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Dez 09 2019

Quantas horas trabalha um Professor?

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

Vejamos quantas horas, de facto, um professor trabalha.

Vou tomar como exemplo o horário de um colega meu, que está a meio da carreira e que lecciona 6 turmas: uma do 7.º ano (2 tempos semanais), uma do 8.º (3 tempos semanais), três do 9.º (3 tempos semanais em cada turma) e uma turma do 11.º (6 tempos semanais). Este docente lecciona, portanto, 4 níveis. Vamos considerar que, em média, cada turma tem 28 alunos (como se sabe, há muitas turmas com 32 alunos).
Passemos às contas.

1. Preparação de aulas. Semanalmente, este professor precisa de preparar aulas para 4 níveis. Vou considerar que, em média, a preparação semanal das aulas, para cada um dos níveis, consome uma hora e meia (para as turmas do ensino secundário consome-se bastante mais, mas adiante). Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 13 semanas (como foi o caso do 1.º período do presente ano lectivo) o professor gasta (gastou) um total de 78 horas, nesta tarefa.

2. Elaboração de testes. Imaginemos que este professor realiza, em média, por período, 4 testes (entre testes de diagnóstico, formativos e sumativos) em cada turma. Significa que tem de elaborar 20 testes (suponhamos: 12 testes sumativos, mais 4 testes de diagnóstico e mais 4 testes formativos — considerando que dá o mesmo teste diagnóstico e o mesmo teste formativo às três turmas do 9.º ano…). Vamos imaginar agora que ele gasta, em média, uma hora para conceber e redigir cada teste. Quer dizer que consome, num período lectivo, 20 horas, neste trabalho.

3. Correcção de testes. Este professor tem 168 alunos. Isto implica que ele corrige, num período, 672 testes (entre testes de diagnóstico, formativos e sumativos). Os tempos de correcção destes testes variam muitíssimo (em função do tipo de teste e do nível de ensino), mas vamos supor que ele consome, em média, 15 minutos para corrigir cada prova (o que, em algumas disciplinas, seria um autêntico milagre, mas vamos aceitar que sim, que é este o tempo médio, admitindo que os testes de diagnóstico são bastante mais rápidos de corrigir e os restantes mais demorados, em particular, os sumativos), no total gastará 168 horas, para a correcção de todos os testes, durante um período lectivo (672 testes x 15 minutos = 10080 minutos = 168 horas).

4. Correcção de trabalhos de casa. Consideremos que este professor manda realizar trabalhos para casa, em média, duas vezes por mês, e que demora, em média, 5 minutos, a corrigir cada trabalho. Num período com 13 semanas, corrigirá seis trabalhos de cada aluno. No total, consumirá 84 horas nessa correcção (168 trabalhos x 6 x 5 minutos = 5040 minutos = 84 horas).

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo. Vamos supor que este professor manda realizar, em média, um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 4 alunos, o professor terá de corrigir 42 trabalhos. Vamos imaginar que demora cerca de 30 minutos a corrigir cada um deles, teremos então um total de 21 horas.

6. Investigação. Consideremos que o professor dedica, em média, 2 horas por semana a investigar. Dá, no período, 26 horas (2h x 13 semanas).

7. Acções de formação contínua. Todos os professores têm a obrigatoriedade de frequentar acções de formação. Isto significa que, no mínimo, cada professor consome, por ano lectivo, 25 horas mais as horas de elaboração do trabalho para essa formação (vou considerar 5 horas para esse efeito). Estas 30 horas distribuídas pelo ano, significam, em média, 10 horas de trabalho, por período lectivo.

Vamos agora somar: 78h+20h+168h+84h+21h+26h+10h = 407 horas.

A estas 407 horas têm de ser adicionadas as horas lectivas mais as horas de estabelecimento. No caso concreto deste professor, significa 20 horas lectivas mais 5 horas de estabelecimento (sala de estudo, apoio pedagógico, etc.), o que corresponde a 22 horas (de 60 minutos), por semana. No total do período (13 semanas), perfaz 286 horas.
Somando 407+286h, obtemos o total de 693 horas.
No final de cada período, realizam-se conselhos de turma de avaliação. No mínimo, este professor, que temos estado a seguir, consumiu, em reuniões, onze horas e meia (duas horas em cada conselho de turma do ensino básico e uma hora e meia no conselho turma do ensino secundário). Como também esteve na equipa de conferência dos documentos de avaliação, trabalhou ainda mais quatro horas.
Temos pois de adicionar às 693 horas mais 15 horas — o resultado é de 708 horas.
A estas 708 horas têm de ser acrescentadas, no mínimo, 6 horas relativas a conselhos de turma intermédios (realizados entre Outubro e Novembro) e, no mínimo, cerca de 16 horas relativas a conselhos de turma iniciais e/ou extraordinários, a reuniões de directores de turma e/ou reuniões de grupo disciplinar, realizadas no início do ano escolar e durante o período, e a trabalhos de planificação de médio e longo prazo.
Para ficarmos com um número redondo, vou considerar que este professor trabalhou 730 horas no período passado, isto é, de 1 de Setembro a 31 de Dezembro.
Ora este período de tempo corresponde a 17 semanas de trabalho, o que é o equivalente a 595 horas (35 horas x 17 semanas).
595 horas é portanto o número de horas que um professor teria de trabalhar desde o dia 1 de Setembro até ao dia 31 de Dezembro, todavia, um professor, em média, trabalha/trabalhou, no mínimo, cerca de 730 horas!!
A diferença é de 135 horas a mais, o que significa quase 4 semanas de trabalho suplementar, num só período lectivo!

Contudo, nestas contas, que foram trabalhadas com tempos reduzidos, não entraram as horas suplementares que um professor trabalha quando realiza um visita de estudo, nem as aulas suplementares que voluntariamente lecciona de preparação dos alunos para exame, nem o apoio que voluntariamente presta a alunos e pais, nem os intervalos que deixa de ter para falar com os alunos, nem actividades extracurriculares que desenvolve, nem…
Evidentemente que estes são resultados médios. Evidentemente que há professores que têm um horário ainda mais sobrecarregado (os que estão no início da carreira) e professores que não têm um horário tão sobrecarregado (os que estão no fim da carreira). Contudo, seja qual for a situação, qualquer professor, para cumprir com competência os seus deveres profissionais, trabalha muitas mais horas do que aquelas a que está obrigado e em função das quais recebe o seu vencimento. Os professores são credores de muitos horas de trabalho ao Estado.

Se tivéssemos um governo e um ministro da Educação possuídos de competência e de decência mínimas, teriam feito as contas e saberiam demonstrar que o Estado já tem uma colossal dívida para com os professores e que não é legítimo nem avisado aumentá-la.

 Mário Carneiro

  • 33 comentários

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Dez 09 2019

As AECs são uma praga?

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

“São a alternativa pública um centro de estudo ou ATL privado.

A Escola a tempo inteiro é uma derrota para as crianças e para as suas famílias. Em vez de brincarem, as crianças levam com Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)… mas sairão delas mais ricas? Não me parece. Este modelo das aulas depois das aulas serviu para aliviar as famílias, e reforçar a ideia da Escola como depósito de crianças. Deixem as crianças ir para casa estar com as suas famílias e brincar!”

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Dez 08 2019

Cartoon do Dia – Roubaram- me a Reforma.

