Não duvido nada… com as regras de concurso como estão e com o tempo de serviço que os mesmos devem ter… ultrapassam muitos dos, há muito, eternamente contratados. E mal “concordem” com a Norma Travão entram nos quadros à frente dos há muito “sacrificados” na escola pública.
Para responder ao aumento de pressão na escola pública com o fim de alguns contratos de associação, o Governo admite contratar mais pessoal. O número não está fechado.
O aumento do desemprego de professores e funcionários dos colégios privados com o fim dos contratos de associação em zonas onde haja oferta pública foi uma das críticas apontadas quer pelas escolas, quer pela oposição. Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação garante que algum daquele pessoal, docente e não docente, poderá acabar por ser absorvido pelas escolas públicas para onde sejam encaminhados os alunos.
(clicar na imagem) in Público by Clara Viana




13 comentários
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Pois não tenho dúvidas nenhumas que estes com tempo de serviço inflacionado é vê-los a ultrapassar na maior. Não é correcto! Para concorrer no Ensino Público só o tempo de serviço no público devia ser considerado e para concorrer no ensino privado só o TS realizado no privado devia ser considerado, não se percebe esta mistura é como considerar igual pilotar uma avioneta e pilotar um F-22. Porque são dois universos muito diferentes, dar aulas no Ensino público não é ter vida facilitada, é ter sim de enfrentar todo o tipo de alunos uns mais problemáticos que outros e de todos os estratos sociais e não são escolhidos a dedo como acontece no Ensino privado.
Exatamente!
Cara colega, tudo o que disse foi baseado em quê? Em experiência? Creio que não. Pois se fosse, não diria o que acabou de escrever. É pena que exista este tipo de professores… pessoas que dizem sem conhecer os factos, pessoas que falam só porque lhes apetece, pessoas que criticam só porque pensam que as estão a atacar. Ainda não vi nenhum comentário de nenhum professor do privado a criticar as escolas ou os professores do público. Contudo, o que não falta são comentários de professores do público a criticar, sem fundamento nem conhecimento, os professores do privado. Mas eu até compreendo… os professores do público sentem-se ameaçados pelas centenas e centenas de professores do privado com mais de 10 ou 15 anos de serviço e que facilmente serão colocados. No entanto, não se esqueçam: um professor é um professor. Ponto.
Acha mesmo que é esse o problema que está aqui em causa? Lateralizar um assunto tão sério chega a ser ofensivo.
A questão deve ser colocada da seguinte forma:
O QUE PENSAR FAZER O MEC com os professores que têm andado pelas escolas públicas na precariedade há 15/20 anos? Atirá-los definitivamente para o desemprego?
Já não basta os professores do ensino privado concorrerem na MESMA PRIORIDADE e ultrapassarem os que calcorreiam o país na esperança de um dia vir a efetivar? É que, nos últimos anos, muitas vagas do ensino público foram já ocupadas por professores do privado.
Se o Mec vai solucionar o problema destes docentes tem O DEVER MORAL de resolver, em 1º lugar, a situação dramática em que vivem os professores contratados da escola pública.
Quero ver a posição inequívoca dos sindicatos nesta questão….
Obviamente! Tal e qual acontece com um médico! É
profundamente injusto que o tempo de serviço resultante de um contrato,
sem concurso público, possa ser contabilizado para…um concurso
público!
“Dois universos muito diferentes”
1° Estás a considerar que existem professores de primeira e de segunda;
2° não deves conhecer a realidade das escolas sejam públicas sejas com contrato de associação co serviço público. A realidade e exatamente o mesmo, mais provavelmente a qualidade é que não é a mesma mas isso é outra história.
3° É triste ver colegas de profissão onde estudaram provavelmente nas mesmas Universidades estarem constantemente a tentar denegrir a imagem dos colegas .
Tenham vergonha e respeitem a profissão.
Os infelizes(sem ofensa) que palmilharam o país sempre no ensino público sejam contratados ou efetivos à pouco tempo devem sentir-se indignados.Os nossos alunos do público com cantinas de má qualidade não se podem sentir ofendidos por alunos que nunca pagaram um cêntimo no privado onde havia piscinas aquecidas.Para esta ladroagem do privado subsiadiado ter estes luxos os nossos alunos no público nem direito a balneários decentes tem bnas escolas públicas.
Fui aluna do privado mas com o dinheiro do meu pai, isto há40 anos
há
Para os criticos: É o único a dar o corpo às balas:
http://www.tsf.pt/sociedade/interior/mais-de-mil-milhoes-de-euros-ja-foram-gastos-nos-contratos-de-associacao-5167522.html
Eu e muitos como eu vamos esperar (sentados) para ver o que o Sr. Mário Nogueira vai fazer para proteger os contratados do ensino público que já estão a ser ultrapassados nas listas de ordenação e a confusão ainda não estava instalada!
Os contratados foram sempre moeda de troca para as negociações entre sindicatos e mec.
Os contratados só serviram para fazer greves e manifes; os colegas do privado nunca fizeram greves mas, pelos vistos, são esses que os sindicatos apoiam!
Este senhor só apoia o que lhe der mais tempo de antena …..
O tempo de serviço feito no privado tem que deixar de contar. E nem estou a referir-me a contratos de associação. Como está conta o tempo prestado em qualquer escola privada, alguem que sempre trabalhou por exemplo na escola da família tendo por base um contrato não publico, com 30 anos de serviço entra nos quadros do mec e passa à frente não apenas dos atuais contratados mas também dos efetivos. Esse tempo não pode contar!
É realidade sim! injusta realidade!…Sou professor contratado há 18 anos e este ano estou no desemprego…já não basta ter existido a BCE que permitiu que alguém com menos 2 pontos de graduação do que eu me roubasse a colocação este ano? Já palmilhei o país onde lecionei em 17 escolas diferentes, muitas delas verdadeiramente problemáticas, outras verdadeiramente com falta de condições, já para não falar das diferenciações que existem ao nível das metodologias de trabalho dos vários estabelecimentos, em cada ano tive sempre de elaborar novos documentos e estes não são poucos, pois os dos anos anteriores de pouco servem, pois em cada escola existe um projeto educativo muito específico e nas coordenações é quase sempre tudo diferente. O dinheiro que despendi para conseguir ter um horário, pois ninguém me paga deslocações nem alojamentos. Estar longe da família para poder ter um emprego…Já para não falar no tempo que despendemos todos os anos a ler a legislação dos concursos e o stress que temos quando concorremos aos mesmos, sempre com o coração nas mãos, sem sabermos se vamos ser colocados ou onde vamos ser colocados, sem sabermos se vamos ficar longe dos nossos entes queridos. Ter uma cunha num privado torna tudo muito mais fácil, ou até mesmo sem cunha, pois são realidades completamente diferentes, em todos os sentidos. Isto que se está a passar pode muito bem ser a maior injustiça que foi imposta aos professores contratados e do quadro do sector público. É vergonhoso que o tempo de serviço do sector privado seja equiparado ao do sector público para efeitos de concurso para o ensino público. Sim, os do privado também são professores, mas não estiveram sujeitos às regras dos concursos do ensino público nem às condições precárias do ensino público.
VERGONHA: Temos de nos juntar e levar esta gente a tribunal.
Já que nos estão a empurrar para o desemprego ( tu já foste, agora faltam os restantes) que seja com uma indemnização tal como beneficiam os professores do privado. Vêm para o desemprego com fortunas e com uma vaga na escola pública.
TEMOS DE FICAR CALADOS?