
Tudo começou em 2014, quando a escola do 1.º ciclo de Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, acabada de inaugurar, foi encerrada pelo Ministério de Educação. Sem outros recursos, os pais pediram ao agrupamento escolar de Idanha que lhes fosse atribuída a possibilidade de optarem pelo ensino doméstico. A autorização não foi concedida, mas, ainda assim, as crianças não foram à escola durante o último ano lectivo.
Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal. Acabaram por chumbar por faltas injustificadas.

9 comentários
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Comunismo soft, as vítimas da incúria pereceram perante o monopólio do estado. Alegadamente, não vá o Ministro negar não ter sido quem foi e eu ainda ter que lhe pagar a honra.
o quê?!? Acho que só leste o título azul! Sabias que há mais texto além do link e mais vida além da verborreia política/filosófica?
Por saber isso é que te experimento, gotícula exterior ao tubo de ensaio.
1- O agrupamento não autorizou.
2 – Foram acompanhadas por duas professoras.
?????????????????????????
Esta coisa de aulas em casa cheira mal do início ao fim.
Então a escola diz aos pais que “A autorização não foi concedida” e estes, à revelia, mandam os filhos para casa… Depois, queriam o quê?
Nas escolas todos estamos fartos de ver encarregados de educação, cheios de mania. Este deverá ser mais um caso desses.
Só espero que quem dirige essa escola os tenha no sítio para fazer valer a ordem e lei.
Apoiado.
Quem controlou essas aulas todos os dias?
Caso dos alunos de Monsanto
Ministério garante que alunos chumbados foram avisados sobre situação ilegal
02 Out, 2015 – 13:29 • Fátima Casanova , Célia Domingues
Tutela diz que avisou os encarregados de educação de que as crianças estavam a faltar às aulas.
O Ministério da Educação (MEC) avisou os encarregados de educação das 11
crianças de Monsanto que estas tinham que frequentar a escola de
Idanha-a-Nova porque o pedido que fizeram para optarem pelo ensino
doméstico não tinha fundamento legal.
É o que diz o MEC num esclarecimento enviado à Renascença sobre
o caso dos alunos de Monsanto que souberam esta semana que reprovaram
por faltas injustificadas. Os estudantes nunca compareceram no centro
escolar onde estavam matriculados.
O gabinete de Nuno Crato assegura que este alerta foi feito logo no
início do ano lectivo e que os encarregados de educação tomaram
conhecimento de que as crianças estavam oficialmente a faltar às aulas.
A tutela diz ter tomado as diligências necessárias, ou seja, foram
comunicados os casos de abandono escolar à Comissão de Protecção de
Crianças e Jovens e ao projecto “Escola Segura” da GNR.
As faltas nessa altura foram justificadas com documentação oficial da
Câmara de Idanha-a-Nova. Segundo o MEC, a autarquia alegou que a
ausência dos alunos se devia à falta de transporte escolar. A câmara
comprometia-se a resolver a situação, abrindo um concurso para encontrar
uma empresa de transporte.
A 10 de Outubro de 2014, os encarregados de educação entregaram no
agrupamento de escolas uma declaração manifestando vontade de integrar
os alunos na modalidade de ensino individual, indicando um grupo de 11
estudantes para três professores.
Mas o MEC considerou improcedentes os argumentos apresentados pelos
encarregados de educação. Perante a decisão da tutela, o agrupamento de
escolas reforçou a informação de que os alunos deveriam ir às aulas.
Na acta do conselho pedagógico do agrupamento escolar de Idanha-a-Nova, a que a Renascença teve
acesso, refere-se que todos os encarregados de educação foram
informados por telefone da ilegalidade da situação e que os alunos
deveriam apresentar-se na escola no dia seguinte (30 de Outubro de
2014).
As duas crianças que frequentavam o 4.º ano fizeram os exames
nacionais no agrupamento de escolas, uma autorização dada a título
excepcional pelo júri nacional de exames. As duas crianças tiveram nota
negativa a Português e a Matemática nas duas fases, razão pela qual
também ficaram retidos no mesmo ano de escolaridade.
A Renascença contactou o presidente da Câmara da Idanha-a-Nova, mas ainda não obteve resposta.
http://rr.sapo.pt/noticia/35753/ministerio_garante_que_alunos_chumbados_foram_avisados_sobre_situacao_ilegal
Ai está… bem me parecia que esta coisa cheirava mal! Obrigado pela descrição do caso. Só pelo artigo ficamos com uma ideia bem diferente do que aconteceu.
Acho importante a parte do chumbo dos alunos!