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 08 2019

Urgente e Necessário

  • By arlindovsky
  • 8 de Dezembro de 2019

… desde que compense alguma coisa.

 

Pré-reforma na Função Pública avança em 2020

 

Medida abrange trabalhadores do setor público com idade igual ou superior a 55 anos.

O Governo vai avançar com a execução efetiva da pré-reforma na Função Pública em 2020. A concretização desta medida, que entrou em vigor em fevereiro deste ano mas não teve ainda qualquer aplicação, é um dos objetivos previstos no Orçamento do Estado para 2020 na área da Administração Pública. A pré-reforma destina-se aos trabalhadores com idade igual ou superior a 55 anos, o que abrange 197 mil pessoas.

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Dez 08 2019

“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio” – Joaquim Jorge

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio”

Joaquim Jorge começa por recordar o caso de um professor, no País de Gales, que foi encontrado morto depois de ter sido agredido por um aluno com uma cadeira. Perante este incidente, o também biólogo diz que a vida de um professor “é algo surreal para o comum dos cidadãos” pois “para além de ter que aturar os filhos dos outros, ainda pode ser agredido e maltratado”.

“Hoje em dia, ninguém quer ser professor, os professores que continuam, estão mortos que chegue o dia para se reformarem. Não me admira nada, que já haja falta de professores em Portugal. Qualquer pessoa fala de quanto ganha um professor, o que faz ou deixa de fazer numa escola. Todos dão palpites e falam do ensino sem perceberem nada do assunto”, declara, acrescentando que o “Big Brother docente é incrível comparado com outras profissões”.

“Por exemplo, os juízes que pouco se sabe do que fazem ou deixam de fazer e é sempre difícil serem questionados, ao contrário, dos professores que são ‘pau para toda a colher’ , estão por tudo, servem para tudo e são capaz de executar o que for preciso. Os professores são usados para os mais diversos trabalhos numa escola”, assevera.

Antes de concluir o artigo de opinião, Joaquim Jorge recorda uma notícia que saiu recentemente sobre algumas câmaras terem pedido os nomes de funcionários escolares que fizeram greve. De acordo com o fundador do Matosinhos Independente, “este tipo de coacção e pressão é um sinal que se vai acentuar com a municipalização, quer para funcionários, quer para professores” e este, ainda segundo Joaquim Jorge, “é um dos maiores problemas da democracia.

“Um dos maiores problemas na democracia é o poder local e o controlo que uma Câmara procura exercer a todos os níveis na sociedade: controlo da imprensa; controlo dos subsídios; controlo das nomeações; entre outros. É sempre muito difícil combater um poder, que se confunde com a câmara. A municipalização será muito má para o ensino e para os professores”, reflete.

Em jeito de conclusão, Joaquim Jorge garante que a “municipalização do ensino é um processo que porá em causa direitos como o da igualdade de oportunidades, reduzirá a autonomia das escolas, abrindo portas à ingerência na sua organização interna pelos presidentes de câmara e potenciará vias de privatização da Escola Pública”.

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Dez 08 2019

Os Assistentes Sociais não vinculam nas Escolas Portuguesas porquê?

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

 

Até 1998 quase todas as escolas portuguesas tinham um assistente social a trabalhar lá e era necessário? Será que desde essa altura, agora em 2019, os problemas sociais e económicos dos alunos nas escolas desapareceram?

Nos quadros das Escolas não existem assistentes sociais, porquê?

Todos os anos são contratados apenas por uns meses, porquê?

Porque não pode sair dinheiro do Orçamento do Estado para lhes pagar?

Porque são pagos com dinheiro que vêm dos Fundos da União Europeia?

Porque só algumas Escolas Portuguesas se podem candidatar a um projeto para terem assistentes sociais?

A resposta para esta série de perguntas é:

Porque seria admitir que em Portugal as escolas precisavam do trabalho dos Assistentes Sociais, que estes tinham de ser pagos através do Orçamento de Estado Português e que portanto os Assistentes Sociais eram necessários, por isso justificaria a sua efetivação, necessidade permanente!! E que isso poderia abrir precedente para abrir concursos não apenas para as escolas apelidadas de “Teip” e onde existem projetos para “Turmas Pief”, mas para todas as outras escolas do país.

Entretanto, vai-se empurrando com a barriga… para o ano logo se vê.

 

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Dez 07 2019

Distribuição dos professores contratados por idade e grupo de recrutamento

  • By Davide Martins
  • 7 de Dezembro de 2019

A tabela abaixo apresenta a faixa de idades onde os professores contratados se encontram bem como a respetiva média.

Percebe-se então que a idade média dos professores contratados anda pelos 42,4 anos e…

  • apenas 4 grupos têm uma média de idades inferior a 40 anos (200, 620, 920 e 930).  De referir que o grupo 200 é um dos grupos onde mais professores se aposentarão nos próximo 10 anos (80,5%), pelo que, com a média de idades mais “baixa” tem, de forma razoável, garantido o “rejuvenescimento” do corpo docente;
  • No sentido inverso temos os grupos 430, 530 e 560, onde a média de idades ultrapassa os 50 anos e onde, para agravar tudo, se  prevê uma maior taxa de aposentação.

Com base neste dados é urgente que se criem mecanismos justos de rejuvenescimento docente, permitindo aposentações antecipadas assim como entradas nos quadros de professores mais novos.

Talvez, se houver vontade política e pragmatismo financeiro por parte do Governo, se perceba que o dinheiro gasto nas substituições temporárias (mais de 14 000 por ano) pode garantir um final de carreira digno a quem tanto fez pela educação em Portugal, mitigando um dos maiores desafios da educação – o rejuvenescimento da classe.

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Dez 07 2019

“O ministro que vá dar aulas”

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

Clique na imagem para ver e ouvir.

 

  • 10 comentários

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Dez 07 2019

Professora aluga sofá por 10 euros para poder dar aulas

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

As condições que o Estado oferece aos seus professores habitualmente são transferidas para o contribuinte com a mesma qualidade.

  • 3 comentários

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Dez 07 2019

Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

Situação acontece em escolas de Lisboa e no Algarve. Há muitos anos que não havia tantas dificuldades na colocação, asseguram professores

Oano letivo começou há três meses e falta pouco mais de uma semana para acabar o 1º período. Mas há alunos de várias turmas, em particular em Lisboa e no Algarve, que ainda não conseguiram ter qualquer aula a uma ou várias disciplinas nem sabem se e quando virão a ter, segundo diretores e professores ouvidos pelo Expresso.

No Agrupamento de Escolas Mouzinho da Silveira, na Baixa da Banheira, desde o início do ano letivo que duas turmas do 8º ano estão sem professor de Geografia e de Francês, conta Paulo Guinote, professor naquele agrupamento. No Agrupamento da Moita, também na margem sul, falta um docente de História desde o início do ano, afetando turmas do 8º que já em 2018/19 tinham estado sem professor durante dois períodos. Esta semana foi colocado o de Geografia que também estava em falta desde setembro. Alunos do 2º ciclo aguardam ainda que lhes deem Tecnologias da Informação e Comunicação. Na secundária artística António Arroio, em Lisboa, as dificuldades têm existido a várias disciplinas, reconhece a subdiretora Benedita Salema: Filosofia, Educação Física, Geometria Descritiva, Português. Para esta disciplina sujeita a exame nacional, só no final de novembro chegou um docente para uma turma do 12º.

