A Bem do Sucesso Escolar

 

 

Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal.

 

 

 

Tudo começou em 2014, quando a escola do 1.º ciclo de Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, acabada de inaugurar, foi encerrada pelo Ministério de Educação. Sem outros recursos, os pais pediram ao agrupamento escolar de Idanha que lhes fosse atribuída a possibilidade de optarem pelo ensino doméstico. A autorização não foi concedida, mas, ainda assim, as crianças não foram à escola durante o último ano lectivo.

Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal. Acabaram por chumbar por faltas injustificadas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/10/a-bem-do-sucesso-escolar/

9 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Fafe on 2 de Outubro de 2015 at 1:03
    • Responder

    Comunismo soft, as vítimas da incúria pereceram perante o monopólio do estado. Alegadamente, não vá o Ministro negar não ter sido quem foi e eu ainda ter que lhe pagar a honra.

      • Pois on 2 de Outubro de 2015 at 11:25
      • Responder

      o quê?!? Acho que só leste o título azul! Sabias que há mais texto além do link e mais vida além da verborreia política/filosófica?

        • Fafe on 5 de Outubro de 2015 at 0:29
        • Responder

        Por saber isso é que te experimento, gotícula exterior ao tubo de ensaio.

    • carlos on 2 de Outubro de 2015 at 10:19
    • Responder

    1- O agrupamento não autorizou.
    2 – Foram acompanhadas por duas professoras.
    ?????????????????????????

    • Pois on 2 de Outubro de 2015 at 11:23
    • Responder

    Esta coisa de aulas em casa cheira mal do início ao fim.

    Então a escola diz aos pais que “A autorização não foi concedida” e estes, à revelia, mandam os filhos para casa… Depois, queriam o quê?

    Nas escolas todos estamos fartos de ver encarregados de educação, cheios de mania. Este deverá ser mais um caso desses.

    Só espero que quem dirige essa escola os tenha no sítio para fazer valer a ordem e lei.

    1. Apoiado.

  1. Quem controlou essas aulas todos os dias?

    • Livresco on 3 de Outubro de 2015 at 12:08
    • Responder

    Caso dos alunos de Monsanto
    Ministério garante que alunos chumbados foram avisados sobre situação ilegal
    02 Out, 2015 – 13:29 • Fátima Casanova , Célia Domingues
    Tutela diz que avisou os encarregados de educação de que as crianças estavam a faltar às aulas.

    O Ministério da Educação (MEC) avisou os encarregados de educação das 11
    crianças de Monsanto que estas tinham que frequentar a escola de
    Idanha-a-Nova porque o pedido que fizeram para optarem pelo ensino
    doméstico não tinha fundamento legal.

    É o que diz o MEC num esclarecimento enviado à Renascença sobre
    o caso dos alunos de Monsanto que souberam esta semana que reprovaram
    por faltas injustificadas. Os estudantes nunca compareceram no centro
    escolar onde estavam matriculados.

    O gabinete de Nuno Crato assegura que este alerta foi feito logo no
    início do ano lectivo e que os encarregados de educação tomaram
    conhecimento de que as crianças estavam oficialmente a faltar às aulas.

    A tutela diz ter tomado as diligências necessárias, ou seja, foram
    comunicados os casos de abandono escolar à Comissão de Protecção de
    Crianças e Jovens e ao projecto “Escola Segura” da GNR.

    As faltas nessa altura foram justificadas com documentação oficial da
    Câmara de Idanha-a-Nova. Segundo o MEC, a autarquia alegou que a
    ausência dos alunos se devia à falta de transporte escolar. A câmara
    comprometia-se a resolver a situação, abrindo um concurso para encontrar
    uma empresa de transporte.

    A 10 de Outubro de 2014, os encarregados de educação entregaram no
    agrupamento de escolas uma declaração manifestando vontade de integrar
    os alunos na modalidade de ensino individual, indicando um grupo de 11
    estudantes para três professores.

    Mas o MEC considerou improcedentes os argumentos apresentados pelos
    encarregados de educação. Perante a decisão da tutela, o agrupamento de
    escolas reforçou a informação de que os alunos deveriam ir às aulas.

    Na acta do conselho pedagógico do agrupamento escolar de Idanha-a-Nova, a que a Renascença teve
    acesso, refere-se que todos os encarregados de educação foram
    informados por telefone da ilegalidade da situação e que os alunos
    deveriam apresentar-se na escola no dia seguinte (30 de Outubro de
    2014).

    As duas crianças que frequentavam o 4.º ano fizeram os exames
    nacionais no agrupamento de escolas, uma autorização dada a título
    excepcional pelo júri nacional de exames. As duas crianças tiveram nota
    negativa a Português e a Matemática nas duas fases, razão pela qual
    também ficaram retidos no mesmo ano de escolaridade.

    A Renascença contactou o presidente da Câmara da Idanha-a-Nova, mas ainda não obteve resposta.
    http://rr.sapo.pt/noticia/35753/ministerio_garante_que_alunos_chumbados_foram_avisados_sobre_situacao_ilegal

      • Pois on 3 de Outubro de 2015 at 20:41
      • Responder

      Ai está… bem me parecia que esta coisa cheirava mal! Obrigado pela descrição do caso. Só pelo artigo ficamos com uma ideia bem diferente do que aconteceu.

      Acho importante a parte do chumbo dos alunos!

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: