotes das seguidoras da Lulu no Facebook.Com os meus impostos chiça….quem parece que não abicha nada é célebre sociedade secreta espanhola, mas esses são uma casta à parte.Iam lá agora admitir o filho de sopeira que tem um pai bolchevique, mais vale ficar sem esmola.