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Dez 07 2019

Uma boa medida contra a violência escolar a aplicar por cá

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

Num país onde se pagam multas pelo que fizeste e pelo que não fizeste, seria uma boa medida multar por não educar.

 

Escola vai multar os pais de alunos que intimidem outros alunos

Primeiro vai um aviso e, em caso de recaída, os pais do aluno mal comportado terão de pagar de 50 até 681 dólares.

Na era em que tudo é disseminado pela Internet, com massividade impressionante e supervisão zero, é importante estabelecer limites. O bullying e o cyberbullying, por exemplo, são abundantes nas redes, ainda mais nas escolas. Encontrar uma solução é complexo, mas em uma escola eles parecem ter encontrado a resposta.

Nesta escola, eles começaram a multar todos os pais cujos filhos cometeram algo assim. As multas variam de 50 a 681 dólares.

“A ordenança proíbe bullying ou assédio, proíbe retaliação contra qualquer pessoa que denuncie bullying ou assédio e também responsabiliza os pais e responsáveis ​​por esse comportamento de crianças menores de 18 anos. Inclui uma multa de US $ 50 pelo primeiro crime de bullying de uma criança, mas adicionaria US $ 313 uma vez que as custas judiciais sejam levadas em consideração. Os pais receberiam um aviso por escrito antes de emitir uma intimação, de acordo com a ordenança.”

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Dez 07 2019

Os edutubers, uma nova forma de lecionar

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

Se pesquisarmos no youtube, não faltarão vídeos de professores a falar de matérias que normalmente são lecionadas em sala de aula. São as novas formas de “dar explicações”.

O mercado de explicações pode estar a mudar, não será para todos, mas alguns podem ganhar muito dinheiro com este novo tipo de prestação de serviços.

A receita é fácil, basta estar registado na rede social Youtube e criar um canal. O processo é muito idêntico ao Facebook. Com a câmara do próprio computador ou smartphone, filmamos uma espécie de aula, carregamos para o canal e já está, temos uma aula online.

Como ser pago por “dar” aulas no youtube?

Isso são outros quinhentos, mas, dependendo das visualizações, não é difícil. Entrar no “Programa de parceiros” obedece aos seguintes passos:

Começamos por criar uma conta no AdSense associada ao canal, através do qual seremos pagos.

A partir daqui há que conseguir 1000 subscrições e 4000 horas de visualização nos últimos 12 meses. Com estes dois critérios conseguidos, o dinheiro começará a aparecer.

A entrada no “Programa de parceiros” trará algumas vantagens em relação às contas normais de youtyube.

  • Acesso às equipas de apoio técnico para criadores
  • Acesso à Copyright Match Tool
  • Acesso às funcionalidades de rentabilização

Isto tornará o trabalho do, agora, edutuber muito mais fácil e criativo.

As condições para entrar no Programa de parceiros podem ser encontradas AQUI.

Podemos ganhar dinheiro através de:

  • Anúncios
  • Apoio ao canal
  • Merchandise
  • Super Chat e Super Stickers
  • YouTube Premium

É só escolher e obedecer aos critérios para cada uma das modalidades.

Para sabermos mais sobre como ganhar dinheiro como edutubers, basta consulta

Ganhe dinheiro no YouTube

 

Fica aqui uma parte de uma notícia de um canal brasileiro onde esta prática se tornou comum e podem ler que este tipo de prática é um sucesso.

“Professores youtubers – já chamados de edutubers – fazem sucesso aproveitando-se justamente do que os jovens sentem falta na educação formal: agilidade, linguagem fácil e próxima dos adolescentes, estratégias para entreter o aluno. Os canais com vídeo-aulas chegam a ter 5 milhões de visualizações por mês.”

Bons vídeos para quem se tornar edutuber.

Deixo-vos uma explicação sobre o que é um edutuber:

 

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Dez 07 2019

Cartoon do Dia – O ilusionismo na Educação

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 06 2019

Cinema Sem Conflitos: “To Build a Fire”

  • By Cinema Sem Conflitos
  • 6 de Dezembro de 2019

Título:  “To Build a Fire” | Autores: “Olivier Vanden Bussche“

Baseado em um conto escrito pelo famoso escritor Jack London há mais de 100 anos e centra-se num homem que se vê confrontado com sua própria mortalidade e sua incapacidade de forçar a mão da natureza, pelo qual ele tem que pagar um grande preço.

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Dez 06 2019

Manifestação de Interesse para o cargo de Coordenador Centro de Língua Portuguesa – Instituto Português do Oriente (IPOR) – Macau

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

 

Informam-se todos os interessados que se encontra a decorrer até dia 10 de janeiro de 2020 o período para apresentação de candidaturas para Manifestação de Interesse para o cargo de Coordenador Centro de Língua Portuguesa – Instituto Português do Oriente (IPOR) – Macau.

As candidaturas deverão ser enviadas por email para: [email protected]

  • Manifestação de interesse

 

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Dez 06 2019

Relatório da Consulta Nacional sobre Educação Inclusiva – FNE

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/12/documento_1575631457_1855.pdf”]

 

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Dez 06 2019

O “transporte escolar” vai deixar de ser um Porche

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

Escola profissional com participação pública quer trocar Porsche por outro carro de luxo

Segundo o caderno de encargos assinado pelo gestor da sociedade Val d’Ensino, João Nogueira, a escola pretende adquirir uma viatura de seis lugares com 265 cavalos, de cor cinza, novo ou usado, mas que não tenha mais de 11 mil quilómetros. Volante desportivo e acabamentos do painel de instrumentos em pele, bancos dianteiros aquecidos e com sistema de massagem, controlo por gestos, estribos em alumínio e serviços digitais “professional” são alguns dos requisitos.

Para retoma, João Nogueira quer deixar, por não menos de 40 mil euros, o Porsche que adquiriu logo após ter assumido a gestão da escola profissional, em 2013. Tem 147 mil quilómetros, diz o documento.

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Dez 06 2019

Os problemas da Educação Inclusiva em Portugal

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

A FNE realizou um estudo sobre a Educação Inclusiva em Portugal e a aplicação do novo diploma. Fica a notícia com as principais conclusões.

Mais de metade dos professores não compreendem conceitos do diploma da educação inclusiva

“Como pode uma lei estar em vigor se os princípios estruturantes da mesma ainda não estão compreendidos e assimilados por aqueles que a vão aplicar no terreno?”, questiona a FNE, a propósito dos resultados do inquérito que promoveu sobre o novo regime de educção inclusiva, que substituiu o da educação especial.

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Dez 06 2019

A Ler – Mas Há Quem Insista No Contrário…

  • By Livresco
  • 6 de Dezembro de 2019

Mas Há Quem Insista No Contrário… | O Meu Quintal

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Dez 05 2019

Os Opostos do Grupo 200 – Português/HGP

  • By arlindovsky
  • 5 de Dezembro de 2019

O Grupo de Recrutamento 200 – Português/História e Geografia de Portugal é um dos grupos mais envelhecidos e prevê-se que até 2030 mais de 80% dos professores estejam na aposentação, de acordo com o estudo do CNE.

No entanto é também o grupo de recrutamento com mais professores contratados colocados nas reservas de recrutamento com idade inferior a 40 anos, sendo a média de idades neste grupo de recrutamento de 39,2 anos, a mais baixa de todos os grupos de recrutamento.

Pode-se concluir rapidamente que um grupo já envelhecido leva a que existam mais contratações o que deverá ser tido em conta para uma aposentação antecipada da classe docente e para uma análise custo/benefício de uma aposentação antes dos 66 anos e 6 meses.

No fim de semana será apresentado o quadro com a média de idades na contratação de todos os grupos de recrutamento.

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Dez 05 2019

Onde estão os 5604 professores que vincularam no QZP 7?

  • By Davide Martins
  • 5 de Dezembro de 2019

Desde 2014 vincularam 10648 professores em Portugal Continental… mais de metade (5604) no QZP 7. Ainda assim continua a ser a zona do país onde a falta de professores mais se faz sentir. Analisei então o fluxo dos que aí vincularam, que pode ser visto no mapa seguinte:

Alguns factos:

  • Saíram para diferentes QZP’s do continente 1405 professores (cerca de 400 para horários inferiores a 22h);
  • há 1626 que não constam nas listas de colocados porque:
    • ficaram ao abrigo da mobilidade por doença;
    • foram para as ilhas;
    • conseguiram obter colocação em QA;
    • requereram um conjunto de outros mecanismos  de mobilidade com pouca relevância (em termos absolutos) a nível nacional.
  • Apenas 2573 professores (menos de metade) estão garantidamente no QZP 7.

Este assunto já foi abordado no Expresso e, com base noutros mapas aqui publicados, percebe-se que muitas das necessidades permanentes do sistema (em Lisboa e Algarve) estão a ser asseguradas por professores contratados. Sabemos que em muitos grupos também estes começam a escassear e parece-me certo que os mecanismos de Mobilidade terão de sofrer alterações, de forma que as vinculações consigam atenuar (e não agravar) as falhas permanentes das diferentes áreas geográficas. (Re)pensar os moldes dos concursos ignorando estas circunstâncias é perder uma oportunidade!

Não será a redução da área geográfica dos QZP’s o argumento/isco criado pelo governo para obter um compromisso à esquerda ou direita?

Algo do género: “Nós reduzimos as áreas geográficas, reordenamos os professores de acordo com a graduação em cada QZP, mas vocês deixam passar a lei que lhes limita a Mobilidade.”

É uma suspeita que eu tenho…

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Dez 05 2019

“Quem não é visto não é lembrado.” O que é feito da Susana?

  • By Rui Cardoso
  • 5 de Dezembro de 2019

Do ministro ninguém sabe. Entre um jogo de futebol e uma qualquer corrida de bairro, de vez em quando, lá aparece a fazer de “figura presente” ou demonstrar que pouco percebe da pasta. Ninguém dá pela sua falta, nem pela sua presença.

Mas agora põe-se uma questão. Por onde andará a SE Susana Amador? Sabemos que o SE João Costa anda no seu périplo pelo país, aparece aqui, ali e além. É ativo nas redes sociais e, de vez em quando, escreve nuns jornais. Mas da Susana Amador, sim Amador, porque anda por aí outra Susana que só fala quando quer, que andará ela a fazer.

Até hoje, ouvimos a senhora por duas ocasiões: a primeira, quando se veio apresentar ao “povo” num video elucidativo (podem visualizar aqui): a segunda vez quando interveio na sessão de abertura do seminário internacional «Apostar na Inovação – Construir Futuros». Entre uma e outra aparição passou mais de um mês. Será que esta Susana vai seguir os passos do Tiago? Será que ainda nenhum programa da manhã, tarde ou noite, daqueles para desocupados, a convidou para dar umas opiniões?

Sabe de uma coisa Susana?

“Quem não é visto não é lembrado” 

PS: será que anda ocupada a preparar a preconização do que defende às escondidas do “pessoal”?

“È preciso mais ambição nesta matéria e uma nova geração de políticas municipais mais depuradas e imateriais na área da Educação, assim o exigem. Descentralizar, regionalizar e municipalizar são palavras-chave, que deram ser corporizadas em reformas dignas desse nome. Era esse o caminho que estava (e bem) a ser trilhado. E hoje onde estamos, para onde vamos, o que queremos da escola, dos professores, das autarquias e da comunidade educativa?”

 

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Dez 05 2019

O Curso de Marketing Digital da Master D Portugal abre-lhe as portas para o futuro

  • By Rui Cardoso
  • 5 de Dezembro de 2019

O Curso de Marketing Digital da Master D Portugal abre-lhe as portas para o futuro

Sabia que, com a atual evolução tecnológica, 65% das crianças que hoje estão na escola primária terão empregos que ainda não existem? Isto prova que, cada vez mais, estamos a utilizar os meios digitais como parte do nosso quotidiano. Portanto, é claro que trabalhar com estas tecnologias e aprimorá-las são funções cada vez mais necessárias.

Neste âmbito, destacam-se os trabalhos relacionados as áreas das Tecnologias da Informação e do Marketing Digital. Estabelecer uma presença online para as empresas e aumentar as vendas têm-se tornado objetivos de muitos profissionais e agências. Portanto, apresentamos algumas opiniões sobre o Curso de Marketing Digital da Master D Portugal – uma oportunidade única de investir na profissão de sucesso do presente e que lhe abre portas para o futuro.

Este é um curso cada vez mais procurado na Master D, um centro espanhol que há 17 anos faz a diferença no mercado de trabalho em Portugal, com formações cujas modalidades de ensino dividem-se entre o e-learning, ou seja, o ensino a distância, e o b-learning, semi-presencial. As opiniões sobre a Master D e sobre o Curso de Marketing Digital são das melhores e podem ser facilmente encontradas através das suas redes sociais e dos seus sites.

 

As opiniões sobre a Master D Portugal

A ex-formanda Noélia, por exemplo, concluiu o curso e, com os conhecimentos adquiridos, pôde investir na divulgação e nos lucros do seu novo empreendimento, que é um misto entre um espaço de restauração e de consultas nutricionais. “Eu antes fazia tudo intuitivamente e agora já sei o caminho certo para realizar os planeamentos e organizar a gestão do meu negócio para ter sucesso”, conta.

Já a Flor Guerreiro dedicou-se aos estudos de tal forma que conseguiu terminar o curso em apenas seis meses e inclusive foi admitida para realizar estágio numa empresa de Lisboa. Na sua opinião, a Master D é uma excelente opção para aqueles que queiram fazer os seus horários de estudo: “Principalmente para quem quer ter o controle do que está a fazer. Para quem esteja a trabalhar, queira estar em casa ou vir às instalações, aconselho a Master D”.

Gostava de saber que conhecimentos pode adquirir durante o curso e em que áreas pode atuar depois de formado?

 

Conhecimentos e saídas profissionais – Curso de Marketing Digital da Master D Portugal

Este curso da Master D recebe ótimas opiniões dos formandos, porque tem como objetivo dotá-los de conhecimentos que os tornem capazes de utilizar os principais meios digitais disponíveis para o desenvolvimento de estratégias e campanhas de marketing. Portanto, os objetivos desta formação incluem: compreender o conceito de marketing digital; saber definir, coordenar, implementar e acompanhar estratégias de marketing; aprender a gerir comunidades online em redes sociais como o Facebook, Twitter, Youtube, Instagram etc.; conhecer as principais funcionalidades do Google Adwords; reconhecer a importância da reputação online de uma marca; entre outras.

Após concluído o curso, os formandos podem desempenhar várias funções nos mais diversos locais. Por exemplo, podem atuar como analistas e gestores de redes sociais, de marcas, de conteúdos online, de marketing de afiliados, entre outros. Poderão efetuar essas funções em agências de marketing digital e empresas ou organizações com departamento de marketing que já utilizem ou queiram utilizar a internet para gerar oportunidades de negócio.

Se quer construir uma carreira no Marketing Digital e abrir portas ao futuro, então tem de conhecer as opiniões dos formandos da Master D sobre este curso. Acompanhe as redes sociais deste centro de formação e descubra a sua maior oportunidade profissional!

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Dez 04 2019

Professora perde bebé após ser agredida pela mãe de aluno

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

“…o meu, não chegou a ver a luz do dia.” “Participei da mãe, a mãe foi a tribunal e a mãe foi ilibada.”

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Dez 04 2019

PROFESSORA GRÁVIDA AGREDIDA POR MÃE DE ALUNO

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

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Dez 04 2019

Que Soluções Podem Existir para Reduzir/Eliminar as Retenções no Ensino Básico?

  • By arlindovsky
  • 4 de Dezembro de 2019

O programa do governo aponta na página 142 para a criação de um “plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades“.

No entanto o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que o Programa do Governo não defende a eliminação dos chumbos, mas antes pretende garantir que nenhum aluno «fica para trás».
Sendo o final do ciclo o momento onde se pode ou não reter o aluno a primeira ideia com que fico é que as passagens possam ser feitas sempre até final de ciclo, sendo nessa altura avaliada a progressão do aluno ao ciclo seguinte. No entanto isso já existe agora e o que parece que vai acontecer é uma passagem “quase” direta até ao 9.º ano sem que o final de ciclo seja motivo para a retenção do aluno.
Existem diversos fatores que implicam a retenção de um aluno, sendo a mais usual pela não obtenção de dois ou mais nível negativos, em anos de final de ciclo, ou mais de 3 níveis negativos nos anos não terminais de ciclo. A falta de assiduidade por motivos não justificáveis é outro dos motivos para a retenção do aluno.
Sendo estes dois os maiores motivos para a retenção de um aluno qualquer plano que venha aí tem de olhar para estes dois grandes motivos.
Ao primeiro motivo é possível criar-se um plano que o aluno transite ao nível seguinte, frequentando a turma de origem nas disciplinas que obteve sucesso e tenha um trabalho específico para recuperar as aprendizagens nas disciplinas que não obteve aprovação. Seria quase impossível isto acontecer com alunos que obtêm mais de 4 ou 5 níveis negativos, mas… (a tentação pelo fim das retenções pode mesmo levar a que isto venha a acontecer).
Sobre o segundo motivo que leva à retenção (faltas injustificadas) é possível que as medidas de recuperação possam ser aligeiradas ou transpostas para uma prova extraordinária de avaliação que já se aplica aos alunos que justificadamente faltaram e apenas têm um momento de avaliação.
Independentemente do que aí venha no “Plano de Não Retenção” é importante que os recursos financeiros não sejam esquecidos no pacote.
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Dez 04 2019

Questão: Concorda, ou não, com a unificação de todas as vagas a concurso

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

Nos moldes em que o concurso de docentes se faz, hoje em dia, os docentes do quadro não podem aceder às vagas abertas ao abrigo da Norma Travão e do Concurso Externo e vice-versa. A questão de hoje é para saber a opinião dos docentes em se se deve, ou não, juntar as vagas atribuídas aos diferentes tipos de concurso (Concurso Interno, Concurso Extraordinário e Concurso Externo) para que sejam atribuídas por uma única lista de graduação.

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Dez 04 2019

Cartoon do Dia – De pequenino se torce o pepino – Paulo Serra

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 04 2019

Frase do Dia – Resultados dos alunos no PISA

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

Ora, se sem ministro conseguimos tais resultados, como seria com um ministro!!

Carlos Quaresma

 

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Dez 03 2019

O professor morreu

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

O professor morreu

De facto, o título é bastante conclusivo, deu-se a morte de um professor. Professor, de 31 anos, marido e pai de três filhos, era considerado por todos como uma pessoa impecável, um verdadeiro senhor.

O professor morreu. Morreu uns dias a seguir a ter sido agredido por um aluno com uma cadeira. Não foram relatados os factos que levaram à agressão e o professor não morreu na escola, morreu em sua casa. As autoridades estão a investigar a causa da morte, mas as notícias à volta do caso estão a ligar a morte à agressão. As autoridades não excluem esse cenário.

Este caso não se passou em Portugal, aconteceu no Reino Unido. Mas até quando? A sorte tem ditado que, ainda, não tenha acontecido por cá. Sorte, sim, mera sorte. No meio de tantos casos de agressão que acontecem todos os dias, o pior ainda não aconteceu por intervenção divina.

Um dia o azar vai bater à porta de alguém. Não me estou a referir unicamente a professores, mas sim a qualquer membro da comunidade educativa. Um destes dias, no meio de empurrões, alguém vai cair e embater com a cabeça no sítio errado, com a violência suficiente para lhe causar a morte. Alguém vai sofrer o impacto de um punho no sítio errado do corpo e vai cair inanimado. Um dia destes alguém vai “levar” com uma cadeira ou com uma mesa e morre. Pode também sofrer um corte, provocado por um objeto metálico e afiado, que tantas vezes entram nas escolas, que lhe atingirá uma artéria principal e morre. Não vai ser nenhum acidente, vai ser azar. Estava no lugar errado à hora errada. Vão ser ditas e escritas palavras bonitas de pesar e consolo, mas alguém vai estar morto. Falo em morte como podia falar em lesões graves, para toda a vida, ou não. Escolhi chocar.

Este tipo de azar pode ser prevenido. Este tipo de azar deve ser prevenido. O contador de agressões a professores do Blog Comregras já contabiliza 23 agressões desde que começou a contabilização. Até agora, ouvimos intenções. O secretário de estado João Costa admitiu que as agressões a professores podem vir a tornar-se crime público. Mas, em vez de ser só a professores se fossem todas aquelas que ocorrem em espaço escolar ou relacionadas à atividade escolar de qualquer membro da comunidade educativa, seria uma medida mais completa e abrangente. Seria muito mais completa e dissuasora.

Um destes dias o AZAR vai bater à porta de alguém, não por estar no lugar errado à hora errada, mas por estar onde devia estar e por não existirem ou não se aplicarem as medidas que há muito deviam estar a ser tomadas e aplicadas no terreno.

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Dez 03 2019

Professores de substituição com o subsídio de Natal em atraso

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

Há professores que não receberam subsídio de Natal

Erro das escolas fez com que não fosse pago o subsídio a pelo menos uma dezena de docentes contratados. Ministério garante que situação será regularizada.

 

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Dez 03 2019

Tiago falou… sobre politicas educativas do Crato, Alçada, MLR…

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

Ministério da Educação diz que Portugal é o único com melhorias significativas desde primeira edição do PISA

O Ministério da Educação (ME) considerou hoje que o sistema educativo português “é o único da OCDE que apresenta melhorias significativas” em leitura, matemática e ciências, desde a primeira edição do PISA, no ano 2000.

(Mas ainda não refletem qualquer medida significativa do anterior e atual ministério)

 

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Dez 03 2019

O relatório PISA 2018

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

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Dez 03 2019

Os dados do PISA

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

Como estamos a preparar os jovens de 15 anos?

O PISA (Programme for International Student Assessment) avalia se os alunos de 15 anos conseguem mobilizar os seus conhecimentos e competências de leitura, matemática ou ciências na resolução de situações relacionadas com o dia-a-dia.

 

 

 

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Dez 03 2019

Jovens portugueses reforçam resultados acima da média da OCDE

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

Jovens portugueses reforçam resultados acima da média da OCDE

 

starão os jovens portugueses preparados para utilizar no dia-a-dia o que aprendem dentro da sala de aula? O título já ninguém tira. Depois de ter sido apelidado de “a maior história de sucesso na Europa”, Portugal volta a consolidar os resultados obtidos em 2015 no relatório PISA – Program in International Student Assessment (em tradução livre, Programa Internacional de Avaliação de Alunos), quando superou pela primeira vez a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). A edição 2018 mostra que, apesar de os jovens portugueses de 15 anos (amostra do estudo) terem descido ligeiramente no ranking que avalia a sua literacia (na leitura, na ciência e na matemática), continuam a ser daqueles que registam uma maior evolução positiva, num ranking liderado pelos países do sudeste asiático. O PISA 2018 foi divulgado esta terça-feira.

O estudo internacional, divulgado de três em três anos desde o ano 2000, traça um retrato sobre o desempenho dos alunos de 15 anos de 79 países e economias diferentes. Ao todo, a nível mundial, contou com a colaboração de cerca de 600 mil estudantes, representando cerca de 32 milhões de jovens nesta faixa etária. Em Portugal, foram 5932 alunos e 5452 professores, entre 276 escolas de todas as regiões do país.

Cada um participou numa série de questionários que avaliaram os seus conhecimentos em três áreas-chave – Leitura, Ciência e Matemática, sendo a Leitura a área principal desta edição – e a sua relação com a escola. A grande maioria dos alunos de 15 anos participantes no estudo (57,4) encontrava-se no 10.º ano de escolaridade – um número superior ao registados nos últimos anos, em que havia uma maior distribuição por outros anos. Já 17,2% ainda estava no 9.º ano, 7,2% no 8.º ano e 2,4% no 7.º ano. Há ainda 15,7% destes que se encontravam em em áreas de formação e educação vocacionais ou profissionais.

Portugueses ainda estão acima da OCDE, mas desceram

São várias as conclusões que este relatório permite retirar quanto àquilo que pode ser o retrato da educação em Portugal, que aparece nos vigésimos lugares da lista nas três áreas avaliadas. Em traços gerais, as notícias continuam a ser positivas para o país, que mantém médias acima da OCDE. Mas, desta vez, desceu ligeiramente nos conhecimentos de Leitura e significativamente em Ciência.

 

relatório Pisa
Infogram

Na Leitura, a área de eleição desta edição do PISA, os resultados de 2018 (492) ficaram ligeiramente acima da média obtida em 2000 (mais 22 pontos percentuais), mas a seis pontos de diferença em relação a 2015. Uma diferença que os especialistas do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo que coordena a versão portuguesa do estudo, consideram ser “não estatisticamente significativa”. O país mantém-se, assim, ao lado de nações como a Alemanha (498 pontos), pela Eslovénia (495 pontos), pela Bélgica (493 pontos), pela França (493 pontos), pela República Checa (490 pontos) e pela Holanda (485 pontos) – presenças cativas nos rankings mundiais.

Segundo o PISA, cerca de 80% dos jovens portugueses conseguiram alcançar, pelo menos, o nível 2 (numa escala de 6) de conhecimento na leitura. Este nível supõe que os alunos são capazes de “identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informação assente em critérios explícitos e, por vezes, critérios complexos”, refletindo sobre “os objetivos e a forma dos textos quando lhes é explicitamente solicitado para o fazerem”, lê-se no documento. Na OCDE, esta média é de 77%, abaixo da portuguesa. Contudo, apenas 7% dos alunos portugueses atingiram níveis superiores da escala (5 e 6, por exemplo), quando na OCDE, em média, são 9%.

Melhores resultados PISA
Infogram

Foi na Ciência que se sentiram as maiores diferenças face aos restantes países e economias. Na mais recente edição, a média entre todos os jovens portugueses foi de 492 pontos, “uma diferença significativa de menos 9 pontos” em relação a 2015, embora se mantenha acima da média da OCDE por três pontos. Portugal retoma, assim, resultados próximos do nível observado em 2009 e 2012. Segundo o IAVE, não é mais do que um espelho da “tendência decrescente da pontuação média da OCDE na avaliação das ciências que já em 2015 apresentou uma quebra de quatro pontos em relação a 2006”. Assim sendo, “quando se analisa a variação média em ciclos de três anos, Portugal é um dos 13 países que apresenta uma variação positiva e significativa de mais 4,3 pontos na avaliação das ciências”.

Na literacia científica, o nível de proficiência dos alunos assemelha-se ao encontrado na área da Leitura: 80% alcançou pelo menos o nível 2 (na OCDE, situa-se nos 78%), através do qual demonstrar saber “utilizar conhecimentos do dia-a-dia acerca de conhecimentos e procedimentos elementares para identificar uma explicação científica apropriada, interpretar dados e identificar a questão investigada num delineamento experimental simples”. Quando analisado o quadro superior de conhecimentos, nos níveis 5 e 6 da escala, os resultados também são inferiores à media da OCDE, com apenas 6% a atingi-los (na OCDE, 7%).

Só na área de Matemática é que Portugal conseguiu manter a linha, situando-se novamente os 492 pontos alcançados já na última edição do PISA, três pontos acima da média da OCDE (489 pontos). Numa análise mais generalizada, segundo o IAVE, desde 2003 verifica-se um crescimento significativo de seis pontos. Por outro lado, “no mesmo período, a OCDE registou uma tendência negativa evidenciando um ligeiro decréscimo (menos 0,6 pontos)”.

No ranking mundial da literacia matemática, são as economias de Pequim, Xangai, Jiangsu, Zheijang (B-S-J-Z) na China (591 pontos), Singapura (569 pontos), Macau (558 pontos), Hong Kong (China) (551 pontos) e Taiwan (531 pontos) que ocupam o topo.

Um pouco mais abaixo do registado nas áreas de Leitura e Ciências, 77% dos alunos em Portugal alcançaram pelo menos o nível 2 de conhecimento em Matemática – semelhante ao panorama da OCDE (76%). Mas há cerca de 12% que chegam a níveis superiores.

Ciência Melhores resultados PISA

O género conta

Apesar de semelhantes entre si, os resultados referentes às áreas-chave escondem diferenças, umas mais significativas do que outras, no que toca ao género do aluno avaliado. Regra geral, as raparigas obtém melhores resultados na leitura do que os rapazes, enquanto estes se saem melhor na Ciência e na Matemática.

À semelhança do que tem sido verificado em anos anteriores, as raparigas registaram um melhor desempenho na Leitura, com mais 24 pontos do que os rapazes, em média – de 504 para 480 pontos. Ainda que a distância entre os dois sexos seja inferior à verificada em 2009, continua semelhante à do ano 2000. De acordo com o IAVE, “Portugal seguiu a tendência internacional, embora a diferença de pontuação entre rapazes e raparigas portugueses seja menor do que a observada para a maioria dos países/economias”.

O cenário é outro quando o assunto é Ciência ou mesmo Matemática. Em Portugal, são os rapazes aqueles que registam melhores resultados na literacia científica (494 pontos contra 489). Ainda que a diferença não seja tão significativa, continua a ser dos países com diferenças mais acentuadas. Os resultados médios da OCDE mostram menores distâncias entre género e “sobretudo favoráveis às raparigas em 2018”.

Onde a diferença é significativa é na Matemática, em que os rapazes (497) se distanciam do sexo feminino por nove pontos (488). E embora a diferença tenha diminuído em 2018, face aos restantes ano, continua a ser superior à verificada no conjunto de países da OCDE.

E a questão do género parece estar longe de ser um fator determinante na vida dos portugueses avaliados. Quando questionados sobre as expectativas de carreira, os estudantes de 15 anos com os melhores resultados mostra decisões fortemente estereotipadas. “Entre os alunos de alto desempenho em Matemática ou Ciência, cerca de um em cada dois rapazes em Portugal espera trabalhar como engenheiro ou profissional de ciências aos 30 anos, enquanto apenas uma em cada sete meninas espera fazê-lo”, divulga o relatório. Por outro lado, “quase uma em cada duas raparigas de alto desempenho espera trabalhar em profissões relacionadas à saúde, enquanto apenas um em cada sete rapazes de alto desempenho o espera”.

Jovens mais pobres com menor propensão para o sucesso

Em todas as áreas analisadas, o estatuto socioeconómico do aluno foi considerado um forte fator de desempenho. Em Portugal, “a probabilidade de um aluno que se situe entre os 25% mais desfavorecidos obter uma pontuação abaixo do nível 2 de conhecimento é aproximadamente três vezes maior do que a de um aluno com estatuto socioeconómico superior obter esta pontuação”, alerta o IAVE. Aliás, “o efeito do estatuto socioeconómico e cultural em Leitura é maior em Portugal do que no conjunto dos países da OCDE”.

Os dados do relatório PISA 2018 mostram que os alunos favorecidos superaram os alunos desfavorecidos na literacia da leitura em 95 pontos. Na OCDE, esta diferença é de 89 pontos. E a linha parece estar em sentido crescente, sendo que em 2009 a diferença era de 87 pontos, em Portugal, e 87 na média da OCDE.

Apenas 2% dos estudantes desfavorecidos alcançaram os melhores resultados na Leitura em 2018, contrastando com os 16% mais favorecidos que atingiram as mesmas pontuações. Em média nos países da OCDE, 17% dos estudantes mais favorecidos e 3% dos estudantes mais desfavorecidos foram os melhores em leitura.

Os resultados parecem ter reflexão nas ambições a longo prazo, uma vez que mutos destes estudantes desfavorecidos que atingiram alto desempenho “mantêm ambições mais baixas do que seria esperado”. Feitas as contas, “apenas três em cada quatro estudantes desfavorecidos de alto desempenho – mas quase todos os estudantes desfavorecidos de alto desempenho – esperam concluir o ensino superior”, por exemplo. Portugal é mesmo um dos países em que a diferença entre os alunos mais e menos favorecidos quanto à expectativa de concluir o ensino superior é mais expressiva (43%).

A questão socioeconómica tem sido um fator determinante também para a população imigrante em Portugal, que tem vindo a crescer: em 2009 eram 5% dos estudantes em Portugal e em 2018 eram já cerca de 7%. Entre estes, cerca de um em cada quatro encontrava-se em desvantagem socioeconómica à data da avaliação. O que influencia o seu desempenho escolar: de acordo com o PISA, “a diferença média no desempenho da Leitura [área em foco nesta versão] entre estudantes imigrantes e não imigrantes em Portugal foi de 32 pontos a favor de estudantes não imigrantes. Após contabilizar o perfil socioeconómico dos alunos e das escolas, a diferença diminuiu para 26 pontos.”

Contudo, ao longo dos anos, Portugal tem conseguido reduzir as diferenças entre a população imigrante e a não imigrante. Em nove anos, registou o maior decréscimo quando comparado com todo os países participantes no estudo da OCDE.

Escolas reclamam falta de professores e de material

No estudo, participaram ainda professores e diretores de escolas, que relataram escassez de pessoal e de material nas escolas, mais do que a média da OCDE.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) estima que haja, atualmente, 20 600 estudantes afetados, em disciplinas como Inglês, Geografia, mas principalmente Informática – sendo este último o grupo de recrutamento mais afetado. Apesar das dificuldades enfrentadas atualmente pelo corpo docente, a nível nacional, o relatório PISA mostra que cerca de 83% dos alunos avaliados em Portugal concorda que o professor mostra prazer em ensinar. E, na maioria dos países e economias que integram o estudo, os alunos obtiveram uma pontuação mais alta na literacia em Leitura quando perceberam que os seus professores estavam mais entusiasmados.

Mas não só de recursos humanos se faz uma escola. Por isso, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas tem reforçado as queixas sobre a falta de computadores, atualmente obsoletos, bem uma rede de internet limitada.

Os resultados do PISA foram oficialmente divulgados esta terça-feira e dizem respeito a uma avaliação feita em 2018. O estudo é financiado pelo governo de cada país que escolha participar e, dependendo da economia e tamanho do país, o valor pode oscilar entre 75 mil euros e 900 mil euros. Pela primeira vez, nesta edição participaram países como a Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Brunei Darussalam, Marrocos, Filipinas, Arábia Saudita e Ucrânia.

Em média, são os estudantes de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (China) e Singapura aqueles que superam todos os outros países em Leitura, Matemática e Ciência. Todas economias influentes, não pertencentes à OCDE. Aliás, como lembra João Maroco, especialista do IAVE, “dos 79 sistemas educativos que participaram no PISA, apenas sete (Albânia, Colômbia, Macau, República da Moldávia, Peru, Portugal e Qatar) revelaram uma melhoria significativa do desempenho dos seus alunos simultaneamente a leitura, matemática e ciências na história do PISA” e “destes sete, apenas um é membro da OCDE: Portugal”.

O estudo lembra ainda que, “embora um sistema educacional com recursos insuficientes não possa fornecer bons resultados, a Estónia, com um nível de gastos com educação cerca de 30% inferior à média da OCDE, é, no entanto, um dos países com melhor desempenho” nas três áreas

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Dez 03 2019

Cartoon do Dia – Na sala de Professores…

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 02 2019

Quase o Dobro dos Educadores de Infância Contratados em 2019/2020

  • By arlindovsky
  • 2 de Dezembro de 2019

O quadro apresentado aqui mostra que existiram em 2019/2020, até à Reserva de Recrutamento 13, a colocação de 1.021 educadores, quase o dobro do que aconteceu em 2018/2019 e 2017/2019 no mesmo período, 638 e 620 respetivamente em cada um dos anos.

Não é pelo uso das reduções da componente letiva aos 60 anos que tal acontece, visto que essa redução vai para contratação de escola e em Reserva de Recrutamento apenas foram colocados educadores com horários completos de 25 horas.

Por curiosidade destas 1.201 colocações, 642 foram para horários anuais e 379 para horários temporários.

Também não parece que o crescimento do número de alunos seja causa deste aumento de contratações.

Ao que tudo indica é o envelhecimento deste grupo de recrutamento que leva a este aumento de colocações de contratados, tal como aponta o relatório do CNE que diz que nos próximos 10 anos 73% dos educadores de infância estão todos aposentados.

Este no entanto não é um dos grupos de recrutamento com mais défice de contratados pois na Reserva de Recrutamento 10 ainda existiam 2.467 educadores por colocar nas listas.

Mas e nos outros grupos de recrutamento?

 

 

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Dez 02 2019

Evolução das Colocações de Contratados até à RR13

  • By arlindovsky
  • 2 de Dezembro de 2019

O próximo quadro apresenta o número de colocações por grupo de recrutamento até à Reserva de Recrutamento 13, desde o ano letivo 2016/2017.

Encontra-se assinalado a verde o ano letivo com mais colocações nesta forma de concurso por grupo de recrutamento.

Em 2019/2020 existem 10 grupos de recrutamento que nestes 4 anos letivos mais necessidades de contratações tiveram, apesar de ao longo deste anos terem surgido vinculações ordinárias ou extraordinárias.

Curiosamente a maioria dos grupos onde mais contratações existem em 2019/2020 em comparação com os anos anteriores são aqueles onde existiram um menor número de vinculações, como se pode comparar com este quadro.

O grupo 200 teve desde 2006 apenas 278 vinculações, o grupo 240 teve 7, o 250 teve 23, o 260 teve 127 e o grupo 410 teve 130 vinculações.

Fará sentido olhar para as regras da norma travão quando a realidade mostra que existem mais necessidades do que aquelas que se conseguem apurar com a sucessão de 3 contratos?

 

  • 2 comentários

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Dez 02 2019

Amanhã Sai o PISA

  • By arlindovsky
  • 2 de Dezembro de 2019

… e ao que parece não são os alunos que estão em avaliação.

São as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato, já que da Isabel Alçada poucochinho tempo rezou a história.

 

Políticas de Nuno Crato em exame no PISA 2018

 

Amanhã será publicado o resumo do desempenho dos alunos na edição de 2018, e por tal importa compreender quem são os alunos que foram convidados a fazer este teste, para assim podermos compreender que políticas podem ter tido efeito no desempenho destes jovens.

 

A OCDE realiza desde 2000 e de três em três anos um teste de conhecimento em literacia de Língua, Matemática e Científica a alunos de 15 anos num número considerável e crescente de países – em 2018 participaram cerca de 80.

As médias dos resultados destes testes tornaram-se o indicador para que cada país saiba como evolui a sua educação e como se posiciona face aos outros. Portugal tem sido um caso de sucesso, havendo começado com resultados baixos em 2000 e desde então tem subido. Em 2015, os resultados médios de Portugal situaram-se em torno da média da OCDE, fazendo com que vários especialistas se tenham perguntado o que se passa em Portugal para justificar esta progressão.

Amanhã será publicado o resumo do desempenho dos alunos na edição de 2018, e por tal importa compreender quem são os alunos que foram convidados a fazer este teste, para assim podermos compreender que políticas podem ter tido efeito no desempenho destes jovens.

As regras estabelecidas pela OCDE obrigam a que apenas alunos com 15 anos que frequentem o sistema de ensino pelo menos no terceiro ciclo possam ser selecionados para este teste. Assim, ficam de fora todos os que já tiverem abandonado ou que estejam mais atrasados no sistema.

Estes alunos nasceram em 2003 e iniciaram o primeiro ciclo em 2009, em 2018 os que nunca chumbaram estavam no 10.º ano ou similar.

Quando iniciaram a escola era ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, que tinha desenvolvido a escola a tempo inteiro, encerrado escolas pequenas dispersas pelo país, introduzido as atividades extracurriculares e tinha zangado muito os professores ao tentar implementar um sistema de avaliação. Um mês após o início das aulas, novo governo era eleito e a sua sucessora, Isabel Alçada, dedicou-se a acalmar os professores e teve como medida mais icónica um célebre vídeo em que tratava os meninos como pequenininhos.

Depois, em 2011, veio Nuno Crato, com a introdução de exames no 4.º e 6.º anos e a revisão curricular a ancorar-se em teoria e focada na importância das aprendizagens, mais conteúdos, mais avaliação. Eram os anos da crise, cortes orçamentais em toda a linha do serviço público. Escolas descapitalizadas e professores a receber menos. Cortes no número de funcionários, alargamento do número máximo de alunos por turma e encerramento de disciplinas como área projeto ou estudo acompanhado. Os nossos alunos PISA estavam então no segundo ano de escolaridade.

Em 2015 inicia-se o governo PS e é tempo de inverter as políticas, acabar com os exames do 4.º e 6.º ano, rever os currículos e focar no sucesso. Avaliar menos e olhar para os alunos no seu todo. A política da educação torna a escola num conceito mais tolerante, em que tudo deve ser mais flexível. Foi aplicado? Não sabemos, mas pelo menos ao nível do discurso encontramos uma clara mudança. Manuais gratuitos, turmas mais pequenas para alguns, alunos com perfis humanistas, todos incluídos na mesma escola, una, solidária e de matriz curricular flexível. Os alunos PISA estavam já no 7.º ano quando este governo tomou posse.

Dada esta rápida caracterização, os alunos em causa frequentaram escolas maiores e onde puderam ter atividades extracurriculares, e estar na escola todo o dia. A grande maioria já terá frequentado pelo menos um ano do pré-escolar. Foram os primeiros a fazer o exame do 4.º ano e os últimos a fazer o exame do 6.º ano. Passaram a sua primeira infância a estudar para exames, coitados. Ao chegarem ao terceiro ciclo, o governo mudou e sentiram-se muito injustiçados pois ficaram a saber que os seus colegas mais novos deixavam de fazer exames. Eles teriam ainda de fazer as provas de aferição no 8.º ano e exame no 9.º. Sempre a serem avaliados.

Se os resultados do PISA 2018 forem bons, ou seja, se os alunos portugueses mantiverem ou subirem, temos de concluir que fazer muitos exames e aprender num sistema virado para os resultados foi uma boa experiência, e colocou alunos portugueses numa linha competitiva com os seus pares. Se os resultados forem fracos, então o governo atual tem argumentos para dizer que muitos exames, e programas de conteúdos ambiciosos, devem ser repensados. O atual governo verá o seu programa educativo parcialmente avaliado em 2021. Os resultados das políticas de educação devem ser interpretados olhando para percursos longos de aprendizagem. Com ciclos governamentais de quatro anos não é possível avaliar políticas enquanto o governo que as lançou está no poder.

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Dez 02 2019

Concorda com uma lista unica de ordenação e colocação no Concurso de Professores?

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Com vista a saber a opinião dos professores relativamente a um futuro diploma de concursos, vamos questionar-vos sobre o tema. Este questionário vai-se prolongar por alguns dias para que possam refletir devidamente sobre cada questão e mediante as vossas respostas possamos ir incluindo novas questões. No final apresentaremos os resultados para vossa informação e dos demais intervenientes.

Esta é a primeira questão:

  • 31 comentários

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